20 outubro, 2026

Local de votação ainda pode mudar até o dia 25 da eleição

TREs alertam para verificar em sites oficiais ou no e-Título



Lucas Pordeus León - repórter da Agência Brasil
Publicado em 20/10/2026 - 12:07
Brasília


Mesmo que o eleitor tenha consultado o local de votação com antecedência, ele deve verificar novamente a informação no dia da eleição, no domingo (25), antes de sair de casa.

Outra dica é votar pela manhã, para ter mais tempo de se deslocar caso a seção eleitoral tenha mudado de lugar.

A Justiça Eleitoral tem alertado que o local das seções eleitorais pode mudar até o próximo domingo (25), dia do segundo turno. Na última sexta-feira (17), chegava a 4 mil o número de seções alteradas após o primeiro turno, mas nova divulgação na segunda-feira (19) informou um número menor, de 444 seções.

“Até o dia da realização do segundo turno, cada um dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais divulgará, por todos os meios de comunicação disponíveis, os locais de votação eventualmente modificados”, diz nota conjunta dos TREs.
Onde conferir o local de votação

O eleitor deve conferir o local de votação apenas nos canais oficiais da Justiça Eleitoral, seja no botão “onde votar” do aplicativo e-Título, ou nos portais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos TREs.

Nos últimos dias, têm circulado diversas mensagens em grupos de WhatsApp ou nas redes sociais com links não oficiais sobre locais de votação que não são confiáveis.

O eleitor não deve consultar o local de votação em links que não sejam os oficiais da Justiça Eleitoral.
TREs explicam mudanças

Em nota conjunta, os TREs alegam que as mudanças nos locais de votação ocorrem apenas quando é “absolutamente necessário”


“Os motivos são sempre extraordinários e estão relacionados a situações climáticas extremas, problemas não identificados previamente nas estruturas dos prédios utilizados como locais de votação e questões de segurança pública”, diz nota dos presidentes dos 27 TREs do país.

Ainda segundo a nota do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), o TSE não tem ingerência sobre essas alterações.
Alterações confundem eleitor

As mudanças nos locais de votação nos últimos dias podem confundir os eleitores, avaliou o advogado especialista em direito eleitoral Alberto Rollo.


“Realmente, mudar de 4 mil para 400 seções modificadas é uma coisa esquisita, mas eu não vejo nenhum tipo de dolo [má-fé] para atrapalhar o eleitorado. Eu acho que é desencontro de informação”, explicou.

Rollo acrescentou que é comum ocorrerem mudanças excepcionais de locais de votação antes do pleito, devido a mudanças no clima ou na estrutura das escolas.

“Sempre lembrando que o Brasil é muito grande, então, pode ser que chova hoje no Sul ou no Norte, e a escola fica prejudicada para domingo. Com isso, é atualizada a informação, mas vão ser algumas seções eleitorais, só em algumas escolas, e não baixar de 4 mil para 400”, acrescentou.

Ainda segundo o especialista, a Justiça Eleitoral não teria condição de informar as mudanças em local de votação individualmente, para cada eleitor, por causa dos cadastros, que não são completos, com e-mail ou número de telefone.

“Não daria para fazer a comunicação para essas pessoas individualmente. Mas a Justiça Eleitoral pode fazer essa comunicação via grande imprensa, colocar nos jornais de papel, colocar nas televisões abertas, nas rádios. Isso dá para melhorar”, concluiu.

#Ato em apoio a Lula e à democracia mobiliza milhares de pessoas em Maringá-Pr

Ato realizado no dia 18/10/2026.


Eu fazendo parte dessa linda história pela Democracia e pelo Luiz Inácio Lula da Silva




Respeito também é democracia!


 

19 outubro, 2026

E se isso mudasse a história da política brasileira?



Diante do desafio lançado por Lula a Flávio Bolsonaro para a abertura dos sigilos bancário e telefônico, fica uma reflexão: e se a transparência patrimonial e financeira, dentro dos limites da lei, fosse uma exigência mais rigorosa para todas as pessoas candidatas a cargos públicos?

Não se trata de condenar ninguém antecipadamente, mas de fortalecer a confiança do povo em quem deseja representá-lo.

Quem deseja administrar o que é de todas e todos precisa assumir o compromisso de prestar contas à sociedade.

Talvez seja hora de transformar essa reflexão em proposta de mudança na legislação eleitoral. Com regras iguais para todas as candidaturas, fiscalização independente e respeito aos direitos fundamentais, poderíamos dar um passo importante na construção de uma política mais ética, transparente e comprometida com o bem comum.

A democracia não se fortalece apenas com o direito de votar, mas também com o direito de saber, fiscalizar e cobrar responsabilidade.

E se isso mudasse a história da política brasileira?

E se a transparência patrimonial e financeira, dentro dos limites da lei, fosse uma exigência mais rigorosa para todas as candidaturas a cargos públicos?

Quem deseja representar o povo precisa estar disposto a prestar contas à sociedade.

Com regras iguais para todas e todos, fiscalização e transparência, podemos avançar na construção de uma política mais ética e comprometida com o bem comum.

A democracia também se fortalece com o direito de saber, fiscalizar e cobrar responsabilidade!

15 outubro, 2026

Fim da 6x1: saiba quando entra em vigor nova jornada de trabalho


O Senado aprovou na quarta-feira (14) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalho 6x1 – seis dias de trabalho para um de descanso. Com a mudança na legislação, o trabalhador agora terá dois dias de folga na semana, para cada cinco trabalhados, sem redução de salário.

O texto também prevê a redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais. A PEC, agora, deverá ser promulgada pelo Congresso Nacional.

Levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que o fim da escala 6x1 e a redução da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais deve beneficiar 26,8 milhões de trabalhadoras e trabalhadores.

O total reúne 22 milhões de trabalhadores formais, o equivalente a 54% dos empregados com carteira assinada, e aproximadamente 4,8 milhões de trabalhadores informais que atualmente cumprem jornadas superiores a 40 horas por semana. O estudo foi elaborado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) referente a 2025.


Quando passa a valer?

De acordo com o texto aprovado, em 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, as empresas terão que garantir a escala 5x2, assim como a redução da jornada de 44 para 42 horas semanais.

Dessa forma, caso a PEC seja promulgada ainda em outubro, as regras entrariam em vigor em dezembro de 2026.

Após essa primeira redução, 12 meses depois a jornada cai para 40 horas. Com isso, a transição completa levará 14 meses.

A exceção são os trabalhadores terceirizados da administração pública, que terão uma regra de transição diferenciada (confira abaixo).


Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6x1:

- escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias);
- redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)
- jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5x2 (em 14 meses).


Como será feito o cálculo das horas de trabalho?

No intervalo entre o segundo e o 14º mês após a promulgação, o empregador deverá distribuir, ao longo da semana, as duas horas acima das oito normais de serviço. Se repartidas igualmente, o empregado terá que trabalhar 8 horas e 24 minutos nos cinco dias na semana.

Finalizada a fase de transição, todos os empregados devem trabalhar, no máximo, oito horas diárias e 40 horas semanais em 5 dias na semana. Para trabalhar mais horas, apenas mediante pagamento de hora-extra.

A proposta prevê que lei complementar posterior poderá estabelecer medidas transitórias de mitigação dos impactos da redução da jornada para os microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.


Compensação

O texto permite, excepcionalmente, e mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho, que seja estabelecido regime compensatório que permita escala diferente da 5x2.

Nesses casos, os trabalhadores precisam ser compensados no mesmo “mês-calendário”, garantindo “o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.

Ou seja, um trabalhador pode fazer ainda a escala 6x1, desde que prevista em acordo coletivo. Nesse caso, o dia trabalhado a mais terá que ser compensado com uma folga dentro do mesmo mês.

Ao final desse mês, ele terá que ter gozado, na média, o equivalente a duas folgas remuneradas por semana.


Terceirizados do Estado

A regra de transição para os trabalhadores terceirizados do poder público é diferente, sob o argumento de “evitar riscos de descontinuidade na prestação de serviços públicos essenciais executados mediante terceirização”.

As empresas que prestam serviços para o Estado terão prazo de 12 meses após a promulgação da emenda, e não 60 dias como as demais, para acabar com a escala 6x1 dos empregados.

Os contratos aditados após 60 dias da promulgação da emenda já terão que observar a nova jornada de trabalho instituída pela PEC.


Salários acima de 21 mil

A PEC prevê ainda que a redução da jornada diária não se aplicará aos empregados com diploma de nível superior com remuneração mensal igual ou superior a 2,5 vezes o limite máximo dos benefícios do INSS. Atualmente, essa conta dá R$ 21.188,87.

Nesses casos, a redução da jornada só ocorrerá por liberalidade do empregador (quando é concedido sem obrigação legal) ou se estiver prevista em acordo ou convenção coletiva de trabalho. O texto, contudo, determina a realização da escala 5x2 nestes casos.

Fim da escala 6×1: um passo em defesa da vida e da dignidade!



Obrigada presidente Lula!

A PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 propõe dois dias de descanso semanal, a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.

Essa mudança representa um avanço na luta por melhores condições de trabalho, garantindo mais tempo para o convívio familiar, o lazer, o cuidado com a saúde, a participação comunitária e a vida pessoal.

O trabalho deve estar a serviço da vida, e não a vida a serviço do trabalho!

Defender direitos trabalhistas é promover a dignidade humana, a justiça social e o bem comum.

09 outubro, 2026

O Brasil que sai das urnas: uma análise sobre os primeiros resultados das eleições!

O Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (CEFEP) promove, nesta sexta-feira (9), uma live especial para refletir sobre os desafios e as perspectivas da democracia brasileira a partir do resultado das urnas.

Como debatedores Robson Sávio e Sandra Quintela, trazendo diferentes olhares e contribuições para compreender o Brasil que emerge do processo eleitoral.

Sexta-feira | 09 de outubro
19h30
Transmissão pelo YouTube do CEFEP



E agora, Luiz Inácio?

Olá, enquanto tenta entender de onde veio o rolo compressor que a atropelou, a esquerda corre desesperada atrás do atraso.

.Atordoados. Todos foram surpreendidos pelo resultado das urnas. Os dados de votação e as análises no calor da hora indicam alguns fatores que podem ter sido determinantes para o desempenho de Lula no primeiro turno. O primeiro é bem conhecido e refere-se às fragilidades do próprio governo. Trata-se da ausência de um projeto de futuro, com uma campanha mais voltada para a história e o legado de Lula do que para aquilo que pode efetivamente melhorar a vida das pessoas. Em outras palavras, o lulismo aceitou a condição de ser o menos pior, o que pode ter contribuído para o aumento nas abstenções que provavelmente prejudicaram o candidato petista. Outro diagnóstico já conhecido é a perda da narrativa sobre a economia. Apesar dos dados serem relativamente positivos, como crescimento do PIB, controle da inflação e desemprego em baixa, o que prevaleceu foi a sensação de um aumento do sofrimento econômico puxado pela elevação do custo de vida que ocorreu no mundo todo após a pandemia. A isso soma-se o endividamento familiar e a precarização do trabalho. Outro fenômeno foi a desidratação de Lula nas cidades do interior, inclusive entre aquelas mais afetadas pelo tarifaço de Trump, o que indica uma forte atuação do agronegócio contra o governo. Houve ainda uma supremacia da direita nas redes sociais. O atrito entre o governo e as big techs cobrou seu preço - com sabotagens às postagens pró-Lula, sites ilegais de criptomoedas e publicações irregulares nas redes sociais. Essa última, apenas mais uma conivência do TSE comandado por Kássio Nunes com o vale-tudo da direita. Mas também é verdade que a campanha de Lula investiu pouco na disputa virtual. Porém, há o outro lado da moeda. Para além do voto útil em Flávio, o bolsonarismo mostrou-se mais forte do que parecia. Exemplo disso é que dos 20 candidatos que utilizaram o sobrenome Bolsonaro, 13 se elegeram ou ficaram como suplentes. O PL, que já vinha crescendo nas últimas eleições, se tornou, sob o comando de Rogério Marinho, um partido mais orgânico e ideológico, consolidando-se como a contraface do PT. O retrato dessa polarização foi a desidratação dos partidos de centro, a derrota de algumas figuras políticas já carimbadas e uma certa tendência à renovação de lideranças, principalmente à direita.

.O que fazer? Passada a ressaca do primeiro turno, o desafio da campanha petista é duplo: compreender os motivos da derrota e esboçar a estratégia de virada. O problema é gigante e o tempo é curto. Lula saiu mais de 2 milhões e 200 mil votos atrás de Flávio, numa disputa onde a abstenção chegou a 21% do eleitorado, e quase 5% de votos brancos e nulos, e tem até dia 25 de outubro para virar o jogo. Além disso, ao contrário de Flávio, Lula chega ao segundo turno sem receber o apoio de nenhum dos outros candidatos ou de novos partidos. A avaliação é de que o tom bem comportado e republicano da campanha no primeiro turno não colou. A única certeza é que a campanha precisa ganhar corpo. Felizmente, enquanto a esquerda ainda tentava entender o que estava acontecendo e remoía a própria derrota, uma onda de mobilizações estudantis tomou conta das principais cidades do país. Sem planejamento centralizado, a campanha ganhou as ruas e extrapolou as universidades. Nesse cenário, o problema é achar a combinação ideal entre radicalização, trazendo de volta o Lula do velho testamento, e o diálogo com um eleitor insatisfeito que votou em outro candidato, ou não foi votar, e não está disposto a conversar. Lula também precisa se desvincular do STF, insistindo em uma reforma do Judiciário, dialogar com um trabalhador insatisfeito e abraçar a pauta de segurança pública, um dos temas em que a direita sempre corre na frente. A síntese dessa segunda fase da campanha é “Para o povo trabalhador, proteção; para o bandido, a prisão". Além de ir aos debates televisivos, a partir da contribuição dos parlamentares jovens de esquerda eleitos, Lula foi aconselhado a “botar a cara” nas redes sociais, fazendo vídeos curtos em que fala diretamente com seus eleitores. O alvo da campanha deve ser ampliar a votação nas tradicionais bases do petismo, as classes C e D, o eleitorado do nordeste que se absteve, além de reverter a enorme derrota sofrida no sudeste. Nesse caso, a tramitação do fim da escala 6x1 no Senado não só ajuda a campanha petista a se reaproximar do trabalhador precarizado, mas principalmente joga a contradição no colo de Flávio.

.Programa do fim do mundo. A condição de primeiro colocado no primeiro turno coloca a campanha de Flávio numa nova situação, a de ter que dizer, afinal, do que trata seu programa. Não que alguém fosse realmente ficar surpreso ou ainda acreditasse que Flávio era “o Bolsonaro moderado”. Mas o impacto é sempre maior vindo da boca do próprio candidato, sem suposições, nem hipóteses. Todos sabem que a liberdade do pai e a anistia aos golpistas de 8 de janeiro vem em primeiro lugar, assim como os ataques ao STF devem prosseguir e a volta da política de desregulamentação para as armas. É possível também apostar que as bets voltarão. Também não será surpresa se, no alinhamento ao Trumpismo, o Brasil aderir ao Escudo das Américas, iniciativa liderada por Washington supostamente para perseguir o narcotráfico. Mas vejam só que a reforma do Judiciário inclui uma redução da maioridade penal. E, de repente, o que eram reformas, já virou uma proposta de mudança da Constituição. Até aqui, o mercado está efusivo com Bolsonarinho, já que o pacote econômico de Flávio consiste no sonhado corte em educação, saúde e aposentadorias. E, como se viu depois do sincericídio de Valdemar da Costa Neto, que não negou o apreço dos Bolsonaros por novos golpes de Estado, a Faria Lima não está nem um pouco preocupada que eliminar a democracia também faça parte do pacote. Na verdade, as dúvidas na turma do mercado são se os cortes que Flávio promete não deveriam ser maiores e se os Bolsonaros serão mesmo capazes de realizar os sonhos da Faria Lima. Assim como os militares, que acham ótimo que Flávio e Trump queiram o exército dos EUA nas nossas fronteiras, mas ter bases militares aqui, talvez seja demais. Como o eleitor vai reagir às propostas de Flávio? Veremos nos próximos dias. O recuo da proposta de reforma da Constituição pode ser um sinal de que as coisas não serão tão simples no segundo turno. Mas, para o PL e a turma do centrão, o clima em Brasília é de “já ganhou”, tanto que, na mesma medida em que recebeu o apoio dos partidos do bloco, Flávio já negociou cargos e ministérios.

.Cada um por si. Enquanto o segundo turno não acaba, as instituições supostamente continuam funcionando. No Congresso, o centrão vai poder se livrar do nome fantasia para finalmente se assumir como um direitão. Pautas como redução dos direitos, redução da maioridade penal, negação da mudança climática vão fazer a tabelinha entre a bancada do Boi, Bala, Bíblia e Bets com um hipotético governo Bolsonaro. Inclusive entre os aliados de Flávio já começaram as disputas pelas presidências da Casa. Sóstenes Cavalcante na Câmara e Tereza Cristina e Rogério Marinho de olho no Senado. E, nenhuma surpresa, Arthur Lira também consta na lista dos favoritos. A incógnita é o que farão Davi Alcolumbre e Hugo Motta neste cenário, pois mesmo que o Republicanos tenha declarado apoio a Flávio, a permanência de Motta na cadeira é improvável pelo apoio público a Lula. Mas as tensões maiores estão, obviamente, no outro lado da Praça dos Três Poderes. Os sinais dos bastidores indicam que o STF estaria disposto a um “grande acordo nacional”, que implicaria na liberdade de Jair Bolsonaro, e quem sabe entregar a cabeça de Dias Toffoli. Mas como Toffoli é irmanado em Vorcaro como Flávio, também não seria surpresa que ele se salvasse, aderindo à bancada de André Mendonça e Kassio Nunes. Neste caso, o mais provável é que o sacrificado para pacificar o STF com a extrema-direita seja mesmo Alexandre de Moraes. O vídeo de Michel Temer apoiando Flávio é também um sinal de que “ninguém solta a mão de ninguém” não existe na direita. Assim como os encontros de Flávio com Gilmar Mendes. O que não significa que Moraes não vai cair atirando ou sem resistir, como visto no pedido de prisão de Eduardo Bolsonaro.


.Ponto Final: nossas recomendações.

.'Papai, por que você votou no Hitler?'. Conrado Hübner Mendes escreve sobre os riscos da normalização do fascismo pelo pragmatismo político ou frustração eleitoral.

.Flavio x Lula: como escândalos podem ter favorecido virada. A estranha eleição em que o eleitor indignado com a corrupção votou no corrupto. Na Pública.

.Como a extrema direita transformou o antifeminismo em máquina de votos no Congresso. Como se formaram e como atua a bancada de mulheres antifeministas. No Intercept.

.Como uma rede extremista no X articulou a falsa associação de Lula à pedofilia. Aos Fatos disseca a campanha suja da direita na reta final do primeiro turno.

.416 milhões trabalham para alimentar o mundo sem ganhar o suficiente para viver. O Joio e o Trigo mapeia as condições de trabalho nos sistemas alimentares.

.Juventude ativista: quais temas engajam os jovens hoje? A pesquisa “Juventudes: Um desafio pendente”, traça um perfil da militância jovem. Na Revista Gama.

.Os motivos que levaram à revolta dos estudantes na França. Nas ruas desde setembro, os estudantes franceses colocam Macron contra a parede. Na DW.


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Ponto é escrito por Lauro Allan Almeida Duvoisin e Miguel Enrique Stédile.

05 outubro, 2026

# Eleições 2026 - dois caminhos, uma pergunta

Há dois caminhos diante de nós.

Um deles parece mais próximo dos ensinamentos de Cristo. O outro, nem tanto... ou talvez nada. Não cabe a mim dizer. Cada consciência precisa discernir.

Há, porém, uma orientação.

Algumas pessoas a acolhem e seguem. Talvez por obediência. Talvez por convicção. Talvez pelo temor de não obedecer.

Outras, embora conheçam a mesma orientação, escolhem não segui-la. Manifestam-se, falam, defendem suas preferências. E, curiosamente, nada acontece.

Então fica uma pergunta, sem resposta pronta:

A obediência revela necessariamente fidelidade?
E a desobediência, necessariamente, revela infidelidade?

Ou será que, às vezes, estamos tão preocupadas e preocupados em cumprir uma orientação que esquecemos de olhar para aquilo que realmente deveria orientar nossa consciência: o Evangelho de Jesus Cristo.

Talvez a pergunta mais importante não seja quem obedeceu ou quem desobedeceu.

Talvez seja: o que, afinal, está conduzindo cada uma e cada um?

#Eleições 2026 – Para Refletir

O que essas escolhas significam para a vida concreta do povo, especialmente para quem enfrenta pobreza, fome, desigualdade, falta de moradia, dificuldades na saúde, educação, trabalho e cuidado com a Casa Comum?

Que sociedade estamos construindo com nossas escolhas e como vamos acompanhar quem recebeu ou não nossa representação?

As decisões políticas estão ajudando a garantir vida digna para todas e todos, especialmente para quem mais sofre?

A Constituição coloca a dignidade, os direitos sociais e o bem comum dentro da própria estrutura do Estado brasileiro; e a participação popular não termina no dia da eleição.