30 setembro, 2012

O Ano da Fé - por Pe. Leomar Antonio Montagna

Como Sugestão de leitura, apresento artigo de Pe. Leomar Antonio Montagna da Arquidiocese de Maringá sobre o Ano da Fé.
O Ano da Fé iniciará em 11 de outubro de 2012, no 50º aniversário de abertura do Concílio Vaticano II, e terminará em 24 de novembro de 2013, Solenidade de Cristo Rei do Universo. Leia aqui o artigo

28 setembro, 2012

Voto limpo - Dom Anuar Battiti

O exercício da cidadania não depende de gosto pessoal, é um dever de todos. Principalmente neste tempo que nos é dado para exercer o dever e o direito de escolha, por isso você e eu temos na mão e no coração um poder chamado “voto”.


Cidadania não se exerce dizendo coisas do tipo “não vou votar”, “não gosto de política”, “política é coisa suja”..., pensando assim os políticos malandros agradecem.

Para esta reflexão cito Platão: “Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam”.

Se vamos só pelo gosto pessoal, corremos o risco de manter no poder os “profissionais” da política. Passa ano e sai ano e são sempre os mesmos. Por isso temos que defender o voto limpo, consciente. Limpo da corrupção, das artimanhas, das promessas ou ameaças. Voto limpo sai de uma mão limpa e de uma consciência limpa.

Todos somos obrigados por lei a ir às urnas no próximo dia sete de outubro. É uma obrigação que nos leva ao compromisso democrático, definindo os rumos das nossas cidades e de nosso país. Omitir-se significa deixar os incompetentes, os homens e mulheres afeitos à vida pública, determinar os destinos de todos nós. “Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem” (Bertold Brecht).

Neste sentido o voto em branco é um grave ato de omissão, com consequências graves para toda a sociedade. Essa reação do voto em branco ou nulo, uma das razões, vem do grande número de candidatos sem nenhum preparo que nos programas de rádio e TV, se apresentam como os maiores e melhores salvadores da pátria. “Talvez a política seja a única profissão para a qual pensem que não é necessário preparo” (Robert Louis Stevenson).

Ir às urnas é sinal de que queremos mudanças e vida plena para todos. A forma mais concreta de protestar em favor do bem comum está nas urnas e na sua consciência de cidadão. Por isso fica descartado o voto nulo. Anular o voto significa anular a sua cidadania. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que não usar as capacidades para transformar a realidade para melhor é homicídio. “Todo aquele que se der em práticas desonestas e mercantis que provoquem a fome e a morte de seus irmãos de humanidade comete indiretamente um homicídio que é de sua responsabilidade” (CIC 22690). Buscar caminhos, entrar na dinâmica da vida, somar com a coletividade em vista do bem maior de todos, faz a diferença.

A mudança de mentalidade em ralação à política e seu valor necessário para a sociedade, não se faz com discursos e sim com a mudança da prática. “É a mudança de prática e não apenas de discurso que vai criar uma nova confiança no agente político. Uma prática que se mostra na transparência de seus atos e de suas relações. Só uma prática firme e condizente com seus princípios vai lhe trazer a confiança perdida”(Doc. 91 CNBB, nº. 39).

Política não é cabide de emprego e muito menos lugar para se viver comodamente. “Não se pode ir para o mundo da política com quem quer resolver os seus próprios problemas, mas como quem coloca como objetivo máximo o fazer com que um rosto humano se revele em cada homem e mulher”(Doc. 91, CNBB nº 40).

Votar é participar, participar é construir um mundo cada vez melhor. Vote limpo e teremos uma cidade limpa, ordeira, promissora, e digna pra todos.

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR.

Em nota CNBB pede voto consciente e limpo nas eleições municipais 2012

Eis a nota.
O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília de 25 a 27 de setembro, considerando as eleições municipais do próximo mês de outubro, vem reforçar a importância desse momento para o fortalecimento da democracia brasileira. Estas eleições têm característica própria por desencadear um processo de maior participação em que os candidatos são mais próximos dos eleitores e também por debater questões que atingem de forma direta o cotidiano da vida do povo.

A Igreja louva e aprecia o trabalho de quantos se dedicam ao bem da nação e tomam sobre si o peso de tal cargo, em serviço de todas as pessoas (cf. GS 75). Saudamos, portanto, os candidatos e candidatas que, nesta ótica, apresentam seu nome para concorrer a um cargo eleitoral. Nascido da consciência e do desejo de servir com vistas à construção do bem comum, este gesto corrobora o verdadeiro sentido da atividade política.

Estimulamos os eleitores/as, inclusive os que não têm a obrigação de votar, a comparecerem às urnas no dia das eleições para aí depositar seu voto limpo. O voto, mais que um direito, é um dever do cidadão e expressa sua corresponsabilidade na construção de uma sociedade justa e igualitária. Todos os cidadãos se lembrem do direito e simultaneamente do dever que têm de fazer uso do seu voto livre em vista da promoção do bem comum (cf. GS 75).

A lei que combate a compra de votos (9840/1999) e a lei da Ficha Limpa (135/2010), ambas nascidas da mobilização popular, são instrumentos que têm mostrado sua eficácia na tarefa de impedir os corruptos de ocuparem cargos públicos. A esses instrumentos deve associar-se a consciência de cada eleitor tanto na hora de votar, escolhendo bem seu candidato, quanto na aplicação destas leis, denunciando candidatos, partidos, militantes cuja prática se enquadre no que elas prescrevem.

A vigilância por eleições limpas e transparentes é tarefa de todos, porém, têm especial responsabilidade instituições como a Justiça Eleitoral, nos níveis Federal, Estadual e Municipal, bem como o Ministério Público. Destas instâncias espera-se a plena aplicação das leis que combatem a corrupção eleitoral, fruto do anseio popular. O resgate da ética na política e o fim da corrupção eleitoral merecem nossa permanente atenção.

O político deve cumprir seu mandato, no Executivo ou no Legislativo, para todos, independente das opções ideológicas, partidárias ou qualquer outra legítima opção que cada eleitor possa fazer. Incentivamos a sociedade organizada e cada eleitor em particular, passadas as eleições, a acompanharem a gestão dos eleitos, mantendo o controle social sobre seus mandatos e cobrando deles o cumprimento das propostas apresentadas durante a campanha. Quanto mais se intensifica a participação popular na gestão pública, tanto mais se assegura a construção de uma sociedade democrática.

As eleições são uma festa da democracia que nasce da paixão política. O recurso à violência, que marca a campanha eleitoral em muitos municípios, é inadmissível: candidatos são adversários, não inimigos. A divisão, alimentada pelo ódio e pela vingança, contradiz o principio evangélico do amor ao próximo e do perdão, fere a dignidade humana e desrespeita as normas básicas da sadia convivência civil, que deve orientar toda militância política. Do contrário, como buscar o bem comum, princípio definidor da política?

A Deus elevemos nossas preces a fim de que as eleições reanimem a esperança do povo brasileiro e que, candidatos e eleitores, juntos, sonhem um país melhor, humano e fraterno, com justiça social.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, abençoe nossa Pátria!

Brasília, 27 de setembro de 2012

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís
Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

27 setembro, 2012

A Bíblia é a história de Deus na história das mulheres e dos homens – PARTE I

A Bíblia é a história de Deus na história das mulheres e dos homens

PARTE I

A Bíblia é um conjunto de livros que revelam a vida de Deus presente na história das mulheres e dos homens. Na Bíblia encontramos a Palavra de Deus expressa pela palavra das mulheres e dos homens, revelando o projeto de Deus, que transforma a história e a leva em direção à liberdade e à vida plena para todas e todos. É o que nos diz a Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina do Concílio Vaticano II: “Deus na Sagrada Escritura falou através de homens e de modo humano... As palavras de Deus, expressas por línguas humanas, se fizeram semelhantes à linguagem humana, tal como outrora o Verbo do Pai Eterno, havendo assumido a carne da fraqueza humana, se fez semelhante aos homens” (DV 12.13).

A partir do Concílio Vaticano II, a Bíblia retomou seu lugar na Igreja, como fonte e alma da vida cristã. A cada dia o povo descobre o tesouro dos Livros Sagrados e, progressivamente, vai tomando consciência da relação que existe entre Bíblia e Vida. Podemos dizer que o povo cristão percebe cada vez mais a Bíblia dentro de sua vida e passa a encontrar sua vida dentro da Bíblia. A Palavra de Deus se torna, assim, verdadeira “lâmpada para os pés, e luz para o caminho” (Sl 119,105).

A Bíblia é fonte inesgotável, e sem fim é também nossa sede. É preciso ir até essa fonte procurando ler os Livros Sagrados à luz da realidade desafiadora de nossas famílias, comunidades e sociedade.

A Bíblia é composta por duas partes: o Antigo e o Novo Testamento. Em grego, há uma única palavra para dizer aliança e testamento. Poderíamos, então, dizer: Antiga e Nova Aliança.

Antigo Testamento

É uma coleção de 46 livros onde encontramos a história de Israel, o povo que Deus escolheu para com ele fazer uma aliança. Portanto, o Antigo Testamento é a história de um povo: mostra como surgiu, como viveu escravo no Egito, como possuiu uma terra, como foi governado, quais as relações que teve com outras nações, como estabeleceu suas leis e viveu a sua religião. Apresenta seus costumes, sua cultura, seus conflitos, derrotas e esperanças.

O importante, porém, é que o Antigo Testamento é a história desse povo em aliança com Deus. Nada do que se conta a respeito de Israel está desligado do seu relacionamento com Javé, o nome com que Deus se revelou. O Antigo Testamento mostra como esse povo se comportou em relação a Javé, e qual é o projeto que Deus quis realizar no meio da humanidade através desse povo. Israel foi um povo escolhido, diferente, justamente porque estava encarregado de realizar esse projeto de Deus. Esse projeto aparece bem claro nesses livros: considerar só Deus como o Absoluto, para que as relações entre as pessoas possam ser fraternas e ter como centro a liberdade e a vida. Vendo como Israel foi fiel ou não a esse projeto e como Deus agiu no meio dele, poderemos nos aproximar com mais compreensão da outra parte da Bíblia, chamada Novo Testamento.


Novo Testamento

O Novo Testamento ou Nova Aliança é a parte da Bíblia onde encontramos o anúncio da pessoa de Jesus Cristo. Sua mensagem central é o próprio Filho de Deus, que veio ao mundo para estabelecer a aliança definitiva entre Deus e as mulheres e homens. Sendo Deus-e-Mulher/Homem, o próprio Jesus é a expressão total dessa aliança: ele mostra que Deus é Pai para as mulhes e homens, e como as mulheres e homens devem viver para se tornarem filhas e filhos de Deus.

Através de sua palavra e ação, Jesus inaugurou a nova aliança ou, em outras palavras, o Reino de Deus. Esse Reino não é mais aliança com um povo só. É aberto a todas as mulheres e a todos os homens, todos os povos de todos os tempos e lugares. Em Jesus, Deus quer reunir toda a humanidade como uma família em que todos são chamados a viver como irmãos/as, repartindo entre si todas as coisas. Essa grande reunião, onde tudo é partilha e fraternidade no amor, é o Reino de Deus que, semeado na história, vai crescendo até que se torne realidade para todas e todos.

Jesus não deixou nada escrito. Ele pregou, ensinou e praticou o projeto de Deus. Isso fez com que ele entrasse em conflito com a estrutura da sociedade, que o perseguiu, prendeu e matou. Mas Jesus ressuscitou, enviou o Espírito aos seus seguidores e seguidoras, chamados apóstolos e discípulos, e eles continuaram sua missão pregando, ensinando e fazendo como Jesus fazia. Foram elas e eles que escreveram o que encontramos no Novo Testamento. Não pretenderam fazer uma biografia de Jesus, nem história ou crônica da ação dos seguidores e seguidoras dele. Quiseram, em primeiro lugar, anunciar Jesus para que as mulhres e os homens tivessem fé e se comprometessem com Jesus. Fé e compromisso que significam continuar sua palavra e ação, constituindo o Reino.

O Novo Testamento agrupa vinte e sete livros, conforme temas e estilos diferentes: Evangelhos, Atos dos Apóstolos, Cartas e Apocalipse.

Os evangelhos são quatro formas de anunciar Jesus, escritas no ambiente de comunidades diferentes. Por isso tratam da pessoa, das palavras e das ações de Jesus de modo ao mesmo tempo semelhante e diferente. Não são biografia ou história, e sim um anúncio para levar à fé em Jesus, isto é, ao compromisso de continuar sua obra, pela palavra e ação.

Os Atos dos Apóstolos são a segunda parte do evangelho de são Lucas. Mostram como o anúncio de Jesus e a formação das comunidades cristãs se expandiram, chegando a Roma, centro do mundo naquela época. Aí vemos o sentido da missão cristã: levar a boa nova do Evangelho a todas as mulheres e a todos os homens, para que todas e todos possam tomar conhecimento de Jesus e pertencer ao povo de Deus.

As cartas ou epístolas são escritos dirigidos às primeiras comunidades cristãs. Elas não só nos dão uma idéia dos problemas dessas comunidades, mas nos ajudam também a ver e superar os problemas em nossas comunidades atuais.

O Apocalipse de são João é livro escrito em linguagem figurada, porque se dirige aos cristãos em tempo de perseguição. Apresenta Jesus Ressuscitado como Senhor da história, e mostra como os cristãos devem anunciá-lo e testemunhá-lo sem medo, enfrentando até mesmo a própria morte.

Aprovação do governo Dilma Rousseff sobe de 59% para 62%

Por Agência Brasil
O percentual de pessoas que consideram o governo da presidenta Dilma Rousseff bom ou ótimo subiu de 59% para 62% em setembro, na comparação com junho deste ano. A informação é da pesquisa CNI/Ibope, divulgada hoje (26) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento revelou ainda que o percentual de brasileiros que confiam na presidenta chega a 73%.
As áreas de atuação do governo que receberam maior aprovação foram o combate à fome e à pobreza (60%), combate ao desemprego (57%) e meio ambiente (54%). A saúde, impostos e segurança pública foram as áreas mais criticadas, com 65% de desaprovação para a saúde e 57% para os tributos e para a segurança pública.
Entre as notícias mais lembradas no mês foram o julgamento do chamado mensalão, citado por 16% dos entrevistados, e o anúncio da redução de até 28% nas tarifas de energia elétrica, lembrado por 11% dos participantes. Um total de 57% dos entrevistados consideram o governo Dilma igual ao governo Lula, e 62% têm expectativa de que o restante da gestão da presidenta (ou seja, os próximos anos do mandato) será ótimo ou bom.
A aprovação da política para educação do governo subiu 3 pontos percentuais em relação a junho, de 44% para 47%. Outra área na qual a aprovação cresceu foi o combate à inflação, com elevação de 46% para 50% no período. A aprovação com relação às políticas de juros manteve-se inalterada, no patamar de 49%.

A desnacionalização fundiária

Os grandes agronegocistas brasileiros estão pressionando o governo e o Congresso, a fim de que sejam abolidas as restrições (já de si débeis) à aquisição de terras nacionais pelos estrangeiros. Eles querem ganhar, ao se associarem aos capitais de fora ou participando da especulação de terras. Escreve Mauro Santayana, em artigo publicado pela Carta Maior. Leia o artigo

Bíblia na vida

26 setembro, 2012

País atingiu em 2011 a menor desigualdade social da história, diz Ipea

O salário dos 10% mais pobres da população brasileira cresceu 91,2% entre 2001 e 2011. O movimento engloba cerca de 23,4 milhões de pessoas saindo da pobreza. Já a renda dos 10% mais ricos aumentou 16,6% no período, de forma que a renda dos mais pobres cresceu 550% sobre o rendimento dos mais ricos, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea).
O estudo "A década inclusiva", apresentado pelo presidente do Ipea, Marcelo Neri, usou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Não há, na história brasileira estatisticamente documentada desde 1960, nada similar à redução da desigualdade de renda observada desde 2001", disse Neri. "Assim como a China está para o crescimento econômico, o Brasil está para o crescimento social."  Leia na íntegra a reportagem publicada na Folha de São Paulo

O carro que dirige sozinho está chegando. É inevitável

"O que está em jogo é o surgimento de um sistema de tráfego baseado em castas, que colocará os privilegiados robôs contra os desfavorecidos humanos. Serão os pilotos eletrônicos, com seus olhos de aço, contra o tio João, com seu joelho artrítico", escreve Dan Neil, em artigo publicado no The Wall Street Journal e reproduzido pelo jornal Valor. Leia aqui o artigo

25 setembro, 2012

"O veneno esta na mesa"

Links do filme "O veneno esta na mesa" do cineasta Silvio Tendler.
Documentário denuncia a problemática causada pelos agrotóxicos, e faz parte de um conjunto de materiais elaborados pela Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.
Parte - 1 www.youtube.com/watch?v=WYUn7Q5cpJ8&NR=1
Parte - 2 www.youtube.com/watch?v=NdBmSkVHu2s&feature=related
Parte - 3 www.youtube.com/watch?v=5EBJKZfZSlc&feature=related
Parte - 4 www.youtube.com/watch?v=AdD3VPCXWJA&feature=related

Bresser-Pereira: “Condenar sem provas é violência contra a democracia”

São Paulo - O economista Luiz Carlos Bresser-Pereira, ministro nos dois mandatos do governo FHC (1995-2002), afirmou hoje (21) em sua conta no Twitter que condenar réus com base em indícios ao invés de provas “é uma violência contra os direitos civis e a democracia”.
Ele se referia ao julgamento do chamado “mensalão” no STF e aos argumentos usados até agora pelo relator Joaquim Barbosa para pedir a condenação dos acusados. Na avaliação de Barbosa, indícios são suficientes par determinar a culpa dos réus.
“O risco que o Supremo corre no julgamento do Mensalão é o de se deixar influenciar por uma opinião pública tomada pela emoção. É preciso jamais não esquecer que a aplicação da justiça em termos emocionais é linchamento”, disse ele numa série de posts.
Depois, concluiu: O objetivo do julgamento do Mensalão é nobre, mas não pode ser o pretexto para condenar um partido político de esquerda e seus líderes. O Mensalão foi um grande erro, foi uma violência à democracia, mas erros não justificam outros erros contra essa mesma democracia”

Por Marcio Santana, Da Rede Brasil Atual

24 setembro, 2012

O sabor da justiça compartilhada por Paulo Vidigal entoa como um canto novo de alegria

Paulo Vidigal, que bom sentir o sabor da justiça, que bom ver acontecer o sonho bom, sonho de muitos acontecer. Esse sabor de justiça entoa como um canto novo de alegria. Que bom saber que lutar não foi envão.

Justiça determina à Prefeitura de Maringá anular processo administrativo e pagar vencimentos de demissão ilegal


Hoje tive acesso à sentença judicial proferida pelo Meritíssimo Juiz de Direito da 6ª. Vara Cível de Maringá, Belchior Soares da Silva. A Prefeitura de Maringá foi sentenciada a anular o processo administrativo que me exonerou em 2011 e pagar os vencimentos do período em que fiquei ilegalmente demitido.

Essa decisão confirma exatamente o que denunciamos na época: tratava-se de uma exoneração injusta. Motivada por minha participação nas lutas da categoria e às críticas e denúncias feitas contra a administração e publicadas em meu blog.

Gostaria de agradecer todos os servidores que me apoiaram durante os seis meses que fiquei exonerado. Divido essa vitória com todos os colegas servidores municipais que tanto sofreram com as injustiças cometidas pela atual administração.

Agradecer também o advogado da CSP-Conlutas Avanilson Araújo, Ana Pagamunici, os blogueiros Ângelo Rigon, Messias Mendes, Lucimar Bueno, Agnaldo Vieira e Lauro Barbosa, que sempre ajudaram a divulgar esse verdadeiro processo inquisitório no qual fui submetido.

Compartilho com todos o sabor da justiça.

Vestibular de Verão 2013 da PUCPR recebe inscrições com desconto

Vestibular de Verão 2013 da PUCPR recebe inscrições com desconto, no valor de R$ 50, até domingo (30)
Prazo final encerra no dia 11 de outubro, com taxa no valor de R$ 90. Universidade oferta vagas com bolsas sociais de 50 e 100%.
A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) recebe até domingo (30) inscrições com desconto, no valor de R$ 50, para o Vestibular de Verão 2013. A partir de 1° de outubro o valor será R$ 90. O prazo final encerra no dia 11 de outubro. O candidato deve acessar o site www.pucpr.br e efetuar a inscrição. As provas serão realizadas no dia 21 de outubro (domingo), das 13h às 19h, nos Câmpus Curitiba, Londrina, Maringá e Toledo.
Em Maringá, os vestibulandos podem se inscrever para os cursos de graduação em Direito, Administração e Filosofia.
Bolsas sociais - Neste ano, a universidade ampliou as vagas com bolsas sociais. O candidato que se inscrever nesta modalidade concorre a bolsas de estudos de 50 ou 100%, conforme a renda familiar e o curso escolhido.
Sobre a PUCPR
Fundada em março de 1959 a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) é, hoje, a maior instituição de ensino superior privada do Paraná. A PUCPR integra o Grupo Marista disseminando valores humanos, cristãos e Maristas para formar cidadãos éticos, justos e solidários. Possui cinco câmpus espalhados pelo Estado, nas cidades de Curitiba, São José dos Pinhais, Londrina, Toledo e Maringá. Possui a nota máxima no recredenciamento do MEC. Conta com 66 cursos de graduação, 13 programas de pós-graduação stricto sensu e mais de 250 cursos de especialização. Única Universidade do Brasil a oferecer a disciplina do Projeto Comunitário com a intenção de levar os estudantes ao encontro de novos horizontes e desafios, incluindo a qualificação para a cidadania, a formação voltada à responsabilidade social, oferecendo-lhes além de conhecimento, lições de vida. Outras informações, acesse: www.pucpr.br
Sobre o Grupo Marista
No Brasil desde 1897, o Instituto Marista divide-se em unidades administrativas no País. Uma delas é o Grupo Marista – presente no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, na cidade de Goiânia e no Distrito Federal, além de filiais da FTD em nove estados – com atuação nas áreas de Educação, Solidariedade, Saúde e Comunicação, por meio de uma agremiação de organizações sem fins econômicos. Na Educação, seus colégios, centros técnicos e universidades formam mais de 60 mil pessoas anualmente e ampliam o conhecimento com a publicação de 34 milhões de livros em editoras próprias. A Rede Marista de Solidariedade atende diretamente 16 mil crianças e jovens de maneira contínua, além de atuar em todas as frentes do Grupo Marista a partir de programas com base na promoção e defesa dos direitos das infâncias e juventudes, bem como estratégias de incidência política e fomento à educação para a solidariedade. Na Saúde, seus hospitais realizam mais de 395 mil atendimentos e proporcionam ações de humanização, conscientização e prevenção. Na Comunicação, suas rádios prezam pela difusão de conhecimento, cultura e cidadania. E, diariamente, seus cerca de 14 mil colaboradores vivenciam e disseminam valores humanos, cristãos e Maristas para formar cidadãos éticos, justos e solidários. Outras informações, acesse: www.grupomarista.org.br

Formação Missionária

No dia 14 de outubro- mês missionáio, estará acontecendo um encontro  de formação missionária, com padre Sávio das POM-CNBB. Este encontro é para membros das pastorais e movimento. As inscrições devem ser feitas na secretaria das paróquias da Arquidiocese de Maringá.  A formação é gratuita. 

Banir a pobreza

Banir a pobreza: um movimento e uma campanha para fazer com que a ONU considere ilegal a condição de grandes massas humanas e para explicar que tudo depende dos sistemas econômicos que produzem exclusão, desigualdade, injustiça. Doze princípios para combater a criação dos novos pobres.
A opinião é do economista e cientista político Riccardo Petrella, professor emérito da Université Catholique de Louvain. O artigo foi escritor em nome de um coletivo de 33 pessoas, representantes de 24 associações e organizações da sociedade civil (www.banningpoverty.org).
O artigo foi publicado no jornal La Repubblica, 14-09-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Foi feita. No sábado, 8 de setembro, a tradicional "Marcha pela Justiça Agliana-Quarrata", organizada pela Rede Radiè Resch, foi dedicada ao lançamento na Itália da campanha "Banimos a pobreza". Concebida por um coletivo de 24 associações, por iniciativa da Universidade do Bem Comum e da Associação do Mosteiro do Bem Comum, a campanha visa a obter em 2018 (70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas) uma resolução da Assembleia Geral da ONU com a qual os Estados declarem ilegais as leis, as instituições e as práticas sociais e coletivas que geram e alimentam os processos de empobrecimento nos vários países e regiões do mundo. Será como foi quando os vários povos declararam ilegal a escravidão.
"Banimos" significa que nós, cidadãos, em particular italianos, belgas, quebequenses, argentinos e também malaios, indonésios, filipinos... (que estarão entre os povos que participarão da campanha) iniciamos um processo de mobilização civil e política contra as causas estruturais da pobreza.
Os 12 princípios da ilegalidade da pobreza
Primeiro princípio: "Ninguém nasce pobre nem escolher ser ou se tornar pobre". É o estado da sociedade em que nascemos que nos torna pobres ou ricos. Pode-se decidir viver em uma situação de grande sobriedade, mas não é a pobreza sofrida pelos três bilhões de seres humanos que estão excluídos do direito a uma vida digna, contra a sua vontade e desejo.
Segundo princípio: "Tornamo-nos pobres. A pobreza é uma construção social". A pobreza não é um fato da natureza como a chuva. É um fenômeno social, construído e produzido pelas sociedades humanas. As empresas escandinavas dos anos 1960 e 1980 conseguiram fazer desaparecer os processos estruturais de empobrecimento. Outras sociedades, ao invés, fundamentadas em princípios e práticas sociais diferentes das escandinavas, produziram e produzem inevitavelmente fenômenos de extensa pobreza. É o caso dos Estados Unidos.
O terceiro princípio reforça os dois primeiros: "Não é somente nem principalmente a sociedade pobre que produz pobreza". Os EUA são o país mais rico do mundo em termos monetários, mas o empobrecimento de dezenas de milhões (de 300 milhões) dos seus cidadãos faz parte da sua história.
Quarto princípio: "A exclusão produz o empobrecimento". A fatalidade ou a má sorte não são a causa do empobrecimento, mas sim as formas de exclusão deliberada do acesso às condições de cidadania civil, política e social.
Por essas razões, o quinto princípio: "Como processo estrutural, o empobrecimento é coletivo". Não diz respeito apenas a uma pessoa ou a uma família, mas sim a populações inteiras (as famílias de imigrantes, nômades, vilarejos sem futuro, zonas atingidas por recessões econômicas, habitantes de bairros degradados...), e categorias sociais (trabalhadores, agricultores, segmentos da classe mídia, crianças, mulheres, jovens que não conseguem entrar no mundo do trabalho, idosos...).
Primeira grande conclusão, sexto princípio: "O empobrecimento é filho de uma sociedade que não acredita nos direitos de vida e de cidadania para todos nem na responsabilidade política coletiva para garantir tais direitos a todos os habitantes da Terra". Os grupos dominantes não acreditam na existência dos direitos humanos de vida e de cidadania (universais, indivisíveis, imprescritíveis). Eles acreditam, ao invés, na igualdade "natural", hereditária, entre as pessoas, e nos direitos fundamentados no mérito. Os ricos o são porque se esforçaram, e por isso são meritórios. Os pobres o são porque não trabalharam duro, porque são inaptos e incapazes, e por isso culpados pelo seu estado.
Nesse sentido, sétimo princípio: "Os processos de empobrecimento somente ocorrem em sociedades injustas", isto é, negadoras da universalidade, da indivisibilidade e da imprescritibilidade dos direitos de vida e de cidadania. Nas sociedades injustas, o acesso só pode ser seletivo e condicionado de acordo com as regras e os critérios estabelecidos pelos grupos dominantes.
O oitavo princípio descende do anterior: "A luta contra a pobreza (o empobrecimento) é acima de tudo a luta contra a riqueza desigual, injusta e predatória (o enriquecimento)". Há empobrecimento porque há enriquecimento. Quanto mais as nossas sociedades se enriqueceram sobre bases desiguais, injustas e predatórias, mais elas deram valor unicamente à riqueza individual e apagaram do imaginário dos povos a cultura da riqueza coletiva, particularmente dos bens comuns públicos.
Daí o nono princípio: "O planeta dos empobrecidos tornou-se populoso por causa da mercantilização dos bens comuns e da vida". O trabalho, os direitos, a proteção social foram tratados como custos e, como tais, devem ser racionalizados, cortados e/ou privatizados. Não há comunidades humanas, mas sim mercados.
Nesse contexto, o décimo princípio: "As políticas de redução e de eliminação da pobreza buscadas nos últimos 40 anos fracassaram porque só podiam atacar os sintomas (medidas curativas) e não as causas (medidas resolutivas)".
Dupla conclusão geral. Décimo primeiro princípio: "A pobreza é hoje uma das formas mais avançadas de escravidão, porque se baseia em um furto de humanidade e de futuro", e décimo segundo princípio: "Para libertar a sociedade do empobrecimento é preciso banir as leis, as instituições e as práticas sociais coletivas que geram e alimentam os processos de empobrecimento".
Como e o que banir? Propostas de ações na Itália
Os sujeitos produtores de pobreza agem através de três instrumentos: as leis (legislativas e normas administrativas), as instituições (principalmente políticas, econômicas e sociais, mas também culturais, religiosas...), as práticas sociais e coletivas (convenções, estereótipos, comportamentos, preconceitos, tradições...).
Os maiores processos de empobrecimento ocorrem com relação às arquiteturas de poder (contra a democracia), às regras do viver juntos (injustiça social e econômica) e aos fundamentos da cidadania (rejeição identitária, insegurança).
Portanto, identificamos um grupo de leis (e/ou medidas administrativas), instituições e práticas sociais e coletivas nas quais é preciso intervir na Itália ao longo dos próximos cinco anos. Entre elas, mencionamos as mais significativas: revogação das leis que legalizaram a existência das finanças especulativas e predatórias (produtos derivados, paraísos fiscais, independência política do Banco Central Europeu); no campo do trabalho, abolição das últimas disposições relativas ao artigo 18; abandonar a bifurcação educacional a partir dos 16 anos; eliminação das medidas administrativas que em algumas cidades italianas criminalizaram os imigrantes, os desempregados...; fechamento imediato dos CIEs [Centros de Identificação e Expulsão]; banimento das cooperativas falsas e maliciosas de gestão do emprego e que operam como instrumentos de contratação ilegal; campanhas nacionais de subversão dos preconceitos contra os pobres e os ricos (tais como: o rico é merecedor; o pobre é culpado; o pobre é naturalmente inclinado a ser mais criminoso do que o não pobre; o luxo é bom, cria riqueza e dá emprego...).
Nada será fácil, porque a Itália não só não tem uma verdadeira estratégia de luta contra a pobreza e a exclusão social, mas também porque, como acontece em tantos outros campos na Itália, as classes dominantes atingiram níveis tão altos de mistificação e de travestimento da realidade que o único instrumento que resta nas mãos dos cidadãos é, de um lado, o abandono, a apatia/indiferença (o cada um por si) ou, de outro, a oposição violenta.
"Banimos a pobreza" é um forte ato de confiança nos cidadãos, na democracia e no Estado dos direitos segundo a Constituição da res publica.
 
Fonte: IHU

21 setembro, 2012

21 de setembro dia da árvore:

Dia Mundial sem Carro - Dez razões para levar a sério

“A multiplicação indiscriminada da frota automobilística já é um dos maiores problemas da Humanidade”. O comentário é do jornalista e ambientalista Andre Trigueiro no sítio Envolverde, 20-09-2012, sobre a edição do Dia Mundial sem Carro que acontece nesse sábado - dia 22 de setembro. Trigueiro enumera algumas razões que emprestam sentido a essa data:
1) Tamanho é documento
A multiplicação indiscriminada da frota automobilística já é um dos maiores problemas da Humanidade. Na maioria das capitais brasileiras (e mundiais) já não há a chamada “hora do rush”, porque sucessivos congestionamentos em diferentes horas do dia colapsam o trânsito progressivamente. A construção de mais pontes, viadutos, túneis ou vias expressas são paliativos, não resolvem efetivamente o problema, como muitas vezes, indiretamente, contribuem para estimular o uso do carro. A mobilidade urbana se tornou questão central do debate sobre qualidade de vida nas cidades.
2) É bom para a economia?
Estima-se que o setor automotivo responda por aproximadamente 20% do PIB brasileiro. Entre 2009 e 2011, as montadoras de veículos informam ter recolhido em impostos diretos R$ 137 bilhões. Se as montadoras de todo o planeta fossem um país, este seria um dos dez mais ricos do mundo. É bom lembrar que junto às linhas de montagem, orbitam os setores de autopeças e combustíveis, além do mercado de seguros e outros agregados. Se não há dúvida de que os automóveis fazem girar a roda da economia, também é certo que o impacto do crescimento da frota nas cidades tem inspirado outro gênero de contabilidade preocupante.
Segundo o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de São Paulo, Marcos Cintra, os prejuízos causados pelos engarrafamentos crescentes na cidade somam R$ 52,8 bilhões por ano, o equivalente a mais de 10% do PIB municipal. Um crescimento de 60% nos últimos quatro anos. Se outras cidades incomodadas com os engarrafamentos realizarem cálculos semelhantes, os resultados deverão ser surpreendentes.
3) A questão do IPI
Sabe-se que o governo federal reduz periodicamente o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que incide sobre automóveis, toda vez que o setor reclama de queda nas vendas e risco de desemprego. Essa é uma questão polêmica, uma vez que a medida não vem acompanhada de contrapartidas sociais e ambientais que pudessem justificar tamanha renúncia fiscal.
Nos Estados Unidos, o governo Obama socorreu as montadoras com pesadas contrapartidas (manutenção do emprego, maior eficiência e inovação tecnológica na direção de uma nova geração de motores mais econômicos). É lamentável que o dinheiro arrecadado pelo governo com a venda de carros não esteja sendo devidamente investido em transporte público de massa eficiente, barato e rápido. Não custa checar também o quanto as montadoras de veículos instaladas no Brasil transferem em divisas para as respectivas matrizes fora do país.
4) O “carrocentrismo”
No livro Muito Além da Economia Verde (Ed.Abril) o professor titular do Departamento de Economia da FEA e do Instituto de Economia Internacional da USP, Ricardo Abramovay, afirma que o automóvel é “a unidade entre duas eras em extinção: a do petróleo e a do ferro. Pior: a inovação que domina o setor até hoje consiste mais em aumentar a potência, a velocidade e o peso dos carros do que em reduzir seu consumo de combustíveis (…) O mais grave é que ali onde houve inovações nessa indústria ela se voltou mais a preencher desejos privados por carros maiores, mais rápidos e de melhor desempenho do que a reais interesses públicos por veículos mais econômicos e de uso partilhado. Foi só em 2007 que, pela primeira vez em 32 anos (houve um precedente logo após a primeira crise do petróleo), a lei americana impôs metas de economia de combustíveis aos veículos fabricados pela indústria automobilística.
5) Lata de sardinha
O sucateamento do transporte público no Brasil –- responsabilidade dos governos –- determina um dos maiores fatores de estresse para milhões de brasileiros. Só quem é passageiro e já passou pelo aperto de um trem, de um metrô, de um ônibus ou de uma barca (experiência desconhecida pela maioria dos governantes, alguns dos quais muito mal acostumados com os batedores que escoltam seus carros oficiais ou vivem refugiados no vai-e-vem de helicópteros barulhentos) sabe o tamanho do desgaste físico e emocional que isso representa.
Em boa parte dos casos, quem sofre a agonia diária de chegar ao trabalho exaurido, com a roupa amarrotada e cansado pelas horas de aperto no transporte coletivo, sonha em ter um carro para se livrar desse pesadelo. O raciocínio é mais ou menos o seguinte: melhor sofrer nos engarrafamentos em seu próprio carro, ouvindo um agradável “sonzinho” no ar -condicionado, do que seguir apertado por aí. O que parece ser lógico e justo no campo individual constitui um enorme problema na esfera coletiva. A incompetência dos governos em assegurar o direito constitucional de um transporte público decente agrava a perda da mobilidade urbana numa escala sem precedentes.
6) Uma questão de saúde pública
Os dados são do dr. Paulo Saldiva, pneumologista da USP: quem mora em São Paulo, cidade com o maior número de carros do Brasil, onde a maior fonte de poluição vem justamente do escapamento dos veículos, está vivendo em média dois anos a menos em função de problemas causados ou agravados pela inalação de poluentes presentes na fumaça. São aproximadamente quatro mil óbitos por ano.
7) O maior dos sonhos de consumo
Concebido inicialmente apenas como um meio de transporte, o carro foi ganhando, ao longo de sua história – talvez mais do que qualquer outra invenção moderna – uma representação simbólica que explica o fascínio que exerce sobre as pessoas em todo o mundo há muitas décadas. A publicidade soube trabalhar bem esse sentimento, transformando no imaginário coletivo os carros em metáforas de nossas existências, onde os sonhos de liberdade, poder, força, status social, beleza, juventude, auto-afirmação, a capacidade de desbravar obstáculos antes intransponíveis, a possibilidade de chegar à frente de todo mundo (já reparou que carro só anda sem engarrafamentos em comerciais de TV?) tornaram-se “possíveis” e “ao alcance de todos” com a simples posse de um veículo automotor. Como resumiu uma campanha publicitária recente sobre um determinado veículo: “ou você tem, ou você não tem”.
8 ) O efeito Pateta
Em “Motormania”, desenho animado de Walt Disney do ano de 1950, o dócil Pateta se transforma ao volante em alguém raivoso, egoísta e perigoso (veja o vídeo). Alguém que dirige alucinadamente no trânsito oferecendo risco a si próprio e aos outros. Em depoimento registrado no livro “O automóvel: planejamento urbano e a crise das cidades” (Ed.Fiscal Tech), a psicóloga Iara P. Thielen, diretora do Núcleo de Psicologia do Trânsito da Universidade Federal do Paraná, diz que “ as pessoas têm um sentimento de individualismo exagerado. Elas não vêem o trânsito como um fenômeno coletivo. Por isso elas acreditam que, em primeiro lugar, o problema é sempre dos outros, que são loucos e que correm, enquanto que elas apenas exageram um pouquinho”.
9) O impacto sobre o clima
Atualmente a frota automobilística do mundo é superior a 800 milhões de carros. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas a China deverá aumentar sua frota de 17 milhões de carros para 343 milhões de carros até 2030. Segundo a secretária de Economia Verde do Estado do Rio de Janeiro, a professora da COPPE/UFRJ, Suzana Kahn, que também integra o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), o setor de transportes é responsável onde por 23% das emissões globais de gases estufa (que agravam o aquecimento global) e cerca de 50% a 70% dos poluentes atmosféricos. Os automóveis sozinhos respondem por metade de tudo isso.
10) “A era do automóvel”, por João do Rio
Membro da Academia Brasileira de Letras, João do Rio registrou em 1909, numa crônica profética, alguns dos problemas causados pela multiplicação indiscriminada de automóveis nas ruas das cidades. Note-se que esta crônica foi publicada em 1909 quando apenas 37 automóveis rodavam pelas ruas do Rio de Janeiro, então com 500 mil habitantes. O texto foi reproduzido na íntegra no livro “O automóvel : planejamento urbano e a crise das cidades” (Ed.Fiscal Tech). Destaco aqui apenas o início e o final da crônica:
“E subitamente, é a Era do Automóvel.O monstro transformador irrompeu, bufando, por entre os escombros da cidade velha, e como nas mágicas e na natureza, aspérrima educadora, tudo transformou com aparências novas e novas aspirações (…). Automóvel, Senhor da Era, Criador de uma nova vida, Ginete Encantado da transformação urbana, Cavalo de Ulysses posto em movimento por Satanás, Gênio inconsciente da nossa metamorfose!”

20 setembro, 2012

Pe. Zezinho sofre leve Acidente Vascular Cerebral (AVC)


Começou hoje a Feira de Cursos e Profissões do Câmpus Maringá da PUCPR

Evento está aberto para visitação, das 9 às 21h, até sexta-feira (21)
Nesta quinta (20) e sexta-feira (21), o Planeta PUC, a Feira de Cursos e Profissões da PUCPR, acontece no Câmpus Maringá da Universidade. Os visitantes poderão conversar com universitários e professores nos estandes dos cursos de graduação ofertados em Maringá. Os cursos são: Administração, Direito e Filosofia. O evento fica aberto para visitação das 9 às 21h. A entrada é gratuita.
Além dos estandes os vestibulandos poderão curtir o PUC Games. Em plataforma Kinect, os jogadores devem responder a perguntas de disciplinas do ensino médio que aumentam de dificuldade conforme a fase. A feira também conta com o espaço PUC Picture, local onde o estudante pode tirar fotos bem humoradas com adereços característicos da profissão escolhida e postar no Facebook.
Vestibular de Verão 2013 – as inscrições para o Vestibular de Verão 2013 poderão ser feitas no evento com desconto. A entrada é gratuita. Confira mais informações no Hot Site do Planeta PUC: www.pucpr.br/planetapuc

Pastoral Carcerária promove chat virtual sobre o Massacre do Carandiru

Todas e todos estão convidados para participar do chat virtual ‘Pastoral Carcerária em Rede’, que será realizado no dia 25 de setembro, com a participação de Rodolfo Valente, militante da Rede 2 de Outubro. O chat tem por objetivo discutir questões relacionadas à Rede 2 de outubro e apresentar o trabalho que desenvolve no sistema prisional.
Com o tema ‘Pelo fim dos massacres’, o chat toma como exemplo o Massacre do Carandiru – que ocorreu no dia 2 de outubro de 1992, quando uma rebelião causou a morte de cento e onze detentos pela Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Para participar, é necessário entrar no site da Pastoral Carcerária e realizar gratuitamente o cadastro na rede. Efetuado o cadastro, esse pode ser sincronizado às contas de usuário no Twitter, Facebook e no Google.
A Rede 2 de outubro é composta por um conjunto de organizações e movimentos sociais que lutam pela responsabilização do Estado e de seus agentes pelo massacre do Carandiru (e por todos os outros massacres antecedentes e consequentes).

Mais informações através dos contatos:
Tel.: 55 (11) 3101-9419 - Skype: carceraria.secretaria
E-mail: nacional@carceraria.org.br- www.carceraria.org.br

Centro de Estudos Bíblicos lança publicação ‘Ecumenismo e Feminismo - Parcerias da casa comum’

‘Ecumenismo e Feminismo’ é o novo título do Centro de Estudos Bíblicos – CEBI, elaborado por Romi Bencke e Sônia Mota. Neste livro, as autoras apresentam a história e os pontos de aproximação entre feminismo e ecumenismo identificando costuras comuns e "nós" que precisam ser desatados na relação das igrejas com os direitos das mulheres.
Divido em quatro partes os temas são abordados da seguinte forma: Movimento Ecumênico - surgimento, contribuições e presença no Brasil; Teologia Feminista - surgimento e pensamento; Movimento Ecumênico - Bíblia e Teologia Feminista - leitura e vida e Questões apresentadas pelos Mov. Feministas ao Mov. Ecumênico como Ordenação de Mulheres, Estado Laico e ecumenismo, Direitos Sexuais e Reprodutivos.
Romi Bencke é pastora voluntária da IECLB e Secretária Geral do CONIC. Sônia Mota é pastora da IPU, mestre em Teologia pelo IEPG, atualmente reside na Alemanha e desenvolve estudos com as mulheres de sua região.
Veja aqui detalhes da obra ‘Ecumenismo e Feminismo - Parcerias da casa comum’.

Uma mudança para quem?

Por Paulo Vidigal
Sinceramente eu gosto de política, no melhor sentido que a palavra possa representar. Confesso: tenho nojo de politicagem.
Acredito que as pessoas podem e devem transformar sua realidade, não necessariamente através de eleições. Mas das lutas diárias do dia a dia, das mobilizações, através do despertar de consciência para novas realidades. Tentar mudar sua realidade. Não se trata de um sonho mas de uma necessidade.
Mas confesso que assistindo o horário eleitoral dessa campanha, principalmente com as declarações de alguns candidatos, sinto o mesmo nojo que sinto pela politicagem . Explico, sem generalizações.
Como podem alguns mentirem descaradamente? Como podem pessoas que até pouco tempo criticavam duramente algum portadores de mandatos políticos agora os elogiam e se poem ao seu lado? Puro interesse, falta de postura política e coerência entre o que diz e o que fala. Alguns tentam pintar um cenário que não existe na realidade. Tentam fazer acreditar numa mudança que na verdade nunca existiu. Ou melhor uma mudança para quem?
Só os menos avisados, os que vivem em outra realidade ou os alienados politicamente acreditam em coisas que não existem.

18 setembro, 2012

Dom Helder Câmara será homenageado com nome de rua em Maringá

A Câmara Municipal de Maringá aprovou nesta terça-feira (18), em primeira discussão, projeto de autoria do vereador Humberto Henrique (PT) que denomina como Dom Helder Pessoa Câmara a rua que dá acesso ao Seminário Arquidiocesano de Maringá. A homenagem ao bispo, que ficou conhecido como o profeta da paz, deverá também facilitar a localização de outras propriedades existentes na região.
Dom Helder Câmara foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e grande defensor dos direitos humanos durante o regime militar. Pregando a paz e uma Igreja simples, voltada para os pobres, ele recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais. Foi o único brasileiro indicado quatro vezes para o Prêmio Nobel da Paz. Filho de um jornalista e de uma professora, dom Helder faleceu aos 90 anos.

Por que eles têm medo do Lula?

Por Emir Sader
Lula virou o diabo para a direita brasileira, comandada por seu partido – a mídia privada. Pelo que ele representa e por tê-los derrotado três vezes sucessivas nas eleições presidenciais, por se manter como o maior líder popular do Brasil, apesar dos ataques e manipulações de todo tipo que os donos da mídia – que não foram eleitos por ninguém para querer falar em nome do país – não param de maquinar contra ele. Primeiro, ele causou medo quando...continue lendo...

14 setembro, 2012

Participação de jovens nas eleições municipais

Embora ainda não são maioria entre os/as eleitores/as, os/as jovens entre 16 e 24 anos de idade já representam 17,67% do eleitorado. O maior número de eleitores/as no Brasil encontra-se na faixa dos 25 aos 34 anos (23,68%), seguido dos/as eleitores/as entre 45 e 59 anos (23,03%).

Destaque para as/os que ainda nem são obrigadas/os a votar mas que já querem exercer seu direito de cidadã/o. Dos 140.646.446 eleitores/as no Brasil, 2.913.627 são jovens de 16 e 17 anos, sendo 1.157.551 de 16 anos e 1.756.076 de 17 anos de idade. O número, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela um aumento de jovens menores de idade aptos/as a votar se comparado ao da eleição presidencial passada, em 2010, quando o total de eleitores/as de 16 a 17 anos de idade não alcançou os 2,4 milhões.

Jovens candidatos/as

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos 450.626 candidatos/as aptos/as para estas eleições, 16.955 jovens entre 18 e 24 anos de idade são candidatos/as a algum cargo eletivo neste pleito.

A maioria dos/as candidatos/as ainda está concentrada na faixa etária dos 45 aos 59 anos de idade (39,79% do total), mas os/as jovens também já se mostram interessados/as em exercer um cargo público, seja no executivo ou no legislativo municipal. Do total de candidatos/as entre 18 e 24 anos, 97 são candidatos/as a prefeito/a, 223 a vice-prefeito/a, e 16.635 são candidatos/as a vereador/a.

As eleições municipais deste ano ocorrerão no próximo dia 7 de outubro. Neste dia, brasileiros e brasileiras irão às urnas para eleger prefeitos/as (e respectivos/as vice-prefeitos/as) e vereadores/as. Nos municípios em que os/as representantes não forem eleitos/as, a decisão será levada para o segundo turno, marcado para o dia 28 do mesmo mês.

Sugestão de Leitura

''Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga''. Este é o convite que Jesus fez aos seus discípulos e discípulas e continua fazendo a nós hoje, através do Evangelho deste final de semana - Marcos 8,27-35. E, para melhor refletirmos a respeito, apresento os textos:

Brasil enfrenta epidemia de acidentes de trânsito, diz representante do Ministério da Saúde

Levantamentos feitos pelo Ministério da Saúde sobre internações hospitalares e gastos com tratamento mostram que o Brasil enfrenta “uma epidemia” de acidentes de trânsito, segundo a coordenadora da Área Técnica de Vigilâncias e Acidentes da pasta, Marta Maria Alves da Silva. Em 2011, foram internadas em hospitais da rede pública 153.565 vítimas de acidentes de trânsito, o que gerou um gasto de R$ 200 milhões aos cofres públicos. Leia a reportagem de Marcos Chagas e publicada pela Agência Brasil

“O marxismo no Brasil encontra-se hibernado na universidade”, diz sociólogo

Em um debate no simpósio "Esquerda na América Latina - Passado, Presente, Perspectivas", que está ocorrendo na USP, Ricardo Musse, Paulo Arantes e Armando Boito Júnior analisaram a trajetória do marxismo no Brasil. "O marxismo brasileiro encontra-se hibernado na universidade, à espera de algum vínculo, algum agente social que possa levá-lo de volta à prática", disse Ricardo Musse. Leia a reporgatem de André Cristi e publicado pela Agência Carta Maio

13 setembro, 2012

Fórum Lixo & Cidadania reúne candidatos à Prefeitura de Maringá e propõe assinatura de carta

O objetivo do Fórum Lixo & Cidadania é oferecer um espaço para que a comunidade possa conhecer os projetos dos candidatos na área de gerenciamento ambiental, oportunizando o debate e a assinatura de carta compromisso
Hoje, 19 de setembro o Fórum Lixo & Cidadania irá reunir os candidatos à Prefeitura de Maringá para discutir questões ligadas ao gerenciamento de resíduos sólidos urbanos (lixo). O evento será realizado às 19h no anfiteatro do Colégio Marista, vai ser aberto para a comunidade e terá a presença do Procurador de Justiça e Coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente, Dr. Saint Clair Honorato Santos.
Os oito candidatos à Prefeitura de Maringá já confirmaram presença. Os prefeituráveis Alberto Wagner Abraão (PV), Carlos Roberto Pupin (PP), Debora Fernandes Paiva (PSOL), Enio José Verri (PT), Hércules Ananias de Souza (PSDC), Manoel Batista da Silva Junior (PMN), Maria Iraclézia de Araujo (DEM) e Wilson Luiz Darienzo Quinteiro (PSD) vão apresentar as propostas deles para o gerenciamento de resíduos sólidos urbanos para o município de Maringá.
O objetivo do Fórum Lixo & Cidadania é oferecer um espaço para que a comunidade possa conhecer os projetos dos candidatos na área de gerenciamento ambiental, oportunizando o debate e a assinatura de carta compromisso de acordo com as propostas apresentadas pelo Fórum Lixo & Cidadania da Região Noroeste do Paraná.
Cada um dos candidatos responderá duas questões das três encaminhadas previamente pela coordenação do Fórum, tendo, 2 minutos para respondê-las e até 5 minutos para a apresentação individual do plano de governo para o gerenciamento de resíduos sólidos.
O evento, que vai ser mediado pelo jornalista Everton Barbosa, será finalizado com a assinatura da carta compromisso elaborada pelo Fórum.
Entrevistas sobre o evento podem ser feitas com Talitha Coelho: 044 9978 31 29.
Local: Anfiteatro do Colégio Marista: entrada pela Avenida Tiradentes, 963, Zona 1, Maringá.

Arquidiocese de Maringá neste final de semana vai definir 23° Plano de Ação Evangelizadora

Por Pe. Sidney Fabril
“Nos dias 15 e 16 de setembro será realizada a Assembleia Arquidiocesana que vai definir o 23º Plano de Ação Evangelizadora. A proposta aprovada pelo clero e leigos(as) não é de um plano totalmente novo, mas adaptado. Vamos continuar com as bases do atual plano, mas vamos adaptá-los às novas urgências da evangelização definidas pela CNBB, nas suas novas diretrizes.
O processo de preparação para a Assembleia Arquidiocesana começou nas paróquias. Até o final de junho, foram realizadas as assembleias paroquiais. Depois, a síntese de cada paróquia foi enviada à região pastoral. Cada região pastoral elaborou sua síntese a partir do material que recebeu das paróquias e realizou sua assembleia também, o que se deu no mês de julho. Agora foi preparada uma única síntese das respostas das oito regiões pastorais para ser apresentada e aprovada na Assembleia Arquidiocesana. 
É fundamental o processo das assembleias porque são elas que dão oportunidade aos leigos de participarem das decisões. Os leigos muitas vezes são chamados somente para executar, mas eles precisam também ajudar a decidir o que vai ser executado. Quando os leigos participam do processo de decisão, assumem muito mais a execução dos planos. As assembleias, às vezes, são pesadas e difíceis, mas, bem realizadas, produzem muito mais frutos.
Ter um plano de ação é importante...continue lendo...

11 setembro, 2012

Para refletir

PUCPR promove III Feira de Empregabilidade

Evento gratuito e aberto a comunidade reúne cerca de 23 empresas que receberão currículo dos participantes

O Câmpus Maringá da PUCPR promove nos dias 14 e 15 de setembro a III Feira de Empregabilidade. O evento irá reunir cerca de 23 empresas das áreas de recrutamento e seleção, comércio, indústria e prestação de serviços. Serão ofertadas vagas de estágio e emprego. Os candidatos devem levar currículo atualizado e também poderão fazer cadastro diretamente com os representantes das empresas. A Feira de Empregabilidade é aberta a toda comunidade e a entrada é gratuita.
No dia 14 acontece a palestra de abertura às 18h30. Das 19h às 22h30 é aberto o período de visitação. No dia 15 a visitação acontece das 8h às 12h. As atividades acontecem no 2º piso do Câmpus Maringá da PUCPR.
De acordo com a coordenadora do evento e professora do curso de Administração do Câmpus Maringá, Cleumary Soletti Pereira, na primeira edição da Feira, realizada em 2010, foram cadastrados 3584 currículos. Em 2011, foram 2595 currículos. Cleumary enfatiza que para maior efetividade na busca por um emprego é necessário que o candidato tenha um objetivo claramente definido e saiba onde e como procurar as oportunidades. “O mercado de trabalho é altamente competitivo, é preciso que o profissional receba orientações para se aperfeiçoar e adquirir novas habilidades”, ressalta.
Serviço
III Feira de Empregabilidade - Empregos e Estágios
Quando: 14/09 (sexta-feira), das 18h30 às 22h30 e 15/09 (sábado), das 8h às 12h
Onde: 2º piso da PUCPR Câmpus Maringá
Endereço: Av. Prudente de Moraes, 633 – Zona 07
Informações: (44) 3026-2322

Inauguração da nova sede PUCPR do Câmpus Maringá acontece nesta quarta-feira (12)

Evento começa às 19h com apresentação da Orquestra de Câmara da PUCPR e presença do reitor da PUCPR, Clemente Ivo Juliatto

Nesta quarta-feira (12) acontece em Maringá o evento de inauguração da nova sede do Câmpus da PUCPR na cidade. A cerimônia começa às 19h, com a presença do reitor da PUCPR, Clemente Ivo Juliatto, do prefeito de Maringá, Silvio Barros, e o arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti.
Na abertura, a Orquestra de Câmara da PUCPR irá se apresentar e será servido um coquetel. Todos os convidados irão ganhar o livro “A universidade em busca da excelência”, do reitor da Universidade.
Nova sede - As aulas do 2° semestre de 2012 já começaram no novo prédio da PUCPR. O objetivo da mudança foi aprimorar a infraestrutura da universidade, com laboratórios e equipamentos de ponta, biblioteca, salas de aula climatizadas, rede wireless e auditório para palestras, entre outras facilidades.
Além disso, os alunos podem usufruir dos serviços e suporte já oferecidos pela instituição, como o núcleo de empregabilidade, sistema integrado de bibliotecas (permite empréstimo de livros dos cinco Câmpus), programas de intercâmbio com mais de 200 instituições de ensino superior e programas de iniciação científica.
Outro ponto positivo da mudança é a localização do prédio na região central de Maringá. Assim, a Universidade ficará mais próxima a linhas de ônibus, ao terminal de transporte público, comércio e serviços ao redor.
Histórico - A PUCPR está presente em Maringá desde 2004. Inicialmente, funcionava nas dependências do Colégio Marista. Em 2007 assumiu a gestão acadêmica dos cursos oferecidos pela Faculdade Nobel. Em 2008 passou a funcionar nas instalações da Nobel, onde permaneceu até a data da mudança para a atual sede, no centro.
Sobre a PUCPR - A PUCPR é a maior universidade privada do Paraná, criada em 1959 pelo então arcebispo metropolitano de Curitiba, Dom Manuel da Silveira D’Elboux. Oferece 66 cursos de graduação, 13 cursos de Mestrado e 10 cursos de Doutorado, além dos cursos de especialização. Possui cerca de 30 mil alunos em seus cinco Câmpus: São José dos Pinhais, Curitiba, Londrina, Maringá e Toledo.

Churrascada do Lar Escola acontece neste próximo domingo

07 setembro, 2012

Ver - Avaliar - Agir - Minha orientação ao coordenador da CEBs

Coordenador de uma CEB de uma paróquia da Arquidiocese de Maringá, via e-mail, solicitou sugestões/orientações para que possa desenolver um bom trabalho.

Sugue a baixo o pedido de orientação e para evitar possíveis constrangimento ocultei o nome do coordenador, da paróquia e da CEB para preservar a identidade.
“ Estou como coordenador da comunidade (...), na paróquia (...) em Maringá, rescem implantada, gostaria de algumas sugestões/orientações, para desemvolver um trabalho, primeiro de como descobrir as nescessidades das pessoas da comunidade, depois da promoção das mesmas, quanto a saúde, catequese, participação da vida eclesial, em fim como e o que fazer pelas CEB's, dentro do "VER AVALIAR AGIR.
Aguardo atenciosamente,
(...)
CEB (...)”

Receber um pedido desse é desafiador e também muito delicado e ao mesmo tempo gratificante. Conversei muito com Deus a respeito de que resposta dar. Abaixo a resposta encaminhada ao coordenador.


Olá (...)

Você pede orientações para desenvolver um bom tralho, para descobrir as necessidades das pesseas e de realizar o “ver – avaliar e agir”. Acredite, a sua vontade de ser esse coordenador e a humildade em buscar ajuda é a principal resposta para suas perguntas.

São grandes os desafios, somos atropelados pela correria do tempo, por tantas imposições e frustações que a sociedade capitalista impõe a todos nós povo de Deus. Internet e televisão que embora sejam meios de informações são também geradoras da destruição do relacionamento familiar e comunitário. Distorce os valores cristãos e nos impõe valores que leva ao individualismo, ao comodismo e até a falta de respeito para com o outro e para consigo mesma.

Hoje um dos grandes desafios esta em motivar a criançada, adolescentes, jovens, adultos e o/as nossos/as queridos/as da terceira idade. O que fazer para levá-los a deixar o seu “mundo” e começar a participar da vida e dos acontecimentos da CEB, como catequese, grupo de jovens, grupo de reflexão, celebrações e etc.

Muito de nosso povo hoje estão carentes de afeto. Carentes de receber um bom dia, um sorrizo. Carente de alguém para ouvi-los. Estão precisando de uma mão amiga, de um olhar amigo. Aí esta o caminho, a CEBs precisam ser essa mão amiga. A CEBs precisam ser o olhar amigo.

AS CEBs precisam ser como uma Samaritana a serviço da vida . “Viu, aproximou-se, sentiu compaixão e corou-lhes as feridas” (Lc 10,33-34).

Mas como você (...) pode fazer com que a CEB (...) que você coordena seja uma Samaritana a serviço da vida?

Não tenho uma resposta pronta para você, mas o instrumento são as lideranças da CEB. É o Conselho de Pastoral da CEB (CPC).

Quando ouvimos relatos sobre Atos dos Apóstolos aparece a expressão “como eles se amam”, acredito que aí esta o segredo. A equipe de liderança da CEB precisam ser próxima umas das outras, amigas, precisam amar-se.

O povo da CEB quando ver as lideranças precisam sentir “como elas se amam”, como é bonito o relacionamento entre elas, de tal maneira que desperte em seus corações a vontade de fazer parte do grupo.

O coordenador da CEB é quem deve proporcionar meios para que haja essa união entre as lideranças. É preciso criar momento “íntimo”, bate papo gostoso, momento celebrativo só entre esse grupo e também momento mais ampliado envolvendo os familiares das lideranças.

Estando as lideranças próximas umas das outras, o grupo vai estar fortalecido e não será qualquer obstáculo que levará alguém a desanimar, porque sabe que tem onde recorrer diante das necessidades e não tem nada mais gostoso que ter amigos.

Esse relacionamento fortalecido pela oração, pela Palavra de Deus, pela presença amiga do padre será com certeza notado pelo povo da CEB e eles vão sentir “como eles se amam” e aí como sementeiras vão surgindo novas lideranças, pessoas novas para compor o grupo de lideranças na CEB, porque vão sentindo o gostinho bom de dizer sim ao chamado de Deus para servir ao seu povo. E quando surgir pessoas querendo fazer parte tem que ser acolhida, mesmo que todas as pastorais, movimentos e serviços da CEB já estajam com suas coordenações completas é preciso acolher os que vão dispertando, envolva-os de algum jeito.

Simultâneamente e/ou como um outro passo, é preciso conhecer a CEB. Conhecer o povo da CEB. Conhecer a realidade da CEB. Como em nossa Arquidiocese de Maringá o critério de organização das paróquias em redes de CEBs tem sido de aproximidade (geográfico) é preciso conhecer a extensão da CEB. A ferramenta é o CPC (as lideranças) e outras pessoas que podem estar ajundando. Importante não esquecer que os/as paroquianos/as precisam estar sabendo da organização da paróquia em redes de CEBs e se ainda não estão é preciso fazer com que saibam. O povo precisa saber a qual CEB pertence.

Para esse conhecer à CEB tem diversos caminhos e seja qual for precisa ser feito com muito acolhimento ao povo. Acolhimento alegre, fraterno e carinhoso é o caminho. ...Clique aqui e continue lendo.

7 de Setembro dia da Independência

Para refletir

06 setembro, 2012

Confira o novo vídeo clip de Joul Matéria Rima!!!

Grito dos Excluídos/as


Nesta sexta-feira (7), acontece a 18ª edição do Grito dos Excluídos e das Exluídas, sob o lema “Queremos um Estado a serviço da nação, que garanta direitos a toda população”. 
Organizações e movimentos sociais realizarão uma série de atividades em todo o país. “O Estado tem o dever de dar à população brasileira o acesso ao sistema de saúde, à educação, terra, trabalho, transporte, moradia e lazer. No entanto, isso acontece de forma precária e, em alguns casos, não ocorre”, denunciam o movimentos sociais.
Grito dos Excluídos e das Excluídas é uma manifestação popular dos trabalhadores e das trabalhadoras do campo e da cidade que acontece tradicionalmente na semana da Pátria. A concentração principal ocorrerá em Aparecida, interior de São Paulo, às 9h20, em frente à Basílica. No entanto, em todo o país devem ser realizadas mobilizações. 

05 setembro, 2012

Para refletir

Entrevista - Dom Tomás Balduíno: O futuro da Igreja está na mão do laicado, não da hierarquia

Bispo emérito da cidade de Goiás e conselheiro permanente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Dom Tomás Balduíno em entrevista a ADITAL, fala sobre as mudanças na Igreja geradas pelo Concílio Vaticano II, enfatiza o importante papel dos leigos e leigas e contextualiza o cenário da América Latina. Confira a entrevista

04 setembro, 2012

Fórum de Juventudes tem audiência com prefeito de Maringá

Por: Gelinton Batista da Cruz
A coordenação do Fórum de Juventudes entregou hoje (4) ao prefeito de Maringá uma proposta de Lei para que o Conselho Municipal da Juventude (CMJ) seja reativado. Desde 2005 a cidade não conta com o órgão que, pela legislação, deveria ser consultado para elaboração das políticas públicas voltadas aos jovens.
A Lei municipal que trata do CMJ é do ano de 2003 e perdeu a eficácia a partir de 2005. Deste então, a Prefeitura não teve iniciativa para que fosse atualizada. A proposta entregue ao prefeito Silvio Barros foi construída pelos próprios jovens e quer corrigir esta falha do Poder Público.
O prefeito prometeu encaminhar a proposta para análise do departamento jurídico do município e, em seguida, dar um retorno por meio da assessoria de juventude. Ele ainda parabenizou e agradeceu o Fórum pela iniciativa.
Iniciativa
O Fórum de Juventudes reuniu cerca de 600 jovens nos dias 23, 24 e 25 de agosto. Assessorados por especialistas em juventude, os participantes debateram os temas “Juventude e contemporaneidade”, “Juventude e violência” e “Juventude e políticas públicas”.
A iniciativa é uma parceria entre o Grupo Marista, a Pastoral da Juventude e o Setor Juventude da Arquidiocese de Maringá. Um dos objetivos é contribuir para que os jovens de Maringá voltem a ter um espaço permanente de discussão e construção de políticas públicas.