15 outubro, 2019

Os novos caminhos têm rosto feminino



 Os novos caminhos têm rosto feminino

Uma imagem sempre valeu mais que mil palavras, especialmente nesses tempos de redes sociais em que na tela de nossos celulares estão passando fotos que provocam reações, que expressamos com um simples clique. Na manhã de sábado(12), apareceu uma imagem que mostra um passo adiante, certamente nem todo mundo vê dessa maneira, que Francisco quer as mulheres cada vez mais perto dele.

Contam de dentro da sala sinodal que, quando uma mulher fala, Francisco presta especial atenção à tela à sua frente. Ele não apenas quer ouvir, mas também vê seus rostos, suas reações, porque, como já tinha falado nos pequenos círculos formados nos momentos de pausa, ele quer que elas falem e o façam sem medo.

De fato, em alguma ocasião o Papa disse que, quando coloca um problema para homens e mulheres, as reações são diferentes, elas têm visões que se enriquecem decisivamente ao oferecer soluções. Na aula sinodal, segundo informações, tem 38 mulheres, representantes dos povos originários, religiosas, agentes das pastorais sociais, mulheres da Igreja, que já falam sem medo da necessidade de novos caminhos, que certamente já tem sido oferecidos ao Papa Francisco, porque, como escutei de algumas mulheres, incluindo algumas que participam da assembleia, “as mulheres sabemos aproveitar as brechas”.

Passos estão sendo dados, novos caminhos estão sendo construídos, é um tempo de esperança, de kairos, tempo de Deus, que também tem rosto feminino e que, através das mulheres, está nos dizendo para mudar e tornar realidade uma Igreja que seja imagem, não dos tempos modernos, mas do Reino, que é o que está na origem e fundamenta tudo.

(Luis Miguel Modino)

Fonte: Portal das CEBs

Francisco: Há uma atitude que o Senhor não tolera: a hipocrisia!



“Há uma atitude que o Senhor não tolera: a hipocrisia. É o que acontece no Evangelho de hoje. Convidam Jesus para jantar, mas para julgá-lo, não para fazer amizade”, afirmou o Papa na homilia da missa na Casa Santa Marta.
Adriana Masotti - Cidade do Vaticano

A hipocrisia foi o tema da homilia do Papa Francisco na Missa desta manhã celebrada na Casa Santa Marta, sugerido pelo Evangelho do dia, que narra a história de Jesus que é convidado por um fariseu para jantar e é criticado pelo anfitrião, porque não havia lavado as mãos antes de estar à mesa.
E o Papa comenta: "Há uma atitude que o Senhor não tolera: a hipocrisia. É o que acontece hoje no Evangelho. Convidam Jesus para jantar, mas para julgá-lo, não para fazer amigos”.

A hipocrisia, continua ele, "é precisamente aparentar ser de um jeito e ser de outro”.  É pensar secretamente de maneira diferente do que aparenta ser. E Jesus não suporta isso. E frequentemente chama os fariseus de hipócritas, sepulcros caiados.

O de Jesus não é um insulto, é a verdade. "Por fora, tu és perfeito, antes ainda, engomado precisamente com a concretude - diz ainda Francisco - mas por dentro és outra coisa".

E afirma que "a atitude hipócrita vem do grande mentiroso, o diabo". Ele é o "grande hipócrita" e os hipócritas são seus "herdeiros":

A hipocrisia é a linguagem do diabo, é a linguagem do mal que entra em nosso coração e é semeada pelo diabo. Não se pode viver com pessoas hipócritas, mas elas existem. Jesus gosta de desmascarar a hipocrisia. Ele sabe que será precisamente esse comportamento hipócrita que o levará à morte, porque o hipócrita não pensa se usa meios lícitos ou não, vai em frente: calúnia? "vamos caluniar"; falso testemunho? "busquemos um falso testemunho".

O Papa continua dizendo que alguém poderia objetar "que conosco não existe hipocrisia assim". Mas pensar isso, é um erro:

A linguagem hipócrita, não diria que é normal, mas é comum, é de todos os dias. O aparentar de uma maneira e ser de outra. Na luta pelo poder, por exemplo, as invejas, os ciúmes fazem você parecer uma maneira de ser e, por dentro, tem o veneno para matar, porque a hipocrisia sempre mata, sempre, mais cedo ou mais tarde mata.

 É necessário ser curado deste comportamento. Mas qual remédio, pergunta Francisco? A resposta é dizer "a verdade diante de Deus. É acusar a si mesmo:

Precisamos aprender a nos acusar: "Eu fiz isso, eu penso  assim, maldosamente ... sou invejoso, gostaria de destruir aquele ...", o que existe dentro, nosso, e dizer isso diante de Deus. Este é um exercício espiritual que não é comum, não é usual, mas procuremos fazê-lo:  acusar a nós mesmos,  vermo-nos no pecado, nas hipocrisias, na maldade que existe em nosso coração, porque o diabo semeia a maldade. E dizer ao Senhor: "Mas veja Senhor, como sou!", e dizer isso com humildade.

Aprendamos a acusar a nós mesmos, repete o Papa, acrescentando "talvez algo muito forte, mas é assim: um cristão que não sabe acusar a si mesmo não é um bom cristão" e corre o risco de cair na hipocrisia. E recorda da oração de Pedro quando disse ao Senhor: afasta-te de mim, porque sou um homem pecador.

"Que nós aprendamos a nos acusar – conclui o Papa - a nós, a nós mesmos".

Fonte do texto: Vatican News

Lucas 11,37-41


Naquele tempo:
37Enquanto Jesus falava,
um fariseu convidou-o para jantar com ele.
Jesus entrou e pôs-se à mesa.
38O fariseu ficou admirado
ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos
antes da refeição.
39O Senhor disse ao fariseu:
'Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora,
mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades.
40Insensatos! Aquele que fez o exterior
não fez também o interior?
41Antes, dai esmola do que vós possuís
e tudo ficará puro para vós.

Palavra da Salvação.

14 outubro, 2019

Estação Primeira de Mangueira em 2020 mais “um recado”.



Estação Primeira de Mangueira em 2020 mais “um recado”.

Campeã do carnaval de 2019 vai pisar na Sapucaí com o enredo 'A verdade vos fará livre'.
Em 2019 a escola recontou a história do Brasil a partir de heróis negros e índios.

A mídia já divulga a ousadia da Mangueira, com títulos diversos:
- “Teologia da Libertação será tema da Mangueira em 2020”
- “Enredo 2020 da Mangueira traz Cristo histórico contra a intolerância “A verdade vos fará livre””
- “Mangueira terá como tema em 2020 a volta de Jesus em um mundo intolerante”
- “Mangueira apresentará o verdadeiro Jesus Cristo ao Brasil”

Sinopse 2020 (fonte site da Mangueira)

Nasceu pobre e sua pele nunca foi tão branca quanto sugere sua imagem mais popular. Sem posses e mais retinto do que lhe foi apresentado, andou ao lado daqueles que a sociedade virou as costas oferecendo-lhes sua face mais amorosa e desprovida de intolerância. Sábio, separou o joio do trigo, semeou terrenos férteis e jamais deixou uma ovelha sequer para trás.
Exaltou os humildes e condenou o acúmulo de riqueza. Insurgiu-se contra o comércio da fé e desafiou a hipocrisia dos líderes religiosos de seu tempo. Questionou o poder do império romano e condenou a opressão. Seu comportamento pacifista e suas ideias revolucionárias inflamaram o discurso dos algozes que passaram a excitar o estado a decretar sua sentença. O fim todos sabemos: Foi torturado, padeceu e morreu.
Séculos depois, sua trajetória ainda anda na boca dos homens e em seu nome, para o mal dito “de bem” – e com rígido contorno de moralidade - muito já foi realizado de forma estanque ao  sentido mais completo do AMOR por ele difundido. O amor incondicional, irrestrito e ágape.
Por isso, quando preso à cruz, ele não pode ser apresentado como um. Ser um, exclui os demais. Preso à cruz, ele é a extensão de tantos, inclusive daqueles que a escolha pelo modelo “oficial” quis esconder.  Sendo assim, sua imagem humana não pode ser apenas branca e masculina. Na cruz, ele é homem e é também mulher. Ele é o corpo indígena nu que a igreja viu tanto pecado e nenhuma humanidade. Ele é a ialorixá que professa a fé apedrejada e vilipendiada. Ele é corpo franzino e sujo do menor que você teme no momento em que ele lhe estende a mão nas calçadas. Na cruz, ele é também a pele preta de cabelo crespo. Queiram ou não queiram, o corpo andrógino que te causa estranheza, também é a extensão de seu corpo.
Sem anunciar o inferno, ele prometeu que voltaria. Acredito que, se ele voltasse à terra por uma encosta que toca o céu - para nascer da mesma forma: pobre e mais retinto, criado por pai e mãe humilde, para viver ao lado dos oprimidos e dar-lhes acolhimento - ele desceria pela parte mais íngreme de uma  favela qualquer dessa cidade. Talvez na Vila Miséria*, região mais alta e habitada do Morro de Mangueira. Ali, uma estrela iluminaria a sala sem emboço onde ele nasceria menino outra vez. Então, ele cresceria entre os becos da Travessa Saião Lobato*, correria junto das crianças da Candelária*, espalharia suas palavras no Chalé* e no "Pindura" Saia*. Impediria que atirassem pedras contra os que vivem nas quebradas e nos becos do Buraco Quente*. Estaria do lado dos sem eira e nem beira estranhando ver sua imagem erguida para a foto postal tão distante, dando as costas para aqueles onde seu abraço é tão necessário.
Se sobrevivesse às estatísticas destinadas aos pobres que nascem em comunidades, chegaria aos 33 anos para morrer da mesma forma. Teria a morte incentivada pelas velhas ideias que ainda habitam os homens. O amor irrestrito ainda assusta. A diferença jamais foi entendida. Estender a mão ao oprimido ainda causa estranheza. Seria torturado com base nas mesmas ideias.
Morto, ressuscitaria mais uma vez e, por ter voltado em Mangueira, saudaríamos a possibilidade de vermos seu sorriso amoroso novamente com o que aqui fazemos de melhor. Louvaríamos sua presença afetuosa com samba e batucada. Vestiríamos todos nossa roupa mais cara. Aquela de paetês e purpurina. De cetim com joias falsas. Desfilaríamos diante dele e, em seu louvor, instauraríamos a lei que rege nossos três dias de folia. Sem pecado, irmanados e em pleno estado de graça.
Explicaríamos nessa ocasião que a cruz pesada que carregamos como fardo ao longo do ano nos é tirada das costas no carnaval. Por ter vencido a morte e sem ter o peso de sua cruz nas costas, ele sorri para a baiana que desce para se apresentar. Ele acena com a mão direita para a passista que amarra a sandália, enquanto a mão esquerda dá a benção para o ritmista que rompe o silencio com a levada de seu tamborim.
Fitando o céu, ele parece ver algo ou alguém acima da linha do horizonte . Sorri, como se pego em meio a brincadeira e se soubesse humano também.  Entendendo que ali ele é rebento e que todos, sem exceção, são seu rebanho; ciente de que o pecado, por vezes, é invenção para garantir medo e servidão, ele pede para que toda essa gente que brinca anuncie enquanto canta sorrindo: A VERDADE VOS FARÁ LIVRE.
 Vila Miséria* Travessa Saião Lobato* Candelária* Chalé* Pindura Saia* Buraco Quente* - Todos os nomes referem-se a localidades ocupadas pela comunidade do Morro da Mangueira.
 Rio de Janeiro, Julho de 2019.
PESQUISA, DESENVOLVIMENTO E TEXTO: LEANDRO VIEIRA

12 outubro, 2019

Invocação a Mariama

Lindo e Profético!

De  Dom Helder Camara
Invocação a Mariama

Mariama, Nossa Senhora, mãe de Cristo e Mãe dos homens!

Mariama, Mãe dos homens de todas as raças, de todas as cores, de todos os cantos da Terra.

Pede ao teu filho que esta festa não termine aqui, a marcha final vai ser linda de viver.

Mas é importante, Mariama, que a Igreja de teu Filho não fique em palavras, não fique em aplausos.

O importante é que a CNBB, a Conferência dos Bispos, embarque de cheio na causa dos negros.

Como entrou de cheio na pastoral da terra e na pastoral dos índios.

Não basta pedir perdão pelos erros de ontem.
É preciso acertar o passo de hoje sem ligar ao que disserem.

Claro que dirão, Mariama, que é política, que é subversão, que é comunismo.

É Evangelho de Cristo, Mariama.

Mariama, Mãe querida, problema de negro acaba se ligando com todos os grande problemas humanos.

Com todos os absurdos contra a humanidade, com todas as injustiças e opressões.

Mariama, que se acabe, mas se acabe mesmo a maldita fabricação de armas.

O mundo precisa fabricar é Paz.

Basta de injustiça! De uns sem saber o que fazer com tanta terra e milhões sem um palmo de terra onde morar.

Basta de alguns tendo de vomitar para poder comer mais e cinquenta milhões morrendo de fome num ano só.

Basta de uns com empresas se derramando pelo mundo todo e milhões sem um canto onde ganhar o pão de cada dia.

Mariama, Nossa Senhora, Mãe querida, nem precisa ir tão longe, como no teu hino.

Nem precisa que os ricos saiam de mãos vazias e o pobres de mãos cheias. Nem pobre nem rico!

Nada de escravo de hoje ser senhor de escravos amanhã.

Basta de escravos!

Um mundo sem senhores e sem escravos. Um mundo de irmãos.

De irmãos não só de nome e de mentira. De irmãos de verdade, Mariama.

11 outubro, 2019

Duas datas, afetivas e amorosas: a festa de Nossa Senhora e o dia das crianças!


Um pequeno texto, escrevi para esta data tão especial

Duas datas, afetivas e amorosas: a festa de Nossa Senhora e o dia das crianças!

No dia 12 de outubro, celebramos duas datas afetivas e amorosa, a festa da Mãe de Jesus e nossa Mãe Nossa Senhora Aparecida e o dia das crianças.

A maternidade e a fecundidade revela a beleza incondicional da vida. Jesus nos ensina que para poder entrar no Reino de Deus é preciso ser igual uma criança. Todos, mulheres e homens, são um pouco “mães” e eternas “crianças”.

Que haja dedicação para oferecermos as nossas crianças o que há de mais precioso: amor, ternura, misericórdia, educando-as para a vida e garantindo-lhes direitos básicos de cidadania.

Jesus acolhia as crianças, as abençoava, trazia-as para o centro das conversas e a elas dava atenção especial. Ele sabia que a singeleza e pureza de uma criança é o reflexo do coração de nosso Deus.

“Assim como no Evangelho, Jesus acolhe as crianças, abraça-as e abençoa-as, também nós temos.... a necessidade de ver cada criança como um dom que deve ser acolhido, amado e protegido.”. (Papa Francisco).

Precisamos ser a base, para que todas as crianças possam persistirem dia-a-dia nessa busca pela adolescência, juventude e vida adulta.  para que nenhuma criança desista do sonho de crescer. Então que este sonho de “ser gente grande” seja garantido e que sejam mesmo, cada um deles, gente grande em essência, em dons, em capacidades, em desenvolvimento, em ética e em soberania, em seu pais.

É preciso fazer-se presente onde for preciso, para que, a cada dia 12 de outubro, possamos comemorar a conquista da vida digna, da inclusão, da educação, da alimentação... das brincadeiras, dos sorrisos inocentes.

No Evangelho das bodas de Caná (Jo 2,1-11) ao escutarmos o conselho de Maria, “fazei o que ele vos disser” (J0 2,5), revela-nos que a devoção, o carinho e o amor a Nossa Senhora nos conduz sempre a Jesus e com ela aprendemos a acolher o Evangelho.

Coloquemos sob a proteção de Nossa Senhora todas as crianças do Brasil e do mundo, e cada um de nós, pois “se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos céus” (Mt 18,3).

Para refletir


Cinco beatos que serão canonizados dia 13 de outubro


Biografias dos cinco novos santos

Serão canonizados os beatos: Irmã Dulce Lopes Pontes, João Henrique Newman, Josefina Vannini, Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, e Margarida Bays;

Foram apresentadas, na manhã deste sábado (11/10), na Sala de Imprensa da Santa Sé, pelos seus respectivos Postuladores, as biografias dos cinco novos Santos, que serão canonizados pelo Papa, no próximo domingo, na Praça São Pedro.


Os novos Santos serão:

- João Henrique Newman, convertido do Anglicanismo, fundador do Oratório de São Felipe Neri, na Inglaterra; e quatro mulheres:

- Irmã Dulce Lopes Pontes, no civil Maria Rita, primeira santa brasileira, da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus;

- Margarida Bays, virgem, Terciária da Ordem de São Francisco de Assis;

- Josefina Vannini, no civil Judite Adelaide Águeda, fundadora das Filhas de São Camilo; e

- Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, Fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família.

 Eis alguns breves dados biográficos dos novos Santos

Cardeal João Henrique Newman:

 João nasceu em Londres, em 1801. Foi ordenado sacerdote pela Igreja Anglicana tornando-se pároco de São Clemente, em Oxford.

Em 1845, Newman converteu-se ao catolicismo e, alguns anos depois, foi ordenado sacerdote da Igreja Católica. Fundou o Oratório de São Felipe Neri e foi criado Cardeal em 1879, com o lema "O coração fala ao coração”.

Joao Newman faleceu em 11 de agosto de 1880 e foi beatificado por Bento XVI em 19 de setembro de 2010.

Irmã Dulce Lopes Pontes:

Maria Rita nasceu, em Salvador, Bahia, em 1914. Tinha 6 anos quando sua mãe faleceu. Aos 18, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, onde recebeu o nome de Dulce. Fundou a União dos Trabalhadores de São Francisco, um movimento operário cristão, e o hospital Santo Antônio.

Irmã Dulce faleceu na capital baiana em 1992. Foi beatificada em 2011, durante o Pontificado de Bento XVI.

O milagre que a levou à canonização é a cura milagrosa de José Maurício Bragança Moreira, que ficou cego por causa de um glaucoma grave. Ao sofrer de conjuntivite, colocou uma pequena imagem da Irmã Dulce sobre os olhos, pedindo a sua intercessão. Quando acordou, voltou a ver de novo.

Josefina Vannini:

Josefina Vannini nasceu em Roma, em 1859. Aos quatro anos de idade, perdeu o pai e, três anos depois, a mãe. Durante os exercícios espirituais, conheceu o sacerdote camiliano, Padre Luigi Tezza, que reconheceu nela a pessoa indicada para iniciar uma nova Congregação, fundada em 1892, com o nome de Filhas de São Camilo.

Madre Josefina faleceu em 1911 e, em 1994, foi beatificada por São João Paulo II.

O milagre que a levou à canonização, refere-se a Arno Klauck, mestre de obras de Sinop (MT), que caiu do terceiro andar enquanto colocava vigas de madeira. Enquanto caía, invocou a intercessão da religiosa, salvando-se, milagrosamente, com apenas alguns hematomas.

Maria Teresa Chiramel Manki-diyan:

Maria Teresa nasceu em 1876, em Puthenchira, estado indiano de Kérala. Recebeu muitas graças místicas de Deus, como visões de Nossa Senhora e de Santos, além dos estigmas de Cristo, em 1909, que sempre manteve em segredo.

Em 1914, Maria Teresa fundou a Congregação das Irmãs da Sagrada Família. Sofrendo de diabetes, faleceu em 1926.

Madre Maria Teresa Chiramel foi beatificada por São João Paulo II, em 9 de abril de 2000.

Margarida Bays:

Margarida nasceu em Friburgo, na Suíça, em 1815. Filha de agricultores, trabalhou toda a sua vida como costureira. Acometida por um câncer, com a idade de 40 anos, ficou, inexplicavelmente, curada, em 8 de dezembro de 1854, dia em que Pio IX proclamou o Dogma da Imaculada Conceição.

Margarida teve muitas experiências místicas e experimentou os estigmas. Faleceu em 27 de junho de 1879 e foi beatificada por São João Paulo II, em 29 de outubro de 1995.

Fonte: Vatican News

A TV Globo exibe nesta sexta (11), às 15h15, na Sessão da Tarde, o filme "Irmã Dulce"

A TV Globo exibe nesta sexta (11), às 15h15, na Sessão da Tarde, o filme "Irmã Dulce"


IRMÃ DULCE- O FILME Trailer Oficial (2014) HD

IRMÃ DULCE- O FILME Trailer Oficial dirigido por Vicente Amorim com Bianca Comparato, Regina Braga, Glória Pires

“Irmã Dulce” conta a emocionante história da mulher que, indicada ao Nobel, chamada em vida de “Anjo Bom da Bahia” e beatificada pela Igreja, nunca se importou com títulos. A história de uma mulher cujo único objetivo era confortar os necessitados, cuidar dos doentes, amparar os miseráveis – a qualquer custo, com a ajuda de quem fosse.


A obra se passa da década de 1940 aos anos 1980 e mostra como a religiosa católica enfrentou uma doença respiratória incurável, o machismo, a indiferença de políticos e os dogmas da igreja para dedicar sua vida ao cuidado dos miseráveis, deixando um legado que se estende até os dias atuais.




10 outubro, 2019

Bolsonaro veta atendimento de psicólogo e assistente social nas escolas públicas Fonte: Agência Senado

Um intelectual é a pessoa que produz pensamentos.

Essa definição explica a atitude do Presidente do Brasil Jair Messias Bolsonaro de vetar o atendimento de psicólogo e assistente social nas escolas públicas.

Há deficiência intelectual. A escola é o espaço onde mais se percebe essa deficiência.


O presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente a proposta que garantia atendimento por profissionais de psicologia e serviço social aos alunos das escolas públicas de educação básica. O PLC 60/2007 (PL 3.688/2000, na Câmara dos Deputados) foi aprovado em setembro pelos deputados, na forma de um substitutivo elaborado pelo Senado.

Depois de ouvir os Ministérios da Educação e da Saúde, a Presidência decidiu vetar o projeto, argumentando que há inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público.

“A propositura legislativa, ao estabelecer a obrigatoriedade de que as redes públicas de educação básica disponham de serviços de psicologia e de serviço social, por meio de equipes multiprofissionais, cria despesas obrigatórias ao Poder Executivo, sem que se tenha indicado a respectiva fonte de custeio, ausentes ainda os demonstrativos dos respectivos impactos orçamentários e financeiros, violando assim as regras do artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, bem como dos artigos 16 e 17 da Lei de Responsabilidade Fiscal e ainda do artigo 114 da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2019 (Lei 13.707, de 2018)”, diz a justificativa do veto.

Pela proposta do ex-deputado José Carlos Elias, equipes com profissionais dessas disciplinas deveriam atender os estudantes dos ensinos fundamental e médio, buscando a melhoria do processo de aprendizagem e das relações entre alunos, professores e a comunidade escolar. O texto ainda estabelecia que, quando houvesse necessidade, os alunos deveriam ser atendidos em parceria com profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS).

Deputados e senadores vão analisar o veto quando ele for incluído na pauta do Congresso Nacional.


Fonte: Agência Senado

Para Refletir

Em época de tantas vozes críticas aos nossos pastores, recordemos as palavras de Dom Tomás Balduíno...


O Papa Francisco pede a palavra no Sínodo e aborda vários tópicos, incluindo as violências na Amazônia e o clericalismo


Na tarde desta quarta-feira, durante a sexta Congregação do Sínodo Pan-amazônico, o Papa Francisco pediu a palavra e depois falou por vários minutos, abordando diferentes tópicos. Em particular, analisou os fenômenos de violência que afetam inúmeras áreas da Amazônia e que visam populações indefesas.
A informação foi publicada por Il Sismografo, 09-10-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.
Depois, o Santo Padre também quis analisar, com entusiasmo e esperança, o grande trabalho pastoral realizado na região pelas congregações religiosas, entre as quais várias tiveram entre suas fileiras mártires que tombaram na realização desse trabalho. Por fim, o papa abordou um tema que lhe é caro, porque é um obstáculo a uma evangelização eficaz e autêntica: a clericalização ou clericalismo.
Fonte: IHU

08 outubro, 2019

O possível lado bom de um cisma católico - Celso Pinto Carias



Por Celso Pinto Carias
  
Primeiramente: de forma alguma estaremos aqui defendendo um cisma. Por melhores consequências que ele traga, sempre produz dor. E quem sofre mais é o povo. No entanto, neste contexto de crise civilizatória em que estamos imersos, a confusão está tão generalizada que ele poderia ter um resultado positivo. Depois, não vivemos mais em um mundo monolítico e sim em uma realidade plural. E a crise da modernidade não indica que a sua superação será a construção de uma única cultura, mesmo que alguns saudosistas ultraconservadores sonhem com isso.

Talvez a grande maioria das pessoas que professam o cristianismo não saiba o que é um cisma. A palavra quer dizer divisão de um grupo. Tem sido usada há muito tempo no âmbito do cristianismo. Aconteceram alguns cismas ao longo da história cristã. Os mais significativos se desdobraram no aparecimento da Igreja Ortodoxa (1054), do Protestantismo (século XVI – 16) e a Igreja Anglicana (também século XVI – 16). Pode-se afirmar que a questão de fundo de toda e qualquer divisão no cristianismo passou por uma questão de poder. As questões religiosas eram um pretexto.

E hoje, estamos de novo em uma crise do poder. Crise que também afeta a Igreja Católica. Nestes dias o Papa Francisco chegou tocar no assunto cisma. Em viagem para três países africanos (10/09/2019), perguntado por jornalistas no avião disse: “Rezo para que não haja cisma, mas não tenho medo”. Sim, por que temer? Não seria o primeiro e nem último. Porém, poderia trazer unidade de proposito para todas as pessoas que na Igreja Católica acreditam que os sinais do Reino de Deus precisam ser realizados aqui e agora. Sinais e não realização definitiva. Por conta dos fiscais de plantão, os que tornam a Igreja uma alfandega, como já disse Francisco, precisamos explicar tudo. “Olha, não estamos falando de um reino definitivo aqui na terra, não estamos deixando de lado a dimensão escatológica da fé cristã… Olha a opção preferencial pelos pobres, não excluí quem não é pobre, olha, olha, olha…”.

Há um grupo minoritário, mas extremamente poderoso, pois tem ajuda dos poderosos do mundo, bilionários, que financiam, direta ou indiretamente, os ataques ao Papa Francisco. O Cardeal Burke não pode deixar de ser mencionado. Mas ele não é o principal problema. Na crise atual, o poder dominador concentrado no grande capital, não é capaz de tentar superar os problemas com a partilha. Continua estruturado no esquema de concentração. Monta uma série de justificativas para afirmar que o pleno desenvolvimento garantirá a vida digna para os pobres. Promessa feita há dois séculos. Enquanto isso, os ricos ficam cada vez mais ricos e a miséria não resolvida. Então, é preciso achar culpados. Os culpados, na lógica deles, é sempre a vítima.

Sabemos que as religiões podem ser usadas pela lógica de um poder dominador. Isso é fato. Não compartilhamos de críticas destrutivas da religião, mas como ela tem um forte componente humano, é indiscutível que ela pode ser instrumentalizada. Somos seres sociais e em sociedade tudo pode ser utilizado para manter poderes que se veem ameaçados pela lógica da partilha.

Ora, como cristão católico assumo o caráter divino da Igreja. Porém, não reconhecer a realidade humana que perpassa sua estrutura seria como colocar “uma luz debaixo da mesa” (Mt 5,15). Os escândalos, de vários tipos, estão aí para comprovar. E o Papa Francisco tem usado imagens fortes para demonstrar que não está disposto a fazer uma ação na qual se esconda os problemas. Chegou a dizer, nas vésperas do Natal de 2014, que existem 15 doenças na Cúria Romana. Assumir esta realidade não diminui a Igreja, ao contrário, ela ganha credibilidade, confiabilidade. Dentro da Igreja Católica, quem tem se oposto ao Papa Francisco pode ser aquele que tem algo a esconder, que tem algo a perder do ponto de vista moral ou material.

Olhando a história dos cismas se verifica com facilidade que por trás de disputas teológicas quase sempre se esconde  uma questão de poder. O teológico poderia ser resolvido com debates e aprofundamentos, como em tantas outras vezes aconteceu, mas pode ganhar proporções cismáticas quando interessa a um grupo de poder em determinado. Pode-se exemplificar com o caso da Reforma Protestante. Tanto que a Igreja Católica reconheceu, em documento (Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação da Federação Luterana Mundial e da Igreja Católica, assinado em 31 de outubro de 1999), que luteranos e católicos tem a mesma doutrina da justificação. Mas antes disso quanto sofrimento se deu. Era interessante para os príncipes alemães incrementar as disputas. Basta ler bons livros de história para comprovar com facilidade. Ou pelo menos assistir um filme feito por luteranos alemães (Lutero) no qual se percebe as crises que o próprio Lutero sofreu por ver seus protestos serem utilizados indevidamente. O filme é extremamente interessante porque justamente foi feito por luteranos.

Contudo, apesar do sofrimento, a Igreja Católica se viu obrigada a fazer uma reforma e que trouxe bons frutos, cujo marco foi o Concílio de Trento. Sem Lutero, que foi um grande teólogo, quanto tempo a Igreja demoraria em corrigir o rumo?

Hoje, como dito, vivemos uma grande confusão. Os desavisados ou utilizados pelo poder dominador, podem fazer coro a este grupo minoritário e fazer com que se tome uma decisão drástica. Os filhos das trevas são espertos. Por isso, é preciso dar todo apoio ao Papa Francisco. Ele não pode se sentir sozinho.

Tenta-se o diálogo, procura-se a conciliação, busca-se com todas as forças uma lógica de perdão. Porém, os grupos de poder quando atingidos são incansáveis e levam muita gente boa com eles. Neste momento, por exemplo, em que se realiza o Sínodo para a Amazônia, temos buscado, com nossos parcos meios eletrônicos, a informar o que de fato está acontecendo, mas que dificuldade.

Eles parecem que querem nos forçar a fazer o cisma. Temos apanhado muito nas últimas décadas, mas temos resistido, pois amamos a Igreja. Agora, o contrário não pode ser dito na mesma proporção. Quem não aceitou o Concílio Vaticano II? Quem tem procurado fazer interpretações que colocam a eclesiologia do Concílio debaixo do tapete na perspectiva de Igreja como Povo de Deus? Quem tem perseguido de modo incansável a teólogos e teólogas que, bem fundamentados, procuram servir a Igreja na perspectiva do diálogo com a cultura moderna como nos recomendou a Gaudium et Spes? Somos incapazes de erro? Obviamente que não. Porém, estamos dispostos ao diálogo, à correção fraterna, se de forma evangélica nos procuram corrigir.

O modus operante dos grupos de poder não é o diálogo. É o autoritarismo e a mentira. Quantos têm dito por aí, incluindo padres e bispos, que Leonardo Boff foi excomungado sem mostrar documento algum no qual isto seja dito? Quantos não se utilizam da boa fé do povo para manter seus privilégios de uma vida de luxo e riqueza? Não queriam a canonização de Dom Oscar Romero, pois diziam que ele agiu como político e não como bispo. Não compreendem que como disse o Papa Pio XII, e que foi repetido por São Paulo VI e agora por Francisco, que a política é forma mais nobre de exercer a caridade. Agora precisam suportar São Oscar Romero na ladainha.

Portanto, o possível lado bom de um cisma na Igreja Católica hoje, seria o reconhecimento desses grupos de poder que eles estão certos e que continuassem o seu caminho, deixando que o Concílio Vaticano II seja aprofundado. Mas porque não fazem? Presumimos que avaliem os custos morais e econômicos. E então, preferem, usando até meios espúrios, tentar nos empurrar para fora. Demonizam palavras e conceitos sem nenhum pudor, pois sabem que o povo acredita neles e não vão procurar verificar a veracidade. E hoje, com as mídias digitais, nem se fala. Tenho visto parentes e amigos muito próximos, simplesmente divulgarem informações completamente inverídicas, as tais fake news.

Eles podem dizer: “Mas vocês nunca criticaram o Papa João Paulo II ou Papa Bento XVI?”. Sim, houve críticas, e até exageros de alguns. Mas a maioria sempre respeitosa, e raramente usando os meios de comunicação social. Hoje o Papa Francisco é até xingado, e não por descrentes, mas por católicos. Em uma determinada arquidiocese do Brasil um grupo de católicos, sim católicos, chegou a colocar um outdoor com a seguinte frase: “tirem o PT do altar”. Se quiséssemos usar da mesma lógica se poderia dizer: “tirem o PSL do altar”, “tirem a pena de morte do altar”, “tirem o massacre dos pobres do altar”, “tirem a vontade de destruir a natureza do altar”, e por aí vai.

Não queremos, em hipótese alguma, um cisma. MAS NÃO TEMOS MEDO DELE. É preciso ter coragem de ir a publico para defender o Papa Francisco. Temos ouvido um silêncio ensurdecedor de muitos.  Agora, por exemplo, quantas dioceses levantaram a voz, não para rezar para que não aconteçam possíveis heresias no Sínodo, para proclamar a comunhão com o Papa? Quantos meios de comunicação de inspiração católica têm buscado com veemência esclarecer de que se trata o Sínodo? Enfim, neste dia 06 de outubro, que possamos nos inspirar no Evangelho: “Somos servos inúteis, fizemos o que devíamos fazer” (Lc 17,10).

Ser pobre no Brasil!


Ser pobre no Brasil! 


“Ser pobre no Brasil não é nem ser quem não tem nada. Eu acho que os ricos são mais pobres que a gente, porque eles não fazem nada para ajudar. Acho eles mais pobres do que esses mendigos que moram debaixo da ponte porque estes, pelo menos, têm liberdade de falar a verdade. O governante não. Ele fica só iludindo o povo e não faz nada para ajudar nem para resolver os problemas. Olhe a saúde como está, entende? Isso que é pobreza: você chegar ao hospital e não ter médico. Você ir ao posto e não ter médico. E o governante ainda tem a coragem de dizer que a saúde está boa! A gente que não tem uma condição boa. Nós, para ele, somos pobres; mas, para nós, eles que são pobres, não é? De sentimento e de coração.”

(ORELINA NUNES, 36 ANOS Catadora de materiais recicláveis (Coorpefé))

07 outubro, 2019

O silêncio dos homens | Documentário completo




“O Silêncio dos Homens”

A obra provoca reflexão sobre o modelo de masculino que se impõe sobre meninos e homens e como isso acaba por silenciá-los

Muito bom. Vejam o vídeo

A fonte do texto que segue Carta Capital

A obra provoca reflexão sobre o modelo de masculino que se impõe sobre meninos e homens e como isso acaba por silenciá-los
A iniciativa Papo de Homem, plataforma que produz conteúdo crítico sobre masculinidade, lançou o documentário “O Silêncio dos Homens”. A obra tem o objetivo de provocar reflexão sobre o modelo de masculino que se impõe sobre meninos e homens e como isso acaba por silenciá-los ao longo da vida.


A obra provoca reflexão sobre o modelo de masculino que se impõe sobre meninos e homens e como isso acaba por silenciá-los
A iniciativa Papo de Homem, plataforma que produz conteúdo crítico sobre masculinidade, lançou o documentário “O Silêncio dos Homens”. A obra tem o objetivo de provocar reflexão sobre o modelo de masculino que se impõe sobre meninos e homens e como isso acaba por silenciá-los ao longo da vida.


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“Silêncio aqui tem sentido amplo. É emocional, verbal, social, tanto individual como coletivo. Estamos falando de uma rigidez psicológica, que se torna um vulcão quando associada aos “mandamentos da masculinidade”: ser bem-sucedido profissionalmente, não agir de modos que pareçam femininos, não levar desaforo pra casa, dar em cima das mulheres sempre que possível, não expressar emoções, dentre outros”, escreveu um dos idealizadores do projeto, Guilherme Nascimento Valadares.

O filme é fruto de uma pesquisa que envolveu mais de 40 mil pessoas e dá continuidade a pesquisas feitas pela Papo de Homem. “Em 2016 lançamos o nosso primeiro documentário com pesquisa, que escutou mais de 20.000 pessoas. Ele nos mostrou que 7 em cada 10 homens não falam sobre seus maiores medos e dúvidas com os amigos. Já notávamos o mesmo fenômeno em nossas rodas de conversa há mais de 10 anos. E, à medida em que nos aprofundamos no estudo sobre masculinidades, observamos como esse silêncio está na raiz de vários outros problemas: violência doméstica, ausência de mulheres em posições de poder na política e economia, assédio, altíssimas taxas de suicídio, homicídio, mortes no trabalho e encarceramento entre os próprios homens… a lista é longa”, explica Valadares.

Para Refletir


Homilia do Papa Francisco da Missa de abertura do Sínodo




Homilia do Papa Francisco da Missa de abertura do Sínodo

"O fogo de Deus é calor que atrai e congrega em unidade. Alimenta-se com a partilha, não com os lucros. Pelo contrário, o fogo devorador alastra quando se quer fazer triunfar apenas as próprias ideias, formar o próprio grupo, queimar as diferenças para homogeneizar tudo e todos."
HOMILIA DO SANTO PADRE
Eucaristia do XXVII Domingo do Tempo Comum
concelebrada com os novos Cardeais na Abertura da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Panamazônia

 (Basílica de São Pedro, 6 de outubro de 2019)

O apóstolo Paulo, o maior missionário da história da Igreja, ajuda-nos a «fazer Sínodo», a «caminhar juntos»; parece dirigido a nós, Pastores ao serviço do povo de Deus, aquilo que escreve a Timóteo.

Começa dizendo: «Recomendo-te que reacendas o dom de Deus que se encontra em ti, pela imposição das minhas mãos» (2 Tm 1, 6). Somos bispos, porque recebemos um dom de Deus. Não assinamos um acordo; colocaram-nos, não um contrato de trabalho nas mãos, mas mãos sobre a cabeça, para sermos, por nossa vez, mãos levantadas que intercedem junto do Senhor e mãos estendidas para os irmãos. Recebemos um dom, para sermos dons. Um dom não se compra, não se troca nem se vende: recebe-se e dá-se de prenda. Se nos apropriarmos dele, se nos colocarmos a nós no centro e não deixarmos no centro o dom, passamos de Pastores a funcionários: fazemos do dom uma função, e desaparece a gratuidade; assim acabamos por nos servir a nós mesmos, servindo-nos da Igreja. Ao passo que a nossa vida, dom recebido, é para servir. No-lo recorda o Evangelho, que fala de «servos inúteis» (Lc 17, 10); expressão esta, que pode querer dizer também «servos sem fins lucrativos». Por outras palavras, não trabalhamos para obter lucro, um ganho nosso, mas, sabendo que gratuitamente recebemos, gratuitamente damos (cf. Mt 10, 8). Colocamos toda a nossa alegria em servir, porque fomos servidos por Deus: fez-Se nosso servo. Queridos irmãos, sintamo-nos chamados aqui para servir, colocando no centro o dom de Deus.

Para sermos fiéis a esta chamada, à nossa missão, São Paulo lembra-nos que o dom deve ser reaceso. O verbo usado é fascinante: reacender, no original, significa literalmente «dar vida a uma fogueira» [anazopurein]. O dom que recebemos é um fogo, é amor ardente a Deus e aos irmãos. O fogo não se alimenta sozinho; morre se não for mantido vivo, apaga-se se a cinza o cobrir. Se tudo continua igual, se os nossos dias são pautados pelo «sempre se fez assim», então o dom desaparece, sufocado pelas cinzas dos medos e pela preocupação de defender o status quo. Mas «a Igreja não pode de modo algum limitar-se a uma pastoral de “manutenção” para aqueles que já conhecem o Evangelho de Cristo. O ardor missionário é um sinal claro da maturidade de uma comunidade eclesial» (Bento XVI, Exort. ap. pós-sinodal Verbum Domini, 95). Porque a Igreja está sempre em caminho, sempre em saída; nunca fechada em si mesma. Jesus veio trazer à terra, não a brisa da tarde, mas o fogo.

O fogo que reacende o dom é o Espírito Santo, dador dos dons. Por isso, São Paulo continua: «Guarda, pelo Espírito Santo que habita em nós, o precioso bem que te foi confiado» (2 Tm 1, 14). E antes escrevera: «Deus não nos concedeu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de prudência» (1, 7). Não um espírito de timidez, mas de prudência. Alguém pode pensar que a prudência seja a virtude «alfândega», que, para não errar, faz parar tudo. Mas não! A prudência é virtude cristã, é virtude de vida; mais, é a virtude do governo. E Deus deu-nos este espírito de prudência. Em oposição à timidez, Paulo coloca a prudência. Que é, então, esta prudência do Espírito? Como ensina o Catecismo, a prudência «não se confunde com a timidez ou o medo», mas «é a virtude que dispõe a razão prática para discernir, em qualquer circunstância, o nosso verdadeiro bem e para escolher os justos meios de o atingir» (n. 1806). A prudência não é indecisão, não é um comportamento defensivo. É a virtude do Pastor que, para servir com sabedoria, sabe discernir, sensível à novidade do Espírito. Então, reacender o dom no fogo do Espírito é o oposto de deixar as coisas correr sem se fazer nada. E ser fiéis à novidade do Espírito é uma graça que devemos pedir na oração. Ele, que faz novas todas as coisas, nos dê a sua prudência audaciosa; inspire o nosso Sínodo a renovar os caminhos para a Igreja na Amazónia, para que não se apague o fogo da missão.

O fogo de Deus, como no episódio da sarça ardente, arde mas não consome (cf. Ex 3, 2). É fogo de amor que ilumina, aquece e dá vida; não fogo que alastra e devora. Quando sem amor nem respeito se devoram povos e culturas, não é o fogo de Deus, mas do mundo. Contudo quantas vezes o dom de Deus foi, não oferecido, mas imposto! Quantas vezes houve colonização em vez de evangelização! Deus nos preserve da ganância dos novos colonialismos. O fogo ateado por interesses que destroem, como o que devastou recentemente a Amazônia, não é o do Evangelho. O fogo de Deus é calor que atrai e congrega em unidade. Alimenta-se com a partilha, não com os lucros. Pelo contrário, o fogo devorador alastra quando se quer fazer triunfar apenas as próprias ideias, formar o próprio grupo, queimar as diferenças para homogeneizar tudo e todos.

Reacender o dom; receber a prudência audaciosa do Espírito, fiéis à sua novidade; São Paulo faz uma última exortação: «Não te envergonhes de dar testemunho (…), mas compartilha o meu sofrimento pelo Evangelho, apoiado na força de Deus» (2 Tm 1, 8). Pede para testemunhar o Evangelho, sofrer pelo Evangelho; numa palavra: viver para o Evangelho. O anúncio do Evangelho é o critério primeiro para a vida da Igreja: é a sua missão, a sua identidade. Mais adiante, Paulo escreve: «Estou pronto para oferecer-me como sacrifício» (4, 6). Anunciar o Evangelho é viver a oferta, é testemunhar radicalmente, é fazer-se tudo por todos (cf. 1 Cor 9, 22), é amar até ao martírio. Agradeço a Deus por haver no Colégio Cardinalício alguns irmãos Cardeais mártires, que provaram, na vida, a cruz do martírio. De facto, como assinala o Apóstolo, serve-se o Evangelho, não com a força do mundo, mas simplesmente com a força de Deus: permanecendo sempre no amor humilde, acreditando que a única maneira de possuir verdadeiramente a vida é perdê-la por amor.

Queridos irmãos, olhemos juntos para Jesus Crucificado, para o seu coração aberto por nós. Comecemos dali, porque dali brotou o dom que nos gerou; dali foi derramado o Espírito que renova (cf. Jo 19, 30). Dali, sentimo-nos chamados, todos e cada um, a dar a vida. Muitos irmãos e irmãs na Amazônia carregam cruzes pesadas e aguardam pela consolação libertadora do Evangelho, pela carícia de amor da Igreja. Muitos irmãos e irmãs gastaram a sua vida na Amazônia. Permiti que repita as palavras do nosso amado Cardeal Hummes: quando fores àquelas pequenas cidades da Amazônia, vai aos cemitérios procurar o túmulo dos missionários. Um gesto da Igreja por aqueles que gastaram a vida na Amazônia. E depois, com um pouco de astúcia, disse ao Papa: «Não se esqueça deles. Merecem ser canonizados». Por eles, pelos que agora estão a dar a vida, pelos outros que lá gastaram a própria vida, com eles, caminhemos juntos.


04 outubro, 2019

O Sínodo para a Pan-Amazônia


Sínodo: o que é importante saber?
Vatican News – 01/10/2019
Entenda também com o Padre Fabio Siqueira, que explicou um pouco sobre o que é um
Sínodo, e a sua importância. Veja também como a Igreja pede que seja a postura de um

https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2019-10/sinodo-da-amazonia.html

Papa irá consagrar Sínodo a São Francisco de Assis
Vatican News-01/10/2019
E depois, naturalmente, dois dias antes da abertura do Sínodo para a Amazônia, com a
Santa Missa celebrada na Basílica de São Pedro no ...

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-10/papa-francisco-sinodo-amazonia-cpnsagracao-sao-francisco.html

Antes do Sínodo, bispo católico prega 'não' à mineração e grandes obras na
Amazônia
Terra – 01/10/2019
D. Evaristo Spengler cobrou, durante audiência na Câmara dos Deputados, a 'suspensão
imediata da implementação de megaprojetos que agridem o bioma da região'

https://www.terra.com.br/noticias/brasil/cidades/antes-do-sinodo-bispo-catolico-prega-nao-a-mineracao-e-grandes-obras-na-amazonia,a96fdc2f82d9dcd9ab9a25776db7bb179tszp8u7.html

Centro de SP recebe ato em apoio ao Sínodo da Amazônia
Terra- 01/10/2019

Os cardeais brasileiros Odilo Scherer e Cláudio Hummes participaram nesta segunda-
feira (30) de um ato ecumênico na Catedral da Sé, em ...

https://www.terra.com.br/noticias/brasil/centro-de-sp-recebe-ato-em-apoio-ao-sinodo-da-amazonia,e166060ea1ecd00a08bcb9efeaf1b770hndzzh4f.html

Dom Pedro Brito: Sínodo Pan-Amazônico já é uma realidade, é impossível
retroceder Vatican News – 30/09/2019
O Sínodo Pan-Amazônico “já faz parte do nosso universo, já faz parte da nossa
reflexão, já ganhou o nosso coração”, diz o arcebispo de Palmas, acrescentando

https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2019-09/dom-pedro-brito-arquidiocese-palmas-sinodo-amazonico-realidade.html

O fim do celibato, a revolução católica que se inicia na Amazônia
EL PAÍS Brasil-30/09/2019
O sínodo, no qual o Pontífice e os bispos da Amazônia também discutirão como
proteger as populações nativas e esse riquíssimo conjunto de

https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/28/politica/1569686623_240843.html

Sínodo é resistência pela proteção à Amazônia e povos indígenas, diz bispo de São
Gabriel da Cachoeira
Arial-27/09/2019
Para sua fala durante o Sínodo, Dom Edson Damian elencou dois temas: a inculturação
e a Igreja Índia Amazônica, propondo que as ...

https://amazoniareal.com.br/sinodo-e-resistencia-pela-protecao-a-amazonia-e-povos-indigenas-diz-bispo-de-sao-gabriel-da-cachoeira/

“Vocês serão minhas testemunhas” (At 1, 8)

"Amazônia ventre bendito
Terra sagrada
Amerindia flor 
Sustento da tua gente
Tuas matas
Berço divino de amor."




30 setembro, 2019

Obrigada. Alegria, animação e criatividade marcam o Sétimo Encontrão Arquidiocesano das CEBs!

Foi lindo, profético e celebrativo. A presença visível de Cristo a renovar e reanimar o Povo de Deus, para a ação missionária evangelizadora profética do Evangelho.


O povo, sujeito do Sétimo Encontrão Arquidiocesano das CEBs eram de longe e de perto, tinham um sorriso e sorriso lindo. 



O dia 29 de setembro de 2019 ficará marcado na história da Arquidiocese de Maringá, como o dia em que, na cidade de Maringá- Paraná, no Ginásio Chico Neto, ali estava a Igreja simples, alegre, criativa e profética.

As Regiões pastorais com ousadia e criatividade refazendo história, mostrando que não tem medo de por a mão na massa e na massa remexer, dando gosto e confirmando, que as CEBs é toda ministerial e missionária, o espaço para quem saber e fazer justiça, viver o amor, e que é semente da transformação para uma nova sociedade.

Bonita a presença do arcebispo Anuar Battisti, padres, religiosas, diáconos, seminaristas, criançadas, jovens, homens e mulheres, que lá estavam e envolvidos cantaram, dançaram, envolveram revelando a face das CEBs acolhedora e envolvente.

Forte o momento do envio para o Mês Missionário Extraordinário convocado pelo Papa Francisco. Padre Genivaldo Ubinge, assessor das CEBs, convidou a coordenação das CEBs, do COMIDI, de cada Comunidade, dos Grupos de Reflexão, pastorais, movimentos, catequistas, participantes dos grupos de reflexão. Encheu-se a quadra de esporte, linda e significativa a presença das Leigas e dos Leigos na história e na vida de nossa Igreja.

A condição de Leiga e de Leigo confere uma dignidade e uma missão, que brota do próprio fato de ser batizado. Somos discípulas-missionárias e discípulos-missionários, somos Leigas e somos Leigos evangelizados e evangelizadores.

Uma senhora, recém chegada para morar em Maringá, relatou ao Arcebispo de Maringá, dom Anuar Battisti, “primeira vez que participei de um encontro assim. Muita coisa nesse encontro aprendeu.”

Agrademos a administração municipal através da Secretaria Municipal de Esporte e Laser, pelo apoio e colaboração.

Agradecemos a todos da Coordenação Arquidiocesana das CEBs, aos articuladores das CEBs, os envolvidos e parabenizamos pela lindas e ricas apresentações. Agradecemos ao COMIDI pela parceria e ao grupo de canto da paróquia Nossa Senhora das Graças, da cidade de Sarandi pela cantoria e a todas e todos diretamente ou indiretamente envolvidos.

A todas e a todos que lá estiveram presente, obrigada, que bom que juntos construímos esse lindo momento. Com a graça de Deus, em 2021 estaremos juntos novamente no Oitavo Encontrão Arquidiocesano das CEBs.

Eu, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)
Assessora das CEBs na Arquidiocese de Maringá