17 julho, 2019

Os CPCs precisam ser ousados levando o profetismo da CEBs.


Ao aproximar da família aproxima-se da criança, do jovem e dos idosos, dos desafios que as famílias encontram para seguir juntos aos seus, esperanças, perseverança, dor. Os desafios novos tipos de família.

Retornar as fontes, reafirmar as CEBs e fomentar o protagonismo e ousadia do CPC. Esse foi o tema trabalhado pelas CEBs na Região Pastoral Catedral, iluminada pelo evangelho de Marcos 6: 31-44, Atos dos Apóstolos 2, Ezequiel capítulo 37 e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019 -2023.


Ao aproximar da família aproxima-se da criança, do jovem e dos idosos, dos desafios que as famílias encontram para seguir juntos aos seus, esperanças, perseverança, dor. Os desafios novos tipos de família.

Precisa despertar que o primeiro responsável é quem esta mais perto e consciente da tarefa.  Motivar as pessoas a estar a serviço da família que mais perto dela geograficamente esta e Deus da os meios e a força. Encorajar não baseado em cobranças, mas sim, afirmar e motivar que podemos fazer, Deus vai ajudar, vamos conseguir.  


As Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs, precisa estar com as portas abertas para acolher, acolher sem julgamento e portas abertas para ir ao encontro, principalmente das famílias que mais necessitam de “cuidados”, para sentir quanto que elas são humanas, sentir sua fragilidade, ser uma porta de esperança. "ir ao encontro das famílias, com atenção especial e ternura de quem coloca uma ovelha ferida no colo" ( DGAE). Isso é lindo e desafiador.

O Evangelho de Mateus e Lucas relata a genealogia de Jesus, história de geração a geração até chegar a Jesus. Ao resgatar a genealogia de Jesus, percebemos famílias com marcas doloridas, problemas e conflitos, famílias muita humana, com ideal de amor, mas também com situações difíceis e desafiadoras.  E nem por isso Deus desistiu delas, com elas forma o povo de Israel.

Os CPCs precisam ser ousados levando o profetismo da CEBs, ato de denúncia da realidade dura, opressora, discriminadora e que nega a vida em sua integralidade, bem como no ato do anúncio de uma vida transformada.

Aos CPCs cabe estar atento a sua realidade local. A frase dita por Jesus aos discípulos hoje ele diz aos CPCs “Vocês é que têm de lhes dar de comer”, daí vem o seu protagonismo, da responsabilidade amorosa pelo cuidado das pessoas e o anúncio do Evangelho.

Retornar as fontes, reafirmar as CEBs e fomentar o protagonismo e ousadia do CPC é preciso.

Data da formação: 14 de julho de 2019
Eu, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)





11 julho, 2019

A Alegria do Povo de Deus - Rezando com Francisco



"Senhor, nestes tempos de redes virtuais somos desafiados a descobrir e transmitir a mística de viver juntos, misturar-nos, encontrar-nos, dar o braço, apoiar-nos, participar, em sua presença física que chama e interpela, abraçar o risco do encontro com outro, aceitá-lo como companheiro de estrada, aprender a descobrir Jesus, no seu rosto, na sua voz, nas suas reivindicações.

Senhor, mostra-nos que o que nos cura é a fraternidade mística, contemplativa, que ao mesmo tempo nos chama à comunhão solidária e à humanização.

Ensina-nos uma relação pessoal e comprometida com Deus, que ao mesmo tempo, nos comprometa com os outros, criando vínculos profundos e estáveis.

Não deixemos, Senhor, que nos roubem a comunidade! Amém!"

Fonte:
A Alegria do Povo de Deus - Rezando com Francisco
Orações inspiradas nas palavras do Papa Francisco na Exortação Apostólica “A Alegria do Evangelho”
Elaboradas na Comunidade do Retiro das Pedras, Brumadinho, Minas Gerais, Brasil – 2014.

10 julho, 2019

Falta de oportunidade


Barco-Hospital Papa Francisco é inaugurado no Brasil


Embarcação hospitalar inspirada e solicitada pelo Papa Francisco.  

O atendimento básico de saúde e espiritual a cerca de 700 mil pessoas ao longo do Rio Amazonas, no Estado do Pará, ao norte do Brasil, já é uma realidade graças ao Barco-Hospital Papa Francisco que leva médicos e consagrados, de cais em cais, entre as mil comunidades ribeirinhas de 12 municípios.  


Barco-Hospital Papa Francisco: “estamos diante de um milagre”, afirma Dom Bernardo

A embarcação hospitalar inspirada e solicitada pelo próprio Papa Francisco foi inaugurada no último final de semana, em meio à comunidade amazônica do Pará que será beneficiada com o projeto. De fato, 700 mil pessoas que vivem ao longo do Rio Amazonas vão receber atendimento básico à saúde e poderão fazer exames preventivos ao câncer. “Estamos aqui realmente diante de um milagre e, se Deus quiser, vamos poder atender muita gente”, afirma Dom Bernardo Bahlmann, bispo de Óbidos.

O atendimento básico de saúde e espiritual a cerca de 700 mil pessoas ao longo do Rio Amazonas, no Estado do Pará, ao norte do Brasil, já é uma realidade graças ao Barco-Hospital Papa Francisco que leva médicos e consagrados, de cais em cais, entre as mil comunidades ribeirinhas de 12 municípios. No final de semana, em cerimônias oficiais em diferentes paradas, a embarcação hospitalar aportou para ser  inaugurada e comemorada pelos brasileiros.

Barco-Hospital foi um pedido do Papa Francisco

Quem embarcou no projeto, inspirado e solicitado pelo próprio Pontífice quando encontrou os frades da Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus no Rio de Janeiro, em 2013, foi a diocese de Óbidos, com o apoio dos frades, do Ministério Público do Trabalho de São Paulo e do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região. Dom Bernardo Bahlmann, bispo de Óbidos e presidente da CNBB Norte 2, e Frei Francisco Belotti, fundador da Fraternidade, estiveram no Vaticano em novembro de 2018 para apresentar o projeto ao Papa. Dom Bernardo explica como nasceu esse sonho:

“Muita gente, sobretudo no interior, já não vai mais para a cidade procurar um médico e fica doente em casa. E, a partir disso, pensamos que poderia ser um barco, que fosse até as comunidades. Se as pessoas não vão até o hospital, o hospital vai até eles. E assim nasceu essa ideia, que se tornou um sonho e que surgiu às margens do Rio Amazonas, olhando pra ele.”

Do sonho à realidade de Dom Bernardo

Como será feito o atendimento

Além dos frades e voluntários, a comitiva que percorre o trajeto hidroviário também é composta pela tripulação da Marinha Mercante e por uma equipe de saúde que reúne religiosas das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, de São José dos Campos. Já existe inclusive uma lista de médicos interessados em ajudar no atendimento.

O Barco-Hospital já está se preparando para fazer expedições de 10 dias, com base sempre em Óbidos, para realizar os atendimentos de atenção básica à saúde, além de ações e exames para prevenir e diagnosticar precocemente o câncer da população ribeirinha daquela região amazônica. Para tanto, a embarcação oferece consultórios, centro cirúrgico, laboratórios, leitos de enfermaria e salas especiais, como a de vacinação, além de equipamentos para realizar os exames. Os casos de maior complexidade serão encaminhados aos hospitais de base de Óbidos, Juruti e Alenquer.

Equipe envolvida no projeto

Em véspera de Sínodo Amazônico, iniciativa “sacode rosto do Sul” do país

Pe. Vilson Groh, presidente de um instituto que, em Florianópolis/SC, leva o seu nome e busca sensibilizar o mundo empresarial a compreender a realidade das periferias, reconhece a importância do trabalho realizado pela diocese de Óbidos com o Barco Hospital Papa Francisco. Segundo o sacerdote, é uma iniciativa que acontece em véspera de Sínodo Amazônico e dá o exemplo ao outro extremo do Brasil para “sacudir também o rosto do Sul” do país.  

“Uma diocese como Óbidos que, do ponto de vista da infraestrutura, tem todas as suas pobrezas, mas do ponto de vista de se dar daquilo que se tem, do seu pequeno dom, o que significa atender 700 mil pessoas com um barco e que pode fazer um grande trabalho do acesso do direito à saúde e ao mesmo tempo à pastoral. Porque esse barco tem duas equipes: a de pastoral e da área da medicina; imagina todo o conjunto da área da Igreja. E, aqui, a Igreja do Sul poderia ser muito mais solidária com a Amazônia em todos os sentidos, eu diria, do campo missionário, da partilha de clero e de bens, da partilha de instrumentos e de expertise. Acho que pensar uma Igreja de rosto Amazônico, é pensar em uma Igreja que vai ter que sacudir o rosto do Sul. Eu tenho uma esperança enorme nessa perspectiva, de que sejamos capazes de ouvir o espírito de um rosto amazônico que vem ao encontro de uma grande conversão nossa do Sul para um novo olhar sobre a dimensão da Igreja”, afirma Pe. Vislon. E Dom Bernardo finaliza:

“ Estamos aqui realmente diante de um milagre e, se Deus quiser, vamos poder atender muita gente! Aqui, nós poderemos, de fato, colocar a caridade em prática, indo ao encontro daqueles mais necessitados, dos pobre e sem condições e que precisam de um tratamento melhor. ”


Fonte do texto e fotos: Vatican News

09 julho, 2019

CEB é uma casa - um lar - uma família


Três anos, 2016, falava ao CPC de uma das CEBs que coordenava: Eu acredito na definição de que a CEB é uma casa - um lar - uma família.

Nesse CPC desabafei que em momentos sentia só e que o Conselho Pastoral da CEB São Francisco de Assis (CPC), a qual era coordenadora vinha apresentado proposta e aprovando iniciativas bonitas, levando a Igreja ali presente ser missionária no dia a dia, com pequenos gestos, uma Igreja que vai ao encontro, para acolher, conhecer, servir e amar, más percebia que as lideranças não poderia apenas aprovar iniciativas, elas precisavam fazer acontecer.

Segue o texto, hoje lendo, percebo que escreve melhor, rsrsr.

Leiam sem apegar-se aos erros.



Segue conforme foi publicado em 2016.

A CEB é Uma casa - Um lar - Uma família! - Paróquia Nossa Senhora da Liberdade

A CEB é Uma casa - Um lar - Umafamília!

Ás lideranças são “Mãe e Pai” da família CEBs
As filhas e os filhos são o povo de Deus que moram nas CEBs.
A/O coordenadora/or precisa corrigir fraternalmente, unir e motivar.

Partilho com vocês, um lindo momento.
Coordeno a CEB São Francisco de Assis, uma das nove Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da estrutura paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Liberdade, Arquidiocese de Maringá.

O Conselho Pastoral da CEB São Francisco de Assis (CPC) vem apresentado proposta e aprovando iniciativas bonitas, que leva a Igreja ali presente ser missionária no dia a dia, com pequenos gestos, uma Igreja que vai ao encontro, para acolher, conhecer, servir e amar.

Como coordenadora em alguns momentos venho sentindo-me só. Tenho percebido que as lideranças não pode apenas aprovar iniciativas, elas precisam fazer acontecer.

Inspirada pelo nosso Deus, convoquei CPC que teve como tema: “Quando a União se Faz!”.

No convite algumas colocações sobre: Comunidade – Equipe e Trabalho em Equipe.

Iniciei o CPC levando as lideranças a observarem as mãos, a sua mão e as mãos uns dos outros, para perceberem a unidade na diversidade.

Em seguida, a iluminação bíblica, Eclesiastes 4.9-12.

Fui conversando, e disse:

Vou desabafar nesse momento, o que percebo, mais do que percebo, o que sinto. Posso até dizer “o meu sonho”.

A CEB é Uma casa - Um lar - Uma família

Como na família a Mãe e o Pai, embora tenham seus afazeres individuais, seu emprego/trabalho, eles estão sempre unidos ao executar os afazeres, observando, cuidando, orientando, dando carinho e amor as suas filhas e filhos e as outras pessoas que na casa moram.
Muitas vezes a Mãe e o Pai precisam de ajuda de outras pessoas, uma mão amiga.

A CEB é Uma casa - Um lar - Uma família.
Na CEB a Mãe e o Pai, são as lideranças, somos nós.
As filhas e os filhos e as outras pessoas que na casa moram, é o povo de Deus que moram no espaço geográfico da CEB.
A mão amiga que tanto nós precisamos, são as pessoas da CEB que não tem uma função específica (não é uma liderança), más é a mão amiga, que sempre nos ajudam.

Eu acredito nessa definição de que a CEB é Uma casa - Um lar - Uma família.

Más como coordenadora da CEB, eu sinto falta da MÃE e do PAI. Sinto falta de vocês.

Aprovamos em nossos CPCs idéias e propostas maravilhosas, que realmente expressa o sonho de nosso Deus.

Quando surgem as idéias, propostas e quando aprovamos, não sinto só. Sinto o agir da Mãe e do Pai, cada um de nós.

Para executar sinto falta da Mãe e do Pai, sinto falta de vocês.
Não tem como executar sem haver união de cada um de nós. Que embora muitos, somos dois: Mãe e Pai.
Isso me faz lembrar a Santíssima Trindade, três pessoas em uma só pessoa.
Nós somos, muitas pessoas, em duas pessoas – Mãe e Pai, referindo a definição de CEB como Uma casa - Um lar - Uma família.

No ano passado, foi proposto e aprovado por nós, e aconteceu:
- Missas em conjunto
- Via Sacra às sextas feiras – cada sexta-feira em uma das ruas da CEB
- Almoço lideranças e familiares
- Celebração do Padroeiro (missa e caminhada luminosa e confraternização ecumênica)
- Noite Natalina
- Noite com Folia de Reis

Para que tudo acontecesse teve que confeccionar convites e distribuir casa por cada, para atingir nossos filhos e filhas, o povo de Deus que moram no espaço geográfico da CEB.

Diante de relatos que, colocar no portão os convites cai. Na caixa do correio muitos ao pegar não lêem ou pegam depois que aconteceu a atividade. Entregar diretamente a uma pessoa da casa, são muitas casas, não tem como além de muitas casas ao entregar os convites estão fechadas.

Diante disso a idéia de colocar os convites em embalagens plásticas e pendurar no portão. Não cai é rápido a entrega, e dessa forma tem como atingir todas as casas.

Temos mais ou menos 500 casas em nossa CEB.

Vocês fazem idéia do que é colocar 500 convites nas embalagens plásticas e amarrar o barbante?
Vocês fazem idéia do tempo que uma ou duas pessoas levam para passar em 500 casas amarrando os convites?

Já pensou como seria rápido todos nós fazendo?
Sabiam que por todos com 30 minutos faz?

Para a maioria das atividades, no dia de acontecer precisou arrumar a rua, organizar tudo.

Para todas essas atividades, precisou animação, empolgação, fazer acontecer.

Para todas essas atividades FALTOU união, da Mãe e do Pai, que somos nós lideranças.

Fica a pergunta, nas atividades realizadas:
Qual foi a minha contribuição? O que fiz para que elas acontecessem? Eu participei?

Para esse ano de 2016 aprovamos e precisamos fazer acontecer:

Missa em conjunto com a CEB Sagrada Família
Encontro com os jovens
Convite missionário estudo de Felipenses
Almoço Lideranças e Familiares
Formação dia 18 de setembro – domingo – para todos – 14horas
Celebração do Padroeiro (missa sertaneja e caminhada luminosa e confraternização ecumênica)
Noite Natalina – 17/12

Procurem entenderem meu desabafo.

Temos sobre a mesa: Barbante, embalagens plásticas, tecido TNT, os convites para a visita Missionária com estudo de Felipenses – tesoura.

Para a nossa festa julina paroquial pediram para nossa CEB 30 metros de bandeirinhas.

Vamos agora confeccionar os 30 metros de bandeirinhas e embalar os convites missionários.

Vamos fazer isso compartilhando outros assuntos de nossa pauta e degustar uma pipoca, amendoim e chá bem quentinho.

Para fecharmos esse momento, no encerramento vamos partilhar sobre o meu “desabafo/sonho”, tendo como pano de fundo a definição de CEBs como Uma casa - Um lar - Uma família, nós lideranças como Mãe e Pai, e o desenvolvimento do CPC de hoje e o tema “Quando a União se Faz!”.

E foi assim, definimos os outros pontos da pauta, confeccionamos juntos os 30 metros de bandeirinhas para festa julina paroquial, e embalamos os convites para uma visita missionária em quatros encontros com o estudo de Felipenses.

A conclusão pelas lideranças presentes foi linda. Segue algumas frases que marcaram:

- fazer tudo isso sozinho é cansativo e desanimador
- todos nós ajudando foi rápido
- como foi gostoso estar junto, fazendo esses trabalhos
- foi descontraído e motivador
- precisamos disso, para não sentirmos sozinhos e desanimarmos
- realmente não temos ajudado e tem sido difícil para você Lucia
- precisamos dessa motivação
- seu desabafo Lucia e como você foi falando fez nós entender. Que momento gostoso.
- vamos unir para fazermos juntos, o que aprovamos
- Lucia você deve estar feliz com o CPC de hoje

Essas frases foram mais expressivas, foram repetidas.

Eles têm razão, fiquei feliz. Motivada e ciente de que a/o coordenadora/or precisa corrigir fraternalmente, unir e motivar.

Segue abaixo dois links.

Onde poderão conferir o convite enviado às lideranças para o CPC e para entenderem como será a missão propondo visita missionária em quatro encontros com o estudo de Felipenses.




Para cientista político, pedido de afastamento de Moro é um “erro infantil”

“Não é possível que, após se expor tanto, o ministro cometa um erro tão infantil. Então, deve ter algo que não estamos entendendo muito bem em curso”


Inadequado”. Assim, o cientista político Rudá Ricci qualifica o pedido de afastamento de Sérgio Moro do cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública entre os dias 15 e 19 de julho – confirmado pela edição desta segunda-feira (8) do Diário Oficial.
A reportagem é de Igor Carvalho, publicado por Brasil de Fato, 08-07-2019.
Para Ricci, doutor em Ciências Políticas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), não fará bem ao governo Bolsonaro (PSL) a “folga” do ministro, ainda mais em meio à série de reportagens do The Intercept Brasil, em parceria com outros veículos de comunicação, que escancara a interferência do ex-juiz sobre procuradores da Lava Jato em Curitiba (PR). Fora do cargo, Moro lava as mãos para a crise que envolve seu nome, abre margem para especulações sobre sua agenda pessoal e perde a chance de prestar esclarecimentos à população.
“É inadequado porque coincide com o estreitamento dos vazamentos das conversas pelo The Intercept. Os últimos vazamentos deram um passo à frente nos ataques, porque agora demonstram que o que eles vazaram leva à possibilidade de discussão do crime de ‘lesa pátria’ [Moro e Dallagnol teriam tentado intervir na política venezuelana]. Isso já entra num campo muito mais grave, que é de traição à pátria. Politicamente, é um equívoco [o afastamento]”, afirma Ricci.
A assessoria do Ministério da Justiça divulgou nota em que afirma que o chefe da pasta estará de férias na próxima semana para “tratar assuntos particulares”. Segundo Ricci, esse episódio reforça a lista contínua de equívocos cometidos por Moro. “Não é possível que, após se expor tanto, o ministro cometa um erro tão infantil. Então, deve ter algo que não estamos entendendo muito bem em curso”, acrescenta. Com os elementos que vieram a público até o momento, não há, na opinião do especialista, uma estratégia que justifique essa tomada de decisão. Afinal, no cargo de ministro, o ex-juiz poderia continuar se defendendo das acusações; afastado, abre mão de rebatê-las.
Se o Intercept mantiver o fôlego para as denúncias, Ricci tem dúvidas sobre as condições políticas para permanência de Moro no cargo. “Ele era o político mais popular naquela época [do anúncio no ministério], mais do que o [ex-presidente] Lula, por incrível que pareça. A falta de experiência política dele é que fez ele cometer essa precipitação, porque ele não entende muito bem, hoje dá para perceber, como se opera a política brasileira. Em primeiro lugar, ela se opera a partir do Congresso Nacional e não do Executivo, e ele não tinha ideia disso”, analisa.
Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou uma nota em que explica que o afastamento de Moro se trata de uma licença não remunerada, prevista em lei. “Por ter começado a trabalhar em janeiro, o ministro não tem ainda direito a gozar férias. Então, está tirando uma licença não remunerada, com base na Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990”, informou a assessoria.
Fonte: IHU

08 julho, 2019

Os migrantes são o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada

Os migrantes “São os últimos enganados e abandonados a morrer no deserto; são os últimos torturados, abusados e violentados nos campos de detenção; são os últimos que desafiam as ondas de um mar impiedoso; são os últimos deixados em acampamentos de acolhimento.”


Papa: os migrantes são o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada

O Papa Francisco presidiu à celebração eucarística na Basílica de São Pedro no sexto aniversário de sua visita à ilha italiana de Lampedusa - sua primeira viagem como Pontífice.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

“Os migrantes são hoje o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada”: palavras do Papa Francisco ao presidir na manhã desta segunda-feira (08/07), na Basílica Vaticana, à celebração eucarística para recordar os seis anos de sua visita a Lampedusa.

A ilha ao sul da Itália foi a meta, exatamente em 08 de julho de 2013, da primeira viagem do Pontífice. Naquele ano, os desembarques de migrantes eram quase diários. Meses depois, em 03 de outubro, ocorreria a maior tragédia registrada nas imediações: num naufrágio de uma embarcação líbica, perderam a vida 368 pessoas.

"Penso nos últimos"

“Não se trata apenas de migrantes, mas de pessoas humanas”, reforçou hoje o Papa em sua homilia na missa celebrada para um restrito grupo de pessoas, cerca de 250, convidadas pelo Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral.

Ouça a reportagem

Neste sexto aniversário da visita a Lampedusa, disse Francisco, “penso nos ‘últimos’ que diariamente clamam ao Senhor, pedindo para ser libertados dos males que os afligem”.

“ São os últimos enganados e abandonados a morrer no deserto; são os últimos torturados, abusados e violentados nos campos de detenção; são os últimos que desafiam as ondas de um mar impiedoso; são os últimos deixados em acampamentos de acolhimento. ”

Estes são apenas alguns dos últimos que Jesus nos pede para amar e levantar. Infelizmente, prosseguiu o Papa, as periferias existenciais das cidades estão densamente povoadas de pessoas que foram descartadas, marginalizadas, oprimidas, discriminadas, abusadas, exploradas, abandonadas, de pessoas pobres e sofredoras.

Pessoas, não apenas migrantes

No espírito das Bem-aventuranças, portanto, somos chamados a acudir misericordiosamente às suas aflições; saciar a sua fome e sede de justiça; fazer-lhes sentir a solícita paternidade de Deus.

“São pessoas; não se trata apenas de questões sociais ou migratórias! ‘Não se trata apenas de migrantes!’”, repetiu Francisco, que é o tema do 105º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado (DMMR), que será celebrado em 29 de setembro próximo. “Os migrantes são, antes de mais nada, pessoas humanas e que, hoje, são o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada.”

Neste contexto, o Papa propôs a imagem da escada de Jacob, proposta na primeira leitura da liturgia de hoje.

Em Jesus Cristo, explicou, está assegurada e é acessível a todos a ligação entre a terra e o Céu. Mas subir os degraus desta escada requer empenho, esforço e graça. Os mais frágeis e vulneráveis devem ser ajudados.

“ Apraz-me pensar que poderíamos ser, nós, aqueles anjos que sobem e descem, pegando ao colo os pequenos, os coxos, os doentes, os excluídos: os últimos, que caso contrário ficariam para trás e veriam apenas as misérias da terra, sem vislumbrar já desde agora algum clarão do Céu. ”

Trata-se de uma grande responsabilidade, da qual ninguém se pode eximir, advertiu o Pontífice.

O Papa concluiu sua homilia agradecendo aos migrantes que, mesmo recém-chegados à Itália, já ajudam os “irmãos e irmãs” que chegaram depois.. “Quero agradecer-lhes por este estupendo sinal de humanidade, gratidão e solidariedade.

Fonte: Vatican News

07 julho, 2019

Faríamos o mesmo? Mulher foi presa após salvar a vida de 40 emigrantes (refugiados) ! ��

Formação CEBs - Região Pastoral Jandaia do Sul

CEBs casa da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária!

Lideranças audaciosas e destemidas, presença amiga, acolhida, cuidado, afeto, compaixão e  diálogo como caminho a ser percorrido, para tanto é preciso protagonismo e ousadia do CPC.

Retornar as fontes, reafirmar as CEBs e fomentar o protagonismo e ousadia do CPC. Esse foi o tema trabalhado pelas CEBs na Região Pastoral Jandaia do Sul, iluminada pelo evangelho de Marcos 6: 31-44, Atos dos Apóstolos 2, Ezequiel capítulo 37 e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019 -2023.

Deus é contra toda e qualquer situação de exploração e de miséria que impedem que a vida seja vivida plenamente. Ele está sempre ao lado das/os oprimidos, pobres, ao lado da justiça, da paz, do amor e da verdade. Deus está ciente de Seu povo onde quer que estejam e em qual situação se encontra. Organiza o povo em comunidade para que deixem de ser uma multidão perdida como uma ovelha sem pastor. O milagre da partilha acontece. O sentimento de Jesus de compaixão o leva a pensar diferente, “Vocês é que têm de lhes dar de comer”, não mandá-los embora.

Diante de uma situação de desespero e de morte o testemunho do Profeta Ezequiel, que viu além das tragédias de sua época, não perdeu a fé. O profeta é porta voz da ação de Deus. Cabe ao profeta profetizar, a ação é de Deus. “nossos ossos estão secos, nossa esperança está morta; estamos perdidos!”, “profetize”.

A arte da denúncia e do anúncio sobre a figura do profeta, assim, o profetismo implica ato de denúncia da realidade dura, opressora, discriminadora e que nega a vida em sua integralidade, bem como no ato do anúncio de uma vida transformada.

Para papa Francisco, a Igreja “em saída” sabe tomar a iniciativa sem medo. Assim se dá o protagonismo do Conselho Pastoral da CEBs, o CPC. Da responsabilidade amorosa pelo cuidado das pessoas e o anúncio do evangelho. Atento a realidade local, responder à luz do Evangelho. “Vocês é que têm de lhes dar de comer.”

Lideranças audaciosas e destemidas, presença amiga, acolhida, cuidado, afeto, compaixão e  diálogo como caminho a ser percorrido, para tanto é preciso protagonismo e ousadia do CPC. Deus está presente na história e não impossibilita que as mulheres e os homens atuem para fazer da sua uma história de libertação e de transformação.

As CEBs, a casa da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária, com as portas abertas para acolher, acolher sem julgamento e portas abertas para ir ao encontro, principalmente dos que mais precisam.

Sair, ir ao encontro das famílias, para sentir quanto que elas são humanas, sentir sua fragilidade, ser uma porta de esperança "ir ao encontro das famílias, com atenção especial e ternura de quem coloca uma ovelha ferida no colo" ( DGAE). Isso é muito profundo.

Na família há marcas positivas e negativas, acertos e erros, muitos desafios internos e externos, feridas, frustrações, fracassos, marcas doloridas. Famílias muita humana, com ideal de amor, mas também com situações difíceis e desafiadoras.

Essa realidade não é só de hoje, a genealogia de Jesus no relato Evangelho de Mateus e Lucas mostra que essas famílias também viveram situações como essas em seu tempo, mas mesmo assim, Deus não as deixa, vai conduzindo-as. Essas famílias, com todos esses conflitos, formam o Povo de Israel, conjunto de tribos. Não se conhecem por uma grande nação que tem um rei a frente. São Clã, Clã Familiar, hoje as CEBs.

As CEBs como sendo a Igreja mais perto das famílias precisam continuar sendo o canal de esperança para recuperar as famílias que precisam ser recuperadas, ser o sustento para manter aquelas que estão bem.

O CPC precisa descobrir as famílias que mais precisam aproximar e acolher e para isso o caminho é ver quem esta mais perto, a família que esta mais perto dessa família para responsabilizar-se com ela. Mas não só perto, esta família que pode ser o braço amigo da CEB a outra família deve estar aberto para Deus conduzir.

O primeiro responsável é quem esta mais perto e consciente da tarefa. As CEBs precisam criar mecanismo, meios para encorajar as pessoas a estar a serviço da família que mais perto dela geograficamente esta e Deus da os meios e a força. Encorajar as pessoas não baseado em cobranças, afirmar e motivar que podemos fazer, Deus vai ajudar, vamos conseguir. 

Retornar as fontes, reafirmar as CEBs e fomentar o protagonismo e ousadia do CPC é preciso.

Data da formação: 07 de julho de 2019
Eu, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)
 




Reforma da Previdência


A Filosofia da Amizade de Aristóteles ainda é importante hoje



A Filosofia da Amizade de Aristóteles ainda é importante hoje

 Aristóteles é amplamente considerado um dos mais brilhantes e prolíficos entre os filósofos ocidentais. É impossível dizer o quanto ele escreveu, mas a fração de seu trabalho ainda hoje é impressionante. Todos os campos, da astronomia e física à ética e economia, foram influenciados por seu pensamento. Por mais de 2.000 anos, ele continua sendo um dos pensadores mais lidos e citados da história.

Enquanto o impacto de Aristóteles ainda pode ser sentido em muitas disciplinas, uma de suas observações mais duradouras diz respeito à amizade. Ele via a amizade como uma das verdadeiras alegrias da vida e achava que uma vida bem vivida deveria incluir amizades realmente significativas e duradouras. Em suas palavras:

“Na pobreza, assim como em outros infortúnios, as pessoas supõem que os amigos são seu único refúgio. E a amizade é uma ajuda para os jovens, para salvá-los do erro, assim como é para os idosos, com vistas ao cuidado de que necessitam e à capacidade diminuída de ação decorrente de sua fraqueza; é uma ajuda também para aqueles em seu auge na realização de ações nobres, pois ‘dois juntos’ são mais capazes de pensar e agir.”

As amizades acidentais
Aristóteles descreveu dois tipos comuns de amizades que são mais acidentais do que intencionais. Muitas vezes caímos nesse tipo de amizade sem perceber.

A primeira é uma amizade de utilidade. Nessa relação, duas partes não estão nela por afeição. Em vez disso, elas estão para o benefício que cada um recebe do outro. Essas relações são temporárias: sempre que o benefício termina, o mesmo acontece com o relacionamento. Aristóteles observou que essas relações de utilidade eram mais comuns entre os idosos.

Pense em uma relação comercial ou profissional, por exemplo. Você pode aproveitar o tempo que passa juntos, mas quando a situação muda, a natureza da sua conexão também muda.

O segundo tipo de amizade acidental de Aristóteles baseia-se no prazer. Esse tipo de relacionamento, ele descobriu, era mais comum entre pessoas mais jovens. Pense em seus amigos de faculdade ou pessoas que jogam na mesma liga esportiva. Seu relacionamento é fundamentado na emoção que sentem em um determinado momento ou durante uma determinada atividade.

Essas amizades são frequentemente as relações de vida mais curta de nossas vidas. E tudo bem, desde que as duas partes tenham prazer por meio de um interesse mútuo em algo externo. Mas essas amizades terminam inevitavelmente quando os gostos ou preferências das pessoas mudam. Muitos jovens passam por fases do que gostam. Muitas vezes, seus amigos mudam ao longo do caminho.

A maioria das amizades se enquadra nessas duas categorias acidentais e, embora Aristóteles não as visse tão mal, sentia que sua falta limitava em muito sua qualidade. É bom, e até necessário, ter amizades acidentais – mas há muito mais por aí.

A amizade do bem
A forma final de amizade de Aristóteles parece ser a mais preferida. Em vez de utilidade ou prazer, esse tipo de relacionamento baseia-se em uma apreciação mútua das virtudes que a outra pessoa considera cara. Nesse tipo de amizade, as próprias pessoas e as qualidades que elas representam fornecem o incentivo para as duas partes estarem na vida umas das outras.

Amizades de virtude levam tempo e confiança para construir. Elas dependem do crescimento mútuo.

Ao invés de ser de curta duração, tal relacionamento perdura ao longo do tempo, e geralmente há um nível básico de bondade exigido em cada pessoa para que ela exista em primeiro lugar.

As pessoas que não têm empatia e a capacidade de cuidar dos outros raramente desenvolvem esse tipo de relacionamento porque sua preferência tende ao prazer ou à utilidade. Além do mais, amizades de virtude levam tempo e confiança para construir. Eles dependem do crescimento mútuo.

É muito mais provável que nos conectemos a esse nível com alguém quando os vemos no pior e os observamos crescer – ou se enfrentamos dificuldades mútuas com eles.

Além de sua profundidade e intimidade, a beleza dessas relações está em como elas incluem as recompensas dos outros dois tipos. Eles são benéficos e prazerosos. Quando você respeita uma pessoa e cuida dela, você fica feliz em passar tempo com ela. Se eles são uma pessoa boa o suficiente para justificar tal relacionamento, também há utilidade. Eles ajudam a manter sua saúde mental e emocional.

Essas relações requerem tempo e intenção, mas quando elas florescem, elas o fazem com confiança e admiração. Eles trazem consigo algumas das alegrias mais doces que a vida tem para oferecer.

O legado de Aristóteles
Há uma boa razão para o trabalho de Aristóteles continuar a ser lido cerca de 2.000 anos após sua morte. Nem tudo o que ele escreveu é relevante hoje, é claro, e muitas de suas suposições foram contestadas. Ele nos ensinou a examinar o mundo empiricamente e inspirou gerações de pensadores e filósofos a considerar o papel e o valor da ética na conduta cotidiana de nossas vidas, incluindo nossos relacionamentos.

A vida é muito curta para amizades superficiais.
Enquanto ele via o valor de amizades acidentais baseadas no prazer e na utilidade, sentia que sua impermanência diminuía seu potencial. Eles não tinham profundidade e uma base sólida.

Em vez disso, ele defendeu o cultivo de amizades virtuosas construídas com intenção e baseadas em uma apreciação mútua de caráter e bondade. Ele sabia que essas amizades só poderiam ser fortalecidas com o tempo – e se elas prosperassem, elas durariam por toda a vida.

Nós somos, e nós vivemos, as pessoas com quem passamos tempo. Os laços que forjamos com aqueles que nos rodeiam moldam diretamente a qualidade de nossas vidas. A vida é muito curta para amizades superficiais.

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Nesse momento na Cidade de Mandaguari


Nesse momento na Cidade de Mandaguari, assessorar formação com as lideranças das CEBs Região Pastoral Jandaia.