24 março, 2017

Para CNBB, Reforma da Previdência “escolhe o caminho da exclusão social”

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nesta quinta-feira, dia 23 de março, uma nota sobre a Reforma da Previdência. No texto, aprovado pelo Conselho Permanente da entidade, os bispos elencam alguns pontos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, considerando que a mesma “escolhe o caminho da exclusão social” e convocam os cristãos e pessoas de boa vontade “a se mobilizarem para buscar o melhor para o povo brasileiro, principalmente os mais fragilizados”.

Apreensão

Na nota sobre a PEC 287, a CNBB manifesta apreensão com relação ao projeto do Poder Executivo em tramitação no Congresso Nacional. “A previdência não é uma concessão governamental ou um privilégio. Os direitos Sociais no Brasil foram conquistados com intensa participação democrática; qualquer ameaça a eles merece imediato repúdio”, salientam os bispos.

O Governo Federal argumenta que há um déficit previdenciário, justificativa questionada por entidades, parlamentares e até contestadas levando em consideração informações divulgadas por outros governamentais. Neste sentido, os bispos afirmam não ser possível “encaminhar solução de assunto tão complexo com informações inseguras, desencontradas e contraditórias”. 

A entidade valorizou iniciativas que visam conhecer a real situação do sistema previdenciário brasileiro com envolvimento da sociedade.

Leia na íntegra:


NOTA DA CNBB SOBRE A PEC 287/16 – “REFORMA DA PREVIDÊNCIA”


“Ai dos que fazem do direito uma amargura e a justiça jogam no chão”
 (Amós 5,7)


O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, dos dias 21 a 23 de março de 2017, em comunhão e solidariedade pastoral com o povo brasileiro, manifesta apreensão com relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, de iniciativa do Poder Executivo, que tramita no Congresso Nacional.

O Art. 6º. da Constituição Federal de 1988 estabeleceu que a Previdência seja um Direito Social dos brasileiros e brasileiras. Não é uma concessão governamental ou um privilégio. Os Direitos Sociais no Brasil foram conquistados com intensa participação democrática; qualquer ameaça a eles merece imediato repúdio.

Abrangendo atualmente mais de 2/3 da população economicamente ativa, diante de um aumento da sua faixa etária e da diminuição do ingresso no mercado de trabalho, pode-se dizer que o sistema da Previdência precisa ser avaliado e, se necessário, posteriormente adequado à Seguridade Social.

Os números do Governo Federal que apresentam um déficit previdenciário são diversos dos números apresentados por outras instituições, inclusive ligadas ao próprio governo. Não é possível encaminhar solução de assunto tão complexo com informações inseguras, desencontradas e contraditórias. É preciso conhecer a real situação da Previdência Social no Brasil. Iniciativas que visem ao conhecimento dessa realidade devem ser valorizadas e adotadas, particularmente pelo Congresso Nacional, com o total envolvimento da sociedade.

O sistema da Previdência Social possui uma intrínseca matriz ética. Ele é criado para a proteção social de pessoas que, por vários motivos, ficam expostas à vulnerabilidade social (idade, enfermidades, acidentes, maternidade...), particularmente as mais pobres. Nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores éticos-sociais e solidários. Na justificativa da PEC 287/2016 não existe nenhuma referência a esses valores, reduzindo a Previdência a uma questão econômica.

Buscando diminuir gastos previdenciários, a PEC 287/2016 “soluciona o problema”, excluindo da proteção social os que têm direito a benefícios. Ao propor uma idade única de 65 anos para homens e mulheres, do campo ou da cidade; ao acabar com a aposentadoria especial para trabalhadores rurais; ao comprometer a assistência aos segurados especiais (indígenas, quilombolas, pescadores...); ao reduzir o valor da pensão para viúvas ou viúvos; ao desvincular o salário mínimo como referência para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), a PEC 287/2016 escolhe o caminho da exclusão social.

A opção inclusiva que preserva direitos não é considerada na PEC. Faz-se necessário auditar a dívida pública, taxar rendimentos das instituições financeiras, rever a desoneração de exportação de commodities, identificar e cobrar os devedores da Previdência. Essas opções ajudariam a tornar realidade o Fundo de Reserva do Regime da Previdência Social – Emenda Constitucional 20/1998, que poderia provisionar recursos exclusivos para a Previdência.

O debate sobre a Previdência não pode ficar restrito a uma disputa ideológico-partidária, sujeito a influências de grupos dos mais diversos interesses. Quando isso acontece, quem perde sempre é a verdade. O diálogo sincero e fundamentado entre governo e sociedade deve ser buscado até à exaustão.   

Às senhoras e aos senhores parlamentares, fazemos nossas as palavras do Papa Francisco: “A vossa difícil tarefa é contribuir a fim de que não faltem as subvenções indispensáveis para a subsistência dos trabalhadores desempregados e das suas famílias. Não falte entre as vossas prioridades uma atenção privilegiada para com o trabalho feminino, assim como a assistência à maternidade que sempre deve tutelar a vida que nasce e quem a serve quotidianamente. Tutelai as mulheres, o trabalho das mulheres! Nunca falte a garantia para a velhice, a enfermidade, os acidentes relacionados com o trabalho. Não falte o direito à aposentadoria, e sublinho: o direito — a aposentadoria é um direito! — porque disto é que se trata.” 

Convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados.

Na celebração do Ano Mariano Nacional, confiamos o povo brasileiro à intercessão de Nossa Senhora Aparecida. Deus nos abençoe!


Brasília, 23 de março de 2017.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

 Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

 Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: CNBB

23 março, 2017

CEBs, UMA IGREJA EM SAÍDA Claudio Paulo Hernandes (PR)



CEBs uma Igreja em saída

EU VI E OUVI OS CLAMORES DO MEU POVO E DESCI PARA LIBERTÁ-LO. SOMOS AS CEBs, UMA IGREJA EM SAÍDA,   QUE ENFRENTA OS DESAFIOS DO MUNDO URBANO. 

1- Somos igreja que partilha a Palavra, e que a encarna na vida do nosso povo. A nossa mística é sempre comprometida e nos coloca na luta de um mundo novo. 

2- Quando reunimos, motivamos a sonhar e nossos sonhos nos coloca na ação. Pra enfrentarmos os problemas que afligem, o nosso povo da cidade e do sertão. 

3- O mundo urbano é voraz e agitado, com desafios que enfrentamos todo dia. Pra exercer nosso direito a cidade, pois ter direito, garante a cidadania. 

4- Temos problemas, mas não ficamos calados, pois nossa fé nos coloca à serviço. Um mundo justo, mais humano e fraterno, só é possível com o nosso compromisso.

Distanciar de Deus endurece o coração!

“Quando não paramos para ouvir a voz do Senhor, nos distanciamos Dele, viramos as costas para Ele. E quando não ouvimos a voz de Deus, ouvimos outras vozes.”

“fechamos os ouvidos e nos tornamos surdos à Palavra de Deus”.

“Se hoje todos nós pararmos um pouco e olharmos para o nosso coração, veremos quantas vezes fechamos os ouvidos e quantas vezes nos tornamos surdos. Quando um povo, uma comunidade, mas também uma comunidade cristã, uma paróquia, uma diocese, fecha os ouvidos e se torna surda, não ouve a Palavra de Deus, procura outras vozes, outros senhores e acaba seguindo os ídolos, os ídolos que o mundo, a mundanidade, a sociedade lhes oferece. Se distancia do Deus vivo.”

"Não endureçam seu coração’. Peçamos esta graça. A graça de escutar, para que nosso coração não se endureça”.

Papa Francisco

O princípio do fim da universidade gratuita

A PEC 395 propõe que cursos de especialização e aperfeiçoamento passem a ser cobrados pelas instituições de ensino oficiais.
Nesta quarta-feira (22) vai para votação na Câmara dos Deputados a PEC 395, que altera o inciso IV do artigo 206 da Constituição Federal onde define a gratuidade do ensino nas instituições oficiais.
A proposta do Deputado Alex Canziani (PTB-PR) é que o texto passe a especificar que a gratuidade só se aplica aos cursos de graduação, mestrado e doutorado passando a ter a seguinte redação:
“Gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais de educação básica e, na educação superior, para os cursos regulares de graduação, mestrado e doutorado.”
Na prática significa que os cursos de especialização lato sensu, aperfeiçoamento e treinamento poderão ser cobrados pelas instituições públicas sob a justificativa de que:
“Embora sejam, em última instância, atividades de ensino, geralmente se dirigem a públicos restritos, quase sempre profissionais e empregados de grandes empresas, constituindo importante fonte de receita própria das instituições oficiais.”
Esse argumento também se encaixa como uma luva para justificar o fim do ensino gratuito nas universidades públicas, abrindo caminho para parcerias público-privadas ou até mesmo ao início da privatização das instituições.
Essa é uma uma entre tantas outras Propostas de Emendas à Constituição a ser votada, de forma extemporânea e sem discussão com a sociedade, desconstruindo a Constituição Cidadã de 1988. Não era de se esperar outra coisa, afinal todo golpe que se preze precisa de uma nova constituinte para se estabelecer, e o Congresso que aí está resolveu abrir mão das funções para as quais foi eleito e se auto instituiu um Congresso Constituinte.
Fonte: alertasocial.com.br, 22/03/2017.

Na reforma da Previdência, políticos e cidadãos não falam a mesma língua


Michel Temer e sua equipe não têm medido esforços e recursos públicos para convencer a população da necessidade de sua draconiana reforma da Previdência. Bancadas pelo Erário, as peças publicitárias alarmistas do governo federal, suspensas pela Justiça na quarta-feira 15 por não terem caráter educativo ou informativo, como exige a Constituição, parecem produzir um efeito contrário ao desejado. No mesmo dia, dezenas de milhares de manifestantes foram às ruas em 22 capitais para protestar contra o projeto do peemedebista....continue lendo...

22 março, 2017

Mensagem do Papa Francisco para a XXXII Jornada Mundial da Juventude em 2019


A XXXII Jornada Mundial da Juventude será realizada no Panamá, em 2019. 


Eis a mensagem.

«O Todo-poderoso fez em Mim maravilhas» (Lc 1, 49)
Queridos jovens!
Eis-nos de novo em caminho, depois do nosso encontro maravilhoso em Cracóvia, onde celebramos juntos a XXXI Jornada Mundial da Juventude e o Jubileu dos Jovens, no contexto do Ano Santo da Misericórdia. Deixamo-nos guiar por São João Paulo II e Santa Faustina Kowalska, apóstolos da misericórdia divina, para dar uma resposta concreta aos desafios do nosso tempo. Vivemos uma intensa experiência de fraternidade e alegria, e demos ao mundo um sinal de esperança; as bandeiras e as línguas diferentes não eram motivo de discórdia e divisão, mas ocasião para abrir as portas dos corações, para construir pontes. Continue lendo aqui

Experimentar o amor fiel de Deus!

"Quem experimenta na própria vida o amor fiel de Deus e a sua consolação é capaz, ou melhor, tem a obrigação de estar próximo aos fieis mais frágeis, assumindo as suas fragilidades. E pode fazer isto sem autosatisfação, mas sentindo-se simplesmente como um "canal" que transmite os dons do Senhor; e assim se torna concretamente um "semeador" de esperança".

E o fruto deste estilo de vida - diz o papa - não é uma comunidade "em que alguns são de "série A", isto é os fortes, e outros de "série B", isto é, os fracos. O fruto, ao contrário, como diz São Paulo, "é ter os mesmos sentimentos uns com os outros. A Palavra de Deus alimenta uma esperança que se traduz concretamente na partilha e no serviço recíproco".

Papa Francisco

21 março, 2017

Livro BIOMAS DO BRASIL: da exploração à convivência.


Livro BIOMAS DO BRASIL: da exploração à convivência.
Edição Digital do livro BIOMAS DO BRASIL: da exploração à convivência.
Escrito por Ivo Poleto e disponibilizado gratuitamente para todas as pessoas que desejarem:
– conhecer melhor os biomas brasileiros
– refletir criticamente sobre a situação atual em que se encontram
– e repensar o Brasil a partir deles.

A versão digital, em PDF, pode ser acessada AQUI.

Preparação do Terço na Praça!


Foto da reunião em preparação do Terço na Praça.

Faço parte do grupo representando as Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs de nossa querida Arquidiocese de Maringá.






Reforma da Previdência – Carne Podre e Papelão


Reforma da Previdência – Carne Podre e Papelão

Não deixemos que a “estratégia – carne podre e papelão” nos faça esquecer da Reforma da Previdência”.

Perdão!

“Se eu pergunto: ‘Vocês são todos pecadores?’ – ‘Sim, padre, todos’ – ‘E para receber o perdão dos pecados?’- ‘Nos confessamos’ – ‘E como você se confessa?’- ‘Vou, digo meus pecados, o padre me perdoa, me dá três Ave Marias para rezar e vou embora em paz’.

“Você não entendeu! Fazendo assim, você foi ao confessionário fazer uma operação bancária ou um processo burocrático. Não foi lá envergonhado pelo que fez. Viu algumas manchas em sua consciência e errou, porque pensou que o confessionário fosse uma lavanderia para limpar as manchas. Você foi incapaz de envergonhar-se por seus pecados”.

“Se você não tem consciência de ser perdoado, nunca poderá perdoar, nunca. Sempre existe aquele comportamento de querer acertar as contas com os outros. O perdão é total. Mas somente se pode dar quando eu sinto o meu pecado, me envergonho, tenho vergonha e peço o perdão a Deus e me sinto perdoado pelo Pai e assim posso perdoar. Caso contrário, não se pode perdoar, somos incapazes disto. Por esta razão o perdão é um mistério”.

"Peçamos hoje ao Senhor a graça de entender este “setenta vezes sete”. Peçamos a graça da vergonha diante de Deus. E’ uma grande graça! Envergonhar-se dos próprios pecados e assim receber o perdão e a graça da generosidade de dá-lo aos outros, porque se o Senhor me perdoou tanto, quem sou eu para não perdoar?”.

Papa Francisco

20 março, 2017

Imposto de Renda Pessoa Física 2017 - Quem deve declarar?


 - As pessoas físicas residentes no Brasil que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70 ano ano base;

- Os contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado;

- Quem obteve ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;

- Quem tiver a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil, também deve declarar IR neste ano;
- Contribuintes que passaram à condição de residente no Brasil, em qualquer mês do ano passado;

- Quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja destinado à aplicação na aquisição de imóveis residenciais localizados no país;

- Quem teve, no ano passado, receita bruta em valor superior aos R$ 142.798,50 oriunda de atividade rural.


17 março, 2017

Oração


"Senhor Jesus, contemplo-Te, vítima da inveja e do ódio, e penso nos sofrimentos do teu Coração sensível e inocente. Contemplo o amor obediente com que realizaste o projeto do Pai e nos alcançaste o perdão e a graça de uma vida nova. Um amor verdadeiramente vencedor! Por isso, Te peço: purifica o meu coração de todo o sentimento de inveja e de ciúme, e enche-me de mansidão e humildade para, Contigo, estar ao serviço de todos os irmãos."

Fonte: Dehonianos

16 março, 2017

O que sentimos quando vemos sem-teto e crianças que pedem esmola?

“O que sentimos no coração quando caminhamos pela rua e vemos os sem-teto, vemos as crianças sozinhas que pedem esmola. ‘Esses são daquela etnia que rouba’. E sigo em frente. Faço assim? Os sem-teto, os pobres, os abandonados, e até mesmo os sem-teto bem-vestidos, que não têm dinheiro para pagar o aluguel porque não possuem trabalho. O que eu sinto? Isto faz parte do panorama, da paisagem de uma cidade, como uma estátua: na parada de ônibus, nos Correios. Os sem-teto fazem parte da cidade? É normal isso? Fiquem atentos! Fiquemos atentos! Quando essas coisas em nosso coração passam como normais, quando penso: ‘mas a vida é assim, eu no entanto, como e bebo, e para tirar-me um pouco o sentimento de culpa dou uma oferta e sigo em frente. Se penso assim, este caminho não é bom.” 

Papa Francisco

15 março, 2017

Não a reforma da previdência!


O trabalho nos dá dignidade!

“O trabalho nos dá dignidade. E os responsáveis pelos povos, os dirigentes, têm a obrigação de fazer tudo para que todo homem e toda mulher possa trabalhar e, assim, poder ter a cabeça erguida e olhar os outros no rosto, com dignidade. Quem por manobras econômicas, para fazer negociações não completamente claras, fecha fábricas, fecha iniciativas empresariais e tira o trabalho aos homens, esta pessoa comete um pecado gravíssimo.”
Papa Francisco

14 março, 2017

Comunicado Arquidiocese de Maringá

Solidários às manifestações que serão realizadas nessa quarta-feira (15), em relação às mais variadas reivindicações, dentre elas a reforma previdenciária, as secretarias paroquiais da Arquidiocese de Maringá deverão permanecer fechadas até às 12h.

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá

A maldade das pessoas me dá medo!

Uma menina, Sara, perguntou ao Papa do que ele tem medo, acrescentando que ela tem medo das bruxas. “Mas as bruxas não existem e não são assustadoras”, respondeu Francisco. “Fazem talvez 3 ou 4 coisas (rituais de magia, etc), mas isso são bobagens. As bruxas não têm nenhum poder. São uma mentira”. “Assusta-me – continuou ele – quando uma pessoa é má. A maldade das pessoas me dá medo. Quando uma pessoa escolhe ser má, pode fazer muito mal. E me assusta, quando, na paróquia ou no Vaticano há a fofoca”. Vocês - continuou o Papa – ouviram na televisão o que os terroristas fazem? Jogam uma bomba e fogem. A fofoca é assim. Jogar uma bomba e fugir".

"Destrói tudo. E, especialmente, o seu coração. Se é capaz de lançar a bomba, o seu coração torna-se corrupto: nunca as fofocas. Morder a língua antes de dizê-las. Vai doer, mas não vai fazer mal aos outros. Assusta-me a capacidade de destruição que tem o falar mal do outro. Isso é ser bruxa, ser um terrorista”. 

Papa Francisco

Rezem por todas as jovens e os jovens vítimas de violência!

“Rezo também e peço a todos vocês que rezem comigo por todas as jovens e os jovens vítimas de violências, de maus-tratos, de exploração e de guerras. Esta é uma chaga, este é um grito escondido que deve ser ouvido por todos nós e que não podemos continuar a fazer de conta de não vê-lo e de não escutá-lo”.
Papa Francisco

09 março, 2017

Entrevista com o Papa Francisco

Die Zeit: O número de sacerdotes diminuiu. Cada vez menos fiéis, e cada vez menos padres e muita coisa para fazer.

Papa Francisco: “É um grande problema. Na Suíça é pior, não? Muitas paróquias estão nas mãos de mulheres dedicadas que nos domingos conduzem as orações. É um problema a falta de vocações. É um problema que a Igreja deve resolver, procurar como resolver isso”.

Die Zeit: Como?

Papa Francisco: “Acredito que em primeiro lugar esteja o pedido que Senhor nos faz para rezar. A oração. Depois, o trabalho com os jovens que são os grandes descartados na sociedade moderna, pois não têm trabalho em vários países. Para as vocações também tem um problema.”

Die Zeit: Qual?

Papa Francisco: "O problema da natalidade".

Die Zeit: Na Alemanha é baixa, mas não mais do que, por exemplo, na Itália.

Papa Francisco: "Se não há crianças, não haverá sacerdotes. Acredito que este é um problema grave que devemos enfrentar no próximo Sínodo sobre os jovens, mas não é um problema de proselitismo, não. Não se obtém vocações com o proselitismo".
O Papa destacou que em relação à vocação, é importante fazer uma seleção. “Hoje, temos muitos jovens que depois arruínam a Igreja, porque não são sacerdotes por vocação. O problema das vocações é um problema grave”, destacou.
Sobre a crise de fé, o Papa respondeu que não é possível crescer sem crises. “Na vida humana acontece o mesmo. O crescimento biológico sempre é uma crise, não? A crise de uma criança que se torna adulta. Com a fé é o mesmo. Quando Jesus sente aquela segurança de Pedro que me faz pensar a muitos fundamentalistas católicos, quando Jesus sente isso, o que lhe diz? Você irá me renegar três vezes! E Pedro renegou Jesus. A crise faz parte da vida de fé. Uma fé que não entra em crise para crescer, permanece infantil.”

Die Zeit: Como se volta à fé?

Papa Francisco: “A fé é um dom. É doada”.

Die Zeit: Volta sozinha?

Papa Francisco: “Eu peço e Ele responde. Às vezes temos de esperar numa crise. A fé não se compra”.

Die Zeit: O senhor acredita que o ser humano por natureza seja bom, ou é bom e mal?

Papa Francisco: “O homem é imagem de Deus. O homem é bom, mas também o homem é fraco, foi tentado e se feriu. É uma bondade ferida”.

Die Zeit: Mas pode tornar-se mau?

Papa Francisco: “A maldade é outra coisa, mais feia, mais feia. Na Bíblia, a narração mítica do Gênesis. Adão não foi mau: foi fraco, foi tentado pelo diabo. Ao invés disto, a primeira maldade é a do filho, de Caim: não é por fraqueza ou por... É por ciúmes, por inveja, por desejo de poder... é a maldade das guerras. É a maldade que hoje encontramos na pessoa que mata: mata o outro. Para mim esta é a maldade, porque é quem fabrica as armas”.
(...)

Die Zeit: Mas quais são os limites da oração?

Papa Francisco: “Rezar pelas coisas boas. Por exemplo: “Ajuda-me a ter o dinheiro necessário para acabar o mês com minha família, que não me falte...”: isto é justo. Mas “ajuda-me a ter muito dinheiro para ter muito poder”, isto não é correto. Pode-se pedir, mas.... Porque se está pedindo algo que vai pelo caminho da mundanidade, o poder do mundo. Jesus falou tanto, no final da Ceia, com os discípulos e disse que rezou por eles ao Pai. E o que pediu ao Pai? Não para tirá-los do mundo, mas para protegê-los do espírito do mundo. O espírito do mundo é aquilo que não devemos pedir; as coisas que são do espírito do mundo: o espírito da soberba, do poder para dominar... isto não é... Se deve pedir coisas que constroem o mundo, que criam fraternidade e que tragam a paz, que deem coisas boas; mas “ajuda-me a matar a minha mulher”, não pode”.

Die Zeit: O mafioso faz o sinal da cruz antes de matar...

Papa Francisco: “Sim, sim. Isto é uma doença. É uma doença religiosa, sim, e usa a religião, também fazem isto os mafiosos da América Latina. Se dizem cristãos e para resolver os problemas pagam um matador de aluguel, e depois vão à Igreja”.

Die Zeit: Ao ouvir estas coisas o senhor se embrabece?

Papa Francisco: “Sim, um pouco. Mas fico brabo quando a Igreja, a Santa Madre Igreja, minha mãe, a minha Esposa, não dá um testemunho de fidelidade ao Evangelho. Isto me faz mal”.

Die Zeit: Ainda faz mal para o senhor? Neste momento, em todo o mundo, existe esta enorme preocupação que a coesão da sociedade não funcione mais. Temos uma onda de populismo, no geral de direita; temos fortes movimentos que ameaçam a democracia... Neste contexto, qual deve ser o comportamento de um cristão?

Papa Francisco: “Sim... Para mim, a palavra populismo é equivocada, porque na América Latina tem um outro significado. Fiquei confuso, porque não entendia bem. Mas pense o senhor que no ano 1933, após a queda da República de Weimar: a Alemanha estava desesperada, a crise econômica de 30 era... e um jovem disse “eu posso, eu posso, eu posso!”, mas... e se chamava Adolf, e isto acabou assim, não? Conseguiu convencer o povo de que ele podia. Por trás dos populismos sempre existe um messianismo, sempre. É também uma justificativa: preservamos a identidade do povo”.

Die Zeit: Um messianismo na falta de outro verdadeiro testemunho...

Papa Francisco: “...de um verdadeiro testemunho. Talvez, não?”.

Die Zeit: Por que faltam os grandes modelos políticos?

Papa Francisco: “Quando os grandes do pós-guerra imaginaram a unidade europeia – pense em Schuman, Adenauer – imaginaram uma coisa não populista: imaginaram uma fraternidade de toda a Europa, do Atlântico aos Urais. E estes são os grandes líderes – os grandes líderes – que são capazes de levar em frente o bem do país em estarem eles no centro. Sem serem messias. O populismo é ruim, e no final acaba mal, como nos mostra o século passado”.

Die Zeit: O senhor vê a situação de hoje semelhante aos anos 30, do século passado? Pois o senhor usa até mesmo a palavra da terceira guerra mundial que estamos vivendo...
Papa Francisco: “Sim, sim. Isto é óbvio. Porque realmente está assim”.

Die Zeit: Em que sentido?

Papa Francisco: “Mas...todo o mundo está em guerra, mas, pense na África”.

Die Zeit: Mas são conflitos menores...

Papa Francisco: “Por isto digo: a terceira guerra mundial em pedaços. Pense na Ucrânia, que está na Europa; pense na Ásia, pense no drama de Sindshar no Iraque, na pobre gente que foi expulsa... Mas por que falo em guerra? Isto se faz com as armas modernas e existe toda uma estrutura de fabricantes de armas que ajuda isto. É uma guerra. Mas – isto o sublinho – não quero dizer que esta situação seja a mesma de 33, não! Este é um exemplo que dei para explicar o populismo”.

Die Zeit: Mas o senhor está preocupado, neste momento, com a onda de populismo em todo o mundo?

Papa Francisco: “Ao menos na Europa sim. Um pouco. E o que penso sobre a Europa é isto que não quero dizer a mais e nem a menos do que eu disse nos três discursos (sobre) a Europa: os dois discursos em Estrasburgo e o terceiro quando recebi o Karlspreis, em Aachen, sim, que o recebi aqui, e havia tantos Chefes de governo, alguns de Estado, que vieram. Não gosto de receber honorificências: esta é a única que recebi porque insistiram. Disseram: “A Europa tem necessidade que o senhor nos diga alguma coisa”, e eu aceitei; mas os três antes de mim - Juncker, Martin Schutz e também o Prefeito de Aachen - disseram coisas mais duras do que eu, mais fortes, mas enérgicas”.

Die Zeit: O então Presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, falava da crise dos migrantes e refugiados, chamando-a de “desafio epocal”. Os valores da Europa sendo questionados, é urgente lutar pela Europa...

Papa Francisco: “Sim, foram também corajosos, hein!”

Die Zeit: O senhor não se sente pressionado pelas expectativas que as pessoas de hoje tem por “homens-exemplo”, como é o seu caso?

Papa Francisco: “Mas, eu não me sinto um homem excepcional. Eu sinto que exageram com as expectativas, não fazendo justiça. Eu não digo que sou um pobre, não; mas sou um homem comum que faz aquilo que pode, mas comum. Assim me sinto. E quando alguém diz: “Não, o senhor, o senhor é...”, isto não me faz bem”.

Die Zeit: O senhor diz isto, mesmo com o risco de desiludir muitos na Cúria que têm necessidade de um pai impecável?

Papa Francisco: “Não existe um pai, existe somente um... Todos os pais são pecadores – graças a Deus – porque isto também nos encoraja a ir em frente e dar a vida, nesta época de orfandade, onde existe necessidade de paternidade. E eu sou um pecador, sou limitado. Mas não se esqueça que a idealização de uma pessoa é uma forma sutil de agressão, é um caminho para agredir sutilmente uma pessoa. E quando me idealizam, me sinto agredido”.

(...)

Die Zeit: Os ataque contra o senhor que provêm do Vaticano, lhe fazem mal pessoalmente?

Papa Francisco: “Não. Sobre isto eu farei uma confissão sincera. Desde o momento que fui eleito Papa não perdi a paz. Entendo que meu modo de agir não agrada a alguns, também justifico isto: existem tantos modos de pensar; é também lícito, é também humano e também uma riqueza”.

Die Zeit: É uma riqueza os cartazes que apareceram em Roma, acusando o senhor de não ser misericordioso? O L’Osservatore Romano falso onde o senhor responde “sim e não”, é uma riqueza, na sua opinião?

Papa Francisco: “O L’Osservatore Romano falso, não; mas o ‘romanaccio’ que havia naqueles cartazes, era belíssimo! Era um ‘romanaccio’, culto. Aquilo não foi escrito por alguém da rua!”.

Die Zeit: Mas foi escrito por alguém daqui?

Papa Francisco: “Não: alguém culto (risos). Mas aquele ‘romanaccio’ era belíssimo!”.

Die Zeit: É interessante que o senhor consiga rir a respeito disto...

Papa Francisco: “Mas sim! Eu, uma das coisas que rezo todos os dias com a oração de São Thomas Morus (Tomás More): peço o senso de humor. E o Senhor não me tirou a paz e me dá muito senso de humor. Não cheguei ainda a rir como o maravilhoso Padre Peter Hans Kolvenbach, por 25 anos Geral dos Jesuítas. Ele tinha um senso de humor, mas sempre construtivo e positivo, não?!”.

(...)

Die Zeit: Existe uma história muito complicada, mas que poderia ser reduzida. Na Ordem de Malta existe um Grão Chanceler, Albrecht von Boeselager. Foi acusado de não ter impedido a distribuição de preservativos em um projeto de ajuda em Myanmar. Acabou sendo demitido por um amigo do Cardeal Burke. O senhor rescindiu esta demissão.

Papa Francisco: “Não, com a Ordem de Malta havia problemas, que ele talvez não tenha conseguido administrar, pois ele não era o único protagonista ali; e eu não tirei dele o título de Patrono da Ordem de malta: ele continua a ser Patrono de Malta. Mas ali havia necessidade de organizar a Ordem e por isto nomeei um delegado capaz de organizar, com um carisma que não tem o Cardeal Burle”.

Die Zeit: O senhor foi convidado pela Igreja Católica alemã, pela Igreja Protestante alemã, pelo Presidente da República alemã, para ir à Alemanha no Ano de Lutero, possivelmente este ano. O senhor irá?

Papa Francisco: “Também a Chanceler convidou-me. Este ano será difícil, porque existem tantas viagens. Estudando, sim; mas com os luteranos quis antecipar esta questão e ir a Lund, na Suécia, no ano passado, para comemorar o início da comemoração dos 500 anos, e depois os 50 anos da fundação união católico-protestante, luterana. Existe uma agenda muito difícil este ano, para mim”.

Die Zeit: Quem sabe existam países mais importantes, neste momento, como a Rússia a China...

Papa Francisco: “Na Rússia não posso ir porque deveria ir também à Ucrânia. O importante seria ir no Sudão do Sul – coisa que não acredito possa fazer – estava em programa ir nos dois Congos: com Kabila as coisas não estão bem, acredito que não possa ir: mas irei sim, à Índia, Bangladesh, seguramente, Colômbia, depois um dia em Portugal, em Fátima, e depois acredito que há uma outra viagem em estudo, ao Egito. Parece que o calendário está cheio, não?”.

Die Zeit: Já que para a Alemanha não este ano. Em 2018, quem sabe?

Papa Francisco: “Não sei; não pensei ainda. Não foi programado”.

(...)

Die Zeit: Mas o senhor entende bem ao alemão, não?

Papa Francisco: “Se falado lentamente, consigo, porque “ohne Übung habe ich es verlernt” (sem exercício, perdi um pouco). Desculpe-me se não correspondi às suas expectativas”.

Die Zeit: Estão mais do que superadas as expectativas.

Papa Francisco: “Reze por mim”.

(MJ/JE)

Fonte: radiovaticana

08 março, 2017

Em Genebra, Pastoral Carcerária detalha violações de direitos nas prisões do Brasil

“Tortura em tempos de encarceramento em massa”


Informações divulgadas fazem parte do relatório “Tortura em tempos de encarceramento em massa”
Representada por seu assessor jurídico, o advogado Paulo Cesar Malvezzi Filho, a Pastoral Carcerária Nacional (PCr) participou nesta sexta-feira, 3 de março, de um evento em Genebra, na Suíça, que discutiu a realidade do sistema carcerário brasileiro.

“De Norte a Sul do país, é possível afirmar que a marca do sistema prisional brasileiro é a violação sistemática dos direitos dos presos, combinada com o crescimento vertiginoso do número de pessoas presas”, disse Paulo Malvezzi, no início de sua exposição sobre a temática, quando também lembrou que com um aumento médio de 7% no número de presos anualmente e com mais de 620 mil encarcerados, o Brasil ocupa “a nada honrosa quarta colocação entre os países que mais encarceram no mundo”.
O propósito do evento, que também contou com representantes de outras organizações brasileiras, como a Conectas Direitos Humanos e a Justiça Global, foi debater as torturas que ocorrem nas prisões. O relatório “Tortura em tempos de encarceramento em massa”, lançado em 2016 pela Pastoral, analisou 105 denúncias de tortura nas prisões.
O debate aconteceu paralelamente à reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU. “A grande importância desse evento é poder prover informações diretas sobre o sistema prisional brasileiro para a imprensa internacional, órgãos das Nações Unidas e países que vêm se engajando internacionalmente no esforço de combate à tortura. Também é uma grande oportunidade para criar laços internacionais e articular uma ampla rede de luta contra o encarceramento em massa”, afirmou Paulo Malvezzi.  

Violência Institucional

O assessor jurídico da Pastoral Carcerária lembrou do trabalho realizado pelos milhares de agentes da PCr em todo o Brasil, que levam não apenas conforto espiritual aos presos, “mas também vão para defender a dignidade dessas pessoas em todas as suas múltiplas dimensões”. Paulo Malvezzi denunciou, no entanto, que embora a assistência religiosa seja um direito do preso no Brasil, “há relatos de graves restrições ilegais aos serviços prestados por representantes religiosos, não apenas da Igreja Católica, mas de diversas religiões”, com muitas restrições de acesso aos locais onde há privação de liberdade.
Também segundo Paulo, num contexto em que apenas 13% dos presos participa de alguma atividade educativa, somente 20% realiza alguma forma de trabalho, o atendimento médico é extremamente precário e há superlotação e insalubridade nas prisões, “não é surpresa, portanto, que a taxa de mortalidade no sistema prisional seja três vezes maior que no restante do país”. 
“A tortura neste ambiente não é apenas uma prática corriqueira, mas se converteu na própria essência do modelo de aprisionamento brasileiro, no encadeamento de ...clique AQUI e continue lendo.

Dia Internacional da Mulher

O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as desigualdades, discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado.

8 de março: Bênção das Mulheres

   


·         Que o Deus de Eva te ensine a discernir entre o bem e o mal.
·         Que o Deus de Agar te console e a todas as mulheres que se sentem sozinhas no deserto da vida.
·         Que o Deus de Miriam te faça instrumento de libertação.
·         Que o Deus de Débora te conceda a audácia e a coragem de lutar pela justiça
·         Que o Deus de Ester te conceda fortaleza para enfrentar os poderosos em favor do povo exilado.
·         Que o Deus de Maria de Nazaré abra teu coração para que possas receber com alegria a semente Daquele que vive para sempre.
·         Que Jesus, que falou à Samaritana tudo o que ela tinha feito, te faça evangelizadora do teu povo.
·         Jesus, que curou a mulher encurvada, te libere juntamente com todas as mulheres oprimidas pelas tradições religiosas e culturais.
·         Jesus, que deixou ungir a cabeça por uma mulher, te conceda ser profetiza para reconhece-lo como Senhor e Messias.
·         Jesus, o amigo de Maria Madalena, te envie e, como sua apóstola, possas anunciar a mensagem de libertação a todos os povos.
·         Que o Espírito te consagre para que, em Jesus Cristo, possas anunciar Boas-Notícias aos pobres e a liberdade aos presos.
·         Em nome de Deus que é, que era e que sempre será conosco e com seu povo. Amém.
Fonte: Subsídio retirado da publicação Palavra na Vida 205, Mulheres dando à luz a nós mesmas! Encontros para o Dia Internacional da Mulher (páginas 15, 16 e 20).
Autoras: Jane Dwyer e Tea Frigerio.

Fonte: CEBI

  

“Para entender uma mulher é necessário antes sonhá-la”

 “Para entender uma mulher é necessário antes sonhá-la

Por:  Papa Francisco


"A mulher é a harmonia, é a poesia, é a beleza."

A solidão do homem, o sonho, porque não se entende uma mulher sem sonhá-la antes, e o terceiro, o destino dos dois: ser “uma só carne”.

“A mulher traz harmonia à Criação”

“Sem a mulher não há harmonia no mundo”

“Este é o grande dom de Deus: nos deu a mulher. No Evangelho, ouvimos do que é capaz uma mulher, hein? Aquela é corajosa! Foi adiante com coragem. Mas é algo mais: a mulher é a harmonia, é a poesia, é a beleza. Sem ela o mundo não seria bonito, não seria harmônico.”


“Quando não há mulher, falta a harmonia. Nós dizemos, falando: mas esta é uma sociedade com uma forte atitude masculina, e isto, não? Falta a mulher. ‘Sim, sim: a mulher é para lavar a louça, para fazer…’ Não, não, não: a mulher é para trazer harmonia. Sem a mulher não há harmonia. Não são iguais, não são um superior ao outro: não. Só que o homem não traz harmonia: é ela. É ela que traz a harmonia, que nos ensina a acariciar, a amar com ternura e que faz do mundo uma coisa bela”.