03 agosto, 2017

A "vitória" de Michel Temer é uma vergonha para o Brasil!


Arquidiocese de Maringá - 6º Encontrão das CEBs




Importante: - Orientar o povo de Deus para levar canecas e/ou copos.
Uma questão de consciência e não de imposição.  Atitudes simples como utilizar canecas e copos permanentes podem minimizar problemas ambientais.



TEMA E RITMO POR REGIÃO PASTORAL


REGIÃO PASTORAL JANDIA DO SUL           
Tema: Meio Ambiente e Sustentabilidade
Ritmo: Nordestino

REGIÃO PASTORAL SARANDI – NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS
Tema: Arte, Cultura, Esporte e Lazer
Ritmo: Rock / Anos 60

REGIÃO PASTORAL SÃO JOSÉ OPERÁRIO
Tema: Cidade Excludente, Mobilidade e Migração
Ritmo: Samba

REGIÃO PASTORAL NOSSA SENHORA APARECIDA
Tema: Violência
Ritmo: Hip Hop

REGIÃO PASTORAL CATEDRAL
Tema: Tecnologias de Informação e Comunicação
Ritmo: Marchinha

REGIÃO PASTORAL SANTA CRUZ
Tema: Moradia
Ritmo: Ciranda

REGIÃO PASTORAL CASTELO BRANCO
Tema: Trabalho
Ritmo: Valsa

REGIÃO PASTORAL PARANACITY
Tema: Saúde e Educação
Ritmo: Sertanejo Gauchesco

Um Deus sem atrativos

Deus pode ser uma descoberta inesperada, uma grande surpresa.    




O artigo é de José Antonio Pagola, colaboração de Magda Mello- CEBs Leste II, publicado por CEBs do Brasil, 29-07/2017.

Jesus procurava comunicar às pessoas a Sua experiência de Deus e do Seu grande projeto de fazer um mundo mais digno e feliz para todos. Nem sempre conseguia despertar o Seu entusiasmo. Estavam demasiado acostumados a ouvir falar de um Deus apenas preocupado com a Lei, o cumprimento do sábado ou os sacrifícios do Templo.Jesus contou-lhes duas pequenas parábolas para sacudir a sua indiferença. Queria despertar neles o desejo de Deus. Queria-lhes fazer ver que encontrar-se com o que Ele chamava “Reino de Deus” era algo muito mais maior que o que viviam aos sábados nas suas sinagogas: Deus pode ser uma descoberta inesperada, uma grande surpresa.

Nas duas parábolas a estrutura é a mesma. No primeiro relato, um lavrador «encontra» um tesouro escondido no campo… Cheio de alegria, «vende tudo o que tem» e compra o campo. No segundo relato, um comerciante de perolas finas «encontra» uma perola de grande valor… Sem qualquer dúvida, «vende tudo o que tem» e compra a perola.

Algo assim acontece com o «Reino de Deus» escondido em Jesus, a Sua mensagem e a Sua atuação. Esse Deus resulta tão atrativo, inesperado e surpreendente que quem o encontra, sente-se tocado no mais fundo do seu ser. Já nada pode ser como antes.

Pela primeira vez, começamos a sentir que Deus nos atrai de verdade. Não pode haver nada maior para alentar e orientar a existência. O “Reino de Deus” muda a nossa forma de ver as coisas. Começamos a acreditar em Deus de forma diferente. Agora sabemos por que viver e para quê.

A nossa religião falta-lhe o “atrativo de Deus”. Muitos cristãos relacionam-se com Ele por obrigação, por medo, por costume, por dever…, mas não porque se sintam atraídos por Ele. Mais tarde ou mais cedo podem acabar por abandonar essa religião.

A muitos cristãos foi-lhes apresentada uma imagem tão deformada de Deus e da relação que podemos viver com Ele, que a experiência religiosa lhes resulta inaceitável e inclusive insuportável. Não poucas pessoas estão a abandonar agora mesmo Deus porque não podem viver já por mais tempo num clima religioso insano, impregnado de culpas, ameaças, proibições ou castigos.

Cada domingo, milhares e milhares de presbíteros e bispos pregam o Evangelho, comentando as parábolas de Jesus e os Seus gestos de bondade a milhões e milhões de crentes. Que experiência de Deus se comunica? Que imagem se transmite do Pai e do Seu Reino? Atraímos os corações para o Deus revelado em Jesus? Afastamo-los do Seu mistério de Bondade?

“VENHA A NÓS O TEU REINO”


O Reino de Deus é, sobretudo, uma boa notícia para os pobres e os maltratados injustamente.  Deus não pode reinar, a não ser fazendo justiça àqueles a quem ninguém a faz, nem sequer os reis da terra. Só Deus pode garantir a defesa dos fracos.

Para Jesus, a vinda do REINO DE DEUS é tudo:

– é o núcleo central de sua mensagem,

– a convicção mais profunda,

– o objetivo de toda sua atuação,

– a paixão de sua vida.

Não é de estranhar que, ao ensinar a seus discípulos a rezar, brote-lhe este desejo do fundo do seu ser: “Pai, venha o teu Reino”. Esta terminologia monárquica pode parecer-nos hoje um pouco estranha. Podemos talvez até entendê-la mal. Mas, se quisermos entender o Pai-nosso, devemos aprofundar-nos nesta expressão.


1. EVITAR IDEIAS ERRÔNEAS

a)  Não devemos identificar O REINO DE DEUS com o CÉU, lugar de recompensa e gozo com Deus. Jesus não está pensando num Reinado de Deus que se realiza na outra vida, além da morte. O Reinado de Deus é algo que está em marcha e acontece agora. É certo que a plenitude do Reino se dará no final, mas o crescimento do Reino de Deus, a acolhida, a entrada no Reino devem acontecer agora. Por isso, ao dizer “venha a nós o teu Reino” não estamos pedindo para ir ao céu. Estamos almejando que o Reino de Deus se torne realidade em nós, que chegue sua justiça, que se imponha no mundo seu Senhorio.

b)  Também não devemos entender o Reino de Deus como algo interior que se realiza por meio da graça na alma dos crentes, mas como um processo destinado a transformar a vida inteira. (Lc 17,21: “O Reino de Deus já está entre vós”)[1] Naturalmente, a conversão ao Reino de Deus implica uma vida inteira, mas o chamado a “entrar no Reino” não é um convite para intensificar a vida espiritual, mas para tomar uma decisão que compromete toda a pessoa. Por isso, quando dizemos “venha a nós o teu Reino” não pedimos que Deus reine interiormente nos corações, mas que transforme a realidade inteira do mundo e a vida material, espiritual e social dos seres humanos, para que seja mais conforme com os desígnios de Deus nosso Pai. [2]

c) Também não devemos confundir o Reino de Deus com a Igreja, como se o Reino de Deus só se realiza dentro da instituição eclesiástica e crescesse e se desenvolvesse na medida em que esta cresce e se desenvolve. A Igreja está a serviço do Reino de Deus e trata de anunciá-lo e promovê-lo, pois é “sacramento” ou sinal da presença de Deus entre os seres humanos, inaugurada por Cristo e em Cristo. Mas o Reino de Deus não se identifica com as fronteiras da Igreja visível; Deus reina onde reina seu amor e sua justiça. Por isso, quando dizemos “venha a nós o teu Reino”, não pedimos que cresça e se estenda a Igreja, mas que o Reino de Deus chegue ao mundo inteiro e também a Igreja.


2. A UTOPIA DO REINO DE DEUS

Quando se organizou em Israel a monarquia, nem por isso Deus deixou de ser o soberano do povo, o autêntico Rei de Israel. Por isso Ele era aclamado com hinos como este:

“A ti, Javé, pertencem a grandeza, o poder, o esplendor, a majestade e a glória, pois tudo o que existe no céu e na terra pertence a ti. Teu é o Reino, e a ti cabe elevar-se como soberano acima de tudo. A riqueza e a glória vêm de ti. E tu governas todas as coisas. Em tua mão está a força e o vigor. Em tua mão está o poder de engrandecer e fortificar todas as coisas.” (1Cr 29,11-12) Os reis de Israel estavam subordinados a Deus e deviam cumprir sua vontade.

Por isso não é de estranhar que, ao comprovar que os reis também não atuavam com justiça e bondade, despertasse no povo a esperança de que Deus mesmo enviaria, um dia, seu “Ungido”, ou Messias [3] descendente de Davi, para que instaurasse o verdadeiro “Reinado de Deus”, tornando realidade uma utopia tão antiga como o coração humano: o desaparecimento do mal, da injustiça, e da opressão, da dor e da morte.

O “Reino de Deus“ trará consigo a verdadeira justiça e a paz, a salvação e a felicidade. Então desaparecerão o pecado  as injustiças e se promoverá a libertação e a dignidade de todos. É o que anuncia o Livro da consolação  da profecia de Isaías “Como são belos sobre os montes,  os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a boa notícia, que anuncia a salvação,  que diz a Sião: «Seu Deus reina».” (Is 52,7)

O Reino de Deus é, sobretudo, uma boa notícia para os pobres e os maltratados injustamente.  Deus não pode reinar, a não ser fazendo justiça àqueles a quem ninguém a faz, nem sequer os reis da terra. Só Deus pode garantir a defesa dos fracos: “Nesse dia, os surdos ouvirão as palavras do livro; e os olhos do cego, libertos da escuridão e das trevas, tornarão a ver. Os pobres voltarão a se alegrar com Javé, e os indigentes da terra ficarão felizes com o Santo de Israel. 

Pois não haverá mais ditador, e aquele que zombava de todos desaparecerá; e todos os que tramam o mal serão eliminados: os que acusam alguém no processo, os que no tribunal fazem armadilha para o juiz e, por um nada, arruínam o justo.” (Is 29, 18-21)   Assim canta o salmista:

“Porque ele liberta o indigente que clama e o pobre que não tem protetor.

Ele tem compaixão do fraco e do indigente, e salva a vida dos indigentes.

Ele os redime da astúcia e da violência, porque o sangue deles é precioso aos seus olhos.” (Sl 72/71, 12-14)

Assim, pois, o desejo de que venha o “Reino de Deus“ resume o anelo de que chegue uma nova ordem ao mundo que só Deus pode introduzir. Só Ele pode impor na humanidade a justiça verdadeira. Só Ele pode trazer ao mundo a paz e a salvação. Só Ele pode destruir o pecado e eliminar a iniquidade.

3. O REINO DE DEUS ESTÁ CHEGANDO


oda a atuação de Jesus se concentra na vinda deste Reino de Deus. Jesus vive convencido de que com ele, com sua mensagem e sua atuação, o Reino de Deus começa a tornar-se realidade. Deus já está chegando. O Reino de Deus começa a abrir caminho entre os seres humanos. A vida está sendo trabalhada pela força salvadora de Deus. Esta é a grande notícia que obriga a todos nós a mudar. Assim resume o Evangelista São Marcos a mensagem central de Jesus:

«O tempo já se cumpriu, e  o  Reino de Deus está próximo.  Convertam-se e creiam no Evangelho (Boa Nova).» (Mc 1,15) [4] Esse Reinado de Deus não chega com a espetacularidade que muitos contemporâneos de Jesus esperavam, mas de maneira humilde, simples e quase oculta. O Messias, o Enviado de Deus não vem instaurar um reino poderoso, de caráter político. Seu modo de tornar presente o Reino de Deus é introduzir justiça, verdade, saúde e perdão na vida  dos  seres  humanos. «… Porque   o Filho do Homem   não   veio para ser servido. Ele veio para servir e para dar a sua vida como resgate em favor de muitos.» (Mc 10,45) Por isso, esse Reinado de Deus é como uma “semente” que foi semeada no mundo para ir crescendo (Mc 4,26-32), como um punhado de “fermento” que foi introduzido na história humana para ir transformando-a (Mt 13,33).  A força salvífica de Deus já está atuando, mas é: como um “tesouro escondido” que ainda deve ser descoberto (Mt 13,44) ou como uma “pérola preciosa” pela qual se arrisca tudo (Mt 13,45).

Á primeira vista, tudo isto sobre o “Reino de Deus” pode parecer ainda algo insignificante, como um pequeno “grão de mostarda” (Mc 4,31) inclusive pode parecer que vai fracassar, pois a semente pode ter diversas sortes segundo a acolhida ou a resistência que vai encontrar ao cair em diferentes terrenos (Mc 4,3-9). Mas Jesus convida seus seguidores a descobrir, no mais profundo da história humana, a força humilde, mas poderosa, de Deus que já conduz o mundo para sua salvação: “A vós foi dado o mistério do Reino de Deus“ (Mc 4,11).

O próprio Jesus, com sua atuação sanadora e sua luta contra o mal e a dor, oferece sinais de que o Reinado de Deus está chegando: «os cegos recuperam a vista,  os paralíticos andam,  os leprosos são purificados,  os surdos ouvem,  os mortos ressuscitam e  aos pobres é anunciada a Boa Notícia.» (Mt 11,5).


Se Jesus vai expulsando o mal e fazendo mais sã a vida dos humanos, mais libertada e feliz, isto indica que Deus está vencendo o mal com o bem e está implantando seu Reino:  “Mas se é pelo Espírito de Deus que expulso os demônios, “Mas se pelo dedo de Deus que expulso os demônios”(Lc 11,20))   então o Reino de Deus chegou até vós” (Mt 12,28).

A chegada do Reino de Deus é a melhor notícia que se podia escutar no mundo, pois aquele que quer reinar entre os homens não é um ditador, mas um Deus-Pai, Abba, que busca só uma coisa, que é o bem e a felicidade de todos. Se Deus reina, reinará na humanidade a fraternidade, a comunhão e a amizade. Acolher a Deus como único Absoluto não leva à injustiça, à opressão ou à mútua destruição. Ao contrário, é a única coisa que pode levar a humanidade à convivência fraterna e à justiça para todos.

Segundo Jesus, os primeiros que vão escutar o Evangelho(=Boa Nova) do Reino são os pobres: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres” (Lc 4,18). Os primeiros beneficiados com a chegada do Reino de Deus são os indefesos, as vítimas dos poderosos, os marginalizados, os que não tem lugar na sociedade nem no coração dos outros.
Não que estes sejam melhores do que ninguém para merecer o Reino de Deus de forma privilegiada. A única razão é que são pobres e estão necessitados de justiça e amor. Por isso é bom para eles que se imponha o Reinado de Deus e sua justiça.  Se Deus reina no mundo, nessa mesma medida já não reinarão os poderosos sobre os fracos, os ricos não abusarão dos pobres, os homens não dominarão as mulheres, os povos do Primeiro Mundo não explorarão os do Terceiro Mundo.

Por outro lado, se reinam Deus e a sua justiça, já não reinarão na humanidade, como senhores absolutos, o dinheiro, a força, as armas, o bem estar e o poder. Não se poderá dar a nenhum César o que é de Deus (cf. Lc 20,25). Não se poderá servir ao mesmo tempo a Deus e ao dinheiro (cf. Lc 16,13)

4. ENTRAR NO REINO

O Reino de Deus está em processo. “Já está aqui, mas ainda não chegou a sua plenitude. Foi semeado na terra, e deve ir crescendo aos poucos. Seus começos são humildes, quase insignificantes, mas está destinado a ter um alcance universal. O bem já atua no mundo, mas ainda não venceu totalmente o mal. O Reino é um dom que recebemos, mas também é uma promessa que esperamos ver realizada”[5]. Daí o nosso anseio: “Venha o teu Reino” : que a “semente” continue crescendo, que o “fermento” continue levedando, que o começado em Cristo continue a desenvolver-se. Fazer do íntimo este pedido só é possível quando se está disposto a entrar na dinâmica do Reino. Se desejamos o Reino, temos de seguir o convite de Jesus:

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e    todas estas coisas vos serão dadas de acréscimo” (Mt 6,33).

Entrar no Reino de Deus exige adotar uma atitude de “crianças” que acolhe o Pai, Abba, pois “o Reino dos Céus é dos que são como elas” (Mt 19,14)[6]. Exige também viver com o espírito das bem-aventuranças, pois “deles é o Reino de Deus“ (Lc 6,20).

Mas, além disso, o anseio pelo Reino de Deus impele e compromete a trabalhar para que esse Reino de Deus seja acolhido. Isto significa trabalhar por um mundo mais fraterno e solidário, construir relações mais humanas, instaurar a paz e promover a reconciliação, reagir contra as injustiças, manter sempre viva a esperança em Deus, sem cair no pessimismo ou no desespero, pedir ardentemente a vinda do Reino. Seguindo a Jesus, também nós somos chamados a realizar gestos libertadores, criadores de vida, que podem ser percebidos como boa notícia pelos que sofrem: “Pelo caminho, proclamai que está próximo o Reino de Deus.

Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, dai também de graça!” (Mt 10,7-8). Os gestos podem ser diversos: oferecer esperança aos que não podem esperar nada desta sociedade, acolher aqueles que não encontram lugar nem acolhida em parte alguma, defender aqueles que não podem defender-se diante dos poderosos, fazer justiça aos que são mal tratados injustamente, dar vez e voz aos que são esquecidos e marginalizados, oferecer perdão e possibilidade de reabilitação aos culpáveis… Onde se vive e trabalha com este espírito, está chegando o Reino de Deus.  Quem anseia pelo Reino não perde a esperança nem esquece a ação de graças:  “Nós te damos graças, Senhor Deus todo-poderoso, aquele que é e que era,  porque assumiste o teu grande poder e entraste na posse do Reino” (Ap 11,17).

Embora não vejamos realizado seu Reino tal como desejamos, nós sabemos que Deus orienta tudo para a salvação final.     Deus é “Aquele que É, que Era e que Vem” (Ap 1,4).

*********************

NOTAS:

[1] A ideia  de um  Reino de Deus  no interior das pessoas  provém, sobretudo,  da interpretação  que  muitos  fizeram  de   Lc 17,21:    “[…….] o Reino de Deus já está dentre de vós”. A exegese atual entende: “O Reino de Deus já está entre vós”. Devemos optar pelo Reino que não é um acontecimento puramente externo.

[2] Marcos define o REINO DE DEUS assim: “vivermos em paz uns com os outros.” (Cf. Mc 9,50)  É o desejo de Deus, a Sua vontade. Marcos usa REINO DE DEUS 14 vezes:    Mc 1, 15;    4,11.26.30;  9,1.47;  10,14.15.23.24.25;  12,34; 14,25; 15,43

[3] O meu “UNGIDO” (Sl 2,2) no original hebraico corresponde a “MESSIAS” sendo o prometido por Deus para ser o Rei que salvaria o seu povo. Na tradução literal para o grego ficou “CRISTO”.

[4] A palavra EVANGELHO (em grego) é traduzida como BOA NOTÍCIA ou BOA NOVA.

[5] Cf. (BORRELL, A. Op.cit.,p.46)

[6] Mateus fala do “Reino dos Céus“, mas é para designar o “Reino de Deus“, evitando usar explicitamente o nome divino.

**********************

Texto extraído do Livro: “PAI-NOSSO – Orar com o Espírito de Jesus” de JOSÉ ANTONIO PAGOLA, Ed Vozes – 2012

*José Antonio Pagola cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma, e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. Foi professor de Cristologia na Faculdade Teológica do Norte da Espanha (Vitoria). É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Há sete anos se dedica exclusivamente a pesquisar e tornar conhecida a pessoa de Jesus.