30 setembro, 2018

Bráulio Bessa - cordel sobre intolerância

Filme ‘O que de verdade importa’

 lucro líquido será 100% revertido para instituições que apoiam o combate ao câncer infanto-juvenil. 



Filme ‘O que de verdade importa’


Dia 27/9 foi a estreia do filme “O que de verdade importa”. Trata-se da primeira obra cinematográfica mundial cujo lucro líquido será 100% revertido para instituições que apoiam o combate ao câncer infanto-juvenil. Quanto mais pessoas forem assistir no primeiro final de semana, mais tempo permanecerá em cartaz. No Brasil são 7 instituições a receberem as doações.

Sobre o filme ‘O que de verdade importa’

Conversar sobre a existência ou não de Deus sempre é um tema delicado, ainda mais quando se trata de colocar em pauta a existência de pessoas com poderes miraculosos. Essas questões são centrais no filme “O que de Verdade Importa”, do diretor espanhol Paco Arango.

Esses assuntos complexos são o pano de fundo de uma obra que tem toda a renda líquida arrecadada com a venda de ingressos doada para sete organizações brasileiras que apoiam e dão assistência a crianças com câncer. O cineasta também homenageia o falecido ator e diretor norte-americano Paul Newman, fundador da Serious Fun Children´s Network, organização que ajuda milhares de crianças doentes no mundo inteiro.

A trama tem como eixo um rapaz perito em consertar máquinas elétricas que revela o dom de curar pessoas. O clima de realismo mágico é acentuado em diversos momentos, mas a mensagem positiva de manter a esperança viva em qualquer merece ser valorizada.

Se existem de fato mistérios entre o céu e a terra que a nossa filosofia não domina, como diria o célebre bardo inglês Shakespeare, as questões propostas peço filme estão entre eles. Nesse sentido, a proposta da rede de acampamentos de Paul Newman é de ter o riso e a fantasia não como cura, mas como possível paliativo. Por que não embarcar nessa? Veja o filme e ajude a causa. Afinal, o que de verdade importa?

Fonte do texto: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Somos mulheres, somos fortes, encantadoras e lindas!

Para ficar na história...

Somos mulheres, somos fortes, encantadoras e lindas.  
Juntas e Juntos somos transformadores...


Fotos ato pelo Brasil contra o candidato à presidência da república Jair Bolsonaro

Fotos ato pelo Brasil contra o  candidato à presidência da república Jair Bolsonaro (PSL).

Fonte das fotos: internet







fotos

As 

Profetisas do Primeiro Testamento/Mulheres e Profetismo hoje.



As profetisas de hoje estão saindo do anonimato e rompendo a cadeia da exclusão. Não podem ficar de fora dessa reflexão, as milhares de mulheres que fazem história em nosso continente e no mundo afora, cada uma a seu modo, com sua cultura e expressão, vão rompendo “as algemas”e mostrando a cara e a voz.

Ler a Bíblia na ótica da mulher significa procurar o que cada texto diz às mulheres de hoje, de modo a impugnar qualquer interpretação distorcida pelo machismo. A interpretação da Bíblia sempre foi masculina, pois o masculino era tido como universal.

Leia na íntegra AQUI


Profetisas do Primeiro Testamento


2. Profetisas do Primeiro Testamento

Miriam ( Ex 15,20-21;Mq 6,4; Nm 12)

A Bíblia cita inegavelmente a profetisa Miriam como uma das envolvidas no projeto de libertação dos hebreus junto com Aarão e Moisés. O cântico de Miriam é um dos mais antigos escritos da Bíblia, o que denota que desde o começo houve a presença de mulheres na história de Israel acontecida e também na história escrita.

Miriam é aquela que puxa o cordão das mulheres, toca tamborim, dança e canta em homenagem a Javé, o libertador. Obviamente o texto menciona seu parentesco com Aarão, mostrando uma forma de não deixar a liderança de uma mulher sobressair sozinha. No entanto em Miquéias 6,4, Miriam aparece em pé de igualdade com Moisés, mas no capitulo 12 dos Números, ela é punida com a lepra por contestar Moises e só é curada com a mediação do mesmo.

Apesar das tentativas de diminuir sua importância, uma leitura do ponto de vista da mulher coloca Miriam em destaque e seu profetismo consiste na liderança das mulheres, no louvor e reconhecimento ao Deus que liberta e quer vida digna para todos e todas.

Livros sobre Leitura Feminista da Bíblia
A resistência de Rute e das mulheres
Em Memória Delas
Querida Ivone: amorosas cartas de teologia & feminismo
As mulheres e o patriarcado nas comunidades paulinas
As mulheres tomam a palavra
A história de Dina e de outras mulheres em Gn. 12-38
Débora (Jz 4-5)

Num momento de fraqueza e dispersão das tribos, a juíza Débora convoca o chefe Barac e todos os guerreiros para lutar em defesa do povo e sob a proteção de Javé. O texto fantástico de Juízes 4 deixa claro o brilho de Débora, assim como o de Jael em oposição à fraqueza masculina revelada em Barac e Sísara.

É esse texto que ressalta o profetismo de Débora e seu papel: despertar as lideranças adormecidas, convocar as tribos para a união, levantar o ânimo de todos e sobretudo convocar à fé no Deus libertador. Essa é fé cantada em ritmo de festa e louvor, terminando com um grito confiante:

“Aqueles que te amam, Javé, que eles sejam como o sol quando se levanta em sua força”(jz 5,31)

Mais tarde, a carta aos Hebreus (11,33) fará menção ao tempo dos juízes, citando vários e até o covarde Barac,mas omite Débora. É preciso que as mulheres e também os homens de hoje desconstruam essas ideias de exclusão ou diminuição do papel da mulher contidas na Bíblia, analisando o contexto do escrito e pondo as cartas na mesa.

Hulda (2 Rs 22,14-20)

No tempo da reforma de Josias, a infidelidade a Javé e a idolatria se tornam um perigo iminente, Josias pede seus homens de confiança para consultarem a Javé, no entanto eles se dirigem a Hulda, que prediz a desgraça de Jerusalém.

Sua função é comparada a de muitos profetas que são consultados pelos reis em momentos difíceis e decisivos. Seu profetismo consiste em alertar a consciência de fé do povo, e tal consciência emerge, com o mesmo grau de agudeza, entre homens e mulheres.

Agar (Gn 16; 21,8-21)

Desculpe-nos os biblistas tradicionais se não nos reportamos a matriarca Sara e sim a Agar. Acreditamos que devemos isso a ela e a todas as mulheres negras, escravizadas e espoliadas de nossa história. Os dois textos apresentam a história de Agar e seu filho Ismael, que mesmo diferentes entre si, revelam a resistência de Agar a submeter-se a uma situação de injustiça, na qual ela reivindica os direitos de seu filho, o primogênito de Abraão.

A história de Agar entra em sintonia com a história de milhares de mulheres, mães solteiras ou abandonadas pelos maridos, tendo que arcar sozinhas com a criação dos filhos. E o incrível é que vendo a história por essa ótica, Abraão, nosso pai na fé, fica em maus lençóis, foi omisso, deixou que seu filho fosse embora, viver em condições difíceis no deserto com sua mãe, tendo na casa do pai todo o conforto.

Porém Javé, que é o Deus da vida, recompensa Agar a ela se manifestando e anunciando a promessa de grande descendência. E ainda que Sara nos pareça vitoriosa, Javé não abandona Agar que foi oprimida, mas cumpre sua promessa, acompanha e protege dos desvarios de sua “senhora”.

Ana ( 1Sm 1, 1-2, 11)

Ana é encarada como a profetisa que inspirou o Magnificat. Sendo estéril, é agraciada por Javé com um filho, que consagra a Deus por toda a vida. Ela, humilhada por Fenena, outra esposa de Elcana, seu marido, representa a grande massa oprimida que não tem voz e nem vez e até o pão lhe é dado com indiferença e desprezo. Mas ela não se deixa subjugar e confia no Deus que dá vida, liberta e faz justiça.

Seu cântico deixa a perspectiva individual de uma mãe que se rejubila com a gestação, e passa ao louvor do Deus cheio de sabedoria e justiça.

Rute e Noemi (livro de Rute)

O livro de Rute não enfoca especificamente o carinho filial de uma nora por sua sogra, mas aborda a questão da terra, da fome e da família de Israel. Duas mulheres em condições peculiares: uma viúva (Noemi) e a outra também viúva e estrangeira (Rute, a moabita). Ambas vão lutar pela sobrevivência numa situação precária na qual fazem valer a lei a seu favor.

O profetismo de Rute e Noemi consiste na afirmação da vida e da posteridade da família e do povo, num contexto de total desesperança.

“Rute, cujo nome significa amiga ou saciada, é o símbolo da mulher por quem o povo renasce, porque sua fé foi agraciada e sua esperança tornou-se fecunda”.

Ester (livro de Ester)

A personagem de Ester surge ligada a um contexto de perigo iminente do extermínio do seu povo. O livro relata o episódio da historia dos judeus em que um alto funcionário da corte do Rei Assuero decreta o extermino dos judeus.

Ester, esposa do rei, de origem judia, expõe sua vida na tentativa de impedir que o decreto fosse cumprido e consegue inverter o processo. Ela representa uma mulher aparentemente frágil, que assume a defesa do povo ameaçado, e para faze-lo convoca todos os seus ao jejum e a união de forças.

Judite (livro de Judite)

Trata-se de uma história fictícia que objetiva restabelecer a fé no Deus que “está conosco” e recuperar a confiança do povo, mantendo-o fiel ao projeto de Javé. Como Jael e Ester, Judite arrisca sua vida e usa seus encantos femininos para cativar e depois trair o general inimigo e assim salvar os filhos e filhas de Israel.

O bonito dessa narrativa é que não há negação da corporeidade feminina, claramente explicita no grau de erotismo e sensualidade presentes no texto. Mas o conteúdo mais profundo da atuação feminina,está no modo como Judite se dirige aos chefes da cidade para dizer-lhes que não se pode tentar a Deus, dando-lhes prazos de intervenção. De Javé só se pode esperar ação livre e gratuita.

Oração e ação caminham juntas no profetismo de Judite, que ora e jejua no tempo da provação e preparação, e canta e dança, enfeita-se e distribui ramos às companheiras para celebrar a vitória e a paz. Como Débora, Miriam e Rute, Judite também nos oferece um cântico de alegria contagiante que enriquece a escritura sagrada, esculpindo nela os contornos de nossa feminilidade.

No momento mais decisivo de sua atuação, sua oração faz lembrar aos homens e mulheres de nossa sofrida América latina que nosso Deus é nossa força, “é o Senhor quem protege o oprimido”:

“Teu poder não está no grande número, nem tua soberania entre os que tem força. És o Deus dos humildes, o socorro dos oprimidos, o amparo dos fracos, o protetor dos abandonados, o salvador dos desesperados” (Jt 9,11)

A mãe dos Macabeus

Embora se trate de uma obra edificante, os fatos relatados devem ter algum fundamento histórico e o episódio relativo à mãe dos macabeus não deve ter surgido do nada. O livro refere-se às lutas dos Judeus, liderados por Matatias e seus filhos, especialmente Judas Macabeu, contra os reis selêucidas, que quiseram impor s costumes gregos na Judéia.

No contexto apocalíptico colorido de terror, como se vê pela descrição do martírio dos sete filhos, a figura que mais se sobressai é a da mulher. Seu profetismo marca esse momento de modo especial. Gallazzi afirma que aquela mãe se torna o símbolo “do povo pobre que resiste, recupera sua memória e elabora uma contra-ideologia, que sustenta a resistência e a luta do povo. A mulher ‘produz’ uma nova mística de vida, num momento que reina a morte”.

A profissão de fé daquela mãe corajosa assume uma conotação bem feminina, dirigindo-se a seus filhos na língua de seus pais, exortando-os e animando com ardor viril o seu raciocínio de mulher (2 Mc 7,21). Trata-se de uma confissão de fé explicita no ato criador de Deus que gera os homens através do seio da mulher e cujo poder é capaz de tirar da morte aqueles que foram assim gerados.

Como essa mulher que não tem nome, milhares de mulheres insurgem contra a ideologia vigente sendo protagonistas anônimas contra a violência do opressor que atinge mulheres e crianças indefesas nos conflitos de terra, na guerra urbana do dia-a-dia, nas favelas, becos e guetos de nossa espoliada América Latina.

Mulheres e Profetismo hoje: Para não concluir nossa conversa
Ler a Bíblia na ótica da mulher significa procurar o que cada texto diz às mulheres de hoje, de modo a impugnar qualquer interpretação distorcida pelo machismo. A interpretação da Bíblia sempre foi masculina, pois o masculino era tido como universal.

Mas se a ideia de universal passa pela ótica de que todos somos iguais, embora diferentes, homens e mulheres devem se sentir incomodados cada vez que a leitura da Bíblia conduzir à desigualdades e discriminações de qualquer natureza.

As profetisas de hoje estão saindo do anonimato e rompendo a cadeia da exclusão. Não podem ficar de fora dessa reflexão, as milhares de mulheres que fazem história em nosso continente e no mundo afora, cada uma a seu modo, com sua cultura e expressão, vão rompendo “as algemas”e mostrando a cara e a voz.

Não estamos falando da “revolta dos sutiãs”, mas de mulheres que não aceitam a ditadura da beleza imposta pela mídia e arrebentam as correntes da violência doméstica, do direito de escolha, libertas e provocadoras de mudanças. Estamos falando das” mulheres que assumem a defesa de seu povo com coragem e firmeza( Jz 5, 28-30) e não ficam passivas a esperar os homens voltarem da guerra com os despojos”.

Parece-nos costumeiro ouvir dizer que os profetas estão mudos, ninguém anuncia ou denuncia mais, talvez seja por que a voz dos homens que gritou durante séculos, inclusive abafando a voz das mulheres, esteja enfraquecida pelo egoísmo e falta de partilha na missão profética.

Pare e pense: será que os profetas sumiram ou será que é a vez e a voz das profetisas que estão sobressaindo?
As mães da praça de maio, as quebradeiras de coco babaçu, as rendeiras e doceiras reunidas em cooperativas, Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Maria da Penha, Doroty, as margaridas, as mulheres do MST e de outros movimentos populares, Oneide, Rosa, Ana Maria, Agostinha do Cebi, Tereza Cavalcanti, Inês, Catarina de Sena, Joana d’Arc, Anita Garibaldi, Ana Nere, e as milhares espalhadas por este mundo, incluindo todas as alunas das escolas bíblicas espalhadas pelos cantos desse pais, continuam como Raab, Séfora e Fuah, dentro do contexto de sua feminilidade a gerar vida e vida em abundância para todos e todas.

Fonte: facebook do Padre Joao Caruana  

26 setembro, 2018

“A fecundidade do amor na família”



“A fecundidade do amor na família”

Setor Família da Arquidiocese de Maringá lança campanha da Semana Nacional da Vida

Semana Nacional da Vida – De 1 a 7 de outubro.
Dia do Nascituro – 8 de outubro.

Toda a temática da Semana Nacional da Vida 2018 foi desenvolvida à Luz da Exortação do Papa Francisco, a Amoris Laetitia, sob a coordenação da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) da CNBB.

“A Arquidiocese de Maringá tem feito um trabalho muito bonito no campo das comunicações para valorizar o papel da Família na sociedade. Este é mais um material que queremos levar às paróquias e comunidades”, explica padre Onildo Luiz Gorla Júnior, assessor eclesiástico da Pastoral Familiar.

Fonte: Site da Arquidiocese de Maringá

Diocese de Crato - Encontro Diocesano sobre Migração e Refúgio



É por Amor! (Zé Vicente)


É por amor!
Sim, é por amor à vida que cantamos
e tantas vezes choramos também.

É por amor à vida que estamos lutando
e vamos andando lentamente para buscar a luz
e a liberdade das manhãs de sol!

É por amor!
Sim, é por amor à vida, evidentemente,
que encaramos de frente essa imensa dor
que se nos impõe nesse reinado amargo do ódio presente!

É por amor à vida
que estamos nas ruas, nas praças, nas estradas
e gritamos palavras de ordem de uma nova ordem!

Sim, é por amor
É por amor à vida que marchamos nas madrugadas
De lua nova levando nos braços a fúria das tempestades
Prontos a resgatar a terra que nos tomaram.

Vamos replantar as flores e as sementes
Que há séculos estão em cio!

É por amor!
Sim, é por amor à vida que profundamente doloridos
recolhemos em nossos braços
os que foram brutalmente feridos
e quando já não podemos devolver-lhes a respiração
nós comungamos de seu sangue e os fazemos ressuscitar
em milhares de vidas e sorrisos!

É por amor!
Sim, é por amor à vida que escrevemos nas pedras
os poemas da esperança rebelde
que pichamos nos muros e nas portas
as frases corajosas de um futuro novo
que dançamos nas festas de sábado
no batuque do carnaval de um povo livre!

É por amor que nos abraçamos
Que nos beijamos na esquina e já não tememos
Andar de braços dados seguindo a bandeira da paz
E da ternura conseqüente!
É por amor!
Sim, é por amor à vida
Que desesperadamente amamos!

Por que tanta provocação?

Tenho visto e principalmente facebook e também recebido provocações como: católicos apoiando a esquerda; padre então indique um candidato; não conhecem a doutrina social da igreja e tantas outras provocações.


É preciso respeitar a democracia, mas essas provocações revela que essas pessoas agem contra nossos princípios básicos, sobretudo na economia, muitos só para ser contra o PT.

Uma vez ao ler um texto na internet, não lembro quem escreveu, mas lá estava:

"Ouvimos e vemos o que queremos, e deixamos de ouvir e ver o proverbial “escrever na parede”, talvez porque seja tão desagradável para nós que simplesmente não se registre."

Vejo que os padres que estão sendo provocados são os que com sabedoria vem educando o povo na consciência cidadã. São os que estão indicando características importantes neste ou naquele candidato, apontando fragilidades, mas os provocadores não querem ver e continuam provocando.

As pessoas solidárias e que comungam com os anseios de tantas pessoas que precisam do amparo de políticas públicas conquistadas, queiram ou não os provocadores aceitarem, políticas essas conquistadas no governo PT e hoje em riscos de perde-las como : aposentadoria, remédios da farmácia popular, financiamento de moradias, investimento na educação, na saúde etc., essas pessoas continuam sendo provocadas.

Uma vez procurei entender a diferença entre "críticos" e "provocadores', e depois de ler mais de um texto sobre o assunto, conclui que:

Não nos confundamos, provocadores não são críticos. Uma crítica se direciona a algo, porque o crítico foi capaz de adentrar neste algo, geralmente um trabalho, uma ideia, uma produção qualquer planejada ou materializada, e diante da sua visão, constrói um ponto de vista, que pode ser positivo ou não.

Já a provocação, ela tenta tomar uma coisa como desculpa, seja um comportamento, um trabalho, uma forma de pensamento, enfim, uma produção de qualquer natureza, mas direciona uma ofensa à pessoa que realizou ou manifestou esse “algo”.

Então, a crítica parte de algo, fala de algo e se direciona a algo, apenas indiretamente referindo-se ao alguém que produziu ou manifestou esse “algo”. A provocação atropela o “algo” e o usa como desculpa para se direcionar a alguém de forma ofensiva.

É...desanimar e desistir jamais.

21 setembro, 2018

PT deveria realizar 'comissão da verdade' para examinar seus erros, diz Noam Chomsky


PT deveria realizar 'comissão da verdade' para examinar seus erros, diz Noam Chomsky

Considerado um dos mais importantes linguistas do mundo, o filósofo e ativista de esquerda americano Noam Chomsky afirma que o PT deveria estabelecer "uma espécie de comissão da verdade" para analisar os erros cometidos pelo partido.

"Eles tiveram tremendas oportunidades. Algumas foram usadas em benefício da população, outras foram perdidas. É preciso perguntar por que isso ocorreu, e fazer isso publicamente. E realizar reformas internas que impeçam que aconteça outra vez", considera Chomsky, em entrevista à BBC News Brasil.

Conhecido por seu forte ativismo de esquerda, Chomsky tem saído em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Assinou manifesto a favor do petista e participou, na última sexta-feira, em São Paulo, de um seminário organizado por Celso Amorim, ex-ministro de Relações Exteriores de Lula, na Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

BBC News Brasil - Lula nomeou Fernando Haddad como seu sucessor. Se ele vencer, terá que lidar com um forte sentimento anti-PT no país, que está muito polarizado. É possível superar essa polarização? É uma questão de diálogo e alianças?

Noam Chomsky - Se o PT reconquistar o poder político - ou mesmo se não chegar lá, de uma forma ou de outra -, uma grande tarefa que deve enfrentar é de estabelecer uma espécie de comissão da verdade para olhar com honestidade para o que ocorreu. Olhar com franqueza para as oportunidades que perderam. Isso teria um grande significado.

Eles tiveram tremendas oportunidades. Algumas foram usadas em benefício da população, outras foram perdidas. É preciso perguntar por que isso ocorreu, e fazer isso publicamente. E realizar reformas internas que impeçam que aconteça outra vez. Isso deveria ser feito independentemente de chegarem ao poder. O mesmo vale para todos os partidos, ninguém está imune a isso.

BBC News Brasil - O senhor frequentemente elogia o período de crescimento e redução da pobreza na era Lula, mas seu governo incluiu práticas de corrupção, fisiologismo e toma-lá-dá-cá recorrentes na política brasileira, e que Lula antes condenava. Isso levou muitos a se desiludirem com o PT. Na sua visão, a inclusão social prevalece sobre esses problemas?

Chomsky - Houve isso e eu não justifico, não considero correto. Mas foi inevitável já que o PT tinha uma minoria no Congresso. Não poderiam operar sem fazer alianças.

O problema real foi outro. O problema real foi ter falhado em diversificar a economia. Naqueles anos, houve uma grande tentação em toda a América Latina de seguir a vocação tradicional de fornecer commodities a consumidores em outras partes do mundo, especialmente para a China, que se tornou uma grande compradora de soja, ferro. Manufaturados chineses baratos passaram a inundar o Brasil, inviabilizando a indústria de manufaturados local. Esse tipo de política não pode levar a um desenvolvimento de sucesso. A Venezuela também continuou dependendo completamente da exportação de energia.

Por outro lado, houve uma acentuada redução da pobreza, mais benefícios na saúde, mais oportunidade de educação. E o Brasil foi lançado para o centro do palco mundial, com as políticas de Lula e de Celso Amorim (o então ministro de Relações Exteriores) tornando-o um dos países mais respeitados do mundo. Então houve erros graves, mas houve também conquistas consideráveis.

BBC News Brasil - Mas essas conquistas começaram a entrar em declínio durante o governo do próprio PT.

Chomsky - Elas colapsaram quando a oportunidade fácil de produzir commodities para o que parecia ser um mercado insaciável se esgotou. E aí houve um grave problema. Que foi causado pela falta de diversificação. Mas a corrupção é real. É endêmica não apenas no Brasil, mas em todo o hemisfério.

BBC News Brasil - Então quando o senhor defende o PT, admite que houve corrupção?

Chomsky - Quem defende o PT?

BBC News Brasil - O senhor fala em defesa do Lula.

Chomsky - Falo em defesa do Lula de uma maneira muito especial. Digo que houve conquistas significativas, mas houve erros. E que ele agora foi condenado de uma maneira completamente desproporcional ao que fez ou deixou de fazer. Isso não é defender o PT, é descrever os fatos.

Embora Lula pareça ter se mantido afastado de corrupção pessoalmente, ele certamente tolerou muita corrupção no PT. Assim como o (Hugo) Chávez tolerou muita corrupção na PDVSA (a estatal de petróleo) na Venezuela. A corrupção no Brasil e em toda a América Latina é chocante, e isso já há muito tempo. É um problema sério, mas difícil de superar. Porque está entranhada no sistema eleitoral. É preciso desmantelar uma estrutura fortemente enraizada.

BBC News Brasil - O senhor acha que Lula não tem responsabilidade pelos crimes de que foi condenado?

Chomsky - O crime específico pelo qual ele foi condenado foi a alegação de que um apartamento foi dado a ele, no qual ele nunca morou. Mesmo se assumirmos a versão mais extrema de que ele é culpado de todas as acusações, o que eu duvido, a sentença é completamente desproporcional.

O testemunho (do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro) inspira desconfiança por ter sido obtido em delação premiada. É evidente que a sentença é meramente punitiva e não tem relação com a natureza do crime. A negação ao habeas corpus(para que Lula pudesse recorrer em liberdade) reforça isso.

Ele sem dúvida deveria ter o direito de concorrer nas eleições, como recomenda o Comitê de Direitos Humanos da ONU (que em agosto recomendou que o Brasil garantisse os direitos políticos do ex-presidente, mesmo na prisão, como candidato às eleições de 2018).

BBC News Brasil - Mas a sentença a Lula foi confirmada em segunda instância, enquadrando-o na Lei da Ficha Limpa, que ele próprio sancionou durante seu governo.

Chomsky - Sim, é verdade, e uma boa parte da classe política deve ser submetida a essa lei, mas de uma maneira justa e correta. Assim, se vier à tona que um apartamento foi oferecido ao presidente Temer no qual ele nunca viveu, ele nunca deverá ser sentenciado a 12 anos de prisão por isso.

BBC News Brasil - O senhor acha que a sentença seria diferente para membros de outros partidos?

Chomsky - Radicalmente diferente. Acho que seria incomparável. O presidente (Fernando Henrique) Cardoso seria sujeitado a essa sentença de prisão por uma acusação semelhante?


BBC News Brasil - Temos visto o avanço do candidato Jair Bolsonaro, que tem liderado as pesquisas. Há alguma especificidade brasileira nesse avanço da direita?

Chomsky - O mesmo está acontecendo em grande parte do mundo. O caso mais recente foi na Suécia (em eleições recentes, o partido de extrema-direita Democratas da Suécia teve sua maior votação e se firmou como terceiro maior partido do país, com 62 cadeiras no Parlamento). Na Europa, esse fenômeno costuma ser relacionado ao aumento recente da imigração. Entretanto, uma análise cuidadosa feita por cinco economistas suecos demonstrou que os motivos precedem a onda imigratória.

Reflete a imposição de políticas neoliberais que afetaram a profundamente as últimas gerações não só na Suécia mas no mundo todo, acompanhando reformas que decolaram a partir das eras (Ronald) Reagan (presidente norte-americano entre 1981 e 1989) e (Margaret) Thatcher (premiê britânica entre 1979 e 1990). O efeito dessas políticas foi concentrar a renda em círculos muito estreitos, expandir o poder corporativo e aumentar a tendência a monopólios. E deixar de lado a maior parte da população, que sofre com salários que não aumentam, empregos que tendem à precarização e sindicatos enfraquecidos.

Nos EUA, por exemplo, os salários de executivos aumentaram em 1.000% nesse período, mas funcionários sem cargos de supervisão ganham menos hoje do que ganhavam em 1979. Salários ficaram represados e benefícios foram cortados. O mercado de trabalho caminha propositalmente para a precarização, com cargos em meio expediente, sem vínculo empregatício, e assim vai.

Mas de volta à Suécia. O efeito que vemos é que as pessoas se sentem abandonadas, não mais representadas pelo sistema político, e foi isso que levou ao aumento do voto pela extrema-direita. Mas essa população que se sente excluída tem raiva, ressentimento, medo, e busca bodes expiatórios, que são os grupos mais vulneráveis. Na Europa atual, a culpa é colocada nos imigrantes.

BBC News Brasil - Bolsonaro costuma ser comparado a Donald Trump, às vezes chamado de 'Trump brasileiro'. A comparação faz sentido?

Chomsky - Há semelhanças. Até onde percebo, Bolsonaro não parece ter uma política econômica própria. Mas há pessoas ao seu redor que definitivamente têm. Seu economista chefe é um economista ultraliberal de Chicago (referência a Paulo Guedes, que coordena seu programa econômico e tem Ph.D. na Universidade de Chicago, bastião do liberalismo). Ele representa grupos semelhantes àqueles para os quais Trump faz uma espécie de cortina de fumaça nos EUA.

O papel de Trump no sistema político econômico é duplo: o de manter a atenção da mídia constantemente focada no que ele faz ou deixa de fazer e sustentar o apoio de seu eleitorado ao aparentar fazer coisas para eles; mas, enquanto isso, dar cobertura para programas republicanos selvagens que estão sendo implementados por pessoas como Paul Ryan (deputado pelo Partido Republicano e presidente da Câmara dos Representantes dos EUA) e Mitch McConnell (senador republicano).

Um bom exemplo é a maior conquista recente dos republicanos, a reforma tributária (aprovada em dezembro do ano passado). Foi um grande presente para o setor corporativo, para os ultra-ricos e para o setor imobiliário. Para o resto da população, o próprio Paul Ryan (presidente da Câmara dos Representantes dos EUA) explicou os efeitos: a reforma cria um déficit enorme e por isso será preciso cortar investimentos sociais. Saúde, educação, vale-alimentação para crianças pobres, essas coisas "irrelevantes".

Enquanto a mídia se concentra nas últimas mentiras ou no comportamento esquisito de Trump, esse tipo de coisa está acontecendo no background.

Com o Bolsonaro, imagino que poderíamos imaginar algo semelhante. Vai depender se ele tiver o mesmo talento de Trump, que está tendo uma atuação impressionante. Enquanto prejudica seu eleitorado de todas as maneiras possíveis, minando segurança social, direitos trabalhistas, ainda consegue se apresentar como seu defensor. E seus eleitores respondem não apenas com apoio, mas com veneração. Isso é um feito tremendo. É uma realização que demagogos alcançam de vez em quando, mas demanda habilidade política.

BBC News Brasil - Três décadas depois da redemocratização, temos visto grupos publicamente defendendo intervenção militar no Brasil, algo que até pouco tempo atrás seria impensável. O senhor vê uma tendência à militarização na política no Brasil?

Chomsky - Se a situação econômica, social e política se deteriorar o suficiente, poderia haver um apelo para que alguém intervenha de modo a preservar a ordem. Mas é muito diferente de 1964 (ano do golpe militar). Os Estados Unidos tinham uma influência avassaladora sobre a América Latina na época.

O terreno para o golpe no Brasil foi preparado durante o governo Kennedy, e implementado pouco depois de seu assassinato (em 1963), com forte apoio dos EUA. O então embaixador Lincoln Gordon o descreveu como a maior vitória para a democracia em meados do século 20. E depois vieram os golpes no Chile, no Uruguai, na Argentina, o pior de todos, fortemente apoiados pelos EUA.

Hoje, os EUA não têm mais essa influência sobre a região. Um dos efeito das políticas de centro-esquerda foi o de reduzir o controle e a influência americana sobre a região em diversas maneiras. Uma delas, por exemplo, foi expulsar o FMI (Fundo Monetário Internacional).

BBC News Brasil - A influência do Brasil na região também diminuiu. Hoje estamos diante da maior crise de imigração na história recente da América do Sul, com o êxodo da Venezuela, mas não há uma liderança regional clara. Qual é o impacto político dessa crise para a região?

Chomsky - O impacto é sério. As estruturas que começaram a ser desenvolvidas para lidar com tais situações erodiram. A Unasul (a União de Nações Sul-americanas, bloco de 12 países fundado em 2008) mal funciona. A Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, fundada em 2010) não funciona de jeito nenhum.

Os movimentos para adquirir maior independência e desenvolvimento (na região, buscando maior integração entre países da América Latina) foram abortados e regrediram. Mas não acho que tenham sido perdidos. O que foi realizado proporciona um arcabouço para seguir em frente, o que acho que será feito, porque a situação não é tolerável.

BBC News Brasil - A seu ver, está na hora de lideranças da esquerda na região tomarem uma posição mais forte para condenar as violações de direitos humanos do governo Maduro?

Chomsky - Sim, e isso sempre foi necessário. Eu mesmo participei de fortes protestos contra violações de direitos humanos sob o regime de Hugo Chávez. É preciso se posicionar com firmeza contra as violações.

Lembrando, entretanto, que são uma parte muito reduzida das violações de direitos humanos que acontecem no mundo todo. As mais extremas no período moderno partiram dos Estados Unidos e da Inglaterra. A invasão do Iraque é o pior crime do século 21. Nada se compara àquela ação. Teve efeitos terríveis, não apenas destruindo o Iraque, mas alimentando o crescimento do Estado Islâmico e instigando conflitos étnicos que estão estraçalhando a região.

BBC News Brasil - O senhor está prestes a fazer 90 anos agora em dezembro, e acompanhou episódios marcantes da história do último século. O que lhe faz continuar, o que lhe traz esperança?

Chomsky - O que me faz continuar é a gravidade dos problemas. O que dá esperança é o fato de que há muita gente dedicada a fazer algo para resolvê-los. O nível de engajamento que vejo hoje está além do que vi em minha vida toda.

É preciso lembrar que os Estados Unidos tinham leis explícitas contra miscigenação até os anos 1960 - leis que nem os nazistas puderam adotar porque iam longe demais. A Inglaterra praticamente assassinou um grande matemático (Alan Turing) por homossexualidade, herói da Segunda Guerra por ter quebrado o código da Alemanha nazista. Ele foi submetido a um tratamento médico que o levou à morte. Inglaterra, um país avançado. Até 2003, ainda tínhamos leis anti-sodomia nos Estados Unidos.

Houve mudanças tremendas com os anos, e elas não vieram de presente. Vieram de ativismo constante, que está aqui, crescendo, com essas manifestações. Acho que esses são sinais de esperança. Olhando para as diferenças entre ontem e hoje, é um mundo muito diferente.

-----------


Noam Chomsky
Professor de linguística na Universidade do Arizona, Chomsky completa 90 anos em dezembro. Ganhou de presente adiantado da esposa brasileira um papagaio amazonense, verde e de cabeça amarela, batizado de Zé Carioca. O casal está ensinando-o a falar, em inglês, duas expressões-chave da teoria linguística de Chomsky: "language is a snowflake" ("a linguagem é um floco de neve") e "merge is basic" ("fundir é básico", em traduções livres).


Fonte: bbc
Júlia Dias CarneiroDa BBC News Brasil em São Paulo

Dia Internacional da Paz - 21 de setembro


Debate entre os presidenciáveis organizado pela CNBB, em Aparecida em 20 de setembro de 2018.

20 setembro, 2018

CORDEL DO POVO VALENTE II



CORDEL DO POVO VALENTE II 



Tem político valentão que gosta de gerar medo.
Ensina até criança a fazer arma com o dedo.
E tem outro que levanta o nome de Deus em vão,
Fala da glória do Senhor, inventa teoria de conspiração,

Alguns falam em defender a família, para o nosso bem.
Mas jeito de ser família tem pra mais de cem.
Negam as riquezas das diferenças, pregam uniformidade.
No País do colorido, da beleza, isso é uma asnidade!

E se à mulher precisam diminuir, acusando-as de “mimimi”,
Fuja dessa conversa intrigueira, mulher é forte, é guerreira!
A lei Maria da Penha não é brincadeira não.
É garantia do direito, prescrito na constituição.

Vote em quem apoia programas sociais,
Como bolsa família, prouni, fies e cotas raciais.
Vote em quem não discrimina os homossexuais,
Em quem olha para os gays como gente, não como marginais,

Se você está desanimado com essa situação.
Ei, desiste não! Coragem, vamos juntos em procissão.
Informe-se, pesquise! Vem engrossar esse condão.
Tem muita gente boa querendo transformação.

Não vote em candidato valentão!
Não vote em quem usa o nome de Deus em vão.
Não vote em quem instrumentaliza a fé para fins eleitorais.
Não vote em quem acha que negros e índios são preguiçosos e marginais.
Não vote em quem defende o armamento da população.

Violência não se combate com armas e mais presídios, mas com amor e educação.

Não vote em quem diz defender a moralidade, a família e o fim da corrupção,

Mas não aceita perder seus privilégios e nem se preocupa com a pobreza da população.

Nossa valentia é o amor.
Nossa valentia é a solidariedade.
Nossa valentia é a esperança.
Nossa valentia é nossa fé na vida.
Nossa valentia tá na força de nossos braços abertos,


Na largueza de nosso coração sempre disposto a partilhar

Nas nossas mãos unidas em solidariedade.
Na nossa disposição para o trabalho.

Vem conosco nessa corrente, você que tem bom coração.

Escola de Formadores e Articuladores para as CEBs. Arquidiocese de Maringá se prepara para a segunda etapa.

“Evangelizar é uma alegria”, 
é preciso pedir a graça de não cair num anúncio 
“aborrecido e triste”.


Maringá é  sede da Escola de Formação de Formadores e Articuladores para as CEBs com cinquenta e dois integrantes, sendo trinta e seis da Arquidiocese de Maringá, um da diocese de Apucarana e os demais das dioceses que compõe a Província Eclesiástica de Maringá, Campo Mourão, Paranavaí e Umuarama.


A Escola de Formação de Formadores e Articuladores para as CEBs é coordenada pelo padre Genivaldo Ubinge e Lucimar Moreira Bueno (Lúcia), ambos assessores das Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs na Arquidiocese de Maringá.


O teólogo Celso Pinto Carias é o assessor convidado para a escola. Carias vive em Duque de Caxias, Estado do Rio de Janeiro. É doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), onde trabalha.  Assessor das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) para a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB (Comissão do Laicato, Setor CEBs), vem acompanhando a vida dessas Comunidades desde 1989, quando ajudou a coordenar os serviços do 7º Encontro Intereclesial, em Duque de Caxias. Participa do grupo de assessoras e assessores da Ampliada Nacional das CEBs.


A Escola de Formação de Formadores e Articuladores para as CEBs é um  projeto apresentado pelas CEBs e aprovado em Assembleia arquidiocesana dentro da prioridade “missão” do 24° Plano de Ação Evangelizadora (2017-2021) da Arquidiocese de Maringá.  A necessidade e motivação para a Escola de Formação foi um dos encaminhamentos apontados no 7° Intereclesial das CEBs do Paraná, realizado em abril de 2016,  durante o encontro da Província Eclesiástica de Maringá,  e desde então os assessores iniciaram as articulações no sentido de torná-la realidade.


É preciso pensar as CEBs missionariamente a partir d0 compromisso com os pobres, marginalizados e afastados. Animados pela voz profética  presente em  Êxodo, 3:7 – “Eu vi, ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo”. Uma Igreja ousada e samaritana presente nas  periferias geográficas  e  “periferias existenciais” onde há sofrimento, solidão e degrado humano.

A cidade e também o campo são  hoje um grande desafio, principalmente com o Papa Francisco insistindo na idéia de uma “Igreja em saída”, que “rompe com a crosta do egoísmo” (D. Hélder Câmara), uma Igreja capaz de encarar os desafios de frente, que saiba dialogar com aquelas discípulas e aqueles discípulos, que, fugindo de Jerusalém, vagam sem meta, sozinhos, com o seu próprio desencanto, com a desilusão de uma igreja ainda fechada e estacionada.

Coordenar uma CEB, ser agente de pastoral, animar um grupo de reflexão nunca foi fácil. Para Francisco “Evangelizar é uma alegria”, é preciso pedir a graça de não cair num anúncio “aborrecido e triste”. A igreja tem o compromisso de ajudar na formação e na articulação de seus membros para estarem preparados para lidar com os problemas atuais e, acima de tudo, pensar e refletir as soluções para enfrentar essas dificuldades.


Nessa perspectiva nasce a “Escola de Formação de Formadores e Articuladores para as CEBs”, que teve sua primeira etapa no dia trinta de junho e primeiro de julho, a segunda etapa será nos dias vinte e vinte e um de outubro e outras três etapas no ano de 2019, encerrando a primeira turma da escola.

A segunda etapa será nos dias 20 e 21 de outubro na Rainha da Paz e fazendo parte do conteúdo a noite do dia vinte, sábado, será agraciada com as músicas e poesias do “Grupo Abaecatu”. Um espetáculo educativo, músicas e poesias para falar de cidadania, para repensar a vida. A arte atua como parte integrante  em qualquer formação, para ajudar o indivíduo a aprender melhor, com metodologias novas e incentivadoras, ela é, segundo a maneira que lhes é própria, de grande importância para a vida de nossas Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs.

Eu - Lucimar Moreira Bueno (LÚCIA)
Coordenadora da escola e assessora leiga das CEBs