20 julho, 2017

CNBB lança quarta edição da coleção “Pensando o Brasil”, texto é sobre educação

“São textos que desejam provocar o debate e a reflexão”



O texto ‘Pensando o Brasil: Educação’, quarto da série ‘Pensando o Brasil’ já está disponível no site da ‘Edições CNBB’. O documento, objeto de estudo aprofundado pelos mais de 300 bispos durante a 55ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ocorrida em Aparecida (SP), no mês de abril, aborda três aspectos da realidade educacional brasileira, entre eles, o cenário da educação no Brasil; os caminhos para a superação dos principais desafios e, por último, as pistas para a ação.

As reflexões apresentadas no texto buscam caminhos para uma melhoria na qualidade da educação no Brasil, condição fundamental para o desenvolvimento da nação. “Que este texto seja instrumento para provocar a discussão nas escolas e universidades, nas famílias e comunidades”, exorta o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner. Para ele, é preciso estimular o diálogo, a avaliação e a participação em um amplo debate nacional que trará ganhos não apenas para a educação, mas para a própria vivência da cidadania.

“A educação é a tarefa do cuidado com a nossa própria existência. Uma vez que somos seres inconclusivos, não nascemos prontos, acabados, precisamos nos organizar em sociedade para acolher o novo e construir condições para a continuidade da vida e a transformação da cultura e da sociedade. Para tanto, educar é estabelecer uma relação entre o que já existe ou o que é conhecido e o que ainda não se conhece (…)”, diz um trecho da apresentação da publicação. 

A coleção é uma contribuição da CNBB para a construção de um Brasil mais ético, justo e fraterno. “São textos que desejam provocar o debate e a reflexão”, afirma dom Leonardo Steiner. Em volumes anteriores, o “Pensando o Brasil” já abordou os “Desafios diante das eleições de 2014; “A desigualdade social no Brasil” e “Crises e Superações”. “É no diálogo que se pode chegar a um movimento benfazejo e transformador”, finaliza dom Leonardo.

A publicação pode ser adquirida pelo telefone: (61) 2193-3019, no site da Edições ou ainda pelo e-mail: vendas@edicoescnbb.com.br.

Fonte: site da CNBB

19 julho, 2017

Abrigo em Maringá recebe pessoas LGBT expulsas de casa

por Margot Jung, da AMLGBT
Uma realidade muito triste nos assombra atualmente. Ainda hoje, em pleno século XXI, muitas pessoas, ao assumirem sua orientação sexual ou identidade de gênero para a família, são expulsas de casa.

Pais e mães jogam filhos e filhas na rua, entregando-os à própria sorte e ao desamparo. Alguns, infelizmente, enveredam pelo mundo das drogas, do tráfico, da criminalidade ou da prostituição. Outras pessoas recorrem a algo ainda mais terrível que é o suicídio.

Mas para essas pessoas, colocadas à margem da sociedade pela própria família, existe em Maringá um lugar que as recebe com amor e oferece uma oportunidade de viverem com dignidade. Uma família formada por pessoas que se dedicam ao acolhimento sem receber nada em troca. Nada mesmo!

Não há recursos públicos que ajudem na manutenção da Casa. Ela sobrevive graças às pessoas da sociedade que, num belo exemplo de cidadania, doam dinheiro, alimentos, roupas e calçados, além de tempo e amor.

A Casa Missão Amor Gratuito tem vagas para pessoas LGBT que precisam de um lugar para morar. Se você precisa, procure a Casa. Se você não precisa, mas conhece alguém que sim, encaminhe.

Casa Missão Amor Gratuito
Rua das Rosas, 540
Telefones: (44) 9-9998-1304; (44) 9-9998-7486; (44) 9-9753-9270
Fonte: http://maringay.com.br/abrigo-em-maringa-recebe-pessoas-lgbt-expulsas-de-casa/
Publicado dia 18 Jul, 2017

Paz, Amor e Capoeira!

17 julho, 2017

Uma linda e abençoada semana a todas e a todos!


"A gente sempre deve sair à rua
como quem foge de casa,
como se estivessem abertos diante de nós
todos os caminhos do mundo...
Não importa que os compromissos,
as obrigações, estejam logo ali...
Chegamos de muito longe,
de alma aberta e o coração cantando!"


Mario Quintana

14 julho, 2017

Arquidiocese de Maringá envia representantes para o 14zinho das CEBs

Dessa vez não da para participar...
Minha mãe precisa de mim, sua saúde precisa de meus cuidados.

Um bom 14Zinho a todas e a todos.

Que o nosso Deus os abençoem, que bom , vocês vão representando as CEBs de nossa querida Arquidiocese de Maringá.

Francisco G Garcia
Celso Ninno
Diácono Hildo
Angelo Miguel Pagote

Violência no campo brasileiro em tempos de golpe


Por Marco Antonio Mitidiero Junior
INTRODUÇÃO

O golpe político/parlamentar/jurídico/midiático de 2016 violentou a jovem democracia brasileira. A opção eleitoral de milhões de brasileiros foi sumariamente descartada ao passo que setores da elite nacional e do capital internacional arquitetaram a tomada do poder pelo viés de um golpe parlamentar alicerçado nas duas casas legislativas:

Câmara e Senado. Deputados e senadores da legislatura 2014-2018, os quais formam o congresso mais conservador desde o golpe militar de 1964, sem temor e com retumbante tranquilidade, imputaram à presidente da República, Dilma Rousseff, um crime de responsabilidade que ela não cometeu, pelo menos na forma da acusação e de suas consequências. Como típico de um golpe, ele foi acompanhado da violência da mentira, da covardia, da difamação, do lobby, da corrupção, etc.; porém, a despeito das várias dimensões que o conceito de violência pode significar, o sentido mais concreto do conceito, que é a violência contra a vida, parece ter ganhado liberdade para acontecer, sobretudo no campo brasileiro diante da conjuntura de usurpação da democracia.

A violência nos conflitos do campo, materializadas em assassinatos, tentativas de assassinatos, ameaças, pistolagem, expulsões, despejos e destruição de bens de populações camponesas, índios e quilombolas, aumentaram no ano de 2016, segundo a publicação anual “Conflitos no Campo Brasil” a cargo da Comissão Pastoral da Terra (CPT), sendo necessária a relação desses dados com a conjuntura política brasileira.

Durante a arquitetura do golpe político uma questão pairou para aqueles que estudam a chamada questão agrária brasileira: por que o agronegócio em geral, e em específico a Frente Parlamentar da Agropecuária (a famosa Bancada Ruralista), traiu o pacto com os governos do Partido dos Trabalhadores (PT)? O que levou um setor da economia e da política nacional que possuía nas mãos praticamente todo o poder institucional para gestão da agropecuária a trair o governo, o seu governo? Estes nunca tinham tido tanto recurso financeiro público à disposição [2] e, principalmente, há décadas não viviam um período de grandes vendas (exportações) e lucratividade do setor; o que os levaram a trair um governo que sustentou e permitiu tal realidade? Em poucas palavras, os ruralistas nunca tiveram conjugados em suas mãos tanto poder e dinheiro, então por que a traição? Traíram porque queriam mais! Não precisa ser um pesquisador astuto ou obstinadamente investigativo para descobrir que a velha oligarquia rural, travestida de moderno agronegócio, nunca aceitou as conquistas dos movimentos sociais organizados e muito menos “engoliu” uma série de pequenas concessões dos governos petistas aos homens e mulheres do campo. Atualmente, as terras das sociedades indígenas, as áreas quilombolas, os projetos de assentamento de reforma agrária e as áreas de proteção ambiental são o foco de ataques dos ruralistas nos âmbitos legislativo, executivo e diretamente nos espaços rurais, sendo que, por um lado, os ataques se dão no âmbito político-legislacional e, do outro, por meio de crimes contra a vida, geralmente por meio da execução de violência física contra os povos do campo.

A conjuntura política golpista, na qual a bancada ruralista foi partícipe importante, criou um sentimento de “tudo pode” a esse setor [4]. Esse sentimento vem se refletindo nos ataques e retrocessos aos direitos dos índios, quilombolas e camponeses sem terra, assentados, trabalhadores assalariados e aposentados rurais, bem como ampliou a possibilidade de impunidade diante de ações violentas contra esses sujeitos.

Ainda na esteira de tentar responder porque o agronegócio traiu o pacto com o .... continue lendo  AQUI



O golpe final!


O GOLPE FINAL

_Vladimir Safatle_

_É professor livre-docente do Departamento de filosofia da USP (Universidade de São Paulo). Escreve às sextas._

Aqueles que, nas últimas décadas, acreditaram que o caminho do Brasil em direção a transformações sociais passava necessariamente pelo gradualismo deveriam meditar profundamente nesta semana de julho.
Não foram poucos os que louvaram as virtudes de um reformismo fraco porém seguro que vimos desde o início deste século, capaz de paulatinamente avançar em conquistas sociais e melhoria das condições de vida dos mais vulneráveis, enquanto evitava maiores conflitos políticos graças a estratégias conciliatórias.
"Há de se respeitar a correlação de forças", era o que se dizia. Para alguns, isso parecia sabedoria de quem lia "A Arte da Guerra", de Sun Tzu, antes de reuniões com José Sarney e a lama do PMDB. Eu pediria, então, que meditássemos a respeito do resultado final de tal sabedoria.
Pois o verdadeiro resultado dessa estratégia está evidente hoje. Nunca o Brasil viu tamanha regressão social e convite à espoliação do mundo do trabalho.
O salto de modernização que nos propõem hoje tem requintes de sadismo. Ou, que nome daríamos para a permissão de mulheres gestantes trabalharem em ambientes insalubres e de que trabalhadores "tenham o direito" de negociar seu horário de almoço?
Tudo isso foi feito ignorando solenemente o desejo explícito da ampla maioria da população. Ignorância impulsionada pelo papel nefasto que tiveram setores majoritários da imprensa ao dar visões completamente monolíticas e unilaterais das discussões envolvendo tal debate.
Mas isso podia ser feito porque não há mais atores políticos capazes de encarnar a insatisfação e a revolta. Hoje, o governo pode atirar contra a população nas ruas em dias de manifestação e sair impune porque não há ator político para incorporar rupturas efetivas. Eles se esgotaram nos escaninhos de tal modelo de gestão social brasileiro.
A reforma trabalhista apenas demonstra que o gradualismo pariu um monstro. Os mesmos que votaram para mandar a classe trabalhadora aos porões de fábricas inglesas do século 19 estavam lá nas últimas coalizões dos governos brasileiros, sendo ministros e negociadores parlamentares.
Ou seja, a política conciliatória os alimentou e os preservou, até que eles se sentissem fortes o suficiente para assumirem a cena principal do poder. "Mas era necessário preservar a governabilidade", era o que diziam. Sim, este é o verdadeiro resultado da "governabilidade" do ingovernável, da adaptação ao pior.
Como se fosse apenas um acaso, no dia seguinte à aprovação da reforma trabalhista o Brasil viu o artífice deste reformismo conciliatório, Luiz Inácio Lula da Silva, ser condenado a nove anos de prisão por corrupção. Esse era um roteiro já escrito de véspera.
De toda forma, há de se admirar mais um resultado desta política conciliatória –a adaptação ao modelo de corrupção funcional do sistema brasileiro e, consequentemente, a fragilização completa de figuras um dia associadas, por setores majoritários da população, a alguma forma de esperança de modernização social.
O Brasil agora se digladia entre os que se indignam com tal sentença e os que a aplaudem com lágrimas de emoção. Engraçado é ver outros políticos que também mereciam condenação pregarem agora moralidade.
No entanto, o problema é que só existirá essa sentença, nada mais. Este é o capítulo final. Da mesma forma que o capítulo final do julgamento do mensalão foi a prisão de José Dirceu. Perguntem o que aconteceu com o idealizador do mensalão, o ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo.
Ou perguntem sobre o que acontecerá a outro presidente do mesmo partido, aquele senhor que foi pego em gravação telefônica dizendo que deveria procurar um interceptador para propina que pudesse ser assassinado.
Ou o ex-presidente FHC, citado nos mesmos escândalos que agora condenam Lula. Muitos reclamam da parcialidade da Justiça brasileira: há algo de comédia nessa reclamação.
Que esta semana seja um sinal claro de que uma forma de fazer política no Brasil se esgotou, seus fracassos são evidentes, suas fraquezas também. Continuar no mesmo lugar é apenas uma forma autoinduzida de suicídio.

A Importância da Comunicação para a Igreja e as CEBs

"O encontro entre a comunicação e a misericórdia é fecundo na medida em que gerar uma proximidade que cuida, conforta, cura, acompanha e faz festa".



A Importância da Comunicação para a Igreja e as CEBs

"O encontro entre a comunicação e a misericórdia é fecundo na medida em que gerar uma proximidade que cuida, conforta, cura, acompanha e faz festa".

Refletir sobre comunicação pode parecer fácil, mas não é. É bastante complexo. Para alguém que não é especialista no assunto, com o autor deste artigo, fica difícil. E se embutirmos na reflexão religiões, igrejas, e as nossas CEBs, complica um pouco mais. Mas por quê? Porque como a própria etimologia da palavra nos remete: tornar comum, repartir, dividir, fazer com que algo seja compartilhado por vários, só pode ser feito  de tal modo que chegue honestamente a quem pretendemos comunicar.

Assim, a dificuldade torna ainda mais importante pensarmos e agirmos no que diz respeito à comunicação. A Igreja, e no seu interior, as Comunidades Eclesiais de Base, estão diante de um grande desafio. Trata-se de levar à frente uma tarefa por demais importante, dentro do contexto de uma sociedade do espetáculo, como disse o francês Guy Debord. Em uma sociedade onde o objetivo da comunicação passa, predominantemente, por esconder informação, e não revelar, aqueles e aquelas que acreditam na transparência da verdade tem uma tarefa hercúlea.

Por isso, vamos pedir emprestadas três ideias que o Papa Francisco no deixou em três discursos para o dia mundial da comunicação, em 2017, 2016 e 2014 respectivamente.

A confiança na semente do Reino de Deus e na lógica da Páscoa não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar (2017). Tudo que apresentamos aos outros precisa, de algum modo, espelhar o Projeto de Jesus de Nazaré. Nossa inteligência e criatividade são desafiadas, pois na maioria das vezes, por conta de uma possível técnica de comunicação pode espelhar outra coisa.

Gosto de definir este poder da comunicação como «proximidade». O encontro entre a comunicação e a misericórdia é fecundo na medida em que gerar uma proximidade que cuida, conforta, cura, acompanha e faz festa (2016). Assim sendo, precisamos de uma profunda sensibilidade para com o/a outro/a. Comunicar é uma arte. Somente uma pessoa que cultiva sensibilidade com a diversidade humana e responsabilidade por saber que tantas pessoas poderão não acolher o que transmito como algo que respeita a sua humanidade, pode ser mediadora de uma mensagem.

Quando a comunicação tem como fim predominante induzir ao consumo ou à manipulação das pessoas, encontramo-nos perante uma agressão violenta como a que sofreu o homem espancado pelos assaltantes e abandonado na estrada, como lemos na parábola (2014). Trata-se da parábola do bom samaritano. Certamente nas CEBs não existe indução ao consumo, pelo menos assim esperamos, mas corremos o risco de cair nas garras da manipulação de pessoas. Hoje diante de um sistema de comunicação extremamente perverso, nosso cuidado deve ser redobrado.

Portanto, se comunicar qualquer mensagem é um ato sempre importante, para a Igreja e as CEBs representa uma grande responsabilidade. Precisamos nos tornar visível. Precisamos apresentar nossa mensagem para ser confrontada com tantas outras. Precisamos utilizar todos os instrumentos disponíveis para comunicar. Mas acima de tudo, precisamos fazer com que nossa mensagem chegue ao destinatário como aquela carta que, em outros tempos, era aguardada com profunda expectativa, pois poderia representar o contato com quem não podíamos abraçar a muito tempo. Que as CEBs possam sempre transmitir um abraço caloroso a todos e todas seja por whatsApp, seja por um sinal de fumaça.

Conta-se por aí que o costume de acender fogueira na véspera de São João vem de uma comunicação. Isabel, sentido as dores do parto, manda avisar a prima Maria que chegou a hora. Como? Na escuridão da palestina, uma fogueira em cada monte foi acessa, como sinal de que o priminho João estava a caminho. Assim seja.

Celso Pinto Carias
Assessor das CEBs do Brasil

12 julho, 2017

Aprovado Tratado antinuclear. Santa Sé: passo importante para a paz

As Nações Unidas adotaram formalmente um Tratado que proíbe o uso das armas nucleares, até então as únicas armas de destruição em massa sem um documento próprio que as proíba.



O Tratado foi aprovado por 122 países, mas as potências nucleares como os EUA e os países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, ndr) não participaram da votação e definiram os objetivos ingênuos e inalcançáveis, sobretudo num momento em que a Coreia do Norte quer lançar mísseis nucleares contra outros territórios.

A propósito, a Rádio Vaticano entrevistou o secretário delegado do Dicastério para o serviço do desenvolvimento humano integral, Dom Silvano Maria Tomasi. Eis o que disse:

Dom Tomasi:- “Esta votação muito importante é um passo por parte de alguns Estados, incluindo a Santa Sé, para se chegar a banir não somente o uso, mas também a posse das armas nucleares. Este caminho partiu de modo particular do encontro de Viena em novembro de 2014, quando com uma mensagem do Papa Francisco se insistiu que não é mais aceitável do ponto de vista racional fazer com que a segurança dependa da posse de armas nucleares; é verdadeiramente inaceitável adquirir e possuir armas nucleares ou dispositivos explosivos nucleares! E com esse Tratado não se pode mais fazê-lo.”

RV: O fato é que nove países e seus aliados da Otan – incluindo a Itália – não participaram, porém, da votação dessa comissão, e definiram esse Tratado como sendo “ingênuo”, inclusive à luz das ameaças nucleares que chegam neste momento da Coreia do Norte. Qual seu comentário a respeito?

Dom Tomasi:- “É claro que a decisão de votar um Tratado dessa natureza acaba sendo considerada pelos países que possuem bombas atômicas um gesto idealista. Mas se considerarmos que as armas químicas e as armas biológicas, as minas antipessoais, as bombas de fragmentação são todas armamentos que são expressamente proibidas pela Convenção internacional e não havia nada, quase um vulnus jurídico (ferida jurídica, ndr) no que tange às armas nucleares que são ainda mais destrutivas das que são proibidas por estas outras convenções internacionais, vemos que está sendo feito um caminho para se criar uma mentalidade que eventualmente leve à consciência de que a segurança de um país e de todos os países não está no ter a bomba atômica, mas que nenhum país a tenha.”

RV: Por que a Santa Sé e também os bispos europeus, os bispos estadunidenses são contrários ao princípio de dissuasão que até então sempre justificou a posse das armas nucleares? Por que esse princípio não é mais válido hoje?

Dom Tomasi:- “Durante a guerra fria, a dissuasão fora aceita como uma solução para estabelecer um equilíbrio que prevenisse o uso prático das armas atômicas. As circunstâncias mudaram: apesar do ‘Tratado de não-proliferação’ tivemos alguns países que acrescentaram a bomba atômica a seus arsenais, como o Paquistão, a Índia, Israel e agora a Coreia do Norte. Porém, devemos considerar que essa ameaça recíproca de morte não é o caminho que a família humana deve tomar; o caminho a ser tomado é o da colaboração e de buscar um diálogo permanente através de estruturas internacionais eficazes. A segurança é garantida pelo diálogo e não pela força.” (RL/FC)

Fonte: Rádio Vaticano

11 julho, 2017

Estudantes de agronomia da UFG pedem “menos amor e mais agrotóxico”

E ainda fazem camiseta com o pedido; pesticida mais consumido no mundo, glifosato é apontado por muitos pesquisadores como causa de câncer.

                                                                       Fonte: De Olho nos Ruralistas

A reportagem é de Alceu Luís Castilho e publicado por De Olho nos Ruralistas, 10-07-2017.

Eles estudam agronomia. E pedem: “Menos amor e mais glifosato, por favor”. Em referência ao pesticida mais consumido no mundo, comercializado pela Monsanto como Roundup. A foto com essa frase nas camisetas rodou as redes sociais após ter sido publicada no site da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Produção Agropecuária (Emater). É produzida pela associação atlética dos estudantes de agronomia da Universidade Federal de Goiás.

Também conhecido como mata-mato, o glifosato – ingrediente ativo do Roundup – “provavelmente” causa câncer, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Outras pesquisas realizadas dizem o contrário. Em junho, o estado da Califórnia, nos Estados Unidos, informou que listará o produto como causador de câncer. A EuropeanChemical Agency o liberou.

Sua utilização é criticada por organizações como o Greenpeace, WWF, Oxfam e Slow Food. Mais de 1,3 milhão de pessoas assinaram uma petição para seu banimento na União Europeia. A documentarista francesa Marie-Monique Robin, autora de filme sobre a Monsanto, define o glifosato como “maior escândalo sanitário da história“.

No Brasil, o uso do pesticida é criticado por pesquisadores como Wanderlei Pignati, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), e Raquel Rigotto, da Universidade Federal do Ceará (UFC). A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) também fazem alertas frequentes sobre esse e outros venenos.


Estudantes faturam com camiseta


Os estudantes brasileiros conseguiram emplacar a foto em uma notícia sobre o consumo de soja por humanos, publicada pela Emater (e reproduzida, com outra imagem, pelo site Agrolink), sobre o evento Agro Centro-Oeste Familiar 2017, realizado em Goiânia, em junho.

O link foi retirado do ar, mas o site Ambiente do Meio conseguiu registrar a imagem. Que ainda pode ser encontrada, também, no Twitter da própria Emater, em post do dia 12 de junho – conforme o De Olho nos Ruralistas constatou, um mês depois, nesta segunda-feira.

O Instagram da associação atlética dos estudantes da Escola de Agronomia da UFGdivulgou em março a camiseta “por menos amor e mais glifosato”. Apresentada naquele mês como uma novidade, ela é vendida por R$ 35. Diante da repercussão da foto, a Emater emitiu nota de esclarecimento dizendo que nem ela, nem a Universidade Federal de Goiás, nem a organização da Agro Centro-Oeste Familiar têm qualquer ligação com a produção “ou incentivo ao uso” da camiseta.

A agência diz respeitar o direito à liberdade de expressão, garantido pela Constituição, e que incentiva “toda e qualquer prática sustentável de produção agropecuária apoiada em procedimentos seguros e ambientalmente corretos, afiançados pela legislação vigente”.

Quando for jogar algo fora. Repense!


10 julho, 2017

Abertura das inscrições dos cursos de Pós-Graduação Lato Sensu (Especialização) na modalidade de Educação a Distância.

Informamos que as inscrições para o processo seletivo de candidatos para ingresso nos Cursos de Pós-Graduação Lato Sensu (Especialização), na modalidade de Educação a Distância, ocorrerão no período de 07 a 17 de julho de 2017Não existe cobrança de taxa de inscrição, bem como mensalidade, ou seja, o curso é inteiramente gratuito. Solicitamos aos interessados que acessem o site do NEAD (http://portal.nead.uem.br)

Música e Educação: Gêneros Musicais, História e Comportamento Humano


Carta Poema ao 14º Intereclesial das CEBs – 2018



Carta Poema ao 14º Intereclesial das CEBs – 2018

Por ocasião do 14º Intereclesial das CEBs que se aproxima, a Teóloga Wadma Salles fez um lindo poema para animar a caminhada das Comunidades Eclesiais de Base em preparação para o Intereclesial, que será realizado em janeiro de 2018.

Segue o poema completo! 

No chão árido de uma vida moderna, tecnológica, mas acidamente injusta, que testemunhamos neste início do século XXI, temos o vislumbrar de uma Chuva agradável que desponta serenando no horizonte dos povos brasis para aliviar seus corpos ressequidos e fortalecer-lhes na esperança da luta por plena dignidade, alegria e gozo. Lá vem ela... Chuva dançante, colorida, restauradora, que ao som dos tambores, atabaques, vozes múltiplas e diversidades, nos encanta e seduz; lá vem ela, Chuva revigorante que chamamos carinhosamente de: Intereclesial das CEBs!

Nossos corações começam a bater em um ritmo mais acelerado por causa da sua chegada; fechamos os olhos e lembramo-nos dos encontros passados, dos cantos, dos brados de luta, da força em unidade, do sorriso em esperança e da certeza de ter feito a mais nobre opção: o bem comum, mas socorrendo primeiro os feridos, isolados e injustiçados. E assim o desejo do encontro só aumenta, a voz não quer quietar e, por isso, de dentro de nós vai saindo espontânea e fervorosa a frase da canção: “Lá vem o Trem das CEBs caminhando com seu povo...”.

Vem Trem das CEBs... vem cantando, vem bailando e vem passando por todo o Brasil, terra linda, fértil, vibrante e tristemente castigada, judiada, saqueada, por mentes egoístas, sentimentos gananciosos e mãos impiedosas. Vem Trem das CEBs, reúna e acolha em seus vagões as pessoas que emanam sabedoria e bondade, desperte nas demais o desejo de embarcar nesta viagem inspiradora, que terá como destino o 14º Intereclesial das CEBs. Queremos nos encontrar todos lá; festivos, fraternos, conscientes e desejosos de construir um projeto para um Novo Brasil, onde transborde o respeito à vida, às vidas, aos seres, às coisas, aos lugares, a tudo que é salutar.

Trem das CEBs, nos deixe todos na mesma estação, lá na querida Londrina, para que possamos juntas e juntos nos banhar em festa debaixo daquela anunciada Chuva refrescante que outrora despertara no horizonte e que nos embeberá de unidade e paz na ânsia de um novo e belo por vir. Porque irá chegar, “irá chegar um novo dia, um novo céu, uma nova terra e um novo mar”; e nós seremos a semente que se banhou naquela Chuva vívida, se firmou na terra fértil e que desabrochou em ideias e ações cotidianas para que surgisse uma humanidade onde o cuidado e o zelo pela vida emanam, sem aprisioná-la em padrões oportunistas e cruéis que fazem sangrar pessoas e povos.

Nos vemos lá, nesta grande Confraternização do Amor!

Wadna Salles
Teóloga, Especialista em Ciências da Religião, Pesquisadora e Escritora.

08 julho, 2017

Os migrantes são nossos irmãos e irmãs!

“Os migrantes são nossos irmãos e irmãs que buscam uma vida melhor longe da pobreza, da fome e da guerra”.

“A cultura do bem-estar, que nos leva a pensar em nós mesmos, torna-nos insensíveis aos gritos dos outros, faz-nos viver como se fôssemos bolas de sabão: estas são bonitas mas não são nada, são pura ilusão do fútil, do provisório. Esta cultura do bem-estar leva à indiferença a respeito dos outros; antes, leva à globalização da indiferença. Neste mundo da globalização, caímos na globalização da indiferença. Habituamo-nos ao sofrimento do outro, não nos diz respeito, não nos interessa, não é responsabilidade nossa!”

Papa Francisco

07 julho, 2017

Um sonho, quando é partilhado, torna-se utopia!


“Um sonho, quando é partilhado, torna-se utopia de um povo, a possibilidade de criar um novo modo de viver”, sublinha Francisco.

“É disto que tem necessidade este mundo tão ‘atomizado!'. Este mundo que tem medo do diferente, que a partir deste temor às vezes constrói muros que acabam por transformar em realidade o pesadelo pior, ou seja, viver como inimigos”.

Papa Francisco

Anciãos cada vez mais vulneráveis na sociedade!



Anciãos cada vez mais vulneráveis na sociedade!

"É preciso promover o respeito pela dignidade dos anciãos, que são uma fonte de riqueza para a sociedade."

Foi uma das prioridades indicadas pelo observador permanente da Santa Sé na Onu, em Nova Iorque, Dom Bernardito Auza, em pronunciamento no grupo de trabalho em andamento até esta-sexta-feira (07/07) cujas atividades centralizam-se na questão do envelhecimento da população mundial.

Detendo-se sobre o tema da contribuição das pessoas anciãs para o desenvolvimento social, o arcebispo filipino ressaltou que a atenção para com essas pessoas é cada vez mais crítica porque o número de anciãos cresce rapidamente.

Prioridade: direitos dos anciãos sejam tutelados

Responder às exigências dos anciãos e desenvolver medidas concretas para assegurar que seus direitos sejam tutelados e protegidos são prioridades urgentes, acrescentou o representante vaticano.

Em seguida, o núncio apostólico recordou a afirmação do Papa Francisco na audiência geral de 4 de março de 2015:

Respeitar fragilidade e dignidade do ancião

“Graças aos progressos da medicina a vida se alongou: mas a sociedade não se ‘alargou’ para a vida! O número de anciãos multiplicou-se, mas nossas sociedades não se organizaram suficientemente a fim de dar lugar para eles, com justo respeito e concreta consideração por sua fragilidade e sua dignidade” – disse o Pontífice naquela ocasião.

Os anciãos – disse Dom Auza – são mais vulneráveis sob vários aspectos, entre os quais aqueles que estão relacionados à pobreza, ao isolamento e à saúde. Também catástrofes naturais, conflitos armados e crises financeiras comportam efeitos ainda mais críticos porque o acesso aos serviços de emergência, para as pessoas anciãs, encontra maiores limites devido, por exemplo, à idade avançada e a uma reduzida mobilidade.

Políticas e comportamentos podem excluir idosos

O prelado observou ainda que os anciãos são muitas vezes excluídos da participação ativa na sociedade. Políticas e comportamentos podem colocar à margem pessoas que já estiveram no centro de nossas comunidades.

Na realidade – como disse o Santo Padre –, são “a reserva sapiencial de nosso povo”, prosseguiu Dom Auza citando mais uma vez o Pontífice:

Sociedade programada sobre a eficiência ignora anciãos

“Enquanto somos jovens, somos levados a ignorar a velhice, como se fosse uma doença da qual manter-se distante; depois, quando nos tornamos anciãos, especialmente se somos pobres, se somos doentes sozinhos, experimentamos as lacunas de uma sociedade programada sobre a eficiência, que consequentemente ignora os anciãos” (Audiência geral de 4 de março de 2015).

Incluir anciãos nos processos de decisão

Por conseguinte, afirmou o representante vaticano, é um imperativo trabalhar para promover políticas e práticas que reforcem o envolvimento das pessoas anciãs na política e nos processos de decisão. É também necessário assegurar uma aposentadoria adequada e o acesso a uma formação permanente.

Os anciãos atingidos por doenças, por limites físicos e déficit cognitivos e aqueles que vivem numa situação de isolamento encontram-se numa fase de grande necessidade. É nessas circunstâncias que devemos demonstrar-lhes nosso amor e respeito, ressaltou por fim o arcebispo. (RL)

Fonte: Radio Vaticano

05 julho, 2017

Carta de São Paulo aos Coríntios de hoje



Carta de São Paulo aos Coríntios de hoje

Autor: 

Dom Helder Câmara
O cristão não desanima nem se desespera diante das derrotas e dificuldades, porque sabe que a única coisa que vai sobrar de tudo isso, é o AMOR
CARTA DE SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS DE HOJE
 
 Se eu aprender inglês, espanhol, alemão e chinês, e dezenas de outros idiomas, mas não souber me comunicar como pessoa, de nada valem minhas palavras.
 
 Se eu concluir um curso superior, andar de anel no dedo, frequentar cursos e mais cursos de atualização, mas viver distante dos problemas do povo, minha cultura não passa de inútil erudição.
 
Se eu morar no Nordeste, mas desconhecer os problemas e sofrimentos de minha região e fugir para férias no Sul, até na América ou Europa, e nada fizer pela promoção do homem, não sou cristão.
 
Se eu possuísse a melhor casa de minha rua, a roupa mais avançada do momento e o sapato da moda, e não me lembrasse de que sou responsável por aqueles que moram na minha cidade e andam de pés no chão e se cobrem de molambo, sou apenas um manequim colorido.
 
 Se eu passar os fins de semana em festas e programas, sem ver a fome, o desemprego, o analfabetismo e a doença, sem escutar o grito abafado do povo que se arrasta a margem da história, não sirvo para nada.
 
O cristão não foge dos desafios de sua época. Não fica de braços cruzados, de boca fechada, de cabeça vazia; não tolera a injustiça nem as desigualdades gritantes de nosso mundo; luta pela verdade e pela justiça, com as armas do amor.
 
O cristão não desanima nem se desespera diante das derrotas e dificuldades, porque sabe que a única coisa que vai sobrar de tudo isso, é o AMOR.
 
 Dom Hélder Câmara.
Contribuição - Inês Ferreira

04 julho, 2017

Para Refletir!

“As guerras, o terrorismo, os deslocamentos forçados não são fruto da fatalidade, mas consequência de decisões concretas”.

Papa Francisco

03 julho, 2017

Uma abençoada e linda semana a todas e a todos!

Uma abençoada e linda semana a todas e a todos! 
“Eu sou trigo do Cristo e preciso ser triturado pelos dentes das feras para me tornar pão puro do meu Senhor Jesus”.

Santo Inácio de Antioquia

30 junho, 2017

Um lindo e abençoado final de semana a todas e a todos!

É necessário voltar a sentir que precisamos uns dos outros, que temos uma responsabilidade para com os outros e o mundo, que vale a pena sermos bons e honestos.

Papa Francisco

Procurador-Geral acusou formalmente o presidente Temer de obstruir justiça e corrupção passiva!

O Procurador-Geral acusou formalmente o presidente Temer de obstruir justiça e corrupção passiva! 

Em uma gravação crucial e incriminadora, Temer perguntou ao empresário corrupto Joesley Batista: "E pra mim? O que tem?"
https://oglobo.globo.com/brasil/e-pra-mim-que-tem-questionou-temer-lobista-da-jbs-21523376

Janot diz que não há dúvidas de que Temer cometeu 'crime de corrupção'
http://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/janot-diz-que-nao-ha-duvidas-de-que-temer-cometeu-crime-de-corrupcao.ghtml

'Nada nos destruirá', diz Temer às vésperas de denúncia de Janot
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/06/1896082-nada-nos-destruira-diz-temer-as-vesperas-de-denuncia-de-janot.shtml

Temer avalia antecipar anúncio de novo procurador para 'esvaziar' Janot
http://g1.globo.com/politica/blog/andreia-sadi/post/temer-avalia-antecipar-anuncio-de-novo-procurador-geral-para-esvaziar-janot.html

Após denunciar Temer, Janot diz que ‘ninguém está acima da lei’
http://veja.abril.com.br/brasil/apos-denunciar-temer-janot-diz-que-ninguem-esta-acima-da-lei/ 

29 junho, 2017

Perseguições!

Perseguições!
“Também hoje, em várias partes do mundo, por vezes num clima de silêncio – e, não raro, um silêncio cúmplice –, muitos cristãos são marginalizados, caluniados, discriminados, vítimas de violências mesmo mortais, e não raro sem o devido empenho de quem poderia fazer respeitar os seus direitos sagrados”.

Papa Francisco

Libertar - Relatos de Guaribanas do Bolsa Família (Documentário)



Documentário retrata autonomia da mulher nordestina a partir do Bolsa Família.

A história de cinco mulheres do município piauiense de Guaribas e seus processos de emancipação e autonomia a partir do programa Bolsa Família ganham voz.

Um dos principais pontos do documentário, produzido pelos jornalistas Catharina Obeid, Manuela Rached e Renato Bonfim, é a centralidade das mulheres no Bolsa Família: em 2013 elas eram 93% do total de titulares do programa, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social. Com o benefício no seu nome e com a responsabilidade de sacar mensalmente o dinheiro depositado pelo governo federal elas passam a ter poder de escolha e independência econômica em suas casas.

Em 25 minutos, elas falam sobre como a iniciativa melhorou a qualidade de vida de suas famílias, garantindo alimentação e estrutura financeira para os estudos de seus filhos.

CNBB lança documento sobre iniciação à vida cristã


Está disponível o novo documento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) “Iniciação à vida cristã: itinerário para formar discípulos missionários”. O texto foi aprovado pela 55ª Assembleia Geral da CNBB e recebe o número de 107 da coleção azul da Conferência. Aos catequistas e responsáveis pela animação pastoral das dioceses e comunidades está disponível um material com slides para trabalhar o texto. 

Já no primeiro capítulo o texto apresenta o itinerário a partir do “ícone bíblico” representado pelo encontro de Jesus com a Samaritana retratado no capítulo quatro do Evangelho de São João. Em seis passos o documento apresenta os processos de iniciação ao discipulado de Jesus.

O documento oferece novas disposições pastorais para a iniciação à vida cristã, presente nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora desde 2011. Para os bispos, a dedicação em torno da temática revela o propósito de “buscar novos caminhos pastorais e reconhecer que a inspiração catecumenal é uma exigência atual”. Ela permitirá formar discípulos conscientes, atuantes e missionários.

“A vida cristã é um novo viver que requer um processo de passos de aproximação, mediante os quais a pessoa aprende e se deixa envolver pelo mistério amoroso do Pai, pelo Filho, no Santo Espírito. Ela desperta para novas relações e ações, transformando a vida no campo pessoal, comunitário e social. Essa verdadeira transformação se expressa através de símbolos, ritos, celebrações, tempos e etapas”, escreveu o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, na apresentação do documento.

Para dom Leonardo, o texto “expressa o caminho que a Igreja no Brasil percorre, iluminada pela Palavra de Deus e pelo Documento de Aparecida, aprovado pela V Conferência Geral do Episcopado Latino Americano, realizada há 10 anos. “Assumindo sempre mais as orientações de Aparecida e do papa Francisco, nossas igrejas particulares, nossas comunidades, nossas famílias e todas as pessoas batizadas serão testemunhas da alegria do Evangelho”, acredita dom Leonardo.

Material de apoio

A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB disponibilizou uma coleção de slides para auxiliar as formações. São cinco apresentações relacionadas à introdução e a cada capítulo do texto. O material possui citações de parágrafos do texto e ilustrações que facilitam a compreensão e a didática de exposição por parte dos assessores de encontros formativos.

As cinco apresentações, em formato PowerPoint, estão disponíveis para download AQUI


Fonte: CNBB.net, 22/06/2017.

28 junho, 2017

O Trabalho!

“O trabalho é a forma mais comum de cooperação que a humanidade gerou na sua história, é uma forma de amor civil”.

Papa Francisco

Sindicalistas devem dar voz às periferias, afirma o Papa



O discurso do Pontífice partiu do tema em debate: “Pela pessoa, pelo trabalho”. De fato, afirmou, pessoa e trabalho são duas palavras que podem e devem estar juntas. “O trabalho é a forma mais comum de cooperação que a humanidade gerou na sua história, é uma forma de amor civil”.

Cultura do ócio

Certamente, a pessoa não é só trabalho, também é preciso repousar, recuperar a “cultura do ócio”, “é desumano” os pais que não brincam com os filhos, disse Francisco. Crianças e jovens devem ter o trabalho de estudar e os idosos deveriam receber uma aposentadoria justa. “As aposentadorias de ouro são uma ofensa ao trabalho, assim como as de baixa renda, porque fazem com que as desigualdades do tempo de trabalho se tornem perenes.”

Novo pacto social

Francisco definiu como “míope” uma sociedade que obriga os idosos a trabalharem por muitos anos e uma inteira geração de jovens sem trabalho. Para isso, é urgente um novo pacto social para o trabalho e indicou dois desafios que o movimento sindical deve enfrentar hoje: a profecia e a inovação.

Profecia

A profecia é a vocação mais verdadeira do sindicato, é “expressão do perfil profético da sociedade”. Mas nas sociedades capitalistas avançadas, o sindicato corre o risco de perder esta natureza profética e se tornar demasiado semelhante às instituições e aos poderes que, ao invés, deveria criticar. Com o passar do tempo, o sindicato acabou por se parecer com a política, ou melhor, com os partidos políticos. Ao invés, se falta esta típica dimensão, a sua ação perde força e eficácia.

Inovação

O segundo desafio è a inovação. Isto é, proteger não só quem está dentro do mercado de trabalho, mas quem está fora dele, descartado ou excluído. “O capitalismo do nosso tempo não compreende o valor do sindicato, porque esqueceu a natureza social da economia. Este é um dos maiores pecados. Economia de mercato: não. Dizemos economia social de mercado, como nos ensinou São João Paulo II.

Mulheres e jovens

Para Francisco, talvez a nossa sociedade não entenda o sindicato porque não o vê lutar suficientemente nos lugares onde não há direitos: nas periferias existenciais, entre os imigrantes, os pobres, ou não entende simplesmente porque, ás vezes, a corrupção entrou no coração de alguns sindicalistas. Não se deixem bloquear. Francisco pediu mais empenho em prol dos jovens, cujo desemprego na Itália é de 40%, e das mulheres, que ainda são consideradas de segunda classe no mercado de trabalho.

Renascer das periferias

Habitar as periferias pode se tornar uma estratégia de ação, uma prioridade do sindicato de hoje e de amanhã, indicou o Papa. “Não existe uma boa sociedade sem um bom sindicato. E não há um bom sindicato que não renasça todos os dias nas periferias, que não transforme as pedras descartadas da economia em pedras angulares. Sindicato é uma bela palavra que provém do grego syn-dike, isto é, “justiça juntos”. Não há justiça se não se está com os excluídos.”


Fonte: Rádio Vaticano