A coordenação Arquidiocesana das
Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), da Arquidiocese de Maringá,
realiza neste sábado, 11 de maio, encontro em conjunto com as lideranças das CEBs da Região Pastoral Catedral e Região Pastoral Nossa Senhora Aparecida, na paróquia Santa Rita de Cássia.
10 maio, 2013
Terço na Praça Raposo Tavares em Maringá - 13 de maio
No dia 13
de maio (segunda-feira) o Conselho Missionário da Arquidiocese de Maringá
(COMIDI) realizará o Terço na Praça 2013. A oração mariana será às 18h na Praça
Raposo Tavares, no centro da cidade. A partir das
15h30 haverá atividades relacionadas ao dia de Nossa Senhora de Fátima na
Raposo Tavares. Os fieis são convidados a levar velas para a oração do terço.Aqui:
Confira a chamada do Terço na Praça 2013
Como os bancos lucram com a fome do mundo
A insuspeita Fundação Gates divulgou interessante
estudo sobre o controle dos preços dos alimentos pelos bancos, por intermédio
dos fundos especulativos (hedge). Da mesma forma que os bancos atuam no mercado
derivativo com as primes do mercado imobiliário, fazem-no com os estoques de alimentos, o que aumenta
espantosamente os preços da comida, sem que os produtores se beneficiem. Um
exemplo, citado pelo estudo, que tem o título sugestivo de People die from hunger
while banks make a killing on food — as pessoas morrem de fome, enquanto os bancos se enriquecem de repente,
especulando com os alimentos.
Leia na íntegra agui
07 maio, 2013
Comunidade, rede de comunidades e paróquia: Para uma compreensão sociológica e pastoral
"Igreja “com CEBs” praticamente existe em todo o país. Elas proliferam, tornando-se pontos vitais de participação, de compromisso, de vida comunitária e de escuta da Palavra. Se quisermos pensar rede de comunidades, então não basta que a paróquia, a diocese “tenham CEBs”, mas que as pensemos em outro esquema de estrutura eclesial, com outras estruturas de mediação decisória e de atuação. Precisamos distinguir entre “Igreja com CEBs” e “Igreja de CEBs” (rede de comunidades", constata Sérgio Ricardo Coutinho.
"Que tipo de rede gostaríamos que as Paróquias se transformassem: naquela que maximiza os interesses dos indivíduos que privilegiam suas redes pessoais (comunidades virtuais) ou naquela que maximiza valores e objetivos compartilhados por meio do debate e das tensões provenientes do “mundo da vida” (comunidades reais)?", questiona. E conclui: "O que marca uma rede são os seus “laços” e não os “pontos fixos”.
Leia o artigo agui
03 maio, 2013
29 abril, 2013
24º Romaria do/a Trabalhador/a da Arquidiocese de Maringá
Dia 1° de maio, quarta-feira, a Arquidiocese de Maringá vai realizar a
24º Romaria da Trabalhadora e do Trabalhador. A concentração será na Universidade Estadual de
Maringá, em frente ao Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) a partir das
13h30. As romeiras e os romeiros seguirão em caminhada até a Praça da igreja Santo Antônio
percorrendo o seguinte trajeto:
Ruas Dez de Maio, Antônio Marin, Sueo Toda, avenida Morangueira e rua
Coripheo de Azevedo Marques.
Às 16h o Arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti, irá presidir a santa
missa na praça da igreja.
Temática:
Em 2013 a Campanha da Fraternidade tem como tema: “Fraternidade e
Juventude”, e nessa mesma proposta a Romaria do Trabalhador da Arquidiocese de
Maringá também escolheu “Trabalho e Juventude” como o tema da
romaria e o lema “Construindo um Mundo Novo”.
28 abril, 2013
26 abril, 2013
Primeira missa no Brasil
A celebração da primeira missa no Brasil foi celebrada pelo frade Henrique de Coimbra no dia 26 de abril de 1500, um domingo, e descrita por Pero Vaz de Caminha na carta que enviou ao rei de Portugal, D. Manuel I (1469-1521), dando conta da chegada ao Brasil, então Ilha de Vera Cruz, pela armada de Pedro Álvares Cabral que se dirigia à Índia.
23 abril, 2013
Aumento dos conflitos de terra, assassinatos e conflitos pela água são destaque do relatório Conflitos no Campo Brasil 2012
Na tarde de ontem, 22 de
abril, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançou, durante ato no Acampamento
Hugo Chávez, ao lado do Incra do DF, em Brasília, a 28ª edição da publicação Conflitos no Campo Brasil 2012.
No ato foram apresentados os dados de conflitos no campo
no ano de 2012, que somaram 1.364, os conflitos por terra, 1.067, e os assassinatos,
que somaram 36 nesse último ano. Um aumento de 24% em relação ao ano de 2011.
Além disso, Antônio Canuto, secretário da coordenação nacional da CPT destacou
que desses assassinados, 7 já haviam recebido ameaças de morte. O que demonstra
que está se cumprindo as promessas de morte nos conflitos no campo, em
detrimento da inoperância do estado nesses casos. Além disso, Canuto destacou a
impunidade que persiste em nosso país, e que ficou clara na absolvição do
mandante do assassinato do casal de extrativista de Nova Ipixuna (PA), José
Cláudio e Maria do Espírito Santo, em julgamento realizado no início do mês de
abril. O casal já havia recebido várias ameaças de morte.
Os conflitos pela água subiram de 68, em 2011, para 79
nesse último ano. A CPT registrou, também, conflitos em tempo de seca em 2012.
Ocorreram 36 em seis estados do país.
Além disso, houve um aumento expressivo no número de
tentativa de assassinato. Passou de 38, em 2011, para 77 em 2012. Carlos Walter
Porto Gonçalves, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) destacou as
comunidades tradicionais como foco das ações de violência no campo.
Rosimeire dos Santos, quilombola representante do Quilombo Rio
dos Macacos, na Bahia, compartilhou a situação atual do quilombo, de tensão e
opressão que sofrem por ação da Marinha. Segundo Rosimeire, “perdi pessoas da
minha família e outros quilombolas, pois não podíamos ter acesso a saúde. A
Marinha nos impedia de ir buscar atendimento”. O Quilombo vive um processo de
tensão com a Marinha há muitos anos, que não reconhece o direito deles sobre o
território que ocupam há séculos. Aqui na íntegra o relatório "Conflitos no Campo Brasil 2012
As grandes surpresas
Pe.
JOSÉ MARINS reflete.
Durante semanas, desde o início de 2013, temos sido inundados
por extraordinárias novidades eclesiais:
– A renúncia de Bento
XVI. Desmistificando assim a imagem do Sumo Pontífice. Na
nobreza do gesto, mostrou sua profunda humildade e realismo, como ele nos
disse – “Eu cheguei onde eu pude. Sigam a caminhada com um novo Papa! ”
- O conclave de fevereiro chamou alguém lá dos confins da terra.
- O conclave de fevereiro chamou alguém lá dos confins da terra.
E a nossa Igreja se viu, empurrada pelo Espírito, a
considerar-se a si mesma localizada, pela primeira vez, fora da Europa e
do Mediterrâneo.
- Os “200 anos de atraso” denunciada pelo Cardeal Martini,
- Os “200 anos de atraso” denunciada pelo Cardeal Martini,
pesaram na consciência do último conclave?
TER PRESENTE QUE:
-Estamos vivendo um tempo de esperança e desejos de reforma. Não se pode
perder essa oportunidade histórica por tanto tempo sonhada.
-Os conservadores foram pegados de surpresa e ainda não tiveram suficiente para se articular e lutar de uma forma mais sistemática e eficaz. No entanto, não se deve subestimar que a maioria do episcopado foi cuidadosamente escolhida por João Paulo II e Bento XVI.
-Os conservadores foram pegados de surpresa e ainda não tiveram suficiente para se articular e lutar de uma forma mais sistemática e eficaz. No entanto, não se deve subestimar que a maioria do episcopado foi cuidadosamente escolhida por João Paulo II e Bento XVI.
O MINI- MAGISTÉRIO
DO PAPA FRANCISCO.
Ainda é cedo para configurar um novo modelo de Igreja. As dúvidas
continuam: as novas sementes que Francisco está lançando, vão germinar? São
suficientemente abundantes para permitir sonhar com uma nova colheita,
apesar de a terra pisada pela burocracia dos que vão e vêm, o enredo de
espinhos da cúria e as áreas de grandes estruturas de pedra e de cimento
que estão aí ”para ficar” e não se mover facilmente …? Quanto sobra de
terra boa não ressecada pelas decepções, não dominada pelas sementes ruins que
foram caindo, século após século?
É verdade que se sente um ar muito semelhante ao tempo do Concílio. De repente, o mundo inteiro, como nunca tinha sido possível nas últimas décadas, sentiu irromper uma abundância de gestos e mensagens surpreendentes, provenientes da autoridade suprema da Igreja. Estamos diante de um mini-magistério papal que orienta o futuro próximo da Igreja.
Resumimos em dez pontos:
1. VOLTAR ÀS FONTES
: “EU FUI ESCOLHIDO BISPO DE ROMA”.
Desde o primeiríssimo momento em que o novo Papa se apresentou na Sacada
de São Pedro, se auto-identificou como o bispo de Roma. Coerência teológica e
pastoral. Ele é o “Primus inter pares” (primeiro entre iguais). É ele que
também recebe o ministério de Pedro, de confirmar os seus irmãos e irmãs. A
identidade papal se revela de corpo inteiro. O mito de um poder sobre todos, se
apresenta como um servidor – o primeiro entre iguais – com a responsabilidade
de a todos confirmar na fé e continuar a missão de Jesus. Ganha força a
Igreja local. Surgem oportunidades privilegiadas para o ecumenismo entre “iguais”,
com a ajuda do irmão, que é
Bispo de Roma.
ENTÃO: O futuro pede uma
leitura inteligente, comunitária e criativa do que estão dizendo
os sinais dos tempos, e, ao mesmo tempo, uma constante retomada de
nossas fontes bíblicas, místicas e missionárias, a partir de uma visão menos
europeia e mais universal. A Igreja na América Latina, por exemplo, precisa de
integrar em sua caminhada atual “o
que os seus antepassados lhe legaram”desdeBartolomé de las
Casas, Pablo de la Torre, Diego de Medellín, Nóbrega, Anchieta, Helder, Romero,
Luciano Mendes, os índios e escravos …, as mulheres anônimas …
2. A PARTIR DO SE QUE
TOMAVA COMO PERIFERIA
A Igreja não é Europa, não se reduz a um continente, a uma cultura,
a uma geopolítica. São legítimas e necessárias as diferenças teológicas,
buscando compreender e comunicar o conteúdo da Revelação. As diferentes
línguas, tradições, símbolos, gestos e músicas potencialmente
“litúrgicas”, permitem a uma comunidade expressar e aprofundar a sua fé e
seus valores fundamentais.
Nesse processo, as Igrejas locais não são secundárias, ou sucursais de Roma. Em cada uma delas acontece a totalidade da una, santa, católica e apostólica comunidade de Jesus. O que é alcançado em uma delas é patrimônio comum, em razão da comunhão radical que há entre todas elas. As diferenças não são ameaças, mas graças. Neste sentido, Ásia, Oceania, África, América Latina não são apêndices, mas o corpo da Igreja, juntamente com a Europa. Nem mais, nem menos.
Nesse processo, as Igrejas locais não são secundárias, ou sucursais de Roma. Em cada uma delas acontece a totalidade da una, santa, católica e apostólica comunidade de Jesus. O que é alcançado em uma delas é patrimônio comum, em razão da comunhão radical que há entre todas elas. As diferenças não são ameaças, mas graças. Neste sentido, Ásia, Oceania, África, América Latina não são apêndices, mas o corpo da Igreja, juntamente com a Europa. Nem mais, nem menos.
3. A IGREJA LOCAL É A
PROTAGONISTA
O esquema de pirâmide ainda não foi superado no imaginário pastoral e
teológica. Temos um Papa maravilhoso, que nos inspira e nos ama e um
conjunto eclesial, muitas
vezes medíocre em seu clero, em seus seminaristas e seus
membros que estão deixando a Igreja Católica. A nova imagem do Pastor enche o
horizonte eclesial contemporânea. Mas ainda não conseguimos, com igual
intensidade e clareza, desenvolver uma comunidade crente.
O ministro, mesmo quando Papa, continua a ser mais importante que o povo de Deus. Negando o que Lumen Gentium diz no capítulo II.
Os bispos do Brasil estão discutindo sobre a paróquia, comunidade de comunidades. Mas as comunidades têm ainda de ser criadas. Não se trata de reunir todas as experiências de grupos existentes e lhes dar o nome da comunidade, mantendo as estruturas paroquiais de sempre.
As igrejas locais devem decidir sobre suas teologias e liturgias com a liberdade de acolher o que as outras experiências ao longo dos séculos conseguiram interpretar e comunicar. Todo nominalismo é desastroso. Sem igrejas menores na base, a paróquia nunca vai ser uma instância de articulação, inspiração e pastoral de conjunto.
4. VISÃO UNIVERSAL E AÇÃO
COLEGIADA LOCAL.
Foram buscar Jorge M. Bergoglio na Argentina, para ele se tornar o pastor
de todos. Já não pertence a um país, a uma ordem religiosa, ou a um movimento.
Estritamente falando, não pode haver um papa polaco, alemão ou
latino-americano. É o papa, nada mais. Isso é tudo. Ninguém se vai sentir
alheio na frente dele. Foi colocada por Deus. Ele é, igualmente,
o pastor de todos e de cada um.
Jesus, neste momento, nos deu um novo pastor. Com ele, houve uma sintonia global com essa figura branca de uma pessoa humilde, acolhedora e simples. Não foi a majestade, a manifestação de seu poder, a inteligência, a pompa que conquistou a gente. Rapidamente ele se tornou um ícone de um modelo de igreja que oferece sintonia única com o Jesus que a gente amou, escutou, sentiu, às margens do Mar da Galileia, pelos caminhos da sua terra, trazendo esperança para os mais necessitados, orientando os que buscavam os caminhos de Deus.
Muitos se perguntavam se, através de Bergoglio, também a contribuição da Igreja na América Latina chegava a todo o mundo.
ENTÃO:
Estamos com o dom de um pastor, simples, amável, nobre e com personalidade forte. Ele nos vem presenteando com gestos acompanhado também por palavras, poucas, mas centrais: misericórdia, perdão, alegria, ir até às pessoas, caminhar, edificar, confessar, cheiro de povo, discernir, criar, nada de ”carreirismo” ou pompas, e mostrando que poder é serviço … Se repete o que já se costuma repetir: “Gente simples, em lugares pouco importantes, continuam a causar grandes mudanças” (Provérbio Africano). Mas o importante agora é que os colegas e pastores do baixo clero também sigam seus exemplos no seu espaço local, coerentes com a visão papal que está a ser compartilhada com eles.
Estamos com o dom de um pastor, simples, amável, nobre e com personalidade forte. Ele nos vem presenteando com gestos acompanhado também por palavras, poucas, mas centrais: misericórdia, perdão, alegria, ir até às pessoas, caminhar, edificar, confessar, cheiro de povo, discernir, criar, nada de ”carreirismo” ou pompas, e mostrando que poder é serviço … Se repete o que já se costuma repetir: “Gente simples, em lugares pouco importantes, continuam a causar grandes mudanças” (Provérbio Africano). Mas o importante agora é que os colegas e pastores do baixo clero também sigam seus exemplos no seu espaço local, coerentes com a visão papal que está a ser compartilhada com eles.
5. O NOME QUE É UMA
BANDEIRA
Se dar o nome de Francisco é fazer uma declaração de intenções e um
programa de vida. É não só deixar os sapatos vermelhos, mas caminhar descalço.
Fazer-se povo, “um de nós”, como dizia a gente praça de S. Pedro depois de
se encontrar com o pontífice recém-eleito.
“Ele vai reconstruir a Igreja”, como aconteceu com São Damião, em
Assis.
É urgente relançar o VATICANO II. O que se vislumbrou:
É urgente relançar o VATICANO II. O que se vislumbrou:
- uma Igreja samaritana, pobre e servidora dos mais necessitados, chegando aos últimos. Com a simplicidade, pobreza e coerência evangélica dos líderes e dos ministros. Comunidade que não se encerre em seus edifícios e estruturas (ou “fique doente”, segundo o Papa Francisco, no discurso de Quinta-feira Santa de 2013). Pastores da Igreja, que “têm o cheiro de povo”, por estarem com ele (idem)
- a pequena Igreja (LG 26), não ao lado dos movimentos, mas como primeira instância eclesial (Med 15,10). Na base da vida, onde os batizados são sujeitos e não meros membros passivos. Fermentos missionários da Boa Nova de Jesus.
- Comunidades presentes onde o Concílio não pôde chegar.
- A mulher com um protagonismo real e eficaz, presente nos ministérios.
- Uma igreja com um coração jovem acolhendo as multidões das novas gerações que já não se sentem saciadas com a mediocridade do consumismo, a vulgaridade sexo irresponsável e sem amor.
6. AS PESSOAS, NÃO O
EDIFÍCIO
Nas paróquias e dioceses, estamos quase inteiramente dedicados ao
atendimento dos fiéis. Esperando que as pessoas venham até nós, aos nossos
edifícios. Esta prática tem se demonstrado não só inadequada, mas
desastrosa. A Igreja é, por natureza, itinerante, deve mover-se em direção às
direção das periferias.
A paróquia atual tornou-se uma meta de chegada, quando deveria ser ponto de partida. Sofre da síndrome do gueto.
A itinerância da Igreja não pode acontecer se as estruturas eclesiásticas são tão complexas e pesadas que se torna impossível se mover. As superficiais reformas paroquiais estão traindo as esperanças de uma Igreja missionária. Ao mesmo tempo, se está perdendo a oportunidade histórica de apoiar a proposta das CEBs.
7. A GRAÇA SILENCIOSA
A devoção popular é a espiritualidade do povo cristão. Ela é
particularmente mariana e permanece, apesar de todas as dificuldades que vem
encontrando numa sociedade técnica, científica e auto-suficiente. É
confundida com esoterismo, rituais cabalísticos, sincretismos religiosos.
Esta fé do povo, que não se separa de gestos de gratuidade e de profunda caridade silenciosa, humilde, perseverante, não depende da presença dos ministros ordenados. Vem sendo passada de geração em geração.
Esta fé do povo, que não se separa de gestos de gratuidade e de profunda caridade silenciosa, humilde, perseverante, não depende da presença dos ministros ordenados. Vem sendo passada de geração em geração.
8. MÉTODO: O POVO
QUE FAZ TEOLOGIA.
Desenvolve uma Teologia ascendente, a partir da vida. Não privilegia uma
reflexão que parte dos dogmas para chegar à vida. E que acaba chegando tarde,
respondendo a situações que já passaram. Em outras circunstâncias se concentra
de tal maneira em salvar a pureza das verdades (o que obviamente é
importante), mas descuidando de criar os meios e instrumentos para implementar
os valores proclamados. Isto foi o que aconteceu com o Vaticano II que
ajustou turbinas poderosas do Boeing 777 na fuselagem dos pequenos DC 3.
9. NICEIA III E VATICANO III
(Não mais a atitude de: “ou … ou”, mas a convicção de que tem de ser
“, e …e”).
A Igreja não pode ser a apresentação de algo imutável, porque ela é
“fermento” , está dentro do mundo. É como uma semente que, sendo coerente com o
seu próprio ser, muda continuamente em contato com a terra. Continua sempre em
perigo de transformar em verdade imutável ou em
Instituição Divina o que é o resultado de situações
históricas.
O Concílio de Niceia I nos apresenta o mistério de Deus e de Cristo, mas na língua
grega. O que mais temos entendido do Deus Inesgotável, ao longo dos últimos
1.700 anos? Isso é o que diria o Concílio Niceia III.
O Vaticano III teria que pegar o que foi plantado pelo
Concílio Vaticano II, e começou a se desenvolver ao
longo dos últimos 50 anos (Reino de Deus, povo de Deus,
Colegiado, Igreja no mundo, teologia das realidades terrenas,
liberdade de consciência, ecumenismo, diálogo com as religiões, etc.)
e os novos desafios da história da humanidade.
10. O QUE SE ESTÁ PEDINDO
DE NÓS
A PARTIR DO COMEÇO DO
NOVO PONTIFICADO:
Não reduzir a Igreja a um Papa extraordinário, identificado com o
modo do Jesus histórico. A igreja não é o Papa. Não se trata de uma
pessoa, mas da Comunidade.
Somos todos nós, não só um papa dos pobres, simples, evangélico … ele é um
ícone de uma igreja pobre e servidora.
Simplificar, deixar a burocracia, as pompas, a ostentação do poder.
Se abrir ao povo, sem elitismo de movimentos, de grupos especiais. O
objetivo não é uma nova Igreja, mas um mundo segundo o coração de
Deus, família humana pluralista na qual estamos para servir e não para
conquistar.
Anunciar o que se vive e se ama. Com um diálogo real e
ecumênico, dizendo ao mundo que é possível se aproximar dos diferentes e até
mesmo daqueles que eram considerados inimigos.
Perdoar erros, pedir perdão pelos erros históricos, dar
credibilidade. O objetivo é o Reino.
Os sujeitos mais importantes: não
o clero, mas os pobres, os jovens, a mulher,
a comunidade.
O método não tem por objetivo conquistar, dar mais poder ou o monopólio à Igreja Católica.
Estamos em Tempo de salvação.
Autor: Pe.
José Marins
Tradução: João
Tavares
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