28 maio, 2023

Roda de conversa com o teólogo Celso Pinto Carias

Roda de conversa com o teólogo Celso Pinto Carias e lançamento de seus livros “Por uma Paróquia Sinodal” e “CEBs fundamentos e desafios”.

Arquidiocese de Maringá - CEBs

As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Arquidiocese de Maringá e a Escola de Formadores e Articuladores para as CEBs, promovem roda de conversa com o teólogo Celso Pinto Carias e lançamento de seus livros “Por uma Paróquia Sinodal” e “CEBs fundamentos e desafios”, de 25 a 28 de maio de 2023 e teve seu encerramento com a Missa no Albergue Santa Luíza de Marillac.






































21 maio, 2023

Deixemo-nos provocar pela Ascensão do Senhor!

Deixemo-nos provocar pela Ascensão do Senhor!

Após quarenta dias de sua ressurreição, Jesus elevou-se ao céu, até parece uma contradição, dá um sentimento de ausência, más não é, porque para que a presença se torne real o tempo da ausência é necessário. A separação de Jesus e suas discípulas e discípulos, é a condição para que recebam o Espírito Santo que o Pai prometeu e assim se dá a presença amorosa do Pai com humanidade, com cada um de nós.

Ascensão do Senhor é um envio a missão, “ide e fazei discípulas e discípulos meus todos os povos” e há indicação de onde, o centro religioso era Jerusalém e também político, e onde se dá a Ascensão do Senhor, na Galileia, onde Jesus iniciou sua missão.

A Galileia era periferia e ali se da o envio a missão, ide fazer do meu povo discípulas e discípulos.

Quais são as periferias hoje?

A qual ou as quais periferias Jesus nos envia hoje ao celebrarmos sua ascensão ao Pai?

Não tenhamos medo “Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo".


13 maio, 2023

11 maio, 2023

“Este é o estilo de Deus”. Conversa do Papa Francisco com os jesuítas da Hungria

Em 29 de abril, no segundo dia da Viagem Apostólica à Hungria, o Papa Francisco encontrou-se com os jesuítas que vivem nesse país.

O Papa chegou à Nunciatura por volta das 18h, em cuja sala o esperavam 32 jesuítas, entre os quais o Provincial, o Pe. Attila András. O Papa cumprimentou vários deles, um por um. O encontro começou com uma saudação de boas-vindas do Pe. András, que também apresentou a situação da Província. Quando terminou, o Papa agradeceu as palavras e disse: “Agora, podem fazer as perguntas que quiserem. Obrigado!”. Os jesuítas teriam gostado de lhe dar um presente para cada resposta que desse: “um jogo”, disse um companheiro do Provincial, o Pe. Koronkai Zoltán. Francisco riu com vontade, mas pediu que primeiro fizessem as perguntas e depois entregassem os presentes todos juntos, pois temia que o tempo não fosse suficiente.


O texto é de Antonio Spadaro, publicado por La Civiltà Cattolica, 09-05-2023. A tradução é do Cepat.


Eis o diálogo.


A primeira pergunta refere-se à pastoral da juventude: como se comportar com os jovens?

Para mim, a palavra é “testemunho”. Sem testemunho nada pode ser feito. Termina como aquela bela canção de Mina: “parole, parole, parole...”. Sem testemunho nada se faz. E dar testemunho significa coerência de vida.

Querido Papa Francisco, é uma alegria tê-lo conosco. O que o levou a retornar à Hungria após sua viagem de 2021?

A razão é que na primeira vez tive que ir à Eslováquia, mas o Congresso Eucarístico aconteceu em Budapeste. Então eu pude passar aqui apenas algumas horas. Prometi a mim mesmo que retornaria, e voltei.

Como devemos nos comportar com os jovens em formação na Companhia de Jesus e com os jovens em geral? Que conselho pode nos dar?

Falar claro. Alguém disse que para ser um bom jesuíta é preciso pensar com clareza e falar com obscuridade. Mas com os jovens não deve ser assim: devemos falar com clareza, mostrar-lhes coerência. Os jovens têm faro para detectar a falta de coerência. É preciso falar com os jovens em formação como adultos, como se fala com um homem, não com uma criança. E introduzi-los na experiência espiritual, prepará-los para a grande experiência espiritual, que são os Exercícios. Os jovens não toleram a duplicidade de linguagem; para mim isso é claro. Mas falar claramente não significa absolutamente ser agressivo. A clareza deve ser sempre acompanhada da bondade, da fraternidade e da paternidade.

A palavra-chave é “autenticidade”. Deixar os jovens dizerem o que sentem. Para mim, o diálogo entre os jovens e os idosos é importante: conversar, trocar ideias. Espero autenticidade, que as coisas sejam ditas como são, as dificuldades, os pecados... E você, como formador, deve ensinar aos jovens a coerência. É importante, então, que os jovens conversem com os idosos. Os idosos não podem ficar sozinhos na enfermaria: eles devem estar na comunidade, para que haja uma troca entre eles e os jovens. Lembrem-se da profecia de Joel: os idosos terão sonhos e os jovens serão profetas. A profecia de um jovem nasce de uma relação de ternura com os idosos. “Ternura” é uma palavra-chave de Deus: proximidade, compaixão e ternura. Desta forma, nunca nos equivocaremos. Este é o estilo de Deus.

Gostaria de perguntar sobre o tema do amor cristão por alguém que cometeu abusos sexuais. O Evangelho nos pede para amar, mas como se pode amar, ao mesmo tempo, as pessoas que sofreram abusos e seus abusadores? Deus ama a todos. Também ama os abusadores. Mas nós? Sem nunca esconder nada, claro, o que podemos fazer para amar os abusadores? Gostaria de oferecer a compaixão e o amor que o Evangelho me pede para todos, mesmo para o inimigo. Mas como isso é possível?

Não é nada fácil. Hoje entendemos que a realidade do abuso é muito ampla: há abuso sexual, psicológico, econômico, com os imigrantes... Você se refere aos abusos sexuais. Como nos aproximar, como falar com os abusadores pelos quais sentimos repugnância? Sim, eles também são filhos de Deus. Mas como podemos amá-los? Sua pergunta é muito forte. O abusador deve ser condenado, sem dúvida, mas como irmão. Uma condenação entendida como um ato de caridade.

Existe uma lógica, uma forma de amar o inimigo que se expressa assim. E não é fácil compreendê-la e vivê-la. O abusador é um inimigo. Cada um de nós se sente assim porque simpatizamos com o sofrimento dos abusados. Quando sentimos o que os maus tratos deixam no coração dos abusados, a impressão que temos é tremenda. Até falar com o abusador é repulsivo, não é fácil. Mas eles também são filhos de Deus. E para eles é necessária uma pastoral. Eles merecem um castigo, mas também um cuidado pastoral. Como fazer isso? Não, não é fácil. Tem razão.

Qual era a sua relação com o padre Ferenc Jálics? O que aconteceu? Como você, como Provincial, vivenciou aquela trágica situação? Você recebeu duras acusações...

Os padres Ferenc Jálics e Orlando Yorio trabalhavam em um bairro popular, e trabalhavam bem. Jálics foi meu padre espiritual e meu confessor durante os dois primeiros anos de teologia. No bairro onde ele trabalhava havia uma célula de guerrilheiros. Mas os dois jesuítas não tinham nada a ver com eles: eram pastores, não políticos. Mas eles foram feitos prisioneiros, sendo inocentes. Não encontraram nada com que pudessem acusá-los, mas tiveram que cumprir nove meses de prisão, sofrendo ameaças e torturas. Depois foram soltos, mas essas coisas deixam feridas profundas.

Jálics veio me ver imediatamente e conversamos. Eu o aconselhei a ir ver sua mãe nos Estados Unidos. A situação era realmente muito incerta e confusa. Depois, surgiu a lenda de que fui eu quem os entregou para serem presos. No mês passado, a Conferência Episcopal da Argentina publicou dois volumes, dos três previstos, com todos os documentos relacionados ao que aconteceu entre a Igreja e os militares. Aí está tudo.

Mas voltemos aos fatos que eu estava contando. Quando os militares deixaram o poder, Jálics me pediu permissão para vir à Argentina e fazer um curso de Exercícios Espirituais. Eu o chamei e até celebramos uma missa juntos. Depois voltei a vê-lo como arcebispo e depois também como papa: ele veio a Roma para me ver. Sempre tivemos esse relacionamento. Mas quando ele veio me ver no Vaticano da última vez, vi que ele sofria porque não sabia como falar comigo. Havia uma distância. As feridas desses anos passados ficaram em mim e nele, porque ambos vivemos aquela perseguição.

Algumas pessoas do governo queriam “cortar a minha cabeça”, e levantaram não tanto essa questão do Jálics, mas questionaram toda a minha forma de agir durante a ditadura. Então, me chamaram ao tribunal. Eles me deram a possibilidade de escolher o local onde realizar o interrogatório. Escolhi fazê-lo no episcopado. Durou 4 horas e 10 minutos. Um dos juízes insistiu muito no meu modo de me comportar. Eu sempre respondi com a verdade. Mas, para mim, a única questão séria e fundamentada foi a do advogado que pertencia ao Partido Comunista. E graças a essa pergunta as coisas ficaram claras. No final, minha inocência foi provada. Mas nesse julgamento não se falou quase nada sobre Jálics, mas sobre outros casos de pessoas que pediram ajuda.

Encontrei novamente aqui, em Roma, como Papa, dois dos juízes. Um deles junto com um grupo de argentinos. Não o tinha reconhecido, mas tive a impressão de tê-lo visto. Olhava e olhava para ele e dizia: “Eu conheço esta pessoa”. Ele me deu um abraço e saiu. Voltei a vê-lo mais uma vez e ele se apresentou. Eu disse a ele: “Eu mereço ser punido cem vezes, mas não por esse motivo”. Eu disse a ele para ficar em paz com essa história. Sim, mereço ser julgado pelos meus pecados, mas sobre este ponto quero ser claro. Veio também outro dos três juízes e me disse claramente que tinham recebido instruções do governo para me condenar.

Mas quero acrescentar que quando Jálics e Yorio foram presos pelos militares, a situação na Argentina era confusa e não estava nada claro o que deveria ser feito. Fiz o que sentia que tinha que fazer para defendê-los. Foi uma situação muito dolorosa.

Jálics era um bom homem, um homem de Deus, um homem que buscava a Deus, mas foi vítima de um ambiente ao qual não pertencia. Ele mesmo percebeu isso. Era o ambiente da guerrilha que estava ativa no local onde trabalhava como capelão. Mas na documentação que foi publicada em dois volumes, poderão encontrar a verdade sobre este caso.

O Concílio Vaticano II fala da relação entre a Igreja e o mundo moderno. Como podemos conciliar a Igreja com a realidade, que hoje está além da modernidade? Como encontrar a voz de Deus amando nosso tempo?

Não saberia lhe responder teoricamente, mas lhe asseguro que o Concílio ainda está sendo implementado. Dizem que é preciso um século para assimilar um Concílio. E eu sei que as resistências são terríveis. Há um restauracionismo incrível. O que em italiano chamo de “indietrismo” [voltar para trás], como diz a Carta aos Hebreus 10,39: “Nós não somos como aqueles que voltam atrás”. O fluxo da história e da graça vai de baixo para cima, como a seiva de uma árvore que dá frutos. Sem esse fluxo, somos uma múmia. Não se preserva a vida retrocedendo, nunca.

É preciso mudar, como escreve São Vicente de Lerins, quando afirma no Commonitorium primum que também o dogma da religião cristã progride, consolidando-se com os anos, desenvolvendo-se com o tempo e aprofundando-se com a idade. Mas esta é uma mudança de baixo para cima. O perigo hoje é o indietrismo, a reação contra o moderno. É uma doença saudosista.

Esta é a razão pela qual decidi que agora é obrigatório obter a concessão para celebrar segundo o Missal Romano de 1962 para todos os sacerdotes recém consagrados. Depois de todas as consultas necessárias, fiz isso porque vi que essa medida pastoral, bem feita por João Paulo II e Bento XVI, estava sendo usada de forma ideológica, para voltar atrás. Tínhamos que parar esse indietrismo, que não fazia parte da visão pastoral dos meus predecessores.

Em três semanas acontecerá a minha ordenação sacerdotal. Lembra-se de como foi a sua? Poderia dar um conselho a um sacerdote recém-ordenado?

Nós éramos cinco. Apenas dois de nós ainda estão vivos. Eu tenho uma bonita recordação. E agradeço aos meus superiores, que nos prepararam bem, e fizeram uma festa bonita, simples, sem pompa nem ostentação, no jardim da Faculdade. Momentos bonitos. E também foi bonito para mim ver que estava presente um grupo de amigos meus, colegas do laboratório de química onde eu trabalhava, todos ateus e comunistas. Estavam presentes! Uma delas foi sequestrada e depois assassinada pelos militares. Quer um conselho: não vire as costas para os idosos!


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Fonte: IHU

07 maio, 2023

A tarde de hoje foi com minha sobrinha Paula

Linda apresentações
Amostra de dança do Espaço Nelson Verri
Teatro Reviver Magó
07/05/2023

 

A tarde de hoje foi com minha sobrinha Eduarda

Linda apresentações
Amostra de dança do Espaço Nelson Verri
Teatro Reviver Magó
07/05/2023

 

A tarde de hoje foi com essas minhas sobrinhas

Linda apresentações
Amostra de dança do Espaço Nelson Verri
Teatro Reviver Magó
07/05/2023




05 maio, 2023

Eu em minha colação de grau

Ciências Contábeis.
UEM
Alguns anos - rsrs


01 maio, 2023

Papa Francisco: trabalho significa dignidade, significa amar

No Dia do Trabalhador e de São José Operário, repropomos alguns pronunciamentos do Papa Francisco a respeito do trabalho e da trabalhadora e do trabalhador.


Bianca Fraccalvieri - Cidade do Vaticano


“Celebramos São José trabalhador, recordando-nos sempre que o trabalho é um elemento fundamental para a dignidade da pessoa humana.”

Esta é a mensagem do Papa Francisco a seus seguidores no Twitter no dia em que a Igreja recorda a memória litúrgica de São José e Dia do Trabalhador.

Trabalho significa amar
“Trabalho quer dizer dignidade, trabalho significa trazer o pão para casa, trabalho quer dizer amar!” (visita pastoral a Cagliari, 22 de setembro de 2013).

Foram muitos os discursos pronunciados pelo Papa Francisco a respeito do trabalho. O Pontífice não se cansa de pedir dignidade para os trabalhadores, igualdade na retribuição salarial entre homens e mulheres e respeito pelos direitos conquistados.

Para Francisco, é urgente um novo pacto social humano, um novo pacto social para o trabalho, que diminua as horas de trabalho de quem está na última fase laboral, a fim de criar trabalho para os jovens que têm o direito-dever de trabalhar. “O do trabalho é o primeiro dom dos pais e das mães aos filhos e às filhas, é o primeiro patrimônio de uma sociedade. É o primeiro dote com o qual os ajudamos a levantar voo para a vida adulta.” (Discurso aos delegados da Confederação Italiana Sindical dos Trabalhadores, 28 de junho de 2017)

Mulher trabalhadora
Aos empresários, o Pontífice pede uma atenção especial para a qualidade da vida laboral dos funcionários, que são o recurso mais precioso de uma empresa; em particular, para favorecer a harmonização entre trabalho e família.

“Penso sobretudo nas trabalhadoras: o desafio é tutelar, ao mesmo tempo, quer o seu direito a um trabalho plenamente reconhecido quer a sua vocação à maternidade e à presença na família. Quantas vezes, quantas vezes ouvimos que uma mulher foi ter com o chefe para lhe dizer: ‘Tenho que lhe comunicar que estou grávida’ — ‘A partir do fim de mês já não vais trabalhar’. A mulher deve ser preservada, ajudada neste duplo trabalho: o direito a trabalhar e o direito à maternidade.” (Discurso à União Cristã de Empresários Dirigentes, 31 de outubro de 2015)

Precariedade
“Sem trabalho não há dignidade”, recorda o Papa, mas “nem todos os trabalhos são trabalhos dignos. Há trabalhos que humilham a dignidade das pessoas, os que nutrem as guerras com a construção de armas, que vendem o corpo para a prostituição e que exploram os menores.”

Francisco denuncia de modo contundente também o trabalho precário: “É uma ferida aberta para muitos trabalhadores, que vivem no medo de perder o próprio trabalho. Precariedade total. Isso é imoral. Isso mata: mata a dignidade, mata a saúde, mata a família, mata a sociedade” (videomensagem para a Semana Social da Conferência Episcopal Italiana 26 de outubro de 2017).

Prioridade humana
Por isso, reitera o Pontífice, mundo do trabalho é uma prioridade humana. “Por conseguinte, é uma prioridade cristã, nossa, e inclusive uma prioridade do Papa. Porque se origina daquele primeiro mandamento que Deus deu a Adão: «Vai, faz crescer a terra, trabalha a terra, domina-a». Sempre houve uma amizade entre a Igreja e o trabalho, a partir de Jesus trabalhador. Onde houver um trabalhador ali estarão o interesse e o olhar de amor do Senhor e da Igreja. Penso que isto é claro. (visita pastoral a Gênova, 27 de maio de 2017)


Fonte: Vatican News

28 abril, 2023

Atividade no Acampamento Dom Hélder Câmara

Um convite muito especial

Dia da Trabalhadora e do Trabalhador

Para quem já visitou e conhece, um novo reencontro.

Para quem ainda não visitou e não conhece, uma oportunidade.

Celebrarmos juntos com as famílias do Acampamento Dom Hélder Câmara, o dia da Trabalhadora e Trabalhador.

1º de Maio
Dia da Trabalhadora e do Trabalhador

Atividade no Acampamento Dom Hélder Câmara

08h30m - Missa d@ Trabalhad@r

09h30m - circo, música, atividades culturais

Arrecadação de roupas de inverno 
(agasalhos e cobertores)


Acampamento Dom Hélder Câmara
Av. Independência, 1850 – Paiçandu – Paraná



Comunidade católica reage à decisão do Papa Francisco de permitir que mulheres votem no Sínodo dos Bispos

A novidade provoca reação da ala conservadora da Igreja. O grupo Missa em latim, que defende retorno a algumas tradições católicas, chamou até de golpe e disse que é precedente perigoso para hierarquia da Igreja.

A decisão do Papa Francisco de permitir que mulheres tenham direito ao voto no Sínodo dos Bispos gerou reações na comunidade católica.

O Papa Francisco mudou o regulamento da Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que acontecerá em outubro próximo, introduzindo algumas cotas femininas.

Originalmente, apenas bispos tinham direito a voto. Com a mudança, 70 "não bispos" poderão votar. Metade das novas vagas será reservada a mulheres. Além disso, cinco freiras se juntarão a cinco clérigos como representantes de ordens religiosas - e também terão direito a voto.

Demorou décadas, desde que Paulo VI criou o Sínodo, em 1965, para manter viva a chama do Concílio Vaticano II. A sinodalidade representa a democracia na Igreja, a participação dos fiéis através dos bispos de cada diocese, que dão conselhos ao Papa.

Mas a exclusão das mulheres no processo decisório vinha sendo motivo de críticas ao Vaticano, principalmente nos últimos sínodos que deram muita repercussão, como o da Amazônia e antes o da família.

Nas duas ocasiões, o Papa Francisco escolheu alguns observadores para participar, entre eles mulheres, mas sem a oportunidade de voto, o que gerou o descontentamento delas.

O tema do próximo Sínodo será a busca de um maior envolvimento dos fiéis nas questões da Igreja. A novidade está provocando a reação da ala conservadora.

O grupo Missa em latim, que defende o retorno a algumas tradições católicas, chamou até de golpe, e disse que é um precedente perigoso para a hierarquia da Igreja. O grupo considera que o documento final do Sínodo, que deveria ser apenas uma consulta, pode acabar se tornando deliberativo. "O diabo está nos detalhes", afirmou.

Mas os elogios têm f. Grupos de católicas definiram a medida como histórica nos 2.000 anos de vida da Igreja.

O Papa Francisco quer dar às mulheres mais voz no alto escalão. Também pretende nomear mulheres para um comitê que ajuda o papa a selecionar os bispos do mundo.

rancisco já disse que mulheres em cargos de liderança melhoram o Vaticano. Mas essa reforma só será completa quando elas puderem rezar missa e consagrar a eucaristia. Se depender do desejo de Francisco, esse dia vai chegar.



Mensagem da CNBB ao Povo Brasileiro: “A esperança é a nossa coragem”

Os bispos do Brasil partilharam mensagem ao povo brasileiro, elaborada e aprovada na 60ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nesta quinta-feira, dia 27 de maio.

Muito expressiva.

Leia  na íntegra no link a baixo




20 abril, 2023

21 de abril – Tiradentes

21 de abril – Tiradentes

Nesta sexta-feira, 21, é comemorado o dia de Tiradentes, uma referência à morte do mineiro Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes. Ele foi o líder da Inconfidência Mineira, uma maior revolta para a independência do Brasil.

Sociedade do Cansaço: como enfrentar os sintomas de uma enfermidade psicossocial?

Publicado em 27/05/2022, 13h38. Atualizado 27/05/2022, 13h47
UFSM - Revista Arco

Sociedade do Cansaço: como enfrentar os sintomas de uma enfermidade psicossocial?

Em entrevista, a psicóloga Letícia Chagas fala sobre como a “sociedade do cansaço” afeta os indivíduos

“A sociedade do cansaço” é o nome de um ensaio do filósofo sul-coreano Byung-Chul Han sobre uma enfermidade que está acometendo a sociedade. Segundo os conceitos de Han, o cansaço é uma resposta do corpo para o excesso de positividade e cobrança que a sociedade impõe. Han reflete, em sua obra, sobre a violência da positividade, que é mais uma das articulações da sociedade do cansaço para produzir pessoas mecanizadas e centradas no que é essencial para um sistema capitalista: a busca pelo lucro. A cobrança pelo desempenho atinge as inseguranças dos indivíduos ao tentar trazer propósitos exagerados para o sucesso no trabalho.


Letícia Chagas, mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), foi uma das responsáveis por ministrar uma palestra no início de 2022, organizada pela Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED) da UFSM, com o título “Sociedade do cansaço: crise e esgotamento”. De acordo com a psicóloga, as pessoas estão condicionadas à busca pelo sucesso, seja qual for o custo. Para ela, vivemos em uma sociedade que faz crer que impor limites é um retrocesso e que as pessoas são capazes de alcançar tudo e que, para isso, só basta esforço.

Letícia ainda explica que é natural que uma sociedade que pensa em produzir, comparar e vencer o tempo todo tenha sintomas do cansaço escancarados entre seus indivíduos. As consequências dessa nova dinâmica são percebidas no íntimo das pessoas envolvidas. Confira mais das ideias da psicóloga sobre os desdobramentos desse fenômeno psicossocial na entrevista que ela concedeu para a Arco:


Arco: Com a eclosão da Covid-19, houve a migração da realidade de estudos, trabalho e relações para o mundo virtual. Como você avalia essa imersão no mundo digital causada pela pandemia da Covid-19?

Letícia: Por mais que a internet tenha possibilitado que as pessoas seguissem suas atividades e interagissem umas com as outras, essa imersão profunda no mundo digital gerou consequências irreversíveis para a sociedade. Estar o tempo todo conectado com o mundo digital provocou um cansaço excessivo e, com isso, uma série de distúrbios de saúde, como sedentarismo, miopia, transtorno de desvio de atenção, depressão, dismorfia corporal e ansiedade.

Além disso, esse contato constante com as redes sociais promove cada vez mais a “sociedade do igual” que tenta se homogeneizar, seja pela comparação nas mídias seja pela tentativa (bem sucedida) capitalista de vender sempre os mesmos produtos.


Arco: Pensando no conceito de “Sociedade de Desempenho” de Han, quais efeitos psicológicos são gerados pela cobrança por uma produtividade constante, mesmo em tempos caóticos?

Letícia: A “Sociedade de Desempenho” conceitua um meio social que cobra constantemente por produtividade e resultado dos seus indivíduos. Além disso, as pessoas se colocam em uma posição de autoexploração, permeada de medo, pressão e angústia.

A autoexploração é um fenômeno que ocorre em decorrência do hiperconsumo, que é uma busca incessante por multiplicar bens e nunca se satisfazer com aquilo que se adquire.


Arco: É possível delimitar fronteiras quando o ambiente de trabalho migra para casa? Como fazê-lo?

Letícia: Quando o ambiente de produção se funde com o ambiente de lazer, não há pausas ou limites e o indivíduo fica condicionado a produzir mais do que deveria. Algumas dicas para evitar essa fusão são: a delimitação de espaços, a definição de horários e o autoconhecimento.


Arco: O sonho da liberdade e da capacidade de fazer tudo é um estímulo psicológico ou consiste em uma estratégia capitalista para impulsionar o desempenho no trabalho?

Letícia: A capacidade de fazer tudo é algo que pode, muitas vezes, tornar-se frustrante. A pessoa que tem consciência que é capaz de tudo e exige de si mesma o desempenho em uma série de tarefas acaba enraizando uma cobrança que a priva de lazer e descanso, atividades fundamentais para a saúde física e mental.

Essa autocobrança pode gerar consequências psicológicas graves e está severamente atrelada com o fundamento de uma sociedade capitalista. Na expressão “tempo é dinheiro”, observamos de forma clara essa exigência por produção e desempenho como condição para a existência de cidadão em uma sociedade que gira em torno do trabalho.


Arco: O que é o “burnout”?

Letícia: O “burnout” é uma palavra da língua inglesa que pode ser traduzida como “esgotamento”. O burnout ocorre como uma resposta do corpo para as multitarefas – ato de realizar múltiplas atividades ao mesmo tempo – que causa desgaste físico e psíquico.

Esses desgastes ocorrem com a enorme perda de energia do cérebro para romper conexões neuronais no revezamento constante de atividades. Para que o cérebro direcione o foco em uma tarefa, uma ligação é feita, e no momento em que a atenção é desviada por uma notificação do celular, por exemplo, essa conexão precisa ser quebrada e posteriormente, ser refeita.

Todo esse processo usa uma quantidade muito grande de energia e pode acarretar na perda de informações importantes entre uma conexão e outra. O burnout vem então, como um alerta, quase como se fosse o corpo dizendo “pare e descanse”.


Arco: E quais estratégias podem ser utilizadas para evitá-lo?

Letícia: Para que o corpo não precise atingir o estado de alerta, é essencial estabelecer horários de descanso, não exceder horas de trabalho, praticar atividade física, delimitar tempo de lazer e, acima de tudo, ser gentil consigo mesmo.


Arco: Você poderia citar sintomas psicológicos característicos da sociedade do cansaço?

Letícia: A sociedade do cansaço apresenta distúrbios que têm alguns sintomas fáceis de serem identificados: o cansaço excessivo, a ansiedade, as informações fragmentadas, a violência neuronal – excesso de positividade e produção que geram reações de rejeição no corpo-, os problemas de comunicação, a depressão e o burnout.


Arco: Quais consequências vemos em uma sociedade cansada?

Letícia: Uma sociedade cansada está constantemente mais propensa a adoecer e acometer -se a sintomas gerais do cansaço e do esgotamento mental.


Arco: A sociedade do cansaço está relacionada somente com o contexto digital?

Letícia: A sociedade do cansaço já existia antes da era digital, quando os sintomas já eram diagnosticados por conta do pensamento capitalista. Apesar disso, o contexto digital potencializou de forma exponencial a sociedade do cansaço e as multitarefas.


Arco: Tem como não se sentir uma pessoa ‘cansada’ em uma sociedade que está cansada?

Letícia: Não se sentir uma pessoa cansada em meio a uma sociedade cansada é praticamente impossível. Acontece que os sintomas desse distúrbio refletem em todos os indivíduos e a cobrança por produtividade e sucesso é quase geral.



Expediente:

Entrevista: Isadora Pellegrini, acadêmica de Jornalismo e bolsista;

Design gráfico: Vinícius Bandeira, acadêmico de Desenho Industrial e estagiário;

Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;

Relações Públicas: Carla Isa Costa;

Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;

Edição geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.


14 abril, 2023

Lula manda recado para a Humanidade: Além da política vamos ter que cuid...

O Papa: não se anuncia o Evangelho parado, na escrivaninha ou no computador

Na Audiência Geral desta quarta-feira depois da Páscoa, Francisco falou sobre o zelo evangélico: "Não se anuncia o Evangelho parado, fechado em um escritório, na escrivaninha ou no computador, fazendo polêmicas como "leões do teclado" e substituindo a criatividade do anúncio com copiar e colar ideias tiradas daqui e dali". É preciso "estar livres de esquemas", "preparado para as surpresas".


Mariangela Jaguraba - Vatican News

O Papa Francisco prosseguiu com o ciclo de catequeses sobre a paixão de evangelizar na Audiência Geral, desta quarta-feira (12/04), realizada na Praça São Pedro.

Duas semanas atrás, vimos o impulso pessoal de São Paulo pelo Evangelho. Neste encontro semanal com os fiéis, o Santo Padre fez uma reflexão mais profunda sobre o zelo evangélico assim como o Apóstolo dos Gentios o descreve em algumas de suas cartas.

Zelo distorcido, observância de normas humanas e obsoletas

"Paulo não ignora o perigo de um zelo distorcido, orientado numa direção errada. Às vezes nos deparamos com um zelo mal orientado, obstinado na observância de normas puramente humanas e obsoletas para a comunidade cristã", sublinhou o Papa.

Não podemos ignorar a solicitude com que alguns se dedicam a ocupações erradas mesmo na própria comunidade cristã; pode-se vangloriar-se de um falso zelo evangélico enquanto se persegue, na realidade, a vanglória ou as próprias ideias ou um pouco de amor próprio.

No capítulo 6° da carta aos Efésios, Paulo faz uma lista com as "armaduras" para a batalha espiritual. "Dentre elas está a prontidão para propagar o Evangelho, traduzida por alguns como 'zelo'", disse o Papa, ressaltando que a prontidão é indicada como um "calçado". "Por quê? Porque aquele que vai anunciar deve mover-se, deve caminhar", respondeu Francisco.

O zelo evangélico é o apoio no qual se baseia o anúncio, e os anunciadores são um pouco como os pés do corpo de Cristo que é a Igreja. Não há anúncio sem movimento, sem "saída", sem iniciativa. Isto significa que não há cristão se ele não estiver a caminho, se ele não sair de si para pôr-se a caminho e anunciar. Não há anúncio sem movimento, sem caminhar.”

Segundo o Papa, "não se anuncia o Evangelho parado, fechado em um escritório, na escrivaninha ou no computador, fazendo polêmicas como "leões do teclado" e substituindo a criatividade do anúncio com copiar e colar ideias tiradas daqui e dali. O Evangelho é anunciado movendo-se, caminhando, indo".

O zelo evangélico é o oposto do desmazelo

O zelo evangélico "denota prontidão, preparação, alacridade. É o oposto do desmazelo, que é incompatível com o amor", sublinhou Francisco, ressaltando que um anunciador deve estar pronto para partir e "sabe que o Senhor passa de forma surpreendente. Ele deve estar livre de esquemas e predisposto a uma ação inesperada e nova: preparado para as surpresas. Aquele que anuncia o Evangelho não pode ser fossilizado em jaulas de plausibilidade ou no "sempre foi feito assim", mas estar pronto para seguir uma sabedoria que não é deste mundo".

Segundo Francisco, "é importante ter esta prontidão para a novidade do Evangelho, esta atitude que é um impulso, uma tomada de iniciativa, um 'ir primeiro'. É um não deixar escapar oportunidades para promulgar o anúncio do Evangelho da paz, aquela paz que Cristo sabe dar mais e melhor do que o mundo".

Por isso, os exorto a ser evangelizadores que se movem, sem medo, que vão em frente, para levar a beleza de Jesus, para levar a novidade de Jesus que muda tudo. Muda também o coração: você está disposto a deixar que Jesus mude o seu coração? Ou você é um cristão morno, que não se move. Pense bem: você é um entusiasta de Jesus, vai em frente? Pense um pouco.

03 abril, 2023

Semana Santa!

Semana Santa

Na morte e ressurreição de Jesus, nasce uma humanidade nova, restaurada.


A Igreja Católica deu início, dia 02, com a celebração do Domingo de Ramos a Semana Santa que se estende até o próximo domingo, dia 9 de abril – domingo de páscoa.

Na Semana Santa, celebra o que há de mais central e precioso na nossa fé: a paixão, morte e ressurreição do Senhor. Este é o centro da fé. Jesus morreu por nós e com sua morte nos reconciliou com o Pai.

A Semana Santa nos convoca a refletir nossos passos olhando para os passos Jesus, o seu amor sem medida por nós e sua fidelidade incondicional ao Pai e assim fortalecer nossa fé e preparadas e preparados estarmos para no sábado santo, renovamos as promessas do Batismo na vigília da páscoa.

02 abril, 2023

Domingo de Ramos da Paixão do Senhor

Domingo de Ramos da Paixão do Senhor

Um chamado a imitar Jesus. Imitar sua humilhação.

Amou e nos amou até o fim, toda sua vida. Sua vida sempre foi humilde junto dos pequenos, juntos dos pobres, juntos dos humildes.

Quem Jesus acolheu, quem Jesus chamou de bem aventurados: os pobres, os que choram, os que tem fome, os misericordiosos, os que sofrem perseguição.

Jesus no seu jeito de viver revelou o rosto Deus, continua hoje revelando o rosto de Deus a nós.

O Senhor, o nosso Rei veio montado em jumentinho. Quem os acolheu nem estava preparado, por isso estenderam suas roupas e ramos das árvores.

Nossa vida deve ser de serviço, de esvaziar-se. Discípulas e Discípulos de Jesus é quem se esvazia e coloca-se a serviço das irmãs e dos irmãos, principalmente dos que mais precisam.

Seguir o exemplo de Jesus, fazer o bem sem querer nada em troca. A Companha da Fraternidade nos afirma que não se chega a vida eterna se não ter fraternidade com os que passam fome.

A Semana Santa nos convoca a refletir nossos gestos olhando para Jesus.















30 março, 2023

Fotos da Celebração dos Mártires da Caminhada em Honra a Santo Oscar Romero.

Realizada pelas Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs da Arquidiocese de Maringá.

A celebração é sempre itinerante, sendo esta realizada na cidade de Paiçandu-Pr, Paroquia Jesus Bom Pastor, celebrada pelo Pe. Genivaldo Ubinge no dia 25 de março de 2023.