30 dezembro, 2015

Que sejamos testemunho da presença maravilhosa e amorosa de nosso deus no mundo

A profetisa Ana recebeu do Senhor a grande bênção de ver o próprio Deus, o Menino Jesus. 
No evangelho de hoje vemos que Ana pôs-se a falar do Menino a todas e a todos que esperavam a libertação de Jerusalém. 
Que cada um de nós, guiados pela luz do Menino Jesus possamos dar testemunho dessa presença maravilhosa e amorosa de nosso Deus no mundo.
Amém!

28 dezembro, 2015

Que sejamos luz diante das injustiças

Oração
Assim nos o diz João Paulo II: “Em efeito, são muitas, em nosso tempo, as necessidades que interpelam à sensibilidade cristã. É hora de uma nova imaginação da caridade, que se desdobre não só na eficácia da ajuda emprestada, mas também na capacidade de nos fazer próximos e solidários com o que sofre”.
Em Maria e José vemos a predisposição aceitando a vontade de nosso Deus. Deus faz se nos próximo no Menino Jesus.
As injustiças que encontramos em nossas vidas, morte martirial das crianças inocentes. Estas crianças mártires, também hoje, têm nomes concretos em crianças, jovens, casais, pessoas idosas, imigrantes, doentes... . Tudo isso pede-nos uma atitude e uma resposta pessoal e social, pedem a resposta de nossa caridade.
Que a luz do natal, do Deus feito Menino, nos conduza para que sejamos luz diante das injustiças.
Amém!

24 dezembro, 2015

Feliz Natal!!!


Nosso Deus manifestou-Se… como menino

Oração

Nosso Deus manifestou-Se… como menino. É precisamente assim que Ele Se contrapõe a toda a violência e traz uma mensagem de paz.
Neste tempo, em que o mundo está continuamente ameaçado pela violência em tantos lugares e de muitos modos, rezemos por cada um de nós e principalmente por todas aquelas e todos aqueles que são obrigados a viver o Natal na pobreza, no sofrimento, na condição de emigrante, para que manifeste a bondade de nosso Deus, que nos toque a todos, a eles e a nós, o amor, a ternura e a humildade que nosso Deus quis, com o nascimento de seu Filho no estábulo, trazer ao mundo.
 Amém!

22 dezembro, 2015

O nosso Deus é puro amor

Oração
O nosso Deus é puro amor, a todo momento ele nos concede maravilhas em nossas vidas.
Maria reconhece, no canto da magnificat, que o nosso Deus realizou maravilhas não só em sua vida, mas na vida da humanidade.
Que envolvidos pelo amor de nosso Deus e guiados por Ele, em nosso dia a dia, levemos as maravilhas Dele a todas e a todos, de forma carinhosa principalmente para quem mais precisa.
Amém!

16 dezembro, 2015

A gente já sente chegando o natal!

Um pequeno texto, que deu vontade e escrevi.

A gente já sente chegando o natal!

A gente já sente chegando o natal, o amor estar no ar, esta em nós, esta com nós porque o nosso Deus não esta longe, esta perto, é o Emanuel, Deus Conosco, tem um rosto, o rosto de Jesus. 

Um clima de sonho se espalha no ar porque o nosso Deus é misericordioso e compassivo, cheio de amor e fidelidade. O nosso Deus não muda, Ele é amor.

A magia do natal não morre, ela nos revela que nela não há lugar para guerra, a indiferença, a falta de amor, porque natal é a festa do menino nascido de uma mulher pobre, que após o nascimento O deitou numa manjedoura.

Eu tenho certeza que podemos fazer com o natal seja todo dia, que comece em nossos corações, em pequeno gesto, um sorriso, um abraço, mais tempo para gente se dar, o que for.

Deixemos o coração iluminar-se com a luz que brilha na gruta de Belém, e assim, fazer com que o natal seja todo dia.

11 dezembro, 2015

O tempo da misericórdia é agora. Entrevista com o Papa Francisco

É inútil esconder: para um jornalista, entrevistar o papa é como uma medalha de ouro nas Olimpíadas para um atleta; um daqueles objetivos impossíveis que todos, na nossa profissão, mais cedo ou mais tarde, sonham em alcançar. Para nós da revistaCredere, porém, neste caso, não é assim: o nosso objetivo não era o de trazer no peito a medalha ao mérito. Ao contrário, como revista oficial do Jubileu, pareceu-nos necessário, quase inevitável, iniciar o percurso deste Ano Santo Extraordinário ouvindo, acima de tudo, as respostas de Jorge Mario Bergoglio, o bispo de Roma que quis essa iniciativa posta sob o signo da misericórdia desde o primeiro instante da sua eleição, na noite do dia 13 de março de 2013.
A reportagem é de Antonio Rizzuto, publicada na revista Credere, n. 49, 06-12-2015. A tradução é deMoisés Sbardelotto.
Como já aconteceu em outras entrevistas que ele concedeu nesses dois anos e meio de pontificado, oPapa Francisco não retrocedeu. E até mesmo sobre as perguntas mais pessoais, como é o seu estilo, não gaguejou. Ao contrário, as suas reflexões espirituais são mais bem entendidas e parecem ser verdadeiras de modo transparente, porque Bergoglio as fundamenta sempre na própria experiência pessoal de fiel, um simples cristão necessitado – como todos – da misericórdia do Senhor.
Estamos certos de que, como aconteceu conosco, também aos nossos leitores as palavras de Francisco vão ser preciosas para nos pôr em caminho na estrada traçada por esse Jubileu. No espírito dos antigos peregrinos, mendicantes da graça e da verdade do Senhor Jesus, cuja vinda este tempo litúrgico nos lembra que já está próxima.
Eis a entrevista.
Padre Santo, agora que estamos prestes a entrar em cheio no Jubileu, pode nos explicar que movimento do coração o levou a destacar justamente o tema da misericórdia? Que urgência você percebe, a esse respeito, na atual situação do mundo e da Igreja?
O tema da misericórdia vai se acentuando com força na vida da Igreja a partir de Paulo VI. Foi João Paulo II que o sublinhou fortemente com a Dives in misericordia, a canonização de Santa Faustina e a instituição da festa da Divina Misericórdia na Oitava de Páscoa. Nessa linha, eu senti que há um desejo do Senhor de mostrar aos homens a Sua misericórdia. Portanto, não me veio à mente, mas eu retomo uma tradição relativamente recente, que, porém, sempre existiu. E me dei conta de que era necessário fazer alguma coisa e continuar essa tradição.
O meu primeiro Ângelus como papa foi sobre a misericórdia de Deus e, naquela ocasião, eu falei também de um livro sobre a misericórdia que me foi dado pelo cardeal Walter Kasper durante o conclave. Na minha primeira homilia como papa, no domingo, 17 de março, na paróquia de Sant'Anna, eu falei da misericórdia. Não foi uma estratégia, me veio de dentro: o Espírito Santo quer alguma coisa. É óbvio que o mundo de hoje precisa de misericórdia, precisa de compaixão, ou seja, sofrer com.
Estamos acostumados com as más notícias, com as notícias cruéis e com as maiores atrocidades que ofendem o nome e a vida de Deus. O mundo precisa descobrir que Deus é Pai, que há misericórdia, que a crueldade não é o caminho, que a condenação não é o caminho, porque a própria Igreja, às vezes, segue uma linha dura, cai na tentação de seguir uma linha dura, na tentação de enfatizar apenas as normas morais, mas quantas pessoas ficam de fora.
Veio à minha mente aquela imagem da Igreja como um hospital de campanha depois da batalha; é a verdade, quantas pessoas feridas e destruídas! Os feridos devem ser tratados, ajudados a se curar, não submetidos a análises para o colesterol. Acho que este é o momento da misericórdia. Todos nós somos pecadores, todos trazemos pesos interiores.
Eu senti que Jesus quer abrir a porta do Seu coração, que o Pai quer mostrar as Suas entranhas de misericórdia e, por isso, nos manda o Espírito: para nos mover e para nos demover. É o ano do perdão, o ano da reconciliação. Por um lado, vemos o tráfico de armas, a produção de armas que matam, o assassinato de inocentes dos modos mais cruéis possíveis, a exploração de pessoas, menores, crianças: está se cometendo – permita-me o termo – um sacrilégio contra a humanidade, porque o homem é sagrado, é a imagem do Deus vivo. Eis, o Pai diz: "Parem e venham a mim". Isso é o que eu vejo no mundo.
Você disse que, como todos os fiéis, se sente pecador, necessitado da misericórdia de Deus. Que importância teve no seu caminho de sacerdote e de bispo a misericórdia divina? Recorda em particular um momento em que sentiu de maneira transparente o olhar misericordioso do Senhor sobre a sua vida?
Eu sou pecador, me sinto pecador, tenho certeza de que o sou; sou um pecador a quem o Senhor olhou com misericórdia. Eu sou, como disse aos presos na Bolívia, um homem perdoado. Sou um homem perdoado, Deus me olhou com misericórdia e me perdoou. Ainda agora eu cometo erros e pecados, e me confesso a cada 15 ou 20 dias. E, se eu me confesso, é porque preciso sentir que a misericórdia de Deus ainda está sobre mim.
Lembro-me – eu já disse isto muitas vezes – de quando o Senhor me olhou com misericórdia. Eu sempre tive a sensação de que ele me cuidava de um modo especial, mas o momento mais significativo ocorreu no dia 21 de setembro de 1953, quando eu tinha 17 anos. Era o dia da festa da primavera e do estudante na Argentina, e eu o passaria com os outros estudantes; eu era católico praticante, ia à missa aos domingos, mas nada mais... Eu estava naAção Católica, mas não fazia nada, era apenas um católico praticante.
Ao longo do caminho para a estação ferroviária de Flores, passei perto da paróquia que eu frequentava e me senti impulsionado a entrar: entrei e vi um sacerdote que eu não conhecia vir de um lado. Naquele momento, não sei o que me aconteceu, mas senti a necessidade de me confessar, no primeiro confessionário à esquerda – muita gente ia rezar ali. E não sei o que aconteceu, mas saí diferente, mudado. Voltei para casa com a certeza de ter que me consagrar ao Senhor, e esse sacerdote me acompanhou por quase um ano. Era um sacerdote de CorrientesPe. Carlos Benito Duarte Ibarra, que vivia na Casa do Clero de Flores. Ele tinha leucemia e estava se tratando no hospital. Ele morreu no ano seguinte.
Depois do funeral, eu chorei amargamente, me senti totalmente perdido, com o temor de que Deus tinha me abandonado. Esse foi o momento em que me debati na misericórdia de Deus e está muito ligado ao meu lema episcopal: o dia 21 de setembro é o dia de São Mateus, e Beda, o Venerável, falando da conversão de Mateus, diz que Jesus olhou para Mateus "miserando atque eligendo". Trata-se de uma expressão que não pode ser traduzida, porque, em italiano, um dos dois verbos não tem gerúndio, nem em espanhol. A tradução literal seria "misericordiando e escolhendo", quase como um trabalho artesanal. "Misericordiou-o": essa é a tradução literal do texto. Anos depois, ao rezar o breviário latino, quando eu descobri essa leitura, percebi que o Senhor tinha me modelado artesanalmente com a Sua misericórdia. Todas as vezes que eu ia para Roma, como eu me hospedava na Via della Scrofa, eu ia à Igreja de San Luigi dei Francesi para rezar diante do quadro de Caravaggio, justamente a Vocação de São Mateus.
De acordo com a Bíblia, o lugar onde mora a misericórdia de Deus é o ventre, as entranhas maternas, de Deus, que se comovem a ponto de perdoar o pecado. O Jubileu da Misericórdia pode ser uma oportunidade para redescobrir a "maternidade" de Deus? Há também um aspecto mais "feminino" da Igreja que deve ser valorizado?
Sim, Ele mesmo afirma isso, quando diz em Isaías que uma mãe talvez se esqueça do seu filho, até uma mãe pode esquecer... "Eu, porém, nunca vou te esquecer". Aqui se vê a dimensão materna de Deus. Nem todos compreendem quando se fala da "maternidade de Deus", não é uma linguagem popular – no bom sentido da palavra –, parece uma linguagem um pouco escolhida; por isso, prefiro usar a ternura, própria de uma mãe, a ternura de Deus, a ternura que nasce das entranhas paternas. Deus é pai e mãe.
A misericórdia, sempre quando nos referimos à Bíblia, nos faz conhecer um Deus mais "emotivo" do que aquele que às vezes imaginamos. Descobrir um Deus que se comove e se enternece pelo homem pode mudar também a nossa atitude para com os irmãos?
Descobri-Lo nos levará a ter uma atitude mais tolerante, mais paciente, mais terna. Em 1994, durante o Sínodo, em uma reunião dos grupos, eu disse que devia se instaurar a revolução da ternura, e um Padre sinodal – um bom homem, que eu respeito e ao qual quero bem –, já muito idoso, me disse que não convinha usar essa linguagem e me deu explicações razoáveis, como homem inteligente, mas eu continuo dizendo que, hoje, a revolução é a da ternura, porque daí deriva a justiça e todo o resto.
Se um empresário contrata um empregado de setembro a julho, eu lhe disse, ele não faz a coisa certa, porque o despede para as férias de julho para, depois, retomá-lo com um novo contrato de setembro a julho, e, desse modo, o trabalhador não tem o direito à indenização, bem à pensão, nem à previdência social. Não tem direito a nada. O empresário não mostra ternura, mas trata o empregado como um objeto – apenas para dar um exemplo de onde não há ternura.
Se nos colocamos na pele dessa pessoa, em vez de pensar nos próprios bolsos por causa de um pouco mais de dinheiro, então as coisas mudam. A revolução da ternura é o que hoje devemos cultivar como fruto desse ano da misericórdia: a ternura de Deus para com cada um de nós. Cada um de nós deve dizer: "Sou um infeliz, mas Deus me ama assim; então, eu também devo amar os outros do mesmo modo".
É famoso o "discurso da lua" do Papa João XXIII, quando, uma noite, ele cumprimentou os fiéis dizendo: "Deem uma carícia nas suas crianças". Essa imagem se tornou um ícone da Igreja da ternura. De que modo o tema da misericórdia poderá ajudar as nossas comunidades cristãs a se converterem e a se renovarem?
Quando eu vejo os doentes, os idosos, a carícia me vem espontaneamente... A carícia é um gesto que pode ser interpretado ambiguamente, mas é o primeiro gesto que a mãe e o pai fazem com o bebê recém-nascido, o gesto do "eu te quero bem", "eu te amo", "eu quero que tu vás em frente".
Pode nos antecipar um gesto que pretende fazer durante o Jubileu para testemunhar a misericórdia de Deus?
Haverá muitos gestos que serão feitos, mas em uma sexta-feira de cada mês eu vou fazer um gesto diferente.
Fonte: IHU

10 dezembro, 2015

Nota da CNBB sobre o momento nacional

Nota da CNBB sobre o momento nacional
E nós somos todos irmãos e irmãs (cf. Mt 23,8)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, fiel à missão evangelizadora e profética da Igreja, acompanha, com apreensão e senso de corresponsabilidade, a grave crise política e econômica que atinge o país e, mais uma vez, se manifesta sobre o atual momento nacional.
Ao se pronunciar sobre questões políticas, a CNBB não adota postura político-partidária. Não sugere, não apoia ou reprova nomes, mas exerce o seu serviço à sociedade, à luz dos valores e princípios fundamentais da Doutrina Social da Igreja. Desse modo, procura respeitar a opção política de cada cidadão e a justa autonomia das instituições democráticas, incentivando a participação responsável e pacífica dos cristãos leigos e leigas na política.
Neste momento grave da vida do país, a CNBB levanta sua voz para colaborar, fazendo chegar aos responsáveis o grito de dor desta nação atribulada, a fim de cessarem as hostilidades e não se permitir qualquer risco de desrespeito à ordem constitucional. Nenhuma decisão seja tomada sob o impulso da paixão política ou ideológica. Os direitos democráticos e, sobretudo, a defesa do bem comum do povo brasileiro devem estar acima de interesses particulares de partidos ou de quaisquer outras corporações. É urgente resgatar a ética na política e a paz social, através do combate à corrupção, com rigor e imparcialidade, de acordo com os ditames da lei e as exigências da justiça.
Para preservar e promover a democracia, apelamos para o diálogo e para a serenidade. Repudiamos o recurso à violência e à agressividade nas diferentes manifestações sobre a vida política do país, e a todos exortamos com as palavras do Papa Francisco: “naquele que, hoje, considerais apenas um inimigo a abater, redescobri o vosso irmão e detende a vossa mão! (...) Ide ao encontro do outro com o diálogo, o perdão e a reconciliação, para construir a justiça, a confiança e a esperança ao vosso redor” (Mensagem para a Celebração do XLVII Dia Mundial da Paz, 1º de janeiro de 2014, 7).
Confiamos o Brasil ao Senhor da vida e da história, pedindo sabedoria para os governantes e paz para nosso povo.
Imaculada Conceição, vosso olhar a nós volvei, vossos filhos protegei!

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB
Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia- BA
Vice-presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário Geral da CNBB

Carta ao Brasil


Carta ao Brasil
Artistas, intelectuais, pessoas ligadas à cultura que já vivemos direta e indiretamente sob um regime de ditadura militar; que sofremos censura, restrições e variadas formas de opressão; que dedicamos nossos esforços de forma obstinada, junto a outros setores da sociedade, para reestabelecer o Estado de Direito, não aceitaremos qualquer retrocesso nas conquistas históricas que obtivemos.
Independente de opiniões políticas, filiação ou preferências, a democracia representativa não admite retrocessos. A institucionalidade e a observância do preceito de que o Presidente da República somente poderá ser destituído do seu cargo mediante o cometimento de crime de responsabilidade é condição para a manutenção desse processo democrático.
Consideramos inadmissível que o país perca as conquistas resultantes da luta de muitos que aí estão, ou já se foram. E não admitiremos, nem aceitaremos passivamente qualquer prática que não respeite integralmente este preceito.
8 de dezembro de 2015
1. Afonso Borges, produtor cultural
2. Alain Fresnot, cineasta
3. Alberto Villas, jornalista
4. Aldir Blanc, compositor
5. Aldo Della Monica, jornalista
6. Alexandre Barbosa de Souza, poeta e tradutor
7. Alfredo Saad Filho, professsor de economia
8. Alipio Freire, jornalista e escritor
9. Allan Ribeiro, cineasta
10. Almir Almas, cineasta
11. Altamiro Borges, jornalista
12. Ana Cissa Pinto, diretora de criação
13. Ana Luisa Lima, crítica de arte
14. Ana Maria Magalhães, cineasta
15. Anderson Augusto, professor e artista plástico.
16. André Abujamra, músico
17. André Bechelane, jornalista
18. André Iki Siqueira, escritor e documentarista
19. André Klotzel, cineasta
20. André Martins Biancarelli, economista e professor da Unicamp
21. André Vainer, arquiteto
22. Andrea Tedesco, atriz
23. Anibal Massaini, produtor de cinema
24. Antônio Grassi, ator
25. Antônio Pitanga, ator
26. Antonio Prata, escritor
27. Arrigo Barnabé, compositor
28. Aryane Faria Vellis, Produtora
29. Audálio Dantas, jornalista e escritor
30. Aurélio Michiles, cineasta
31. Aytan M. Sipahi, médico
32. Ben Berardi, escritor e gestor cultural
33. Bernardo Ricupero, cientista político
34. Bete Mendes, atriz
35. Beto Almeida, jornalista
36. Beto Brant, cineasta
37. Beto Rodrigues, cineasta
38. Betty Faria, atriz
39. Camila Pitanga, atriz
40. Carla Francine, produtora e roteirista
41. Carolina Benevides, produtora de cinema
42. Célio Turino, historiador
43. César Callegari, sociólogo
44. Chico Buarque, compositor, cantor, escritor
45. Chico Diaz, ator
46. Ciça, cartunista e escritora
47. Claudio Amaral Peixoto, diretor de arte e cenografia
48. Cláudio Kahns, cineasta
49. Clélia Bessa, produtora de cinema
50. Conceição Lemes, jornalista
51. Dacio Malta, jornalista
52. Daniela Thomas, cineasta
53. David Meyer, cineasta
54. Débora Duboc, atriz
55. Denise Janoski, produtora
56. Dira Paes, atriz
57. Eduardo Guimarães, blogueiro
58. Eduardo Lurnel, produtor cultural
59. Eduardo Ribeiro Gonçalves Affonso, designer
60. Élcio Torres, artista plástico
61. Eliana Avezum, arquiteta
62. Eliane Caffé, cineasta
63. Emir Sader, sociólogo
64. Enio José Silva, arquiteto
65. Eric Nepomuceno, escritor
66. Esther Bemerguy, economista
67. Evaldo Mocarzel, cineasta e jornalista
68. Fábio Aarão Reis, físico
69. Fabio Miguez, artista plástico
70. Fabrizia Pinto, diretora
71. Fátima Buschel Garcia, professora
72. Felipe Nepomuceno, documentarista
73. Fernanda Pompeu, escritora e blogueira
74. Fernando Morais, jornalista e escritor
75. Francesco Di Tillo, artista plástico
76. Francis Vale, cineasta
77. Francisco (Ícaro Martins), cineasta
78. Frederico Cardoso, cineasta
79. Gabriel Priolli, jornalista
80. Galeno Amorim, jornalista
81. Giba Assis Brasil, cineasta
82. Gilmar Candeias, cineasta
83. Guilherme Wisnik, arquiteto
84. Guiomar de Grammont, escritora e professora universitária
85. Hector Babenco, cineasta
86. Helena Solberg, cineasta
87. Helenita M. Sipahi, médica
88. Heloisa Toledo Machado, professora da UFF
89. Helvecio Ratton, cineasta
90. Helvidio Mattos, jornalista
91. Henri Pierre Arraes de Alencar Gervaiseau, cineasta
92. Hildegard Angel, jornalista
93. Humberto Mesquita, jornalista
94. Ícaro Lira, artista visual
95. Igor Fuser, professor da UFABC
96. Inês Castilho, psicanalista
97. Ingra Liberato, atriz
98. Isa Grinspum Ferraz , cineasta
99. Isabel M. Sipahi, designer
100. Ivan Seixas, jornalista
101. Ivana Jinkings, editora
102. Ivany Turíbio, jornalista
103. Ivo Herzog, diretor do Instituto Vladimir Herzog
104. Izaías Almada, escritor
105. Jean-Claude Bernardet, cineasta
106. Joana Nin, documentarista e produtora
107. João Paulo Soares, jornalista
108. João Sicsú, economista
109. Joel Zito Araújo, cineasta
110. Jorge Furtado, cineasta
111. Jorge Luiz Souto Maior, professor da USP e juiz do trabalho
112. Jorge Mattoso, economista
113. José Arbex Jr, jornalista
114. José Carlos de Assis, economista
115. José de Abreu, ator
116. Jose Joffily, cineasta
117. José Miguel Wisnik, músico
118. José Paulo Moutinho Filho, advogado
119. José Roberto Torero, escritor
120. José Trajano, jornalista
121. Juliana de Oliveira, bailarina e professora
122. Kiko Goifman, cineasta
123. Kleber Mendonça Filho, cineasta
124. Laura Capriglione, repórter
125. Laurindo Lalo Leal Filho, professor da USP
126. Lauro Escorel, cineasta
127. Laymert Garcia dos Santos, professor Unicamp
128. Letícia Sabatella, atriz
129. Lincoln Secco, professor da USP
130. Lira Neto, escritor
131. Lírio Ferreira cineasta
132. LS Raghy, artista e escritor
133. Luana Tolentino, professora e historiadora
134. Lucas Figueiredo, jornalista e escritor
135. Lucia Murat, cineasta
136. Luciana Miranda Penna, roteirista e professora
137. Lucy Barreto, produtora de cinema
138. Luís Fernando Emediato, editor
139. Luiz Alberto Cassol, cineasta
140. Luiz Carlos Barreto, produtor de cinema
141. Luiz Felipe de Alencastro, historiador e cientista político
142. Luiz Tatit, músico
143. Manoel Carlos Conti, jornalista
144. Marcelo Carvalho Ferraz, arquiteto
145. Marcelo Santiago, cineasta
146. Marcelo Semer, juiz de direito e escritor
147. Marcio Curi, cineasta
148. Marco Ricca, ator
149. Marcos Altberg, cineasta
150. Marema Valadão, poeta
151. Maria do Carmo de Brito Fernandes, jornalista
152. Maria Helena Chira, atriz
153. Maria Maia, documentarista
154. Maria Rita Kehl, psicanalista
155. Maria Vitória Benevides, socióloga
156. Mariana de Matos, artista plástica e escritora
157. Marie Anne Najm Chalita, socióloga
158. Marília Alvim, cineasta
159. Marina Maluf, historiadora
160. Marina Rosenfeld Sznelwar, arquiteta
161. Marisilda Silva, jornalista
162. Marta Alencar Carvana, produtora
163. Martha Vianna, ceramista
164. Marton Olympio, cineasta
165. Maurice Capovila, cineasta
166. Maysa Britto, artista
167. Melanie Dimantas, roteirista
168. Miguel do Rosário, blogueiro d’O Cafezinho
169. Miguel Faria, cineasta
170. Murilo Salles, cineasta
171. Natalia Barros, cantora e poeta
172. Pablo Villaça, escritor e crítico de cinema
173. Padre Ricardo Rezende, diretor da ONG Humanos Direitos
174. Paola de Marco Lopes dos Santos, bibliotecária
175. Patrícia Vaz, produtora e pesquisadora de cinema
176. Paula Barreto, produtora de cinema
177. Paulo Betti, ator
178. Paulo Cesar Caju, jornalista
179. Paulo Sérgio Pinheiro, ex-ministro de direitos humanos
180. Paulo Thiago, cineasta
181. Pedro Caetano, artista plástico
182. Pedro Farkas, cineasta
183. Pedro Felício, ator
184. Pedro Tierra, poeta
185. Petra Costa, cineasta
186. Regina Pessoa, artista
187. Renato Barbieri, cineasta
188. Renato Tapajós, cineasta
189. Ricardo Schwab Schirmer, designer e professor
190. Roberto Farias, cineasta
191. Roberto Gervitz, cineasta
192. Roberto Lima, dramaturgo e gestor cultural
193. Roberto Muylaert, jornalista
194. Rogério Correa, cineasta
195. Romulo Marinho, produtor de cinema
196. Rosemberg Cariri, cineasta
197. Ruth Klotzel, designer gráfica
198. Samuel MacDowell de Figueiredo, advogado
199. Samuel Pinheiro Guimarães, embaixador
200. Sebastião Velasco e Cruz, cientista político
201. Sérgio Bloch, cineasta
202. Sergio Muniz, cineasta
203. Solange Farkas, curadora
204. Tata Amaral, cineasta
205. Thaelman Carlos, poeta e jornalista
206. Toni Venturi, cineasta
207. Vagner Freitas, presidente da CUT
208. Vincent Carelli, antropólogo e cineasta
209. Wadih Damous, jurista
210. Walnice Nogueira Galvão, professora
211. Walter Carvalho, cineasta e fotógrafo

212. Zeca Brito, cineasta

08 dezembro, 2015

Ano Santo da Misericórdia

Hoje inicia o Ano da Misericórdia
abaixo um texto que escrevi e hoje publico novamente

Ano Santo da Misericórdia

Como descobrir o rosto e o grito de quem pede compaixão?
Como “Eu” e “Você”, podemos descobrir e aproximar levando a misericórdia de nosso Deus?

Papa Francisco convoca o Jubileu da Misericórdia, e ao anunciar o ano jubilar disse: "Decidi convocar um Jubileu Extraordinário que tenha o seu centro na Misericórdia de Deus. Será um Ano Santo da Misericórdia."

Misericórdia significa ter capacidade de sentir aquilo que a outra pessoa sente, aproximar seus sentimentos dos sentimentos de alguém, ser solidário com as pessoas. Misericórdia é também um grito de quem pede compaixão.

Ao anunciar o Ano Jubilar da Misericórdia, o papa justificou dizendo: “Pensei muitas vezes no modo como a Igreja pode tornar mais evidente a sua missão de ser testemunha da misericórdia. É um caminho que começa com uma conversão espiritual; e devemos fazer este caminho." – e cheio de ternura disse: “ninguém pode ser excluído da misericórdia de Deus” e que a Igreja “é a casa que acolhe todos e não recusa ninguém”. “As suas portas estão escancaradas para que todos os que são tocados pela graça possam encontrar a certeza do perdão. Quanto maior é o pecado, maior deve ser o amor que a Igreja manifesta aos que se convertem”.

Na bíblia misericórdia é o meio pelo qual nosso Deus age. Um olhar profundo no rosto leva a inserir na realidade da outra pessoa. O Ano da Misericórdia propõe ir ao encontro do outro, descobrir seu rosto. O rosto do outro é uma verdadeira manifestação, sair do eu para encontrar-se com o tu, uma relação real, vivido com participação viva, afetuosa, de dedicação, cuidados e de forma dinâmica. O rosto do outro revela o rosto de nosso Deus. A misericórdia de Jesus revela o que de mais humano existe em Deus e o que de mais divino existe na mulher e no homem.

Precisamos conhecer a carta do papa “Misericordiae Vultus (MV)” e deixar acender em nós a chama que não devemos deixar que nos roubem a alegria da Evangelização, que devemos nos aproximar mais do nosso povo, em primeiro lugar daquelas pessoas que se encontram à margem da sociedade. 

Em nossas Paróquias, em nossas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), na rua em que moramos como descobrir o rosto e o grito de quem pede compaixão? Como “Eu” e “Você”, podemos descobrir e aproximar levando a misericórdia de nosso Deus?

O grito dos que pedem compaixão está muito presente nos doentes, idosos, dependentes químicos, desempregados, nos que cometem erros, nos afastados e de seus familiares; no posto de saúde, comércio e nos colégios em nosso bairro.

Devemos nos aproximar com a misericórdia que nos leva a entrar na vida das pessoas, sentir suas dores, seus sonhos, suas alegrias, angustias, para juntos nos deixarmos surpreender por Deus e encontramos caminhos de superação, fraternidade e justiça: “A igreja sentir-se-á chamada ainda mais a cuidar das feridas  (das pessoas), aliviá-las com o óleo da consolação, enfaixá-los com a misericórdia e tratá-los com solidariedade e atenção devidas. Não nos deixemos cair na indiferença que humilha, na comodidade que anestesia o Espírito e impede de descobrir a novidade, no animo que destrói” (MV 15).

Misericordiae Vultus apresenta um caminho de peregrinação em direção da Misericórdia. A proposta desse ano jubilar precisa ser prolongado pela vida toda, porque nunca se esgota a experiência do perdão e a necessidade da presença amiga da Igreja.

O Ano da Misericórdia terá início no dia 8 de dezembro desde ano, na solenidade da Imaculada Conceição, neste dia celebra-se também o 50º aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II.  O encerramento do Ano Santo será no dia 20 de novembro de 2016, na Solenidade litúrgica de Jesus Cristo Rei do Universo . 

07 dezembro, 2015

Um eticamente desqualificado manda a julgamento uma mulher íntegra e ética

"Não podemos aceitar que um delinquente político, destituído de sentido democrático e de apreço ao povo brasileiro, nos imponha mais este sacrifício", escreve Leonardo Boff, teólogo, filósofo e escritor.
Eis o artigo.

O Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, é acusado de graves atos delituosos: de beneficiário do Lava-Jato, de contas não declaradas na Suiça, de mentiras deslavadas como a última numa entrevista coletiva ao declarar que o Deputado André Moura fora levado pelo Chefe da Casa Civil Jacques Wagner a falar com a Presidenta Dilma Rousseff para barganhar a aprovação da CPMF em troca da rejeição da admissibilidade de um processo contra ele no Conselho de Ética. Repetidamente afirmou que a Presidenta em seu pronunciamento mentiu à nação ao afirmar que jamais se submeteria à alguma barganha política.

Quem mentiu não foi a Presidenta, mas o deputado Eduardo Cunha. Seu incondicional aliado, o deputado André Moura, não esteve barganhando com a Presidenta Dilma, como o testemunhou o ministro Jacques Wagner. Vale enfatizar: quem mentiu ao público brasileiro foi Euclides Cunha. Imitando Fernando Pessoa diria: Ele, mentiroso, mente tão perfeitamente que não parece mentira as mentiras que repete sempre.

É mentira que seu julgamento foi estritamente técnico. Pode ser técnico em seu texto, mas é mentiroso em seu contexto. O técnico nunca existe isolado, sem estar ligado a um tempo e a um interesse. É o que nos ensinam os filósofos críticos. Ele deslanchou o processo de impeachment contra a Presidenta exatamente no momento em que, apesar de todas as pressões e chantagens sobre o Conselho de Ética,soube que na votação perderia pois os três representantes do PT acolheriam a aceitação de um processo contra ele, o que poderia, depois, significar a sua condenação.

O que fez, foi um ato de vindita reles de quem perdeu a noção da gravidade e das consequências de seu ato rancoroso.

É vergonhoso que a Câmara seja presidida por uma pessoa sem qualquer vinculação com a verdade e com o que é reto e decente. Manipula, pressiona deputados, cria obstáculos para o Conselho de Ética. Mais vergonhoso ainda é ele, cinicamente, presidir uma sessão na qual se decide a aceitação do impedimento de uma pessoa corretíssima e irreprochável como é a Presidenta Dilma Rousseff.

Se Kant ensinava que a boa vontade é o único valor sem nenhum defeito, porque se tivesse um defeito, a boa vontade não seria boa, então Eduardo Cunha encarna o contrário, a má vontade, como o pior dos vícios porque contamina todos os demais atos, arquitetados para tirar vantagens pessoais ou prejudicar os outros.

Seu ato irresponsável pode lançar a nação em um grave retrocesso, abalando a jovem democracia, que, com vítimas e sangue, foi duramente conquistada. Não podemos aceitar que um delinquente político, destituído de sentido democrático e de apreço ao povo brasileiro, nos imponha mais este sacrifício.

Faço um apelo explícito ao Procurador Geral da República, ao Dr. Rodrigo Janot e a todo o Supremo Tribunal Federal: pesem, sotopesem e considerem as muitas acusações pendentes contra Eduardo Cunha nas áreas da Justiça. Estimo que há suficientes razões para afastá-lo da Presidência da Câmara e que venha a responder judicialmente por seus atos.

A missão desta mais alta instância da República, assim estimo, não se restringe à salvaguarda da constituição e à correta interpretação de seus artigos, mas junto a isso, zelar pela moralidade pública, quando esta, gravemente ferida, pode constituir uma ameaça à ordem democrática e, eventualmente, levar o país a um golpe contra a democracia.

Mais que outros cidadãos, são suas excelências, os principais cuidadores da sanidade da política e da salvaguarda da ordem democrática num Estado de direito, sem a qual mergulharíamos num caos com consequências políticas imprevisíveis. O Brasil clama pela atuação corajosa e decidida de vossas excelências, como ultimamente, tem demostrando exemplarmente.

04 dezembro, 2015

Conic se manifesta a favor da Dilma e contra impeachment

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) também vê com preocupação o acolhimento de um impeachment, baseado em "argumentos frágeis, ambíguos e sem a devida sustentação fática”


Em comunicado a entidade pede serenidade e profunda reflexão, lembrando também o "crime ambiental” de Mariana (Estado de Minas Gerais). "Perguntamos quais seriam as consequências para a democracia brasileira diante de um processo de deposição de um governo eleito democraticamente, em um processo sem a devida fundamentação. Um impeachment sem legitimidade nos conduziria a situações caóticas”.

Segue a integra da nota

DECLARAÇÃO EM DEFESA DA DEMOCRACIA

“A justiça caminhará à nossa frente e os seus passos traçarão um caminho” (Sl 85.16)

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), nesse contexto de tensões e incertezas que paira sobre o mandato da presidente Dilma Rousseff, une-se às demais organizações da sociedade civil e reafirma o compromisso e engajamento em favor do respeito às regras da democracia.

Como já afirmamos em diferentes ocasiões, nossa história democrática foi conquista com a luta e engajamento de muitos brasileiros e brasileiras, muitos perderam suas vidas. Ela precisa, portanto ser diariamente reafirmada. Vemos com muita preocupação que o presidente da Câmara tenha acolhido um pedido de impeachment com argumentos frágeis, ambíguos e sem a devida sustentação fática para acusação de crime de responsabilidade contra a presidente da república.

O momento pelo qual passamos pede serenidade e profunda reflexão. Vivemos um tempo difícil na economia e na política. Ainda estamos estarrecidos com o crime ambiental ocorrido em Mariana (MG) e que afeta também o estado do Espírito Santo. Temos, portanto, razões para afirmar e conclamar que os e as parlamentares se dediquem para a defesa dos interesses das pessoas que, nesse momento, sofrem os impactos dos crimes ambientais, da violência e do desemprego.

Perguntamos quais seriam as consequências para a democracia brasileira diante de um processo de deposição de um governo eleito democraticamente em um processo sem a devida fundamentação. Um impeachment sem legitimidade nos conduziria para situações caóticas.

No calendário cristão, estamos no período de advento. Tempo de renovação e reafirmação da esperança. Que este tempo contribua para refletirmos de fato um projeto para o país que leve em consideração não os interesses materiais e imediatos das elites econômicas e políticas, mas sim as necessidades das grandes maiorias, especialmente dos e das trabalhadores e trabalhadoras do campo e das cidades. Afinal, este é o sentido maior da res publica - atender ao bem comum e contribuir para melhorar a vida daqueles que mais necessitam do apoio do Estado na saúde, na segurança, na educação e na proteção social em momentos de crise econômica.

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil - CONIC


Movimentos populares e parlamentares afirmam que aceitação de impeachment por Cunha é “chantagem” e “vingança”


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), aceitou nesta quarta-feira (3) o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, após a bancada do PT se posicionar a favor do processo contra a continuidade dele no comando da Casa.
Após a decisão, Dilma se pronunciou oficialmente e disse ter recebido a notícia “com indignação”. “Não podemos deixar as conveniências e interesses indefensáveis abalarem a democracia e estabilidade do nosso país”, disse.
Referindo-se ao fato de Cunha ter aceito o pedido por conta da posição dos deputados petistas, a presidenta disse que “jamais aceitaria ou concordaria com quaisquer tipos de barganha, muito menos aquelas que atentam contra o livre funcionamento das instituições democráticas do meu país, bloqueiam a justiça ou ofendam os princípios morais e éticos que devem governar a vida pública. Tenho convicção quanto à improcedência deste pedido, bem como ao seu justo arquivamento”.
Diversos movimentos populares se posicionaram contrários à decisão de Cunha. O Levante Popular da Juventude afirmou, em vídeo compartilhado em suas redes sociais, que vai estar nas ruas contra o pedido de impeachment e contra Cunha, além de lutar por uma reforma política.
“Dilma foi eleita democraticamente pelo povo brasileiro. A juventude vai continuar nas ruas contra Cunha. Ele representa o ataque aos direitos das mulheres, negros, negras e da comunidade LGBT do nosso país. Eduardo Cunha é comprovadamente corrupto e representa os setores golpistas do Brasil”, disse um dos integrantes do coletivo.
Gilmar Mauro, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), questionou que Cunha “não tem nem moral nem ética para encaminhar um processo de impeachment”.
“Vamos sair às ruas em defesa da democracia e das reformas políticas e estruturais que defendemos. Agora é um momento muito importante no Brasil para se discutir uma reforma política. Hoje, são as empresas privadas que decidem quem vão ser os congressistas do nosso país”, disse.
Em nota, a Consulta Popular disse que a aceitação do processo de impeachment subordina as instituições do país aos interesses do presidente da Câmara. “Eduardo Cunha usa do cargo de presidente da Câmara para retaliação e busca de impunidade. O aviltamento das instituições e sua subordinação aos interesses pessoais de um acusado de corrupção é a expressão de uma profunda crise política que só uma reforma constituinte poderá dar respostas capazes de fazer o Brasil avançar na construção do desenvolvimento econômico e social”.
No Congresso
Nem mesmo parlamentares do partido de Cunha apoiaram sua decisão. Jarbas Vasconcelos (PE), um dos parlamentares mais antigos em exercício e fundador do PMDB, considerou que a postura do presidente da câmara foi uma decisão explícita de chantagem. “Ele é um chantagista cínico. Não tem a menor condição de comandar um processo como esse”.
Na mesma linha, o líder da Rede no Senado, Randolfe Rodrigues (REDE-AP), disse que Cunha perdeu a legitimidade para conduzir a ação. “Um processo contra a presidente da República não pode ser conduzido por alguém que é praticamente réu no Supremo Tribunal Federal”, disse.
A deputada Maria do Rosário (PT-RS), presente na sessão da Comissão de Ética, afirmou que “a medida que Cunha toma de abrir o processo de impeachment no mesmo dia em que anunciamos nossa posição contra ele é uma medida baseada na chantagem, a qual nós não podemos nos submeter. E todas as pessoas de bem, que querem que o país saia da crise e que o governo possa cumprir seus compromissos, sabe que nós não podemos permanecer com Cunha na presidência da Câmara dos Deputados. E não podemos aceitar nenhum tipo de ataque, chantagem contra Dilma e a democracia”.
Em sua página no Facebook, o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) classificou o ocorrido como “pura vingança”. “Cunha há muito não deveria estar à frente da Câmara dos Deputados com tantas acusações de corrupção ativa, mentiras na CPI da Petrobras e o uso ostensivo do cargo para manobrar e chantagear. A liberação do processo de impeachment é pura vingança e não tem legitimidade quando deflagrado por alguém que é repudiado por mais de 80% da população. Impeachment é coisa séria, não pode ser usado como barganha. Agora, também, Cunha não tem mais como escapar”.
A deputada Jandira Feghali (PcdoB-RJ) também se posicionou contra a atitude de Cunha. “Estamos firmes na defesa do mandato da presidenta Dilma e contra essa atitude revanchista. Cunha percebeu que não conseguiria fazer acordo com ninguém na comissão de ética e, com seu pescoço na forca, tenta colocar Dilma no meio da crise. Vamos lutar para impedir não só o comando dele na casa, mas qualquer tentativa de golpe, puxada de tapete e que qualquer atitude antidemocrática prevaleça no parlamento e na sociedade brasileira”.

CNBB é contra impeachment da presidenta Dilma

Para a  Comissão Brasileira Justiça e Paz, organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), não há indícios que justifiquem afastamento da presidenta.

Confira a nota:

A Comissão Brasileira Justiça e Paz, organismo da CNBB, no ensejo da ameaça de impeachment que paira sobre o mandato da Presidente Dilma Rousseff, manifesta imensa apreensão ante a atitude do Presidente da Câmara dos Deputados.

A ação carece de subsídios que regulem a matéria, conduzindo a sociedade ao entendimento de que há no contexto motivação de ordem estritamente embasada no exercício da política voltada para interesses contrários ao bem comum.

O País vive momentos difíceis na economia, na política e na ética, cabendo a cada um dos poderes da República o cumprimento dos preceitos republicanos.

A ordem constitucional democrática brasileira construiu solidez suficiente para não se deixar abalar por aventuras políticas que dividem ainda mais o País.

No caso presente, o comando do legislativo apropria-se da prerrogativa legal de modo inadequado. Indaga-se: que autoridade moral fundamenta uma decisão capaz de agravar a situação nacional com consequências imprevisíveis para a vida do povo? Além do mais, o impedimento de um Presidente da República ameaça ditames democráticos, conquistados a duras penas.

Auguramos que a prudência e o bem do País ultrapassem interesses espúrios.

Reiteramos o desejo de que este delicado momento não prejudique o futuro do Brasil.

É preciso caminhar no sentido da união nacional, sem quaisquer partidarismos, a fim de que possamos construir um desenvolvimento justo e sustentável.

O espírito do Natal conclama entendimento e paz.

Carlos Alves Moura
Secretário Executivo
Comissão Brasileira Justiça e Paz

01 dezembro, 2015

Primeira semana do Advento - Deus veio habitar no meio de nós, é o Emanuel!

Primeira semana do Advento 
Chegou o mês de dezembro ele é para nós cristãos um mês especial, o Natal do Senhor Jesus, “um menino nos nasceu, nasceu o Salvador que é Cristo o Senhor”.
O nascimento de Jesus transformou a mulher e o homem e trouxe a todos nós uma esperança nova.
É bom sentir que o nosso Deus veio habitar no meio de nós, é o Emanuel, o Deus que Se aproxima para caminhar conosco. Que iluminados por Ele sejamos a presença Dele para quem mais precisa. Amém!