27 junho, 2018

Esperança: Partir, Caminhar (Dom Hélder Câmara)



Esperança: Partir, Caminhar (Dom Hélder Câmara)

“Partir é, antes e tudo, sair de si. 
Romper a crosta de egoísmo que tende a aprisionar-nos no próprio eu.

Partir é não rodar, permanentemente, em torno de si, numa atitude de quem,
na prática, se constitui centro do Mundo e da vida.

Partir é não rodar apenas em volta dos problemas das instituições a que pertence. 

Por mais importantes que elas sejam, maior é a humanidade a quem nos cabe servir.

Partir, mais do que devorar estradas, cruzar mares ou atingir velocidades supersônicas, é abrir-se aos outros, descobri-los, ir-lhes ao encontro.

Abrir-se às idéias, inclusive contrárias às próprias, demonstra fôlego de bom caminheiro.

Feliz de quem entende e vive este pensamento: 
”Se discordas de mim, tu me enriqueces”.

Ter ao próprio lado quem só sabe dizer amém, quem concorda sempre, de antemão e incondicionalmente, não é ter um companheiro, mas sim uma sombra de si mesmo.

Desde que a discordância não seja sistemática e proposital, que seja fruto de visão diferente, a partir de ângulos novos, importa de fato em enriquecimento.

É possível caminhar sozinho. 
Mas, o bom viajante sabe que a grande caminhada é a vida e esta supõe companheiros. 

Companheiro, etimologicamente, é quem come o mesmo pão.

O bom caminheiro preocupa-se com os companheiros desencorajados, sem ânimo, sem esperança…
Advinha o instante em que se acham a um palmo do desespero.

Apanha-os onde se encontram. 
Deixa que desabafem e, com inteligência, com habilidade, sobretudo, com amor,
leva-os a recobrar o ânimo e voltar a ter gosto na caminhada.

Marchar por marchar não é ainda verdadeiramente caminhar.

Para as minorias Abraâmicas, partir, caminhar significa mover-se e ajudar muitos outros a moverem-se no sentido de tudo fazer por um mundo mais justo e mais humano.”

21 junho, 2018

Migrações, 30 milhões de crianças deslocadas no mundo por causa dos conflitos: é o número mais alto desde a Segunda Guerra Mundial

Dados do UNICEF para o Dia Mundial dos Refugiados. Os pequenos migrantes que se deslocam desacompanhados alcançaram níveis sem precedentes: entre 2010 e 2015, aumentaram 5 vezes.


A informação foi publicada por La Repubblica, 20-06-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Por ocasião do Dia Mundial dos Refugiados, a UNICEF recorda que há mais crianças deslocadas à força devido aos conflitos hoje - cerca de 30 milhões - do que em qualquer outro momento da história desde a Segunda Guerra Mundial. O UNICEFlembra que essas crianças vulneráveis precisam de acesso a proteção e serviços essenciais para mantê-las seguras agora e de soluções sustentáveis para garantir o seu bem-estar em longo prazo. O número global de crianças refugiadas e migrantes que se deslocaram sozinhas também atingiu níveis sem precedentes, aumentando cerca de 5 vezes entre 2010 e 2015. Pelo menos 300.000 crianças desacompanhadas e separadas foram registradas em cerca de 80 países entre 2015 e 2016, comparadas às 66.000 de 2010-2011. O dado real das crianças que se deslocam sozinhas é provavelmente muito maior. As crianças desacompanhadas e separadas estão expostas a um risco muito maior de tráfico, exploração, violência e abuso. As crianças representam cerca de 28% das vítimas do tráfico em nível global.

Desafios e ameaças cotidianas

Entre as discussões em curso sobre um plano global de ação em apoio aos refugiados, o UNICEF conclama os líderes mundiais a redobrar seus esforços para garantir osdireitos, a segurança e o bem-estar das crianças mais vulneráveis do mundo - muitas das quais permanecem são deslocadas por causa de conflitos, violências einstabilidades políticas. "No Dia Mundial do Refugiado, é importante lembrar as ameaças e os desafios que as crianças em trânsito enfrentam todos os dias", afirmou Manuel Fontaine, Diretor de Programas de Emergência do UNICEF. "As crianças desenraizadas - refugiadas, requerentes de asilo ou deslocadas internos - enfrentam sérios riscos para a sua saúde e segurança, assim como enormes obstáculos que limitam o acesso aos serviços de que necessitam para crescer. Essas crianças precisam de mais do que um dia - elas precisam de esperança, oportunidade e proteção. Pedimos aos Estados-membros que renovem os seus empenhos para garantir a essas crianças direitos e ambições".

Apenas metade frequenta a escola primária

Como o número de crianças deslocadas à força e refugiadas atingiu níveis recorde, seu acesso a serviços e apoio básicos, como assistência médica e educação, continua profundamente comprometido. Apenas a metade de todos os refugiados, por exemplo, está matriculada na escola primária, enquanto menos de um quarto dos adolescentes refugiados frequentam a escola secundária. O UNICEF espera que o Pacto Global sobre Refugiados (GCR) e o Pacto Global sobre Migrações (GCM), que deveriam ser finalizados este ano, sirvam de diretrizes para empenhos mais fortes dos Estados membros em favor dos direitos das crianças desenraizadas no mundo. O UNICEF divulgou uma agenda de seis pontos de ação para proteger as crianças refugiadas e migrantes, na qual estão incluídas recomendações sobre as melhores práticas que podem ser incorporadas a ambos os Pactos.

Iniciativa com o mundo do futebol

Neste momento em que o futebol une torcedores de todo o mundo, o UNICEF e o seu parceiro 180LA lançam a iniciativa "What Excites Us, Unite Us" ("O que nos emociona, nos une") que é inspirada pela ideia de que o amor pelo esporte pode superar as fronteiras, e assim da mesma forma pode dar apoio aos direitos das crianças refugiadas e migrantes. A campanha também inclui um vídeo na web de dois minutos que conta a história de Santi, um menino de 8 anos que migrou da Bolívia para a Espanha, teve dificuldade para encontrar amigos e que depois foi aceito em seu novo país graças ao amor pelo futebol. Enquanto jogam, Santi e seus amigos são interrompidos por uma visita surpresa de seu herói, Sergio Ramos (capitão da seleção espanhola e embaixador do UNICEF). Simultaneamente com o vídeo, será lançada nas mídias sociais a iniciativa "Longest goal challange": Sergio Ramos vai pedir a todos para aderir à iniciativa através da paixão comum pelo futebol e mostrar o apoio para as crianças migrantes e refugiadas através do compartilhamento nas redes sociais de um vídeo gritando “goooool” durante o maior tempo possível, usando a hashtag #LongestGoal #WorldCup.

Fonte: IHU

No mundo 68,5 milhões de refugiados: 85% vão para países vizinhos e pobres

É maior que a Itália a nação dos sem nação, fugitivos, deslocados e refugiados: as pessoas obrigadas a fugir de suas casas são, no mundo, 68,5 milhões, de acordo com o relatório anual do Global Trends 2017, apresentado na última segunda-feira pela agência da ONU para os refugiados, ACNUR.


A reportagem é de Rachele Gonnelli, publicada por Il manifesto, 20-06-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Mas sendo uma realidade mutável e itinerante, mesmo que na maioria estejam abarrotados em grandes campos de refugiados ou em barracas nas favelas das metrópoles (58% moram em áreas urbanas), talvez seja mais correto representá-los como fluxo: são 44.500 por dia, uma pessoa é adicionada a cada dois segundos.

Um ser humano em cada 110, em essência, é forçado a fugir. Enquanto 667 mil pessoas puderam voltar para casa ou para o seu país em 2017. De qualquer forma, há cinco anos esse número recorde de 68 milhões, tanto quanto os cidadãos da Tailândia, não diminui, alimentado em especial, em 2017, pelo êxodo em massa do Congo, do Sudão do Sul e da Birmânia (os Rohingyas).

Os refugiados que fogem de guerras, perseguições e violências são 25,4 milhões. E os requerentes de asilo, ou seja, as pessoas que ainda aguardavam em 31 de dezembro último um atestado de proteção internacional, subiram de 300 mil em 2016 para 3,1 milhões em 2017, sinal da piora das condições para o exame dos pedidos e emissão do estatuto de refugiado.

Ao contrário da falsa crença de viés racista, 85% dos refugiados vivem não em países industrializados e ricos como o nosso, mas em países pobres ou em desenvolvimento. Quase dois terços do total (40 milhões) são deslocados internos, isto é, ainda não cruzaram a fronteira de seu país, esperando poder voltar para reconstruir uma vida ali, onde eles moravam. Quatro refugiados em cada cinco se afastam um pouco mais, para os países vizinhos, sempre na esperança de voltar o quanto antes possível. Um quinto é de palestinos, assumidos pela agência Unrwa da ONU. Os restantes provêm por dois terços - de cinco áreas do globo: Síria, Afeganistão, Sudão do Sul, Birmânia e Somália. Depois, também do Iraque e da Venezuela.

A Turquia, após o acordo de 2016 com a UE para a retenção dos 3,5 milhões de sírios em fuga da guerra que dura há sete anos é o primeiro país em termos de hospedagem, seguido pelo Paquistão (que hospeda metade dos refugiados do Afeganistão), Uganda, Líbano e Irã. O Líbano tem o maior número de refugiados em relação aos cidadãos (164 por mil habitantes, a Itália tem 19, a Turquia 43). A Alemanha não é mais o lugar de chegada mais desejado, o sonho é agora novamente os Estados Unidos.


Fonte: IHU

Depressão na universidade: como a pressão acadêmica afeta a saúde mental

Casos recentes de suicídio em faculdades brasileiras levantam importância do debate acerca da saúde mental dos estudantes.


Prazos apertados, múltiplas disciplinas, competitividade. Teses, citações, normas ABNT. Pressão em casa, pressão na sala de aula. Esgotamento físico e, principalmente, psicológico. Quadros de estresse e depressão têm sido recorrentes em estudantes brasileiros. A morte de uma aluna na Universidade de Brasília (UnB) na semana passada, e caso semelhante ocorrido na segunda-feira, 11, na Paraíba, lançaram luz sobre a necessidade de discutir a saúde mental de quem está dentro da sala de aula.

Os números se agravam à medida que o nível do diploma também avança. Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, 15% dos estudantes de nível superior apresentam algum quadro depressivo. A média geral de quem não passa pelos dissabores da vida acadêmica é de 4%. Outro estudo, desta vez publicado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), apontou que 41% dos estudantes de medicina brasileiros sofrem do mesmo mal. Mais um levantamento, também feito pela USP, apontou que 1 em cada três alunos de pós-graduação sentem-se deprimidos ou ansiosos.

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20 junho, 2018

"Suicídio na Atualidade: o retrato no Brasil e no mundo"

Nesta quarta-feira (20), às 19h, ocorre uma palestra online gratuita com o tema "Suicídio na Atualidade: o retrato no Brasil e no mundo", ministrada pelo Dr. Neury Botega, psiquiatra, assessor científico do CVV-Centro de Valorização da Vida e autor do livro "Crise Suicida: Avaliação e Manejo".  

As inscrições podem ser feitas AQUI   

A realização da inscrição é importante pois, mesmo que você não possa assistir a palestra no horário, a gravação será enviada posteriormente.

19 junho, 2018

“Texto preparatório para o tão esperado e motivador Sínodo Pan Amazônico”



“Texto preparatório para o tão esperado e motivador Sínodo Pan Amazônico”

Recebi do meu amigo Dom Edson Damian, bispo de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas o “Texto preparatório para o tão esperado e motivador Sínodo Pan Amazônico”.

Disponibilizo a vocês AQUI

As fotos abaixo, quando em 16 de setembro do ano passado, tive a alegria de acolhê-lo em minha casa.





"Escola de Formação de Formadores e Articuladores para as CEBs" - Um grande desafio



"Escola de Formação de Formadores e Articuladores para as CEBs" - Um grande desafio

A cidade e também o campo é um grande texto para ser lido e relido no dia a dia, com o risco da interpretação. Grande desafio, principalmente com o Papa Francisco insistindo na ideia de uma “Igreja em saída”, que “rompe com a crosta do egoísmo” (D. Hélder Câmara) e que gera pessoas comprometidas e alegres. De fato, “a alegria do Evangelho, que enche a vida da comunidade dos discípulos, é uma alegria missionária” (EG 21). Uma Igreja ousada presente em todas as periferias e em todas as “periferias existenciais” onde há sofrimento, solidão e degrado humano.

Cada dia mais a necessidade de aproximar com simplicidade e humildade das pessoas para entender melhor seus problemas. O papa chama atenção, quando diz, diante desta situação, o que as pessoas querem é “uma Igreja que, na sua noite, não tenha medo de sair”.  Isso é lindo e desafiador.

Uma Igreja capaz de encarar os desafios de frente, que saiba dialogar com aquelas discípulas e aqueles discípulos, que, fugindo de Jerusalém, vagam sem meta, sozinhos, com o seu próprio desencanto, com a desilusão de uma igreja ainda fechada e estacionada.

É preciso despertar nossas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) para a dinâmica do êxodo e do dom, de sair de si mesmo, de caminhar e de semear sempre de novo, sempre mais além.

“Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida.” (EG 49)

Coordenar uma CEB, ser agente de pastoral, animar um grupo de reflexão nunca foi fácil. Para Francisco “Evangelizar é uma alegria”, é preciso pedir a graça de não cair num anúncio “aborrecido e triste”.

Hoje deparamos com pessoas com pouca experiência comunitária, ou até incapazes de experiência, mas cheios de informação e de opinião. A informação pode ser muitas coisas, mas não é experiência e não deixa espaço para a experiência. Numa cultura em que se permanece online o tempo todo, a ânsia por informação é cada vez mais evidente, é preciso estar informado e ser informante.  Há excesso de informação e um excesso na busca de informação e pelo saber, más não se tem “sabedoria” e sim informação “verdadeira ou não” o que distorce ou dificulta a possibilidade de se enxergar a realidade com clareza, diante de tantas informações.

Os discursos dos grupos dominantes ocupam os principais veículos de comunicação, definindo aquilo que deve ou não ser dito, pensado e realizado. Não restando meios para que discursos diferentes ocupem o mesmo espaço.

A pessoa da coordenadora/or das CEBs e seus agentes de pastorais são desafiadas, de um lado pela Igreja que o papa tanto insiste e que vem ao encontro da mística de nossas Comunidades Eclesiais de Base, do outro lado todas essas realidades presente não só na cidade, mas no campo também.

O que é muito bonito nas CEBs é que uma grande parcela do Povo de Deus se torna protagonista da ação evangelizadora ad intra e ad extra da ação pastoral evangelizadora, social e missionária. Tem sido assim, uma grande parcela desse povo são gente muito simples com ações simples e que fazem a diferença.

Mas sente-se, diante de tantos desafios uma lacuna quanto ao processo formativo que os prepare para desempenhar funções de serviço à CEBs, muitos sentem despreparados e inseguros quanto à organização de uma reunião de CPC, ao método ver-julgar-agir-celebrar; à condução de um encontro de grupo de reflexão, de uma celebração, benção e oração nas casas, da Leitura Orante da Palavra, de uma abordagem evangelizadora; à organização de ações e projetos para atender as diversas demandas das comunidades. E sentem muito mais inseguros quanto à participação na sociedade, nos seus diversos espaços de militância em favor da sociedade justa e fraterna.

Nessa perspectiva nasce a "Escola de Formação de Formadores e Articuladores para as CEBs", que terá sua primeira etapa no dia trinta de junho e primeiro de julho deste ano de 2018. Um grande desafio, formar formadores e articuladores das CEBs, para atuarem nas bases em nossas paróquias.

O assessor, Celso Pinto Carias, um dos mais destacados teólogos leigos do Brasil, doutor em teologia pela PUC do Rio de Janeiro e assessor nacional das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).

A "Escola de Formação de Formadores e Articuladores para as CEBs" foi projeto apresentado pelas CEBs e aprovado em Assembleia arquidiocesana dentro da prioridade “missão” do 24° Plano de Ação Evangelizadora (2017-2021) da Arquidiocese de Maringá.

No 7° Intereclesial das CEBs do Paraná, realizado em abril de 2016, a Província Eclesiástica de Maringá, quando no momento por província, sentiu também essa necessidade, a Arquidiocese de Maringá, abriu a escola á província, que é composta além da Arquidiocese de Maringá pelas dioceses de Campo Mourão, Paranavaí e Umuarama.

Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)
Assessora Leiga das CEBs na Arquidiocese de Maringá


18 junho, 2018

Papa: as ditaduras começam com a comunicação caluniosa


Reler a história de Nabot

O Apóstolo Tiago fala precisamente da "capacidade destrutiva da comunicação malvada". Em conclusão, o Papa exorta a reler a história de Nabot no capítulo 21 do Primeiro Livro dos Reis e a pensar em "tantas pessoas destruídas, em tantos países destruídos, em tantas ditaduras com 'luvas brancas'" que destruíram países.


Papa: as ditaduras começam com a comunicação caluniosa

Na missa na Casa Santa Marta, o Papa recorda a sedução do escândalo e o poder destrutivo da comunicação caluniosa. Basta pensar na perseguição dos judeus no século passado. Um horror que acontece também hoje.

Debora Donnini - Cidade do Vaticano

Para destruir instituições ou pessoas, se começa a falar mal. A esta “comunicação caluniosa”, o Papa Francisco dedicou a homilia na missa na Casa Santa Marta.

A sua reflexão parte da história de Nabot narrada na Primeira Leitura, no Livro dos Reis. O rei Acab deseja a vinha de Nabot e lhe oferece dinheiro. Aquele terreno, porém, faz parte da herança dos seus pais e, portanto, rejeita a proposta. Então Acab fica aborrecido “como fazem as crianças quando não obtêm o que querem: chora. A sua esposa cruel, Jezrael, aconselha o rei a acusar Nabot de falsidade, a matá-lo e assim tomar posse de sua vinha. Nabot – notou o Papa – é portanto um “mártir da fidelidade à herança” que tinha recebido de seus pais: uma herança que ia além da vinha, “uma herança do coração”.

Os mártires condenados com as calúnias

Para Francisco, a história de Nabot é paradigmática da história de Jesus, de Santo Estevão e de todos os mártires que foram condenados usando um cenário de calúnias. Mas é também paradigmática do modo de proceder de tantas pessoas de “tantos chefes de Estado ou de governo”. Começa com uma mentira e, “depois de destruir seja uma pessoa, seja uma situação com aquela calúnia”, se julga e se condena.

Como as ditaduras adulteram a comunicação

“Também hoje, em muitos países, se usa este método: destruir a livre comunicação”.

Por exemplo, pensemos: há uma lei da mídia, da comunicação, se cancela aquela lei; se concede todo o aparato da comunicação a uma empresa, a uma sociedade que faz calúnia, diz falsidades, enfraquece a vida democrática. Depois vêm os juízes a julgar essas instituições enfraquecidas, essas pessoas destruídas, condenam e assim vai avante uma ditadura. As ditaduras, todas, começaram assim, adulterando a comunicação, para colocar a comunicação nas mãos de uma pessoa sem escrúpulo, de um governo sem escrúpulo.

A sedução dos escândalos

“Também na vida cotidiana é assim”, destacou o Papa: se quero destruir uma pessoa, “começo com a comunicação: falar mal, caluniar, dizer escândalos”:

E comunicar escândalos é um fato que tem uma enorme sedução, uma grande sedução. Seduz-se com os escândalos. As boas notícias não são sedutoras: “Sim, mas que belo o que fez!” E passa… Mas um escândalo: “Mas você viu! Viu isso! Você viu o que aquele lá fez? Esta situação… Mas não pode, não se pode ir avante assim!” E assim a comunicação cresce, e aquela pessoa, aquela instituição, aquele país acaba na ruína. No final, não se julgam as pessoas. Julgam-se as ruínas das pessoas ou das instituições, porque não se podem defender.

A perseguição dos judeus

“A sedução do escândalo na comunicação leva justamente ao ângulo, isto é “destrói” assim como aconteceu a Nabot, que queria somente “ser fiel à herança dos seus antepassados” e não vendê-la. Neste sentido, também é exemplar a história de Santo Estevão, que faz um longo discurso para se defender, mas aqueles que o acusavam preferem lapidá-lo ao invés de ouvir a verdade. “Este é o drama da avidez humana”, afirma o Papa. Tantas pessoas são, de fato, destruídas por uma comunicação malvada:

Muitas pessoas, muitos países destruídos por ditaduras malvadas e caluniosas. Pensemos por exemplo nas ditaduras do século passado. Pensemos na perseguição aos judeus, por exemplo. Uma comunicação caluniosa, contra os judeus; e acabavam em Auschwitz porque não mereciam viver. Oh… é um horror, mas um horror que acontece hoje: nas pequenas sociedades, nas pessoas e em muitos países. O primeiro passo é se apropriar da comunicação, e depois da destruição, o juízo e a morte.

Reler a história de Nabot

O Apóstolo Tiago fala precisamente da "capacidade destrutiva da comunicação malvada". Em conclusão, o Papa exorta a reler a história de Nabot no capítulo 21 do Primeiro Livro dos Reis e a pensar em "tantas pessoas destruídas, em tantos países destruídos, em tantas ditaduras com 'luvas brancas'" que destruíram países.



Fonte: Vatican News

15 junho, 2018

Marco Referencial da Missão: Caminhos para uma “Igreja em Saída” - Arquidiocese de Maringá






Marco Referencial da Missão: Caminhos para uma “Igreja em Saída” 

Hoje apresentarmos o Marco Referencial da Missão ao arcebispo da Arquidiocese de Maringá, dom Anuar Battisti.

Na última Assembléia Arquidiocesana, foi escolhida como 2ª prioridade “A Missão”, tendo como projeto “Igreja em saída – Comunidades em estado permanente de missão”.

Como primeiro fruto desta Prioridade, o Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), com a participação da Infância e Adolescência Missionária e da Juventude Missionária, em parceria com a Coordenação Arquidiocesana da Ação Evangelizadora, as Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s) e a Escola de Evangelização Santo André, propõe este subsídio, que busca orientar as paróquias, com seus CPP’s e toda a Pastoral, no caminho que deve ser feito, isto é, na reflexão sobre a Dimensão Missionária da Igreja e a implantação do Conselho Missionário Paroquial (COMIPA).

Na busca de “proporcionar condições para que as CEBs e outras comunidades se tornem cada vez mais lugar de encontro com Jesus Cristo [...], a partir de uma proposta que contemple a Pastoral Ordinária/ Manutenção, a Reevangelização e a Missão Ad Gentes” (24º PAE, p.57), queremos oferecer um subsídio (Marco Referencial) que ajude as paróquias a assumirem a identidade missionária, a partir da consciência de que “a Igreja deve cumprir sua missão seguindo os passos de Jesus e adotando suas atitudes [...]” (DAp n.30).

É certo que há “uma real interdependência entre as diversas atividades salvíficas da Igreja: cada uma influi sobre a outra, estimula-a e a ajuda” (RM 34b). Sob esta ótica, vimos que a melhor forma de otimizar a dimensão missionária em nossa Arquidiocese é implantando e fortalecendo o COMIPA – que já é proposta do 24º Plano da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Maringá – em cada paróquia, partindo da estrutura que já existe: as CEB’s. 

Como Implantar o COMIPA - Sobre as CEB’s e o seu coordenador

A maioria das nossas paróquias já está organizada a partir das CEB’s. Cada CEB’s tem seu coordenador, que, ajudado pelos que fazem o CPC (Conselho Pastoral da Comunidade), desenvolve as propostas firmadas pelo CPP (Conselho Pastoral Paroquial), do qual é membro, e anima a comunidade a tornar-se cada vez mais discípula e missionária de Jesus Cristo. Assim, propomos que o coordenador de cada CEB’s, na impossibilidade deste, outra pessoa indicada por ele e confirmada pelo pároco seja membro efetivo do COMIPA.

Em algumas paróquias, já existe uma “certa” organização de COMIPA. A esse grupo existente, os coordenadores das CEB’s serão inseridos e assim, será efetivado o Conselho Missionário Paroquial. 

O objetivo é que a atividade missionária aconteça a partir das CEB’s como algo vivo, dinâmico e permanente, através do fortalecimento da vocação missionária nas comunidades de base. A cultura do encontro, característica da missão, acontecerá em um movimento dinâmico de chegada (acolhida) e saída (anúncio) a partir da periferia, pois é ali que encontramos o verdadeiro rosto de Jesus que, vivendo entre os pobres, se fez presente em suas dificuldades cotidianas. 

Pretende-se, portanto, que seja nas CEBs e através de seus agentes, animados pelo COMIPA, que se possa fazer sentir e ressoar ao irmão mais próximo e àquele que se afastou o anúncio da Palavra viva de Cristo, de tal forma que desperte o desejo de partir e anunciar esta Palavra para muito além das fronteiras paroquiais, tornando forte a missão Ad Gentes. 

O subsídio consta de cinco partes que, de forma sucinta e clara, procuram iluminar a proposta de um modo de ser “Igreja em saída”: 

Na primeira parte, apresentamos a Ação Missionária da Igreja, baseada nas Sagradas Escrituras, nos Documentos do Magistério e no texto do 24º Plano da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Maringá. Na segunda parte, buscamos apresentar a caminhada que já se tem feito, no tocante à missionariedade, em nossa Arquidiocese. Na terceira parte, focamos na Ação Missionária dentro da Paróquia, tendo como meta esclarecer a função do COMIPA – o que é, o que faz, como se cria... – por meio de uma proposta conversada e refletida com os padres da Coordenação da Ação Evangelizadora e assumida com positividade pela Coordenação Arquidiocesana das CEB’s e da Escola de Evangelização Santo André. Na quarta parte, esclarecemos o objetivo deste marco referencial e o que ele trará de avanço para a Igreja, inclusive na sua estrutura. Por fim, na quinta parte, a título de conhecimento, anexamos informações sobre as equipes que se empenharam e estão dispostas a trabalhar para a execução desta proposta.

Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa

Denuncie "disque 100"


O Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, criada pela ONU (Organização das Nações Unidas), tem como objetivo criar uma consciência mundial, social e política da existência da violência contra a pessoa idosa.

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, já há muito, colocou à disposição o “Disque 100” – Ao chamar, o Departamento atende é Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos que receberá e examinará as denúncias e reclamações de atos que envolvam violações aos Direitos Humanos, podendo agir de ofício, atuando diretamente ou em articulação com outros órgãos públicos e organizações da sociedade. As denúncias poderão ser anônimas ou, quando solicitado pelo denunciante, é garantido o sigilo da fonte das informações.

II Dia Mundial dos Pobres: convite para redescobrir a beleza do Evangelho

Um convite para redescobrir a beleza do Evangelho: assim pode ser interpretada a mensagem do Papa Francisco elaborada já tendo em vista o II Dia Mundial dos Pobres, que este ano se celebra em 18 de novembro, no 33º Domingo do Tempo Comum.


O tema da mensagem foi extraído do Salmo 34: "Este pobre grita e o Senhor o escuta".
E Francisco assim o comenta na Mensagem:

"As palavras do salmista tornam-se também as nossas no momento em que somos chamados a encontrar-nos com as diversas condições de sofrimento e marginalização em que vivem tantos irmãos e irmãs nossos que estamos habituados a designar com o termo genérico de ‘pobres', diz.

Os três verbos...

Desta oração, diz o Pontífice, emerge o sentimento de abandono e de confiança num Pai que escuta e acolhe.

São três os verbos que dão ênfase e caracterizam este salmo. Neles estão contidas a atitude do pobre e sua relação com Deus. 
"Gritar", "responder", "libertar" são as três ações que caracterizam a relação pobre / Deus.

"Gritar"


O Papa falou do verbo "gritar". Para ele, a condição de pobreza não se esgota numa palavra. 
"Gritar" é mais que isso. A palavra transforma-se em um grito que atravessa os céus e chega até Deus.

Num Dia como este, todos nós somos chamados a fazer um sério exame de consciência, de modo a compreender se somos verdadeiramente capazes de escutar os pobres, pois é do silêncio da escuta que precisamos para reconhecer a sua voz

"Responder"

Responder é o outro verbo que caracteriza esse salmo.

O Salmista afirma que o Senhor não só escuta o ‘grito' do pobre, mas Ele ‘responde'.

E sua resposta é uma ação repleta de amor e comiseração para com a condição do pobre.

Deus transforma-se num apelo para que quem acredita , n'Ele possa proceder de igual modo, dentro das limitações do ser humano.

Francisco descreve, então, em sua Mensagem que "O Dia Mundial dos Pobres pretende ser uma pequena resposta que, de toda a Igreja, dispersa por todo o mundo, é dirigida aos pobres de todos os tipos e de todas as terras para que não pensem que o seu grito tenha caído no vazio.

Provavelmente, é como uma gota de água no deserto da pobreza; e, contudo, pode ser um sinal de partilha para com os que estão em necessidade, para sentirem a presença ativa de um irmão e de uma irmã".

Libertar

O pobre da Bíblia vive com a certeza que Deus intervém a seu favor para lhe restituir a dignidade.

A pobreza não é procurada, mas é criada pelo egoísmo, pela soberba, pela avidez e pela injustiça. E estes são males tão antigos como o homem.

Mas, mesmo assim continuam a ser pecados que implicam tantos inocentes, conduzindo a consequências sociais dramáticas.
Francisco cita a falta de meios elementares de subsistência, a marginalidade, as diversas formas de escravidão social apesar dos progressos levados a cabo pela humanidade...

E é aqui que entra o verbo "libertar".

"Quantos pobres, como Bartimeu, estão hoje à beira da estrada e procuram um sentido para a sua condição! ", escreve Francisco.

Habilitados para reconhecer a presença de Deus...

Então, o Papa Francisco denuncia em sua Mensagem a aversão aos pobres, considerados não apenas como pessoas indigentes, mas também como gente que traz insegurança, instabilidade e desorientação.

Enquanto, na verdade, afirma Francisco, os pobres são os primeiros a estar habilitados para reconhecer a presença de Deus e para dar testemunho da sua proximidade na vida deles.

Um dia de alegria

Francisco manifesta o desejo de que este Dia seja celebrado com a marca da alegria pela redescoberta capacidade de estar juntos:

"Rezar juntos em comunidade e partilhar a refeição no dia de domingo. Uma experiência que nos leva de volta à primeira comunidade cristã."

O Evangelho é belo

É de esperança a palavra com a qual Francisco conclui sua mensagem:

"Muitas vezes, são os pobres que colocam em crise a nossa indiferença, filha de uma visão da vida demasiado imanente e ligada ao presente. (...) É na medida em que somos capazes de discernir o verdadeiro bem que nos tornamos ricos diante de Deus e sábios diante de nós mesmos e dos outros. É na medida em que se consegue dar um sentido justo e verdadeiro à riqueza, cresce-se em humanidade e torna-se capazes de partilha".

As palavras finais do Pontífice vem em forma de um convite para que toda a Igreja a viva este Dia Mundial como um momento privilegiado de nova evangelização.

"Os pobres evangelizam-nos, ajudando-nos a descobrir cada dia a beleza do Evangelho. Não deixemos cair no vazio esta oportunidade de graça. " (JSG)

(Da Redação Gaudium Press, com informações Vatican News)

14 junho, 2018

Que não nos roube a nossa alegria e esportividade

"Que esta importante manifestação esportiva possa se tornar uma ocasião de encontro, de diálogo e de fraternidade entre culturas e religiões diversas, favorecendo a solidariedade e a paz entre as nações".
Papa Francisco

Hoje começa a Copa Mundial de Futebol



Hoje começa a Copa Mundial de Futebol. 
Sei que na vida diária nos dá a impressão de não termos muito do que nos alegrar em nosso País.
Situações vergonhosas e tristes. Todavia, a nossa alegria e esportividade não nos podem roubar. 
O torcer pela nossa seleção não estamos torcendo pelos milhões que ganham os jogadores, nem os queremos tornar heróis. 
Até porque nossos verdadeiros heróis não ganham milhões e nem são muito conhecidos. 
Então, não esquecendo nossas lutas por um Brasil melhor e mais justo, deixemos que a esportividade e nossa alegria faça parte de nossos encontros fraternos estes dias. Abraço a todos.


Pe. Francisco Gecivan Garcia

13 junho, 2018

Doação de sangue: mais que um ato solidário é uma necessidade que salva vidas



Doação de sangue: mais que um ato solidário é uma necessidade que salva vidas

A cada dois segundos, um indivíduo em algum hospital do país precisa de uma transfusão de sangue para viver. “Por medo, ignorância e até mesmo desinformação, apenas 1,9% da população doa sangue anualmente no Brasil. Mesmo com todas as tecnologias e materiais hiper seguros ainda se mantém o medo de adquirir alguma doença”, destaca o coordenador nacional da Pastoral da Saúde, Alex Gomes da Motta.

A importância da doação regular de sangue, a sensibilização de novos voluntários e dos já existentes doadores é uma meta constante dos hemocentros em todo o país que lutam para manter os estoques de sangue abastecidos.

A tarefa não é fácil. Por isso, a importância de campanhas de conscientização como o Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado nesta quinta-feira, 14 de junho e que este ano tem como tema “Seja solidário. Doe sangue. Compartilhe vida”. As transfusões de sangue e de seus componentes ajudam a salvar milhões de vidas todos os anos.

“A Doação de sangue é um ato de cidadania e solidariedade ao sensibilizar a comunidade sobre a importância do sangue e da necessidade de tornar o doador fidelizado, e para construir a cultura da doação de sangue é necessária uma educação continuada da população”, ressalta Alex Motta.

O coordenador Nacional da Pastoral acrescenta ainda que os agentes da Pastoral devem aproveitar todas as oportunidades para divulgar a importância e necessidade da doação de sangue, criando ou utilizando o espaço disponível como: escola; empresas; igrejas; hospitais, etc.

Este ano, na campanha para o Dia Mundial do Doador de Sangue a Organização Pan-Americana da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) agradece o compromisso dos doadores voluntários e busca conscientizar o público em geral sobre a necessidade de mais doações voluntárias regulares para garantir a qualidade, a segurança e a disponibilidade do sangue e seus derivados.

“O doador tem a total consciência que está contribuindo para salvar uma vida. Diante desse gesto a Pastoral da Saúde em todo o Brasil vem conscientizando os agentes para serem multiplicadores desse ato em suas comunidades”.

Dados do Ministério da Saúde mostram que no Brasil, são feitas cerca de 3,4 milhões de doações de sangue por ano. Dados de 2016 indicam que 1,6% da população brasileira – 16 a cada mil habitantes – doa sangue. Embora o percentual fique dentro dos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) – de pelo menos 1% da população – o Ministério da Saúde tem se esforçado para aumentar a taxa.

Pensando nisso, a Pastoral da Saúde Nacional em parceria com a Pastoral da Saúde de diversas Arquidioceses e Dioceses, realiza uma ampla campanha de doação de sangue intitulada Abril Solidário. A campanha que carrega em seu lema “Solidariedade tá na veia”, tem o objetivo de exercitar e incentivar as pessoas ao hábito da doação de sangue.

As transfusões têm uma função vital no atendimento materno-infantil, na gravidez e na resposta de emergência no caso de desastres naturais ou causados pelos seres humanos.

De acordo com a Pastoral da Saúde, a doação de sangue é, ainda hoje, um problema de interesse mundial; pois não há uma substância que possa, em sua totalidade, substituir o tecido sanguíneo. Os Hemocentros têm dificuldades em manter o estoque de sangue para atender às necessidades específicas e emergenciais, colocando em risco a saúde e a vida da população.

“As estatísticas mundiais mostram que as doações sangue não acompanham o aumento de transfusões. Muitos países enfrentam dificuldades em suprir a demanda de sangue e hemocomponentes, principalmente, aqueles em que há uma política proibitiva em relação à comercialização do sangue, assim como o Brasil”, diz o coordenador nacional.

O Dia Mundial do Doador de Sangue 2018 será celebrado com um evento em Atenas, na Grécia e na Região das Américas, a República Dominicana sediará o evento.


Fonte: CNBB

Jovens sejam famintos da vida autêntica


12 junho, 2018

O cristão deve ser sal e luz aos outros


“Fui sal hoje? 
"Fui luz hoje?” 

O cristão deve ser sal e luz aos outros 

Para o Papa o  maior testemunho do cristão é dar a vida como fez Jesus, e para ele, isto é, o martírio. 

Mas olha que lindo, Francisco no ensina que existe “o simples testemunho habitual”, de todos os dias, desde o amanhecer quando se acorda, e termia à noite, ao dormir.

É preciso ser Sal e Luz, afirmou o papa, “Parece pouco”, mas o Senhor “com pouco faz milagres, faz maravilhas”. Aí a importância de ser ter atitude de “humildade”, que consiste em tentar ser somente sal e luz:

Sal para os outros, luz para os outros, porque o sal não dá sabor a si mesmo, sempre a serviço. A luz não ilumina si mesma, sempre a serviço. Sal para os outros. Pouco sal que ajuda nas refeições, mas pouco. No supermercado, o sal não é vendido em toneladas, não… Pequenos pacotes; é suficiente. E depois, o sal não se orgulha de si mesmo porque não está a serviço de si mesmo. Está sempre ali para ajudar os outros: ajudar a preservar as coisas, a dar sabor às coisas. Simples testemunho.

Nenhum mérito, afirmou Francisco, ser cristão de todos os dias significa ser luz “para as pessoas, para ajudar nas horas de escuridão”:

O Senhor nos diz assim: “Você é sal, você é luz”- “Ah, verdade! Senhor, é assim. Vou atrair tantas pessoas para a igreja e farei…” – “Não, você vai fazer de modo que os outros vejam e glorifiquem o Pai. E não será atribuído a você nenhum mérito. Quando comemos não dizemos: “Ah, bom o sal!”, Não!: “Bom o macarrão, boa a carne, boa …”. Não dizemos: “Que bom o sal”. À noite, quando vamos para casa, não dizemos: “Que boa a luz”, não. Ignoramos a luz, mas vivemos com aquela luz que ilumina. Esta é uma dimensão que faz com que nós cristãos sejamos anônimos na vida.

“Não somos protagonistas dos nossos méritos”,  não é preciso fazer como o fariseu, que agradece ao Senhor pensando ser santo:

Continuando o papa nos enriquece dizendo que uma bela oração para todos nós, no final do dia, seria se perguntar: “Fui sal hoje? Fui luz hoje?”. Esta é a santidade de todos os dias. Que o Senhor nos ajude a entender isso.

Oração


"Senhor, que eu não encontre desculpa para não dar com generosidade. Infunde no meu coração o teu Espírito Santo para saiba gastar o meu tempo, o que tenho e o que sou, em favor dos irmãos, particularmente dos mais fracos e carenciados. Que não olhe demasiadamente para os meus limites, e tenha sempre esperança. Dá-me a graça de dar o pouco que tenho, para que se possa prolongar em mim a tua generosidade. Assim serei realmente feliz, porque Tu mesmo disseste que há maior alegria em dar do que em receber. Amém."

Fonte: Dehonianos