12 dezembro, 2019

MORENA DE GUADALUPE (D. Pedro Casaldáliga / Pedro Tierra / Martin Coplas)





Hoje, 12/12, celebramos  Nossa Senhora de Guadalupe, Maria das Americas.
Que ela interceda para que sejamos capazes de ouvir e atender o clamor dos  fracos e oprimidos.   Morena de Guadalupe, rogai por seus filhos e filhas.
Namastê.

É uma vergonha que o mundo permaneça calado


11 dezembro, 2019

Por que a esquerda não está conquistando novos corações



JOCA, UM MENINO NEGRO E PERIFÉRICO, tinha 16 anos quando tentou participar de uma mobilização estudantil de sua escola. Ele se sentia atraído pela política porque se indignava com a precariedade da vida cotidiana de Alvorada, na região metropolitana de Porto Alegre, um dos municípios mais violentos do Brasil. Durante mobilização para um protesto, ele discordou dos cartazes contra a polícia militar por ser sobrinho de um policial. Um colega o chamou de fascista, e eles brigaram a socos.

Hoje, com 23 anos, Joca já é pai e dirige 16 horas por dia para um aplicativo. Já foi assaltado e perdeu seu carro, o que ajudou a torná-lo um punitivista convicto, dando seu primeiro voto a Bolsonaro.

Eu não presenciei a briga para saber o que aconteceu de fato. O que tenho é apenas uma narrativa construída sobre uma indignação que não achou o seu lugar na esquerda. A resolução do conflito foi soco e virada reacionária.

O objetivo desta minha coluna não é conjecturar sobre a verdade do que se passou, mas refletir sobre um possível novo futuro. Desde que ouvi essa história no ano passado, tenho me perguntado: como poderia ter sido diferente? Joca continua sendo um jovem negro, vítima da violência estrutural de um sistema racista e classista, e quem o abraçou foi o bolsonarismo. Ainda não tenho as respostas, mas penso que, nas redes e fora delas, uma grande parte da esquerda está mais fechada do que aberta. Repele mais do que acolhe. Cancela mais do que dialoga.

Carteirinha de credenciamento
A maneira como a esquerda e a extrema-direita recrutam seus membros tem sido muito...Para continuar a ler, clique AQUI.


CEBs Província Eclesiástica de Maringá


O tempo passa
Fotos do Seminário das CEBs do Regional Sul II (Paraná), 19 e 20 de outubro de 2013, em preparação para o 13º Intereclesial das CEBs Nacional que aconteceu em janeiro de 2014, diocese de Crato, Juazeiro do Norte, Estado do Ceará.





Vinde a mim todos vós que estais cansados


10 dezembro, 2019

Dia Internacional dos Direitos Humanos

Hoje está difícil que muitos comprrendam que quando o direito de alguém é sistemáticamente desrespeitado se escancara uma porta para desrespeitar TODOS e TODAS. (Celso Pinto Carias)

05 dezembro, 2019

"A nossa vida pode ser assim, quando o meu fundamento não é forte"


Para Papa Francisco “a nossa vida pode ser assim, quando o meu fundamento não é forte. Vem a tempestade – e todos nós temos tempestades na vida, todos, do Papa até o último, todos – e não somos capazes de resistir. E muitas pessoas dizem: “Não, eu mudarei de vida” e pensam que mudar de vida é maquiar-se, mas mudar de vida é mudar os fundamentos, isto é, colocar a rocha ali, que é Jesus. “Eu queria refazer esta construção, este prédio, porque é muito feio, muito feio, e gostaria de embelezá-lo um pouco, mas se recorro à maquiagem e enfeito um pouco, a casa não vai avante; cairá. Com as aparências, a vida cristã desmorona.”

04 dezembro, 2019

Ela veio e sua missão tem sido nos acalmar e alegrar!


Ela veio e sua missão tem sido nos acalmar e alegrar!

Eu e minha sobrinha Eduarda

Pequenina, e o nosso Deus através dela nos alegra e nos preenche de ternura nesse momento de luto pela minha santa mãezinha.

Uma criança, dom de Deus

“Deixem as crianças vir a mim. Não lhes proíbam, porque o Reino de Deus pertence a elas.(...). Então Jesus abraçou as crianças e abençoou-as, pondo a mão sobre elas.”  (Mc 10, 14-15)



Papa Francisco lança Carta Apostólica “Admirabile Signum” sobre origem e sentido do presépio


O Papa Francisco lançou no dia primeiro de dezembro, em Greccio, lugar onde São Francisco fez o primeiro presépio, a Carta Apostólica “Admirabile signum” que retoma a origem, os símbolos e significados presentes no presépio. Greccio, uma pequena cidade italiana com pouco mais de 1.500 habitantes, fica na região do Lazio, na província de Rieti, e a cerca de 60 Km de Roma.


Segue a íntegra da Carta Apostólica “Admirabile signum”


CARTA APOSTÓLICA

ADMIRABILE SIGNUM

DO SANTO PADRE
FRANCISCO
SOBRE O SIGNIFICADO E VALOR DO PRESÉPIO


1. O SINAL ADMIRÁVEL do Presépio, muito amado pelo povo cristão, não cessa de suscitar maravilha e enlevo. Representar o acontecimento da natividade de Jesus equivale a anunciar, com simplicidade e alegria, o mistério da encarnação do Filho de Deus. De facto, o Presépio é como um Evangelho vivo que transvaza das páginas da Sagrada Escritura. Ao mesmo tempo que contemplamos a representação do Natal, somos convidados a colocar-nos espiritualmente a caminho, atraídos pela humildade d’Aquele que Se fez homem a fim de Se encontrar com todo o homem, e a descobrir que nos ama tanto, que Se uniu a nós para podermos, também nós, unir-nos a Ele.

Com esta Carta, quero apoiar a tradição bonita das nossas famílias prepararem o Presépio, nos dias que antecedem o Natal, e também o costume de o armarem nos lugares de trabalho, nas escolas, nos hospitais, nos estabelecimentos prisionais, nas praças… Trata-se verdadeiramente dum exercício de imaginação criativa, que recorre aos mais variados materiais para produzir, em miniatura, obras-primas de beleza. Aprende-se em criança, quando o pai e a mãe, juntamente com os avós, transmitem este gracioso costume, que encerra uma rica espiritualidade popular. Almejo que esta prática nunca desapareça; mais, espero que a mesma, onde porventura tenha caído em desuso, se possa redescobrir e revitalizar.

2. A origem do Presépio fica-se a dever, antes de mais nada, a alguns pormenores do nascimento de Jesus em Belém, referidos no Evangelho. O evangelista Lucas limita-se a dizer que, tendo-se completado os dias de Maria dar à luz, «teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria» (2, 7). Jesus é colocado numa manjedoura, que, em latim, se diz praesepium, donde vem a nossa palavra presépio.

Ao entrar neste mundo, o Filho de Deus encontra lugar onde os animais vão comer. A palha torna-se a primeira enxerga para Aquele que Se há de revelar como «o pão vivo, o que desceu do céu» (Jo6, 51). Uma simbologia, que já Santo Agostinho, a par doutros Padres da Igreja, tinha entrevisto quando escreveu: «Deitado numa manjedoura, torna-Se nosso alimento».[1]Na realidade, o Presépio inclui vários mistérios da vida de Jesus, fazendo-os aparecer familiares à nossa vida diária.

Passemos agora à origem do Presépio, tal como nós o entendemos. A mente leva-nos a Gréccio, na Valada de Rieti; aqui se deteve São Francisco, provavelmente quando vinha de Roma onde recebera, do Papa Honório III, a aprovação da sua Regra em 29 de novembro de 1223. Aquelas grutas, depois da sua viagem à Terra Santa, faziam-lhe lembrar de modo particular a paisagem de Belém. E é possível que, em Roma, o «Poverello» de Assis tenha ficado encantado com os mosaicos, na Basílica de Santa Maria Maior, que representam a natividade de Jesus e se encontram perto do lugar onde, segundo uma antiga tradição, se conservam precisamente as tábuas da manjedoura.

As Fontes Franciscanas narram, de forma detalhada, o que aconteceu em Gréccio. Quinze dias antes do Natal, Francisco chamou João, um homem daquela terra, para lhe pedir que o ajudasse a concretizar um desejo: «Quero representar o Menino nascido em Belém, para de algum modo ver com os olhos do corpo os incómodos que Ele padeceu pela falta das coisas necessárias a um recém-nascido, tendo sido reclinado na palha duma manjedoura, entre o boi e o burro».[2]Mal acabara de o ouvir, o fiel amigo foi preparar, no lugar designado, tudo o que era necessário segundo o desejo do Santo. No dia 25 de dezembro, chegaram a Gréccio muitos frades, vindos de vários lados, e também homens e mulheres das casas da região, trazendo flores e tochas para iluminar aquela noite santa. Francisco, ao chegar, encontrou a manjedoura com palha, o boi e o burro. À vista da representação do Natal, as pessoas lá reunidas manifestaram uma alegria indescritível, como nunca tinham sentido antes. Depois o sacerdote celebrou solenemente a Eucaristia sobre a manjedoura, mostrando também deste modo a ligação que existe entre a Encarnação do Filho de Deus e a Eucaristia. Em Gréccio, naquela ocasião, não havia figuras; o Presépio foi formado e vivido pelos que estavam presentes.[3]

Assim nasce a nossa tradição: todos à volta da gruta e repletos de alegria, sem qualquer distância entre o acontecimento que se realiza e as pessoas que participam no mistério.

O primeiro biógrafo de São Francisco, Tomás de Celano, lembra que naquela noite, à simples e comovente representação se veio juntar o dom duma visão maravilhosa: um dos presentes viu que jazia na manjedoura o próprio Menino Jesus. Daquele Presépio do Natal de 1223, «todos voltaram para suas casas cheios de inefável alegria»[4].

3. Com a simplicidade daquele sinal, São Francisco realizou uma grande obra de evangelização. O seu ensinamento penetrou no coração dos cristãos, permanecendo até aos nossos dias como uma forma genuína de repropor, com simplicidade, a beleza da nossa fé. Aliás, o próprio lugar onde se realizou o primeiro Presépio sugere e suscita estes sentimentos. Gréccio torna-se um refúgio para a alma que se esconde na rocha, deixando-se envolver pelo silêncio.

Por que motivo suscita o Presépio tanto enlevo e nos comove? Antes de mais nada, porque manifesta a ternura de Deus. Ele, o Criador do universo, abaixa-Se até à nossa pequenez. O dom da vida, sempre misterioso para nós, fascina-nos ainda mais ao vermos que Aquele que nasceu de Maria é a fonte e o sustento de toda a vida. Em Jesus, o Pai deu-nos um irmão, que vem procurar-nos quando estamos desorientados e perdemos o rumo, e um amigo fiel, que está sempre ao nosso lado; deu-nos o seu Filho, que nos perdoa e levanta do pecado.

Armar o Presépio em nossas casas ajuda-nos a reviver a história sucedida em Belém. Naturalmente os Evangelhos continuam a ser a fonte, que nos permite conhecer e meditar aquele Acontecimento; mas, a sua representação no Presépio ajuda a imaginar as várias cenas, estimula os afetos, convida a sentir-nos envolvidos na história da salvação, contemporâneos daquele evento que se torna vivo e atual nos mais variados contextos históricos e culturais.

De modo particular, desde a sua origem franciscana, o Presépio é um convite a «sentir», a «tocar» a pobreza que escolheu, para Si mesmo, o Filho de Deus na sua encarnação, tornando-se assim, implicitamente, um apelo para O seguirmos pelo caminho da humildade, da pobreza, do despojamento, que parte da manjedoura de Belém e leva até à Cruz, e um apelo ainda a encontrá-Lo e servi-Lo, com misericórdia, nos irmãos e irmãs mais necessitados (cf. Mt 25, 31-46).

4. Gostava agora de repassar os vários sinais do Presépio para apreendermos o significado que encerram. Em primeiro lugar, representamos o céu estrelado na escuridão e no silêncio da noite. Fazemo-lo não apenas para ser fiéis às narrações do Evangelho, mas também pelo significado que possui. Pensemos nas vezes sem conta que a noite envolve a nossa vida. Pois bem, mesmo em tais momentos, Deus não nos deixa sozinhos, mas faz-Se presente para dar resposta às questões decisivas sobre o sentido da nossa existência: Quem sou eu? Donde venho? Por que nasci neste tempo? Por que amo? Por que sofro? Por que hei de morrer? Foi para dar uma resposta a estas questões que Deus Se fez homem. A sua proximidade traz luz onde há escuridão, e ilumina a quantos atravessam as trevas do sofrimento (cf. Lc 1, 79).

Merecem também uma referência as paisagens que fazem parte do Presépio; muitas vezes aparecem representadas as ruínas de casas e palácios antigos que, nalguns casos, substituem a gruta de Belém tornando-se a habitação da Sagrada Família. Parece que estas ruínas se inspiram na Legenda Áurea, do dominicano Jacopo de Varazze (século XIII), onde se refere a crença pagã segundo a qual o templo da Paz, em Roma, iria desabar quando desse à luz uma Virgem. Aquelas ruínas são sinal visível sobretudo da humanidade decaída, de tudo aquilo que cai em ruína, que se corrompe e definha. Este cenário diz que Jesus é a novidade no meio dum mundo velho, e veio para curar e reconstruir, para reconduzir a nossa vida e o mundo ao seu esplendor originário.

5. Uma grande emoção se deveria apoderar de nós, ao colocarmos no Presépio as montanhas, os riachos, as ovelhas e os pastores! Pois assim lembramos, como preanunciaram os profetas, que toda a criação participa na festa da vinda do Messias. Os anjos e a estrela-cometa são o sinal de que também nós somos chamados a pôr-nos a caminho para ir até à gruta adorar o Senhor.

«Vamos a Belém ver o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer» (Lc 2, 15): assim falam os pastores, depois do anúncio que os anjos lhes fizeram. É um ensinamento muito belo, que nos é dado na simplicidade da descrição. Ao contrário de tanta gente ocupada a fazer muitas outras coisas, os pastores tornam-se as primeiras testemunhas do essencial, isto é, da salvação que nos é oferecida. São os mais humildes e os mais pobres que sabem acolher o acontecimento da Encarnação. A Deus, que vem ao nosso encontro no Menino Jesus, os pastores respondem, pondo-se a caminho rumo a Ele, para um encontro de amor e de grata admiração. É precisamente este encontro entre Deus e os seus filhos, graças a Jesus, que dá vida à nossa religião e constitui a sua beleza singular, que transparece de modo particular no Presépio.

6. Nos nossos Presépios, costumamos colocar muitas figuras simbólicas. Em primeiro lugar, as de mendigos e pessoas que não conhecem outra abundância a não ser a do coração. Também estas figuras estão próximas do Menino Jesus de pleno direito, sem que ninguém possa expulsá-las ou afastá-las dum berço de tal modo improvisado que os pobres, ao seu redor, não destoam absolutamente. Antes, os pobres são os privilegiados deste mistério e, muitas vezes, aqueles que melhor conseguem reconhecer a presença de Deus no meio de nós.

No Presépio, os pobres e os simples lembram-nos que Deus Se faz homem para aqueles que mais sentem a necessidade do seu amor e pedem a sua proximidade. Jesus, «manso e humilde de coração» (Mt 11, 29), nasceu pobre, levou uma vida simples, para nos ensinar a identificar e a viver do essencial. Do Presépio surge, clara, a mensagem de que não podemos deixar-nos iludir pela riqueza e por tantas propostas efémeras de felicidade. Como pano de fundo, aparece o palácio de Herodes, fechado, surdo ao jubiloso anúncio. Nascendo no Presépio, o próprio Deus dá início à única verdadeira revolução que dá esperança e dignidade aos deserdados, aos marginalizados: a revolução do amor, a revolução da ternura. Do Presépio, com meiga força, Jesus proclama o apelo à partilha com os últimos como estrada para um mundo mais humano e fraterno, onde ninguém seja excluído e marginalizado.

Muitas vezes, as crianças (mas os adultos também!) gostam de acrescentar, no Presépio, outras figuras que parecem não ter qualquer relação com as narrações do Evangelho. Contudo esta imaginação pretende expressar que, neste mundo novo inaugurado por Jesus, há espaço para tudo o que é humano e para toda a criatura. Do pastor ao ferreiro, do padeiro aos músicos, das mulheres com a bilha de água ao ombro às crianças que brincam… tudo isso representa a santidade do dia a dia, a alegria de realizar de modo extraordinário as coisas de todos os dias, quando Jesus partilha connosco a sua vida divina.

7. A pouco e pouco, o Presépio leva-nos à gruta, onde encontramos as figuras de Maria e de José. Maria é uma mãe que contempla o seu Menino e O mostra a quantos vêm visitá-Lo. A sua figura faz pensar no grande mistério que envolveu esta jovem, quando Deus bateu à porta do seu coração imaculado. Ao anúncio do anjo que Lhe pedia para Se tornar a mãe de Deus, Maria responde com obediência plena e total. As suas palavras – «eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38) – são, para todos nós, o testemunho do modo como abandonar-se, na fé, à vontade de Deus. Com aquele «sim», Maria tornava-Se mãe do Filho de Deus, sem perder – antes, graças a Ele, consagrando – a sua virgindade. N’Ela, vemos a Mãe de Deus que não guarda o seu Filho só para Si mesma, mas pede a todos que obedeçam à palavra d’Ele e a ponham em prática (cf. Jo 2, 5).

Ao lado de Maria, em atitude de quem protege o Menino e sua mãe, está São José. Geralmente, é representado com o bordão na mão e, por vezes, também segurando um lampião. São José desempenha um papel muito importante na vida de Jesus e Maria. É o guardião que nunca se cansa de proteger a sua família. Quando Deus o avisar da ameaça de Herodes, não hesitará a pôr-se em viagem emigrando para o Egito (cf. Mt 2, 13-15). E depois, passado o perigo, reconduzirá a família para Nazaré, onde será o primeiro educador de Jesus, na sua infância e adolescência. José trazia no coração o grande mistério que envolvia Maria, sua esposa, e Jesus; homem justo que era, sempre se entregou à vontade de Deus e pô-la em prática.

8. O coração do Presépio começa a palpitar, quando colocamos lá, no Natal, a figura do Menino Jesus. Assim Se nos apresenta Deus, num menino, para fazer-Se acolher nos nossos braços. Naquela fraqueza e fragilidade, esconde o seu poder que tudo cria e transforma. Parece impossível, mas é assim: em Jesus, Deus foi criança e, nesta condição, quis revelar a grandeza do seu amor, que se manifesta num sorriso e nas suas mãos estendidas para quem quer que seja.

O nascimento duma criança suscita alegria e encanto, porque nos coloca perante o grande mistério da vida. Quando vemos brilhar os olhos dos jovens esposos diante do seu filho recém-nascido, compreendemos os sentimentos de Maria e José que, olhando o Menino Jesus, entreviam a presença de Deus na sua vida.

«De facto, a vida manifestou-se» (1 Jo 1, 2): assim o apóstolo João resume o mistério da Encarnação. O Presépio faz-nos ver, faz-nos tocar este acontecimento único e extraordinário que mudou o curso da história e a partir do qual também se contam os anos, antes e depois do nascimento de Cristo.

O modo de agir de Deus quase cria vertigens, pois parece impossível que Ele renuncie à sua glória para Se fazer homem como nós. Que surpresa ver Deus adotar os nossos próprios comportamentos: dorme, mama ao peito da mãe, chora e brinca, como todas as crianças. Como sempre, Deus gera perplexidade, é imprevisível, aparece continuamente fora dos nossos esquemas. Assim o Presépio, ao mesmo tempo que nos mostra Deus tal como entrou no mundo, desafia-nos a imaginar a nossa vida inserida na de Deus; convida a tornar-nos seus discípulos, se quisermos alcançar o sentido último da vida.

9. Quando se aproxima a festa da Epifania, colocam-se no Presépio as três figuras dos Reis Magos. Tendo observado a estrela, aqueles sábios e ricos senhores do Oriente puseram-se a caminho rumo a Belém para conhecer Jesus e oferecer-Lhe de presente ouro, incenso e mirra. Estes presentes têm também um significado alegórico: o ouro honra a realeza de Jesus; o incenso, a sua divindade; a mirra, a sua humanidade sagrada que experimentará a morte e a sepultura.

Ao fixarmos esta cena no Presépio, somos chamados a refletir sobre a responsabilidade que cada cristão tem de ser evangelizador. Cada um de nós torna-se portador da Boa-Nova para as pessoas que encontra, testemunhando a alegria de ter conhecido Jesus e o seu amor; e fá-lo com ações concretas de misericórdia.

Os Magos ensinam que se pode partir de muito longe para chegar a Cristo: são homens ricos, estrangeiros sábios, sedentos de infinito, que saem para uma viagem longa e perigosa e que os leva até Belém (cf. Mt 2, 1-12). À vista do Menino Rei, invade-os uma grande alegria. Não se deixam escandalizar pela pobreza do ambiente; não hesitam em pôr-se de joelhos e adorá-Lo. Diante d’Ele compreendem que Deus, tal como regula com soberana sabedoria o curso dos astros, assim também guia o curso da história, derrubando os poderosos e exaltando os humildes. E de certeza, quando regressaram ao seu país, falaram deste encontro surpreendente com o Messias, inaugurando a viagem do Evangelho entre os gentios.

10. Diante do Presépio, a mente corre de bom grado aos tempos em que se era criança e se esperava, com impaciência, o tempo para começar a construí-lo. Estas recordações induzem-nos a tomar consciência sempre de novo do grande dom que nos foi feito, transmitindo-nos a fé; e ao mesmo tempo, fazem-nos sentir o dever e a alegria de comunicar a mesma experiência aos filhos e netos. Não é importante a forma como se arma o Presépio; pode ser sempre igual ou modificá-la cada ano. O que conta, é que fale à nossa vida. Por todo o lado e na forma que for, o Presépio narra o amor de Deus, o Deus que Se fez menino para nos dizer quão próximo está de cada ser humano, independentemente da condição em que este se encontre.

Queridos irmãos e irmãs, o Presépio faz parte do suave e exigente processo de transmissão da fé. A partir da infância e, depois, em cada idade da vida, educa-nos para contemplar Jesus, sentir o amor de Deus por nós, sentir e acreditar que Deus está connosco e nós estamos com Ele, todos filhos e irmãos graças àquele Menino Filho de Deus e da Virgem Maria. E educa para sentir que nisto está a felicidade. Na escola de São Francisco, abramos o coração a esta graça simples, deixemos que do encanto nasça uma prece humilde: o nosso «obrigado» a Deus, que tudo quis partilhar connosco para nunca nos deixar sozinhos.

Dado em Gréccio, no Santuário do Presépio, a 1 de dezembro de 2019, sétimo do meu pontificado.

Franciscus
  

[1] Santo Agostinho, Sermão 189, 4.

[2] Tomás de Celano, Vita Prima, 85: Fontes Franciscanas, 468.

[3] Cf. ibid., 85: o. c., 469.
[4] Ibid., 86: o. c., 470.


03 dezembro, 2019

Aposentadoria militar, sem idade mínima, é aprovada


No funcionalismo, os militares são os que custam mais para a Previdência, proporcionalmente.




A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado aprovou nesta terça-feira (3), em votação simbólica, o relatório da reforma da Previdência dos militares.

A proposta tem vantagens em relação a trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos.

O texto segue agora para o plenário Senado. Se aprovado sem alterações, segue para sanção presidencial.

Os militares receberão salário integral ao se aposentar, não terão idade mínima obrigatória e vão pagar contribuição de 10,5% (iniciativa privada paga de 7,5% a 11,68% ao INSS).

Leia a íntegra da matéria aqui



Claudette Colvin, a pouco lembrada menina de 15 anos que ousou enfrentar a segregação racial nos EUA


A americana Rosa Parks ficou conhecida como a mulher que desafiou as leis segregacionistas dos anos 1950 ao recusar-se a ceder seu assento de ônibus a uma pessoa branca. Mas ela não foi a primeira a se rebelar.
Nove meses antes, em março de 1955, uma menina de 15 anos chamada Claudette Colvin fez exatamente o mesmo, na mesma cidade - Montgomery, Alabama.
Colvin, hoje com 78 anos, não costuma contar sua história, mas decidiu se abrir à BBC.
"Havia segregação em todos os lugares - as igrejas, os ônibus, as escolas estavam divididas (entre negros e brancos). Sequer podíamos ir aos mesmos restaurantes", diz ela.
"Lembro que, em uma Páscoa, tinha que comprar um sapato de couro preto, mas só era possível comprá-lo nas lojas de pessoas brancas, então a minha mãe desenhou a forma do meu pé em um papel marrom para ter o tamanho aproximado, porque não estávamos autorizados a entrar na loja para provar os modelos."
Ir a uma escola segregada tinha uma vantagem, ela descobriu: os professores davam aulas bastante aprofundadas em história negra.
"Aprendíamos sobre rituais negros e recitávamos poemas, mas eram os professores de estudos sociais os que ensinavam em mais detalhes. Havia aulas sobre (as ícones abolicionistas) Harriet Tubman e Sojourner Truth e sobre uma cantora de ópera chamada Marian Anderson, que era impedida de cantar na (sala de concertos de Washington) Constitutional Hall por ser negra, então ela cantava no Memorial Lincoln."
Em 2 de março de 1955, Colvin e suas amigas foram liberadas da escola um pouco mais cedo. Caminharam até avistarem o ônibus na rua e decidirem subir.
"As pessoas brancas sempre se sentavam nos assentos da frente, e os negros, atrás. O motorista do ônibus tinha autoridade para designar quem sentava onde, e quando mais brancos entravam no ônibus, ele pedia os assentos (dos negros)."
O problema é que...continue lendo, clique aqui

Oração


Oração:

"Senhor, Deus de Abraão, de Isaac Deus e de Jacob, Deus de Jesus Cristo e nosso Deus, prometeste a Judá um reino eterno e uma realeza sobre todos os povos. Toda a história humana, por meio do povo eleito e, depois, por meio da Igreja, é herdeira das bênçãos de Israel, e está orientada para Cristo, esperado das nações. Que cada um de nós se torne instrumento válido para levar até Ele todo o irmão e irmã que encontrar na vida. Faz que os homens, de todas as raças e cores, saibam ultrapassar as divisões e reencontrar-se unidos por uma renovada esperança na vinda do Salvador e por uma forte confiança de que a sua mensagem de salvação e de vida é válida para todos, sem qualquer distinção.
Senhor da história e dos povos, enche-nos do teu poder e faz que vivamos vigilantes reconhecendo os sinais dos tempos e a tua passagem silenciosa pelas aventuras quotidianas da nossa história. Que, sobretudo, reconheçamos no teu Filho Jesus, descendente de uma estirpe humana, o Messias esperado. Amém."

Fonte: Dehonianos

01 dezembro, 2019

Missa de um mês da páscoa de minha santa mãezinha!

Missa de um mês da páscoa de minha santa mãezinha!

“Em Jesus brilhou para nós a esperança da feliz ressurreição. Para os que creem, a vida não é tirada, mas transformada.”

Honestidade, bondade, dedicação, generosidade, humildade, suavidade, ternura, serenidade, entrega, amor e fé, esses ensinamentos nos deixou.

Minha mãezinha, continua via em nosso coração. Nosso eterno amor.

Ivete Isabel Veloso Bueno
15/03/1993  01/11/2019

Missa foi hoje, dia primeiro de dezembro, ás 19 horas na Paróquia São Mateus Apóstolo, presidida pelo nosso querido Pe. Genivaldo Ubinge.


Que o laço de amor e amizade seja forte!



Que o laço de amor e amizade seja forte!

Confraternização da Assessoria e Coordenação das Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs da Arquidiocese de Maringá.

Em nome do Pai de todos os povos.
Em nome do Filho, que a todas as mulheres e a todos os homens nos faz ser irmãs e irmãos.
No sangue mesclado com todos os sangues.
Em nome da Aliança da Libertação.
Em nome da luz de toda cultura.
Em nome do amor que está em todo amor.
Em nome da terra-sem-males, perdida na luta, ganhada na dor, em nome da morte vencidas em nome da vida, cantamos, Senhor!

Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar!

- Venham, adoremos ao nosso Senhor.
Ele é nossa alegria, Deus libertador?

- Vejam como é boa a nossa união.
Vejam como é bonito, ó irmãs e irmãos!

- Quando as mãos se juntam multiplica o pão.
Vem ó Deus, abençoe a nossa confraternização.

- Glória ao Pai, e ao Filho e ao Santo Espirito.
Glória a Trindade Santa, Glória ao Deus bendito!

Que Maria, mãe de Jesus, fiel discípula missionária, nos ajude a construir, na justiça e na paz, as CEBs que sonhamos.

Para que também, com as CEBs, as pessoas possam fazer lindas experiências com o nosso Deus, que é todo Pai e Mãe, todo amor e ternura, presença amiga e comprometido com a justiça e a paz.

Que o nosso Deus nos abençoe, fortaleça em nossa missão com as CEBs e entre nós, respeito e companheirismo, amor e amizade.

Que o laço de amor e amizade seja forte, para estarmos juntos, principalmente quando um de nós mais precisar.

29 novembro, 2019

“A morte é o abraço do Senhor a ser vivido com esperança” Papa Francisco




A vulnerabilidade humana

Em sua homilia, o Papa reiterou que "tudo acabará”, mas “Ele ficará”, e estas palavras o inspiraram para convidar cada um a refletir sobre o momento do fim, isto é, da morte. Nenhum de nós sabe exatamente quando acontecerá, ou melhor, com frequência temos a tendência a adiar o pensamento, acreditando-nos eternos, mas não é assim:

Todos nós temos esta fraqueza de vida, esta vulnerabilidade. Ontem eu meditava sobre isto, sobre um belo artigo que saiu agora na (revista, ndr) ‘Civiltà cattolica’, que dizia que o que une todos nós é a vulnerabilidade: somos iguais na vulnerabilidade. Todos somos vulneráveis e a um certo ponto esta vulnerabilidade nos leva à morte. Por isso vamos ao médico para ver como vai a minha vulnerabilidade física, outros vão para curar alguma vulnerabilidade psíquica no psicólogo.

A ilusão de ser eternos e a esperança no Senhor

A vulnerabilidade, portanto, nos une e nenhuma ilusão nos abriga. Na minha terra, recordou o Papa, havia a moda de pagar antecipadamente o funeral com a ilusão de economizar dinheiro para a família. Quando veio à luz o golpe aplicado por essas empresas fúnebres, a moda passou. "Quantas vezes a ilusão nos engana", comentou o Pontífice, como a ilusão de “sermos eternos".

A certeza da morte, ao invés, está escrita na Bíblia e no Evangelho, mas o Senhor nos apresenta como um "encontro com Ele" e está acompanhada pela palavra "esperança":

O Senhor nos fala para estarmos preparados para o encontro, mas a morte é um encontro: é Ele quem vem nos encontrar, é Ele quem vem nos pegar pela mão e nos levar até Ele. Eu não gostaria que essa simples pregação fosse um aviso fúnebre! É simplesmente Evangelho, é simplesmente vida, é simplesmente dizer um ao outro: somos todos vulneráveis e todos temos uma porta à qual o Senhor um dia baterá.

É necessário, portanto, preparar-se bem para o momento em que a campainha tocará, o momento em que o Senhor baterá à nossa porta: rezemos um pelo outro - é o convite do Papa também aos fiéis presentes na Missa - para estar prontos, para abrir a porta com confiança ao Senhor que vem:

Todas as coisas que juntamos, que poupamos, licitamente boas, mas não levaremos nada ... Mas, sim, levaremos o abraço do Senhor. Pensar na própria morte: eu vou morrer, quando? Não está determinado no calendário,  mas o Senhor sabe. E rezar ao Senhor: "Senhor, prepara meu coração para morrer bem, para morrer em paz, para morrer com esperança". É esta a palavra que deve sempre acompanhar a nossa vida, a esperança de viver com o Senhor aqui e depois viver com o Senhor do outro lado. Rezemos uns pelos outros sobre isso.

Fonte do texto Vatican News

25 novembro, 2019

Casa de Nazaré recebe Prêmio Dorcelina Folador




A Casa de Nazaré, que acolhe dependentes de substancias psicoativas do sexo feminino a partir dos 16 anos, inclusive gestantes, recebeu hoje o Prêmio Dorcelina Folador, instituído pela Lei nº 6.203/2003, que reconhece mulheres e/ou entidades com destaque em ações de combate à discriminação social, sexual ou racial no município de Maringá.

A premiação compõe as ações intensificam enfrentamento à violência contra a mulher pela Prefeitura de Maringá. Reforça esse compromisso com a ação ′16 dias de ativismo′. Campanha iniciou hoje, dia 25 de novembro (Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher) e segue até 10 de dezembro, Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos, com atividades como capacitações, aulas de defesa pessoal, palestras e blitze educativas. Abertura do evento foi às 19h30, no Auditório Hélio Moreira, com a entrega do Prêmio Dorcelina Folador a Casa de Nazaré.

Segue algumas informações sobre a Casa de Nazaré

Atendimento Espiritual
Padre Genivaldo Ubinge

PÚBLICO ALVO
Dependentes de substancias psicoativas do sexo feminino a partir dos 16 anos, inclusive gestantes.

FINALIDADE
Proporcionar um tratamento qualificado para mulheres usuárias de substancias psicoativos do Município de Maringá e Região, garantindo a permanência até o final do tratamento (período de nove meses).

OBJETIVO GERAL
A Casa de Nazaré tem por objetivo apoiar mulheres que fazem uso indevido de substancias psicoativo, visando à reintegração dos mesmos ao convívio social e familiar.

OBJETIVOS ESPECIFICOS
Elevar a auto-estima e a participação na vida social promovendo, a partir das palestras e oficinas, a autonomia de cada residente;

Proporcionar o desenvolvimento pessoal através da arte, cultura e atividades que possam despertar aptidão empreendedora;

Encaminhar as famílias das residentes para grupos de apoio (AMOR EXIGENTE).

Proporcionar palestras informativas (grupo de convivência) e espirituais, promovendo a prevenção de uso e abuso de substancias psicoativas.

Desenvolver trabalho com equipe interdisciplinar com vistas ao reconhecimento do atendido como um ser integral, estabelecendo espaço de interlocução e de intervenção com profissionais de diferentes áreas.

METODOLOGIA:
A entidade busca uma prática que não produz modelos de Instituições de confinamento, e sim um equipamento social dotado de recursos humanos e materiais que propiciam acolhimento, convivência, atividades pedagógica, ocupacionais, recreativas, atendimento psicológico, odontológicos, médico e espiritual, visando o desenvolvimento humano, integral e social e dos direitos de cidadania das residentes e de suas famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade, exclusão e risco social.

O processo de tratamento é respaldado a partir da terapia, orientado pelo tripé ORAÇÃO-TRABALHO-DISCIPLINA e estudo dos 12 passos. A ORAÇÂO é à base do programa, por meio dela buscam-se levar a presença de Deus a todas as internas, em um ambiente de muita paz, fé e confiança na nova vida que está por vir. O TRABALHO apóia e impulsiona o êxito do processo de recuperação das internas, todos os serviços da Casa de Nazaré são realizados pelas internas e supervisionados pela equipe responsável, consistindo em uma terapia ocupacional. A disciplina norteia todas as atividades, com o intuito de atingir grandes resultados, é necessário seguir normas e princípios que possam sustentar a terapia. Na busca pela paz, as internas também recebem, semanalmente, atendimento psicossocial, evangelização e aprendem a fazer trabalhos manuais.

Uma emoção que paira sobre mim!


24 novembro, 2019

Quem nos separá do amor de Cristo?


O que torna uma pessoa impura?


8º NORDESTAO DAS CEBs - IGUATU 16 a 19 de julho de 2020


8º NORDESTAO DAS CEBs - IGUATU 16 a 19 de julho de 2020

 CEBs do Nordeste: uma igreja em saída na busca do bem viver

Juazeiro do Norte – 22 de novembro de 2019.


COMUNICADO – Comissão de Comunicação.


Em preparação ao VIII NORDESTÃO DE CEBs foi construído diversas equipes de trabalhos para o bom êxito do encontro entre elas a Comissão/equipe de Comunicação.

Para coletivamente formular e promover a execução do plano ampliado de comunicação para o VIII NORDESTÃO DE CEBs 2020, convocamos para nos dias 29 e 30 de novembro um ENCONTRO DA COMISSÃO DE COMUNICAÇÃO - CEBs DO NORDESTE,  em Fortaleza / Regional Nordeste I – CE. 

Terá início às 8hs do dia 29, encerrando às 12hs do dia 30 com almoço. Local: Rua Ubajara n 2222, próximo a subestação em CAUCAIA – Grande Fortaleza, próximo da Rodoviária Antônio Bezerra.

Sendo acolhida feita pela família Redentorista na pessoa de Pe. Júlio Ferreira – o qual será assessor/moderador. 

Participam do Encontro os comunicadores indicados pela Coordenação de CEBs de cada Regional do Nordeste e os membros da Equipe de Comunicadores Populares das CEBs – Nordeste, membros da Coordenação Executiva para o VIII Nordestão (comunicação - indicados) Diocese de Iguatu e o coordenador da PASCOM Regional Nordeste – I / CNBB – CE.

Para os membros dos Regionais de CEBs que pela distância e custo de viagem, será facultativa a participação presencial, porém solicita-se que esteja na  sintonia em tempo real via on-line através das mídias sociais.  Como também a participação efetiva por teleconferência a partir das 15hs do dia 29, pelos canais/aplicativos: WhatsApp e ou Skype.  

Desde já um agradecimento geral a todos pela contribuição, participa e Ação. 

José Batista da Silva – Articulação de Comunicação / CEBs Nordeste.

INFORMAÇÕES ADICICONAIS COM: 
José BATISTA: 88 -  9 99269330 – J. do Norte
Aurélio: 85 8404-9225 – Fortaleza
Felix Sousa - 88 8116-4943 – Iguatu
Pe. Júlia Ferreira - 85 9906-7039 – Caucaia / Fortaleza


LEMA: Vejam! Eu vou criar um novo céu e uma nova terra.
OBJETIVO GERAL: Contribuir para o fortalecimento das CEBs no compromisso do Bem Viver


OBJETIVOS ESPECÍFICOS: - Celebrar a memória da caminhada trazendo presente nossos mártires e profetas
- Construir pistas de ação das CEBs do Nordeste na busca da vida plena;
- Qualificar a atuação das lideranças através de estudos temáticos
- Favorecer trocas de experiências do Bem Viver das comunidades da grande região Nordeste;
- Fortalecer a caminhada ecumênica/interreligiosa a partir do cuidado com a casa comum;

COMVOCAÇÃO: 
Regional Nordeste I – Ceará
Aurélio Araújo - Fotografia
Marcos Moreira - Rádio
Félix Souza – Equipe executiva / Iguatu
                      - Equipe executiva / Iguatu
José Batista – Articulação de Comunicação / CEBs Nordeste
Alex Ferreira – PASCOM Regional CNBB
Pe. Júlio Ferreira – Jornalista – assessoria
Rozelia Costa – Fotografia

Regional Nordeste II – RN, PB, PE, AL
Fernanda Melo – Articuladora Regional / Comunicação.
Chico Malta – Jornal das Comunidades.

Regional Nordeste III 
Moura – Articuladora Regional / Comunicação

Regional Nordeste IV – Piauí
Biel / Emanuel Ramos – Jornalista
Eliane Carneiro – comunicadora (a confirmar)
Regional Nordeste V
César Soeiro – Rádio
Neguim / Antônio Alves – Rádio

OBS: a medida que forem confirmado participação de outros colaboradores indicados e/ou convidados, serão acrescentados na lista.

22 novembro, 2019

Dia Nacional dos Cristãos Leigas e Leigos – 24/11/2019



Amados irmãos, amadas irmãs,

Cristãos, leigos e leigas, espalhados Brasil, graça e paz!

No próximo domingo vamos celebrar a solenidade de Cristo Rei do Universo. Neste dia também a Igreja no Brasil celebra o Dia Nacional dos Cristãos Leigas e Leigas. Como presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB quero cumprimentar a todos pelo protagonismo na evangelização. Isto acontece por meio do testemunho de fé, no cotidiano da vida. Também na vida profissional, na participação nos espaços eclesiais, como a animação de comunidades eclesiais, nas pastorais sociais, nos movimentos eclesiais e associações laicais, nas comunidades novas e nas ações coletivas organizadas na sociedade.

Neste ano, a Igreja no Brasil refletiu na sua Campanha da Fraternidade o tema das Políticas Públicas. Merece destaque o forte chamado da presença cristã e, de modo especial dos cristãos leigos, nos aerópagos modernos: na família, no mundo do trabalho, na política, na economia, no meio ambiente, na cultura, na educação, na comunicação e em muitos outros lugares desafiadores. Acompanhar esta presença dos cristãos leigos na Igreja e na sociedade, ser presença de comunhão, oferecer formação junto a esses homens e mulheres de fé, em seus espaços de missão, é a missão da Igreja, é a missão da CNBB é a minha missão como presidente da Comissão do Laicato.

Quero agradecer a todos e todas pelo testemunho e pela alegria com que vocês vivem a vocação batismal e o testemunho de serem sujeitos eclesiais na Igreja e também na sociedade. Quero desejar a todos uma frutuosa celebração no Dia Nacional dos Cristãos Leigos.
Um grande abraço e minha bênção a todos!

Dom Giovane Pereira de Melo
Bispo de Tocantinópolis (TO)
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato

21 novembro, 2019

Dom Anuar Battisti - Carta ao Povo de Deus da Arquidiocese de Maringá



Carta ao Povo de Deus da Arquidiocese de Maringá

Maringá, 20 de novembro de 2019

Depois de 15 anos como Arcebispo desta Arquidiocese de Maringá, o Santo Padre, o Papa Francisco, aceitou o meu pedido de renúncia, por motivos de saúde.

Aos 10 anos de idade entrei para o seminário e minha vida sempre foi dedicada à Igreja. Sou muito feliz em ter feito esta escolha. Nunca me queixei do cansaço que as atividades inerentes ao episcopado provocam.

Sempre procurei fazer o melhor, mesmo em meio às adversidades. Além de pastorear por seis anos a Igreja de Toledo e 15 em Maringá, servi por oito anos a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil na Comissão de Ministérios Ordenados e Vida Consagrada, como também por oito anos, não consecutivos, servi a Igreja na América latina, através do Departamento de Ministérios e Vocações do Conselho Episcopal latino-americano, com sede em Bogotá.

Como Arcebispo de Maringá tive a graça de ordenar 45 diáconos permanentes, 37 padres e três bispos do clero de Maringá. Tudo isso fruto de uma Igreja organizada que herdei dos meus antecessores, Dom Jaime Luiz Coelho, Dom Murilo Krieger e Dom João Braz de Aviz.

Pela primeira vez na história desta Igreja, neste ano e no próximo serão ordenados oito novos padres. Um número expressivo que mostra a força da oração pelas vocações na nossa Igreja.

Esta Igreja particular tem características especiais. O Censo de 2010, divulgado em 2011, nos revelou que Maringá teve um aumento de 14% no número de católicos.

Tenho inúmeros motivos para dizer que a Arquidiocese de Maringá é especial. As nossas pastorais, movimentos e organismos são de uma organização exemplar.

Trabalhamos muito.

Nestes 15 anos crismei mais de cinquenta e duas mil pessoas. Criamos sete paróquias:

Paróquia Nossa Senhora do Rosário; paróquia Santo Expedito; paróquia Imaculada Conceição em Uniflor; paróquia Santa Paulina; paróquia Santa Teresa de Jesus, em Marialva; paróquia Santa Clara e paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus, em Mandaguaçu.

Diversas obras foram feitas, como a reforma do centro de Formação Bom Pastor; reforma do auditório São João Paulo II; reforma da capela do Seminário Arquidiocesano; criação da casa do padre idoso, que tem acolhido os nossos queridos sacerdotes. Retomamos a administração do Albergue Santa Luiza de Marillac. Enfim, muitas obras físicas e espirituais, todas feitas sob a ação e força do Espírito de Deus.

Chiara Lubich disse certa vez que “a caneta não sabe o que deverá escrever, o pincel não sabe o que deverá pintar e o cinzel não sabe o que deverá esculpir. Quando Deus toma em suas mãos uma criatura, para fazer surgir uma obra Sua na Igreja, a pessoa escolhida não sabe o que deverá fazer. É um instrumento”.

Foi isso que Deus fez comigo. Eu não tinha capacidade nenhuma de ser padre, bispo. Mas Deus quis. Foi Ele que me fez o que eu sou. Só tenho gratidão por tanta coisa realizada.

Olhando para o passado, pergunto: Como fiz tudo isso? Só tenho resposta se eu projetar o meu olhar para Jesus.

Diante desta bela história, reconheço que chegou o momento de deixar o governo da Arquidiocese de Maringá. Nos últimos meses meu corpo físico já tem dado sinais de esgotamento, e a orientação médica é para diminuir o ritmo de vida, por isso pedi ao Santo Padre a renúncia ao governo da Arquidiocese, passando a ser Arcebispo Emérito. Deixo o lugar para outro com mais disposição, capaz de governar esta Igreja particular com o vigor necessário.

Talvez poucas pessoas saibam, mas antes de eu vir para Maringá, ainda em Toledo, em 2002, sofri um derrame cerebral. As sequelas foram quase que imperceptíveis. Consegui me recuperar do processo cirúrgico, mas a recomendação médica era que eu deveria evitar sobrecarga de trabalho e estresse. O que não aconteceu, porque em 2004 fui nomeado Arcebispo nessa bela e querida Maringá.

No ano passado, fui submetido a uma angioplastia e também à retirada da vesícula. Nas últimas semanas, comecei a ter vários apagões, momentos em que chego a perder a consciência em alguns compromissos, inclusive nas celebrações.

Não foi fácil tomar essa decisão, mas é o melhor para mim e para a Igreja.
Lembro aqui o Papa Bento XVI que, ao renunciar o ministério de Bispo de Roma, disse: “verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos”.

A partir de hoje, não respondo mais pelo governo desta Arquidiocese. Tudo agora passa a ser de responsabilidade do Administrador Apostólico, meu irmão no episcopado, Dom João Mamede, Bispo de Umuarama, pertencente a nossa Província Eclesiástica. De agora em diante Maringá é “sede vacante”, até que o Santo Padre nomeie o novo Arcebispo de Maringá.

Estarei sempre em oração para que este período de transição seja iluminado pela força renovadora do Espírito Santo de Deus.
Nesta vida ninguém perde nada. Ou se ganha ou aprende. Aprendi que o poder e o governo da Igreja não é tudo, pois a essência do episcopado é amar e servir. Isso vai continuar sendo o meu único programa de vida.

Continuarei servindo a Igreja, ministrando os sacramentos, sendo presença de pai que ama, vive, sente e caminha com o Povo de Deus. Ninguém pode impedir de amar.

Fica aqui meu carinho, amor, respeito, gratidão a todos vocês.

Lembrem-se: Deus é misericórdia, Deus é amor. Somos chamados a celebrar a misericórdia. Sem misericórdia não se constrói nada.

Como diz o Papa Francisco “não podemos esquecer que cada um traz consigo a riqueza e o peso da sua própria história, que nos distingue de qualquer outra pessoa. A nossa vida, com as suas alegrias e os seus sofrimentos, é algo único e irrepetível que se desenrola sob o olhar misericordioso de Deus” (Misericórdia et misera, 14).

Rezem por mim. Eu sempre rezarei por vocês.
Por intercessão de Nossa Senhora da Glória, padroeira da Arquidiocese de Maringá, Deus Pai vos abençoe sempre!

Dom Anuar Battisti
Arcebispo Emérito de Maringá.