06 janeiro, 2020

Já não estamos na cristandade!


“Irmãos e irmãs, já não estamos na cristandade! Já não somos os únicos que produzem cultura, nem os primeiros nem os mais ouvidos”, afirma o papa Francisco


“Estamos a viver, não simplesmente uma época de mudanças, mas uma mudança de época. Encontramo-nos, portanto, num daqueles momentos em que as mudanças já não são lineares, mas epocais; constituem opções que transformam rapidamente o modo de viver, de se relacionar, de comunicar e elaborar o pensamento, de comunicar entre as gerações humanas e de compreender e viver a fé e a ciência. Muitas vezes acontece viver a mudança limitando-se a envergar um vestido novo e, depois, permanecer como se era antes. Lembro-me da expressão enigmática que se lê num famoso romance italiano: «Se queremos que tudo fique como está, é preciso que tudo mude» (Il Gattopardo, de Giuseppe Tomasi de Lampedusa)”, afirma o papa Francisco no memorável discurso à Cúria Romana, proferido no dia 21-12-2019.

Segundo o papa, “a humanidade chama, interpela e provoca, isto é, chama a sair para fora e não temer a mudança”.

E Francisco adverte contra “a tentação de assumir a atitude da rigidez. Esta nasce do medo da mudança e acaba por disseminar estacas e obstáculos pelo terreno do bem comum, tornando-o um campo minado de incomunicabilidade e ódio. Lembremo-nos sempre de que, por trás de qualquer rigidez, jaz um desequilíbrio. A rigidez e o desequilíbrio nutrem-se, mutuamente, num círculo vicioso. E hoje esta tentação da rigidez tornou-se tão atual”.

Eis o discurso.
«E o Verbo fez-Se homem e veio habitar connosco» (Jo 1, 14).

Queridos irmãos e irmãs!

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