30 junho, 2013

O contragolpe de Dilma

Em todo caso, seja qual for a decisão tomada, o Brasil, que evita reprimir as manifestações e que aceita discutir soluções com os manifestantes, dá uma grande prova de democracia para o mundo. Mesmo a Europa não tem esse jogo de cintura com os manifestantes.

Fonte: http://www.diretodaredacao.com/noticia/o-contragolpe-de-dilma#.UdBTuzTsVFE.facebook

Berna (Suiça) - Estava tudo preparado – mais alguns dias de agitação e, no 1 de julho, com a greve nacional, um pilantra acionaria o Supremo Tribunal Federal argumentando que diante da confusão reinante, das perdas do Brasil com a depreciação do real diante das outras moedas e da impossibilidade de se governar só havia uma solução – o impeachment da presidenta.
Joaquim Barbosa faria um sorriso de envaidecido, já sonhando com a faixa presidencial, e daria provimento imediato à demanda. E o STF que, no caso Battisti, queria mas não pôde enquadrar o ex-presidente Lula, assumiria o controle político do país, retirando Dilma do poder.
Para garantir o golpe, legal como foi o do Paraguai, haveria a rede da grande mídia, com a Globo caprichando nos closes dos ministros togados favoráveis ao impeachment.
E a Veja lançaria a capa sacralizando o golpe – o “STFcassa (ou caça ?) Dilma”. Em letras grandes, as primeiras medidas a serem tomadas por quem assumisse o poder – acabar com as bolsas escola e família, abrogar a lei em defesa das domésticas, privatizar a Petrobrás, acabar com as cotas universitárias em favor de negros e índios, privatizar o ensino e a saúde, acabar com a maioria dos ministérios e secretarias de governo dentro de um plano neoliberal de reduzir o Estado ao mínimo e abrindo nossas fronteiras a todo e qualquer capital estrangeiro, numa espécie de suk ou mercado livre de nossas riquezas.
Só que Dilma foi rápida na reação, impedindo que as manifestações iniciadas com justos protestos contra o aumento de passagens de transportes públicos, acabassem sendo recuperadas por setores menos interessados pelo povo e mais por assumir o poder, a fim de reverter todas as conquistas sociais dos últimos anos.
Muitos dos reclamos dos manifestantes correspondiam às necessidades da população e constituíam falhas cometidas pelo governo, no afã de construir uma base governável. Feita a autocrítica, tomada a palmada na bunda, era preciso, e logo, garantir terem sido ouvidos os protestos.
O plebiscito por uma assembléia constituinte evita que fique com o STF a decisão sobre quem governa, e restitui ao povo sua soberania. É um sabor de democracia participativa ou de democracia direta, que os suíços utilizam com frequência.
O povo nas ruas fez uma série de reivindicações que serão catalogadas para se transformarem em lei por uma assembléia constituinte.
É verdade que, depois do encontro da presidenta Dilma com a direção da OAB, surgiram dúvidas no Planalto, se o caminho a seguir é realmente o de se convocar uma Constituinte, capaz de mudar a Constituição, dentro do projeto de Reformas políticas.
O ideal seria a presidenta Dilma não ceder à OAB, que embora tenha ações louváveis e de vanguarda em diversos setores, não deixa de ser o lobby do atual establishment jurídico brasileiro, cujo emaranhado dificulta o combate à corrupção no Brasil. Principalmente quando Dilma diz querer tornar a corrupção num crime hediondo.
Como aplicar uma Reforma política sem uma Constituinte ? Tão logo seja submetido o plebiscito ao povo e aceito, o governo Dilma deveria convocar a assembléia. Como nosso regime presidencialista não permite a dissolução do parlamento, a Constituinte se faria com os atuais parlamentares. Haveria o risco de entraves e mesmo de algumas leis serem desvirtuadas, mas esse é o risco da democracia direta.
Mas não se pode esquecer que feitas as Reformas na atual Constituição, teriam de ser aprovadas num referendo submetido ao povo. Se as reformas aprovadas não corresponderem aos anseios populares, elas poderão ser rejeitadas.
Em todo caso, seja qual for a decisão tomada, o Brasil, que evita reprimir as manifestações e que aceita discutir soluções com os manifestantes, dá uma grande prova de democracia para o mundo. Mesmo a Europa não tem esse jogo de cintura com os manifestantes.

O melhor vídeo de motivação a liderança

28 junho, 2013

O espaço que a Igreja ocupa na vida das pessoas depende da qualidade do acolhimento e do testemunho

O espaço que a Igreja ocupa na vida das pessoas depende da qualidade do acolhimento e do testemunho.  Na correria do dia a dia movida pela sociedade,  um aparente esvaziamento espiritual e uma certa condição para a aceitação das realidades. Os dias atuais são marcados pelas muitas opções oferecidas pelo mundo, que são caminhos diversos trazendo inúmeros desafios: o individualismo, o fechamento em sim mesma,  maneira de pensar, de agir, inversão de valores, incluindo a religiosidade.

Jesus usava a pedagogia do acolhimento. Aacolher bem as pessoas é uma forma de se viver a própria fé e realizar com eficácia a missão que Jesus nos confiou. O acolhimento é um elemento integrante da evangelização, gera relações fraternas, despertando um desejo de viver, estar bem e de se inserir. Fiéis bem acolhidos são mais dispostos ao seguimento de Jesus Cristo, e a acolhida gera outras acolhidas.

Humberto critica interferência da Prefeitura na CPI do Transporte Coletivo

27 junho, 2013

Lula assume papel decisivo na organização das manifestações em todo o país

Ex-presidente da República e um dos principais atores políticos da esquerda brasileira, Luiz Inácio Lula da Silva assume, definitivamente, o seu papel de liderança nos movimentos sociais que tomaram as ruas do país...continue lendo...

A passeata é contra você, sabia?

Fonte: Adital


O brasileiro se levantou contra toda essa corrupção e violência. Um senso de indignação generalizado, de já ter tolerado demais, apanhado demais.
Mas se você foi à manifestação e usa carteirinha de estudante para ter meia-entrada, mas não é estudante, você é parte do problema. Você não tem moral para reclamar da corrupção deste país. O nome disso é hipocrisia.
(Reclame mesmo assim, por favor, porque são dois problemas diferentes.)
Se você joga bituca de cigarro no chão, você trata a cidade como o seu lixo particular. Mas a cidade é de todo mundo. As ruas estão nojentas e a culpa é sua.
A manifestação é contra você.
Ah, você é ciclista, todo orgulhoso de ser sustentável, um carro a menos, menos trânsito e CO2. Você reclama da opressão do carro, mais forte, contra a bicicleta, o mais fraco. Mas você não para no sinal. Não respeita a faixa de pedestres. Você até anda na calçada, tornando-se o opressor do pedestre.
Não se iluda: a manifestação é contra você.
Você leva o cachorro para passear e não recolhe o cocô. Ninguém admite, mas o resultado está aí: nossas calçadas são um mar de merda. Calçada não é a privada do seu totó.
A manifestação é contra você.
Você joga papel no chão, e não faltam desculpas para não fazer o que é certo. Essa merda de prefeitura que não instala lixeiras, né? Ou, saída de estádio, você toma uma cerveja e joga a lata por aí. Ah, todo mundo estava jogando. Depois vem o cara limpar. A responsabilidade não é do Estado. É sua. E você, manifestante, não pode se esquivar a ela nos outros 364 dias da sua vida.
A manifestação é contra você.
Você não cumprimenta o porteiro. Você exagera horrivelmente no perfume e invade o nariz do outro. Você dirige bêbado. Você põe um escapamento superbarulhento na sua moto, que dá para ouvir a quarteirões de distância, incomoda todo mundo e compra um capacete que ajuda a isolar o som. Você obriga todo mundo do ônibus a ouvir a sua música. Você suborna o guarda ou qualquer outro serviço público. Ou ainda, você escreve textos como este, apontando o dedo contra delitos que já cometeu ou ainda comete, achando que dedo em riste exime você da responsabilidade.
Você é parte da violência. Você é parte da corrupção. Se você não mudar, o país não vai mudar. Mas não adianta todo mundo apenas demandar que "o poder” conserte as coisas. Quer mudar o país? Não esqueça de mudar a si mesmo, e pagar o preço da mudança, como um adulto.
Então, vai pra rua, que estava na hora. Mas não esquece: a manifestação é contra você.
[*Inspirado em um texto lindo e corajoso da Duda Buarque].

26 junho, 2013

Tudo começou pelo Movimento Passe Livre, mas a Globo logo passou a conduzir as manifestações

Ao ver o povo pelas ruas do Brasil reinvindicando mudanças, fico procurando respostas para minhas perguntas. Com o governo Lula e Dilma mais de 35 milhões sairam da pobreza. Conquistas democráticas profundas foram alcançadas, caracterizadas por uma significativa ampliação dos direitos e as oportunidades sociais, especialmente promovidos entre os setores mais pobres. A ascensão social a que milhares chegaram, não apenas emprego, mas em maior consumo, e em alguns casos contando com eletricidade e água pela primeira vez na vida. Decisão política tomada por Lula e Dilma de que as novas reservas marinhas, descobertas pela Petrobras, sejam asseguradas para a saúde e educação.  Agora vejo acontecer simultaneamente, o avanço e o protesto.

Essas conquistas/avanços  são conhecidas?
Será que faz necessário um Brasil mais justo, com novas políticas micro que possam ser percebidas todos os dias?

O que está acontecendo? Qual o alvo dos protestos?
A injustiça?
A corrupção?
O aumento dos 20 centavos no tranporte público?
Às péssimas condições do transporte, como por exemplo em São Paulo, onde as pessoas pobres gastam em média 3 horas por dia para ir e vir de seus empregos, apertadas, maltratadas, humilhadas, um transporte caro e ruim e do outro lado o gigantesco lucro empresarial?

Más, poderia estar acontecendo em cidade em que a esquerda recuperou o governo seis meses atrás? Poderia já ser alvo do protesto?

A copa do mundo? Esperou a maioria das obras estarem prontas para depois protestar?

O governo “Dilma”, atacado pela televisão, principalmente a Rede Globo que tem alcance nacional. Antes de conhecer o que seria as manifestações, a Globo concentrou na violência, ao perceber a grandiosidade do movimento pelas ruas os autores das violências passaram a serem apresentado pela Rede Globo, como cidadãs e cidadãos e logo em seguida priorizou a transmissão ao vivo das mobilizações.

Tudo começou pelo Movimento Passe Livre, mas a Globo logo passou a conduzir as manifestações.

Existe conhecimento de causa ou são pressupostos?
Politicamente essa situação gerada não é perigosa?
Como fica os membros e setores não corruptos da política?

Muitas são as reivindicações,  é bom se aproximar da realidade com humildade e em busca de pistas, por que pode ser que ninguém, antes, tinha clareza dos mesmos.

Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas



Em 1987 a ONU estabeleceu o dia 26 de junho como o Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas. Essa data é importante para refletir e agir.

Larissa precisa da ajuda de todos nós


Do site do Rigon
De Larissa Sayuri Yoshizawa, citada dias atrás pelo blog, em recado noFacebook:
Meus queridos, desculpem-me ser tão direta, mas estou em uma necessidade urgente e preciso de vocês. A situação é esta: iniciei meu tratamento de um tumor raro e agressivo em julho de 2012; desde então passei por várias fases do tratamento, entre elas três tratamentos quimioterápicos (três esquemas de medicações), porque a cada final de tratamento, percebeu-se que o efeito não foi o esperado. Assim, acabei de terminar essa terceira tentativa e o tumor não regrediu, mas pelo contrário, a doença continua a se desenvolver. Dessa forma, surgiu então a possibilidade de um exame individualizado que vai possibilitar uma determinação de qual quimioterápico será o mais eficaz para o meu caso em específico (será enviado material do meu caso para análise). Com isso, provavelmente haverá uma maior chance de eu me tratar com um medicamento que tenha um melhor resultado!
No entanto, o custo é muito elevado, e a urgência se dá pelo fato de que eles iniciam a análise só após o pagamento. O custo é, em dólares, de 6.700,00 U$ (a taxa de envio seria de R$ 1000,00, mas fomos isentos pelo Instituto que enviará). Assim, com o valor atual do dólar, o valor em reais é de: R$ 14.819,73.
Cada um pode ajudar de várias formas, cada um no que puder: ofertando qualquer quantia, compartilhando esta mensagem, falando com quem sabe que pode ajudar de alguma forma, orando.
Profundamente, muito obrigada por tudo até aqui. Este é um dos momentos mais tensos do tratamento e estou enviando esta mensagem porque realmente preciso de todos vocês.
*quem quiser confirmação formal do valor envie-me seu e-mail inbox que lhe encaminho o e-mail recebido do Instituto Avanços em Medicina que contém em anexo os detalhes. O laboratório que fará a análise é: http://www.carislifesciences.com/
*a conta para depósito:
LARISSA SAYURI YOSHIZAWA
BRADESCO
CONTA POUPANÇA: 1001777-7
AGÊNCIA: 1440
CPF: 083.060.339-57

Integrantes da CPI do Transporte Coletivo da cidade de Maringá


Integrantes da CPI do Transporte coletivo:  Ideval de Oliveira (PMN), Humberto Henrique (PT), Luciano Brito (PSB), Márcia Socreppa (PSDB) e Chico Caiana (PTB) – cuja mão “desapareceu”

Foto Marquinhos Oliveira/CMM. 
Publicada no Maringá Manchete:

Vereador Humberto Henrique (PT) eleito relator da Comissão Parlamentar de Inquérito do Transporte Coletivo

O vereador Luciano Brito (PSB), vice-presidente do Legislativo, foi eleito presidente e o vereador Humberto Henrique (PT) relator da Comissão Parlamentar de Inquérito do Transporte Coletivo na tarde desta quarta-feira. A sessão foi inicialmente presidida pelo vereador Ulisses Maia (PP), presidente do Legislativo, que instalou oficialmente a CPI. Brito e Henrique foram eleitos com cinco votos cada. Os integrantes da CPI decidiram que as reuniões serão realizadas às segundas-feiras, às 15h, no Plenário Vereador Ulisses Bruder e serão abertas à comunidade. Márcia Socreppa (PSDB) falou da satisfação de participar da CPI e ressaltou a busca pelo bem de toda a comunidade. Chico Caiana (PTB) disse que o trabalho será árduo e que o principal objetivo é oferecer à população um transporte com preço justo e qualidade. Capitão Ideval (PMN) destacou a satisfação e alegria de fazer parte de uma CPI que não medirá esforços para beneficiar a população. Humberto Henrique (PT) explicou que a CPI irá analisar os custos que compõem a tarifa e para isso serão necessários vários documentos tanto da prefeitura como da empresa Transporte Coletivo Cidade Canção, que opera o serviço, para que se possa analisar se há irregularidades. Luciano Brito (PSB), na função de presidente, solicitou que tanto a prefeitura como a concessionária sejam informadas da instalação da CPI e também apresentou requerimento, que foi aprovado pelos vereadores, pedindo o envio de vários documentos. Os vereadores Mário Verri (PT), Carlos Mariucci (PT) e Luiz Pereira (PTC) acompanharam a reunião. Além dos vereadores cerca de 20 pessoas, lideranças dos movimentos, assistiram ao início dos trabalhos da CPI. (Assessoria CMM)

25 junho, 2013

Comitê CONTRA a Redução da Maioridade Penal

É muito bom e gratificante perceber que uma grande parcela da população brasileira está atenta ao que acontece com o país, que a rua voltou a ser lugar de pautar a política em nosso país, mas nós que nunca estivemos deitados em berço esplêndido temos uma tarefa para terminar: o combate à Redução da Maioridade Penal.
O Comitê CONTRA a Redução da Maioridade Penal lhe convida para mais uma atividade, a pauta principal é a criação de uma agenda de eventos e ações que desenvolverão com a finalidade de esclarecer a população de Maringá sobre a posição deste Comitê.
“ A Redução da Maioridade Penal é uma pauta estratégica para o desenvolvimento da sociedade brasileira, mas somente aqueles que não se preocupam com o desenvolvimento humano, são favoráveis a Redução da Maioridade Penal.”

Comitê CONTRA a Redução da Maioridade Penal
Dia 26 de junho, às 19:30 horas
PUC Maringá, campus do Novo Centro

Compõe o Comitê: ARAS/Cáritas, Centro Educacional Marista, Centro de Referência Socio-educativo, Conselho Tutelar Zona Norte, Conselho tutelar ZOna Sul, CUT, Fórum DCA, Grêmio Estudantil IEEM, JPT, MNDH-PR, Ministério Público, PCA-UEM, PJ, UJS e UMES.

Curso gratuito: Técnico em Farmácia - inscrições terminam nesta sexta feira


4º Encontrão Arquidiocesano das CEBs _ Arquidiocese de Maringá

24 junho, 2013

A mídia comanda o boca a boca digital - governo e partidos estão fora

A MÍDIA COMANDA O BOCA A BOCA DIGITAL. GOVERNO E PARTIDOS ESTÃO FORA.

‘Há, nesse momento, uma direção política, sim, conduzindo os protestos. E essa condução é dada pela grande mídia. Foi ela quem "capturou" a agenda e fez transitar a pauta principal dos protestos da luta pela redução das passagens à luta abstrata contra a corrupção. A ação política da mídia lançou nas bocas - e nos cartazes - dos manifestantes a PEC 37, cujo conteúdo quase ninguém conhecia até poucos dias. E não há motivos para ilusões: trata-se de um processo organizado. (...) movimentos e organizações que estavam na origem dos atos já identificaram, inclusive, a criação de ‘eventos' no facebook em seus nomes por pessoas completamente estranhas à suas estruturas. Os telejornais selecionam em suas edições cartazes e depoimentos que se referem, exclusivamente, ao tema da corrupção. Uma pesquisa realizada pela Universidade Oxford e publicada no "Scientific Reports", em 2011, analisou os mecanismos por trás das mobilizações políticas realizadas nas redes sociais. A  pesquisa observou que as pessoas recebiam uma quantidade enorme de mensagens, num curto espaço de tempo, gerando uma sensação de urgência, que as levava a aderir aos atos de forma explosiva, num movimento em cascata. É um verdadeiro boca a boca digital. A aprovação dos atos está se contagiando rapidamente (pesquisas já indicam quase 90% de apoio) e a experiência de aprovação de um contagia outros com uma velocidade impressionante. Estima-se que a cada minuto 600 pessoas tenham sido convidadas para o ato em São Paulo na última semana. E o problema é que a mídia é quem está compartilhando e canalizando o sentimento das pessoas. Governos e partidos não,'  (Vinicius Wu; secretário geral do RS e coordenador do Gabinete Digital).

(Carta Maior;2ª feira,24/06/2013)

A tarefa mais urgente: conversar sobre o Brasil


Fonte: Carta Maior

A democracia deve ser exercida ali onde está o poder.

Não há nada mais precioso na vida de uma Nação do que o momento em que o poder se define nas ruas.

Assegurar que ele seja um poder democrático é a tarefa mais urgente no Brasil nesse momento. 

As forças progressistas, preocupadas com os rumos das legítimas manifestações de massa em todo o país, tem uma tarefa simples, prática, urgente e incontornável.

Reunir-se em todos os fóruns possíveis para exercer a democracia dando-lhe um conteúdo propositivo.

Conversar sobre o Brasil. 

Entender o momento vivido pelo Brasil. 

Formular e reforçar linhas de passagem entre o país que já temos e aquele que queremos ter.

Que temos o direito de ter.

Não há tarefa mais importante na luta pelo desenvolvimento do que criar valores. 

Não propriamente aqueles negociados em Bolsa.

Mas valores que coloquem a economia e os recursos a serviço da sociedade. 

Como bem disse a Presidenta Dilma em seu discurso de 6ª feira, ‘Precisamos oxigenar o nosso sistema político. É a cidadania , e não o poder econômico, quem deve ser ouvido em primeiro lugar". 

É crucial dar organicidade a esse princípio.

Os valores que vão ordenar a travessia para o novo ciclo de desenvolvimento estão sendo sedimentados nos dias que correm.

As forças progressistas devem participar ativamente da carpintaria dessa moldura histórica.

Como?

Organizando-se para ir às ruas.

Reunindo-se previamente para conversar sobre o Brasil.


Em núcleos de base dos partidos, nos diretórios, sindicatos, associações de moradores, nos locais de trabalho, nos círculos de vizinhança, nas escolas, nos condomínios, com a turma do futebol ou a do facebook.


Fóruns já existentes, mas enferrujados, devem ser ativados; outros novos precisam ser criados.

O anseio por mais democracia revelado nos últimos dias não pode ser desperdiçado.

Não deve ser sufocado. 

Nem desvirtuado. 

Quem entorpece o discernimento social tangendo justas aspirações para o terreno pantanoso do apartidarismo totalitário, conspira contra a democracia, falando em nome dela.

A mobilização progressista exige referencias aglutinadoras.

Elas estão igualmente em curso.

Nos últimos dias, em diferentes pontos do país, os encontros se multiplicam.

Na 6ª feira, por exemplo, cerca de 800 pessoas, representando 80 entidades reuniram-se no Sindicato dos Químicos em São Paulo, à convite do MST.

Em pauta: mobilizar um milhão de pessoas em São Paulo, em defesa de um Brasil onde a democracia participativa paute o destino da sociedade e o futuro da economia.

Neste sábado, na Casa da Cidade, em SP, mais de 200 intelectuais, sindicalistas, integrantes do PSOL,PSTU, PT etc reuniram-se com o mesmo espírito.

São apenas dois exemplos. E eles não podem ser mais que dois, entre centenas, nos próximos dias.

23 junho, 2013

Oito dicas pra não pagar mico em tempos de Manifestações:

Do facebook


Copiei de Paulo Vitor 

Oito dicas pra não pagar mico em tempos de Manifestações:

1- Não compartilhe o vídeo dos atores da Globo contra Belo Monte. Esse vídeo de 2011 está cheio de informações falsas. Inclusive alguns atores que gravaram o vídeo se arrependeram depois de descobrir que o que eles disseram não era bem assim.

2- Não diga que foram gastos 30 bilhões em estádios. Na verdade, foram gastos 7 bilhões, que é coisa pra caramba. Desses 7 bilhões, grande parte é emprestado pelo governo federal, mas a maior fatia será paga pela iniciativa privada. Os outros 23 bilhões foram investimentos em infraestrutura, transporte e aeroportos. Inclusive, o investimento em transporte é uma das reivindicações dos protestos.

3- Nunca peça pro governo gastar com saúde o mesmo que se gastou com estádio de futebol. Nos 7 anos de preparação para a Copa, foram gastos aproximadamente 7 bilhões com estádios. Neste mesmo período, foram gastos mais de 500 bilhões com saúde. Então se vc fizer isso, na prática vc ta pedindo pra reduzir consideravelmente os gastos com saúde. Gastos com saúde nunca são demais. Então cuidado pra não pedir a coisa errada.

4- Não peça um presidente pra garantir que algum político seja preso. Isso é papel do poder Judiciário. O manifesto deve ser endereçado a este poder.

5- Não peça um presidente pra impedir a votação de uma lei ou PEC. Isso é prerrogativa do Congresso. O manifesto deve ser endereçado aos parlamentares.

6- Não peça um presidente pra cassar o mandato de algum deputado ou senador. Isso é papel das casas legislativas. Está escrito no artigo 55 da Constituição Federal.

7- Nunca peça pra fechar o Congresso e acabar com os partidos. O último presidente que fez isso foi um Marechal. Tal ato aconteceu em 1968 e foi nada menos do que o temido AI-5 da ditadura.

8- Não compartilhe aquelas informações falsas sobre o auxílio reclusão. O auxílio reclusão é um benefício pago à família do detento que contribuiu com o INSS, logo ele está recebendo um valor pelo qual já pagou anteriormente. O detento deve ser punido, não sua família.

Grupos de periferia se articulam em São Paulo para defender democracia e Dilma

Os participantes discutiram sobre a presença de grupos com símbolos associados ao nazismo e ao fascismo no ato da última quinta-feira, quando milhares de pessoas se reuniram na Avenida Paulista pedindo, entre outras pautas associadas ao conservadorismo, o fim dos partidos e dos governos. Para a frente periférica, isso, associado a palavras de ordem como “Fora Dilma”,  sinalizou a intenção desses grupos de usar formas não democráticas para atingir seus objetivos. No ato, bandeiras de legendas políticas e da Uneafro foram queimadas e militantes ficaram feridos.
Para a frente periférica, é preciso reafirmar os preceitos da esquerda e formular uma pauta de reivindicações unificada e objetiva que contemple as demandas das regiões mais pobres da cidade, além de não permitir que grupos de direita usem a população como massa de manobra.
“Não é uma luta qualquer. É luta de classes. A gente fala tanta coisa, escreve tanta coisa. Tanta gente cita o Che Guevara, agora o Mariguella. Chegou o dia”, avaliou. Vaz acredita que o fortalecimento do conservadorismo afeta diretamente a periferia. “Normalmente sobra para a gente. Mas as balas aqui não vão ser de borracha”, afirmou. Leia na íntegra

21 junho, 2013

Pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff

Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, a presidenta república, Dilma Rousseff, falou há pouco à nação sobre as manifestações que ocorrem em todo o país. "Os manifestantes têm o direito e a liberdade de questionar e criticar tudo, de propor e exigir mudanças, de lutar por mais qualidade de vida, de defender com paixão suas ideias e propostas, mas precisam fazer isso de forma pacífica e ordeira", assegurou. 
Confira a íntegra do discurso:

Foi por justiça

Foi por justiça que a bancada do Partido dos Trabalhadores escolheu o vereador Humberto Henrique para compor a comissão parlamentar de inquérito (CPI), que vai investigar a concessão do serviço público de transporte coletivo da cidade de Maringá no Paraná. A forma como o Humberto vem atuando em todos os momentos e situações e sua luta incansável a mais de oito anos por essa CPI, não poderia ser diferente. Que o "gigante" não adormeça nem antes e nem depois da CPI.

Que o “gigante” que por tanto tempo dormiu e que bom que acordou não volte a adormecer

Que o “gigante” que por tanto tempo dormiu e que bom que acordou não volte a adormecer e siga o exemplo, o testemunho incansável de mulheres e homens de todas as idades, que por tantas vezes pelas praças, ruas, becos,..., por todos os cantos gritavam e gritam por justiça no campo e na cidade e foram e são incompreendidos e rejeitados, mas estão aí, não abandonaram e não abandonam a luta. Mas é preciso ficar atento, manifestações tem uma força enorme, mas não têm como fazer todos os dias. A partilha dos deveres no dia a dia é transformadora, mobiliza muito mais.






Os bispos manifestam "solidariedade e apoio às manifestações, desde que pacíficas, que têm levado às ruas gente de todas as idades, sobretudo os jovens"

Leia a Nota:
Ouvir o clamor que vem das ruas
Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília de 19 a 21 de junho, declaramos nossa solidariedade e apoio às manifestações, desde que pacíficas, que têm levado às ruas gente de todas as idades, sobretudo os jovens. Trata-se de um fenômeno que envolve o povo brasileiro e o desperta para uma nova consciência. Requerem atenção e discernimento a fim de que se identifiquem seus valores e limites, sempre em vista à construção da sociedade justa e fraterna que almejamos.
Nascidas de maneira livre e espontânea a partir das redes sociais, as mobilizações questionam a todos nós e atestam que não é possível mais viver num país com tanta desigualdade. Sustentam-se na justa e necessária reivindicação de políticas públicas para todos. Gritam contra a corrupção, a impunidade e a falta de transparência na gestão pública. Denunciam a violência contra a juventude. São, ao mesmo tempo, testemunho de que a solução dos problemas por que passa o povo brasileiro só será possível com participação de todos. Fazem, assim, renascer a esperança quando gritam: “O Gigante acordou!”
Numa sociedade em que as pessoas têm o seu direito negado sobre a condução da própria vida, a presença do povo nas ruas testemunha que é na prática de valores como a solidariedade e o serviço gratuito ao outro que encontramos o sentido do existir. A indiferença e o conformismo levam as pessoas, especialmente os jovens, a desistirem da vida e se constituem em obstáculo à transformação das estruturas que ferem de morte a dignidade humana. As manifestações destes dias mostram que os brasileiros não estão dormindo em “berço esplêndido”.
O direito democrático a manifestações como estas deve ser sempre garantido pelo Estado. De todos espera-se o respeito à paz e à ordem. Nada justifica a violência, a destruição do patrimônio público e privado, o desrespeito e a agressão a pessoas e instituições, o cerceamento à liberdade de ir e vir, de pensar e agir diferente, que devem ser repudiados com veemência. Quando isso ocorre, negam-se os valores inerentes às manifestações, instalando-se uma incoerência corrosiva que leva ao descrédito.
Sejam estas manifestações fortalecimento da participação popular nos destinos de nosso país e prenúncio de novos tempos para todos. Que o clamor do povo seja ouvido!
Sobre todos invocamos a proteção de Nossa Senhora Aparecida e a bênção de Deus, que é justo e santo.
Brasília, 21 de junho de 2013
Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB
Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís
Vice-presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

Não poderia ter escolha melhor

Humberto Henrique é o vereador escolhido pela bancada do Partido dos Trabalhadores para compor a comissão parlamentar de inquérito (CPI) que vai investigar a concessão do serviço público de transporte coletivo da cidade de Maringá no Paraná. Serão cinco vereadores que irão compor a comissão.
Atendendo o clamor que veio da rua, pela gigantesca manifestação popular, a comissão deverá respeitar a proporcionalidade das legendas que compõem a atual legislatura. Após o início dos trabalhos, a CPI terá 90 dias para fazer as investigações. Se necessário, o prazo poderá ser prorrogado.

Que o protesto se estenda até a alta taxa de esgoto cobrada pela Sanepar

Do site do Rigon
Leitor-cidadão maringaense aproveita a deixa e sugere que, além do transporte coletivo, o protesto se estenda até a alta taxa de esgoto cobrada pela Sanepar. “Eu me sinto lesado. São 80% sobre a taxa da água, isso é um absurdo. O outro é termos que pagar o consumo que eles exigem, de 10 mil litros. Eu gasto 5 mil litros e tenho que pagar por 10 mil. Vamos juntos brigar por mais nossos direitos vamos por a boca no trobone. Vamos lutar por um Brasil mais digno”.
Já o ex-vereador Adorno Reis defende que se proteste nas ruas contra o preço cobrado em alguns trechos de pedágio que pouco oferecem em troca, caso, sustenta, de Maringá-Paranavaí. Ele defende o valor de R$ 2,00.

20 junho, 2013

Para refletir


Vereadores de Maringá sobre pressão popular aprovam CPI do Transporte Coletivo

Hoje, na sessão ordinária itinerante da Câmara de Vereadores da cidade de Maringá, realizado na Paróquia Santo Antonio, sobre pressão popular, por unanimidade os vereadores aprovam a CPI do Transporte Coletivo.

Parabéns dom Anuar Battisti pelos 15 anos de ordenação episcopal


Que o nosso Deus amigo e companheiro, o abençoe, para que possa com bispo ser sinal de esperança e de amor, amando a nós e sendo amado por nós.

19 junho, 2013

Não é verdade que a passagem baixou em Maringá

Do site do Rigon
…que a passagem baixou em Maringá. Ao contrário do que está sendo divulgado, a passagem, no cartão, subiu de R$ 2,50 para R$ 2,55, apesar de todas as isenções concedidas pelos governos estadual e federal, e do ISS. Em dois anos teve um aumento de superior à inflação, subindo de R$ 2,20 para os atuais R$ 2,55. Considerando que o Rio e São Paulo voltaram ao preço anterior, em Maringá pode baixar, tranquilamente, para os anteriores R$ 2,50, sem prejuízo da integração meia boca com Paiçandu e Sarandi. Esta é a verdade. Vamos negociar com o prefeito.
Akino Maringá, colaborador

Corte de impostos federais permite queda de até 7,23% na tarifa de ônibus

 O governo federal fez neste ano e em 2012 uma redução de impostos das empresas de transporte coletivo que permite queda de até 7,23% no valor da tarifa de ônibus urbano. O corte de tributos anunciado pelo governo possibilita que os preços das passagens caiam em algumas grandes cidades ou tenham reajuste menor em outras localidades.
Em 31 de maio, o governo encaminhou ao Congresso Nacional a Medida Provisória nº 617, que isenta de PIS/Cofins os serviços de transporte coletivo rodoviário, metroviário e ferroviário. Segundo dados do Ministério da Fazenda, tal desoneração tem um impacto de 3,65% sobre o valor do faturamento das empresas. Isso quer dizer que deixou de incidir sobre o valor da passagem do transporte coletivo 3,65%.
Em 17 de agosto de 2012, a presidenta Dilma Rousseff sancionou o Projeto de Lei de Conversão 18/2012 (MP 563), desonerando a folha de pagamento das empresas de transporte coletivo rodoviário. A medida passou a vigorar a partir de janeiro de 2013. Agora, em 15 de julho de 2103, o governo enviou ao Congresso Nacional, através da MP 612, a desoneração da folha de pagamento para o transporte coletivo metroviário.
A redução de 20% sobre a folha de pagamento das empresas de transporte coletivo rodoviário equivale a 5,58% do faturamento. Subtraindo deste percentual o recolhimento de 2% de tributo sobre o faturamento das empresas, chega-se a um impacto de 3,58% de redução sobre as tarifas.
Confira o impacto da desoneração de impostos nas tarifas de ônibus urbano:
clique na imagem acima para visualizá-la em tamanho maio
Fonte: Ministério da Fazenda


É isso. Quem acha que no Brasil nunca houve lutas e movimentos sociais se engana. 
Não engula qualquer papinho.
Alguém lembra do massacre de Eldorado dos Carajás?! Muito poucos. E pq será? Pensem!
"O chamado massacre de Eldorado dos Carajás ocorreu durante o conflito de 17 de abril de 1996 em Eldorado dos Carajás, no sul do Pará. Dezenove sem-terra foram assassinados pela Polícia Militar. O confronto ocorreu quando 1.500 sem-terra que estavam acampados na região decidiram fazer uma marcha em protesto contra a demora da desapropriação de terras, principalmente as da Fazenda Macaxeira. A Polícia Militar foi encarregada de tirá-los do local, pois estavam obstruindo a rodovia PA-150, que liga Belém ao Sul do Pará. . .A ordem partiu do Secretário de Segurança do Pará, Paulo Sette Câmara, que declarou, depois do ocorrido, que autorizara "usar a força necessária, inclusive atirar". De acordo com os sem-terra ouvidos pela imprensa na época, os policiais chegaram jogando bombas de gás lacrimogêneo. Os sem-terra revidaram com paus e pedras. A polícia, então, partiu para uma ação mais violenta e atirou. 19 pessoas morreram na hora, outras duas morreram anos depois, vítimas das seqüelas e outras 67 ficaram feridas e mutiladas para o resto da vida. . .Segundo o legista Nélson Massini, que fez a perícia dos corpos, pelo menos 10 sem-terra foram executados. Sete lavradores foram mortos por instrumentos cortantes, como foices e facões."
fonte do texto: http://imagenshumanas.photoshelter.com/image/I0000AsFvaOL6c_M


Fonte: Facebook de Sílvio Cadena

PUCPR aplica provas do Vestibular de Inverno neste domingo

PUCPR aplica provas do Vestibular de Inverno neste domingo (23), das 14 às 18h
Portas de acesso aos prédios onde o exame será realizado fecham 20 minutos antes do início da aplicação, às 13h40
As provas do Vestibular de Inverno 2013 da PUCPR serão realizadas neste domingo, dia 23 de junho, das 14h às 18h, nos Câmpus Curitiba, Londrina, Maringá e Toledo. As portas de acesso aos prédios onde o exame será realizado fecham 20 minutos antes do início da aplicação, às 13h40. A Universidade recomenda que os candidatos cheguem aos locais de prova com uma hora de antecedência.
O cartão resposta e a redação devem ser preenchidos com caneta esferográfica de ponta grossa e tinta preta ou azul. Os vestibulandos deverão resolver 50 questões divididas nas seguintes disciplinas: História, Matemática, Biologia, Química, Filosofia, Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, Língua Estrangeira, Física e Geografia. Também deverão elaborar uma redação com no mínimo 20 e no máximo 25 linhas.

Sobre as agressões à militantes do PSTU durante a manifestação em Maringá.

Por Paulo Vidigal
Começo deixando claro que esse texto reflete uma opinião pessoal, o PSTU se posicionará sobre o ocorrido. Para quem não me conhece acho importante uma breve apresentação. Sou assalariado, pertenço à classe trabalhadora e na batalha desde os 13 anos de idade. Hoje, aos 40 anos acompanhados de alguns cabelos brancos e alguma experiência de vida, me permitem ousar essa reflexão.  
Primeiro: para aqueles que não sabem a manifestação que aconteceu ontem em Maringá foi sim organizada por partidos políticos e entidades. PT, PC do B, PSOL, PCB, PSTU, UNE, ANEL, sindicatos e entidades. Foram realizadas várias reuniões para que a manifestação acontecesse. Na última reunião ficou acordado, pelos organizadores, que aqueles que quisessem apresentar suas bandeiras assim poderiam fazê-lo.   
Ontem no início da manifestação assim que militantes do PSTU levantaram suas bandeiras foram rodeados por uma turba de “pseudo-manifestantes” (alguns  inclusive usando máscaras) e agredidos com violência e covardia.  No microfone, os organizadores mandavam que as bandeiras fossem enroladas. Ou seja, romperam com o que foi acordado na reunião de organização sobre a liberdade para expor bandeiras.
Acredito que os militantes do PSTU jamais permitiriam que um militante de outro partido, ou qualquer pessoa, fosse agredida simplesmente pelo fato de ter levantado sua bandeira. E ontem lamentavelmente a liberdade de manifestação e expressão não foi defendida pelos organizadores que tinham a obrigação política, moral e classista de defendê-la. Mas não o fizeram.
A reflexão é interessante: por que os meios de comunicação de massa tem feito campanha contra a participação dos partidos nas manifestações? Quem são os partidos de “pseudo-esquerda” que concordam com esse posicionamento? A quem isso favorece? À direita reacionária ou aos partidos de “pseudo esquerda”? Quem tem vergonha de levantar sua bandeira que não a levante. Esconder sua bandeira, aquilo que acredita, isso sim é oportunismo. Durante a semana nas redes sociais ameaçavam queimar nossas bandeiras. Oras, falar de política nas redes sociais sentado na poltrona e sob o anonimato é fácil. Ir para a rua e enfrentar governo, polícia e capangas como já fizemos, isso sim é militância e não oportunismo.
Hoje está sendo usada a expressão “o gigante acordou”.  O PSTU não estava dormindo. Prova disso é que está presente em lutas por todo país. Em Maringá não é diferente. Na greve de 31 dias dos municipais em 2006 durante a administração Silvio e Pupin, nas greves da UEM, nos movimentos sociais, de moradia, sindicais, contra discriminação e opressão de gênero.
Para mim, as mudanças ocorrem nas lutas travadas no dia a dia, numa militância efetiva em que o discurso seja refletido na prática e não se acovarde em defender quem quer que seja de uma agressão covarde e violenta.
           Por fim, repudio todo e qualquer tipo de restrição de liberdade e manifestação contra quem quer que seja. Lamento com profundo pesar a inércia das agremiações que faziam parte da organização da manifestação que foram omissos diante das agressões covardes de “pseudo manifestantes” contra o grupo de militantes do PSTU.   A história tratará de julgá-los. 

18 junho, 2013

É preciso ficar atento

Embora sabendo que as manifestações populares são uma “riqueza” muito grande, tem uma força enorme de transformação é preciso sempre ficar atento. Manifestações devem ter objetivos concretos e nunca as manifestações devem ser maior que os deveres, nunca devem ser maiores que a partilha dos deveres. A partilha dos deveres no dia a dia mobiliza muito mais.
É preciso ficar atento para não ser manipulado e para perceber se pessoas incansáveis na luta e no sonho de uma sociedade justa e fraterna, sem tanta corrupção e sujeiras não acabam sendo usadas por “grupos” que podem estar querendo impor uma idéia e não a transformação de uma sociedade contaminada pela sujeira política praticada por uma grande maioria.
Como bem disse o papa Francisco, trabalhar para o bem comum é um dever do cristão, por isso é preciso à partilha no dia a dia dos deveres, para não fazermos com Pilatos e lavar as mãos. É preciso no dia a dia envolver-se na política com o espírito evangélico.


Para refletir

Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros. (Che Guevara)

Protesto em Maringá - 18/06/2013

17 junho, 2013

CEBs acontecendo

A coordenação Arquidiocesana das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), da Arquidiocese de Maringá, realiza domingo, 23 de junho, encontro com as lideranças das CEBs da Região Pastoral Castelo Branco, às 14h00, na cidade de Presidente Castelo Branco.

14 junho, 2013

Papa Francisco: sempre surpreendendo!!

Prefeito esta mais preocupado com a empresa do que com o bem estar do cidadão maringaense

Conforme divulgado pela assessoria do Mandato Participativo do vereador Humberto Henrique (PT), o prefeito da cidade de Maringá-Pr,  veta prazo da isenção do ISS para a TCCC

“Novamente o prefeito desrespeita a Câmara Municipal e mostra que continua mais preocupado com a empresa do que com o bem estar do cidadão maringaense e a qualidade do serviço público de transporte coletivo”. A opinião é do vereador Humberto Henrique (PT) sobre o veto do prefeito à emenda que fixou em 12 meses a isenção do isenção total do imposto municipal sobre serviços, o ISS, para a empresa Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC).

A publicação da Lei complementar 947/2013 foi divulgada no final da tarde desta sexta-feira (14), no Órgão Oficial do Município. A matéria foi proposta pelo prefeito com a intenção de integrar o sistema de transporte com os municípios de Sarandi e Paiçandu. Segundo Humberto, a Câmara alterou o texto original para que ao final de um ano os vereadores possam avaliar se a isenção do imposto atendeu aos objetivos propostos.

“A prefeitura não nos apresentou uma planilha de custos para justificar o preço que a tarifa vai ficar com a integração. Segundo a TCCC, somente daqui um ano será possível ter estas informações. Este prazo de 12 meses, que foi proposto pelo vereador Edson Luiz (PMN), tem a finalidade de proteger o interesse público e permitir que a Câmara participe dos debates antes do reajuste da tarifa no próximo ano”, explica.

Com o veto, a discussão sobre o assunto continua e volta para a Câmara. Caberá aos vereadores a decisão final. Nos próximos dias eles votarão se aceitam ou se rejeitam a manifestação do prefeito, que não concorda com o prazo de 12 meses para a isenção do imposto que beneficia a TCCC.

A renúncia do ISS vai custar aos maringaenses R$ 2 milhões por ano. O valor, segundo a prefeitura, será utilizado para custear um desconto de 50% na segunda passagem a ser paga pelo usuário no deslocamento entre as cidades.

13 junho, 2013

Espaço Nelson Verri realiza espetáculo de Jazz Dance

Com oito coreografias, a apresentação marca a formatura de duas bailarinas do grupo
Neste domingo, 16, às 19 horas, o grupo de Jazz Dance do Espaço Cultural Nelson Verri vai apresentar o espetáculo “De louco todo mundo tem um pouco” no Teatro Regional Calil Haddad. Coordenados pela professora Lígia Grossi, 15 bailarinos irão apresentar oito coreografias de modern jazz. O espetáculo também marca a formatura de duas alunas do grupo.

12 junho, 2013

PUCPR - Câmpus Maringá recebe executivo Jefferson Nogaroli

Evento faz parte do Business Profile que pretende compartilhar experiências de sucesso com alunos
No dia 20 de junho, das 19 às 20h, o Câmpus Maringá da PUCPR recebe o executivo Jefferson Nogaroli no evento Business Profile, um encontro que pretende estreitar os laços entre comunidade acadêmica e empresariado para partilha de experiências de sucesso. O evento é promovido pelo Núcleo de Empregabilidade e Oportunidade (NEO). 
Jefferson Nogaroli é empresário do setor de supermercados. Em 1988, assumiu a presidência da Associação Comercial e Industrial de Maringá (ACIM). Liderou o "Movimento Repensando Maringá", em defesa de um pensar planejado da cidade, o que deu origem mais tarde ao Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá - CODEM. Empreendedor nato, Nogaroli foi idealizador de seis instituições.
É presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE/PR, do Conselho Superior da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), presidente do Sicoob Sul - Cooperativa de Crédito dos Empresários da Grande Curitiba e presidente do Conselho de Administração da Central das Cooperativas de Crédito do Estado do Paraná - Sicoob Central Paraná.
O evento Business Profile traz exemplos concretos de êxito empreendedor. A palestra acontece no auditório Dom Murilo Krieger.
Serviço:
Business Profile Jefferson Nogaroli
Data: 20 de junho, das 19 às 20h
Local: Auditório Dom Murilo Krieger (Câmpus Maringá)
Entrada gratuita