O padre Júlio Lancelotti não entenderia sua vida sem a convivência com a população de rua, até o ponto de afirmar que “faltaria na minha identidade uma parte importante”. Mesmo estando dentro do grupo de risco, ele tem 71 anos, a pandemia não o impediu de se fazer presente no meio de uma população que tem aumentado exponencialmente nos últimos meses no Brasil. Antes da pandemia já tinha se incrementado em um 50 por cento.
“Os aparatos ideológicos do sistema constroem um ideal de desejo exigente e insaciável, ao passo que, através dos anos, especialmente com o avanço do neoliberalismo, se reduziu o padrão de vida dos trabalhadores e se condenou a juventude à precarização no trabalho. O consumo de psicofármacos, instabilidade mental, ansiedade, depressão, intolerância ao sofrimento, frustração e estresse no trabalho são consequências de tudo isso”, escreve Eduardo Camín, jornalista uruguaio credenciado na ONU-Genebra, analista associado do Centro Latino-Americano de Análise Estratégica, em artigo publicado por CLAE, 03-08-2020.
"As paróquias precisam se tornar redes de pequenas Comunidades Eclesiais de Base. As CEB's aproximam as pessoas, uma se envolve com as outras, assumem compromissos e partilha acontece." (Dom Anuar Battisti - Arcebispo de Maringá)