24 julho, 2026

6ª Jornada Mundial dos Avós e das Pessoas Idosas convida à proximidade com os idosos

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No próximo domingo, 26 de julho, a Igreja celebra a 6ª Jornada Mundial dos Avós e das Pessoas Idosas, instituída pelo Papa Francisco e celebrada anualmente no quarto domingo de julho, próximo à memória litúrgica de São Joaquim e Sant'Ana, avós de Jesus. Em 2026, o tema escolhido é "Eu nunca te esquecerei" (Is 49,15), um convite para que toda a comunidade cristã renove seu compromisso com o cuidado, a valorização e a presença junto às pessoas idosas.

A mensagem da Jornada recorda que Deus jamais abandona Seus filhos e filhas, especialmente aqueles que, muitas vezes, experimentam a solidão, a fragilidade ou o sentimento de invisibilidade. Inspirada nas palavras do profeta Isaías, a celebração reforça que cada pessoa idosa é preciosa aos olhos de Deus e ocupa um lugar insubstituível na vida da família, da Igreja e da sociedade.

Na Arquidiocese de Maringá, a data também destaca a missão da Pastoral da Pessoa Idosa (PPI), que atua por meio de visitas domiciliares, acompanhamento, escuta e promoção da dignidade dos idosos. Com a dedicação de centenas de líderes voluntários, a pastoral leva esperança, orientação e solidariedade às pessoas idosas, especialmente às que vivem em situação de vulnerabilidade, fortalecendo vínculos familiares e comunitários.

Mais do que uma comemoração, a Jornada é um chamado para que as comunidades promovam uma verdadeira cultura do encontro entre gerações. Os avós e as pessoas idosas são guardiões da memória, da fé e da história das famílias. Seu testemunho de perseverança e esperança continua sendo um dom para a Igreja e uma inspiração para as novas gerações.

Neste domingo, as paróquias são convidadas a recordar a data em suas celebrações, rezando de modo especial pelos avós e pelas pessoas idosas, incentivando gestos concretos de proximidade, visita e acolhida. Afinal, cuidar dos idosos é reconhecer neles a presença viva de Cristo e testemunhar o amor de Deus que nunca esquece Seus filhos.

Fonte: Site da Arquidiocese de Maringá

Deus prefere a pequenez!

Deus prefere a pequenez, sinal de seu amor discreto. Ele nos deixa livres para acolhê-lo ou rejeitá-lo, procura abrir caminho mesmo em meio ao joio e age de forma oculta e invisível, como a menor de todas as sementes, fermentando a massa sem fazer barulho.
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Leia a análise na postagem a baixo intitulada: Yes, we can!

Cidadãs e Cidadãos, Lideranças comprometidas com a vida e com a democracia precisam cultivar um olhar atento, crítico e amplo sobre a realidade. Compreender os acontecimentos políticos, econômicos e sociais é essencial para discernir os desafios do presente e os caminhos do futuro.

A análise é uma sugestão de leitura para ampliar o debate e a reflexão. Como em qualquer tema de interesse público, é sempre importante buscar informações em diferentes fontes sérias, confiáveis e bem fundamentadas, formando uma compreensão crítica da realidade.

Leia a análise na postagem a baixo intitulada: Yes, we can!

Yes, we can!


Olá, faltando pouco mais de dois meses para as eleições, o governo já sente um clima de vitória. A única dúvida é se o mérito é de Lula, de Flávio ou de Trump.

.Tariflávio. Como esperado, o novo tarifaço chegou com uma sobretaxa de 25% sobre uma ampla lista de produtos de exportação brasileiros, mais 12,5% sobre aqueles supostamente relacionados ao trabalho escravo. Do ponto de vista econômico geral, o impacto das tarifas deve ser pequeno. Além disso, Trump corre o risco de fortalecer a concorrência, aprofundando a perda de importância relativa dos Estados Unidos na balança comercial brasileira. Já do ponto de vista político, o saldo do tarifaço foi positivo para o Planalto. Em poucos dias, a avaliação pessoal de Lula deu um pequeno salto, com a aprovação do eleitorado indo de 42% para 46% e a desaprovação caindo de 50% para 47%. Mas não foi só a opinião do povão que mudou. Mesmo que uma lista de produtos tenha sido isenta - como carnes, minérios e remédios - a medida assustou os exportadores brasileiros. Tirando a Fiesp, o restante do empresariado viu o governo não como problema, mas como solução. Além de liberar R$18 bilhões em créditos para os setores atingidos, o Planalto discute a possibilidade de medidas de reciprocidade contra as exportações norte-americanas. Mas o mais provável é que Lula siga apostando no diálogo com Washington, nas críticas públicas a Trump, e nos fóruns internacionais - como a OMC - enquanto mantém os donos do PIB debaixo de suas asas. Claro, quando o assunto é a relação da candidatura petista com o andar de cima, nem tudo são flores. No caso da Faria Lima, que também ensaia uma aproximação com Lula, a fala do ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que defendeu o aumento do salário mínimo e o controle de capitais, gerou certo alvoroço, além da banca colocar preço no apoio com um novo ajuste fiscal, mas também serviu de alerta para o governo afinar o trabalho em equipe antes que a campanha comece. Por fim, o tarifaço de Trump ainda cumpriu o papel de dar materialidade ao tema da soberania e do espectro da intervenção estrangeira nas eleições. Mas, ao contrário de se sentir ameaçado, Lula talvez acredite que Trump e Marco Rubio sejam seus melhores cabos eleitorais.

.O recruta em seu labirinto. Flávio Bolsonaro chega à sua convenção sem vice na chapa, sem conseguir atrair o apoio do União Brasil e do PP, a federação do centrão que optou pela neutralidade, nem do Republicanos do suposto aliado Tarcísio de Freitas, e sem a confiança do presidente do próprio partido. Aliás, quando Valdemar afirma que será Jair e não o candidato Flávio quem escolherá a vice na chapa, também sinaliza que Bolsonarinho é mesmo só um candidato de fachada. O apoio da família também continua sendo crucial para que sua candidatura seja um fracasso. O irmão Eduardo ganhou o green card americano logo no momento em que é implantado o novo tarifaço no Brasil. Talvez empolgado com o salvo conduto que ganhou de Trump, Dudu disparou a metralhadora contra o restante da direita, como Ronaldo Caiado e Kim Kataguiri, além da madrasta Michelle. Ela, por sua vez, também seguiu jogando gasolina na fogueira da campanha do Ceará, onde teve a queda de braço com os enteados. Mas, Flávio também é capaz de afundar sua candidatura por conta própria. Mesmo ensaiando uma trégua tardia com a madrasta, ele repetiu o feito do pai, reunindo embaixadores para repetir a ladainha sobre as urnas eletrônicas, conseguindo apanhar não só do PT, como de Caiado e Zema. Mais do que manter a coesão do bolsonarismo, Flávio aposta mesmo em um argumento que justifique as ingerências de Trump sobre o país. Mas se o discurso soa bem para o tiozão do zap, ao lembrar que a família é afeita ao golpismo, Flávio também afasta a Faria Lima. E tão ruim quanto perder o apoio da turma do dinheiro é a incapacidade de conseguir o voto evangélico, desconfiado com as relações de Flávio com Daniel Vorcaro. A situação, que já era ruim com o episódio Dark Horse, só foi confirmada com a revelação de que o escritório de Flávio emitiu R$ 1,5 milhão em notas para empresas do esquema de Vorcaro, e poderá ficar ainda pior com o aprofundamento da investigação autorizada pelo STF sobre o financiamento do filme.

.Centrãoquistão. Se nas eleições presidenciais a disputa será novamente entre a esquerda e o bolsonarismo, nos governos estaduais é muito provável que o centrão saia fortalecido. Na região sul, a gaúcha Juliana Brizola é a aliada de Lula com melhores chances entre os candidatos, ainda que numa disputa acirrada com o bolsonarista Tenente Coronel Zucco. O também bolsonarista raiz Jorginho Mello lidera em Santa Catarina, enquanto no Paraná, o cenário favorece o bloco conservador, impulsionado pelo espólio político de Ratinho Júnior (PSD), mas em disputa com o reconvertido bolsonarista Sérgio Moro (PL). Na região sudeste, maior colégio eleitoral do país, o medo do petismo é que Tarcísio de Freitas vença no primeiro turno, enquanto Eduardo Paes, um aliado de Lula em versão light e ampla, lidera no Rio. Em Minas, o cenário para a sucessão no Palácio Tiradentes permanece pulverizado, mas sob liderança do senador Cleitinho (Republicanos), um aliado menos controlável pelo bolsonarismo, enquanto o PT solucionou a lambança que ele mesmo criou com o lançamento de Patrus Ananias. A força lulista obviamente está no nordeste, onde o Partido demonstra força na Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte, com uma eleição difícil no Ceará e apoiado também na força do PSB na região, especialmente Pernambuco onde Lula tem o apoio de João Campos, mas não enfrenta resistências da atual governadora Raquel Lyra (PSD). Mas é no centro-oeste e na região norte que o centrão e parte do bolsonarismo têm maior força, liderando ou disputando entre si nos pleitos. O mais próximo que o lulismo tem de apoiador é Omar Aziz (PSD), segundo colocado no Amazonas.

.Ponto Final: nossas recomendações.

.O plano de Donald Trump para interferir nas eleições dos EUA. Na Pública, James Green mostra os passos de Trump para evitar que os democratas assumam o controle da Câmara.

.IA chinesa avança e desafia domínio dos EUA. Como a política chinesa de código aberto ameaça a hegemonia norte-americana e a propriedade intelectual privada. No DW.

.China quer reduzir dependência do agronegócio brasileiro: o plano que assusta o Brasil. O 15º Plano Quinquenal chinês tem como meta ampliar a soberania alimentar, o que a longo prazo pode significar menos importações do Brasil. Veja na BBC.

.Com alta de 74% em 16 anos, eleitorado idoso ganha força, mas enfrenta desafio da abstenção. Os idosos representam 23% do eleitorado nacional, mas sua participação política é decrescente. Veja na NP.

.Quem na Academia é contra a Universidade Indígena? Rafael Guerra de Oliveira responde às críticas contra a Universidade Federal Indígena. No Outras Palavras.

.O avanço da extrema direita nas Américas ameaça a Amazônia e reduz as chances de sobrevivência. Na Samaúma, veja o impacto da conjuntura política latino-americana sobre a questão ambiental.

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Ponto é escrito por Lauro Allan Almeida Duvoisin e Miguel Enrique Stédile.

20 julho, 2026

As juventudes têm uma missão especial no #8º Encontrão Arquidiocesano das CEBs!

As juventudes da Arquidiocese de Maringá foram convidadas a preparar um dos subtemas do 8º Encontrão Arquidiocesano das CEBs.

Essa missão foi confiada à Juventude Missionária (JM) e à Pastoral da Juventude (PJ), que estão articulando esse momento com o compromisso de envolver todas as juventudes de nossa Arquidiocese.

O convite é para todas as jovens e todos os jovens, mesmo quem não participa da JM ou da PJ. Queremos contar também com a presença e a contribuição dos seminaristas e das jovens e dos jovens que estão em processo de discernimento vocacional para a vida religiosa, como irmãs ou irmãos.

Queremos que esse subtema seja construído a muitas mãos, refletindo a fé, a esperança, os sonhos e o compromisso das juventudes com a vida, com a Igreja e com a Casa Comum.

Juventudes, este espaço também é de vocês! Venham construir conosco o 8º Encontrão Arquidiocesano das CEBs!

Tema: De São Francisco à Laudato Si': a fé que floresce na religiosidade popular
Lema: "Na simplicidade do povo, Deus cuida da vida."

13 de setembro (domingo)
Das 13h30 às 17h30
Ginásio de Esportes do Colégio Marista – Maringá

Nas CEBs, as juventudes não são apenas o futuro da Igreja. São o presente de Deus, chamado a caminhar, sonhar e transformar a realidade junto com todo o Povo de Deus.

15 julho, 2026

Nova lei cria Semana Nacional da Ética e da Cidadania

A Presidência da República sancionou a Lei nº 15.467/2026, que cria a Semana Nacional da Ética, da Cidadania e do Combate à Corrupção. A iniciativa será realizada anualmente na primeira semana de maio em todo o país.

Além de promover ações voltadas aos princípios éticos, morais e de cidadania e ao combate a todas as formas de corrupção, a nova legislação também prevê que órgãos públicos, instituições de ensino, entidades de classe, organizações da sociedade civil e emissoras de rádio e televisão possam realizar debates, campanhas educativas e atividades para divulgar experiências e iniciativas relacionadas a esses temas. (Agência Senado)

Lei inclui educação política e cidadania no currículo da educação básica Fonte: Agência Senado

Educação Política e Direitos da Cidadania passará a fazer parte do currículo obrigatório da Educação Básica no Brasil. A medida foi oficializada nesta terça-feira (14), com a sanção da Lei nº 15.468/2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) já determina que os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio abranjam o estudo da realidade social e política, especialmente do Brasil. A Lei 15.468, de 2026, inclui a educação política e os direitos da cidadania entre os conteúdos obrigatórios dessa área de estudo. (Agência Senado)

A norma tem origem no PL 4.088/2023, aprovado no Senado em junho. (Agência Senado)

O 8º Encontrão das CEBs: Expressão da Vida da Comunidade Paroquial


Independentemente de a paróquia já ter realizado ou não o processo de setorização de seu espaço geográfico, ela é, em si mesma, uma comunidade: a comunidade paroquial. É em seu território que acontecem as mais diversas iniciativas evangelizadoras, missionárias e catequéticas. É no âmbito paroquial que as fiéis e os fiéis crescem na fé, participam da vida das comunidades, assumem responsabilidades, vivem a experiência da caridade fraterna e se comprometem nas mais variadas formas de serviço e de engajamento eclesial.

A Paróquia - Comunidade de Comunidades e Espaço do Protagonismo do Povo de Deus.

O Documento de Aparecida ressalta a importância da paróquia como comunidade de comunidades, célula viva da Igreja, lugar privilegiado da experiência de Cristo e da comunhão eclesial. Ela é chamada a ser casa e escola de comunhão, espaço da iniciação à vida cristã, onde florescem os carismas, os serviços e os ministérios (cf. Documento de Aparecida, n. 170).

Nesse horizonte, o 8º Encontrão Arquidiocesano das CEBs quer ser uma grande expressão da caminhada de toda a Arquidiocese, valorizando o protagonismo do Povo de Deus por meio das Regiões Pastorais e da participação de todas as comunidades paroquiais. Mais do que um encontro das CEBs, será uma celebração da vida da Igreja que acontece nas paróquias, em suas comunidades, capelas, pastorais, movimentos, serviços e ministérios, testemunhando que somos um só povo, chamado a viver a comunhão, a participação e a missão.

Por isso, convidamos todas as comunidades paroquiais, pastorais, movimentos, serviços, ministérios e todas as pessoas de boa vontade a participarem deste grande momento de fé, celebração e comunhão.

8º Encontrão Arquidiocesano das CEBs

Tema: De São Francisco à Laudato Si’: a fé que floresce na religiosidade popular.
Lema: "Na simplicidade do povo, Deus cuida da vida".

Data: 13 de setembro (domingo)
Horário: das 13h30 às 17h30
Local: Ginásio de Esportes do Colégio Marista
Rua São Marcelino Champagnat, 130 – Zona 02 – Maringá – PR

Venha celebrar conosco! A sua comunidade faz parte desta grande Igreja que caminha unida, evangeliza, celebra e cuida da vida.


10 julho, 2026

Rumo às finais

Rumo às finais

Olá, se a trupe de Neymar ficou pelas oitavas, na política, agora é que começa a fase do mata-mata.

.Do pescoço pra baixo é canela. Jogando no campo do adversário, nas audiências do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o governo brasileiro demonstrou uma paciência e precisão dignas do ataque norueguês. Enquanto, publicamente, o Planalto afirma que, em termos de negociações, tudo o que podia, já foi feito; na prática, aposta em outra frente, a OMC, onde os EUA é obrigado a negociar com o Brasil se quiser destravar suas pautas globais. Sem fazer uso da palavra na audiência, o Brasil viu 63 das 78 entidades presentes se manifestarem contra o tarifaço, inclusive organizações estadunidenses. O Itamaraty aproveitou e foi para o ataque, afirmando em nota, que “entre os 34 brasileiros inscritos, só Flávio Bolsonaro não se posicionou contrário às medidas contra o Brasil”. Aliás, o Itamaraty saiu de sua letargia para também criticar a classificação das facções criminosas como terroristas de forma unilateral e de alertar que isso poderia significar inclusive o uso da “força militar dos Estados Unidos em território brasileiro.” Na estratégia petista, o flanco continua sendo a segurança pública, como se vê nas dificuldades da campanha de Fernando Haddad em São Paulo. Com as propostas do governo paradas no Congresso, restam as ações da PF como cartão de visita do governo sobre o tema. Mas nem só de futebol-arte vive a política. Pensando em vencer em outubro, o Planalto também distribuiu acenos ao núcleo duro da oposição: pagou R$32 bilhões em emendas parlamentares até junho; negocia uma medida provisória sobre as dívidas do agronegócio, que podem ter um impacto fiscal de R$140 bilhões, e tem mandado recados ao mercado financeiro de que, em comparação com os Bolsonaros, Lula sim é um gestor fiscalmente responsável e austero. A favor de Lula contam ainda as previsões de elevação de crescimento da economia pelo FMI e o despreparo de Flávio para lidar com crises, já que ser fã de Donald Trump não ajuda a derrubar tarifas e nem a lidar com cenários como uma nova disparada dos preços do petróleo.

.Mais perdido em campo que a seleção brasileira. Apesar de senador experimentado e candidato à presidente, Flávio Bolsonaro tem se mostrado tão habilidoso na política quanto Casemiro com a bola. Isso começa pela tentativa de surfar na onda da nova direita latino-americana com o apoio de Trump, que fracassou e deu a Lula o argumento da soberania. Percebendo o erro, o candidato do PL aproveitou a audiência do USTR em Washington para tentar reverter a situação. Além de participar de penetra, Flávio argumentou que as tarifas foram uma resposta do governo norte-americano à perseguição sofrida por seu pai no Brasil. Uma tese que não poderia nem sequer ser assumida pelo governo Trump, sob pena do tarifaço ser revertido na Suprema Corte, e ainda ajudou a confirmar o argumento de Lula de que a família Bolsonaro conspirou para sabotar a economia brasileira junto com o governo dos Estados Unidos em nome de seus próprios interesses. Mas quando joga em casa, a inabilidade de Flávio não é menor. O problema não são apenas os aliados na política fluminense e nacional que não saem das páginas policiais por envolvimento com todo o tipo de contravenção. É que, ao queimar as pontes com Michelle, Flávio perdeu uma importante aliada, a senadora Damares Alves, ampliou o fogo amigo bolsonarista contra si mesmo e ainda afastou o público feminino, do qual nunca foi muito próximo. Nesse caso, a escolha de uma mulher para vice é uma oportunidade para mitigar o problema e contrastar com a chapa Lula-Alckmin. A ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, seria uma potencial “Posto Ipiranga” de Flávio, tida como favorita devido à sua interlocução com a Faria Lima, o que também ajudaria a colocar a economia em primeiro plano na campanha, como insiste Valdemar Costa Neto. Porém, ela tem dois problemas: sua ligação com o Banco Digimais, investigado recentemente por um escândalo financeiro, e a falta de apoio de seu partido, o Republicanos, que ainda discute se apoiará a candidatura do PL ou manterá neutralidade, como provavelmente farão o União Brasil e o Progressistas. Já a vereadora do PL, Priscila Costa, preferida de Michelle, seria o nome ideal para apaziguar as relações familiares, mas com menor peso político. Há também os partidários de um quadro mais ligado ao agronegócio, como Tereza Cristina (PP), mas a atual senadora tem outros planos políticos.

.Ponto Final: nossas recomendações.

.‘Não somos uma nação em disputa e não somos uma colônia’ . O presidente de Cuba Miguel Díaz-Canel concede entrevista exclusiva ao Brasil de Fato.

.Como Milei quer transformar a Argentina em um laboratório desregulado de IA e quais os riscos. O plano argentino de oferecer desregulamentação e impunidade para atrair as Big Techs. No Brasil de Fato.

.A IA não vai acabar com o trabalho – vai piorar os empregos. No Intercept Brasil, Juliane Furno escreve sobre o papel da IA na reorganização do trabalho sob o capitalismo.

.O Brasil de empreendedores desamparados. O Outras Palavras mostra como a realidade dos trabalhadores autônomos está distante da ideologia do empreendedorismo.

.Veja quem são os pré-candidatos ao governo e ao Senado em cada estado. A relação de todos os pré-candidatos aos governos e ao Senado nos 26 estados e no Distrito Federal. Na Folha.

.O que a "remada viking" da Noruega revela sobre a cultura sindical do país. Na Jacobin, as raízes sindicais e coletivas da comemoração da torcida norueguesa.

.Bubista, o treinador de Cabo Verde, a voz dos pobres no futebol. As preocupações sociais do técnico da seleção mais simpática da Copa. No Instituto Humanistas.

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Ponto é escrito por Lauro Allan Almeida Duvoisin e Miguel Enrique Stédile.