14 agosto, 2020
Despejo de acampamento do MST em Minas Gerais é denunciado à ONU
Informe enviado pede que o governador Romeu Zema seja oficiado pelo organismo internacional para suspensão do despejo
Redação
Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 13 de Agosto de 2020 às 19:21
A Campanha Despejo Zero, capitaneada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e mais de 100 movimentos populares, denunciou o despejo do Acampamento Quilombo Campo Grande à Organização das Nações Unidas (ONU).
Um informe foi enviado nesta quinta-feira (13) ao relator especial de moradia adequada ONU, Balakrishnan Rajagopal, denunciando a destruição de uma escola e a retirada de seis famílias do acampamento do MST em Campo do Meio, no estado de Minas Gerais.
Os movimentos também denunciam o fato de ação estar ocorrendo durante o estado de calamidade pública provocado pela pandemia da covid-19 e pedem que o governador Romeu Zema (Novo) seja oficiado pela entidade para a suspensão imediata da reintegração.
As mais de 450 famílias vivem e trabalham no local há 23 anos e são referência de produção agroecológica na região. Os sem-terra resistem à tentativa de despejo desde a manhã de quarta-feira (12). Neste momento, segundo o MST, há mais de 200 policiais no local
“O despejo do Quilombo Campo Grande é uma grave violação de direitos humanos para as famílias locais, que podem perder tanto sua moradia quanto seu sustento. Isto também impacta diretamente a segurança alimentar de todas as famílias que recebem os alimentos ali produzidos”, apontam as organizações da Campanha Despejo Zero no informe enviado.
Apesar de o governador ter cedido à pressão popular e declarado em suas redes sociais nesta quarta-feira (12) que o governo estadual era a favor do adiamento da remoção dos sem-terra, o oficial responsável pelo despejo informou ao MST que a ação iria continuar caso não houvesse uma ordem de suspensão oficial.
Os advogados do MST entraram com um pedido no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para reverter a ordem de despejo.
Entenda o conflito
Os acampados atingidos pela reintegração de posse vivem na área da usina falida Ariadnópolis, da Companhia Agropecuária Irmãos Azevedo (Capia), que encerrou as atividades em 1996. Ao falir, os donos da empresa deixaram dívidas trabalhistas e as terras em situação de completo abandono.
Após a ocupação e revitalização das terras a partir de 1998, os agricultores estão em constante disputa com os proprietários da Companhia, que reivindicam posse do local recuperado ao longo dos anos pelos sem-terra.
A região do sul de Minas, conhecida por ser a maior produtora de café do Brasil, é também berço do café orgânico e agroecológico Guaií, produzido há décadas pelos acampados. No local, os agricultores também desenvolvem atividades como plantio de cereais, milho, hortaliças e frutas.
Atualmente, quem pede o despejo das famílias é o empresário Jovane de Souza Moreira, que tenta reativar a usina falida para cumprir um acordo comercial com a Jodil Agropecuária e Participações Ltda. O proprietário da empresa em questão é João Faria da Silva, considerado um dos maiores produtores de café do país.
O juiz Walter Zwicker Esbaille Junior, do Tribunal de Justiça de Minhas Gerais (TJ-MG) chegou a determinar a reintegração de posse em novembro de 2018 em primeira instância. Entretanto, o desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant suspendeu a decisão.
Reportagem da Repórter Brasil, publicada em novembro 2018, registra que após pedir recuperação judicial da Usina, o documento firmado entre Jovane e Faria prevê o arrendamento de parte dos 4 mil hectares da terra para o plantio de café, enquanto outra parcela seria destinada ao cultivo da cana-de-açúcar.
O despejo iniciado nesta quarta-feira (12) foi determinado pelo juiz Roberto Apolinário de Castro em fevereiro e afeta diversas famílias que ocupam a área da sede da Usina.
Mas, segundo denuncia o MST, a questão que agrava a situação é o limite entre as áreas do Quilombo e a área que o proprietário da antiga usina alega ser de sua propriedade.
De acordo com o movimento, área que o dono da Usina reivindica legalmente não é dele de fato. Apesar disso, o despacho mais recente, de fevereiro desse ano, aumentou a área da reintegração de posse para 52 hectares.
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Edição: Rodrigo Chagas
Tentativa de despejo denunciada à ONU iniciou na manhã de quarta-feira (12), em Campo do Meio (MG) - Foto: Brasil de Fato/MG
13 agosto, 2020
25 ANOS DE MEMÓRIA DO GRITO DOS EXCLUÍDOS
CNLB – CONSELHO NACIONAL DO LAICATO DO BRASIL
25 ANOS DE MEMÓRIA DO GRITO DOS EXCLUÍDOS
1º GRITO DOS EXCLUÍDOS 1995
O CNLB, antecedendo o 26º Grito dos excluídos, preparou juntamente com os Cristãos Leigos e Leigas de todo o Brasil, um histórico dos vinte e cinco gritos que estiveram presentes em nossa Igreja e sociedade.
Tendo como sempre o GRITO:
VIDA EM PRIMEIRO LUGAR!
#CNLB #GritoDosExcluidos #CNLB #CBJP
Nos visite em:
https://www.youtube.com/user/laicatodobrasil
https://www.facebook.com/conselhodeleigos/
Fruto da 2º Semana Social Brasileira e inspirado na Campanha da Fraternidade de 1995, o Grito conta com uma história de 26 anos de realização e acontece sempre no dia 07 de setembro de cada ano. As motivações para a escolha da data se deram no sentido de se fazer um contraponto ao Dia da Independência.
Hoje, queremos fazer memória ao 1º Grito dos Excluídos/as, realizado em 1995 e que teve como lema: “Vida em primeiro lugar”, tendo como símbolo também uma panela vazia. O Grito daquele ano ecoou em 170 localidades espalhadas pelo Brasil.
Mais do que um evento, o Grito é uma manifestação popular carregado de simbolismo e vivido na prática das lutas do povo que clama por direitos. A cada ano se efetiva como uma imensa construção coletiva, antes, durante e após o 7 de Setembro.
Para esse ano, o Grito que quero dar é pela defesa do Sistema Único de Saúde, o SUS, que é uma conquista do povo brasileiro e que precisa ser valorizado. É um dos poucos serviços de saúde público no mundo que tem acesso universal e defende-lo é nossa obrigação como Cristão leigo e leiga.
12 agosto, 2020
O nosso povo quer se expressar, e nas CEBs ninguém é mais importante e o povo faz e é sujeito, e isso é lindo!
O nosso povo quer se expressar, e nas CEBs ninguém é mais importante e o povo faz e é sujeito, e isso é lindo!
Movimento negro apresenta pedido de impeachment de Bolsonaro
A Coalizão Negra por Direitos, articulação que reúne 150 organizações do movimento negro, vai protocolar na quarta-feira (12) um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. O pedido se baseia, segundo os proponentes, em crimes de responsabilidade praticados por Bolsonaro que atentam contra a vida da população negra e suas comunidades.
A reportagem é publicada por Congresso em Foco, 11-08-2020.
Além das assinaturas das organizações que compõem a Coalizão, o documento tem o apoio de outras mais de 600 entidades e instituições de todo o país, centenas de trabalhadores e trabalhadoras domésticas, da saúde, informais, de aplicativos, da construção civil e pessoas ligadas à cultura e à religião.
“No curso de nossa história, o movimento negro brasileiro sempre se fez presente em momentos críticos de defesa aos direitos humanos e de necessidade de construção democrática. E mais um vez agora!”, diz parte do texto publicado no site da Coalizão.
O pedido acontece “em decorrência do menosprezo e negligência com o qual o Presidente da República Jair Bolsonaro atuou na pandemia do coronavírus, descumprindo o seu dever constitucional de garantia aos direitos constitucionais e universais à vida e à saúde, através de atos que consistem em crime de responsabilidade”.
Entre os crimes atribuídos pelo movimento estão o uso de medicamentos não comprovados para o tratamento de coronavírus, negar medidas de atendimento e enfrentamento à covid-19 em comunidades mais vulnerabilizadas; dentre elas as comunidades quilombolas e a atuação para conflitar com os estados, "frentes às ações apropriadas que estavam sendo realizadas pelos governadores para contenção da pandemia".
O pedido também cita ações do presidente no sentido de cercear os direitos políticos, de gerar suspeita ao sistema eleitoral vigente, ataques aos direitos constitucionais de acesso à informação e liberdade de expressão, ações para extermínio e vulnerabilização, especificamente, das comunidades quilombolas, e atos que incitam discriminação racial e religiosa.
O protocolo do documento deve acontecer às 11h,na Câmara dos Deputados, seguido de ato simbólico no gramado da esplanada dos Ministérios, em frente ao Congresso Nacional e entre o Ministério da Justiça e da Saúde.
Fonte: IHU
A fé de Israel
CAPÍTULO I
ACREDITÁMOS NO AMOR
(cf. 1 Jo 4, 16)
A fé de Israel
12. A história do povo de Israel, no livro do Êxodo, continua na esteira da fé de Abraão. De novo, a fé nasce de um dom originador: Israel abre-se à acção de Deus, que quer libertá-lo da sua miséria. A fé é chamada a um longo caminho, para poder adorar o Senhor no Sinai e herdar uma terra prometida. O amor divino possui os traços de um pai que conduz seu filho pelo caminho (cf. Dt 1, 31). A confissão de fé de Israel desenrola-se como uma narração dos benefícios de Deus, da sua acção para libertar e conduzir o povo (cf. Dt 26, 5-11); narração esta, que o povo transmite de geração em geração. A luz de Deus brilha para Israel, através da comemoração dos factos realizados pelo Senhor, recordados e confessados no culto, transmitidos pelos pais aos filhos. Deste modo aprendemos que a luz trazida pela fé está ligada com a narração concreta da vida, com a grata lembrança dos benefícios de Deus e com o progressivo cumprimento das suas promessas. A arquitectura gótica exprimiu-o muito bem: nas grandes catedrais, a luz chega do céu através dos vitrais onde está representada a história sagrada. A luz de Deus vem-nos através da narração da sua revelação e, assim, é capaz de iluminar o nosso caminho no tempo, recordando os benefícios divinos e mostrando como se cumprem as suas promessas.
13. A história de Israel mostra-nos ainda a tentação da incredulidade, em que o povo caiu várias vezes. Aparece aqui o contrário da fé: a idolatria. Enquanto Moisés fala com Deus no Sinai, o povo não suporta o mistério do rosto divino escondido, não suporta o tempo de espera. Por sua natureza, a fé pede para se renunciar à posse imediata que a visão parece oferecer; é um convite para se abrir à fonte da luz, respeitando o mistério próprio de um Rosto que pretende revelar-se de forma pessoal e no momento oportuno. Martin Buber citava esta definição da idolatria, dada pelo rabino de Kock: há idolatria, « quando um rosto se dirige reverente a um rosto que não é rosto ».[10] Em vez da fé em Deus, prefere-se adorar o ídolo, cujo rosto se pode fixar e cuja origem é conhecida, porque foi feito por nós. Diante do ídolo, não se corre o risco de uma possível chamada que nos faça sair das próprias seguranças, porque os ídolos « têm boca, mas não falam » (Sal 115, 5). Compreende-se assim que o ídolo é um pretexto para se colocar a si mesmo no centro da realidade, na adoração da obra das próprias mãos. Perdida a orientação fundamental que dá unidade à sua existência, o homem dispersa-se na multiplicidade dos seus desejos; negando-se a esperar o tempo da promessa, desintegra-se nos mil instantes da sua história. Por isso, a idolatria é sempre politeísmo, movimento sem meta de um senhor para outro. A idolatria não oferece um caminho, mas uma multiplicidade de veredas que não conduzem a uma meta certa, antes se configuram como um labirinto. Quem não quer confiar-se a Deus, deve ouvir as vozes dos muitos ídolos que lhe gritam: « Confia-te a mim! » A fé, enquanto ligada à conversão, é o contrário da idolatria: é separação dos ídolos para voltar ao Deus vivo, através de um encontro pessoal. Acreditar significa confiar-se a um amor misericordioso que sempre acolhe e perdoa, que sustenta e guia a existência, que se mostra poderoso na sua capacidade de endireitar os desvios da nossa história. A fé consiste na disponibilidade a deixar-se incessantemente transformar pela chamada de Deus. Paradoxalmente, neste voltar-se continuamente para o Senhor, o homem encontra uma estrada segura que o liberta do movimento dispersivo a que o sujeitam os ídolos.
14. Na fé de Israel, sobressai também a figura de Moisés, o mediador. O povo não pode ver o rosto de Deus; é Moisés que fala com Jahvé na montanha e comunica a todos a vontade do Senhor. Com esta presença do mediador, Israel aprendeu a caminhar unido. O acto de fé do indivíduo insere-se numa comunidade, no « nós » comum do povo, que, na fé, é como um só homem: « o meu filho primogénito », assim Deus designará todo o Israel (cf. Ex 4, 22). Aqui a mediação não se torna um obstáculo, mas uma abertura: no encontro com os outros, o olhar abre-se para uma verdade maior que nós mesmos. Jean Jacques Rousseau lamentava-se por não poder ver Deus pessoalmente: « Quantos homens entre mim e Deus! » [11] « Será assim tão simples e natural que Deus tenha ido ter com Moisés para falar a Jean Jacques Rousseau? » [12] A partir de uma concepção individualista e limitada do conhecimento é impossível compreender o sentido da mediação: esta capacidade de participar na visão do outro, saber compartilhado que é o conhecimento próprio do amor. A fé é um dom gratuito de Deus, que exige a humildade e a coragem de fiar-se e entregar-se para ver o caminho luminoso do encontro entre Deus e os homens, a história da salvação.
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CARTA ENCÍCLICA LUMEN FIDEI
DO SUMO PONTÍFICE FRANCISCO
DO SUMO PONTÍFICE FRANCISCO
11 agosto, 2020
A tristeza, no a-Deus de Pedro, é fecunda, queima, interpela e compromete - Edward Guimarães
Pedro Casaldáliga - este dom preciso de Deus, profeta da opção pelos pobres e da justiça do Reino - testemunhou e anunciou com a totalidade de sua vida e com profunda coerência evangélica, a VIDA NOVA de quem foi libertado pela graça em Jesus de Nazaré, para amar e servir, desde os mais pequeninos e marginalizados.
Talvez por isso, Pedro, como os demais homens e mulheres que foram profetas na história, foi muito amado e odiado.
Pedro foi amado pelas vítimas, pobres, vulneráveis, excluídos e marginalizados, pelos que seguem Jesus e acolhem o seu Evangelho e pelos que assumem a centralidade do amor e da justiça. Ele foi também muito odiado e ameaçado, como inimigo, pelos que defendem o latifúndio, a acumulação, a dominação dos indígenas, dos negros e dos empobrecidos e que defendem, aristocraticamente, com unhas e dentes, os privilégios de sua classe ou de casta.
Estes rotulavam Pedro como bispo vermelho, socialista, comunista, marxista, subversivo e revolucionário. Aqueles reconheciam nele o companheiro de caminhada, o Evangelho vivo, o poeta da espiritualidade e santidade do Reino, o comunitarista fraterno-sororal da justiça e da igualdade.
Pedro influenciou toda uma geração de cristãos e de pessoas de boa vontade, comprometida com a dignidade da vida, com a opção pelos pobres e marginalizados, com os direitos humanos, com a igual cidadania para todos, com a partilha e a justiça social, com o Estado Democrático de Direito e concretizador das políticas públicas desde os que mais precisam.
Tomara que agora, como Jesus Ressuscitado, Pedro continue a influenciar as novas gerações na construção do Reino da fraternidade-sororidade e da justiça social.
Louvo muito a Deus pela graça de ter conhecido, em meados dos anos 80, o testemunho vivo e a pessoa de Pedro, este sacramento vivo da práxis libertadora de Jesus, da espiritualidade do seguimento e da fraternidade-sororidade do Reino.
Por ter conhecido Pedro e seus muitos companheiros e companheiras de luta e caminhada na Igreja dos pobres e nas pastorais sociais, na Igreja católica, evangélica e pentecostal, mas também os muitos "desigrejados", apaixonados pelo seguimento do Profeta da Galileia e a justiça do Reino, nos movimentos populares, e por ter comungado, na Palavra e na Eucaristia, das lutas dos pobres contra a pobreza, dos seus fracassos e vitórias, há 34 anos fiz também a opção pelos pobres e oprimidos, assumi a mesma aliança de cuidar e defender a dignidade da vida. Aliança simbolizada no anel de Tucum, mas renovada em cada experiência de partilha e de luta em defesa da vida e da casa comum.
Louvado seja Deus porque Pedro Casaldáliga vive, plenificado na Trindade de Amor e Justiça, em cada um de nós!
Pedro, sua vida valeu a pena e o seu legado continuará vivo e estaremos juntos na luta até que se realize a utopia da Terra sem males que, agora, você já participa com tantos outros irmãos e irmãs em Deus, na glória do justo!
Amém
________________
Edward Guimarães, é Belo Horizonte, Teólogo leigo e assessor das CEBs.
10 agosto, 2020
Oração da Campanha da Fraternidade Ecumênica - 2021
Deus da vida, da justiça e do amor,
Nós Te bendizemos pelo dom da fraternidade
e por concederes a graça de vivermos a comunhão na diversidade.
Através desta Campanha da Fraternidade Ecumênica,
ajuda-nos a testemunhar a beleza do diálogo
como compromisso de amor, criando pontes que unem
em vez de muros que separam e geram indiferença e ódio.
Torna-nos pessoas sensíveis e disponíveis para servir a toda a humanidade, em especial, aos mais pobres e fragilizados, a fim de que possamos testemunhar o Teu amor redentor e partilhar suas dores e angústias, suas alegrias e esperanças, caminhando pelas veredas da amorosidade.
Por Jesus Cristo, nossa paz,
no Espírito Santo, sopro restaurador da vida.
Amém.
Rezemos juntos
Rezemos juntos,
Que o nosso Deus nos conceda a graça de sermos contagiados com a mística e a profecia de Dom Pedro Casaldáliga.
Que o nosso Deus nos conceda a graça de sermos contagiados com a mística e a profecia de Dom Pedro Casaldáliga.
08 agosto, 2020
Cemitério do Sertão
Cemitério do Sertão
Para descansar
eu quero só
está cruz de pau
estes sete palmos
e a Ressurreição!
Mas para viver
eu já quero ter
a parte que me cabe
no latifúndio seu:
que a terra não é sua,
seu doutor Ninguém!
A terra é de todos
porque é de Deus!
Para descansar...
Mas para viver,
terra eu quero ter.
Com Incra ou sem Incra,
com lei ou sei lei.
Que outra Lei mais alta
já a Terra nos deu
a todos os pobres
sem voz e sem vez;
que os filhos da gente são gente também!
Para descansar....
Mas para viver
terra exijo ter.
Dinheiro e arame
não nos vão deter.
Mil facões zangados
cortam pra valer.
Dois mil braços juntos
cercam terra e céu.
Para descansar...
Mas para viver,
terra e liberdade
eu preciso ter.
E não peço esmola
nem compro o que é meu.
A Sudam e o diabo
podem se vender:
gente não se vende,
nem se compra Deus!
Pedro Casaldáliga, Águas do Tempo
06 agosto, 2020
Roda de conversa sobre a Economia de Francisco e Clara
Roda de conversa sobre a Economia de Francisco e Clara
Nesta sexta-feira, dia 7 de agosto de 2020, às 20h30min.
Via conferência pelo Google Meet no seguinte link:
Será oferecido certificado
Carga Horária duas horas.
Mediação: Pe. Geraldino de Proença – Assessor das CEBs do Regional Sul II
Palestrantes:
Eduardo Brasileiro (Sociólogo - FESPSP e Membro da ABEFC),
Pe. Vilson Groh (Arquidiocese de Florianópolis e Presidente do IVG),
Marina Oliveira (Mestranda em Relações Internacionais - PUC/SP e Membro da ABEFC).
Orientações para fins de obtenção de certificado
- Somente serão certificados os participantes presentes na sala do Google Meet, o qual permite controle de frequência e possui limitação de até 250 ouvintes.
- O controle de acesso à reunião será efetuado de acordo com a ordem efetiva de entrada do inscrito na sala virtual, e não de acordo com a ordem de inscrição. Portanto, caso pretenda obter certificado, procure não se atrasar para evitar transtornos.
- Critério para Certificação: a emissão do certificado será condicionada a participação do inscrito, na sala do Meet, até o encerramento do evento.
- Atenção: os certificados serão caminhados para o e-mail cadastrado na inscrição e seu envio pode levar alguns dias em razão do elevado número de eventos organizados pelo projeto.
05 agosto, 2020
“A população de rua é um sintoma da necrofilia que vai matando nosso povo”. Entrevista com o Padre Júlio Lancelotti
O padre Júlio Lancelotti não entenderia sua vida sem a convivência com a população de rua, até o ponto de afirmar que “faltaria na minha identidade uma parte importante”. Mesmo estando dentro do grupo de risco, ele tem 71 anos, a pandemia não o impediu de se fazer presente no meio de uma população que tem aumentado exponencialmente nos últimos meses no Brasil. Antes da pandemia já tinha se incrementado em um 50 por cento.
Confira AQUI a entrevista de Luis Miguel Modino.
Saúde mental, a eterna “loucura” do capitalismo. Artigo de Eduardo Camín
“Os aparatos ideológicos do sistema constroem um ideal de desejo exigente e insaciável, ao passo que, através dos anos, especialmente com o avanço do neoliberalismo, se reduziu o padrão de vida dos trabalhadores e se condenou a juventude à precarização no trabalho. O consumo de psicofármacos, instabilidade mental, ansiedade, depressão, intolerância ao sofrimento, frustração e estresse no trabalho são consequências de tudo isso”, escreve Eduardo Camín, jornalista uruguaio credenciado na ONU-Genebra, analista associado do Centro Latino-Americano de Análise Estratégica, em artigo publicado por CLAE, 03-08-2020.
Confira a entrevista AQUI
04 agosto, 2020
03 agosto, 2020
Angustias e dores da profecia!
Angustias e dores da profecia!
Existe angustias e dores sofrida pelo profeta porque prevê e sente a dor de outros e também porque a profecia é acolhida a partir do que quer ou não quer ouvir. Se a profecia afeta diretamente ou indiretamente, aí muitos preferem não ouvir, e muitos são as/os profetas de ontem e de hoje igualmente enviados, rejeitados, perseguidos e mortos.
É preciso ficar atento com as profecias bonitas que esconde a realidade presente e consequências dolorosas futuras. A profecia d@s enviados de Deus é encarnada na realidade, na vida das pessoas, nos acontecimentos e em conexão coma a criação. Leva a manter a fé, esperança e confiança em Deus, sem esconder uma realidade difícil, de dor e sofrimento que requer uma acolhida crítica para ver e buscar caminhos de superação que gera vida e justiça social.
Quanta profecia rejeitada e incompreendida. Quant@as profetas sendo julgad@s de invejo, desconhecedor da realidade, mentiroso, que querem que tudo de errado e assim vai. Não é invenção, acontece em todos os âmbitos.
No âmbito econômico atual, quando se consegue interpretar o tempo, os acontecimentos, as ações na atual realidade do Brasil e dos desmandos do Governo Federal, onde o que se vê é a vida humana deixado de lado, priorização do lucro de um pequeno grupo levando milhões a pobreza, ataques e mortes de Povos e Comunidades Tradicionais e a devastação da natureza a profecia é rejeitada e usam de todos os argumentos para calar as vozes proféticas.
Deixemo-nos contagiar pela profecia, busquemos nos ensinamentos de Jesus discernimento, e que Deus conceda a graça para acolhermos a profecia dos seus enviados. “Não deixe morrer a profecia.” (Dom Hélder Câmara)
02 agosto, 2020
Faleceu dom Getúlio Teixeira Guimarães
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