13 outubro, 2025

O poder de acolher. Há gestos que mudam o rumo de uma vida. Acolher é um deles.


Ser família acolhedora não é adoção, é abrir o coração e o lar por um tempo.

Ser família acolhedora é abrir as portas da casa — e, mais ainda, do coração — para uma criança, um adolescente que precisa de um lar seguro, mesmo que por um tempo. É oferecer colo onde antes havia medo, escuta onde havia silêncio, esperança onde havia incerteza.

Não é adoção, é cuidado provisório com amor permanente. É compreender que, enquanto a Justiça decide o futuro, o presente dessa criança e adolescente pode ser cheio de carinho, afeto e dignidade.

As famílias acolhedoras são pontes: ligam o sofrimento à confiança, o abandono ao recomeço, o trauma ao amor.

O termo “famílias acolhedoras” se refere a famílias que oferecem cuidado temporário a crianças e adolescentes que, por algum motivo, precisam ser afastados de suas famílias biológicas — geralmente por situações de violência, negligência, abandono ou vulnerabilidade social.

Esse acolhimento não é adoção, e sim uma forma de proteção provisória, prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Enquanto a Justiça e os órgãos de proteção analisam o caso, a criança ou adolescente recebe afeto, cuidado e estabilidade em um ambiente familiar, em vez de ser encaminhado para um abrigo ou instituição.

Objetivos do programa:
Garantir o direito à convivência familiar e comunitária.
Evitar que crianças cresçam em instituições.
Ajudar na recuperação emocional e social da criança.
Apoiar o retorno à família de origem ou, quando isso não é possível, a colocação em adoção.

Quem pode ser família acolhedora:
Maiores de 21 anos (não é necessário ser casado).
Pessoas ou famílias com equilíbrio emocional, disponibilidade de tempo e afeto.
Que passem por seleção, capacitação e acompanhamento do serviço público municipal.

Duração:
O acolhimento é temporário, normalmente de alguns meses até dois anos, dependendo do caso e da decisão judicial.

#Atlas dos Conflitos no Campo Brasileiro

Disponibilizado a versão digital e gratuita do Atlas dos Conflitos no Campo Brasileiro, lançado durante o V Congresso Nacional da CPT.

De 1985 a 2023, a CPT identificou 50.950 conflitos no campo do Brasil, sendo 80% destes conflitos causados por atores hegemônicos (fazendeiros, empresários, grileiros etc.) e 20% de ações de resistência movidas pelos movimentos sociais do campo (ocupações, retomadas e acampamentos). Mais de 50% dos municípios brasileiros tiveram registros de conflitos.

Além da Apresentação e Introdução, o documento está organizado em seis capítulos, complementados com quadros, mapas e gráficos ao longo de suas 280 páginas:

1. Conflitos no Campo Brasileiro;
2. A guerra capitalista contra a vida na Amazônia;
3. Conflitos por terra e água no contexto do Eco-Genocídio no Cerrado;
4. Geografia dos conflitos no campo na Região Nordeste;
5. A luta dos Povos Indígenas no Brasil; e
6. Os Conflitos do Campo Brasileiro envolvendo as Comunidades Quilombolas.

Acesse AQUI a versão digital e gratuita.

#Dom Frei Severino Clasen, OFM - “Acolher é um gesto de profundo amor cristão”

#Dom Frei Severino Clasen, OFM, convida todas as famílias da Arquidiocese de Maringá a conhecerem e apoiarem o Projeto Família Acolhedora, uma iniciativa que oferece lar temporário, cuidado e carinho a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, enquanto suas famílias de origem se reestruturam.

Ser uma família acolhedora é abrir o coração e o lar para quem mais precisa — um reflexo do amor e do cuidado de Deus pelos seus filhos.

Se você sente o chamado para viver esta missão, procure o serviço de assistência social do seu município e saiba como participar.

Que neste Ano Jubilar da Esperança, o exemplo da Sagrada Família inspire mais lares a se tornarem sinais vivos da ternura e da presença de Deus no mundo.