23 setembro, 2020

Francisco denuncia

Francisco denuncia: “Ouvimos mais as empresas multinacionais do que os movimentos sociais. Falando mais claramente, ouvimos mais os poderosos do que os fracos e este não é o caminho”




Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa disse que “para sairmos melhores de uma crise como a atual, que é uma crise de saúde e ao mesmo tempo social, política e econômica, cada um de nós é chamado a assumir a sua parte de responsabilidade".

A reportagem é de Mariangela Jaguraba, publicada por Vatican News, 23-09-2020.

O Papa Francisco prosseguiu com o ciclo de catequeses sobre o tema da pandemia de coronavírus, na Audiência Geral desta quarta-feira (23/09).

“Curar o mundo. Subsidiariedade e virtude da esperança” foi tema deste encontro semanal, realizado no Pátio São Dâmaso, dentro do Vaticano, em que o Pontífice ressaltou que “para sairmos melhores de uma crise como a atual, que é uma crise de saúde e ao mesmo tempo social, política e econômica, cada um de nós é chamado a assumir a sua parte de responsabilidade. Partilhar as responsabilidades”.
Princípio de subsidiariedade para uma verdadeira reconstrução

Segundo Francisco, “devemos responder não só como indivíduos, mas também a partir do próprio grupo de pertença, do papel que desempenhamos na sociedade, dos nossos princípios e, se acreditamos, da nossa fé em Deus”.

Muitas vezes, porém, tantas pessoas não podem participar na reconstrução do bem comum porque são marginalizadas, excluídas ou ignoradas; certos grupos sociais são incapazes de contribuir, porque são econômica ou politicamente asfixiados. Em algumas sociedades, muitas pessoas não são livres de expressar a sua fé e os seus valores, suas ideias: se elas as expressam com liberdade, vão para a cadeia. Noutros lugares, especialmente no mundo ocidental, muitas reprimem as próprias convicções éticas ou religiosas. Mas assim não se pode sair da crise, ou contudo, não podemos sair melhores. Sairemos piores.

“Para que todos possamos participar no cuidado e na regeneração dos nossos povos, é justo que todos tenham os recursos adequados para fazê-lo”, disse ainda o Papa, ressaltando que “após a grande depressão econômica de 1929, o Papa Pio XI explicou a importância do princípio de subsidiariedade para uma verdadeira reconstrução. Este princípio tem um duplo dinamismo: de cima para baixo e de baixo para cima. Talvez não entendemos o que isso significa, mas é um principio social que nos torna mais unidos”. E Francisco explicou:

“Por um lado, e especialmente em tempos de mudança, quando indivíduos, famílias, pequenas associações ou comunidades locais são incapazes de alcançar os objetivos primários, então é justo que os níveis mais elevados do corpo social, como o Estado, intervenham para oferecer os recursos necessários para prosseguir.”

Por exemplo, devido ao lockdown causado pelo coronavírus, muitas pessoas, famílias e atividades econômicas encontraram-se e ainda se encontram em sérias dificuldades, por isso as instituições públicas procuram ajudar com intervenções apropriadas, sociais, econômicas e de saúde. Esta é a função. O que devem fazer.
Não colocar de lado a sabedoria dos grupos mais humildes

“Mas por outro lado”, disse ainda Francisco, “os vértices da sociedade devem respeitar e promover níveis intermédios ou menores. Com efeito, é decisiva a contribuição de indivíduos, famílias, associações, empresas, todos os organismos intermédios e até das Igrejas. Com os próprios recursos culturais, religiosos, econômicos ou de participação cívica, eles revitalizam e reforçam o corpo social. Existe uma colaboração de cima para baixo, do Estado para o povo e de baixo para cima. E este é o exercício do princípio da subsidiariedade. Cada um deve ter a oportunidade de assumir a própria responsabilidade nos processos de cura da sociedade da qual faz parte. Quando se ativa algum projeto que, direta ou indiretamente, diz respeito a determinados grupos sociais, estes não podem ser excluídos da participação; a sabedoria dos grupos mais humildes não pode ser colocada de lado”. A seguir, acrescentou:

“Infelizmente, esta injustiça ocorre muitas vezes onde se concentram grandes interesses econômicos ou geopolíticos, tais como certas atividades de mineração em determinadas partes do planeta. As vozes dos povos indígenas, as suas culturas e visões do mundo não são consideradas. Atualmente, esta falta de respeito pelo princípio da subsidiariedade propagou-se como um vírus.”

Pensemos nas grandes medidas de ajuda financeira implementadas pelos Estados. Ouvimos mais as grandes empresas financeiras do que as pessoas ou aqueles que movem a economia real. Ouvimos mais as empresas multinacionais do que os movimentos sociais. Falando em dialeto cotidiano, ouvimos mais os poderosos do que os fracos e este não é o caminho. Não é o caminho humano, não é o caminho que Jesus nos ensinou, não é implementar o princípio e subsidiariedade. Assim, não permitimos que as pessoas sejam “protagonistas do próprio resgate”. No subconsciente coletivo de alguns políticos ou alguns trabalhadores sociais há este lema: tudo para o povo, nada com o povo. De cima para baixo, mas sem ouvir a sabedoria do povo, sem implementar essa sabedoria na solução de problemas, neste caso, para sair da crise. Ou pensemos também na forma de curar o vírus: ouvimos mais as grandes empresas farmacêuticas do que os profissionais da saúde, que estão na linha da frente nos hospitais ou nos campos de refugiados. Este não é o caminho certo! Todos devem ser ouvidos. Os que estão no alto e os que estão embaixo.
Implementar o princípio de subsidiariedade

Segundo o Papa, “para sairmos melhores de uma crise, o princípio da subsidiariedade deve ser implementado, respeitando a autonomia e a capacidade de iniciativa de todos, especialmente dos últimos.

“Todas as partes de um corpo são necessárias e, como diz São Paulo, as partes que podem parecer mais frágeis e menos importantes são na realidade as mais necessárias. À luz desta imagem, podemos dizer que o princípio da subsidiariedade permite a cada um assumir o seu próprio papel no cuidado e destino da sociedade.”

A sua implementação dá esperança num futuro mais saudável e justo; e construímos este futuro juntos, aspirando a realidades maiores, alargando os nossos horizontes. Sair da crise não significa passar um verniz na situação atual. Sair da crise significa mudar e a verdadeira mudança é feita por todos, todas as pessoas que constituem o povo. Todos juntos em comunidade.”
A esperança é audaz

O Papa recordou que “numa catequese anterior vimos que a solidariedade é a saída para a crise: ela nos une e nos permite encontrar propostas sólidas para um mundo mais saudável. Mas este caminho de solidariedade precisa da subsidiariedade. Com efeito, não há verdadeira solidariedade sem participação social, sem a contribuição de organismos intermédios: famílias, associações, cooperativas, pequenas empresas, expressões da sociedade civil. Tal participação ajuda a prevenir e corrigir certos aspectos negativos da globalização e da ação dos Estados, assim como acontece no cuidado das pessoas atingidas pela pandemia. Estas contribuições “a partir de baixo” devem ser encorajadas. Como é bonito ver o trabalho dos voluntários nessa crise, voluntários provenientes de várias partes sociais, que vêm de famílias abastadas e mais pobres. Todos juntos. Isso é solidariedade e princípio da subsidiariedade”.

Durante o lockdown, o gesto de aplaudir médicos, enfermeiros e enfermeiras nasceu espontaneamente como sinal de encorajamento e esperança. Muitos arriscaram a sua vida e perderam suas vidas! Estendamos este aplauso a todos os membros do corpo social, pela sua valiosa contribuição, por menor que seja. Dar espaço para trabalhar. Aplaudamos os "descartados", classificados por essa cultura como "descartados", ou seja, os idosos, as crianças, as pessoas com deficiência, os trabalhadores, todos aqueles que se põem a serviço. Mas não nos limitemos apenas aos aplausos! A esperança é audaz, por isso encorajemo-nos a sonhar alto, procurando os ideais de justiça e amor social que provêm da esperança.

O Papa concluiu a sua catequese, convidando a “não reconstruir o passado, especialmente o que era iníquo e já doente. Construamos um futuro onde a dimensão local e global se enriqueçam mutuamente, onde a beleza e a riqueza dos grupos menores possam florescer e onde aqueles que têm mais se comprometam a servir e a dar mais a quem tem menos”.

Fonte: IHU

22 setembro, 2020

22 de Setembro Dia d@ Contadora/or

Conhecimento e ética é imprescindível

Parabéns a nós Contadores 



 

Catequese Permanente 22/09/2020

21 setembro, 2020

"Moldar a Paz Juntos" - Dia Internacional da Paz


 

Pela Paz

Pela Paz 


Você espera sempre mais 

Você não se conforma 

Você não se satisfaz 

Todo mundo diz acreditar na paz 


E você acredita ou não? 

E então, o que você faz pela paz? 

O que você faz pela paz? 

O que você faz pela paz? 


Todos são capazes da guerra 

Mas ninguém luta por você 

Você ainda está sozinho 

Ninguém acredita em ninguém 


E você acredita ou não? 

E então, o que você faz pela paz? 

O que você faz pela paz? 

O que você faz pela paz? 


(Titãs)

20 setembro, 2020

Padre Donizeti Aparecido Pugin Souza

 “Seduziste-me Senhor, e eu me deixei seduzir”

Parabéns padre
Donizeti Ganzá

Linda liturgia

Ordenação presbiteral de Donizeti Aparecido Pugin Souza


19 setembro, 2020

Padre Júlio Lancelotti - Pastoral do Povo de Rua de São Paulo


“Quem é esse homem idoso, que durante a pandemia, serve café da manhã todo santo dia, à milhares de pessoas em situação de rua, na cidade mais rica do país? 

Quem é esse homem idoso que acolhe, abriga e paga pela hospedagem de dezenas de famílias pobres em hotéis, quando o prefeito prometeu e não cumpriu? 

Quem é esse homem idoso que é um 'incômodo necessário' ao prefeito por exigir a aplicação de políticas públicas aos desgraçados pela vida e pela exclusão de uma sociedade injusta por sua própria natureza, capitalista? 

Quem é esse homem idoso que fica à frente de manifestantes e as forças de segurança jogam gás de pimenta em seus olhos e lhe dão borrachadas, e chamam de comunista filho da puta? 

Quem é esse homem idoso, que ao abraçar gente sem banho, sem desodorante, sem dente, sem casa, pessoas negras, mulheres pobres com filhos pequenos no colo ou ainda no ventre são encarceradas, pessoas LGBT+, e um deputado da extrema direita chama de "cafetão da miséria"? 

Quem é esse homem idoso, de modos afável, carinhoso, bem humorado e pacífico com todos, que profere em sermões dominicais palavras de paz, que provoca a ira de fascistas que o ameaçam de morte? 

Quem é esse homem idoso e sacerdote católico que até ateu se levanta para defendê-lo?

Esse homem idoso e humanista é a maior referência há décadas na luta em defesa dos direitos humanos na cidade de São Paulo e do país. Protejam o padre Júlio Lancellotti. "

(Wanderley Oliveira)

18 setembro, 2020

Oração Campanha da Fraternidade 2017

Deus, nosso Pai e Senhor,
nós vos louvamos e bendizemos,
por vossa infinita bondade.
Criastes o universo com sabedoria
e o entregastes em nossas frágeis mãos
para que dele cuidemos com carinho e amor.
Ajudai-nos a ser responsáveis e zelosos pela
Casa Comum.
Cresça, em nosso imenso Brasil,
o desejo e o empenho de cuidar mais e mais
da vida das pessoas,
e da beleza e riqueza da criação,
alimentando o sonho do novo céu e da nova terra
que prometestes.
Amém!

Padre Genivaldo é nomeado Coordenador da Ação Evangelizadora





O Arcebispo de Maringá, Dom Frei Severino Clasen, nomeou o padre Genivaldo Ubinge Coordenador da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Maringá. Padre Genivaldo é reconduzido à função depois de ter deixado a coordenação logo após a renúncia do Arcebispo Dom Anuar Battisti. 

Desde 2017, três padres coordenavam a Ação Evangelizadora: padres Ivaldir Camaroti dos Reis, Emerson Cícero de Carvalho e Genivaldo Ubinge. 

Na carta de nomeação, Dom Frei Severino destacou o desejo para que a Arquidiocese de Maringá seja uma “Igreja cada vez mais sinodal”. “O termo grego sínodo significa ‘caminhar juntos’. Quero uma Igreja em que todos são chamados a caminhar juntos, valorizando a escuta e o diálogo”, disse.

Padre Genivaldo é nomeado Coordenador da Ação Evangelizadora





O Arcebispo de Maringá, Dom Frei Severino Clasen, nomeou o padre Genivaldo Ubinge Coordenador da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Maringá. Padre Genivaldo é reconduzido à função depois de ter deixado a coordenação logo após a renúncia do Arcebispo Dom Anuar Battisti. 

Desde 2017, três padres coordenavam a Ação Evangelizadora: padres Ivaldir Camaroti dos Reis, Emerson Cícero de Carvalho e Genivaldo Ubinge. 

Na carta de nomeação, Dom Frei Severino destacou o desejo para que a Arquidiocese de Maringá seja uma “Igreja cada vez mais sinodal”. “O termo grego sínodo significa ‘caminhar juntos’. Quero uma Igreja em que todos são chamados a caminhar juntos, valorizando a escuta e o diálogo”, disse.

17 setembro, 2020

Cântico de São Francisco de Assis

 
Cântico de São Francisco de Assis:
 
Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
Teus são o louvor, a glória, a honra
E toda a bênção
Só a Ti Altíssimo, são devidos;
e homem algum é digno
De te mencionar.
Louvado sejas, meu Senhor,
Com todas as Tuas criaturas,
Especialmente o Senhor irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.
E ele é belo e radiante
Com grande esplendor.
De Ti, Altíssimo, é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste claras
E preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo,
Pelo qual às Tuas criaturas dás sustento.
Louvado sejas, meu Senhor
Pela irmã Água,
Que é mui útil e humilde
E preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão fogo.
Pelo qual iluminas a noite.
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe Terra,
Que nos sustenta e governa,
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por Teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.
Bem aventurados os que sustentam a Paz,
Que por Ti, Altíssimo, serão coroados.
 

16 setembro, 2020

Soneto do Pantanal

 Soneto do Pantanal

Nosso maravilhoso Pantanal
As paisagens perfeitas que o compõe
E tudo o que a ele pertence é especial
E muita felicidade nos propõe.

Pantanal, um lugar cheio de riquezas
Todos os bichos são diferentes
Porém cada um tem suas belezas
Belezas que igual jamais vistes.

Garças e tuiuius mostram seu encanto
Os pássaros e os outros animais
Em seu louvor espalham seu canto.

Muitas maravilhas para admirar
A natureza e os mais belos animais
Enfeitam esse deslumbrante lugar.


(Jhennifer Karoline May)


O cuidado é uma regra de ouro da nossa condição humana

"O cuidado é uma regra de ouro da nossa condição humana e traz consigo saúde e esperança. Cuidar de quem está doente, de quem precisa, de quem é deixado de lado. Esta é uma riqueza humana e cristã... é preciso cuidar-se e cuidar uns dos outros. Temos de apoiar aqueles que cuidam dos mais frágeis, dos doentes e idosos... Curar o mundo. Cuidar da Casa comum e atitude contemplativa” (Papa Francisco)

A vida é missão


 

14 setembro, 2020

RUMO AO 15º INTERECLESIAL DAS CEBs – 2023

DIA “D” CELEBRAÇÃO DA PALAVRA 

Data: 15/09/2020 – Horário: 19h00 (Horário de MT) / 20h00 (Horário de Brasília)

Transmissões nas páginas de facebook: @diocesederondonopolis @NordestedasCebs @catedralsantacruz @CEBsdoBrasilOficial @ceb continental (México)

Motivação Temática: Tempo da Criação / Mês da Bíblia

Local: Capela Centro Diocesano de Pastoral – Diocese de Rondonópolis-Guiratinga – RO2
Animação: Equipe Diocesana de CEBs Rondonópolis/Guiratinga

A Palavra de Deus ilumina a vida da comunidade e a vida ilumina a Palavra de Deus como palavra encarnada na história, como palavra dita aqui e agora, para libertar a todos e todas. Por meio da Palavra de Deus, as CEBs vão descobrindo a imagem de Deus, e a partir dela, uma nova imagem da Igreja, da sociedade e da história. A descoberta do Deus da vida, do seu projeto para que todos e todas tenham vida e a tenham em plenitude. Neste "Tempo da Criação", o Papa Francisco nos convida a repensar a maneira de habitar a Terra e de conviver com o outro, a outra e cuidar da nossa casa comum. Juntos e juntas vamos realizar esta celebração da Palavra de Deus, rumo ao 15º Intereclesial das CEBs. Venha sonhar, viver e cultivar a esperança, pois "tudo está interligado".

01 setembro, 2020

Especial TEMPO DA CRIAÇÃO - CEBs do Brasil

Especial TEMPO DA CRIAÇÃO - CEBs do Brasil

http://cebsdobrasil.com.br

TEMPO DA CRIAÇÃO: mensagem do Papa Francisco por ocasião do Dia Mundial de Oração pelo cuidado da criação

http://cebsdobrasil.com.br/tempo-da-criacao-mensagem-do-papa-francisco-por-ocasiao-do-dia-mundial-de-oracao-pelo-cuidado-da-criacao

Campanha Amazoniza-te prepara atividades para Tempo da Criação e Dia da Amazônia

http://cebsdobrasil.com.br/campanha-amazoniza-te-prepara-atividades-para-tempo-da-criacao-e-dia-da-amazonia


TEMPO DA CRIAÇÃO: profecias de uma Igreja em saída

http://cebsdobrasil.com.br/tempo-da-criacao-profecias-de-uma-igreja-em-saida

Ato Inter-religioso pelo Dia Mundial de Oração pelo Cuidado com a Criação

Catequese Permanente - CEBs de Maringá


 

Catequese Permanente 01/09/2020

Catequese Permanente 
Palavra de Deus que é Luz para as Comunidades 
Esse tema será trabalhado em cinco catequese, todas as terças-feiras o vídeo será disponibilizado no canal do YouTube das CEBs de Maringá. O tema desenvolvido nesse mês de setembro, ”Palavra de Deus que é Luz para as Comunidades” será desenvolvido pelo Pe. Geraldino Rodrigues Proença , Assessor das CEBs Regional Sul II.

 

31 agosto, 2020

Rezemos juntos

Rezemos juntos, 

Que o nosso Deus nos conceda a graça de sabermos silenciar com soube Jesus, principalmente diante de pessoas maldosas, que geram discórdia, divisão na família, na comunidade e sociedade “Quando ouviram (...) palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho. (Lc 4,28-30).

28 agosto, 2020

I have a dream. 28 de agosto de 1963. A utopia viva de Martin Luther King Jr

Depois de ajustar o último botão da camisa branca e acochar o nó da gravata ao pescoço, vestiu o terno preto e embarcou em seu Mustang modelo 1968. Chegou à região do Lorraine Motel, em Memphis, Estados Unidos, no final do dia. Exatamente um minuto depois das 18 horas, prendeu a respiração, esmagou lentamente o gatilho e uma fração de segundo separou o estampido seco do seu rifle e o destino final do projétil, distante cerca de 100 metros: a parte inferior direita do rosto de Martin Luther King Jr., destruindo seu maxilar e jogando-o contra a parede. O elegante homem branco de terno negro embarcou novamente no Mustang, deu partida e deixou discretamente a região.

Há exatos 50 anos essa cena tornou-se o pesadelo real dos negros dos Estados Unidos, que sonhavam com uma sociedade mais igualitária. A morte de Martin Luther King Jr., que fora levado a um hospital local, foi confirmada cerca de meia hora depois do atentado. Encerrava ali a vida de um dos maiores ativistas de todos tempos, que em 13 anos — entre 1955 e 1968 — havia feito uma verdadeira revolução nos direitos civis dos negros norte-americanos. Em pouco mais de uma década, seu êxito foi maior que os 350 anos precedentes.

Assassino

James Earl Ray, que confessou o assassinato de King Jr. (embora tenha desfeito a confissão posteriormente), foi ...continue lendo, clique AQUI

27 agosto, 2020

O prefácio do pontificado de Francisco: três exemplos de vida consagrada aos pobres

Entrevista especial com Fernando Altemeyer Junior e Júlio Lancellotti

O legado dos arcebispos brasileiros Dom Helder Câmara, dom Luciano Mendes de Almeida e dom José Maria Pires é um mapa precioso para o futuro da Igreja.

Hoje, 27-08-2020, é dia de rememorar a trajetória de vida de três bispos profetas: dom Hélder Câmara, dom Luciano Mendes de Almeida e dom José Maria Pires, homens que marcaram uma virada na história da Igreja brasileira, viveram plenamente o Evangelho e se empenharam em tornar a Igreja mais fiel àquela de Jesus: uma Igreja pobre para os pobres.

Confira a entrevista, clique AQUI

26 agosto, 2020

Rezemos juntos

Par que haja justiça e igualdade “Alguns podem trabalhar de casa, enquanto para muitos outros isto é impossível. Algumas crianças, apesar das dificuldades, podem continuar a receber uma educação escolar, enquanto para muitas outras houve uma brusca interrupção. Algumas nações poderosas podem emitir moeda para enfrentar a emergência, enquanto que para outras isso significaria hipotecar o futuro....é um vírus que provém de uma economia doente.” (Papa Francicso)

Live do CIMI: - Dia 27 de agosto

Live do CIMI
Dia 27 de agosto 2020
À 16 horas
Duração 1h30
Aberta à participação do público

Será retransmitido na página das CEBs de Maringá no Facebook

Links de transmissão:
YouTube: http://bit.ly/LiveRegional1YT
Facebook: http://bit.ly/LiveRegional1FB


A 1ª LIVE Regional do Cimi está chegando!

Garantir o território é o primeiro passo para salvaguardar a vida e os direitos dos povos originários. O governo federal, entretanto, vem promovendo políticas que vão no sentido oposto. 

Mesmo durante a pandemia, o Estado joga contra: em abril, a Funai editou a Instrução Normativa 09, que libera a certificação de propriedades privadas em cima de terras indígenas. Os impactos nocivos desta medida já estão sendo sentidos em todo o Brasil.

Para debater o tema, o CIMI - regionais Leste e Nordeste - realiza uma roda de conversa on-line esta semana. Coloque na agenda, divulgue e participe:

Luta e resistência por territórios indígenas no Leste e Nordeste brasileiro

25 agosto, 2020

Rezemos juntos

Rezemos juntos,

Hoje o clero da Arquidiocese de Maringá renova suas “Promessas Sacerdotais” diante de nosso pastor Dom Severino com a presença amiga do Povo de Deus. Bonita e necessário essa unidade. Que o Espírito de Deus vem ao encontro, e encontre os corações abertos e desejosos para deixá-lo realizar o novo em cada um de nossos padres e de nós Povo de Deus. “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor.” (Lucas 4,16-21). Para sermos presença amiga, que acolhe e ama.

22 agosto, 2020

Dia da Vocação Leiga

Triste e um Alerta para não perder o “foco”

Nesse tempo de isolamento social, onde a mídia é um instrumento usado para evangelização a denúncia a pessoa do padre Robson e o acontecido quando para não perder a fama e manter ou expandir sua rede de comunicação padres que estão na mídia prometeram conteúdo favorável ao governo na pandemia do novo coranavírus nos causa dor e angustia, mas também deve levar os padres e bispos a ficar atentos, a luz da Palavra refletir suas ações no dia a dia, para não correr o risco de perder o “foco” de seu ministério. 

A nós leigas e leigos, diáconos e religios@s e demais, que amamos e respeitamos nossos padres e bispos, e tristes e angustiados ficamos diante a essa e demais situações que nos preocupa, rezemos para que o nosso Deus os abençoem, para que possam discernir seus passos, suas ações, para sempre, havendo a necessidade retomar o caminho e em nós encontrar acolhida e apoio. 

21 agosto, 2020

A criança que esperava outra criança Para meus irmãos bispos católicos Por Celso Pinto Carias, “mendigo de Deus”

Por Celso Pinto Carias, “mendigo de Deus”.

A criança que esperava outra criança 
Para meus irmãos bispos católicos


“Aquele que receber uma destas crianças

por causa do meu nome, a mim recebe” (Mc 9,37a). 

Antes de me apedrejarem, por favor, leiam tudo, e se possível tenham misericórdia.

Sou contra o aborto. E fosse eu ateu seria contra do mesmo modo. Para mim é um princípio ético fundamental. Assim como sou absolutamente contra a pena de morte. Conheci um ateu que pensava do mesmo modo. A vida não tem valor de troca. Ela vale por si mesma.

Acontece que quando avaliamos as condições objetivas nas quais a vida humana se encontra não existe uma equação que possa resolver com facilidade uma situação com alto grau de complexidade como, por exemplo, da “criança-menina” que carregava outra criança sem saber exatamente quem ela carregava em seu ventre.

E sou cristão. Portanto, leio a Bíblia a partir do Caminho de Jesus de Cristo, cuja síntese, conforme um grande amigo pastor, está contida nas Bem Aventuranças. Assim sendo, se as cinco traduções que tenho em casa não estiverem erradas, eu deveria, e aí não tenho possibilidade de medir, conduzir a minha vida pela misericórdia, pela compaixão, pelo Amor que se fez história. Assim sendo, tentei me calar, mas minha consciência não ficaria tranquila se não me pronunciasse a respeito, ainda que minha voz não seja escutada. E é horrível escrever sob a tensão de perseguição.

Ora, diante de uma situação de extrema desumanidade não podemos começar julgando. E tem sido doloroso, até certo ponto vergonhoso, assistir o julgamento desumano que estão fazendo de uma criança. E uma criança de dez anos que já vinha passando por um calvário desde os seis, fora o que não sabemos, pois é uma criança pobre. Triste, muito triste, não ver por parte das autoridades eclesiásticas da Igreja que faço parte palavras de compaixão, misericórdia, acolhimento em direção a esta vida. Aliás, vi uma única voz nesta direção: Dom Mauro Morelli no Twitter.

Uma criança-menina é exposta em um país onde casos semelhantes ao dela acontecem pelo menos seis vezes por dia (https://www.bbc.com/portuguese/53818455). Um conjunto terrível de ataques que só revelam o quanto a crise civilizatória que estamos passando está adoecendo o planeta.

Todas as vezes que a Igreja se apressa em julgar sem antes fazer um profundo discernimento, corre o risco de ter que pedir perdão mais tarde. Evidente que toda análise deve ser feita dentro do seu contexto histórico específico, mas venhamos e convenhamos, havia “teologia cristã” que justificava escravidão e também para afirmar ser o “índio” um humano pela metade. Alguém pode dizer que tal posição é cristã? O suicídio jogou muita gente no “fogo de inferno”, mas a ciência provou que na grande maioria dos casos o suicida não está de posse de sua liberdade e, portanto, não pode ser condenado. Quanta discriminação não foi feita às famílias de pessoas que se suicidaram? Não se podia rezar por elas na Igreja. E se um dia a ciência demonstrar, de forma consensual, que um embrião só pode ser considerado humano depois de determinados dias ou semanas? A ciência demonstrou que a terra é redonda, embora fanáticos digam que é plana, e aí tivemos que pedir perdão para Galileu que morreu em prisão domiciliar.

Ora, a maioria das mulheres não decide por um aborto de forma serena, sobretudo as mais pobres. Repetindo, no caso em referência uma criança-menina, nem mesmo uma adolescente. Criminalizar uma mulher por um aborto é condena-la duas vezes. Vi em um programa de uma TV de inspiração católica, sim, não foi na Globo, que a grande maioria das mulheres que fazem aborto ficam com marcas indeléveis. E os machos? Parece que estamos em tempos imemoriais nos quais se acreditava que a mulher gerava sozinha. Muitos casos os machos forçam as mulheres a fazer o aborto. O Brasil tem 5,5 milhões de crianças sem nome do pai no registro (https://tribunacapixaba.com.br/brasil-tem-55-milhoes-de-criancas-sem-nome-do-pai-no-registro/). Foi tão bonito quando o Papa Francisco disse que não existe mãe solteira, existe mãe. E a discriminação as mães solteiras pode ter diminuído, mas ainda existe. E afirmo, sem dúvida alguma, que o maior fator de desintegração da família é a violência doméstica. Muitos dos que colocam o dedo em riste nas mulheres que abortam são agressores físico ou psicologicamente de suas companheiras.

São tantas variantes em torno de questões relativas à vida humana no atual contexto social da humanidade que não podemos reduzir tudo em ser contra ou a favor. Como diz o Papa Francisco, se não formos capazes de construir processos ficaremos reduzidos ao velho maniqueísmo que, teoricamente, já foi rejeitado faz séculos, mas continuamos a nos colocar do lado do bem como se fossemos perfeitos, sem ambiguidades, sem contradições, e o mal, portanto, só existiria no outro. Não se constrói unidade fazendo de conta que não existem conflitos. Não façamos da Igreja, repetindo Francisco, uma alfandega. Mas podemos, como irmãos e irmãs, falar e ouvir de forma serena?

Por favor, por favor, vamos encontrar um caminho de diálogo. Há na modernidade quem julgue a religião uma irracionalidade, mas há também religiosos que demonizam a ciência de forma obtusa e grosseira. Há religiosos que cultivam o ódio como estratégia para alcançar seus objetivos, e preferem se aliançar com poderes assassinos que falam em nome de Jesus, do que com ateus humanistas. Muitas vezes nem dentro de sua própria religião olham para o/a outro/a como irmão e irmã.

Será que aquilo que São João XXIII disse no discurso de abertura do Concílio Vaticano II é apenas uma boa intenção, isto é, que a Igreja nos dias atuais prefere o remédio da misericórdia que o da condenação?

Fonte: Portal das CEBs

Rezemos juntos

Rezemos juntos,

Para que as crianças-meninas, as adolescentes, as jovens e mulheres que sofreram a violência do estupro, consigam superar as consequências psicológicas.

19 agosto, 2020

POR QUEM CHORAR?

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado, divulgou artigo com o título “Por quem chorar?”. No texto, dom Joel recorda as vítimas da covid-19, as pessoas que passam fome, as vítimas do racismo, a criança estuprada e a criança abortada. “Diante de tudo isso, eu me pergunto: por quem chorar? Mas, ao mesmo tempo, eu me coloco a questão se as lágrimas possuem uma única direção, se o direito a ser chorado pertence apenas a uma pessoa ou um tipo de morte”, reflete o bispo. 

“Não podemos nos dar por satisfeitos porque postamos nossas opiniões nas redes sociais, enquanto aguardamos outras notícias para com elas interagir e deixar a vida seguir seu curso. Choro para que não anestesiemos nossas consciências achando que a morte é a solução para a morte. Quando um povo se dá por satisfeito com a morte, na verdade, ele se tornou, ao mesmo tempo, vítima e carrasco“, afirma o secretário-geral da CNBB. 

Leia o texto na íntegra: 

POR QUEM CHORAR? 

“Não vos conformeis com este mundo, 

mas transformai-vos…” (Rm 12,2) 

Abro os olhos para a vida e me deparo com a morte. Vejo os mais de 107 mil mortos pela covid-19. Vejo as mensagens que pedem alimento para quem enfrenta a fome. Fecho os olhos e recordo as vítimas do racismo. Volto a abri-los e vejo uma criança de dez anos estuprada, ao que foi informado, repetidamente, tendo-se encontrado no aborto a solução. Diante de tudo isso, eu me pergunto: por quem chorar? Mas, ao mesmo tempo, eu me coloco a questão se as lágrimas possuem uma única direção, se o direito a ser chorado pertence apenas a uma pessoa ou um tipo de morte. 

Choro, então, por todas as vítimas. Choro pelo bebê, cuja morte foi considerada a melhor das soluções. Choro pela menina-mãe, que, aos seis anos, como informam os noticiários, já tinha sua vida profanada por alguém que lhe deveria proteger. Choro pelos demais adultos que, em situações como aquela, não conseguem perceber que uma criança está sendo violentada. Choro pelas crianças abandonadas, algumas perambulando pelas ruas a pedir alimento e, com certeza, afeto. 

Choro por quem patologicamente se aproveita de uma criança. Choro por quem vergonhosamente se enriquece com o tráfico de drogas e pessoas ou por meio da corrupção em suas variadas formas. 

Choro pelos inúmeros brasileiros que não encontram atendimento nos hospitais porque lhes faltam respiradores e utis. Choro pelos desempregados, pelos famintos, pelos indígenas desrespeitados em sua história e sua saúde, pelos sem casa, sem escola, pelos deprimidos, os sem paz nem esperança. Choro pelos que são perseguidos e agredidos em razão de suas crenças, pelos que são obrigados a largar suas pátrias e se refugiar onde a morte não esteja tão próxima. Choro porque me dizem que tenho que escolher por quem chorar. 

Choro, enfim, por não contribuir como deveria para que não nos satisfaçamos com soluções imediatas para problemas crônicos. Não podemos nos dar por satisfeitos porque postamos nossas opiniões nas redes sociais, enquanto aguardamos outras notícias para com elas interagir e deixar a vida seguir seu curso. Choro para que não anestesiemos nossas consciências achando que a morte é a solução para a morte. Quando um povo se dá por satisfeito com a morte, na verdade, ele se tornou, ao mesmo tempo, vítima e carrasco. 

Não temos como recuperar a vida do bebê abortado. Não temos como devolver à menina-mãe tudo que lhe foi tirado. Não há como ter de volta os que o coronavírus levou embora, nem os mortos pelo preconceito, pela exclusão, a fome, as guerras e a violência. Temos, no entanto, a chance e o dever de manter viva a pergunta pelas razões de tudo isso. E, mais ainda, temos a oportunidade de, unidos, contribuirmos para um mundo onde todas as pessoas tenham suas vidas amparadas, defendidas. A vida é a única resposta que se pode esperar de uma sociedade madura. 

As vítimas das inúmeras formas de morte esperam de nós união de forças, diálogo, cooperação e partilha. Suas mortes chegam à nossa mente como impacto. Suas memórias permanecem entre nós como saudade. Seus legados devem nos conduzir ao enfrentamento pacífico, dialogal e solidário das causas mais profundas de uma sociedade que, no fim, escolhe a morte. 

Brasília-DF, 17 de agosto de 2020 

Joel Portella Amado 

Secretário-Geral da CNBB

Rezemos juntos

Rezemos juntos,

Pela cura de todos os tipos de vírus que gera morte, “Por um lado, é essencial encontrar uma cura para um pequeno mas terrível vírus que põe o mundo inteiro de joelhos. Por outro, temos de curar um grande vírus, o da injustiça social, desigualdade de oportunidades, marginalização e falta de proteção para os mais vulneráveis. Nesta dupla resposta de cura há uma escolha que, segundo o Evangelho, não pode faltar: é a opção preferencial pelos pobres. E isso não é uma opção política, não é uma ideologia, nem de partido, não. A opção preferencial pelos pobres está no centro do Evangelho. Jesus foi o primeiro a fazê-la. Sendo rico, se fez pobre, para nos enriquecer, fez-se um de nós.” (Papa Francisco)

Papa exorta a curar as epidemias causadas pelos pequenos vírus e pelas grandes injustiças sociais

“A pandemia é uma crise e de uma crise não se sai iguais: ou saímos melhores ou saímos piores. Nós deveríamos sair melhores, para melhorar as injustiças sociais e a degradação ambiental. Hoje temos uma oportunidade de construir algo diferente.", disse Francisco em sua catequese, afirmando que seria triste se uma vacina contra a Covid-19 "se tornasse propriedade desta ou daquela nação e não universal para todos."




Jackson Erpen – Vatican News

O Papa deu continuidade nesta quarta-feira na Biblioteca do Palácio Apostólico a sua série de catequeses dedicadas à pandemia, uma situação que nos oferece "a oportunidade para construir algo diferente". "Pandemia é uma crise e de uma crise não se sai iguais. Deveríamos sair melhores". No entanto, "se o vírus voltar a se intensificar em um mundo injusto em relação aos pobres e vulneráveis", devemos mudar este mundo. "Devemos agir agora para curar as epidemias causadas por pequenos vírus invisíveis, e para curar as que são provocadas pelas grandes e visíveis injustiças sociais", tendo como critério, o amor de Deus.


Curar um grande vírus, o da injustiça social

“A pandemia – ressaltou o Pontífice logo ao iniciar - acentuou a situação dos pobres e a grande desigualdade que reina no mundo. E o vírus, sem excluir ninguém, encontrou grandes desigualdades e discriminações no seu caminho devastador. E aumentou-as!” Diante deste quadro, é necessária uma dupla resposta:


“Por um lado, é essencial encontrar uma cura para um pequeno mas terrível vírus que põe o mundo inteiro de joelhos. Por outro, temos de curar um grande vírus, o da injustiça social, desigualdade de oportunidades, marginalização e falta de proteção para os mais vulneráveis. Nesta dupla resposta de cura há uma escolha que, segundo o Evangelho, não pode faltar: é a opção preferencial pelos pobres. E isso não é uma opção política, não é uma ideologia, nem de partido, não. A opção preferencial pelos pobres está no centro do Evangelho. Jesus foi o primeiro a fazê-la. Sendo rico, se fez pobre, para nos enriquecer, fez-se um de nós.”
Critério-chave da autenticidade cristã

Recordando a forma como Jesus viveu sua vida terrena - despojando-se e fazendo-se semelhante aos homens, vivendo sem privilégios na condição de servo, nascido numa família humilde e tendo trabalhado como artesão, estando no meio dos doentes, leprosos, dos pobres e dos excluídos, mostrando-lhes o amor misericordioso de Deus,– o Papa observou que se reconhece os seguidores de Jesus “pela sua proximidade aos pobres, aos pequeninos, aos doentes, aos presos, aos excluídos, aos esquecidos, a quantos estão sem comida e sem roupa. É o protocolo pelo qual seremos julgados" (Mateus 25). E este – acentuou Francisco - é um critério-chave de autenticidade cristã.

O Pontífice observa que “alguns pensam erroneamente que este amor preferencial pelos pobres é uma tarefa para poucos, mas na realidade é a missão de toda a Igreja”, como afirmou São João Paulo II em sua Carta Encíclica Sollicitudo rei socialis. “Cada cristão e cada comunidade - afirmou, citando a Evangelii Gaudium - são chamados a ser instrumentos de Deus para a libertação e promoção dos pobres”.
Trabalhar em conjunto para curar as estruturas sociais doentes

“A fé, a esperança e o amor impulsionam-nos necessariamente para esta preferência pelos mais necessitados, que vai além da assistência necessária”, acrescentou, explicando:

“Trata-se de caminhar juntos, deixando-se evangelizar por eles, que conhecem bem Cristo sofredor, deixando-nos “contagiar” pela sua experiência de salvação, sabedoria e de sua criatividade. Partilhar com os pobres significa enriquecer-se uns aos outros. E se existem estruturas sociais doentes que lhes impedem de sonhar com o futuro, devemos trabalhar em conjunto para curá-las, para mudá-las. E a isto conduz o amor de Cristo, que nos amou ao extremo e chega até aos confins, às margens, às fronteiras existenciais. Trazer as periferias para o centro significa centrar as nossas vidas em Cristo, que «se fez pobre» por nós, a fim de nos enriquecer «através da sua pobreza».”
Deveríamos sair melhores da crise

Há uma expectativa para retomar as atividades econômicas e voltar à normalidade. As consequências sociais da pandemia preocupam a todos, "todos!" No entanto – chama a atenção o Papa – esta “normalidade” “não deve incluir injustiça social e degradação ambiental”:

“A pandemia é uma crise e de uma crise não se sai iguais: ou saímos melhores ou saímos piores. Nós deveríamos sair melhores, para melhorar as injustiças sociais e a degradação ambiental. Hoje temos uma oportunidade de construir algo diferente. Por exemplo, podemos fazer crescer uma economia de desenvolvimento integral dos pobres e não de assistencialismo. Com isso não quero condenar o assistencialismo, as obras assistenciais são importantes. Pensemos no voluntariado, que é uma das estruturas mais belas que tem a Igreja italiana. Isto sim, faz o assistencialismo, mas devemos ir além, resolver os problemas que nos levam a fazer o assistencialismo. Uma economia que não recorra a remédios que na realidade envenenam a sociedade, tais como rendimentos dissociados da criação de empregos dignos. Este tipo de lucro é dissociado da economia real, aquela que deveria beneficiar as pessoas comuns e é também por vezes indiferente aos danos infligidos à casa comum.”

A vacina contra a Covid-19 e os quatro critérios de juda às indústrias 

A opção preferencial pelos pobres – reitera o Santo Padre - esta necessidade ética e social que vem do amor de Deus, “dá-nos o estímulo para pensar e conceber uma economia onde as pessoas, e especialmente as mais pobres, estejam no centro. E também nos encoraja a projetar o tratamento dos vírus, privilegiando quem tem mais necessidade”:

“Seria triste se essa vacina contra a Covid-19 fosse dada a prioridade aos mais ricos! Seria triste se esta vacina se tornasse propriedade desta ou daquela nação e não universal para todos. E que escândalo seria se toda a assistência econômica que estamos a observar - a maior parte dela com dinheiro público - se concentrasse no resgate das indústrias que não contribuem para a inclusão dos excluídos, para a promoção dos últimos, para o bem comum ou para o cuidado da criação. São critérios para escolher quais são as indústrias a serem ajudadas: aquelas que contribuem para a inclusão dos excluídos, para a promoção dos últimos, para o bem comum e com o cuidado da criação. Quatro critérios!”
Mudar o mundo a partir do amor de Deus

Se o vírus se voltar a intensificar num mundo injusto em relação aos pobres e vulneráveis, devemos mudar este mundo, enfatiza o Pontífice. Neste sentido, a exemplo de Jesus, médico do amor divino integral, isto é, da cura física, social e espiritual - devemos agir agora para curar as epidemias causadas por pequenos vírus invisíveis, e para curar as que são provocadas pelas grandes e visíveis injustiças sociais.

Proponho – disse Francisco ao concluir - que isto seja feito a partir do amor de Deus, colocando as periferias no centro e os últimos em primeiro lugar. "Não esquecer o protocolo pelo qual todos seremos julgados, Mateus, capítulo 25. Coloquemo-lo em prática nesta retomada da pandemia. E, a partir deste amor concreto - como diz o Evangelho - , ancorado na esperança e fundado na fé, será possível um mundo mais saudável. Do contrário, sairemos piores da crise. Que o Senhor nos ajude, nos dê a força para sairmos melhores, respondendo às necessidades do mundo de hoje. Obrigado!". 

18 agosto, 2020

Missa dos Quilombos - Ofertório

Muito lindo.

Ofertório" 

Musical de Milton Nascimento, Pedro Casaldáliga e Pedro Tierra Cena "Ofertório" do espetáculo "Missa dos Quilombos", montagem da Companhia Ensaio Aberto para o musical de Milton Nascimento, Pedro Casaldáliga e Pedro Tierra, com direção de Luiz Fernando Lobo e direção musical de Túlio Mourão.




Ofertório - Milton Nascimento


Ofertório 
Milton Nascimento 



(Recitado) 

Na cuia das mãos 

trazemos o vinho e o pão, 

a luta e a fé dos irmãos, 

que o Corpo e o Sangue do Cristo serão. 


(Recitado) 

O ouro do Milho 

e não o dos Templos, 

o sangue da Cana 

e não dos Engenhos, 

o pranto do Vinho 

no sangue dos Negros, 

o Pão da Partilha 

dos Pobres Libertos. 


(Recitado) 

Trazemos no corpo 

o mel do suor, 

trazemos nos olhos 

a dança da vida, 

trazemos na luta, 

a Morte vencida. 

No peito marcado 

trazemos o Amor. 

Na Páscoa do Filho, 

a Páscoa dos filhos 

recebe, Senhor. 


(Coro-Cantado) 

Trazemos nos olhos, 

as águas dos rios, 

o brilho dos peixes, 

a sombra da mata, 

o orvalho da noite, 

o espanto da caça, 

a dança dos ventos, 

a lua de prata, 

trazemos nos olhos 

o mundo, Senhor! 


(Recitado) 

-Na palma das mâos trazemos o milho, 

a cana cortada, o branco algodão, 

o fumo-resgate, a pinga-refúgio, 

da carne da terra moldamos os potes 

que guardam a água, a flor de alecrim, 

no cheiro de incenso, erguemos o fruto 

do nosso trabalho, Senhor! Olorum! 


(Coro-Cantado) 

O som do atabaque 

marcando a cadência 

dos negros batuques 

nas noites imensas 

da Africa negra, 

da negra Bahia, 

das Minas Gerais, 

os surdos lamentos, 

calados tormentos, 

acolhe Olorum! 


(Recitado) 

-Com a força dos bracos lavramos a terra 

cortamos a cana, amarga doçura 

na mesa dos brancos. 


- Com a força dos braços cavamos a terra, 

colhemos o ouro que hoje recobre 

a igreja dos brancos. 


-Com a força dos braços plantamos na terra, 

o negro café, perene alimento 

do lucro dos brancos. 


-Com a força dos braços, o grito entre os dentes, 

a alma em pedaços, erguemos impérios, 

fizemos a América dos filhos dos brancos! 


(Coro-Cantado) 

A brasa dos ferros lavrou-nos na pele, 

lavrou-nos na alma, caminhos de cruz. 

Recusa Olorum o grito, as correntes 

e a voz do feitor, recebe o lamento, 

acolhe a revolta dos negros, Senhor! 


(Recitado) 

-Trazemos no peito 

os santos rosários, 

rosários de penas, 

rosários de fé 

na vida liberta, 

na paz dos quilombos 

de negros e brancos 

vermelhos no sangue. 

A Nova Aruanda 

dos filhos do Povo 

acolhe, Olorum! 


(Recitado) 

Recebe, Senhor 

a cabeça cortada 

do Negro Zumbi, 

guerreiro do Povo, 

irmão dos rebeldes 

nascidos aqui, 

do fundo das veias, 

do fundo da raça, 

o pranto dos negros, 

acolhe Senhor! 


(Coro-Cantado) 

Os pés tolerados na roda de samba, 

o corpo domado nos ternos do congo, 

inventam na sombra a nova cadência, 

rompendo cadeias, forçando caminhos, 

ensaiam libertos a marcha do Povo, 

a festa dos negros, acolhe Olorum!

17 agosto, 2020

Chega de violência! Não ao aborto!

 

Chega de violência! Não ao aborto!

O bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Ricardo Hoepers, escreveu artigo questionando a decisão de interrupção da gravidez de uma menina de dez anos que sofreu abuso sexual, em São Mateus (ES).

“É uma história que precisa ser esclarecida. É um processo que precisa ser desvendado. Duas crianças que poderiam viver… teve laudo técnico a favor da vida, teve suporte profissional a favor da vida, teve hospital disposto a cuidar até o fim da gestação, tiveram todas as condições de salvar as duas vidas, mas, de repente, uma transferência, de um Estado para o outro, e toda uma mobilização para que o aborto fosse realizado. Nas mãos de quem ficou a tutela dessa menina, quem decidiu tudo por ela?”, questiona o bispo.

Confira o texto na íntegra:


Por que não viver?

Desde o momento que soube do assassinato da bebê de mais de 5 meses, de São Mateus (ES), com uma injeção de potássio na cavidade cardíaca da criança, em Recife (PE), cuja mãe é uma menina de dez anos, fiquei pensando, como explicar esse crime hediondo.

Por que não foi permitido esse bebê viver? Que erro ele cometeu? Qual foi seu crime? Por que uma condenação tão rápida, sem um processo justo e fora da legalidade? Por que o desprezo a tantas outras possibilidades de possíveis soluções em prol da vida? Foram muitos os envolvidos, mas o silêncio e omissão dos órgãos institucionais que têm a prerrogativa de defender a vida, se entregaram às manobras de quem defende a morte de inocentes. Por quê?

É uma história que precisa ser esclarecida. É um processo que precisa ser desvendado. Duas crianças que poderiam viver… teve laudo técnico a favor da vida, teve suporte profissional a favor da vida, teve hospital disposto a cuidar até o fim da gestação, tiveram todas as condições de salvar as duas vidas, mas, de repente, uma transferência, de um Estado para o outro, e toda uma mobilização para que o aborto fosse realizado. Nas mãos de quem ficou a tutela dessa menina, quem decidiu tudo por ela?

Por que a obsessão de apresentar uma única saída? Por que burlar as leis para alcançar esse objetivo de usar de uma criança para um intento assassino?

Difícil raciocinar o que aconteceu, como aconteceu e porque terminou assim!

Ministério Público do Espírito Santo, Conselho Tutelar, Secretários Municipais da Saúde de Vitória e Recife e Secretários Estaduais da Saúde do Espírito Santo e de Pernambuco têm muitas explicações a dar à sociedade brasileira. Por que foi rejeitado um laudo técnico de profissionais e o suporte dos mesmos, obrigando o hospital a dar alta e subitamente transferir a menina-mãe para um hospital em outro Estado? Há claramente um abuso de poder que merece ser investigado.

Mas, de tudo isto, ainda resta a pergunta: por que o bebê não pôde viver? Por que foi sentenciado à morte, mesmo sendo inocente, e tendo todas as condições para vir à vida com os devidos cuidados e com o apoio técnico profissional à disposição? Por que optaram pela morte e não pela vida, desrespeitando a lei, pois se tratava de um bebê de 22 semanas?

Se não somos capazes nem de defender a nossa própria espécie, que tipo de humano estamos nos tornando? Estamos negando nossa própria humanidade. A violência do estupro e do abuso sexual é infame e horrenda, mas a violência do aborto provocado em um ser inocente e sem defesa é tão terrível quanto. Ambos são crimes. Apontam como sinais da degradação moral e da decadência dos costumes, ferindo os valores mais sublimes como o respeito à dignidade do ser humano e a sacralidade do valor da vida!

Mesmo sendo rechaçados pelo nosso discurso religioso em prol da vida, quero dizer que não se trata de nenhum fundamentalismo, mas do uso da reta razão. Quando vem à mente um tema tão básico, tão racional, tão científico, tão antigo, de uma regra de ouro que é uma verdade basilar e aceita por qualquer sociedade civilizada: “Não matarás um inocente”, então nos perguntamos: Por que estão matando nossas crianças? Ou perdemos o fio da história ou nos tornamos reféns de uma razão autodestrutiva, que se odeia e, por isso, mata o seu futuro antes dele nascer…

Hoje faço uma prece por todas as crianças que gostariam nascer, brincar, chorar e viver, mas, foram assassinadas antes de nascer! Esperamos explicações e respostas sobre esse caso. Chega de violência! Não ao aborto! Escolhe, pois, a vida (Dt, 30,19).

Rio Grande (RS), 17 de agosto de 2020.
Dom Ricardo Hoepers
Presidente da Comissão Vida e Família da CNBB

Fonte: Site da Arquidiocese de Maringá

5º GRITO 1999 - 25 ANOS DE MEMÓRIA DO GRITO DOS EXCLUÍDOS