25 maio, 2016

A festa de Corpus Christi

Um pequeno texto que escrevi sobre a Festa de Corpus Christi


Corpus Christi

A festa de Corpus Christi é celebrada com missa, seguida de procissão. A procissão nos faz recordar a caminhada do povo de Deus, que liberto da escravidão egípcia, vai ao encontro da terra prometida.

Deus nunca abandona o seu povo, envia o seu Filho Jesus como caminho, verdade e vida, e ao mesmo tempo o seu Filho quis continuar no meio de nós como um sinal visível, sob as espécies de pão e de vinho.

 Jesus disse às multidões dos judeus: “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.

Precisamos deste pão para crescer no amor para reconhecer o rosto de Cristo no rosto dos irmãos e irmãs.

Jesus não sabe fazer outra coisa a não ser amar toda a humanidade, toda a criação divina. Jesus entende que a vida é amar. “Eu serei e viverei para sempre como aquele que ama”.

A celebração de Corpus Christi nos revela a face acolhedora de Cristo, que acolhe a todas e a todos sem excluir ninguém, saciando a “fome”, resgatando a vida, a esperança, a dignidade humana.

A celebração de Corpus Christi também nos revela que quem participa da Eucaristia, mas não é capaz de “partilhar” alimentos, amizade, solidariedade, fraternidade precisa rever suas atitudes, porque ainda não compreendeu e não foi capaz de entrar em comunhão com Ele.


24 maio, 2016

Para refletir

“Ninguém ama um conceito, ninguém ama uma ideia, nós amamos as pessoas."
Papa Francisco

“Ouçamos o pranto das vítimas e daqueles que sofrem", pede papa Francisco


Mensagem foi lida pelo cardeal Piero Parolin na Conferência Humanitária Mundial

“A nenhum refugiado seja negado acolhimento”, expressou o papa Francisco na mensagem lida pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Piero Parolin, aos participantes da Conferência Humanitária Mundial promovida pelas Nações Unidas, que ocorre em Istambul.

“Que este evento seja também a ocasião para reconhecer o trabalho daqueles que servem os seus próximos e contribuem para consolar os sofrimentos das vítimas de guerras e calamidades, dos refugiados deslocados e daqueles que assistem a sociedade, especialmente com escolhas corajosas em favor da paz, do respeito, da cura e do perdão. É desta maneira que vidas humanas são salvas”, diz o papa.

Em sua mensagem, Francisco pede para que haja o acolhimento dos refugiados e de suas famílias, assim como das crianças e dos idosos. “Ninguém ama um conceito, ninguém ama uma ideia, nós amamos as pessoas. O sacrifício de si, a verdadeira doação, brota do amor para com os homens e mulheres, crianças e idosos, povos e comunidades”, escreve o papa.

Na mensagem, o pontífice lança ainda um desafio à Conferência: “Ouçamos o pranto das vítimas e daqueles que sofrem. Deixemos que nos deem uma aula de humanidade. Mudemos o nosso estilo de vida, a política, as decisões econômicas, os comportamentos e atitudes de superioridade cultural”, acrescenta.

Ao concluir, Francisco assegura a todos as suas orações e bênçãos de sabedoria, força e paz. “Aprendendo das vítimas e daqueles que sofrem, seremos capazes de construir um mundo mais humano”, finaliza.

Com informações e fotos da Radio Vaticano

15 medidas do governo Michel Temer fazem o Brasil retroceder

15 medidas do governo Michel Temer fazem o Brasil retroceder
1. extinguiu o Ministério do Desenvolvimento Agrário, responsável por políticas públicas específicas [crédito, assistência técnica, inovação, comercialização, direitos civis] para mais de 5 milhões de famílias [ou 20 milhões de pessoas] da agricultura familiar e reforma agrária que produzem cerca de 70% dos alimentos consumidos pela população, além de itens agrícolas de exportação;
2. extinguiu o Ministério das Mulheres, Igualdade Social e Direitos Humanos, órgão vocacionado para o desenvolvimento de políticas afirmativas da identidade histórica e social de milhões de brasileiras e brasileiros que ficaram invisibilizados e silenciados ao longo de séculos de opressão e dominação capitalista;
3. extinguiu o Ministério da Cultura, responsável pela condução de políticas tradutoras da diversidade e da pluralidade cultural que singulariza o Brasil no mundo;
4. nomeou para os postos do primeiro escalão homens brancos, ricos, todos senhores representantes exclusivos da burguesia agrária, comercial, industrial, imobiliária e financeira e, além disso, implicados em corrupção – 16 dos 24 ministros são investigados na Lava Jato e em outros crimes: é um governo 75% Lava-Jato;
5. quer acabar com os percentuais mínimos de aplicação na saúde e na educação, e com isso vai desviar mais de R$ 200 bilhões anuais dos recursos destas áreas essenciais para transferir ao capital financeiro internacional na forma de juros e dívida indecentes;
6. anunciou o desfinanciamento e o sucateamento do SUS, que passará a ser um sistema restrito e focado e não mais universal, deixando a imensa maioria da população indefesa diante da privatização que pretende promover da saúde;
7. pretende eliminar quase 4 milhões de beneficiários do Bolsa-Família e reduzir todos os projetos e importantes políticas sociais em andamento;
8. anunciou uma reforma trabalhista e previdenciária que seqüestra direitos conquistados historicamente pela classe trabalhadora;
9. anuncia a liberação dos jogos de azar – bingo, jogo do bicho, cassinos – que é causa de destruição de pessoas e famílias viciadas e porto seguro para a lavagem de dinheiro e que, além disso, não aumenta a arrecadação tributária;
10. pretende rever demarcações de terras da reforma agrária e populações indígenas para preservar a concentração e especulação fundiária dos latifúndios;
11. promete entregar o pré-sal e a Petrobrás para petroleiras estrangeiras, e pretende desmantelar toda a cadeia nacional de gás e petróleo;
12. se compromete a realizar um processo selvagem de privatizações: como disse o conspirador golpista Michel Temer, quer “privatizar tudo o que é privatizável”;
13. ataca os países vizinhos e da região que condenam o golpe de Estado, abandonará os BRICS e fechará embaixadas estratégicas para fazer o país regredir à lógica colonizada do alinhamento subordinado às potências estrangeiras, em especial aos Estados Unidos;
14. ameaça adotar o método do PSDB de nomear para a chefia da Procuradoria da República os procuradores servis que engavetam processos e escondem a patifaria e roubalheira que praticam no governo;
15. promove a partidarização e loteamento radical do Estado: usam até o cargo do garçom que serve cafezinho no Palácio do Planalto para nomear apaniguados do governo usurpador – é a restauração das capitanias hereditárias.
Fonte: Carta Maior

20 maio, 2016

“Antes da mensagem, deve haver a visão, antes do sermão, o hino, antes da prosa, o poema”.
Amos Wilder

Declarações de Ricardo Barros mostram desconhecimento da saúde, afirmam especialistas

Para especialistas da área ouvidos pelo Saúde Popular, a nova gestão representa a concretização de um projeto de desmonte e privatização do Sistema Único de Saúde (SUS).
A reportagem é de Rute Pina e José Eduardo Bernardes e publicada por Saúde Popular, 18-05-2016.
Com frases como “a fé move montanhas” [sobre medicamentos que não possuem eficácia comprovada], “quanto mais gente puder ter, melhor” [sobre os planos de saúde] e defendendo a participação das Igrejas no debate sobre aborto,Ricardo Barros, em sua primeira semana à frente do Ministério da Saúde do governo interino de Michel Temer(PMDB), já coleciona uma série de declarações polêmicas.
Para especialistas da área ouvidos pelo Saúde Popular, a nova gestão representa a concretização de um projeto de desmonte e privatização do Sistema Único de Saúde (SUS).
Barros é o primeiro ministro da Saúde, desde 2003, que ocupa o cargo, mas não tem nenhuma relação formal com o setor. Engenheiro civil por formação, ele apresentou poucos projetos ligados à área na Câmara dos Deputados. O maior doador individual de sua campanha para deputado federal em 2014 foi Elon Gomes de Almeida, presidente e fundador do Grupo Aliança, empresa que oferece a contratação coletiva de planos de assistência médica e odontológica. O grupo doou R$100 mil à campanha do atual ministro.
Ele, no entanto, afirma que sua falta de experiência na Saúde não será uma falha, pois contribuirá para a pasta como “gestor e especialista em orçamento”.
Hêider Pinto, no entanto, médico mestre em Saúde Coletiva e ex-secretário de gestão do trabalho e da educação na saúde (pasta responsável pelo Programa Mais Médicos no Ministério da Saúde), acredita que Barros entra para poder privatizar e ampliar as parcerias com o setor privado.
“Não pelo fato dele ser engenheiro, mas pelo fato de representar um governo sem legalidade, legitimidade e que assume com uma pauta de colocar nas costas do cidadão a conta da crise. Os documentos Ponte para o Futuro eTravessia Social [como foi batizado o plano de governo de Temer] mostram que o objetivo é privatizar tudo o que for possível, reduzir o gasto com Saúde – como a desvinculação do orçamento. Isso significa tentar fazer com que o SUS seja segmentado e focado em algumas populações”, afirmou o médico.
A professora de Medicina Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Heloísa Mendonça, seguiu na mesma linha, ao dizer que o ministro deu declarações claras de que “não entende a saúde como direito universal”. “A gente não tem como reconhecer esse senhor como ministro, porque ele se opõe ao direito constitucional da saúde universal”, disse.
Menos médicos estrangeiros
Em sua primeira coletiva de imprensa, Ricardo Barros afirmou que uma das ações para o Programa Mais Médicos,símbolo do governo de Dilma Rousseff na área da Saúde, seria incentivar a presença dos médicos brasileiros no programa para “prestigiar nossa academia, a Associação Brasileira dos Médicos e demais representantes”.
Para Hêider Pinto, a alegação do ministro demonstra que ele “está preocupado em prestar conta a estes grupos que desde 2013 tem um discurso xenófobo, conservador e corporativo”.
“Por ele ser engenheiro e não um super-especialista ligado às entidades, a tendência seria que fosse menos corporativista. Mas temos o pior das duas coisas: uma pessoa que não conhece a Saúde, e onde ela poderia ter alguma coisa positiva, que seria se preocupar mais com a população e menos com a corporação, ela tem uma atitude totalmente corporativa”.
O ex-secretário da pasta responsável pelo programa diz que o ministro “deu declarações genéricas” e desconhece informações básicas sobre o tema. “A lei já garante prioridade aos médicos brasileiros. O fato de aproximadamente 70% dos médicos do programa serem estrangeiros, é porque os brasileiros não se dispuseram a ocupar as vagas do programa, em especial, nas comunidades e municípios mais vulneráveis”, pontuou.
Segundo Hêider, mesmo com um aumento de brasileiros que aderiram ao programa nas duas últimas chamadas, eles continuam se dirigindo aos municípios com menos dificuldades. “Ao reduzir o número de médicos estrangeiros, ele [Barros] está falando em reduzir de 45 milhões para 12 milhões de pessoas que seriam assitencializadas pelos estrangeiros. A grande pergunta é se esses 33 milhões continurão sendo atendidos com regularidade pelos brasileiros nestes lugares”, questionou.
Segundo a professora da UFPE, o ministro quer se reconciliar com a corporação médica, que tem interesses “muitos escusos da corporação, travestido de zelo”. “O Conselho Regional de Medicina e a Associação Médica Brasileira estão fazendo looby contra o Mais Médicos. A ideia do Conselho é carreira para os médicos brasileiros. Mas isso é blefe, porque eles sabem perfeitamente que, se até hoje, decorrido 27 anos da Constituição, nós não tivemos ainda uma carreira implantada para o SUS, não vai ser agora que ela será implantada”, disse.
Orçamento
Em outro ponto prioritário de seu discurso inaugural da pasta, o ministro disse que deseja otimizar os gastos do SUS e implantar um sistema integrado de informações e conhecer iniciativas de municípios, que com “poucos recursos fazem trabalhos excelentes” já que a pasta não pode “pensar agora em aumentar recursos”.
Heloísa Mendonça, no entanto, afirma que o debate não está atrelado apenas aos poucos recursos do Ministério. Ela argumenta que a verba destinada à Saúde está vinculada ao orçamento da Seguridade Social, área na qual “se instalou uma ofensiva nos últimos dias” e que “a falta de recursos com a previdência não está descolado das questões da saúde”.
Foi por esta linha que Barros tentou argumentar em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo nesta terça-feira (17), após dizer que o Estado não tem como assumir todas as garantias previstas na Constituição, incluindo o acesso universal à saúde. Horas depois, ele recuou dizendo que o SUS “está estabelecido”. “Enquanto a previdência continuar crescendo nos gastos públicos, não haverá recursos para ampliar em outras áreas. O presidente [interino, Michel Temer] já garantiu que não mexerá em direitos adquiridos. Não falei em rever o tamanho do SUS”, se desdisse Barros à Folha.
Segundo Hêider, o ministro fez um comentário “superficial e precipitado de alguém que não discute e não tem aprofundamento no tema da saúde”. “É um chavão que pode ser usado em qualquer setor, ‘vou integrar o sistema e vai haver um choque de gestão’”, acusou o especialista. “Esta é uma visão equivocada. Poderíamos até fazer um debate sobre aumento de eficiência, mas independente disso, o Brasil gasta pouco e precisa elevar o percentual de gastos com a saúde em relação ao PIB [Produto Interno Bruto], porque, dessa forma, não conseguiremos cumprir a Constituição de 1988 e ter a saúde como direito universal”, acredita.
Atualmente, o Brasil tem um gasto com saúde de 3,8% em relação ao PIB do país. A taxa ainda está bem distante de países que aspiram a um sistema amplamente público, como Reino Unido, um dos modelos que inspiraram a implatação do SUS, que compromete 7,6% de seu orçamento em relação ao PIB, ou ao Canadá, que tem um índice de 7,4%, ou mesmo de países que tem uma despesa pública com saúde da ordem de 10%, como Cuba e Suécia.
Planos de saúde
Barros não parou por aí em relação as declarações polêmicas. Ele lembrou que propostas em trâmite no Congresso Nacional, caso aprovadas, poderiam “aliviar” o SUS, como a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 451, proposta pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O texto pretende incluir como garantia fundamental o plano de assistência à saúde, oferecido pelo empregador.
Hêider Pinto acredita, porém, que tal projeto que a princípio parece positivo, se alinha ao programa de desmonte do SUS e à privatização da saúde, representados pelo Governo Temer.
“Esta medida é um super negócio para os planos de saúde. Em uma tacada só se triplica o mercado deles. E também desfinancia o sistema público, através da isenção de impostos para os empregadores e empregados, e joga essas pessoas no mercado livre para que elas tentem ter saúde, passando a funcionar pela regra de mercado”.
“Os temas da Ponte Para o Futuro só têm conexão quando lembramos desta PEC e do que está colocado na Agenda Brasil, pelo PMDB”, disse. Para ele, o momento de retrocesso “é absolutamente preocupante” e só se equivale ao momento que Collor vetou o financiamento da Lei Orgânica da Saúde, em 1990. “É um momento crítico e eu comparo só estes dois momentos. Por isso, mais do que nunca, lutar por saúde, neste momento, está associado à luta pela democracia”, finalizou.
Na mesma linha, a professora Heloísa Mendonça espera que o desmonte da saúde pública seja detido pela luta organizada do setor. “Com esse governo, a universalização da saúde só se dará no campo da luta política. É uma ofensa um ministro afirmar que não adianta lutar por direitos que não poderão ser entregues pelo Estado. O que tem sido a história da humanidade e dos trabalhadores do mundo, a não ser lutar pela conquista de direitos sociais, direitos civis, direitos políticos?”, questiona.

18 maio, 2016

Carta aos Militantes

O mar formado pelas bandeiras dos militantes é muito mais do que um símbolo do povo brasileiro: é um conceito de mudança. Esse mar fica agitado quanto maiores forem os ventos. No entanto, jamais se submete aos açoites das tempestades. Tampouco as calmarias o deixam inerte; ele segue agindo em silencioso movimento.

Os militantes sabem que correm o risco dos naufrágios, correm o risco de ser levados pelas ondas, mas, no fim das contas, isso não importa, pois há uma missão a ser cumprida: alcançar as areias da praia.

Aqueles que militam dedicam-se de corpo e alma aos serviços de uma luta boa e justa. Quanto mais e mais o povo pede ajuda, lá estão os militantes, martelando, forjando o aço, lapidando a pedra da sabedoria e ajustando seus ângulos; voz rouca e bandeiras aos céus. Não importam os descaminhos, eles sempre darão um jeito de escalar as montanhas e concretizar os sonhos da plena liberdade humana, da justiça social e do trabalho digno

E tudo isso, ser um verdadeiro militante, eu aprendi, com muito orgulho, com todos vocês. Aprendi também, que é a partir dos anseios das portas das fábricas, dos gritos dos discriminados e excluídos, dos que passam fome, do som das ruas, avenidas e praças das cidades, do aroma que emerge dos campos e das florestas trazido pela nossa gente, que se constrói uma nação.

Dias magníficos tenho vivido ao lado de vocês; alguns tristes, mas muitos de alegria. Choramos e cantamos juntos com uma cumplicidade eterna. Aprendi a ser construtor de um Brasil com direitos e oportunidades iguais para todos, e que também respeita as diferenças. Aprendi que lugar de criança é na escola, que filho de pedreiro também pode ser doutor. Aprendi que negros índios, mulheres, idosos também tem direito de dizer em alto e bom tom: nós somos brasileiros.

Os partidos devem ser ferramentas para defender os ideais de um povo. Os partidos não podem perder a sua essência…  As causas estão acima de siglas e de nomes. Precisamos analisar criteriosamente os erros cometidos para que eles nunca mais se repitam. Eles aconteceram por que saímos do caminho que vocês militantes nos ensinaram.  Vocês são os verdadeiros líderes. O leme está em suas mãos.

Somos irmãos; somos companheiros. Vamos seguir ao lado da nossa gente, das suas dores e do seu direito sagrado de continuar sonhando. Vamos fazer tudo outra vez, como jovens caminhantes e estradeiros que somos, ouvindo e abraçando com a absoluta certeza de que o verbo esperançar, tão bem nos legado por Paulo Freire, ainda continua sendo a única fonte inesgotável de vida… das nossas vidas… do nosso país.  A luta está recém começando. Viva os militantes e suas bandeiras! Viva os trabalhadores. Viva o Brasil! Com a democracia, tudo! Sem a democracia, nada!
*Por Paulo Paim, Senador pelo PT/RS. 


Fonte: http://www.sul21.com.br

16 maio, 2016

Para refletir


"Deixe dizer-lhe, com o risco de parecer ridículo, que o revolucionário verdadeiro é guiado por grandes sentimentos de amor. É impossível pensar num revolucionário autêntico sem esta qualidade.(…) há que se ter uma grande dose de humanidade, uma grande dose de sentido de justiça e de verdade para não cair em extremos dogmáticos, em escolasticismos frios, em isolamento das massas. Todos os dias é preciso lutar para que esse amor à humanidade vivente se transforme em fatos concretos, em atos que sirvam de exemplo, de mobilização." (Ernesto Guevara de la Serna)

13 maio, 2016

Para refletir - Ministros de Michel Temer

Para refletir
Procurem conhecer os Ministros de Michel Temer e verão que muitos deles são políticos derrotados e investigados.
Nenhuma mulher, nenhum negro e nenhum índio.

O retrocesso começou!

Lamentável, como pode, foi extinto os Ministérios da Cultura, da Igualdade racial, da Mulher e Direitos humanos. O retrocesso começou.

12 maio, 2016

Para refletir


"Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros." Che Guevara


“O período não é só de resistência, é também de construção de um Brasil novo


Puxando a bateria e canções criativas sobre a política brasileira, o Levante Popular da Juventude é dos movimentos populares que constrói o “Acampamento pela Democracia”, na Praça da Liberdade, desde o dia 1º de maio. Segundo Luciléia Miranda, estudante e integrante da coordenação do movimento, a juventude tem muito a perder com o golpe em curso, mas também muito a contribuir nas mobilizações por mais direitos. Ela fala sobre o cenário nacional, os “escrachos” e bandeiras de lutas atuais.

Brasil de Fato - Qual o objetivo do acampamento montado na Praça da Liberdade?


Luciléia Miranda -
 O “Acampamento pela Democracia”, organizado pela Frente Brasil Popular, tem o objetivo de denunciar o golpe em curso hoje no Brasil e discutir com a população os impactos deste atentado à democracia na vida dos trabalhadores e trabalhadoras. E são muitos os impactos, que vão desde a retirada de direitos trabalhistas até o corte de programas sociais como o Bolsa Família. O Levante Popular da Juventude participa da Frente Brasil Popular e constrói o acampamento por acreditar que a juventude também será afetada, principalmente com a precarização do trabalho e com a perda de investimentos em educação.  Os ataques aos direitos trabalhistas colocam para nós um futuro incerto e instável. 

Levante fez um ato na casa do senador Antonio Anastasia (PSDB) no dia 1 de maio, que foi chamado de “escracho”.  O que são esses escrachos e por que Anastasia?


Os escrachos são atos em que expomos figuras públicas que cometeram ações contra o povo. Vamos diretamente até a figura em seu local de moradia, de trabalho ou em algum evento em que esteja presente. No caso do senador Anastasia, a denúncia se deu por dois motivos: o primeiro deles é porque seu partido, o PSDB, é parte da articulação do golpe em curso e o senador cumpre um papel fundamental de relator do processo de impeachment no Senado. Além disso, denunciamos também que Anastasia não tem moral para julgar o processo, já que quando era governador de Minas Gerais cometeu a “cavalgada fiscal”, declarando verbas com vacinas para cavalos como gastos com saúde. 

O Levante tem denunciado recorrentemente o deputado Eduardo Cunha. Por que essa é uma pauta da juventude? Como avaliam a liminar contra ele?

Desde o ano passado, Eduardo Cunha está na lista dos maiores inimigos da juventude. Isso porque, ao assumir a presidência da Câmara dos Deputados, ele colocou em votação diversos projetos que retrocedem em nossos direitos. Um exemplo é a redução da maioridade penal que, longe de resolver o problema da criminalidade, só contribui para o encarceramento da juventude negra e pobre das periferias. O deputado também aparece como um dos articuladores do golpe contra a democracia. É citado em vários esquemas de corrupção e conduz o processo com o objetivo claro de chegar ao poder e parar as investigações contra si mesmo. Vamos continuar cobrando para que ele seja punido por seus crimes. Só essa liminar de afastamento não basta. 

Como vocês fazem para mobilizar os jovens para a participação política?


A situação não é nada favorável, mas em outros momentos da história do Brasil, a juventude já mostrou sua força e capacidade de impulsionar grandes mudanças. Durante a ditadura militar, a luta dos e das jovens foi fundamental para restaurar a democracia. E é com este espírito de quem “não foge da raia a troco de nada”, que novamente nos colocamos para defender o Brasil com muito ânimo e alegria. A inovação nas formas de luta, com a batucada, o teatro, a dança e as intervenções artísticas, é parte importante das mobilizações da juventude e marca a nossa forma de lutar.

Que saídas o movimento vê para a situação política do Brasil?

Em primeiro lugar, é importante nos mantermos mobilizados e organizados, seja em sindicatos, movimentos sociais, associações de bairro ou no movimento estudantil. E o período não é só de resistência ao golpe e à retirada de direitos, é também de construção de propostas para um Brasil novo. Devemos recuperar um projeto de país que coloque na ordem do dia reformas estruturais. Destacamos a democratização dos meios de comunicação e uma Constituinte Exclusiva para a Reforma Política . A primeira, para que o povo possa ter acesso às informações sem a manipulação de grandes veículos como a Rede Globo. Já a última, propõe uma modificação do sistema político que o torne mais democrático, com mais participação popular efetiva nas decisões. 

Fonte: https://www.brasildefato.com.br/

Arquidiocese de Maringá comunica o falecimento do padre Claudenir Bernardino de Matos




Em junho estaria com Pe. Claudenir em Rondônia.
Eu e o Pe. Genivaldo, vamos visitar a Diocese de Guajará-Mirim, “Igreja Irmã” da Arquidiocese de Maringá, dentro do projeto “Igrejas Irmãs”, da CNBB.
Vamos embarcar dia 10 de junho do Aeroporto de Maringá.
Pe. Claudenir, que o nosso Deus o acolhe.



Segue o comunicado da Arquidiocese de Maringá

Arquidiocese de Maringá comunica o falecimento do padre Claudenir Bernardino de Matos

É com pesar que a Arquidiocese de Maringá comunica o falecimento do padre Claudenir Bernardino de Matos(41) pertencente  ao clero de Maringá.

Padre Claudenir morreu durante um acidente de carro na noite dessa quarta-feira (11) em Rondônia. Ele estava em missão na Diocese de Guajará-Mirim desde 2015, dentro do projeto “Igrejas Irmãs”, da CNBB. O presbítero era administrador paroquial da Basílica do Divino Espírito Santo em Costa Marques-RO.

O acidente aconteceu na BR 429 no município de Costa Marques. O veículo dirigido pelo padre caiu da ponte do Rio Queimado, conhecida na região por ser muito perigosa e já ter sido causa de muitas mortes. Padre Claudenir havia celebrado missa em uma comunidade do interior e estava retornando para casa.

“Perdemos um grande e jovem missionário”, diz o arcebispo de Maringá, dom Anuar Battisti. “Estamos muitos tristes. É uma dor muito grande para todos nós”, comenta.  

Amanhã (13) o corpo do presbítero será transladado do município de Costa Marques-RO para o aeroporto de Porto Velho-RO com destino a Maringá-PR.

Assim que chegar ao aeroporto de Maringá, o corpo será levado à paróquia Santo Cura d´Ars em Paiçandu, cidade em que os familiares do padre residem.

O sepultamento será realizado sábado (14) no cemitério Rainha da Paz em Maringá, sem previsão de horário.

Padre Claudenir Bernardino de Matos nasceu em 20 de maio de 1974 e foi ordenado padre dia 10 de julho de 2009 na Paróquia Santo Cura D’Ars em Paiçandu.

Após ser ordenado, trabalhou na paróquia São Mateus Apóstolo em Maringá até janeiro de 2015, quando foi designado para a missão em Rondônia.

11 maio, 2016

Paróquia Nossa Senhora da Liberdade - Uma experiência diferente - CEB São Francisco de Assis

Uma experiência diferente - CEB São Francisco de Assis

 A CEB São Francisco de Assis prepara-se para oferecer às famílias que a ela pertence, católicas ou não, uma proposta ousada, se aceita, por uma ou outra família, será lindo, frutos serão colhidos. Uma visita missionária que tem como propósito, oferecer algo a mais, oferecer estudo sobre a “Carta aos Felipenses”, em quatro encontros.

A missão tem a sua origem no próprio relacionamento da Trindade. O propósito da missão é levar conhecer e se apaixonar por Jesus, é a salvação. Desde o início observamos que Deus age dentro e através de eventos concretos na vida dos seres humanos. 

A missão é obra de Deus, na missão Jesus se faz presente, “eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28.18-20). Ter um encontro pessoal com Cristo transforma.

A Bíblia é a revelação da verdade à humanidade. Ela revela o plano de Deus para salvar a humanidade. “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos simples.” (Salmos 19.7)

Paulo, na carta aos felipenses expressa amor, amizade, cuidado e carinho. Ajuda a centralizar a vida em Cristo e a estar contentes em todas as situações, ser fortes em oração e a imitar com alegria o exemplo de seu Salvador, Jesus Cristo.

Segue o convite que todas as famílias receberam.  Os convites serão, colocados em embalagens plásticas e amarradas nos portões das casas.


Segue o convite:

Paróquia Nossa Senhora da Liberdade
CEB São Francisco de Assis


Gostariam de receber uma visita missionária?

Que a paz de Cristo esteja com você e seus familiares!

Somos a Comunidade Eclesial de Base são Francisco de Assis, uma das nove CEBs que compõe a Paróquia Nossa Senhora da Liberdade.

Temos a proposta da visita missionária às famílias que pertencem ao espaço geográfico de nossa CEBs São Francisco de Assis, católicas ou não.

A visita missionária será com quatro encontros, estudaremos a “Carta aos Felipenses”.

Se você e sua família querem receber essa visita, preencha os dados abaixo solicitados, recorte na linha pontilhada e deixe-o na secretaria paroquial, Rua Frei Caneca, 222 (Praça da Igreja) – Jardim América - Maringá - Paraná.

Corte Aqui: -----------------------------------------------------------------------------------------------

CEB São Francisco de Assis
Visita missionária – Estudo da “Carta aos Felipenses”

Nome: _______________________________________________________
Telefone:______________________________________________________
Endereço:_____________________________________________________
Participam de alguma religião?    (    ) SIM     (   ) NÃO
Qual Religião?__________________________________________________
Em sua rua, perto de sua casa, mais de uma família aceitar receber a visita missionária, tu e sua família aceita fazer os quatros encontros junto com outra família?
(    ) SIM,  aceitamos fazer os quatros encontros junto com outra família.
(    ) NÃO, gostaríamos que os quatros encontros fossem só com nossa família.


10 maio, 2016

Para Refletir

“Não importa onde você parou... Em que momento da vida você cansou... O que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo... É renovar as esperanças na vida, e o mais importante...Acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado... Chorou muito? Foi limpeza da alma... Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia... Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechastes a porta até para os anjos...
Acreditou em tudo que estava perdido? Era o inicio de tua melhora... Queira o melhor do melhor... Se pensamos pequeno... Coisas pequenas teremos... Mas, se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor... O melhor vai se instalar em nossa vida. Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.” (Carlos Drummond de Andrade)

05 maio, 2016

STF afasta Eduardo Cunha do mandato de deputado federal

Eduardo Cunha responde por crimes de corrupção
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu, com base no pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), pela suspensão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do exercício do mandato de deputado federal. Por consequência, ele deixa a presidência da Câmara dos Deputados.
Na decisão, Zavascki destaca, com base nos dados levantados pela PGR, que a posição de Cunha como presidente da Casa representava condições para “tentativa de ocultar possíveis crimes e a interferência nas investigações”.
O ministro faz referência ainda à linha sucessória em um cenário de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. “Os ocupantes de cargos integrantes da linha sucessória da Presidência da República jamais poderão exercer o encargo de substituição caso estejam respondendo a processos penais”.
Fonte; Brasil de Fato

O plano dos ruralistas para detonar o Brasil

"A bancada ruralista entregou ao vice presidente Michel Temer uma série de reivindicações, entre elas a paralisação e revisão das demarcações de Terras Indígenas e a extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário". O comentário é de Márcio Santilli em artigo publicado por Instituto Socioambiental - ISA.
Eis o artigo.
Com o título de “Pauta Positiva”, a Frente Parlamentar da Agropecuária e o Instituto Pensar Agro entregaram ao vice quase presidente Michel Temer uma lista de reivindicações do setor ruralista, dividida em sete capítulos, com propostas que afetam negativamente os direitos e interesses dos demais setores da sociedade.
O documento começa denunciando politicamente o atual governo, de forma oportunista, para ficar bem com Temer,que deve assumir a presidência a partir da semana que vem. Reivindica, de cara, a nomeação de um ruralista como ministro da Agricultura, mas omite que foi o próprio setor que emplacou Katia Abreu, notória senadora ruralista e presidente licenciada da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), como ministra da Agricultura do atual governo. Propõe, ainda, a absorção do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) pelo Ministério da Agricultura (Mapa) e a extinção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), além da transferência de programas de apoio à agricultura familiar para o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), de modo que o governo amplie as suas atenções no favorecimento ao agronegócio e aos grandes proprietários rurais.
A pauta “positiva” dos ruralistas também propõe a supressão de qualquer limite para a compra de terras por estrangeiros, o que, sobretudo num contexto de profunda depreciação das empresas e demais ativos econômicos do país, levaria à desnacionalização acelerada do território nacional e à redução da pequena elite rural brasileira, tornando mais remotas as chances de se planejar o desenvolvimento da agropecuária de acordo com os interesses estratégicos do país.
Ainda mais negativas são as propostas que constam do documento para inviabilizar a demarcação de Terras Indígenas, pela aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215 (que transfere a competência de demarcá-las para o Congresso); excluir benefícios das comunidades tradicionais na regulamentação da lei de acesso aos recursos genéticos e conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade; enfraquecer o licenciamento ambiental; e readmitir algumas das formas de trabalho análogas à escravidão que já haviam sido banidas da legislação brasileira.
A agenda negativa dos ruralistas vai além e também pretende suprimir os poderes deliberativos do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), restringir a atuação dos fiscais do Ministério do Trabalho nas fazendas, fragilizar a legislação sanitária que estabelece condições para a comercialização de produtos agropecuários que possam colocar em risco a saúde dos consumidores e reduzir controles sobre a comercialização e o uso de agrotóxicos, entre várias outras barbaridades.
A desfaçatez com que a bancada ruralista aborda o provável novo presidente da República é exemplar da situação degradante em que se encontra o país. Nem mesmo a destruição do estado pela corrupção e a depressão econômica que assola trabalhadores e empresas são capazes de estimular segmentos da elite brasileira, como os grandes proprietários de terra, a construírem agendas para enfrentar os verdadeiros problemas do país, em vez de apenas favorecerem interesses corporativos em detrimento do conjunto da sociedade.

04 maio, 2016

Para refletir

Uma linda e abençoada semana a todas e a todos!

"Toda vez que você se encontrar ao lado da maioria, é hora de parar e refletir."
(Mark Twain)