No sábado (3) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que forças do país realizaram “com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, junto com a primeira-dama, Cilia Flores, capturado e retirado do país”.
O bombardeio aéreo do governo Donald Trump dos EUA, viola a soberania da América Latina e tem um profundo significado para o Brasil e o mundo. Vivemos em um mundo marcado por grandes desigualdades. Alguns países concentram poder, riqueza e influência; outros sofrem com pobreza, crises e dependência econômica.
A relação entre Estados Unidos e Venezuela, revela muito mais do que conflitos diplomáticos pontuais, ela expressa a dinâmica do poder no mundo. A Venezuela é um país da América Latina que possui uma das maiores riquezas do mundo: o petróleo. Essa riqueza, em vez de garantir bem-estar ao povo, tornou-se motivo de disputa internacional.
Os Estados Unidos, potência mundial, têm adotado contra a Venezuela sanções econômicas, bloqueios financeiros, pressões políticas e isolamento internacional. Esses ataques nem sempre são militares, mas atingem fortemente a vida do povo.
O petróleo é fundamental para a economia mundial. Quem controla o petróleo controla parte do poder global, quando a Venezuela decidiu: controlar seu próprio petróleo; reduzir a influência de empresas estrangeiras e usar parte da riqueza para políticas sociais - passou a ser vista como uma ameaça aos interesses das grandes potências. Isso nos ajuda a entender que, muitas vezes, os conflitos não acontecem por causa da democracia, mas por causa do dinheiro, da energia e do controle econômico.
O petróleo continua sendo fator decisivo de dominação - o mundo não é regido apenas por normas internacionais, mas por relações de força, a soberania nacional entra em choque com os interesses das grandes potências.
Vivemos um cenário em que a disputa não é apenas entre países, mas entre modelos de mundo: um centrado no mercado e no lucro, outro que busca (com limites e contradições) maior autonomia e justiça social.
Quando um país poderoso impõe bloqueios que aumentam o sofrimento do povo, isso entra em contradição com o projeto de Deus - Jesus não impôs seu Reino pela força, mas pelo serviço, pelo diálogo e pela misericórdia. A democracia verdadeira não pode ser usada como discurso para justificar dominação. Não se trata de defender governos, mas de defender os povos, a soberania, a paz e a justiça.