24 maio, 2018

NÃO ao aumento do combustível e NÃO a privatização da Petrobras!


NÃO ao aumento do combustível e NÃO a  privatização da Petrobras!

O Governo precisa sim diminuir os preços dos combustíveis e atender as reivindicações dos trabalhadores caminhoneiros.

É preciso reagir,  o preço do combustível está cada vez mais caro e pesado para as/os consumidores.

Não podemos nos calar diante de uma orientação política do setor petrolífero. 

Vamos dizer NÃO,  não somente contra o reajuste dos combustíveis, mas NÃO contra a privatização da Petrobras.

Direito à Greve

A Doutrina Social da Igreja Católica reconhece a legitimidade da greve quando se apresenta como “recurso inevitável, senão mesmo necessário”, tendo em vista um “benefício proporcionado”, como se pode ler no Catecismo da Igreja.

Precisamos apoiar este movimento dos caminhoneiros. Somar força.

Congresso do Povo Seminário Municipal - Maringá-PR

Todas e todos podem participar do Congresso do Povo.

É um importante momento de formação popular que tem o objetivo de contribuir na formação do povo brasileiro, para que a população compreenda que sem mobilização e organização da sociedade não será possível conquistar, manter e ampliar os direitos e que quanto mais desmobilizada a sociedade estiver, mais fácil será retroceder as conquistas.

 O Seminário Municipal de Maringá, preparativo ao Congresso do Povo será realizado neste sábado (26), a partir das 8 horas, no Centro Comunitário Alvorada. 

Os participantes do seminário trabalharão em quatro grupos de estudos: 
Assistência Social, Saúde e Segurança Pública; 
Educação, Cultura, Esporte e Lazer;
Direitos Humanos e Cidadania; 
Meio Ambiente e Moradia.

Da etapa municipal são decididas as diretrizes da etapa regional do Congresso do Povo, que também acontece em Maringá, no dia 2 de junho, na Casa da Cultura do Jardim Alvorada. 

Privatização e preço do combustível: o que entender da greve dos caminhoneiros

"O problema do aumento do preço do combustível reside na atual lógica privatista"


Fonte da Foto Internete

O artigo é de  Juliane Furno, publicado por Brasil de Fato, 23/05/2018 

Um grande protesto de caminheiros rompeu nas principais rodovias do país no dia 21 desse mês e está mobilizando discussões Brasil afora. O motivo do protesto são as sistemáticas altas no preço do combustível nos postos de gasolina, principalmente o Diesel, que, no acúmulo de 12 meses, teve um aumento de 12% ao consumidor.

O movimento dos caminheiros autônomos reivindica que alíquota do PIS/Pasep e o Cofins seja zerada e que haja a isenção do imposto que incide sobre combustíveis, o CIDE. 

A categoria reivindica que tais mudanças ocorram sobre o Diesel, o principal combustível utilizado nos fretes e demais transporte de mercadorias. 

Ocorre que o preço do combustível está cada vez mais caro e pesado no bolso do consumidor por uma orientação política do setor petrolífero, e pouco tem a ver com a quantidade incidente de impostos. 

Essa política de isenção de impostos para o Diesel, em última instância, significa transferir recursos públicos para subsidiar o preço final do combustível. 

Isso tudo tem um custo fiscal para o Estado e para a sociedade brasileira. Aliás, esses impostos (PIS/Pasep e Cofins) fazem parte de conjunto de impostos que são necessários às políticas sociais utilizadas amplamente pela população.

O verdadeiro problema do aumento do preço do combustível reside, na verdade, na atual lógica privatista e entreguista que tem sido levada adiante pela gestão de Pedro Parente na presidência da Petrobras.

Em 2016 a direção da estatal instituiu uma nova política de preços do combustível, que passou a ser ditado pela variação da cotação do petróleo no mercado internacional, o que ocorre em dólar. Antes disso, a política interna de preço se relacionava com os custos das operações até a chegada do combustível ao posto, ou com a política econômica mais geral do governo, que poderia congelar o preço da gasolina (como fez Dilma Rousseff entre 2013 e 2014) para não impactar a inflação e garantir a continuidade do crescimento.

Ou seja, com o alinhamento do preço dos combustíveis aos parâmetros internacionais, o Estado perde a possibilidade de executar uma política que se relacione com nossas necessidades de desenvolvimento nacional.

Essa nova política de preços se relaciona com outra medida, sistematizada no documento do PMDB “Uma Ponte para o Futuro”.  Lá está previsto, entre outras coisas, a venda do controle de parte das refinarias brasileiras. 

Assim, mais uma vez perdemos a possibilidade de ditar o preço doméstico do combustível. Isso porque – com a venda do refino – a Petrobras vai deixando de ser uma empresa integrada, com um alinha de produção que vai desde o poço petrolífero até o posto de distribuição. 

Em resumo, a problemática atual do descontrole do preço do diesel está muito mais ligada à política de privatização do refino, e da nova política de preços, do que ao excesso de “impostos”. 

Está em jogo nessa política não somente prejuízos ao bolso dos trabalhadores e impactos na inflação, mas, principalmente, está em jogo a perda da nossa soberania nacional envolvida na nossa capacidade interna de controlar as variáveis do nosso desenvolvimento nacional. 

Edição: Simone Freire

Papa: explorar o trabalhador é pecado mortal

Dedicando a missa na Casa Santa Marta ao “nobre povo chinês”, que hoje festeja Nossa Senhora de Sheshan, Francisco exorta a tomar distância das riquezas que seduzem e escravizam.


Tomar distância das riquezas, porque estas nos foram oferecidas por Deus para doá-las aos outros. A este tema o Papa Francisco dedicou a missa celebrada na manhã de quinta-feira (24/04) na Casa Santa Marta.

Na memória de Nossa Senhora Auxiliadora, o Pontífice celebrou a missa na intenção do “nobre povo chinês”, que festeja a Virgem de Sheshan em Xangai.

Riqueza apodrecida

O Papa se inspirou Leitura de São Tiago apóstolo, que fala do salário não pago aos trabalhadores e o seu clamor que chega aos ouvidos do Senhor. Francisco destaca que Tiago usa expressões contundentes para falar aos ricos, sem meias palavras, condenando a “riqueza apodrecida”, como fez Jesus:

“Ai de vós ricos!”, é o primeiro ataque depois das Bem-aventuranças na versão de Lucas. “Ai de vós ricos!”. Se alguém fizer uma pregação assim, no dia seguinte nos jornais aparece: “Aquele padre é comunista!”. Mas a pobreza está no centro do Evangelho. A pregação sobre a pobreza está no centro da pregação de Jesus: “Bem-aventurados os pobres” é a primeira das Bem-aventuranças. E a carteira de identidade com a qual Jesus se apresenta quando volta ao seu vilarejo, a Nazaré, na sinagoga, é: “O Espírito está sobre mim, fui enviado para anunciar o Evangelho, a Boa Nova aos pobres, o alegre anúncio aos pobres”. Mas na história sempre tivemos esta fraqueza de tentar tirar esta pregação sobre a pobreza, acreditando se tratar de algo social, político. Não! É Evangelho puro, é Evangelho puro.

Dois senhores

Francisco convidou a refletir sobre o porquê de uma pregação assim “tão dura”. A razão está no fato de que “as riquezas são uma idolatria”, são capazes de “seduzir”. O próprio Jesus, explicou o Papa, disse que “não se pode servir a dois senhores: ou você serve a Deus ou às riquezas”: dá, portanto, uma “categoria de ‘senhor’ às riquezas, isto é, a riqueza “o pega e não o larga e vai contra o primeiro mandamento”, amar a Deus com todo o coração.

As riquezas vão também contra o segundo mandamento, porque destroem a relação harmoniosa “entre nós homens”, “estragamos a vida”, “estragamos a alma”. O Papa recordou a Parábola do rico - que pensava na “boa vida”, nas festas, nas roupas luxuosas – e do mendicante Lázaro, “que não tinha nada”.

Tiago sindicalista

As riquezas, reiterou, “nos levam embora a harmonia com os irmãos, o amor ao próximo, nos fazem egoístas”. Tiago reivindica o salário dos trabalhadores que cultivaram a terra dos ricos e não foram pagos: “alguém poderia confundir o apóstolo Tiago com um sindicalista”, afirmou Francisco. E na verdade, acrescentou, o apóstolo “fala sob a inspiração do Espírito Santo”. Parece uma coisa dos nossos dias, disse o Papa:

Também aqui, na Itália, para salvar os grandes capitais deixam as pessoas sem trabalho. Vai contra o segundo mandamento e quem faz isto: “Ai de vós!”. Não eu, Jesus. Ai de vocês que exploram as pessoas, que exploram o trabalho, que pagam de maneira informal, que não pagam a contribuição para a aposentadoria, que não dão férias. Ai de vós! Fazer “economias”, fraudar o que se deve pagar, o salário, é pecado, é pecado. “Não, padre, eu vou à missa todos os domingos e participo daquela associação católica e sou muito católico e faço a novena disso…”. Mas você não paga? Essa injustiça é pecado mortal. Você não está nas graças de Deus. Não sou eu que estou dizendo, é Jesus, é o apóstolo Tiago. Por isso as riquezas nos afastam do segundo mandamento, do amor ao próximo.

Rezar pelos ricos

As riquezas, portanto, têm uma capacidade que nos tornar “escravos”: por isso Francisco exorta a “fazer um pouco mais de oração e um pouco mais de penitência” não pelos pobres, mas pelos ricos.

Você não é livre diante das riquezas. Você para ser livre diante das riquezas deve tomar distância e rezar para o Senhor. Se o Senhor lhe deu riquezas é para distribui-las aos outros, para fazer em seu nome tantas coisas boas para os outros. Mas as riquezas têm esta capacidade de nos seduzir e nesta sedução nós caímos, somos escravos das riquezas.

Giada Aquilino – Cidade do Vaticano


Fonte: Vatican News

23 maio, 2018

Oração

"Senhor, abre o meu coração para que possa receber toda a tua alegria e comunicá-la ao mundo. Perdoa-me a presunção com que, por vezes, realizo obras em teu nome. Tenho a boca, as mãos, o coração e a mente cheios de Ti, mas os meus sentimentos levam-me a procurar interesses e resultados egoístas. Não permitas que os tente justificar, porque, só Tu os podes justificar pela tua morte na cruz. Que a minha única riqueza seja ver a pobreza dos outros, para ir em sua ajuda. E que a minha pobreza seja colmatada pela riqueza que os outros têm para me dar. Amém."]

Fonte: Dehonianos

Papa: com o Sacramento da Crisma ser sal e luz do mundo


O Pontífice deu início a um novo ciclo de catequeses, desta vez dedicado ao Sacramento da Confirmação.

Apesar do mau tempo, milhares de fiéis participaram com o Papa Francisco da Audiência Geral desta quarta-feira (23/05).



Na Praça S. Pedro, os peregrinos ouviram o Pontífice iniciar um novo ciclo de catequeses, desta vez dedicado ao sacramento da Crisma, também chamado Confirmação, quando os fiéis recebem o dom do Espírito Santo.

Sal e luz do mundo

Aos seus discípulos, Jesus confiou uma grande missão: ser sal da terra e luz do mundo. “São imagens que nos levam a pensar no nosso comportamento, porque seja a carência, seja o excesso de sal comprometem o alimento, assim como a falta ou excesso de luz impedem de ver”, disse o Papa, acrescentando que somente o Espírito de Cristo nos dá o sabor e a luz que clareia o mundo.

Este dom é recebido justamente no Sacramento da Confirmação. “Confirmação porque confirma o Batismo e reforça a sua graça; assim também “Crisma” porque recebemos o Espírito mediante a unção com o “crisma” – óleo consagrado pelo Bispo – termo que remete a “Cristo”, o Ungido pelo Espírito.

Nada podemos sem o Espírito Santo

Renascer para a vida divina no Batismo é o primeiro passo, explicou o Papa, depois é preciso se comportar como filhos de Deus, ou seja, conformar-se ao Cristo que atua na santa Igreja.

“Sem a força do Espírito Santo não podemos fazer nada. Assim como toda a vida de Jesus foi animada pelo Espírito, assim também a vida da Igreja e de cada seu membro está sob a guia do mesmo Espírito.”

LEIA TABÉM

23/05/2018

Audiência Geral de 23 de maio

A carteira de identidade de Cristo

Francisco ressaltou o modo com o qual Jesus se apresenta na sinagoga de Nazaré, a sua a carteira de identidade, isto é, Ungido pelo Espírito. «O Espírito do Senhor está sobre mim; por isso me consagrou com a unção e me enviou a levar aos pobres o alegre anúncio » (Lc 4,18).

O “Respiro” do Cristo Ressuscitado enche de vida os pulmões da Igreja. Pentecostes é para a Igreja aquilo que para Cristo foi a unção do Espírito recebida no Jordão, isto é, o impulso missionário a viver a vida pela santificação dos homens, a glória de Deus.

Deixar-se guiar pelo Espírito

No momento de fazer a unção, explicou ainda Francisco, o bispo diz estas palavras: “Receba o Espírito Santo que lhe foi confiado como dom”.

“É o grande dom de Deus”, finalizou o Pontífice. “Todos nós temos o Espírito dentro, o Espírito está no nosso coração, na nossa alma. E o Espírito nos guia para que nos tornemos sal e luz na medida certa aos homens. O testemunho cristão consiste em fazer somente e tudo aquilo que o Espírito de Cristo nos pede, concedendo-nos a graça de o realizar.”


Bianca Fraccalvieri - Cidade do Vaticano

Fonte: Vatican News

22 maio, 2018

Oração

"Ó Jesus, na provação, Te tornaste sacerdote misericordioso. Ajuda-me a acolher as minhas próprias provações como momentos de educação salutar, e como motivos de alegria, porque me unem a Ti. Ajuda-me a acolher e a entender as palavras de Pedro: «exultais de alegria, se bem que, por algum tempo, tenhais de andar aflitos por diversas provações» (1 Pe 1, 6), bem como as de Paulo: «Estou cheio de consolação e transbordo de alegria no meio de todas as nossas tribulações» (2 Cor 7, 4). Que jamais me desoriente nas dificuldades e que, fixando o olhar em Ti, encontre, para elas, uma saída inspirada no teu amor por mim e no meu amor por Ti. Amém."

Fonte: Dehonianos

21 maio, 2018

Na alegria de ser sua madrinha lhe dou o livro “Alice no País das Maravilhas

Na foto a minha direita minha sobrinha e afilhada de Batismo Paula
 a esquerda a Karla sobrinha e afilhada da Crisma


Minha querida afilhada Karla Heloisa Costa Bueno

Na alegria de ter sido escolhida por você para ser sua madrinha do Sacramento da Crisma, lhe dei o livro “Alice no País das Maravilhas” de Lewis Carroll e a crônica “Para Maria das Graças” de Paulo Mendes Campos.

Por que lhe dei o livro “Alice no País das Maravilhas”, para usá-lo como um manual de sobrevivência para esse mundo lindo e maluco que vivemos.

A história é amalucada, mas nosso dia a dia muitas vezes também pode ser louco, não é mesmo?

Karla Heloisa, o segredo do bem viver está em encontrar um sentido para a vida, para não corrermos o risco de ficarmos malucas/os.

Paulo Mendes Campos lembra a Maria da Graça que haverá momentos em que nos sentimos tão pequenos que podemos tomar camundongos por rinocerontes, como fez Alice quando diminuiu de tamanho e ficou pequenina como um inseto.

Sabe minha querida Karla Heloisa, podemos passar por momentos nos sentindo tão diminuídos que exageramos os nossos problemas. Tu já deve ter ouvido “tempestade em copo d’água”. Mas pode acontecer.

Ao ler a crônica, tu verás que para o cronista, os instantes em que nos apequenamos e aumentamos o real tamanho das dificuldades, ocorrem quando nos sentimos tristes e deprimidos. Campos alerta que temos de ficar muito atentos se isso ocorrer. É quando podemos nos afogar em nossas próprias lágrimas – do mesmo modo que quase acontece com Alice, quando ela diminui de tamanho e tem de atravessar a nado o lago de lágrimas que a própria personagem havia chorado enquanto estava gigante.

Más é preciso nos vigiar sempre, tomo a liberdade de avançar na metáfora de Campos, para dizer que precisamos nos atentar aos momentos em que nos sentimos grandes, mais fortes que os outros, mais importantes, autossuficientes – como se tivéssemos comido o mesmo bolo que torna Alice uma gigante, isso não é bom, nada bom.

Lembre sempre como uma lição para sua vida, Alice, após cair na toca do coelho, teve de sorver a bebida que a torna nanica para passar pelo pequeno portão de entrada do País das Maravilhas. Nós, às vezes, também precisamos descer do pedestal que nos coloca acima das pessoas e sermos humildes para poder abrir a porta do mundo de nossos sonhos. Isso é lindo.

O livro “Alice no País das Maravilhas” vem como uma auto-ajuda talvez, aliviando a visão sobre o mundo, e os que nos cerca no entendimento sobre a vida vivida por um personagem.

Karla Heloisa, às vezes é preciso não levar a vida tão a sério. Alice no país das Maravilhas apresenta momentos mágicos, e no mundo real você Karla Heloisa pode encontrar formas também para escapar, ou resolver algo que lhe tire as dúvidas, que lhe mostre um caminho.

Veja só, a lição que nos da o ratinho quando conta sobre sua trajetória, de que todos nós temos problemas, que daria para escrever um livro, com tanta coisa que nos acontece, momentos tristes e alegres.

O texto mexe muito com relação o que apreendemos no dia a dia, coisas inexplicáveis, são sensações de momentos aprendidos, do que a vida é capaz de mostramos em simples gestos.

Parece loucura Karla Heloisa, somos como uma máquina complicada que produz durante a vida toda uma quantidade imensa de camundongos. O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar bem-disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nosso domínio disfarçado de camundongo. Sabe qual é o grande desafio, minha afilhada, é nunca perder o bom humor.

Sabe minha afilhada, às vezes podemos nos abandonar de tal forma ao sofrimento, com tal complacência, que podemos ter medo de não poder sair de lá. A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado. Por isso Alice, depois de ter chorado um largo, pensava: "Agora serei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas".

A verdade Karla Heloisa, é que somos camundongos pequenos e ao mesmo tempo grandes, conforme enxergamos a vida.

Espero que leia à crônica “Para Maria das Graças” de Paulo Mendes Campos, depois de ter lido a crônica leia o livro “Alice no País das Maravilhas”, que iluminado pelo Espírito Santo, lhe servirá como orientação para sua vida.

E não esqueça, não sou apenas sua tia e madrinha, sou sua amiga, talvez tu nem saiba, mas sua verdadeira amiga.
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A celebração do Sacramento foi no dia 18 de maio de 2018, na Paróquia São Mateus Apóstolo de Maringá.

Fotos do Sacramento da Crisma da Karla Heloisa Costa Bueno

Recebi a graça de ser por ela escolhida para ser sua madrinha.




Ser Madrinha
Ser Madrinha é ser mãe segundo nosso Deus.
Um acompanhar sincero. Estar sempre por perto. Um cuidar da sua relação com Jesus. Compartilhar alegrias e tristezas, erros e acertos, as não conquistas e as conquistas. Compartilhar a fé. 
Também né Karla passear juntas, ir as missas, curtir momentos juntas.
É...
Isso é ser Madrinha para mim, espero que para tu também, aí sim, vai ser muito bom.

Sacramento da Crisma 
É é o Sacramento da responsabilidade, pois recebemos o Espírito Santo, os dons: 
Sabedoria - Entendimento - Conselho - Fortaleza - Conhecimento - Piedade e Temor de Deus.

Gálatas, 5, 22-23, resume de forma desafiadora o fruto que o Espírito Santo produz em nossas vidas. Os frutos são:
Amor - Alegria - Paz - Paciência - Bondade – Benevolência - Fé - Mansidão e Domínio de Si.

Fotos do Sacramento da Crisma da Karla Heloisa Costa Bueno




















"Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai."

Paróquia São Mateus Apóstolo de Maringá


18 maio, 2018

Repúdio ao ‘pacote do veneno’, que pode reduzir o controle sobre agrotóxicos

Nada menos do que 1.850 agrotóxicos estão registrados no país. E, contado apenas o período 2015-2017, foram importados para o Brasil 14 venenos agrícolas extremamente tóxicos e altamente perigosos ao meio ambiente.


por Nilto Tatto e Patrus Ananias*

Gigantescas multinacionais faturam 10 bilhões de dólares por ano vendendo agrotóxicos no Brasil. Em 15 anos o faturamento delas cresceu quase 400%

A associação dos interesses do agronegócio aos da indústria de agrotóxicos vem, há alguns anos, envenenando cada vez mais o Brasil. Às custas da saúde e, portanto, da vida de brasileiras e brasileiros, tem multiplicado a fortuna dos fabricantes de morte.

Gigantescas multinacionais faturam 10 bilhões de dólares por ano vendendo agrotóxicos no Brasil. Em menos de 15 anos, o faturamento delas aqui cresceu quase 400%, enquanto a quantidade de veneno vendida aumentou 188%.

Nada menos do que 1.850 agrotóxicos estão registrados no país. E, contado apenas o período 2015-2017, foram importados para o Brasil 14 venenos agrícolas extremamente tóxicos e altamente perigosos ao meio ambiente.

Esses dados ficam ainda longe de expor o cenário tenebroso em que se dão o comércio e o uso de agrotóxicos. Parte desse cenário aparece em auditoria da Secretaria de Controle Externo da Agricultura e do Meio Ambiente, do Tribunal de Contas da União. Ao avaliar as estruturas do governo federal para atender acordos firmados junto às Nações Unidas, a auditoria deparou-se com o que chamou de “desafios” relacionados à presença de agrotóxicos no país.

Os auditores identificaram contrabando e uso de agrotóxicos ilegais; importação de produtos não permitidos no país; aplicação do veneno em culturas para as quais o produto não foi registrado; intoxicação aguda e crônica da população; irregularidades na presença de resíduos de agrotóxicos em água para o consumo humano e nos alimentos; falta de informação ao consumidor sobre a presença de agrotóxicos nos alimentos; e imposição, aos trabalhadores agrícolas, da exigência de uso de agrotóxicos para obtenção de crédito rural.

O cenário já é muito grave. Mas, atenção: tudo isso vai piorar, caso a Câmara dos Deputados aprove as propostas que buscam afrouxar ainda mais o controle do Poder Público sobre o comércio e o uso de agrotóxicos.

A liberalização da produção, da comercialização e da distribuição de venenos agrícolas está sob exame de uma Comissão Especial que votará nos próximos dias, sob patrocínio da bancada do agronegócio – ou, neste caso, de uma bancada da morte -, um substitutivo do deputado Luiz Nishimori (PR/PR) a projeto de lei do senador Blairo Maggi, hoje ministro da Agricultura. Já aprovado pelo Senado, o projeto de Maggi, assim como o substitutivo, vem despertando críticas rigorosas. E será votado sem que a comissão tenha ouvido nenhuma entidade, órgão ou instituição contrária às propostas.

O coordenador da 4ª Câmara do Ministério Público Federal, subprocurador-geral da República Nívio de Freitas Silva Filho, denuncia que o projeto 6.299/2002 viola seis artigos da Constituição e submete à política agrícola o direito à saúde, ao meio ambiente e a defesa do consumidor.

A presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Elisabetta Recine,
pediu à Comissão Especial que rejeite o projeto porque ele “viola diversos direitos, especialmente o Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável”. Lembrou que o Consea defende a redução do uso dos agrotóxicos em função dos diversos impactos diretos e indiretos na saúde humana, tais como vários tipos de câncer, mutação genética, autismo e má formação fetal”.

A Fiocruz emitiu nota em que afirma que o “Pacote do Veneno” negligencia a promoção da saúde e a proteção da vida. “As alterações propostas representam um retrocesso que põe em risco a população, em especial grupos populacionais vulnerabilizados, como mulheres grávidas, crianças e trabalhadores envolvidos em atividades produtivas que dependem da produção ou uso de agrotóxicos.

O Ibama, também em nota, lembra que “o Brasil, desde 2008, é o maior mercado de agrotóxicos do mundo” e que as mudanças em debate na Câmara produzirão “importantes impactos negativos na saúde da população e no comércio agrícola, uma vez que introduzirão no país agrotóxicos hoje proibidos e até banidos em países importadores de alimentos do Brasil.”

A Anvisa e o Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, do Ministério da Saúde, também já se manifestaram contra as propostas de liberalização do controle de agrotóxicos. De acordo com o departamento, elas apresentam fragilidades, incoerências e inconsistências, “negligenciando aspectos relacionados à segurança, saúde e bem-estar dos cidadãos e pela proteção ao meio ambiente.

A Secretaria Nacional de Meio Ambiente e a Secretaria Nacional Agrária do PT reafirmarão nesta segunda-feira, 14, no seminário sobre “Desenvolvimento Rural Sustentável” que realizarão em Brasília, seu repúdio e sua determinação de resistir às propostas em tramitação no Legislativo e a qualquer política pública que favoreça o envenenamento do povo brasileiro. Vamos debater e formular, para inserir no plano de governo do PT, propostas que favoreçam a vida.


Texto de Nilto Tatto (PT-SP), secretário Nacional de Meio Ambiente do partido; Patrus Ananias (PT-MG), secretário Nacional Agrário do partido. Publicado por Carta Capital, 11/05/2018.

Foto de capa: Fernando Frazão/Agência Brasil

17 maio, 2018

Papa Francisco interpreta sabiamente o golpe que acontece no Brasil


A fofoca é uma atitude assassina - papa Francisco


 O elo da corrente para se chegar a esta condenação é um ambiente de falsa unidade.
 
Numa medida mais restrita, acontece o mesmo também nas nossas comunidades paroquiais, por exemplo, quando dois ou três começam a criticar o outro. 
E começam a falar mal daquele outro… 
E fazem uma falsa unidade para condená-lo; sentem-se seguros e o condenam.
Por isso a fofoca é uma atitude assassina, porque mata, exclui as pessoas, destrói a “reputação” das pessoas.

A intriga foi usada contra Jesus para desacreditá-lo e, uma vez desacreditado, eliminá-lo.


Papa: evitar a intriga para caminhar na verdadeira unidade


Na missa celebrada esta quinta-feira (17/05) na Casa Santa Marta, o Papa Francisco dedicou a sua homilia ao tema da unidade, inspirando-se na Liturgia da Palavra.

Existem dois tipos de unidade, comentou o Pontífice. A primeira é a verdadeira unidade de que fala Jesus no Evangelho, a unidade que Ele tem com o Pai e que quer trazer também a nós. Trata-se de uma “unidade de salvação”, “que faz a Igreja”, uma unidade que vai rumo à eternidade. “Quando nós na vida, na Igreja ou na sociedade civil trabalhamos pela unidade, estamos no caminho que Jesus traçou”, disse Francisco.

A falsa unidade divide

Porém, há uma “falsa unidade”, como aquela dos acusadores de São Paulo na Primeira Leitura. Inicialmente, eles se apresentam como um bloco único para acusá-lo. Mas Paulo, que era “sagaz”, isto é, tinha uma sabedoria humana e também a sabedoria do Espírito Santo, lança a “pedra da divisão”, dizendo estar sendo julgado pela esperança na ressurreição dos mortos”.

Uma parte desta falsa unidade, de fato, era composta por saduceus, que diziam não existir “ressurreição nem anjo nem espírito”, enquanto os fariseus professavam esses conceitos. Paulo então consegue destruir esta falsa unidade porque eclode um conflito e a assembleia que o acusava se divide.

De povo a massa anônima

Em outras perseguições sofridas por São Paulo, se vê que o povo grita sem nem mesmo saber o que está dizendo, e são “os dirigentes” que sugerem o que gritar:

Esta instrumentalização do povo é também um desprezo pelo povo, porque o transforma em massa. É um elemento que se repete com frequência, desde os primeiros tempos até hoje. Pensemos nisso. O Domingo de Ramos é: todos ali aclamam “Bendito o que vem em nome do Senhor”. Na sexta-feira sucessiva, as mesmas pessoas gritam: “Crucifiquem-no”. O que aconteceu? Fizeram uma lavagem cerebral e mudaram as coisas. E transformaram o povo em massa, que destrói.

Intrigar: um método usado também hoje

“Criam-se condições obscuras” para condenar a pessoa, explicou o Papa, e depois a unidade se desfaz. Um método com o qual perseguiram Jesus, Paulo, Estevão e todos os mártires e muito usado ainda hoje. E Francisco citou como exemplo “a vida civil, a vida política, quando se quer fazer um golpe de Estado”: “a mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas”. Depois chega a justiça, “as condena e, no final, se faz um golpe de Estado”. Uma perseguição que se vê também quando as pessoas no circo gritavam para ver a luta entre os mártires ou os gladiadores.

A fofoca é uma atitude assassina

O elo da corrente para se chegar a esta condenação é um “ambiente de falsa unidade”, destacou Francisco.

Numa medida mais restrita, acontece o mesmo também nas nossas comunidades paroquiais, por exemplo, quando dois ou três começam a criticar o outro. E começam a falar mal daquele outro… E fazem uma falsa unidade para condená-lo; sentem-se seguros e o condenam. O condenam mentalmente, como atitude; depois se separam e falam mal um contra o outro, porque estão divididos. Por isso a fofoca é uma atitude assassina, porque mata, exclui as pessoas, destrói a “reputação” das pessoas.

Caminhar na estrada da verdadeira unidade

“A intriga” foi usada contra Jesus para desacreditá-lo e, uma vez desacreditado, eliminá-lo:

Pensemos na grande vocação à qual fomos chamados: a unidade com Jesus, o Pai. E este caminho devemos seguir, homens e mulheres que se unem e buscam sempre prosseguir no caminho da unidade. E não as falsas unidades, que não têm substância, e servem somente para dar um passo a mais e condenar as pessoas, e levar avante interesses que não são os nossos: interesses do príncipe deste mundo, que é a destruição. Que o Senhor nos dê a graça de caminhar sempre na estrada da verdadeira unidade.

Fonte: Vatican News

Evangelho de Jesus Cristo segundo João 17,20-26



Naquele tempo, Jesus levantou os olhos ao céu e disse:
Pai Santo,
20eu não te rogo somente por eles,
mas também por aqueles
que vão crer em mim pela sua palavra,
21para que todos sejam um
como tu, Pai, estás em mim e eu em ti,
e para que eles estejam em nós,
a fim de que o mundo creia que tu me enviaste.
22Eu dei-lhes glória que tu me deste,
para que eles sejam um, como nós somos um:
23eu neles e tu em mim,
para que assim eles cheguem à unidade perfeita
e o mundo reconheça que tu me enviaste
e os amaste, como me amaste a mim.
24Pai, aqueles que me deste,
quero que estejam comigo onde eu estiver,
para que eles contemplem a minha glória,
glória que tu me deste
porque me amaste antes da fundação do universo.
25Pai justo, o mundo não te conheceu,
mas eu te conheci,
e estes também conheceram que tu me enviaste.
26Eu lhes fiz conhecer o teu nome,
e o tornarei conhecido ainda mais,
para que o amor com que me amaste esteja neles,
e eu mesmo esteja neles'.
Palavra da Salvação.

16 maio, 2018

Coração de mãe


Mãe igual a amor! Mas o que é o amor? 

Dom da vida, pois há uma união entre a mãe e o filho, no claustro materno, que é quase impossível descrever. Talvez poderíamos trocar a palavra mãe por amor e teríamos aproximadamente o que significa esse dom.

Leia o texto de  Lucas Miguel Lihue, publicado por  Gaudium Press, 14/05/2018.


Coração de mãe

Mãe igual a amor! Mas o que é o amor? Exemplifico...

Era uma vez... Assim começavam as histórias antigas.

Dois jovens que se amavam muito. Ele sonhador e ela interesseira e má. Afim de provar o amor de seu amado, pô-lo a prova. Pediu que ele trouxesse o coração de sua mãe, para testar à sua fidelidade.

Asim o rapaz triste abatido, mas apaixonado, cometeu o horrível crime. Após matar sua própria mãe, embrulhou o coração dela num tecido e apressadamente levou-o à sua namorada, como prova que seu amor era maior do que tudo. No caminho como corria muito, caiu. E o coração rolou ao chão e de dentro saiu uma voz que dizia: meu filho! Você se machucou?

Temos representado nesse conto três amores: o amor egoísta do filho por sua amada, a da jovem que ama a si mesma a ponto de tornar-se uma assassina e fiinalmente  o sentimento puro da mãe, que tudo ama e tudo perdoa.

O amor de uma mãe foi sempre representado com essa pureza de intenção, abnegação, entrega. Um amor sem limites, profundo, que ultrapassa todas as barreiras humanas. Em uma só palavra o reflexo do amor de Deus.

Sim. Pois Deus é amor. O apóstolo do amor, São João, afirma que: Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. (1 João 4:8) Ora, então, como podemos explicar que o amor pode levar ao crime, como descrito acima?

Santo Agostinho quando trata sobre a caridade nos explica que o amor é sempre bom. Mas o objeto amado é que fica a sujeito ao erro. No caso acima o rapaz enamorado escolheu uma pessoa má para depositar sua paixão. Essa é uma razão pela qual devemos ter muito cuidado quanto à escolha do objeto amado, para dar o nosso amor.

Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensina este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.(João 15:12,13)

Amar todas as criaturas por amor de Deus é nessa medida que poderemos encontrar a verdadeira paz que o mundo atual tanto procura, pois segundo S. Bernardo: A medida de amar a Deus é ama-lo sem limites.