27 março, 2025

Série da NetfAdolescência!

 


Adolescência!

No ônibus, nos shoppings, nas igrejas, nas famílias, o assunto é um só: adolescência! A série da Netflix que, no momento em que escrevo, já deve estar próximo das cem milhões de horas de exibição. Um recorde justificado. Tecnicamente está muitíssimo bem feita, capaz de “tirar o fôlego” do início ao fim. Muitos, como eu, devem tê-la assistido numa tarde de domingo! De uma tacada só! Aliás, esse é um motivo porque evito assistir séries! Nos empolgamos e quando olhamos o relógio, lá se foram quatro horas de Tv! Porém, o que mais atrai é o assunto abordado. Aparentemente existem poucas novidades relacionadas com o “mundo” que envolve os adolescentes. Eles são rebeldes, bagunçam na escola e não são de “muito papo”! Até aqui nenhuma novidade! Eu já fui assim e sobrevivi!

Contudo, a série desce ao sub mundo familiar e relacional que precisamos enfrentar com seriedade. A família está literalmente perdendo os seus filhos, surrupiados pela internet e seus aplicativos. Fechados num quarto, ignorados, ao ponto de ninguém saber a que horas o “guri” de treze anos chega em casa, os adolescentes no processo de construção da sua personalidade, são o alvo perfeito de bullyings e todo tipo de sedução e agressão, que chegam atrás das mídias sociais e dos vários aplicativos de relacionamento. Que eles sejam vulneráveis já o sabemos. Mas eles estão ficando sós. Abandonados.

Um amigo me chamou a atenção para o quarto episódio da série. De fato, nele é retratada uma família com os seus “perrengues”, não muito distante da normalidade; mas uma coisa chama a atenção nas palavras dele: “vida que segue Manuel! Vida que segue”! E foi isso que observei. Uma família que até então estava alheia à vida do filho ao ponto de ficar estarrecida com o crime, mas que agora, perante a sua confissão, toca a sua vida procurando incutir nela o máximo de banalidade.

A série expõe a mão do Estado que procura agir com certa civilidade perante um adolescente que pratica um crime horrendo; a Escola que, como muitas outras, apenas evidencia famílias desestruturadas e crianças revoltadas incapazes de aprender; mostra a sagacidade e a precocidade (alarmante) de uma (quase) criança argumentando com a psicóloga – e essa cena é de fato assustadora – e finalmente nos confronta com uma família, que eu temo ser paradigmática! Estado, Escola, Família! Três entes impotentes perante a epidemia que está matando nossos adolescentes!

Há vinte anos atrás escutei Bill Gates dizendo que controlava o computador e a internet de sua filha adolescente. No quarto, ela não tinha como se conectar! Gates não é um pai qualquer! É o fundador da Microsoft! Tenho dito ao longo dos anos que só conheço duas armas para enfrentar esse inimigo silencioso, geralmente noturno e que vem devorando nossas crianças e adolescentes: o diálogo aberto e constante entre pais e filhos e o controle necessário e urgente sobre horários e conteúdo da net. Os filhos não têm o direito adquirido de uso total e irrestrito de aplicativos e os pais não têm o direito de um laissez-faire fatal! Pesa sobre os adultos a responsabilidade de acompanhar, zelar e educar. As escolas cumprirão melhor o seu papel se em casa a tarefa for cumprida!

Finalmente, a série da Netflix escancara um vasto sub mundo cibernético, de deep web (e muitas vezes beirando o crime da dark web) raramente testemunhado pela maioria de nós. Precisamos urgentemente aplicar a vacina e criar imunidade em nossas crianças e adolescentes. Elas estão totalmente vulneráveis e o pior: sozinhas! Quando o máximo que um “amigo” faz é ajudar com a arma do crime, foi cruzado o rubicão de qualquer moralidade. E quando nossos filhos optam por esses amigos em detrimento dos pais é urgente parar tudo e rever a engrenagem familiar. Pais não são psicólogos profissionais e o se o forem, não usarão essas prerrogativas com os filhos. Porém, pais têm a obrigação de conhecer os filhos mais do que ninguém! A convivência familiar é a melhor terapia preventiva para esta epidemia!


Padre Manuel Joaquim R. dos Santos
Arquidiocese Londrina

19 março, 2025

Pronunciamento da CNBB sobre a Lei da Ficha Limpa

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio do seu Conselho Permanente, reunido em Brasília, divulgou nesta terça-feira, 18/3, uma nota na qual demonstra perplexidade e indignação diante das propostas de mudanças da Lei da Ficha Limpa no Congresso Nacional. 

O Senado pode votar, nesta terça-feira, o projeto de lei que altera a Lei Complementar nº 135 de 2010, mais conhecida como Lei da Ficha Limpa. A proposta, que muda regras da lei de iniciativa popular, já foi aprovada por deputados federais.


09 março, 2025

Romero deixou-se tocar pela luta do seu povo!

Romero deixou-se tocar pela luta do seu povo, ele apoiou a luta do seu povo, apoiou a luta dos que estavam enfraquecidos, sem voz e sem vez!


Santo Óscar Romero, foi nomeado arcebispo de San Salvador no dia 3 de fevereiro de 1977. Ele foi nomeado bispo por ser considerado um conservador.

O país vivia uma repressão muito forte, violência do Estado e uma exploração imposta ao povo pela aliança entre os setores político-militares e económicos, apoiada pelos EUA, bem como a violência da guerrilha revolucionária.

Vários grupos de pobres oprimidos começaram a se organizar para denunciar a miséria em que viviam.

Nesse senário, Romero é nomeado arcebispo porque ele não representava ameaça a classe dominante opressora responsável pela violência e miséria do povo.

E como era esperado, assim foi seu ministério inicial, conservador, com relações próximas com aqueles que estavam massacrando e matando o povo salvadorenho.

Oscar Romero se converteu. Como que a conversão culmina em um novo nascimento, num renascimento, de Deus. Romero se converteu, renasceu um novo homem.

Em El Salvador, as pessoas desapareciam, padres e agentes de pastorais, que queriam ajudar os pobres eram torturados ou mortos.

Dom Romero tinha um grande amigo, Padre Rutilio Grande, ele era uns dos que arriscava a vida ajudando os empobrecidos, ele envolveu na luta dos agricultores, nos momentos que tinha oportunidade de estar com Romero, ele falava da miséria e violência em que o povo salvadorenha vinha sofrendo. Contava a ele de padres e agentes de pastorais torturados e mortos.

Padre Grande, o amigo de Dom Romero foi assassinado junto com um camponês idoso e um menino, seus corpos foram expostos na catedral.

Este foi o momento da conversão, de Romero, um novo homem renasceu, deixou-se de existir o bispo conservador. O processo de conversão foi consciente, o arcebispo de San Salvador se converteu sabendo que ele também perderia sua vida, que poderia sim, ser torturado e morto.

Romero deixou-se tocar pela luta do seu povo, ele apoiou a luta do seu povo, apoiou a luta dos que estavam enfraquecidos, sem voz e sem vez.

No Evangelho, o Arcebispo encontra uma coragem maior que a humana e passa então a denunciar o governo de direita e a guerrilha de esquerda, inclusive o governo dos Estados Unidos, que fornecia armas, que matavam seu povo. Em suas homilias, Dom Romero apresentava listas semanais de pessoas desaparecidas, torturadas ou assassinadas.

Ele ficou conhecido por sua defesa fervorosa dos direitos humanos e sua solidariedade às vítimas da violência política no país.

Dom Romero, sabia que os soldados que torturavam e matavam seu povo, em sua grande maioria eram cristãos, por isso em 23 de março de 1980, fez uma pregação, pelo rádio, dirigindo-se diretamente a eles: "Nenhum soldado é obrigado a obedecer a uma ordem contrária à lei de Deus... Chegou a hora de tomar consciência... Pois isso, em nome de Deus e deste povo, que sofre há muito tempo, cujo grito sobe cada vez mais alto aos céus, eu lhes imploro, lhes rogo, em nome de Deus, para cessar a repressão"!

No dia 24 de março de 1980, Dom Romero participou de um retiro espiritual para sacerdotes. Na Missa vespertina, que celebrou, disse: “Aqueles que se dedicam ao serviço dos pobres, por amor de Cristo, vivem como o grão de trigo que morre…”. Ao término da sua homilia, ao voltar ao altar, um homem armado entrou na igreja e o baleou tirando sua vida.

Em 14 de outubro de 2018, Papa Francisco declarou Dom Oscar Romero mártir, Santo da Igreja.

Santo Oscar Romero, Santo da Nossa América, tornou-se aquele grão de trigo, por ter apoiado e lutado com seu povo.

Santo Oscar Romero, vive!

06 março, 2025

6ª Celebração Arquidiocesana dos Mártires em Honra a São Oscar Romero”

Venham Povo de Deus, celebrar conosco a “6ª Celebração Arquidiocesana dos Mártires em Honra a São Oscar Romero”.



Ajude-nos com a companha em prol a “Associação Beneficente Casa de Nazaré”

Ação social em prol a Associação Beneficente Casa de Nazaré, gesto concreto da 6ª Celebração Arquidiocesana dos Mártires em Honra a São Oscar Romero.

A campanha tem como objetivo arrecadar: shampoo/condicionador - papel higiênico - sabão em pó - saco grande de lixo – detergente - agua sanitária.

As doações poderão ser dos itens da companha ou via Pix.

Quem optar pela doação via Pix , solicitamos que faça identificação, via a opção mensagem, escrevendo: Celebração dos Mártires .

Chave Pix - 04.119.501/0001-42
Associação Beneficente Casa de Nazaré


18 fevereiro, 2025

Rezemos juntos pelo papa Francisco

Senhor, conceda ao nosso amado papa Francisco recuperação da saúde e o ilumine e o fortaleça sua missão apostólica.

O papa Francisco encontra-se internado para tratamento de bronquite e infecção respiratória polimicrobiana. Segundo o Vaticano, situação é “complexa”.




Documentário Elizabeth (Dir.: A. Castilho, L. Indriunas, V. Nicolav, 2023)



O curta documental "Elizabeth" é um retrato de Elizabeth Teixeira e das mulheres que dão prosseguimento à sua luta. Líder das Ligas Camponesas, na Paraíba, ela protagonizou o clássico "Cabra Marcado para Morrer" (dir.: Eduardo Coutinho, 1984) e gravou seu nome na história da luta pela reforma agrária no Brasil.

O documentário é uma produção do De Olho nos Ruralistas, filmado em julho de 2023, em João Pessoa e Sapé, quando Elizabeth Teixeira havia completado 98 anos.

Em 13 de fevereiro de 2025, a "mulher marcada para viver" completa o centenário. Nessa data, o observatório disponibiliza o filme ao público, ajudando a gravar na memória coletiva o nome de Elizabeth Teixeira.

12 fevereiro, 2025

"6ª Celebração dos Mártires em honra a São Oscar Romero"

Data 15/03/2025

Promovida em comunhão:
Comunidades Eclesiais de Base (CEBs)
Juventude Missionária (JM)
Pastoral da Juventude (PJ)



"6ª Celebração dos Mártires em honra a São Oscar Romero"


Data 15/03/2025


Idealizada e promovida pelas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), a Celebração dos Mártires em honra a São Oscar Romero, a partir desse ano de 2025, passa a ser promovida em comunhão com a Juventude Missionária (JM) e a Pastoral da Juventude (PJ).

Aberta a todo o Povo de Deus , a Celebração dos Mártires em honra a São Oscar Romero , um momento de mística para esperançar uma missão de amor, de esperança, de resistência, de um mundo novo. Esperançar horizontes de possibilidades cultivando a utopia e assim a exemplo de São Oscar Romero não deixar adormecer o profetismo do Reino de Deus.

Entrevista com a Irmã Regina da Costa Pedro - Diretora das POM

Na terça-feira, 11 de fevereiro, a Assembleia dos Bispos do Paraná, em Arapongas (PR), abordou o tema da missão na Igreja

Para enriquecer a reflexão, a Irmã Regina da Costa Pedro, diretora das Pontifícias Obras Missionárias (POM), esteve presente e trouxe uma proposta especial ao episcopado. 

Confira a entrevista e saiba mais sobre sua participação e as perspectivas missionárias para a Igreja no Paraná e no Brasil!

07 fevereiro, 2025

Virtudes teologais: fé, esperança e caridade


Virtudes teologais: fé, esperança e caridade
Escrito por Pe. Clayton Sant'Anna, C.Ss.R.


Fé, esperança e caridade. O progresso e a maturidade espiritual cristã se assentam nessas três virtudes. No plano delas, se inicia e se leva a termo nossa transformação radical de pecadores a filhos de Deus. Pela fé, cremos em Deus e em tudo o que a Igreja proclama como revelado por Ele.

Pela esperança, apostamos nossa felicidade no reino dos céus e na vida eterna, confiantes nas promessas de Jesus Cristo e sustentados com a graça do Espírito Santo. Com o novo mandamento da caridade (Lava-pés), amamos a Deus sobre todas as coisas e, nesse amor, amamos ao próximo como a nós mesmos.

As três virtudes teologais são inseparáveis. Sua prática nos faz conhecer, amar a Deus e esperar sua glória, solidários uns com os outros, na construção de seu Reino entre nós.

São dons sobrenaturais que Deus nos dá. Se os cultivarmos, ratificaremos a união com Ele nos sentimentos, nas opções e nas atitudes, solidários uns com os outros em seu amor e na fraternidade. Tais virtudes sustentam em nós a graça do batismo em Cristo, que nos mergulhou no mistério da Trindade. Adquirimos consciência de nossa origem e fim absoluto!

Santo Agostinho escreveu que Deus é mais íntimo de nós que nós mesmos! Ele nos ama no mais profundo de nosso ser. É famosa a leitura do santo sobre a história: dois amores construíram duas cidades!

A dos homens e a de Deus. O amor dos homens a si mesmos, exacerbado até ao desprezo a Deus, construiu a cidade terrena visível, enganosa e perecível, a sociedade sem fé, iludida, inquieta, angustiada e frustrada. Já o amor de Deus por nós, levado ao extremo do autoaniquilamento, edifica entre nós a cidade celeste eterna e invisível.

A cidade terrena se organiza cultivando prestígio, riqueza, busca de poderes e competição sem freios. Predomina todo tipo de intolerância na disputa por espaço, direitos e respeito. A engrenagem política acentua o desamor com a divisão odiosa do “nós e eles”, sacralizando ideologias de esquerda ou direita.

Vivendo as três virtudes teologais, o cristão espera partilhar a cidadania digna, diminuir a pobreza sem lideranças populistas e construir um Brasil-ético; uma nação que seja o retrato da “cidade de Deus”! O Brasil da justiça, da fraternidade, da promoção e da defesa da vida, da concepção ao fim natural. Nem as ambições mais poderosas vão destruir a cidade do amor, já vitoriosa no céu. Seus pilares têm a glória do Senhor. Ela é a “Jerusalém do alto” (Apocalipse 21,11). Seu alicerce na terra é a fé.

Movidos pela esperança, nós, os seguidores do Cordeiro no amor, aqui habitamos a caminho do novo céu e da nova terra. (Apocalipse 21,1). Caminhamos para a cidade eterna, fazendo da passagem terrena um serviço total de caridade fraterna, em busca da justiça, da paz e do respeito à vida em todos.

05 fevereiro, 2025

Dez Mandamentos da Ecologia

Dez Mandamentos da Ecologia

1. Ama a Deus, todas as coisas e a natureza como a ti mesmo.
2. Não defenderá a natureza em vão com palavras, mas através de seus atos.
3. Guardarás as Florestas virgens, pois tua vida depende dela.
4. Honrarás a flora, a fauna, todas as formas de vida e não apenas a humana.
5. Não matarás.
6. Não pecarás contra a pureza do ar, deixando que a indústria suje o que a criança respira.
7. Não furtarás da terra sua camada de húmus, raspando-a com o trator, condenando o solo à esterilidade.
8. Não levantarás falso testemunho dizendo que o lucro é o progresso justificam teus crimes.
9. Não cobiçarás objetos e adornos para cuja fabricação é preciso destruir a paisagem. 1
10. A terra também pertence aos que ainda estão por nascer.

Dialogar!


17 janeiro, 2025

Campanha da Fraternidade 2025

Campanha da Fraternidade 2025
Tema: Fraternidade e Ecologia Integral
Lema: “Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31).


Síntese do Texto Base
Explicação do Cartz
Oração


Capítulo I
VER/OUVIR

“Deus viu que tudo era muito bom!” (Gn 1,31) Trata da atual crise socioambiental e dos desafios para superá-la; da importância de uma Ecologia Integral; e da necessidade da conversão ecológica.

- Somos chamados a acolher tudo como dom, a reconhecer com gratidão a generosidade de Deus para conosco, a louvar o Criador e cuidar da criação;

- Em nossa realidade brasileira, temos a graça de contar com a fertilidade da terra, a abundância das águas, a diversidade da fauna e da flora e a pluralidade de povos e culturas;

- Vivemos uma crise que envolve tanto a vida social como o meio ambiente. Ela tem raízes históricas. As comunidades tradicionais são as que mais sofrem com essa crise, mas também são as que mais têm a nos ensinar;

- Há que se lembrar que existem importantes acordos internacionais que precisam ser cumpridos. O mesmo acontece com a legislação nacional e com as políticas públicas que podem e devem avançar ainda mais;

- Eventos e mudanças climáticas são uma realidade a ser enfrentada com seriedade. Uma autêntica educação ambiental precisa ser incentivada a fim de fomentar novos hábitos e assegurar o cuidado com a Casa Comum e seus habitantes;

- Entretanto, existem pessoas que insistem em negar a existência dessa crise, dificultando, assim, a sua superação. Devemos acreditar na força transformadora das pequenas ações cotidianas;

- Diante do visível aumento da proliferação de doenças e da exploração que gera escassez de recursos, o modelo econômico-social que valoriza apenas a técnica e o lucro se revela cruel e excludente;

- A Ecologia Integral nos convida a olhar de forma nova para o meio ambiente, para o ser humano e para Deus Criador e a viver relações justas com o outro, conosco mesmos e com Ele;

- Também nesse campo, a Igreja possui uma postura profética. Recorda-nos que o ambiente não é um simples recurso, mas sim a nossa Casa Comum. De modo que não há como separar as questões ambientais, sociais e antropológicas da fé que professamos;

- Por isso, o Papa Francisco nos alerta quanto ao risco de cairmos no pecado ecológico, que são ações ou omissões contra Deus, contra o próximo e contra o meio ambiente. Pecado que fere a vida;

- A CF, vivida nesse tempo quaresmal, nos chama à conversão nesse aspecto. Uma conversão ecológica que leve à mudança do nosso modo de ser, pensar e agir, como pessoas e comunidades de fé;

- Neste Jubileu, somos convidados a nos colocar no caminho de conversão, como "Peregrinos da Esperança", na confiança de que somos capazes de, seguindo a Jesus Cristo, transformar a realidade e reproduzir gestos fraternos e solidários em defesa da Casa Comum.


Capítulo II
ILUMINAR/DISCERNIR: “Este é o sinal da aliança que faço entre mim e toda a carne sobre a terra”(Gn 9,17)


Focaliza a Palavra de Deus como luz para o nosso caminho; a presença e a ação do Espírito de Deus na criação; a conversão integral e ecológica e a Ecologia Integral na Tradição, na Doutrina Social da Igreja e nos Padres da Igreja; e a Ecologia Integral à luz das ciências e da sabedoria dos povos.

- As narrativas da criação, no livro do Gênesis, nos levam a compreender que a bênção e a Aliança não são apenas para o ser humano, mas para toda criatura. Todos os seres criados gozam de uma dignidade inegável por causa de sua origem divina;

- Deus dá ao ser humano uma tarefa especial: "cultivar e guardar" a Terra, para que ela seja sempre um jardim, e tudo o que nela habita. Não se trata de exercer poder sem limites sobre os demais seres, pois não faria sentido destruir o que Deus, repetidamente, avaliou como "bom";

- O Livro Sagrado também nos alerta para os riscos da maldade do ser humano que resultam no pecado. Mas mantém viva a esperança na Aliança que Deus estabeleceu com seu povo;

- Aprendemos da Escritura a existência de políticas opressivas, violentas e contraditórias, que resultam em catástrofes ambientais, como na relação de escravidão do povo hebreu nas mãos do faraó do Egito. Porém, na travessia libertadora pelo deserto, a natureza favorece a sobrevivência do ser humano: a água, o maná, as codornizes obras de Deus Criador;

- No Pentateuco, a partir do Decálogo, encontramos "leis ambientais", recomendações que unem a fé ao cuidado com a fauna e a flora. Um destaque, pode ser dado ao descanso sabático, previsto não apenas para o ser humano, mas também para os animais;

- O ano sabático e o ano jubilar, presentes na Bíblia, preveem o repouso também da terra, para que assim ela continue a ser generosa, o perdão das dívidas e a libertação dos escravos. É um "não" dito à exploração sem limites. O Jubileu de 2025 é uma oportunidade para vivermos essa experiência;

- Em Jesus e em sua forma de anunciar, a Boa-Nova do Reino de Deus traz consigo várias conotações socioambientais. Isso se expressa nas parábolas, com sementes, árvores e seus frutos, como imagem do Reino;

- Os pães ázimos da Última Ceia, frutos da terra e do trabalho humano, expressão ao mesmo tempo do uso moderado dos bens da terra e da opressão e miséria sofrida por aqueles que são escravizados, são tomados por Jesus, consagrados ao Pai e entregues aos seus discípulos. Assim, somos convidados a deixar de lado todo fermento, ou seja, tudo o que é excesso, e abraçar a simplicidade do necessário;

- Ao longo das Escrituras Sagradas, vemos que a ação do Espírito é sopro que dá vida a toda criatura. É Deus que cria, dá a vida e a renova constantemente, recordando-nos de que sua força tudo abraça e transforma;

- A Igreja, a cada Quaresma, reafirma o convite à única conversão ao Evangelho vivo, que é Jesus Cristo. Essa mudança de vida deve se desenvolver em diversos setores da nossa vida pessoal e eclesial, abarcando o cuidado com a Casa Comum em que habitamos;

- Os Padres da Igreja, vivendo as necessidades de seu tempo, tomam a natureza, o cosmos, com seus ciclos e sua organização, como uma referência para o ser humano olhar para si e rever suas relações sociais. Utilizando exemplos das relações entre os seres vivos, eles nos apresentam as lições do equilíbrio e do limite. É o que se pode chamar de função pedagógica do cosmos;

- O Magistério dos Papas, que formam o tesouro que é a Doutrina Social da Igreja, tem nos ensinado muito sobre o tema. Desde Leão XIII, passando por São João XXIII, São Paulo VI, São João Paulo II e Bento XVI, tal Magistério nos chama a atenção para o princípio da destinação universal dos bens da terra, o desenvolvimento dos povos, os perigos da exploração e da crescente ruptura entre sociedade e natureza, princípios da ética ambiental, a urgência de se educar para a responsabilidade ecológica, a interligação entre o zelo pelo ser humano e pela natureza. Tudo isso como expressão de uma ampla tarefa eclesial que decorre da fé;

- No pontificado do Papa Francisco, recebemos a Carta Encíclica Laudato Si', primeiro documento do Magistério da Igreja plenamente dedicado ao tema socioambiental. Seu ponto de partida é a "convicção de que tudo está estreitamente interligado no mundo"(LS, n. 16). Nós e nosso planeta existimos em comunhão;

- O pecado mais perigoso de nosso tempo talvez seja a ruptura que estabelecemos entre humanidade e natureza, como se fôssemos superiores às demais criaturas, com os e, cada uma delas, não tivesse valor intrínseco e não fosse capaz por si mesma de louvar a Deus!;

- Não podemos nos deixar levar pelas falsas promessas do paradigma tecnocrático, pois nem sempre o que parece progresso representa as melhores condições de vida para todos. Por isso, a atuação social e política dos cristãos é essencial;

- As ciências da Terra têm muito a nos ensinar sobre o que está acontecendo ao nosso planeta. Estudos apontam, desde o final dos anos 1980, que nosso planeta vem se aquecendo cada vez mais, como resultado do nosso modo de vida. A Terra passa por uma mudança e os seus efeitos afetam todas as formas de vida de maneira imprevisível;

- A sabedoria ancestral dos povos originários também tem muito a nos ensinar: "Ensinai a [seus filhos] o que ensinamos aos nossos: que a terra é a nossa mãe. (...) tudo está associado. O que fere a terra fere também aos filhos da terra. O homem não tece a teia da vida: é antes um dos seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio" (Cacique Seattle, Estados Unidos, 1855);

- Não podemos ficar paralisados! E isso nos compromete no seguimento de Jesus de Nazaré, neste tempo quaresmal, a aprofundar o percurso de penitência e conversão integral.


Capítulo III
AGIR/PROPOR: “Para cultivá-lo e guardá-lo” (Gn 2,15)

Apresenta algumas alternativas de superação da crise socioambiental; proposta de ações no âmbito pessoal, comunitário e social; a promoção da CF 2025 e da Ecologia Integral na arte, cultura e mídia; e o convite a participar em eventos e Tempos de Mobilização global.

- O agir é consequência do ver e ouvir a realidade e de processos de discernimento espiritual, debate coletivo, planejamento comunitário e decisões conjuntas que fazem parte de instâncias maiores de participação e transformação social;

- É preciso alimentar um olhar otimista e realista, convicto de que ainda podemos evitar os piores impactos das mudanças climáticas. A Esperança nos move a unir os esforços das ciências ao profetismo da fé, para superar a crise que vivemos;

- Olhando a realidade, vemos que a alternativa mais econômica e eficaz consiste em reduzir em curto prazo as emissões de gases poluentes, fazendo a transição energética e apoiando formas limpas de energia;

- Como Igreja, "perita em humanidade" (PP, n. 13), não podemos deixar de propor que "chegou a hora de aceitar um certo decréscimo do consumo" (LS, n. 193). É preciso redescobrir a dimensão transcendente da vida, a capacidade humana de contemplação;

- É preciso reafirmar a dimensão profunda do repouso considerando formas menos produtivistas de organização do trabalho e do seu tempo, com uma remuneração digna e justa e condições de trabalho e previdenciárias cada vez mais humanizadas;

- É importante conhecer as várias iniciativas de cuidado com a Casa Comum na Igreja no Brasil e buscar nelas inspiração para transformar nossas realidades locais. Unidos em nossa fé e comprometidos com a missão de cuidar da nossa Casa Comum, somos chamados a reconhecer a urgência da grave crise socioambiental que assola nosso país e o mundo;

- O tempo de agir é agora. Como filhos e filhas de Deus, somos responsáveis por proteger e preservar a obra de suas mãos. Este é o nosso chamado, este é o nosso dever como discípulos de Cristo;

- Cada um pode colaborar. As pequenas, mas consistentes, ações de cada pessoa têm uma grande importância e força de desencadear processos transformadores em níveis maiores, "que agem a partir do nível profundo da sociedade" (LD, n. 71);

- Mas não basta que cada um faça sua parte. É preciso também agir coletivamente, em comunidade, orientados pelo Evangelho e pela Doutrina Social da Igreja. Um apelo especial é feito às comunidades religiosas e instituições educativas católicas para despertar a sensibilidade e formar hábitos sustentáveis nas futuras gerações;

- Atitudes e iniciativas sociais e no âmbito da boa política também precisam ser desenvolvidas. "O amor, cheio de pequenos gestos de cuidado mútuo, é também civil e político, manifestando-se em todas as ações que procuram construir um mundo melhor" (LS, n. 231);

- O universo da arte, da cultura e da mídia alcança as pessoas no seu cotidiano e é chamado colaborar efetivamente na promoção e animação da CF, no louvor a Deus pela criação e na vivência da Ecologia Integral;

- Existem tempos especiais de mobilização que são iniciativas mundiais e que podem ser incluídos nos calendários de nossas comunidades, pastorais e movimentos, paróquias, Dioceses e regionais. A promoção de ocasiões de reflexão, vigílias de oração, preces nas celebrações Eucarísticas, publicações nas redes sociais e cobertura nos meios de comunicação será uma valiosa contribuição.


Fonte: scribd




Os elementos da identidade visual
Fonte: site da CNBB

A identidade visual da Campanha da Fraternidade 2025 é de autoria do Paulo Augusto Cruz, da Assessoria de Comunicação da CNBB. Nela estão representados os seguintes elementos:


Cartaz

São Francisco de Assis
Em destaque no cartaz, São Francisco de Assis representa o homem novo que viveu uma experiência com o amor de Deus, em Jesus crucificado, e reconciliou–se com Deus, com os irmãos e irmãs e com toda a criação. Esta reconciliação universal ganha sua maior expressão no Cântico das Criaturas, composto por São Francisco há precisos 800 anos. O recorte é da obra do período barroco “Êxtase de São Francisco de Assis”, de Jusepe De Ribera. 

A cruz
No centro, a Cruz é um elemento importante na espiritualidade quaresmal e franciscana. No cartaz, ela recorda a experiência do Irmão de Assis com o crucifixo da Igreja de São Damião, em Assis, na Itália, onde Francisco ouviu o próprio Cristo que falava com ele e o enviava para reconstruir a sua Igreja. No início, Francisco entendeu que era a pequena Igreja de São Damião. Mais tarde, compreendeu que se tratava de algo bem maior, a Igreja mesma de Deus. A Quaresma é este tempo de reconstrução de cada cristão, cada comunidade, a sociedade e toda a Criação, porque somos chamados à conversão. 

A natureza
A araucária, o ipê amarelo, o igarapé, o mandacaru, a onça pintada e as araras canindés, representam a fauna e a flora brasileiras em toda a sua exuberância, que ao invés de serem exploradas de forma predatória, precisam ser cuidadas e integradas pelo ser humano, chamado por Deus a ser o guarda e o cuidador de toda a Criação. 

As cidades
Os prédios e as favelas refletem o Brasil a cada dia mais urbano, onde se aglomeram verdadeiras multidões num estilo de vida distante da natureza e altamente prejudicial à vida. Cada um de nós, seres humanos, o campo, a cidade, os animais, a vegetação e as águas fomos criados para ser, com a nossa vida, um verdadeiro “louvor das criaturas” ao bom Deus. 

A colagem
O uso do estilo de colagem é uma escolha artística e simbólica. A técnica possibilita a união de elementos diferentes em uma única composição, refletindo a diversidade e a interligação entre tudo o que existe, entre toda a Criação. A escolha do estilo também faz referência à Ecologia Integral, onde todos os aspectos da vida – espiritual, social, ambiental e cultural – são considerados e valorizados. Cada pedaço na colagem, apesar de único, contribui para a totalidade da imagem, assim como cada pessoa e cada parte do meio ambiente tem um papel crucial na criação de um mundo sustentável e harmonioso. 




Oração:



Ó Deus, nosso Pai, ao contemplar o trabalho de tuas mãos, viste que tudo era muito bom! O nosso pecado, porém, feriu a beleza de tua obra, e hoje experimentamos suas consequências.

Por Jesus, teu Filho e nosso irmão, humildemente te pedimos: dá-nos, nesta Quaresma, a graça do sincero arrependimento e da conversão de nossas atitudes.

Que o teu Espírito Santo reacenda em nós a consciência da missão que de ti recebemos: cultivar e guardar a Criação, no cuidado e no respeito à vida.

Faz de nós, ó Deus, promotores da solidariedade e da justiça. Enquanto peregrinos, habitamos e construímos nossa Casa Comum, na esperança de um dia sermos acolhidos na Casa que preparaste para nós no Céu. Amém!


14 janeiro, 2025

Pessoas que cresceram com animais de estimação costumam apresentar esses 5 comportamentos

“Embora a convivência entre animais domésticos ofereça uma série de benefícios ao desenvolvimento infantil, os pais devem ficar atentos a alguns cuidados específicos.”


Não há nada mais satisfatório que chegar em casa depois de um longo período fora e encontrar o bichinho de estimação superanimado com o nosso retorno, não é mesmo? É neste momento que o estresse e cansaço do dia corrido tende a ser substituído por uma explosão de felicidade e bem-estar.

Ao MinhaVida, Isabella Machado, psicóloga do grupo Mantevida, explica que a convivência com animais domésticos não só proporciona benefícios momentâneos, como também influencia positivamente no desenvolvimento emocional, especialmente o das crianças.

“A convivência com pets na infância tem impacto significativo no desenvolvimento emocional, social e cognitivo das crianças, com efeitos que se estendem à vida adulta. Os animais de estimação oferecem acolhimento, favorecendo o vínculo emocional e a empatia. A interação com eles contribui para a regulação emocional, redução da ansiedade e do estresse, além de ajudar no enfrentamento de desafios diários. Além disso, cuidar de um pet também ensina responsabilidade, comprometimento e rotinas, influenciando positivamente a organização e a gestão de tarefas ao longo da vida”.

Os comportamentos comuns de pessoas que cresceram com animais de estimação:

Segundo a especialista, pessoas que cresceram com animais de estimação frequentemente desenvolvem características como:

1 - Empatia e sensibilidade

“Conviver com animais desde cedo estimula a empatia. O cuidado diário com suas necessidades ensina a interpretar sinais não verbais, habilidade que pode se transferir para interações humanas, facilitando a capacidade de "ler" sinais corporais e comportamentais nas outras pessoas”.

2 – Responsabilidade

“Cuidar de um animal, como alimentar, limpar ou passear, promove o senso de responsabilidade. Isso ajuda no desenvolvimento de disciplina e habilidades de organização desde a infância”.

3 - Tendência a falar com animais ou objetos

“Crianças que conversam com animais muitas vezes mantêm esse hábito, falando sozinhas ou com objetos inanimados. Essa prática pode funcionar como um mecanismo de autorregulação emocional”.

4 - Interação física

“O hábito de acariciar ou abraçar animais pode favorecer o conforto em interações físicas, como abraços e toques de apoio emocional”.

5 - Atenção à higiene

“Crescer com animais ensina a importância da limpeza para evitar odores, pelos espalhados ou sujeiras. Isso muitas vezes se reflete em hábitos como limpar sapatos antes de entrar em casa e manter o ambiente limpo e organizado”.

Cuidados que os pais de crianças pequenas devem ter ao adotar um pet

Embora a convivência entre animais domésticos ofereça uma série de benefícios ao desenvolvimento infantil, os pais devem ficar atentos a alguns cuidados específicos. A psicóloga lista:

- Preparação psicológica: é importante que a criança seja informada sobre o fato de o animal ser um ser vivo com necessidades específicas, como comer, dormir e descansar;

- Responsabilidade proporcional: é preciso atribuir tarefas simples, como encher o pote de água sob supervisão;

- Respeito e empatia: é necessário ensinar a criança a reconhecer sinais do animal, como se afastar quando ele está desconfortável ou evitar interrompê-lo durante o descanso;

- Supervisão: a presença de um adulto durante as primeiras interações entre a criança e o animal é essencial para garantir a segurança de ambos

“As crianças tendem a reproduzir os comportamentos observados nos adultos. Pais que demonstram calma, paciência e cuidado nas interações com o animal promovem um ambiente de aprendizado positivo. Resolver pequenos conflitos de forma gentil, como corrigir o pet com delicadeza, reforça a importância da comunicação positiva e do respeito mútuo”, finaliza Isabella.

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Fonte: Minha Vida

07 janeiro, 2025

“O branco matou a mamãe”: ataques a indígenas Avá-Guarani vitimizam até crianças no PR



Ao menos 17 indígenas Avá-Guarani foram baleados, e lideranças denunciam tortura, racismo e falta e proteção do Estado

A reportagem é de Leandro Barbosa, publicada por Agência Pública, 07-01-2025.

Fonte: IHU


Uma indígena Avá-Guarani carrega nos braços uma criança de 7 anos, com as pernas ensanguentadas, enquanto busca socorro. Ela a entrega a um homem, enquanto outro amarra uma camisa na perna esquerda do menino para conter o sangramento. O garoto foi um dos quatro baleados em mais um ataque à aldeia Yvy Okaju – antiga Y’Hovy – em 3 de janeiro, na Terra Indígena Tekoha Guasu Guavirá, em Guaíra (PR). Não é um cenário inédito. Em 29 de dezembro, plantações e barracos da comunidade foram queimados; no dia 31, duas horas antes da virada do ano, novas áreas foram queimadas e um indígena foi baleado no braço. Uma série ocorrida dias antes de ser completado um ano do ataque mais brutal que os Avá-Guarani sofreram na história recente, em 10 de janeiro do ano passado.

“Nós não teríamos coragem de fazer isso com uma criança dos brancos. É uma verdadeira covardia”, afirmou uma liderança indígena que preferiu não se identificar por falta de segurança. “Já falamos para as autoridades, mais de uma vez, que a nossa situação é uma verdadeira calamidade. Parece que ninguém vai conseguir fazer nada por nós”, desabafa. No ataque do dia 3, um adolescente de 14 anos e dois jovens, de 25 e 28 anos, também ficaram feridos – os mais velhos passaram por cirurgia e seguem hospitalizados. Ninguém foi preso ou responsabilizado pela violência até o momento.

Por que isso importa?

O padrão de violência contra a integridade física e mental de indígenas em todo o país mostra que os conflitos devem ser encarados pelo poder público mais do que como uma questão de disputa de terras, mas como violações à dignidade humana e um caso de saúde pública envolvendo minorias ameaçadas.

Para os Avá-Guarani é como se a história se repetisse a cada Natal e ano novo. O temor não é apenas restrito à memória, já que as ameaças já eram de conhecimento público e das autoridades na região, como indicam áudios compartilhados em grupos de mensagens de Guaíra (PR), aos quais a Agência Pública teve acesso. Neles, homens não identificados planejavam contra a vida dos indígenas e, até mesmo, dos militares da Força Nacional.

“Enquanto não matar uns dez caras desse aí, vai continuar essa patifaria de querer invadir tudo…”, diz um dos áudios. Em outro se ouve: “Tem que meter chumbo nessa Nacional, nessa polícia que tá protegendo eles [os Avá-Guarani]. Se aparecer um doido com fuzil e peneirar as viaturas dessa Nacional, quero só ver se eles vão ficar ali protegendo bugre [forma pejorativa que usam para se referir aos indígenas]”.

Em 2 de dezembro, os Avá-Guarani enviaram carta ao Ministério dos Povos Indígenas e à Funai alertando sobre a vulnerabilidade e o risco iminente de novos ataques. Eles denunciaram que a comunidade está acuada e correndo risco de extermínio, inclusive pela falta de itens básicos para sobrevivência, após terem plantações e casas queimadas. Apesar do pedido de socorro, os indígenas foram, mais uma vez, alvos de ataques.

Ilson Avá-Guarani, coordenador regional da Comissão Guarani Yvyrupa (CGY), organização que reúne coletivos do povo Guarani das regiões Sul e Sudeste, conta que a comunidade está limitada e vive entre o medo, o trauma e a precaução. “À noite, sempre tem alguém fazendo a guarda da comunidade, de um lado ao outro. Qualquer movimento estranho é comunicado. A gente sempre fica atento, não consegue descansar”, relata, acrescentando que “Tudo nos deixa angustiado”.

“Nosso emocional já não é o mesmo. Um barulho de moto ou do escapamento de um carro já nos deixa aflitos com as lembranças dos tiros. Os tratores que passam ao redor nos apavoram, porque nos lembra de quando entraram em nossas terras”, desabafa.

Infância devastada

Há cerca de um ano, o pequeno G. Avá-Guarani, de apenas 7 anos, também sofria com o impacto de toda essa violência. Desde então, ele já não dorme como antes. Mesmo quando todas as luzes de sua casa se apagam, é difícil fechar os olhos. Ele se levanta, abre a porta e olha para o quintal. Não contente, ainda dá a volta em torno de casa. Para ele, é necessário checar o terreno e garantir que não há ninguém à espreita. Seu medo é de os “brancos” voltarem. Aqueles que atiraram e quase mataram sua mãe no dia 10 de janeiro de 2024, além de deixar outras três pessoas feridas.

Naquele dia, a aldeia Yvy Okaju foi atacada de surpresa. Na ocasião, a mãe de G. teve a perna perfurada em nove pontos por balas de chumbo. A perda de sangue foi tanta que durante o atendimento foi necessária uma transfusão. Até ver a mãe viva no hospital, G. repetia ao pai uma única frase: “O branco matou a mamãe”.

Esse é apenas um exemplo do que as crianças Avá-Guarani estão sofrendo. “É difícil imaginar o estado das crianças que testemunharam seus pais sendo alvejados, suas mães feridas. Elas deveriam dormir e descansar, mas não conseguem. Fecham os olhos, mas passam a noite se revirando na cama”, desabafa Ilson Avá-Guarani.

O impacto dessa violência é devastador na saúde física e mental da comunidade, conforme relato de M., também liderança do povo Avá-Guarani. Seu nome foi omitido por estar sob proteção do Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH) do governo federal.

M. recebeu a reportagem da Agência Pública, em outubro de 2024, e contou um episódio marcante envolvendo sua filha de apenas 2 anos: “Quando vê um não indígena entrando na aldeia, ela diz: ‘Ele está vindo nos matar'”. “Essas violências vêm causando transtornos mentais, não só nas lideranças, não só nas mulheres, nas mães, mas também nas crianças, porque até então a gente vinha vendo que quase todas as aldeias tinham jovens com problemas mentais”, explica a líder indígena. “Eu falo de crianças de 2 anos, de 4 anos, que ficam apavoradas e desenvolvem crise de ansiedade. Quando há tiroteio, elas desesperam e não conseguem respirar“, lamenta.

A TI Tekoha Guasu Guavirá, com 24 mil hectares de terras dos Avá-Guarani no Paraná, é composta por 20 aldeias e abrange os municípios limítrofes de Guaíra, Terra Roxa e Altônia. Sobreposto por aproximadamente 165 propriedades rurais, o território é alvo de 30 processos de reintegração de posse e interditos proibitórios, além de duas ações que buscam anular o processo de demarcação: uma movida pelas prefeituras de Guaíra e Terra Roxa e outra pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep).

Enquanto o Estado não assegura os direitos dos indígenas, pelo menos sete retomadas de terras foram realizadas entre o final de 2023 e o início de 2024, o que desencadeou reações violentas de fazendeiros.

Morte e vida Avá-Guarani: uma identidade questionada

O relatório sobre violações de direitos humanos contra os Avá-Guarani do oeste do Paraná, elaborado pela Comissão Guarani Yvyrupa (CGY), expõe uma série de violações enfrentadas pela etnia. Entre os problemas apontados estão a violência constante de fazendeiros e jagunços, a precariedade no acesso a serviços básicos como água potável e energia elétrica, condições de vida degradantes agravadas pela perda de biodiversidade, desmatamento e atendimento de saúde insuficiente. O documento aponta ainda a lentidão e a omissão do Estado no processo de demarcação das terras, bem como decisões judiciais que favorecem interesses privados.

As comunidades também sofrem racismo e campanhas de deslegitimação, sendo frequentemente rotuladas como “falsos índios” para negar seus direitos territoriais. Os questionamentos da identidade dos Avá-Guarani perpassam órgãos públicos e entidades ligadas ao agronegócio no estado.

Em outubro, um vídeo da Câmara Municipal de Guaíra circulou em grupos de WhatsApp na cidade. Nele, uma funcionária anunciava a aprovação de um requerimento à Funai no qual o órgão era questionado sobre o número de Registros Administrativos de Nascimento de Indígena (Ranis) emitidos, os critérios utilizados e a capacidade de identificar não indígenas nas comunidades locais. Segundo a Câmara, o requerimento teria sido motivado pelo “clima de tensão entre os autodenominados índios e os produtores rurais”.

No mesmo mês, ocorreu uma manifestação promovida por produtores rurais de Guaíra e Terra Roxa. Segundo eles, “o objetivo foi chamar a atenção da população e principalmente das autoridades para o risco iminente de novas invasões e de violência que os produtores rurais estão enfrentando”. Vídeos de entrevistas gravadas durante a manifestação mostram produtores rurais chamando os Avá-Guarani de “pseudoíndios” e “campesinos paraguaios que estão invadindo áreas produtivas e promovendo a quebra da soberania nacional”. Até o momento, nenhuma investigação denúncia formal foi instaurada para apurar o episódio de discriminação.

A Funai disse à Pública que “os indígenas alvo de ataques são indígenas brasileiros, com documentos de identificação brasileiros e direitos como qualquer outro cidadão brasileiro. Situações que questionem a identidade individual e coletiva desses povos legitimam um pensamento racista e deve ser tratado pela lei n° 7.716/89, de combate ao preconceito e racismo”.

No Brasil, a etnia Guarani é composta por três grupos: Mbya, Kaiowá e Avá-Guarani, também conhecidos como Ñandeva. Segundo dados do Distrito Sanitário Especial Indígena Litoral Sul (Dsei LSul), entre 2020 e dezembro de 2023, foram registrados 28 casos de suicídio entre indígenas Guarani. Outros quatro foram computados entre janeiro e julho de 2024, três no Paraná e um no Rio de Janeiro.

Os números referem-se à área de abrangência do Dsei, que inclui os estados do Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, e dizem respeito exclusivamente aos Mbya e Avá-Guarani. Os dados epidemiológicos apontam para um quadro preocupante de adoecimento psicossocial da população indígena.

Para combater esse quadro, os Avá-Guarani têm buscado fortalecer o que chamam de “autoperdão”. “Os que moram em uma comunidade indígena estão sempre cheios de terra, de poeira, com cheiro de fumaça. Aí, quando a criança ou o jovem vão para a cidade, a sociedade não evita e logo solta comentários como: ‘Ah, esses índios aí, ou estão cheirando fumaça, ou estão sujos’. Essas ofensas magoam. […] A juventude volta para a aldeia e, de certa forma, acredito que, se não houver um autoperdão por terem nascido indígenas, aos poucos vão desenvolvendo uma vergonha de ser quem são”, relata M.

“A sociedade tem transformado o ser indígena em algo bárbaro, algo ruim e muito negativo, que, segundo eles, atrapalha até o desenvolvimento do país. E isso acaba entrando na nossa mente”, lamenta a líder indígena.

Além do campo, disputa sem fim também no Judiciário

Identificada e delimitada pela Funai em 2018, a TI Tekoha Guasu Guavirá chegou a ter o processo demarcatório suspenso e os processos administrativos relacionados à identificação e demarcação de terras indígenas anulados pela Justiça Federal do Paraná, em novembro de 2018, no processo movido pela Faep e, em fevereiro de 2020, como resultado da ação conjunta das prefeituras.

Embora a decisão da suspensão fosse imediata, a anulação dependia de confirmação em segunda instância em ambos os processos. Contudo, a TI teve seus estudos anulados durante a gestão de Marcelo Xavier na Funai, no governo Bolsonaro, apesar de recomendações do Ministério Público Federal (MPF) para revalidação do documento, sob pena de responsabilização. Apenas em 2023, no governo Lula, com a indígena Joenia Wapichana presidindo a órgão, os estudos foram revalidados.

Em janeiro de 2024, o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, suspendeu todas as ações judiciais possessórias relacionadas à demarcação da TI Tekoha Guasu Guavira e revogou decisões que impediam a Funai de avançar no processo, por terem sido tomadas sem direito ao contraditório e à ampla defesa das comunidades indígenas.

O ministro também acionou a Comissão Nacional de Soluções Fundiárias do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para mediar a questão, ressaltando que a solução exige equilíbrio entre “a garantia das terras essenciais à cultura e ao bem-estar dos povos indígenas e o direito à indenização justa para proprietários de boa-fé com títulos anteriores à Constituição”.

Para a CGY, o Estado Brasileiro insiste em negociar os direitos indígenas enquanto ignora as necessidades vitais desses povos. “Para os Avá-Guarani, a falta de segurança territorial e o abandono em áreas sem infraestrutura básica perpetuam o ciclo de vulnerabilidade e etnocídio. Enquanto o Judiciário tenta conciliar, o cotidiano dessas comunidades segue marcado pela violência, ausência de água potável, saneamento e saúde”, afirmou em nota o jurídico da organização.

O CNJ informou que acompanha os fatos envolvendo a comunidade indígena e atua na busca de soluções pacíficas por meio da mediação. Em visitas técnicas realizadas em março e agosto, o órgão implementou ações para: a elaboração de diagnóstico socioterritorial das famílias indígenas, que deve ser conduzido por profissionais da Funai e dos municípios de Terra Roxa e Guaíra; congelamento de ocupações para evitar novas entradas, vendas ou locações de lotes e barracas, resguardando direitos de terceiros de boa-fé; e encaminhamento das questões fundiárias ao Comitê de Conflitos Fundiários do Tribunal Regional Federal (TRF-4).

O tribunal, responsável pela Justiça Federal nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, informou que, em conformidade com a decisão do STF, a desembargadora federal Gisele Lemke, relatora do caso, determinou em 3 de julho deste ano a suspensão por seis meses da tramitação da apelação sobre a anulação dos estudos e delimitação da TI Tekoha Guasu Guavirá. A medida visa possibilitar um consenso entre as partes no âmbito da comissão do CNJ.

As prefeituras de Guaíra e Terra Roxa não responderam os questionamentos sobre o processo e, tão pouco, sobre a decisão do STF. A prefeitura de Guaíra também não respondeu sobre o requerimento feito à Funai e o que a levou a pôr sob suspeita o registro de indígenas da região.

A tentativa de conciliação ocorre no âmbito da Ação Cível Originária (ACO) 3.555, ajuizada em 2021 pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O documento aponta um longo histórico de violências sofridas pelos Avá-Guarani do oeste do Paraná, desde a perda de terras até agressões durante a construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu na década de 1970 – fato que a empresa reconheceu pela primeira vez, em junho de 2023.

Relatos na ação descrevem assassinatos e ocultação de corpos nas Cataratas do Iguaçu, enquanto aldeias foram submersas pelo reservatório da usina. Além de destruir espaços sagrados, casas e cemitérios, a instalação fragmentou famílias e redes comunitárias. Dentre os pedidos na ACO 3.555, destaca-se a responsabilização da União, Funai, Incra, do estado do Paraná e da Itaipu Binacional pelas violações históricas e atuais, além da devolução das terras não alagadas.

O relator da Ação é o Ministro Dias Toffoli que, desde maio de 2022, tem nas mãos um pedido liminar formulado pelas Comunidades Indígenas Avá-Guarani para regularização fundiária de seus territórios por meio da aquisição de imóveis por Itaipu Binacional, o que, na visão da CGY seria a mais importante medida emergencial para a pacificação social na região.

“A ACO 3.555 é mais do que uma ação judicial; ela é um marco na luta histórica por justiça de transição. Trata-se de reparar os danos materiais e morais causados pelos alagamentos e expulsões que devastaram as terras Avá-Guarani durante a construção da Usina de Itaipu, garantindo que a memória dessas violações não se perca e que a verdade impulsione um futuro mais justo”, disse o jurídico da CGY.

Embora a Funai tenha afirmado à Pública que tem intensificado seus esforços para monitorar e mediar os conflitos violentos que afetam as comunidades indígenas até os tempos atuais, lideranças indígenas continuam sendo perseguidas e atacadas por defender o território em que vivem. Muitas vítimas de ataques carregam os fragmentos dessa violência no corpo.

Em um dos ataques, M. foi atingida com uma bala de chumbo no peito, ainda alojada no corpo. A lembrança da espingarda apontada em sua direção, enquanto ouvia gritos de “sua índia falsa”, ainda ecoa em sua cabeça. “Pedi à equipe do programa de defensores que encontre uma forma de remover esse chumbo do nosso corpo. Não precisamos carregar essa bala, além do peso desse sentimento. Não é justo que, toda vez que nos olhamos no espelho, sejamos lembrados de que ainda carregamos isso em nós, do dia que tentaram nos matar”, desabafa.

“Não é só o chumbo que eles deixam no nosso corpo. Eu tive pesadelos. Noites e noites sonhando que atiravam em mim. Que tiravam a minha filha dos meus braços. Toda vez que saio, não fico tranquila”, completa a líder indígena.

Os relatos dos Avá-Guarani é que durante os episódios também são utilizadas contra os indígenas armas de fogo, motosserra, bombas caseiras e machadinhas, bem como incêndios criminosos e ataques com agrotóxicos.

O cacique Bernardo Avá-Guarani também foi vítima em um dos ataques, quando foi atingido na cabeça por uma pedra. Apesar dos ferimentos, não vê outra alternativa senão resistir. “Isso não significa que não queremos viver. Eu clamo por justiça, por segurança. Por favor, nos protejam”, apela, sem abrir mão: “Podem nos sitiar, matar nossos bichos e lavouras, mas a gente vai continuar aqui”.

Após ataques, reação estatal para conflito segue distante de solução

A Justiça Federal do Paraná determinou a ampliação imediata das forças de segurança na região de Guaíra e Terra Roxa, em resposta à escalada de ataques violentos contra a comunidade indígena Yvy Okaju. A decisão, motivada por denúncias do Ministério Público Federal e da Defensoria Pública da União, apontou a insuficiência das medidas adotadas até então para proteger os indígenas, que enfrentaram disparos de armas de fogo, incêndios de abrigos e ferimentos graves.

Entre as providências determinadas, destacam-se o envio permanente de efetivos da Polícia Federal, Força Nacional e Polícia Militar, a elaboração de um plano de segurança integrado e a consulta obrigatória às lideranças indígenas para definir ações preventivas. A Justiça ressaltou que a violência crescente, agravada por conflitos fundiários, coloca em risco não apenas a vida, mas também os direitos constitucionais e a integridade cultural dos povos indígenas.

O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) disse que, ainda no domingo (29), reforçou a solicitação de aumento do efetivo da Força Nacional e que, em dezembro de 2024, foi realizada agenda interministerial junto aos Avá-Guarani, no âmbito da Sala de Situação para Acompanhamento de Conflitos Fundiários Indígenas, para coletar informações sobre as condições de vida das comunidades indígenas da TI.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) comunicou que determinou um aumento de 50% no efetivo da Força Nacional, que está totalmente operacional desde o sábado (4), para reforçar o patrulhamento e proteger a comunidade. “A situação permanece sob vigilância contínua, com esforços integrados para garantir a segurança e evitar novos episódios de violência”, disse em nota. As investigações estão a cargo da Polícia Federal.



31 dezembro, 2024

Feliz Ano Novo de Paz para o Mundo Inteiro!

Que no ano de 2025, reavivamos a história, reafirmando o compromisso com o seguimento de Jesus Cristo, comprometendo-nos com o anúncio profético do evangelho que é boa notícia para a humanidade, principalmente para os pobres e oprimidos e que nos acolhemos uns aos outros, para a festa inspirada pela vivência do ano jubilar. Sentir a presença de jesus que se alegra pela união das pessoas; que se alegra pela união das famílias; que se alegra pela união das comunidades; que se alegra pela união das nações, e vivermos e celebrarmos o ano jubilar de paz em tempos onde há guerras e conflitos, más, é também tempo de esperançar na pessoa do Filho de Deus, Jesus, que “andou por toda parte, fazendo o bem” (Atos 10,38). A paz é um bem que é promovida com o bem; com o diálogo e a mediação para resolver conflitos, abandonando atitudes e ações violentas e respeitando a diversidade dos modos de pensar e agir.

Feliz Ano Novo!

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Eu, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)


31 de dezembro

Rezemos juntos,

31 de dezembro é o 365.º dia do ano no calendário gregoriano (366.º em anos bissextos). Faltam 0 dias para acabar o ano.

No Menino Jesus frágil deitado numa manjedoura de uma gruta de Belém, Deus desce à nossa história e abraça a fragilidade humana e nos dá a salvação e a paz. Rezemos juntos para que não sejamos irresponsáveis a ponto de colocar nossa esperança de salvação nas ideologias, no dinheiro, na autossuficiência, na força das armas, na embriaguez dos aplausos. A verdadeira salvação vem de Jesus e da proposta irrecusável que Ele nos trouxe.