30 outubro, 2015

Flash-mob de detentas para dizer ao Papa: "Nós gostamos de você!"

Flash-mob de detentas para dizer ao Papa: "Nós gostamos de você!"

 “O Papa é pop” é o balé improvisado em homenagem ao Papa Francisco realizado na manhã desta quinta-feira pelas detentas do Cárcere de Rebibbia. Uma exibição que envolveu muitas das prisioneiras da penitenciária romana. :

Um flash-mob para dizer ao Papa “Nós gostamos de você", "Francisco você é pop". Na manhã desta quinta-feira cinquenta jovens, detentas e não, da seção da ala feminina da Penitenciária de Rebibbia dançaram e cantaram juntas o seu hino de alegria dedicado ao Pontífice. Detentas de diferentes credos e culturas, mas unidas por uma única paixão: o Papa Francisco e por sua mensagem de esperança que chega também àqueles que estão na prisão. E, especialmente, às vésperas do Jubileu da Misericórdia, fizeram ouvir a sua voz forte do lugar de restrição por excelência: a prisão. Mas como nasceu esta iniciativa? Foi o que explicou o idealizador do evento, Igor Nogarotto.

R. - "O Papa é pop" nasce simplesmente do fato que Francisco me fascinou. Eu não sou um crente, mas eu me aproximei da Igreja, graças a ele, graças ao seu carisma, graças ao seu ser um pouco fora dos esquemas, mas sobretudo por ser precisamente..." pop ", popular. Ou seja, o desejo de estar perto das pessoas, de estar perto das pessoas que têm necessidade. Portanto, nasceu esse jogo de palavras - "papa é pop" – e a partir daí, então, todo um movimento de pessoas quis participar desta mensagem. E tudo isso poderia ser feito, na minha opinião, somente graças a este Papa. (SP) 

Fonte: Rádio Vaticano

29 outubro, 2015

Os homossexuais após o Sínodo


Os homossexuais após o Sínodo
Um vicariato para atender as pessoas homossexuais?

Na Igreja, ultimamente, tem-se prestado muita atenção à homossexualidade. Tudocomeçou com a famosa frase proferida pelo papa Francisco a bordo do voo que o levou do Rio de Janeiro a Roma, em 2013: “Quem sou eu para julgar a consciência de um gay?” O carinho e o respeito de sua santidade para com essa parcela de irmãos homossexuais manifesta-se sempre. Sem embargo, em nenhum instante o bispo de Roma relevou uma vírgula sequer da moral cristã, que exproba os chamados “atos homossexuais” (Catecismo da Igreja Católica, n. 2357). Mas, a grande característica do sumo pontífice reinante consiste em aproximar-se dos dramas humanos, sem medo, sem preocupação com o que vão dizer. Afinal de contas, ele é o vigário de Cristo, do salvador que veio ao mundo para trazer vida abunda nte (Jo 10,10).
A Relatio Synodi, publicada no dia 24 de outubro de 2015, reitera a doutrina de que “não existe nenhum fundamento para uma analogia, nem mesmo remota, entre a união homossexual e o designío de Deus sobre o matrimônio e a família” (n. 76), porém, frisa a obrigação de se acolher o homossexual com todo respeito e alude à premência de se prover uma atenção específica, bem como um acompanhamento dessas situações (idem).
Espera-se que o santo padre, dentro em breve, divulgue uma exortação apostólica pós-sinodal, roborando e explicitando as temáticas agitadas no sínodo de 2015, inclusive a questão da solicitude pastoral para com os homossexuais.
As dioceses, à luz da Relatio Synodi e, ulteriormente, com base na exortação pontifícia, decerto criarão mecanismos pastorais de acolhida. Uma pastoral dos homossexuais? Um vicariato para as pessoas com tendência homossexual, já que o documento em exame discorre acerca da formação dos fiéis, leigos e clérigos, que atuarão na acolhida dos homossexuais? É difícil dizê-lo por enquanto. Todavia, será mister traduzir em mediações sociológicas o desvelo da Igreja de Cristo pelos homossexuais. Ocorrerá, com certeza, uma abordagem carinhosa, respeitosa, contudo, tendente à conversão, isto é, à vivência dos ditames éticos cristãos, um dever tanto de homossexuais quanto de heterossexuais.

Fonte: Zenit

Grupo Muzenza de Capoeira Maringá - Paraná


27 outubro, 2015

Haverá comunhão para os divorciados recasados

“O documento final abre as portas para que os católicos que fracassaram em seu matrimônio possam aproximar-se da mesa da comunhão. (...) Três são os critérios que, combinados, tornam possível um grande passo para frente: integração, discernimento e acompanhamento”.
A análise é de Jorge Costadoat, SJ, teólogo, e publicada por Religión Digital, 25-10-2015. A tradução é de André Langer.
Eis o artigo.
Terminou o Sínodo dos Bispos sobre a Família. Talvez desde o Concílio Vaticano II, há 50 anos, uma reunião episcopal em nível mundial não atraía tanto o interesse e agitava tanto as águas. O acontecimento constituiu um verdadeiro turning point. Ainda é cedo para tirar muitas conclusões. Mas se este Sínodo não representa um passo para frente, será para trás, exatamente quando a Igreja mais necessita avançar. Como digo, ainda não podemos oferecer uma opinião acabada, pois dispomos do texto final apenas em italiano. Temos, isso sim, em castelhano o discurso final do Papa, no qual Francisco felicita os congregados por terem atinado com sua missão pastoral, que consiste em pensar nas pessoas antes que na doutrina; em interpretar a doutrina em função de pessoas que necessitam que lhes seja anunciado um evangelho de vida, em vez de oprimi-las com mandamentos e proibições desumanas.
Muitos foram os temas, mas um deles atraiu o interesse principal. Poderão os divorciados recasados comungar na missa? O Sínodo não exclui a possibilidade, isto é, sim, poderão fazê-lo. Qualquer leitor atento concluirá que a possibilidade existe, se as coisas forem feitas seriamente. O documento final abre as portas para que os católicos que fracassaram em seu matrimônio possam aproximar-se da mesa da comunhão. Devemos dizer com todas as letras: sim, os divorciados recasados, que até agora foram excluídos pela instituição eclesiástica e malvistos pelos católicos hipócritas, devem alegrar-se porque não se pode dizer que todos eles sejam adúlteros. Os números do documento correspondentes a esta matéria (84-86), introduzem uma mudança pastoral responsável. Neles, três são os critérios que, combinados, tornam possível um grande passo para frente: integração, discernimento e acompanhamento.
O Sínodo, nesta matéria, quis integrar estas pessoas em vez de excluí-las. Diz-nos: “a lógica da integração é a chave de seu acompanhamento pastoral, não apenas para que saibam que pertencem ao Corpo de Cristo que é a Igreja, mas tenham disso uma experiência gozosa e fecunda”. O critério provém do Instrumentum Laboris que recolhia o parecer das Igrejas das diversas partes do mundo e que insistentemente não queria exclusões, mas inclusão e integração. Estas pessoas deverão ser acolhidas com especial carinho e poderão participar o máximo possível da missa.
Mas a possibilidade em questão – sempre tácita no documento – não deveria ser executada indiscriminadamente. Exige-se um discernimento. A propósito das diferentes maneiras de participação é necessário “discernir quais das diversas formas de exclusão atualmente praticadas no âmbito litúrgico, pastoral, educativo e institucional, podem ser superadas”. As situações, sabemos, podem ser muito diferentes. O documento cita João Paulo II para recordar que, por exemplo, deve-se distinguir as pessoas que se esforçaram para salvar seu primeiro casamento e depois foram abandonadas injustamente, daquelas que, com grave culpa de sua parte, o destruíram. Cada caso merece um estudo particular.
Por último, o Sínodo pede que este discernimento seja acompanhado por um padre. Para quê, se dirá? Para fechar novamente a porta? Pois bem, sempre poderá haver o caso de um padre que, em vez de acompanhar, queira dirigir a vida dos outros e agora pense que poderá autorizar uns a comungar e outros não. Esta não é a ideia. A decisão final fica a cargo de um exame de consciência e de uma decisão que, pensamos, só pode pertencer às pessoas em questão. Na nossa opinião, o padre que ajudar as pessoas na formação de um juízo sobre o que corresponder, representa a Igreja que leva a sério sua vida, que quer ajudá-las a processar seu fracasso, a curar as feridas e a crescer outra vez em seu cristianismo. O mesmo deverá cumprir esta função de um modo regulado por uma autoridade, que será tanto mais competente quanto mais misericordiosa.
Assim, católicos que viveram durante anos no mais triste abandono, receberão o trato que sempre deveria ter sido prioritário. Ninguém mais que eles deveriam ser acolhidos, cuidados e orientados. Suas famílias, no entanto, foram consideradas de segunda categoria. Termina um escândalo. A opção de Jesus pelos estigmatizados tira novamente o cetro do farisaísmo.
O documento do Sínodo é, no entanto, a penúltima palavra. Os católicos esperam que o Papa ainda publique um documento que dê orientações sobre esta e muitas outras matérias tratadas. Por enquanto, restam para ser definidas as disposições dos termos daquele acompanhamento.
O que também deve ser salientado, e que no longo prazo será decisivo para o futuro da Igreja, é que o Papa decidiu governar de um modo sinodal, isto é, caminhando com todos, fazendo discernimento coletivo sobre os principais assuntos, retomando os passos democráticos do Vaticano II.

16 outubro, 2015

Arquidiocese de Maringá - Comunidades Eclesiais de Base (CEBs)


Neste sábado, dia 17, a coordenação da CEBs da Arquidiocese de Maringá, estará reunida para a avaliar a caminhada de 2015, programar atividades para ano 2016 e trazer presente informes e a alegria da realização do 7º Intereclesial das CEBs do Paraná, que acontecerá na Diocese de Umuarama em abril de 2016. Está previsto que o evento tenha cerca de 1000 delegados representando as dioceses do Estado que virão com o objetivo de refletir sobre os desafios enfrentados pela Igreja na atualidade, principalmente no meio urbano.
A reunião acontecerá no CEPA, às 14 horas.

15 outubro, 2015

Ano Santo da Misericórdia

Um pequeno texto que escrevi para contribuir com a reflexão diante desta linda proposta do Ano Santo da Misericórdia.

Ano Santo da Misericórdia 

Como descobrir o rosto e o grito de quem pede compaixão?
Como “Eu” e “Você”, podemos descobrir e aproximar levando a misericórdia de nosso Deus?

Papa Francisco convoca o Jubileu da Misericórdia, e ao anunciar o ano jubilar disse: "Decidi convocar um Jubileu Extraordinário que tenha o seu centro na Misericórdia de Deus. Será um Ano Santo da Misericórdia."

Misericórdia significa ter capacidade de sentir aquilo que a outra pessoa sente, aproximar seus sentimentos dos sentimentos de alguém, ser solidário com as pessoas. Misericórdia é também um grito de quem pede compaixão.

Ao anunciar o Ano Jubilar da Misericórdia, o papa justificou dizendo: “Pensei muitas vezes no modo como a Igreja pode tornar mais evidente a sua missão de ser testemunha da misericórdia. É um caminho que começa com uma conversão espiritual; e devemos fazer este caminho." – e cheio de ternura disse: “ninguém pode ser excluído da misericórdia de Deus” e que a Igreja “é a casa que acolhe todos e não recusa ninguém”. “As suas portas estão escancaradas para que todos os que são tocados pela graça possam encontrar a certeza do perdão. Quanto maior é o pecado, maior deve ser o amor que a Igreja manifesta aos que se convertem”.

Na bíblia misericórdia é o meio pelo qual nosso Deus age. Um olhar profundo no rosto leva a inserir na realidade da outra pessoa. O Ano da Misericórdia propõe ir ao encontro do outro, descobrir seu rosto. O rosto do outro é uma verdadeira manifestação, sair do eu para encontrar-se com o tu, uma relação real, vivido com participação viva, afetuosa, de dedicação, cuidados e de forma dinâmica. O rosto do outro revela o rosto de nosso Deus. A misericórdia de Jesus revela o que de mais humano existe em Deus e o que de mais divino existe na mulher e no homem.

Precisamos conhecer a carta do papa “Misericordiae Vultus (MV)” e deixar acender em nós a chama que não devemos deixar que nos roubem a alegria da Evangelização, que devemos nos aproximar mais do nosso povo, em primeiro lugar daquelas pessoas que se encontram à margem da sociedade.

Em nossas Paróquias, em nossas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), na rua em que moramos como descobrir o rosto e o grito de quem pede compaixão? Como “Eu” e “Você”, podemos descobrir e aproximar levando a misericórdia de nosso Deus?

O grito dos que pedem compaixão está muito presente nos doentes, idosos, dependentes químicos, desempregados, nos que cometem erros, nos afastados e de seus familiares; no posto de saúde, comércio e nos colégios em nosso bairro.

Devemos nos aproximar com a misericórdia que nos leva a entrar na vida das pessoas, sentir suas dores, seus sonhos, suas alegrias, angustias, para juntos nos deixarmos surpreender por Deus e encontramos caminhos de superação, fraternidade e justiça: “A igreja sentir-se-á chamada ainda mais a cuidar das feridas  (das pessoas), aliviá-las com o óleo da consolação, enfaixá-los com a misericórdia e tratá-los com solidariedade e atenção devidas. Não nos deixemos cair na indiferença que humilha, na comodidade que anestesia o Espírito e impede de descobrir a novidade, no animo que destrói” (MV 15).

Misericordiae Vultus apresenta um caminho de peregrinação em direção da Misericórdia. A proposta desse ano jubilar precisa ser prolongado pela vida toda, porque nunca se esgota a experiência do perdão e a necessidade da presença amiga da Igreja.

O Ano da Misericórdia terá início no dia 8 de dezembro desde ano, na solenidade da Imaculada Conceição, neste dia celebra-se também o 50º aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II.  O encerramento do Ano Santo será no dia 20 de novembro de 2016, na Solenidade litúrgica de Jesus Cristo Rei do Universo . 

E se o “egoísmo humano” for um mito interesseiro?

Novas pesquisas sugerem: nossa espécie é majoritariamente colaborativa, altruísta e solidária. Ideia da ganância coletiva pode ser projeção ideológica dos que concentram poder e capital.

O artigo é de George Monbiot, jornalista e ambientalista inglês, publicado por Outras Palavras, 14-10-2015.  A tradução é de Inês Castilho.

Eis o artigo.

Você se debate contra os sinais de indiferença e egoísmo humanos? Sente-se oprimido pela sensação de que, enquanto se preocupa com o mundo, ao contrário de muitos outros? Julga que a indiferença de pessoas iguais a você está esvaziando o que resta da civilização e da vida na Terra? Se assim é, você não está sozinho. Mas também não está certo.

Um Estudo da Fundação Causa Comum a ser publicado em novembro, revela duas descobertas transformadoras. Aprimeira é que a grande maioria das 1000 pessoas pesquisadas – 74% – identifican-se mais fortemente com valores altruístas do que com valores egoístas. Significa que estão mais interessadas em gentileza, honestidade, perdão e justiça do que em dinheiro, fama, status e poder. A segunda é que uma maioria semelhante – 78% – acredita que os outros são mais egoístas do que realmente são. Ou seja, cometemos um terrível erro sobre o comportamento das outras pessoas.

A revelação de que a característica humana dominante é, digamos, a humanidade, não é surpresa para quem acompanhou o recente desenvolvimento das ciências sociais e do comportamento. As pessoas, sugerem essas descobertas, são basica e intrinsecamente boa gente.

Um artigo de revisão  no jornal Fronteiras em Psicologia (Frontiers in Psychology) afirma que nosso comportamento em relação a membros de nossa espécie que não são nossos parentes é “espetacularmente incomum, comparado ao de outros animais”. Enquanto chimpanzés aceitam partilhar comida com membros do seu próprio grupo, embora geralmente só depois de importunados por pedidos agressivos, com estranhos eles tendem a reagir violentamente. Chimpanzés, observam os autores, comportam-se mais como o Homo economicus da mitologia neoliberal do que as pessoas.

Os humanos são, ao contrário, ultrassociais. Possuem uma elevada capacidade de empatia, sensibilidade sem paralelos para as necessidades do outro, um nível incomparável de preocupação com o bem-estar deste e capacidade de criar normas morais que generalizam e fazem valer essas tendências.

Esses traços emergem tão cedo em nossas vidas que parecem inatos. Ou seja, parece que evoluímos para nos tornarmos assim. Por volta dos 14 meses, as crianças começam a ajudar umas às outras — por exemplo pegando coisas para aquelas que não as conseguem alcançar. Quando chegam aos dois anos, passam a compartilhar objetos que valorizam. Aos três, começam a protestar contra a violação das normas morais por outras pessoas.

Um texto fascinante do jornal Infância (Infancy) revela que isso não tem nada a ver com recompensa. Crianças de três a cinco anos mostram-se menos propensas a ajudar alguém pela segunda vez se foram recompensadas ao fazê-lo pela primeira vez. Ou seja, recompensas externas parecem minar o desejo intrínseco de ajudar. (Pais, economistas e governos, anotem, por favor.)

O estudo descobriu também que crianças dessa idade estão mais inclinadas a ajudar pessoas que percebem estar sofrendo, e que desejam ver tal pessoa amparada, seja ou não por elas próprias. Isso sugere que são motivadas por um interesse genuíno no bem-estar da outra pessoa, ao invés do desejo de posar de benevolentes.

Por que razão? Como a árdua lógica da evolução produziria tais resultados? A questão é objeto de debates acalorados. Uma escola de pensamento defende que altruísmo é a resposta lógica à vida em pequenos grupos de parentes próximos, e a evolução, distraída, não foi capaz de perceber que agora vivemos em grandes grupos, a maioria composta por estrangeiros. Uma outra argumenta que grandes grupos, com grande número de altruístas, irão superar grandes grupos com grande número de egoístas. Uma terceira hipótese insiste em que a tendência à colaboração melhora a  sobrevivência de cada um, independentemente do grupo em que se encontre. Qualquer que seja o mecanismo, o resultado é motivo para celebrar.

Se é assim, por que conservamos uma visão tão sombria da natureza humana? Em parte, talvez, por razões históricas. Filósofos, de Hobbes a RousseauMalthus a Schopenhauer, cujo entendimento da evolução humana limitava-se aoLivro de Gênesis, produziram relatos persuasivos, influentes e catastroficamente equivocados sobre o “estado de natureza” (nossas características inatas, ancestrais). Suas especulações sobre esse assunto deveriam há muito ter sido colocadas numa prateleira alta, etiquetada de “curiosidades históricas”. Mas de alguma forma elas ainda parecem exercer controle sobre nossas mentes.

Outro problema é que – quase por definição – muitos daqueles que dominam a vida pública têm fixação incomum em fama, dinheiro e poder. Seu extremo autocentramento faz deles uma pequena minoria. Mas, como estão em todo lugar, achamos que são representativos da humanidade.

A mídia idolatra riqueza e poder, e às vezes lança ataques furiosos contra pessoas que se comportam altruisticamente. Vale atentar para o espaço dado, nos jornais e TVs, a pessoas que falam e escrevem como se fossem psicopatas.

As consequências desse pessimismo indevido sobre a natureza humana são notáveis. Como revelam as entrevistas e a pesquisa da Common Cause Foundation, os que têm visão mais sombria da humanidade são os que tendem a votar menos. Por que razão o fariam, raciocinam, se todos os outros votam apenas segundo seus próprios interesses egoístas? De modo interessante, e que pode alarmar pessoas da minha sensibilidade política, também descobriram que as pessoas de ideias libertárias tendem a ter uma visão das outras pessoas mais sombria que a dos conservadores. Você quer que as ideias de transformação social avancem? Se é assim espalhe a notícia de que as pessoas, em sua grande maioria, são bem-intencionadas.

A misantropia abre campo para a minoria gananciosa, e alucinada pelo poder, que tende a dominar nossos sistemas políticos. Se soubéssemos quanto são anormais, estaríamos mais inclinados a rejeitá-los e buscar líderes melhores. Isso contribui para o perigo real que enfrentamos: não um egoísmo generalizado, mas uma passividade generalizada. Bilhões de pessoas decentes balançam suas cabeças enquanto o mundo pega fogo, imobilizadas pela convicção de que ninguém mais quer saber de nada.

Você não está só. O mundo está com você, ainda que não tenha encontrado sua voz.

1% da população mundial concentra metade de toda a riqueza do planeta

Desigualdade aumentou desde da crise de 2008 e chega ao ápice em 2015. 
2015 será lembrado como o primeiro ano da série histórica no qual a riqueza de 1% da população mundial alcançou a metade do valor total de ativos. Em outras palavras: 1% da população mundial, aqueles que têm um patrimônio avaliado em 760.000 dólares (2,96 milhões de reais), possuem tanto dinheiro líquido e investido quanto o 99% restante da população mundial.
A reportagem é de Ignacio Fariza e publicada por El País, 14-10-2015.
Essa enorme disparidade entre privilegiados e o resto da Humanidade, longe de diminuir, continua aumentando desde o início da Grande Recessão, em 2008. A estatística do Credit Suisse, uma das mais confiáveis, deixa somente uma leitura possível: os ricos sairão da crise sendo mais ricos, tanto em termos absolutos como relativos, e os pobres, relativamente mais pobres.
No Brasil, a renda média doméstica triplicou entre 2000 e 2014, aumentando de 8.000 dólares por adulto para 23.400, segundo o relatório. A desigualdade, no entanto, ainda persiste no país, que possui um padrão educativo desproporcional, e ainda a presença de um setor formal e outro informal da economia, aponta o relatório.


Em O Preço da Desigualdade, um dos últimos livros de Joseph E. Stiglitz, o Nobel de Economia utilizou uma poderosa imagem da Oxfam para ilustrar a dimensão do problema da desigualdade no mundo: um ônibus que por ventura transporta 85 dos maiores multimilionários mundiais contém tanta riqueza quanto a metade mais pobre da população mundial.
Hoje, essa impactante imagem, plenamente em voga, ganha a companhia de outras que deixam latente a crescente desigualdade entre os privilegiados e o resto do mundo: um de cada 100 habitantes do mundo tem tanto quanto os 99 restantes; 0,7% da população mundial monopoliza 45,2% da riqueza total e os 10% mais ricos têm 88% dos ativos totais, segundo a nova edição do estudo anual de riqueza publicado na segunda-feira pelo banco suíço Credit Suisse, feito com dados do patrimônio de 4,8 bilhões de adultos de mais de 200 países.
O que causou esse novo aumento da disparidade? A entidade financeira aponta a melhora dos mercados financeiros: a riqueza dos mais ricos é mais sensível às subidas de preço de ações de empresas e outros ativos financeiros que a do restante da população. No último ano, os índices de referência dos mercados das principais bolsas europeias e norte-americanas, o Eurotoxx 50 e o S&P 500, subiram mais de 10%.
Outro dado dá base à tese do aumento da desigualdade: ainda que o número dos muito ricos (aqueles que têm um patrimônio igual ou superior aos 50 milhões de dólares [195 milhões de reais]) tenha perdido aproximadamente 800 pessoas desde 2014 por conta da força da moeda norte-americana frente ao resto das grandes divisas, o número de ultrarricos (aqueles que têm 500 milhões de dólares [1,95 bilhão de reais]) ou mais aumentou “ligeiramente”, segundo o Credit Suisse, para quase 124.000 pessoas. Nem sequer o ajuste pela taxa de câmbio é capaz de neutralizar o aumento. Por país, quase a metade dos muitos ricos vive nos EUA (59.000 pessoas), 10.000 deles vivem na China e 5.400 vivem no Reino Unido.
Com esses dados, não é de se estranhar a satisfação mostrada na segunda-feira pelo responsável pela Gestão de Patrimônios do Credit Suisse para a Europa, o Oriente Médio e a África, Michael O’Sullivan: seu negócio não deixou de crescer desde o estouro da maior crise desde a Segunda Guerra Mundial. “Nossa indústria está em pleno crescimento, a riqueza seguirá com sua trajetória de subida”. Suas previsões não podem ser mais eloquentes. O número de pessoas com um patrimônio superior a um milhão de dólares (3,9 milhões de reais) crescerá 46% nos próximos cinco anos, até chegar aos 49 milhões de indivíduos.
Toda a riqueza mundial em seu conjunto, por outro lado, crescerá até 2020 um robusto, mas inferior, índice de 39%. NaEspanha, o número de pessoas com patrimônio superior a um milhão de dólares (3,90 milhões de reais) chegou em 2015 a 360.000 pessoas, 21% a menos do que no mesmo período em 2014. A Espanha é o nono país que mais perdeu milionários no último exercício. Da mesma forma que o restante da zona do euro, a evolução é distorcida pela fragilidade do euro frente à moeda norte-americana.

12 outubro, 2015

Paróquia Nossa Senhora da Liberdade - Arquidiocese de Maringá

Fotos da missa em ação de graças a Nossa Senhora Aparecida da Paróquia Nossa Senhora da Liberdade - Arquidiocese de Maringá, que tem como pároco Pe. Dirceu Alves do Nascimento.






Duas datas, afetivas e amorosas: a festa de Nossa Senhora e o dia das crianças!


Um pequeno texto que escrevi para esta data tão especial

Duas datas, afetivas e amorosas: a festa de Nossa Senhora e o dia das crianças! 

No dia 12 de outubro, celebramos duas datas afetivas e amorosa, a festa da Mãe de Jesus e nossa Mãe Nossa Senhora Aparecida e o dia das crianças.

A maternidade e a fecundidade revela a beleza incondicional da vida. Jesus nos ensina que para poder entrar no Reino de Deus é preciso ser igual uma criança. Todos, mulheres e homens, são um pouco “mães” e eternas “crianças”.

Jesus acolhia as crianças, as abençoava, trazia-as para o centro das conversas e a elas dava atenção especial. Ele sabia que a singeleza e pureza de uma criança é o reflexo do coração de nosso Deus.

“Assim como no Evangelho, Jesus acolhe as crianças, abraça-as e abençoa-as, também nós temos.... a necessidade de ver cada criança como um dom que deve ser acolhido, amado e protegido.”. (Papa Francisco).

No Evangelho das bodas de Caná (Jo 2,1-11) ao escutarmos o conselho de Maria, “fazei o que ele vos disser” (J0 2,5), revela-nos que a devoção, o carinho e o amor a Nossa Senhora nos conduz sempre a Jesus e com ela aprendemos a acolher o Evangelho.

Coloquemos sob a proteção de Nossa Senhora todas as crianças do Brasil e do mundo, e cada um de nós, pois “se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos céus” (Mt 18,3).

08 outubro, 2015

O grito do Papa: “Não à rigidez; Deus quer misericórdia”



O grito do Papa: “Não à rigidez; Deus quer misericórdia” 

Ultimas palavras do querido Papa Francisco antes de iniciar o Sínodo sobre a família. Inspirado no rebelde profeta Jonas.
Poderia ser mais claro e explicito o seu recado?

Rezemos que prevaleça a misericória. 

O grito do Papa: “Não à rigidez; Deus quer misericórdia”
O coração duro é o verdadeiro perigo para o ser humano, porque não deixa entrar a misericórdia de Deus. O destaque é do Papa Francisco e feito durante a homilia na missa matutina na Capela da Casa Santa Marta, antes de se  dirigir, segundo indicou a Rádio Vaticano, à aula  nova do Sínodo, onde acontece a assembleia geral dos bispos sobre o tema da família. 

A reportagem é de Domenico Agasso Jr e publicada por Vatican Insider, 06-10-2015. A tradução é de André Langer.

O Pontífice pediu para não obstaculizar a misericórdia do Senhor, considerando mais importantes as próprias ideias ou uma lista de mandamentos que devem ser seguidos. Disse-o referindo-se ao profeta Jonas, que resiste à vontade de Deus, mas que depois aprende que deve obedecer.


Francisco baseou sua homilia na primeira leitura do dia, do livro de Jonas, e destacou que a cidade de Nínive converte-se graças à sua pregação: “Realmente faz um milagre, porque neste caso ele deixou sua teimosia de lado e obedeceu à vontade de Deus, e fez aquilo que o Senhor lhe havia pedido”. 


Nínive converte-se e por este motivo Jonas, homem “não dócil ao Espírito de Deus, se enfurece: sentiu um enorme desgosto e foi desdenhado”. E vai além, chegando inclusive a se queixar de Deus.


O Papa explicou que a história de Jonas e Nínive articula-se em três pontos: o primeiro é “a resistência à missão que o Senhor lhe confia”; o segundo é “a obediência, e quando se obedece, milagres acontecem. A obediência à vontade de Deus, e Nínive se converte”. O terceiro, “a resistência à misericórdia de Deus”.


Francisco prosseguiu refletindo sobre a dureza dos corações. “‘Senhor, não era justamente isso que eu dizia quando estava ainda em minha terra? Porque Tu és um Deus misericordioso e piedoso’, e eu fiz todo o trabalho de pregar, cumpri bem meu dever, e Tu os perdoas? É o coração com aquela dureza que não deixa entrar a misericórdia de Deus. É mais importante a minha pregação, são mais importantes os meus pensamentos, é mais importante a lista de mandamentos que devo observar, tudo, exceto a misericórdia de Deus”. 


E esta situação, “este drama”, o próprio Jesus o viveu “com os doutores da Lei, que não entendiam porque ele não permitiu que a mulher adúltera fosse apedrejada, como ele fazia refeições junto com os publicanos e os pecadores: eles não entendiam. Não entendiam a misericórdia. ‘Tu és misericordioso e piedoso’”.


Mas o Salmo do dia sugere esperar “o Senhor, porque com o Senhor está a misericórdia, e grande é com Ele a redenção”.

O Papa acentuou: “Onde está o Senhor está a misericórdia. E Santo Ambrósio acrescentava: ‘E onde há rigidez ali estão seus ministros’. A teimosia que desafia a missão, que desafia a  misericórdia”. 

Assim, enquanto nos aproximamos do Ano da Misericórdia, recordou o Papa, “rezemos ao Senhor para que nos faça entender como é seu coração, o que significa ‘misericórdia’, o que quer dizer quando Ele diz: ‘Quero misericórdia e não sacrifício!’”


07 outubro, 2015

Catedral de Maringá é eleita a 5ª igreja mais bonita da América do Sul


Carla Guedes, O Diário

A Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória, em Maringá, foi eleita a quinta igreja mais bonita da América do Sul, segundo ranking do site de viagens About Travel. 

A catedral de Maringá é a segunda representante do Brasil na lista das mais belas igrejas da América do Sul. O ranking é liderado pela Catedral da Sé, em São Paulo.

O About Travel descreve a catedral de Maringá como a mais alta igreja da América do Sul e “um dos mais dramáticos exemplos de igreja de construção moderna” do continente. A construção da catedral de Maringá, de acordo com a arquidiocese, começou em julho de 1959. A obra foi concluída em 10 de maio de 1972.

Segundo o About Travel, as mais interessantes igrejas do último século foram construídas na América do Sul.  Confira a lista das sete mais belas:

1ª Catedral da Sé – São Paulo/Brasil
2ª Basílica do Voto Nacional – Quito – Equador
3ª Catedral de Salta – Argentina
4ª Santuário de Las Lajas – Colômbia
5ª Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória – Maringá/Brasil
6ª Catedral de Lima – Peru
7ª Igreja de Isluga – Chile

Fonte: O Diário
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Conflitos e perseguição provocaram êxodo de 60 milhões


No mundo todo há 60 milhões de pessoas que são atualmente refugiadas, solicitantes de asilo ou deslocadas dentro de seus próprios países devido a conflitos armados e perseguições: foi o que disse nesta segunda-feira o chefe da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), António Guterres.

Conflitos antigos continuam sem solução e 15 novos explodiram nos últimos cinco anos, e o volume de pessoas que foram repatriadas em 2014, - 126 mil - foi o mais baixo das últimas três décadas.

Em consequência de conflitos, o número de pessoas deslocadas em nível mundial quadruplicou no período 2010-2014, passando de 11 mil para 42.500 por dia, alertou Guterres na inauguração do 66º comitê executivo da Acnur.

Só a grande crise causada pelas interconexões entre os conflitos do Iraque e da Síria empurraram 15 milhões de pessoas para o êxodo, sem esquecer que os enfrentamentos na África continuam a forçar centenas de milhares de pessoas a abandonarem seus lares.

Os últimos dados da Acnur indicam que nos últimos 12 meses 500 mil pessoas fugiram do Sudão do Sul, 190 mil do Burundi e 300 mil da Líbia.

O Iêmen, por sua vez, também se transformou em um foco de saída de refugiados. 1,1 milhão de pessoas fugiram nos últimos 12 meses por causa do conflito interno neste país.

As vagas oferecidas para a realocação de refugiados representam uma fração mínima do que é necessário para o volume de refugiados em nível mundial. Guterres explicou que em 2014 100 mil pessoas foram realocadas, 15% do necessário.

Em sua última participação como alto comissário diante de um comitê executivo da Acnur - ele deixará o cargo no fim deste ano, Guterres ressaltou que, para solucionar a atual crise de refugiados na Europa, é fundamental "uma relação positiva entre Ocidente e os mundos muçulmanos".

Ele assinalou que a rejeição aos refugiados muçulmanos por causa de sua religião é "a melhor propaganda que os grupos extremistas precisam para atrair novos seguidores jovens para o terrorismo".

Setores políticos influentes em vários países europeus pediram para só receberem refugiados cristãos.

"Uma Europa que defenda seus valores fundadores, de tolerância e de abertura, recebendo refugiados de todas as religiões, debilitará os argumentos de grupos extremistas", destacou Guterres.

Ele sustentou que é urgente resistir à islamofobia e reduzir a atração que as ideologias extremistas podem ter entre os jovens.

O alto comissário disse que "se, por um lado, a solidariedade de muitos europeus que prestam socorro e até acolhem em suas casas refugiados que chegam aos seus países é comovente; por outro, é chocante a hostilidade que aqueles que fogem da guerra encontram em lugares onde pensaram que teriam certezas". (SP-EFE)

Fonte: Rádio Vaticano

04 outubro, 2015

Fui votar - eleição para Conselheiro Tutelar

Acabei de chegar, fui votar.
Hoje esta ocorrendo em todos os municípios do Brasil eleição para Conselheiro Tutelar.
Locais de votação em Maringá/Paraná: http://goo.gl/A9wRjH
Horário da votação: Das 8h às 17h.
Quem pode votar?
- Pessoas maiores de 16 anos com título de eleitor.
O que é preciso?
- Documento com foto e título de eleitor.
- O voto pode ser feito até às 17H00 de hoje, domingo.
O que é o Conselho Tutelar?
O Conselho Tutelar foi criado conjuntamente ao Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, instituído pela Lei 8.069 no dia 13 de julho de 1990.
É o órgão municipal responsável por zelar pelos direitos da criança e do adolescente. Formado por membros eleitos pela comunidade para mandato de quatro anos, possui autonomia funcional, ou seja, não é subordinado a qualquer outro órgão estatal.
A quantidade de conselhos varia de acordo com a necessidade de cada município, mas é obrigatória a existência de, pelo menos, um Conselho Tutelar por cidade, constituído por cinco membros. Em Maringá são dois.
Segundo consta no artigo 136 do ECA, são atribuições do Conselho Tutelar e, consequentemente, do Conselheiro Tutelar, atender não só as crianças e adolescentes, como também atender e aconselhar pais ou responsáveis.
O Conselho Tutelar deve ser acionado sempre que se perceba abuso ou situações de risco contra a criança ou o adolescente, como por exemplo, em casos de violência física, sexual ou emocional.
Cabe ao Conselho Tutelar aplicar medidas que zelem pela proteção dos direitos da criança e do adolescente. Para informações completas das atribuições do Conselho Tutelar, acesse o ECA completo em:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8069.htm.
Apesar de muitas pessoas acharem o contrário, o Conselho Tutelar não tem competência para aplicar medidas judiciais, ou seja, ele não é jurisdicional e não pode julgar nenhum caso.
É um órgão ‘zelador’ dos direitos da criança e do adolescente. Não é função do Conselho Tutelar, por exemplo, fazer busca e apreensão de crianças ou adolescentes, expedir autorização para viagens ou desfiles ou determinar a guarda legal da criança.
O Conselheiro Tutelar deve sempre ouvir e entender as situações que lhe são apresentadas por aquele que procura o Conselho Tutelar. Somente após a análise das situações específicas de cada caso é que o conselheiro deve aplicar as medidas necessárias à proteção dos direitos da criança e do adolescente.
Portanto, o interessado deve buscar os poderes necessários para execução dessas medidas, ou seja, poder público, famílias e sociedade.
O processo de escolha dos conselheiros tutelares deve ser conduzido pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Para ser conselheiro tutelar é necessário ter 21 anos completos ou mais, morar na cidade onde se localiza o Conselho Tutelar e ser de reconhecida idoneidade moral.
Outros requisitos podem e devem ser elaborados pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. É indispensável que o processo de escolha do conselheiro tutelar busque pessoas com um perfil adequado ao desenvolvimento da função, ou seja, alguém com disposição para o trabalho, aptidão para a causa pública, e que já tenha trabalhado com crianças e adolescentes.
É imprescindível que o conselheiro tutelar seja capaz de manter diálogo com pais ou responsáveis legais, comunidade, poder judiciário e executivo e com as crianças e adolescentes. Para isso é de extrema importância que os eleitos para a função de conselheiro tutelar sejam pessoas comunicativas, competentes e com capacidade para mediar conflitos.