26 março, 2021

Carta Apostólica Candor Lucis Aeternae do Santo Padre Francisco



Carta Apostólica Candor Lucis Aeternae
Do Santo Padre Francisco
No Vii Centenário da Morte de Dante Alighieri


Esplendor da Luz Eterna, o Verbo de Deus tomou um corpo da Virgem Maria quando, ao anúncio do Anjo, Ela respondeu: «Eis a serva do Senhor» (Lc 1, 38). O dia em que a Liturgia celebra este mistério inefável é particularmente significativo também na vida histórica e literária do insigne poeta Dante Alighieri, profeta de esperança e testemunha da sede de infinito presente no coração do homem. Por isso, nesta ocorrência, desejo unir-me também eu ao coro numeroso de quantos querem honrar a sua memória no VII centenário da sua morte.

Em Florença, de facto, o ano tinha início, segundo o cômputo ab Incarnatione, em 25 de março. Próxima do equinócio da primavera e vista na perspetiva pascal, tal data aparecia associada quer com a criação do mundo quer com a redenção realizada por Cristo na cruz, início da nova criação. À luz do Verbo encarnado, convida a contemplar o desígnio de amor que é o próprio coração e a fonte inspiradora da obra mais célebre do Poeta, a Divina Comédia. No último canto desta, o acontecimento da Encarnação é lembrado por São Bernardo com estes versos famosos: «No ventre teu reacendeu-se amor / e em paz eterna fez que germinasse / a seu calor assim tão bela flor» (Par. XXXIII, 7-9)[*].

Mas, já no Purgatório, Dante representara a cena da Anunciação esculpida num penhasco rochoso (X, 34-37.40-45).

Por isso, nesta circunstância, não pode faltar a voz da Igreja que se associa à comemoração unânime do homem e do poeta Dante Alighieri. Melhor do que muitos outros, soube exprimir, com a beleza da poesia, a profundidade do mistério de Deus e do amor. O seu poema, expressão sublime do génio humano, é fruto duma nova e profunda inspiração, de que o Poeta aliás tem consciência quando fala dele como «poema santo que consagro, / em que puseram mão o céu e a terra» (Par. XXV, 1-2).

Desejo, com esta Carta Apostólica, unir a minha voz à dos meus Antecessores que honraram e celebraram o Poeta, especialmente por ocasião dos aniversários do nascimento ou da morte, para o propor de novo à atenção da Igreja, à universalidade dos fiéis, aos estudiosos de literatura, aos teólogos, aos artistas. Recordarei brevemente estas intervenções, focando a atenção nos Pontífices do último século e nos seus documentos de maior relevo. 

1. As palavras sobre Dante Alighieri dos Romanos Pontífices do último século 

Há um século, em 1921, por ocasião do VI centenário da morte do Poeta, Bento XV, recolhendo as ideias que surgiram nos pontificados anteriores, particularmente de Leão XIII e São Pio X, comemorou o aniversário de Dante quer com uma Encíclica[1] quer promovendo obras de restauro em Ravena na igreja de São Pedro Maior, chamada popularmente de São Francisco, onde se celebrou o funeral de Alighieri tendo sido sepultado na respetiva área tumular. O Papa, vendo com apreço as numerosas iniciativas tendentes a solenizar a ocorrência, reivindicava o direito da Igreja, «que foi sua mãe», de ser protagonista de tais comemorações, honrando o «seu» Dante.[2] Já na Carta ao Arcebispo de Ravena, D. Pasqual Morganti, com a qual aprovara o programa das celebrações do centenário, Bento XV motivou a sua adesão da seguinte forma: «Além disso (e isto é mais importante) há uma razão particular para considerarmos que se deve celebrar o seu fausto aniversário com grata memória e grande concurso de povo, ou seja, o facto de que Alighieri é nosso. (...) Com efeito, quem poderá negar que o nosso Dante tenha alimentado e fortalecido a chama do engenho e a virtude poética inspirando-se na fé católica, a ponto de cantar num poema quase divino os mistérios sublimes da religião?»[3] 

Num momento histórico marcado por sentimentos de hostilidade à Igreja, o Pontífice reiterou, na citada Encíclica, a pertença do Poeta à Igreja, «a união íntima de Dante com esta Cátedra de Pedro»; mais, afirmou que a sua obra, apesar de ser expressão da «prodigiosa vastidão e agudeza do seu engenho», recebeu «um poderoso impulso de inspiração» precisamente da fé cristã. Por isso, «nele – continuava Bento XV – não devemos admirar apenas a altura sublime do engenho, mas também a vastidão do tema que a religião divina ofereceu ao seu canto». E tecia o seu elogio, respondendo indiretamente a quantos negavam ou criticavam a matriz religiosa da sua obra: «Respira-se em Alighieri a mesma piedade que há em nós; a sua fé tem os mesmos sentimentos. (...) O motivo principal de elogio nele é este: ser um poeta cristão e ter cantado com acentuações quase divinas os ideais cristãos dos quais contemplava, com toda a alma, a beleza e o esplendor». E o Pontífice prosseguia: a obra de Dante é um exemplo eloquente e válido para «demonstrar quão falso seja que o obséquio da mente e do coração a Deus corte as asas do engenho; pelo contrário, estimula-o e eleva-o». Por isso, defendia ainda o Papa, «os ensinamentos que Dante nos deixou em todas as suas obras, mas sobretudo no seu triplo poema» podem servir «como guia validíssimo para os homens do nosso tempo», e de modo particular para alunos e estudiosos, já que ele, «ao compor o seu poema, não teve outro objetivo senão levantar os mortais do estado de miséria, isto é, do pecado e conduzi-los ao estado de beatitude, isto é, da graça divina». 

Passando a São Paulo VI, as suas várias intervenções estão relacionadas com o VII centenário do nascimento, em 1965. No dia 19 de setembro, ofereceu uma cruz dourada para embelezar a Capela de Ravena que guarda o túmulo de Dante, até então desprovida de «tal sinal de religião e esperança».[4] Em 14 de novembro, enviou a Florença uma coroa áurea de louros para ser encastoada no Batistério de São João. Finalmente, no termo dos trabalhos do Concílio Ecuménico Vaticano II, quis doar aos Padres Conciliares uma edição artística da Divina Comédia. Mas sobretudo honrou a memória do insigne Poeta com a Carta Apostólica Altissimi cantus,[5] na qual reiterava a forte ligação entre a Igreja e Dante Alighieri: «Se alguém quisesse perguntar por que motivo a Igreja Católica, por vontade do seu Chefe visível, tenha a peito cultivar a memória e celebrar a glória do poeta florentino, é fácil a nossa resposta: porque, por um direito particular, Dante é nosso! Nosso, queremos dizer da fé católica, porque tudo nele respira amor a Cristo; nosso, porque muito amou a Igreja, cujas glórias ele cantou; e nosso, porque no Romano Pontífice reconheceu e venerou o Vigário de Cristo». 

Mas tal direito, continuava o Papa, longe de autorizar atitudes triunfalistas, constitui um compromisso. «Dante é nosso: podemos justamente repeti-lo. E afirmamo-lo, não para fazer dele um almejado troféu de glória egoísta, mas antes para nos lembrar a nós próprios o dever de o reconhecer como tal e explorar na sua obra os tesouros inestimáveis do pensamento e sentimento cristãos, convencidos como estamos de que só quem penetra na alma religiosa do insigne Poeta pode compreender profundamente e saborear as suas maravilhosas riquezas espirituais». E este compromisso não dispensa a Igreja de acolher também as palavras de crítica profética pronunciadas pelo Poeta contra quem devia anunciar o Evangelho e representar, não a si próprio, mas a Cristo: «Nem me custa recordar que a voz de Dante se ergueu, pungente e severa, contra mais de um Romano Pontífice, e teve amargas reprimendas para instituições eclesiásticas e pessoas que foram ministros e representantes da Igreja»; contudo resulta claro que «tais atitudes inexoráveis nunca abalaram a sua fé católica firme nem o seu afeto filial à santa Igreja». 

Depois Paulo VI ilustrava as caraterísticas que fazem do poema de Dante uma fonte de riqueza espiritual ao alcance de todos: «O poema de Dante é universal: na sua amplitude imensa, abraça céu e terra, eternidade e tempo, os mistérios de Deus e as vicissitudes dos homens, a doutrina sagrada e a que deriva da luz da razão, os dados da experiência pessoal e as memórias da história». Mas sobretudo especificava a finalidade intrínseca da obra de Dante, particularmente da Divina Comédia (finalidade essa, nem sempre claramente apreciada e avaliada): «O objetivo da Divina Comédia é primariamente prático e transformador. Não se propõe apenas ser poeticamente bela e moralmente boa, mas capaz de mudar radicalmente o homem e levá-lo da desordem à sabedoria, do pecado à santidade, da miséria à felicidade, da visão terrificante do inferno à contemplação beatificante do paraíso». 

Num momento histórico denso de tensões entre os povos, o Papa tinha a peito o ideal da paz e encontrava na obra do Poeta uma reflexão preciosa para a promover e suscitar: «Esta paz dos indivíduos, das famílias, das nações, da sociedade humana, paz interna e externa, paz individual e pública, tranquilidade da ordem, é perturbada e abalada, porque são espezinhadas a piedade e a justiça. E, para restaurar a ordem e a salvação, são chamadas a trabalhar em harmonia a fé e a razão, Beatriz e Virgílio, a Cruz e a Águia, a Igreja e o Império». Nesta linha, assim definia a obra poética na perspetiva da paz: «A Divina Comédia é poema da paz: lúgubre canto da paz perdida para sempre é o Inferno, suave canto da paz esperada é o Purgatório, epinício triunfal de paz eterna e plenamente possuída é o Paraíso». 

Nesta perspetiva, continuava o Pontífice, a Divina Comédia «é o poema da melhoria social na conquista duma liberdade, que está isenta da escravidão do mal e nos leva a encontrar e amar a Deus (…) professando um humanismo, cujas qualidades julgamos ter ficado bem esclarecidas». E Paulo VI reiterava uma vez mais quais eram as qualidades do humanismo de Dante: «Em Dante, todos os valores humanos (intelectuais, morais, afetivos, culturais, civis) são reconhecidos, exaltados; e é muito importante notar que este apreço e honra se verificam enquanto ele mergulha no divino, quando a contemplação teria podido anular os elementos terrenos». Daí, afirmava o Papa, nasce – e justamente – o apelativo de Sumo Poeta e o atributo de divina dado à Comédia, bem como a proclamação de Dante como «senhor do altíssimo canto», no incipit da própria Carta Apostólica. 

Além disso, avaliando as qualidades artísticas e literárias extraordinárias de Dante, Paulo VI reiterava um princípio por ele afirmado muitas outras vezes. «A teologia e a filosofia têm com a beleza ainda outra relação, e é esta: a beleza, ao emprestar à doutrina o seu vestido e ornamento, com a suavidade do canto e a visibilidade da arte figurativa e plástica, abre a estrada para os seus preciosos ensinamentos chegarem a muitos. As pesquisas profundas, os raciocínios subtis resultam inacessíveis aos humildes, que são uma multidão, e famintos também eles do pão da verdade. Entretanto estes percebem, sentem e apreciam o influxo da beleza e, por este veículo, brilha mais facilmente para eles a verdade e nutre-os. Bem o compreendeu e realizou o senhor do altíssimo canto, cuja beleza se tornou serva da bondade e da verdade, e a bondade matéria da beleza». Por fim, citando a Divina Comédia, Paulo VI exortava a todos: «Honrai agora o altíssimo poeta» (Inf. IV, 80).

De São João Paulo II, que repetidamente citou nos seus discursos as obras do insigne Poeta, quero lembrar apenas a intervenção de 30 de maio de 1985 na inauguração da Exposição Dante no Vaticano. Como Paulo VI, também ele destacou a sua genialidade artística: a obra de Dante é interpretada como «uma realidade visualizada, que fala da vida do além-túmulo e do mistério de Deus com a força própria do pensamento teológico, transfigurado pelo esplendor da arte e da poesia, simultaneamente conjuntas». Depois o Pontífice deteve-se a examinar um termo chave da obra de Dante: «“transumanar”, ultrapassar o humano. Foi este o esforço supremo de Dante: fazer que o peso do humano não destruísse o divino que existe em nós, nem a grandeza do divino anulasse o valor do humano. Por esta razão, o Poeta leu justamente a própria vicissitude pessoal e a da inteira humanidade em chave teológica». 

Bento XVI falou frequentemente do itinerário de Dante, tirando das suas obras tópicos de reflexão e meditação. Por exemplo, ao apresentar a sua primeira Encíclica – a Deus caritas est –, partiu precisamente da visão de Deus que tinha Dante e na qual «luz e amor são uma coisa só», para propor novamente uma sua reflexão sobre a novidade da obra de Dante: «O olhar de Dante vislumbra uma coisa totalmente nova (…). A Luz eterna apresenta-se em três círculos aos quais se dirige com estes versos densos que conhecemos: “Luz eterna que só tens sede em ti, / e a ti entendes, e por ti intelecta / e entendente, te amas, ris assi!” (Par. XXXIII, 124-126). Na realidade, ainda mais impressionante que esta revelação de Deus como círculo trinitário de conhecimento e amor é a perceção dum rosto humano – o rosto de Jesus Cristo – que aparece a Dante no círculo central da Luz. (…) Este Deus tem um rosto humano e – podemos acrescentar – um coração humano».[6] O Papa destacou a originalidade da visão de Dante na qual se comunica poeticamente a novidade da experiência cristã, decorrente do mistério da Encarnação: «A novidade dum amor que impeliu Deus a assumir um rosto humano; mais, a assumir carne e sangue, o ser humano inteiro».[7] 

Por minha vez, na primeira Encíclica,[8] fiz referência a Dante para expressar a luz da fé, citando um verso do Paraíso onde ela é descrita como «a cintila / que se dilata em chama então vivaz, / e qual astro no céu, em mim rutila» (Par. XXIV, 145-147). Pelos 750 anos do nascimento do Poeta, quis honrar a sua memória com uma mensagem, almejando que «a figura de Alighieri e a sua obra sejam novamente compreendidas e valorizadas»; e propunha que se lesse a Divina Comédia como «um grande itinerário, aliás como uma verdadeira peregrinação, tanto pessoal e interior, como comunitária, eclesial, social e histórica»; com efeito, «ela representa o paradigma de cada viagem autêntica para a qual a humanidade está chamada a abandonar a terra que Dante define “a jeira que nos torna tão ferozes” (Par. XXII, 151), para chegar a uma nova condição, marcada pela harmonia, a paz, a felicidade».[9] Por isso, apresentei a figura do insigne Poeta aos nossos contemporâneos, propondo-o como «profeta de esperança, anunciador da possibilidade de resgate, da libertação, da mudança profunda de cada homem e mulher, de toda a humanidade».[10] 

Por fim, no dia 10 de outubro de 2020, ao receber a Delegação da Arquidiocese de Ravena-Cervia por ocasião da abertura do Ano de Dante e anunciar este documento, sublinhei como a obra de Dante pode ainda hoje enriquecer a mente e o coração de muitos, sobretudo jovens, que, abeirando-se da sua poesia «numa forma acessível a eles, constatam, por um lado, inevitavelmente toda a distância do autor e do seu mundo; mas, por outro, captam uma ressonância surpreendente».[11] 

2. A vida de Dante Alighieri, paradigma da condição humana

Com esta Carta Apostólica, desejo também eu abeirar-me da vida e obra do ilustre Poeta, para captar precisamente esta ressonância, manifestando tanto a atualidade como a sua perenidade, e recolher aquelas advertências e reflexões que ainda hoje são essenciais não apenas para os crentes mas para toda a humanidade. Com efeito, a obra de Dante é parte integrante da nossa cultura, remete-nos para as raízes cristãs da Europa e do Ocidente, representa o património de ideais e valores que também hoje a Igreja e a sociedade civil propõem como base da convivência humana, na qual podemos e devemos reconhecer-nos todos irmãos. Sem me embrenhar na complexa história pessoal, política e judiciária de Alighieri, gostaria de lembrar apenas alguns momentos e factos da sua existência, pelos quais ele aparece extraordinariamente próximo de muitos dos nossos contemporâneos e que são essenciais para compreender a sua obra. 

À cidade de Florença, onde nasceu em 1265 e se casou com Gema Donati gerando quatro filhos, esteve primeiramente ligado por um forte sentimento de pertença, o qual, por causa de dissensões políticas, com o tempo se transformou em aberto contraste. Contudo nunca morreu nele o desejo de lá regressar, não só pelo afeto que continuou em todo o caso a nutrir pela sua cidade, mas sobretudo para ser coroado poeta lá onde recebera o Batismo e a fé (cf. Par. XXV, 1-9). No cabeçalho de algumas das suas Cartas (III, V, VI e VII), Dante define-se como «florentinus et exul inmeritus – florentino imerecido no exílio», enquanto na carta XIII, dirigida a Cangrande della Scala, especifica «florentinus natione non moribus – florentino de nascimento, não de costumes». Guelfo da fação branca, vê-se envolvido no conflito entre Guelfos e Gibelinos, entre Guelfos brancos e negros, e depois de ter ocupado cargos públicos cada vez mais importantes até se tornar Prior, em 1302, devido às vicissitudes políticas adversas, é exilado por dois anos, banido dos cargos públicos e condenado ao pagamento duma multa. Dante rejeita a sentença, em sua opinião injusta, e o julgamento contra ele torna-se ainda mais severo: exílio perpétuo, confiscação dos bens e pena de morte em caso de regresso à terra natal. Assim começa a dolorosa história de Dante, que tenta em vão poder regressar à sua amada Florença, pela qual lutara com paixão. 

Torna-se assim o exilado, o «peregrino pensativo», caído numa condição de «penosa pobreza» (Convívio, I, III, 5) que o impele a procurar refúgio e proteção junto de alguns suseranos locais, entre os quais os Scaligeri de Verona e os Malaspina na Lunigiana. Nas palavras de Cacciaguida, antepassado do Poeta, intuem-se a amargura e o desconforto desta nova condição: «Deixarás toda a cousa que é dileta / mais caramente; e este é dardo tal / que o arco do exílio antes projeta. / Tu provarás assim sabor a sal / do alheio pão e como é duro mal / se desça escada alheia ou já se escale» (Par. XVII, 55-60). 

Depois, não aceitando as condições humilhantes da amnistia que lhe teria permitido o regresso a Florença, em 1315 foi de novo condenado à morte, desta vez, juntamente com os seus filhos adolescentes. A última etapa do seu exílio foi Ravena, onde foi acolhido por Guido Novello da Polenta, e lá faleceu – regressava duma missão a Veneza – aos 56 anos, na noite de 13 para 14 de setembro de 1321. A sua sepultura num sarcófago em São Pedro Maior, por trás do muro externo do antigo claustro franciscano, foi posteriormente transferida para a adjacente Capela do século XVIII, onde em 1865, depois de atribuladas vicissitudes, foram colocados os seus restos mortais. O lugar é ainda hoje meta de inúmeros visitantes e admiradores do insigne Poeta, pai da língua e literatura italianas. 

No exílio, o amor à sua cidade, traído pelos «celerados florentinos» (Epist. VI, 1), transformou-se em triste saudade. A profunda desilusão pela queda dos seus ideais políticos e civis, juntamente com a penosa peregrinação duma cidade para outra à procura de refúgio e apoio não são alheias à sua obra literária e poética; pelo contrário, constituem a sua raiz essencial e a motivação de fundo. Quando Dante descreve os peregrinos que se põem a caminho para visitar os lugares sagrados, de certo modo descreve a sua condição existencial e manifesta os seus sentimentos mais íntimos: «Oh peregrinos que partis pensativos...» {Vita Nova, 29 [XL (XLI), 9], v. 1}. O motivo reaparece mais vezes, por exemplo nestes versos do Purgatório: «Como romeiros pensativos lançam, / cruzando pela via gente ignota, / apenas um olhar e não descansam» (XXIII, 16-18). A pungente melancolia de Dante peregrino e exilado adivinha-se também nos famosos versos do canto VIII do Purgatório: «Era hora em que a saudade aos navegantes / regressa e os enternece já de cor / o adeus a amigos doces dito antes» (VIII, 1-3). 

Dante, refletindo profundamente sobre a sua situação pessoal de exílio, incerteza radical, fragilidade, mobilidade contínua, transforma-a, sublimando-a, num paradigma da condição humana, que se apresenta como um caminho – mais interior que exterior – sem paragem alguma enquanto não atingir a meta. Deparamo-nos, assim, com dois temas fundamentais de toda a obra de Dante: o ponto de partida de todo o itinerário existencial, o desejo, presente no ânimo humano, e o ponto de chegada, a felicidade, dada pela visão do Amor que é Deus. 

O insigne Poeta, embora atravessando vicissitudes dramáticas, tristes e angustiantes, nunca se resigna, não sucumbe, nem aceita suprimir a ânsia de plenitude e felicidade que está no seu coração, e muito menos se resigna a ceder à injustiça, à hipocrisia, à arrogância do poder, ao egoísmo que faz do nosso mundo «a jeira que nos torna tão ferozes» (Par. XXII, 151). 

3. A missão do Poeta, profeta de esperança 

Deste modo, relendo a sua vida sobretudo à luz da fé, Dante descobre também a vocação e a missão que lhe foram confiadas, de modo que, paradoxalmente, de homem aparentemente falido e desiludido, pecador e desanimado, transforma-se em profeta de esperança. Na Carta a Cangrande della Scala, com extraordinária nitidez, deixa claro o objetivo da sua obra, que se concretiza e explicita, já não através de ações políticas ou militares, mas graças à poesia, à arte da palavra que, dirigida a todos, tudo pode mudar: «É preciso dizer brevemente que a finalidade do todo e da parte é tirar os viventes nesta existência dum estado de miséria e conduzi-los a um estado de felicidade» [XIII, 39 (15)]. Tal finalidade desencadeia um caminho de libertação de todas as formas de miséria e degradação humanas (a «selva escura») e simultaneamente aponta para a meta derradeira: a felicidade, entendida quer como plenitude de vida na história quer como bem-aventurança eterna em Deus. 

Desta dupla finalidade, deste audacioso programa de vida, Dante é mensageiro, profeta e testemunha, confirmado na sua missão por Beatriz: «Por isso, em prol do mundo que mal vive, / ao carro põe os olhos e o que vês / lá regressado, a tua escrita o arquive» (Purg. XXXII, 103-105). Também o seu antepassado Cacciaguida o exorta a não desfalecer na sua missão. Ao Poeta, que recorda brevemente o seu caminho nos três reinos do Além e assinala a dificuldade de comunicar as verdades que doem e incomodam, o ilustre antepassado responde: «… A consciência fusca / ou já da própria ou de alheia vergonha / bem sentirá tua palavra brusca. / E tu porém, sem que a mentir se ponha, / toda tua visão faz manifesta; / e deixa que se cocem onde hão ronha» (Par. XVII, 124-129). Um idêntico incitamento a viver com coragem a sua missão profética é dirigido a Dante, no Paraíso, por São Pedro, quando o Apóstolo, depois duma tremenda invetiva contra Bonifácio VIII, se dirige ao Poeta desta forma: «E tu, filho, que voltarás aonde o / mortal peso há de pôr-te, abre a boca, / e não escondas o que eu não escondo» (Par. XXVII, 64-66). 

Assim, na missão profética de Dante, inserem-se também a denúncia e a crítica contra os crentes, tanto Pontífices como simples fiéis, que atraiçoam a adesão a Cristo e transformam a Igreja num instrumento em prol dos próprios interesses, esquecendo o espírito das Bem-aventuranças e a caridade para com os pequenos e os pobres e idolatrando o poder e a riqueza: «Que quanto a Igreja guarda, é atributo / todo da gente que por Deus demande; / não de parentes nem de outro mais bruto» (Par. XXII, 82-84). Mas, através das palavras de São Pedro Damião, São Bento e São Pedro, o Poeta, ao mesmo tempo que denuncia a corrupção dalguns setores da Igreja, faz-se porta-voz de uma renovação profunda e invoca a Providência para que a favoreça e torne possível: «Mas a alta providência, que a Cipião / foi a romana glória nas mãos pondo, / cedo virá, em minha conceção» (Par. XXVII, 61-63). 

E assim Dante exilado, peregrino, frágil, mas agora forte pela profunda e íntima experiência que o transformou, renascido graças à visão que, das profundezas dos infernos, da mais degradada condição humana, o elevou à própria visão de Deus, ascende a mensageiro duma nova existência, a profeta duma nova humanidade que anseia pela paz e a felicidade. 

4. Dante cantor do desejo humano 

Dante é capaz de ler o coração humano em profundidade; e em todos, mesmo nas figuras mais abjetas e molestas, consegue vislumbrar uma cintila de desejo de alcançar alguma felicidade, uma plenitude de vida. Detém-se a escutar as almas que encontra, dialoga com elas, interpela-as para se adentrar e participar nos seus tormentos ou na sua beatitude. Assim, partindo da sua condição pessoal, o Poeta faz-se intérprete do desejo que todo o ser humano tem de continuar o caminho enquanto não chegar ao destino final, não encontrar a verdade, a resposta aos porquês da existência, enquanto o coração – como já afirmava Santo Agostinho[12] – não encontrar repouso e paz em Deus. 

No Convívio, analisa precisamente o dinamismo do desejo. «O desejo supremo de todas as coisas, conferido de início pela natureza, é retornar ao seu princípio. E como Deus é princípio das nossas almas, (...) a alma deseja intensamente retornar a Ele. E como um peregrino, que segue um caminho nunca antes percorrido por ele – quando avista de longe uma casa espera que seja a hospedaria, acabando depois por verificar que não o é, então deposita a sua esperança noutra e assim, de casa em casa, até encontrar finalmente a hospedaria –, a nossa alma, ansiosa por ter entrado no novo e nunca percorrido caminho desta vida, dirige o olhar para a meta do seu bem supremo, acreditando encontrá-lo em tudo o que vê e lhe parece ter em si algum bem» (IV, XII, 14-15). 

O itinerário de Dante, ilustrado sobretudo na Divina Comédia, é verdadeiramente o caminho do desejo, da necessidade profunda e interior de mudar a sua própria vida para poder alcançar a felicidade e, assim, mostrar a estrada a quem se encontra, como ele, numa «selva escura» e perdeu «a direita via». Além disso, é significativo que, desde a primeira etapa deste percurso, o seu guia – o grande poeta latino Virgílio – lhe indique a meta aonde deve chegar, incitando-o a não ceder ao medo nem ao cansaço: «Mas porque volves ao ansioso enleio? / Porque não vais ao deleitoso monte / que é razão da alegria e dela cheio?» (Inf. I, 76-78). 

5. Poeta da misericórdia de Deus e da liberdade humana 

Trata-se de um caminho que não é ilusório nem utópico, mas realista e possível, onde todos podem entrar, porque a misericórdia de Deus oferece sempre a possibilidade de mudar, converter-se, encontrar-se a si mesmo e encontrar a via para a felicidade. A propósito, são significativos alguns episódios e personagens da Divina Comédia, que mostram como tal via não esteja vedada a ninguém na terra; exemplo disso é o imperador Trajano, pagão mas colocado no Paraíso. Dante justifica esta presença assim: «Regnum coelorum a violência há de / sofrer de quente amor, viva esperança, / que vence assim a divinal vontade; / não de homem que homem a vencer se lança, / mas vence-a, pois quer ela ser vencida, / para vencer então benigna e mansa» (Par. XX, 94-99). O gesto de caridade de Trajano para com uma «viúva» (Par. XX, 45) ou a «lagrimeta» de arrependimento derramada à hora da morte pelo Buonconte de Montefeltro (Purg. V, 107) não só mostram a infinita misericórdia de Deus, mas confirmam também que o ser humano pode sempre, com a sua liberdade, escolher qual caminho seguir e qual sorte merecer. 

Sob esta luz, é significativo o rei Manfredo, colocado por Dante no Purgatório e que assim recorda o seu fim e a sentença divina: «Depois que se rompeu minha pessoa / de feridas mortais, eu me rendi, / chorando, a quem de bom grado perdoa. / Eu horríveis pecados cometi; / mas bondade infinita tanto abraça / que quem se a ela volta aceitar vi» (Purg. III, 118-123). Parece quase vislumbrar-se a figura do pai da parábola evangélica, com os braços abertos pronto a acolher o filho pródigo que volta para ele (cf. Lc 15, 11-32). 

Dante faz-se paladino da dignidade de todo o ser humano e da liberdade como condição fundamental tanto das opções de vida como da própria fé. O destino eterno do homem – sugere Dante ao narrar-nos as histórias de tantas personagens, ilustres ou pouco conhecidas – depende das suas escolhas, da sua liberdade: os próprios gestos diários, aparentemente insignificantes, têm um alcance que se estende para além do tempo, são projetados na dimensão eterna. O maior dom de Deus ao homem, para que possa alcançar a meta última, é precisamente a liberdade, como afirma Beatriz: «O maior dom que Deus em tal largueza / já fez criando e à sua bondade / mais conformado e esse que mais preza, / foi ter-se de vontade liberdade» (Par. V, 19-22). Não são afirmações retóricas e vagas, visto que brotam da existência de quem conhece o preço da liberdade: «Liberdade ele busca, que é tão cara, / e sabe-o quem por ela a vida enjeita» (Purg. I, 71-72). 

Mas a liberdade – lembra-nos Alighieri – não é fim em si mesma; é condição para subir continuamente. E o percurso nos três reinos ilustra-nos plasticamente esta subida até tocar o Céu, alcançar a plena felicidade. O «alto desejo» (Par. XXII, 61), suscitado pela liberdade, não pode extinguir-se senão em presença da meta, na visão última e na bem-aventurança: «E eu que ao termo da ânsia toda vi / me aproximava, tal como devia, / o fim de tal ardor em mi senti» (Par. XXXIII, 46-48). Depois o desejo faz-se também oração, súplica, intercessão, canto que acompanha e assinala o itinerário de Dante, tal como a oração litúrgica cadencia as horas e os momentos da jornada. A paráfrase do Pai Nosso, que o Poeta propõe (cf. Purg. XI, 1-21), entrelaça o texto do Evangelho com a experiência pessoal, com as suas dificuldades e sofrimentos: «Venha a nós do teu reino assim tamanho / a paz, que só por nós não vamos ter (…). Dá-nos hoje a maná quotidiana, / sem a qual por este áspero deserto, / atrás vai quem avante mais se afana» (7-8.13-15). A liberdade de quem acredita em Deus como Pai misericordioso não pode senão confiar-se a Ele na oração, não sendo por isso minimamente lesada, mas antes reforçada.

6. A imagem do homem na visão de Deus 

No itinerário da Divina Comédia, como já sublinhava o Papa Bento XVI, o caminho da liberdade e do desejo não traz consigo – como porventura se poderia imaginar – uma redução do humano na sua realidade concreta, não aliena a pessoa de si mesma, não anula nem negligencia o que constituiu a sua existência histórica. Com efeito, mesmo no Paraíso, Dante representa os bem-aventurados – as «alvas» (Par. XXX, 129) – no seu aspeto corpóreo, evoca os seus afetos e emoções, os seus olhares e gestos, em resumo, mostra-nos a humanidade na sua perfeição completa de alma e corpo, prefigurando a ressurreição da carne. São Bernardo, que acompanha Dante no último trecho do caminho, mostra ao Poeta as crianças presentes na rosa dos bem-aventurados e convida-o a observá-las e ouvi-las: «Dos rostos podes vê-lo se os perscrutas / e também pelas vozes pueris, / se já os bem contemplas e os escutas» (Par. XXXII, 46-48). Resulta comovente ver como esta manifestação dos bem-aventurados na sua luminosa humanidade integral é motivada não só por sentimentos de afeto pelos seus entes queridos, mas sobretudo pelo desejo explícito de voltar a ver os seus corpos, as feições terrenas: «Seus corpos desejando antes da morte; / talvez não só por si, mas pela mãe, / pelo pai, pelos mais que cada amava, / antes de eterna chama ser também» (Par. XIV, 63-66). 

E, finalmente, no centro da visão última, no encontro com o Mistério da Santíssima Trindade, Dante vislumbra precisamente um Rosto humano, o de Cristo, da Palavra eterna feita carne no seio de Maria: «E na profunda e clara subsistência / do alto lume três círculos vi vir / de três cores e de uma continência (...). Nessa circulação, que assim concepta / parecia em ti lume refletido, / dos olhos meus um pouco circunspecta, / dentro de si, do próprio colorido, / me apareceu pintada nossa efígie» (Par. XXXIII 115-117.127-131). Só na visão de Deus se aplaca o desejo do homem, e termina todo o seu fatigoso caminho: «Então a mente me era percutida / por um fulgor em que seu querer veio. / Foi a alta fantasia aqui colhida» (Par. XXXIII, 140-142). 

O mistério da Encarnação, que hoje celebramos, é o verdadeiro centro inspirador e o núcleo essencial de todo o poema. Nele realiza-se o que os Padres da Igreja chamavam «divinização», admirabile commercium – o prodigioso intercâmbio, pelo qual, ao mesmo tempo que Deus entra na nossa história fazendo-Se carne, o ser humano, com a sua carne, pode entrar na realidade divina, simbolizada pela rosa dos bem-aventurados. A humanidade, na sua realidade concreta, com os gestos e as palavras diárias, com a sua inteligência e afetos, com o corpo e as emoções, é assumida em Deus, no Qual encontra a verdadeira felicidade e a realização plena e última, meta de todo o seu caminho. Dante havia desejado e previsto esta meta no início do Paraíso: «Mais o desejo aceso então surgiu / de ver aquela essência em que se vê / como nossa natura e Deus se uniu. / Lá se verá o que se tem por fé, / não demonstrado, mas por si é noto / qual verdade primeira que o homem crê» (Par. II, 40-45). 

7. As três mulheres da Divina Comédia: Maria, Beatriz, Luzia 

Cantando o mistério da Encarnação, fonte de salvação e alegria para toda a humanidade, Dante não pode deixar de cantar os louvores de Maria, a Virgem Mãe que, com o seu «sim», com a sua aceitação plena e total do projeto de Deus, torna possível que o Verbo Se faça carne. Na obra de Dante, encontramos um tratado estupendo de mariologia: com acentuações líricas sublimes, particularmente na oração pronunciada por São Bernardo, sintetiza toda a reflexão teológica sobre Maria e a sua participação no mistério de Deus: «Virgem e mãe, que és filha de teu filho, / humilde e alta mais que criatura, / de eterno querer termo fixo e brilho, / aquela és que a humanal natura / tanto nobilitaste, que o fator / não desdenhou fazer de si feitura» (Par. XXXIII, 1-6). O oximoro inicial e a sucessão de termos antitéticos destacam a originalidade da figura de Maria, a sua beleza singular. 

São Bernardo, mostrando os bem-aventurados colocados na rosa mística, convida Dante a contemplar Maria, que deu as feições humanas ao Verbo Encarnado: «Contempla agora a face tal que a Cristo / mais se assemelha, pois sua clareza / só te pode dispor a veres Cristo» (Par. XXXII, 85-87). O mistério da Encarnação é de novo evocado pela presença do Arcanjo Gabriel. Dante pergunta a São Bernardo: «Quem é esse anjo em tão festivo jogo / que na nossa rainha o olhar atina, / e tão enamorado é quase fogo?» (Par. XXXII, 103-105). E o Santo responde: «Ele é esse que levou a palma / lá a Maria quando o Filho de Deus / quis carregar com toda a nossa xalma» (Par. XXXII, 112-114). A referência a Maria é constante em toda a Divina Comédia. Ao longo do percurso no Purgatório, é o modelo das virtudes que se opõem aos vícios; é a estrela da manhã que ajuda a sair da selva escura para se encaminhar rumo ao monte de Deus; é a presença constante, através da sua invocação («Nome da bela flor que sempre rogo, / manhã e tarde, …»: Par. XXIII, 88-89), que prepara para o encontro com Cristo e com o mistério da Deus. 

Dante, que nunca está sozinho no seu caminho, mas se deixa guiar primeiro por Virgílio, símbolo da razão humana, e depois por Beatriz e São Bernardo, agora, graças à intercessão de Maria, pode chegar à pátria e gozar a alegria plena desejada em cada momento da existência: «… e ainda me distila / ao coração dulçor que lhe começa» (Par. XXXIII, 62-63). Não nos salvamos sozinhos (parece repetir-nos o Poeta, consciente da sua insuficiência): «Por mim próprio não venho» (Inf. X, 61); é necessário que o caminho seja empreendido em companhia de quem nos possa apoiar e guiar com sabedoria e prudência. 

Neste contexto, resulta significativa a presença feminina. No início do fatigoso itinerário, Virgílio – o primeiro guia – conforta e encoraja Dante a prosseguir, porque três mulheres intercedem por ele e o hão de guiar: Maria, a Mãe de Deus, figura da caridade; Beatriz, símbolo de esperança; Santa Luzia, imagem da fé. Com palavras comoventes, assim se apresenta Beatriz: «Eu sou Beatriz, ora a fazer-te andar; / do lugar venho a que voltar pretendo, / e amor me move, que me faz falar» (Inf. II, 70-72), afirmando que a única fonte que nos pode dar a salvação é o amor, o amor divino que transfigura o amor humano. Depois Beatriz remete para a intercessão doutra mulher, a Virgem Maria: «Uma gentil senhora no céu plange / o impedimento a que enviar-te entendo, / e o mais duro juízo assim confrange» (Inf. II, 94-96). Depois intervém Luzia, que se dirige a Beatriz: «Beatriz, divina loa verdadeira, / pois não socorrerás quem te amou tanto, / que abandonou por ti vulgar fileira?» (Inf. II, 103-105). Dante reconhece que somente quem é movido pelo amor pode verdadeiramente apoiar-nos no caminho e levar-nos à salvação, ao renovamento da vida e, consequentemente, à felicidade. 

8. Francisco, esposo da senhora Pobreza 

Na cândida rosa dos bem-aventurados, em cujo centro brilha a figura de Maria, Dante coloca também numerosos santos, cuja vida e missão esboça, para os propor como figuras que, na realidade concreta da sua existência e mesmo através de numerosas provações, alcançaram a finalidade da sua vida e da sua vocação. Mencionarei brevemente apenas a figura de São Francisco de Assis, ilustrada no canto XI do Paraíso, onde se fala dos espíritos sapientes. 

Existe uma profunda sintonia entre São Francisco e Dante: o primeiro, juntamente com os seus companheiros, saiu do convento e foi para o meio do povo, pelas estradas de aldeias e cidades, pregando ao povo, parando nas casas; o segundo fez a escolha, então incompreensível, de usar no grande poema do Além a linguagem de todos e povoando a sua narração com personagens conhecidos e menos conhecidos, mas completamente iguais em dignidade aos poderosos da terra. Outro traço une os dois personagens: a abertura à beleza e ao valor do mundo das criaturas, espelho e «vestígio» do seu Criador. Como não reconhecer nestes versos da paráfrase de Dante ao Pai-Nosso – «sejas louvado em nome e em valor / por toda a criatura…» (Purg. XI, 4-5) – uma referência ao Cântico das Criaturas de São Francisco? 

No canto XI do Paraíso, essa consonância aparece com um novo aspeto, que os torna ainda mais semelhantes. A santidade e a sabedoria de Francisco sobressaem precisamente porque Dante, olhando do céu a nossa terra, vislumbra a tacanhez de quem confia nos bens terrenos: «Ó cuidar insensato dos mortais, / por quantos defetivos silogismos / fazem que asas ao fundo a dar tu vais!» (Par. XI, 1-3). Toda a história ou, melhor, a «vida admirável» do santo assenta sobre a sua relação privilegiada com a senhora Pobreza: «Mas por que eu não pareça assaz escuso, / Francisco e a Pobreza por amantes / entendas ora em meu falar difuso» (Par. XI, 73-75). No canto de São Francisco, recordam-se os momentos salientes da sua vida, as suas provações e por fim o acontecimento no qual a sua configuração a Cristo, pobre e crucificado, encontra a sua extrema, divina confirmação na marca dos estigmas: «Porque de mais azeda já observa / a gente à fé, por não ficar em vão, / ao fruto regressou da ítala erva, / e entre Arno e Tibre em cru penedo então / foi ter de Cristo o último sigilo, / que dois anos seus membros levarão» (Par. XI, 103-108). 

9. Acolher o testemunho de Dante Alighieri 

No final deste olhar sintético à obra de Dante Alighieri, uma mina quase infinita de conhecimentos, experiências, considerações em todos os campos da pesquisa humana, impõe-se uma reflexão. A riqueza de figuras, narrações, símbolos, imagens sugestivas e atraentes que Dante nos propõe suscita certamente admiração, maravilha, gratidão. Nele podemos quase entrever um precursor da nossa cultura multimediática, na qual palavras e imagens, símbolos e sons, poesia e dança se fundem numa única mensagem. Assim se compreende por que o seu poema tenha inspirado a criação de inúmeras obras de arte de todo o género. 

Mas a obra do insigne Poeta suscita também alguns desafios para os nossos dias. Que poderá ela comunicar-nos, no nosso tempo? Terá ainda algo a dizer-nos, a oferecer-nos? Terá a sua mensagem alguma função a desempenhar também para nós na atualidade? Poderá ainda interpelar-nos? 

Hoje Dante – tentemos fazer-nos intérpretes da sua voz – não nos pede para ser simplesmente lido, comentado, estudado, analisado. Pede-nos sobretudo para ser escutado, ser de certo modo imitado, fazer-nos seus companheiros de viagem, porque quer-nos mostrar também hoje qual é o itinerário para a felicidade, a direita via para viver plenamente a nossa humanidade, superando as selvas escuras onde perdemos a orientação e a dignidade. A viagem de Dante e a sua visão da vida além da morte não são simplesmente objeto duma narração, não constituem apenas um acontecimento pessoal, embora excecional. 

Se Dante conta tudo isto (e fá-lo de maneira admirável), usando a linguagem vulgar do povo, a língua que todos podiam compreender, elevando-a a língua universal, é porque tem uma mensagem importante a transmitir-nos, uma palavra que quer tocar o nosso coração e a nossa mente, destinada a transformar-nos e mudar-nos já agora, nesta vida. É uma mensagem que pode e deve tornar-nos plenamente conscientes daquilo que somos e daquilo que vivemos dia após dia na tensão interior e contínua para a felicidade, para a plenitude da existência, para a pátria última onde estaremos em plena comunhão com Deus, Amor infinito e eterno. Embora Dante seja um homem do seu tempo e possua sensibilidade diferente da nossa em alguns assuntos, todavia o seu humanismo é ainda válido e atual e pode certamente constituir um ponto de referência para aquilo que queremos construir no nosso tempo. 

Por isso, aproveitando esta ocasião propícia do centenário, é importante que a obra de Dante seja dada a conhecer ainda melhor e de maneira mais adequada, isto é, seja tornada acessível e atraente não só para alunos e estudiosos, mas também para todos aqueles que, ansiosos por dar resposta às questões interiores, desejosos de realizar em plenitude a sua existência, querem viver o seu itinerário de vida e de fé de forma consciente, acolhendo e vivendo com gratidão o dom e o compromisso da liberdade. 

Congratulo-me naturalmente com os professores que são capazes de comunicar com paixão a mensagem de Dante, introduzir no tesouro cultural, religioso e moral contido nas suas obras. Mas este património pede para ser tornado acessível fora das aulas das escolas e universidades. 

Exorto as comunidades cristãs, sobretudo as estabelecidas nas cidades que conservam as memórias de Dante, as instituições académicas, as associações e os movimentos culturais a promoverem iniciativas visando o conhecimento e a difusão da mensagem de Dante na sua plenitude. 

De maneira particular encorajo os artistas a dar voz, rosto e coração, a dar forma, cor e som à poesia de Dante, ao longo da via da beleza que ele percorreu magistralmente; e assim comunicar as verdades mais profundas e, com as linguagens próprias da arte, difundir mensagens de paz, liberdade, fraternidade. 

Neste momento histórico particular, marcado por muitas sombras, por situações que degradam a humanidade, por falta de confiança e de perspetivas para o futuro, a figura de Dante, profeta de esperança e testemunha do desejo humano de felicidade, pode ainda dar-nos palavras e exemplos que estimulam o nosso caminho. Pode ajudar-nos a avançar, com serenidade e coragem, na peregrinação da vida e da fé que todos somos chamados a realizar até o nosso coração encontrar a verdadeira paz e a verdadeira alegria, até chegarmos à meta última de toda a humanidade, «o amor que move o sol e as mais estrelas» (Par. XXXIII, 145). 

Vaticano, na solenidade da Anunciação do Senhor, 25 de março do ano de 2021, nono do meu pontificado.

 Francisco

 [*] Usou-se a tradução portuguesa da obra bilingue de VASCO GRAÇA MOURA, A Divina Comédia de Dante Alighieri, Bertrand Editora – Venda Nova, 52000.

 [1] Carta enc. In praeclara summorum (30 de abril de 1921): AAS 13 (1921), 209-217

 [2] Cf. ibidem: o. c. 210

 [3] Epistola Nobis, ad Catholicam (28 de outubro de 1914): AAS 6 (1914), 540.

 [4] Discurso ao Sacro Colégio e à Prelatura Romana (23 de dezembro de 1965): AAS 58 (1966), 80

[5] Cf. AAS 58 (1966), 22-37.

 [6] Discurso aos participantes no Encontro promovido pelo Pontifício Conselho «Cor Unum» (23 de janeiro de 2006): Insegnamenti 2006, II/1, 92-93.

 [7] Ibidem: o. c., 93.

 [8] Cf. Carta enc. Lumen fidei (29 de junho de 2013), 4: AAS 105 (2013), 557.

 [9] Mensagem ao Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura (4 de maio de 2015): AAS 107 (2015), 551-552.

 [10] Ibidem: o. c., 552.

 [11] L’Osservatore Romano (10 de outubro de 2020), 7.

 [12] Cf. Confissões, I, 1, 1: PL 32, 661.


Catequese Permanente – 4ª catequese com o Tema “São José”

25 março, 2021

Para refletir:

“Dante ainda nos fala. Fala a nós, homens e mulheres de hoje, e nos pede para não somente ser lido e estudado, mas também, e sobretudo, ouvido e imitado no seu caminho rumo à felicidade, isto é, ao Amor infinito e eterno de Deus.

Papa Francisco assim escreve na Carta apostólica “Candor lucis aeternae – Esplendor da vida eterna”, publicada hoje, 25 de março.


24 março, 2021

Oscar Romero, o São Romero das Américas!

Oscar Romero, o São Romero das Américas!

Dom Oscar Romero sua vida era pautada pelo Evangelho de Jesus Cristo, comprometida com o Reino de Deus. Por amar o seu povo, preocupou-se com a exclusão social, a discriminação e a violência. Um profeta de profunda oração e santidade, vivendo sua espiritualidade a partir da justiça, da liberdade e da paz. Deixemo-nos imitar por ele sua vida faz refletir sobre a radicalidade no seguimento a Jesus Cristo que nos torna testemunhas do Reino de Deus.


SÃO ROMERO DE AMÉRICA PASTOR E MÁRTIR

O anjo do Senhor anunciou na véspera...

O coração de El Salvador marcava

24 de março e de agonia

Tu ofertavas o Pão, o Corpo Vivo

o triturado Corpo de teu Povo:

Seu derramado Sangue vitorioso

O sangue "campesino" de teu Povo em massacre

que há de tingir em vinhos e alegria a Aurora conjurada!

E soubeste beber o duplo cálice

do Altar e do Povo,

com uma só mão consagrada ao Serviço.

O anjo do Senhor anunciou na véspera

e o verbo se fez morte, outra vez, em tua morte.

Como se faz morte, cada dia, na carne desnuda de teu Povo.

E se fez vida Nova

Em nossa velha Igreja!

Estamos outra vez em pé de Testemunho,

São Romero de América, pastor e mártir nosso!

Romero de uma Paz quase impossível, nesta Terra em guerra.

Romero em roxa flor morada da Esperança incólume de todo Continente

Romero desta Páscoa latino-americana.

Pobre pastor glorioso,

assassinado a soldo, a dólar, a divisa.

Como Jesus, por ordem de Império.

Pobre pastor glorioso, abandonado

por teus próprios irmãos de Báculo e de Mesa.

(As Cúrias não podiam entender-te:

Nenhuma Sinagoga bem montada pode entender a Cristo)

(de Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia MT).



Óscar Romero o primeiro arcebispo martirizado da América, o primeiro a ser declarado mártir depois do Concílio Vaticano II e o primeiro santo da América Central.

- Nascimento: 15 de agosto de 1917, Ciudad Barrios, El Salvador
- Nacionalidade: Salvadorenho
- Assassinato: 24 de março de 1980, São Salvador, El Salvador
- Sepultamento: Catedral Metropolitana de San Salvador, São Salvador, El Salvador
Irmãos: Mamerto Romero y Galdamez, MAIS
- 1997 Romero foi declarado "Servo de Deus" pelo papa João Paulo II
- 2015 mês de fevereiro o papa Francisco aprovou o decreto de beatificação, reconhecendo-o como mártir
- 2015 no dia 23 de maio solenidade de beatificação de na capital salvadorenha
- 2018 14 de outubro, Romero foi canonizado pelo papa Francisco

23 março, 2021

Não percamos a esperança!

Arquidiocese de Maringá comunica o falecimento do padre Sérgio Meschini Filho, aos 37 anos, vítima da Covid-19.

Não percamos a esperança!

Estamos tristes. Podemos sim ficarmos tristes. Más não podemos perder a esperança.
Não percamos a esperança!
Como Maria, que viveu a ressurreição de Jesus na esperança, nós também devemos conservar em nós a esperança e devemos dar esperança, o sofrimento tem um lindo sentido, haverá a ressurreição da morte.


CEBs e seus desafios pós-pandemia!




CEBs e seus desafios pós-pandemia!

Após um período longo de isolamento, sem contato físico pessoal e fraterno as CEBs precisam preparar-se para voltar seu olhar para os desafios que havia em seu cotidiano e os novos desafios pós-pandemia.

Deus nos ama e as CEBs precisam das crianças, das juventudes, d@s idosos, das mulheres e homens. As CEBs precisam das famílias. A pandemia continua e serão muitas as feridas. Muitos levarão consigo a dor e angustia da perca de seus pais, avós, filh@s, irmãs, irmãos, amig@s. Muitos levarão consigo a marca do desemprego, do preconceito, exclusão, incertezas e da desesperança diante dos problemas sócio-econômicos que atinge principalmente os mais pobres.

Papa Francisco apresenta o caminho. Em sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium o Santo Padre diz que “A Igreja «em saída» é a comunidade de discípulos missionários que primeireiam», que se envolvem, que acompanham, que frutificam e festejam”.

Não ter medo de tomar iniciativa e profetizar porque as dores serão muitas e muitas as causas dessas dores. Será preciso além de ser uma comunidade que coloca aquilo que tem para socorrer aqueles que não têm para ajudar aqueles que estão necessitados ser uma comunidade que vá ao encontro para acolher, para acompanhar e preparar-se para capacitar porque será preciso paciência e carinho para escutar,...escutar.


As CEBs precisam das crianças, elas são esperança, “cada criança que sofre é um grito que se eleva a Deus” (Papa Francisco). Pós-pandemia serão mitos os gritos de nossas pequeninas e pequeninos.

Envolvidos na desesperanças e incertezas com feridas profundas as CEBs precisam olhar e acolher as juventudes envolver-se com elas. Escutar e esperançar as juventudes, transparecer e envolver o amor por elas e juntos descobrir caminhos para seus sonhos e opções.

Estamos juntos. Que todos as/os idosos tenham essa certeza, para que doem menos as marcas sofridas pós-pandemia. Dar a eles a certeza que não estão sozinhos, ha uma comunidade que os ama, reconhecem e os querem.

O Papa às famílias na abertura do Ano da Família disse a Igreja está com vocês “Não basta reiterar o valor e a importância da doutrina, se não nos tornarmos guardiões da beleza da família e cuidar compassivamente de sua fragilidade e de suas feridas”, acompanhar, cuidar, amar e anunciar o evangelho. O desafio da importância de se interessar e comprometer em defesa e valorização do núcleo familiar.

Uma comunidade profética em defesa da vida humana e da natureza, protagonista de uma sociedade justa e fraterna, assumindo postura profética contra a cultura do descarte.

“Abraçar o Senhor para abraçar a esperança, aqui está a força da fé que liberta do medo e dá esperança. (…)”, assim nos ensina nosso Papa Francisco.

Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)
Assessora das CEBs na Arquidiocese de Maringá

21 março, 2021

REZAR O VAZIO

*REZAR O VAZIO*


“Ensina-nos Senhor a rezar este vazio.

O vazio trazido por um medo que não conhecíamos e que parece agora um inquilino da nossa alma.

O vazio dos espaços confinados.

O vazio da vida, de repente, em suspenso.

O vazio das horas que quem está sozinho conta de forma diferente.

O vazio das incertezas que se amontoam e das quais ainda não falamos.

O vazio dos olhos dos que vemos sofrer e o vazio dos muitos que sofrem sem que nós o vejamos.

O vazio dos cuidadores ao final de turnos extenuantes.

O vazio dos que tiveram de continuar expostos, dia a dia, para que outros ficassem a salvo.

O vazio de tudo aquilo que, de um momento para o outro, ficou adiado.

O vazio daquela mulher idosa que passa o dia com o rosto encostado à janela.

O vazio das ruas donde nos chega um silêncio que não é um silêncio, mas uma espécie de ação de despejo da vida quotidiana.

O vazio dos encontros e das conversas.

O vazio que os amigos pressentem.

O vazio das risadas.

O vazio de todos os abraços não dados.

O vazio da espontaneidade dos gestos.

O vazio da proximidade interditada.

O vazio desta primavera [ou deste outono] que está a passar sem que notemos.

O vazio do sacerdote que celebra diariamente na igreja vazia.

O vazio das nossas igrejas onde Tu Senhor continuas presente, e dali nos ensinas a transformar os vazios”.


Cardeal José Tolentino


 

"Reflexão da Palavra" - 5º Domingo da Quaresma – 21/03/2021

15 março, 2021

Ela na foto, alegre e linda. Presente em nós

Ela na foto, alegre e linda. Presente em nós.

Saudade de minha santa mãezinha

Hoje, 15 de março, comemoramos seu aniversário

Difícil recordar seu nascimento não tendo mais sua presença física, com o nosso Deus já esta. 

Tenho mantido seu sorriso.

Quem me dera ter um instante para revelar a saudade que tenho em meu coração todos os dias, principalmente hoje que recordamos seu nascimento.

Amor eterno.


11 março, 2021

Deixemo-nos aprender com a lição da vida!

 Deixemo-nos aprender com a lição da vida!

Uma das lições dessa pandemia e apesar de tantas tristezas é linda. A lição da importância da busca pelo cuidar de si mesmo, juntamente com o cuidado com o outro. Precisamos cultivar o carinho e o amor, precisamos cuidar de nós, eu e você.

Na terça feira, um morador de rua foi queimado enquanto dormia na Praça da Estação em Belo Horizonte.

Por parte de quem deve defender a vida, temos visto atitudes e falas com total descaso com a vida humana.

Deixemo-nos que a Palavra de Deus penetre em nós, como diz o Apóstolo Paulo, até os ossos.

07 março, 2021

Triste!

Mais um colega que tem sua vida tirada pela Covid-19, André Ricardo Sacuman.
Ficam as lembranças de tantos momentos alegres juntos nos grupos de jovens, bate papos...
Em dezembro quando conversávamos havia a preocupação dele com a pandemia.
André deixa a mãe, que está se recuperando da COVID-19.



"Reflexão da Palavra" - 3º Domingo da Quaresma – 07/03/2021

05 março, 2021

Muitas falas, muitos vídeos, muitas lives...

Em uma realidade onde perto de nós encontramos pessoas doentes, de um vírus da morte, da desesperança, do egoísmo, do desejo da libertação e satisfação do eu, é preciso levar as pessoas a esperançar, e para isso é preciso falar de Deus, se não falarmos de Deus não haverá esperança, porque é falando de Deus que nascerá a esperança, só ele pode mudar tudo, Ele é a esperança.

03 março, 2021

somos a Terra a Água o Fogo e o Ar

A maldade das pessoas me dá medo!


A maldade das pessoas me dá medo!

Uma menina, Sara, perguntou ao Papa do que ele tem medo, acrescentando que ela tem medo das bruxas. “Mas as bruxas não existem e não são assustadoras”, respondeu Francisco.

“Fazem talvez 3 ou 4 coisas (rituais de magia, etc), mas isso são bobagens. As bruxas não têm nenhum poder. São uma mentira”.

“Assusta-me – continuou ele – quando uma pessoa é má. A maldade das pessoas me dá medo. Quando uma pessoa escolhe ser má, pode fazer muito mal. E me assusta, quando, na paróquia ou no Vaticano há a fofoca”. Vocês - continuou o Papa – ouviram na televisão o que os terroristas fazem? Jogam uma bomba e fogem. A fofoca é assim. Jogar uma bomba e fugir".

"Destrói tudo. E, especialmente, o seu coração. Se é capaz de lançar a bomba, o seu coração torna-se corrupto: nunca as fofocas. Morder a língua antes de dizê-las. Vai doer, mas não vai fazer mal aos outros. Assusta-me a capacidade de destruição que tem o falar mal do outro. Isso é ser bruxa, ser um terrorista”.

Papa Francisco

02 março, 2021

Catequese Permanente – 1ª catequese com o Tema “São José”

Para refletir

“desperta as consciências adormecidas [...], sair da indiferença, [...]
ter compaixão por quem está ferido, [...] curvar com ternura
 sobre quem está esmagado pelo peso da vida”

 (Papa Francisco)

26 fevereiro, 2021

Novas medidas restritivas Covid-19 no Paraná

- Proibição de circulação em espaços e vias públicas das 20h às 05h.

- Atividades religiosas funcionam somente com atendimento individual ou culto on-line.

- Suspensão do funcionamento dos serviços e atividades não essenciais.

- Proibição de comercialização e consumo de bebidas alcoólicas em espaços públicos ou coletivos das 20h às 05h.

- Suspensão das aulas presenciais em escolas, universidades e instituições estaduais públicas e privadas.

- Adequação dos expedientes dos trabalhadores aos horários de proibição provisória de circulação.

- Regime de teletrabalho para órgãos do estado.

- Permitidos delivery, drive-thru e take away.

- Priorização da substituição do regime de trabalho presencial para o teletrabalho, quando possível.

- Suspensão das cirurgias eletivas por 30 dias para unidades públicas e privadas.

- Intensificação da fiscalização do cumprimento das medidas.

As medidas passam a valer a partir da zero hora do dia 27 DE FEVEREIRO de 2021 às 05 horas do dia 08 DE MARÇO de 2021.

Redescobrir o vínculo fundamental com Deus!

Segue um pequeno texto que veio inspiração em escreve-lo.


Redescobrir o vínculo fundamental com Deus!

“Verificar as estradas que estamos percorrendo, para encontrar o caminho que nos leva de volta a casa, para redescobrir o vínculo fundamental com Deus”

Estamos quase entrando em colapso, avanço da pandemia, tenho a impressão que cresce o desejo da realização pessoal, do eu, e aí como entender a gravidade da situação.

Aí o comprometer-se como cristão e os compromissos assumidos, o sentimento de compaixão, sentir as necessidades e sentimentos do outro passa ser uma prisão e sendo uma prisão precisa libertar-se.

Sendo assim, o que atrai e passa ser verdade é o que vem ao encontro da satisfação do “eu” libertação do “eu” e tudo que vem ao encontro tornam-se verdades, empatia.

Estamos no tempo da Quaresma, onde somos chamados a fazer o percurso com Jesus, percorrer esse percurso é deixar-se transformar e assumir o amor ao próximo, compromisso, serviço, doação, entrega.

São Paulo sintetiza o sentido de tudo quando escreve numa das suas cartas: Ele amou-me e entregou-se por mim.

Papa Francisco nos fala que “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração.” (Gaudium Et Spes)

É preciso deixar-se tocar pelo Senhor para não corrermos o risco de nos afastar e isso pode ocorrer mesmo sem percebermos. Dedicar-se e refletir a Palavra de Deus, é nessa experiência e intimidade com o Senhor que seremos capazes de:

“(...) verificar as estradas que estamos percorrendo, para encontrar o caminho que nos leva de volta a casa, para redescobrir o vínculo fundamental com Deus (...)”.

23 fevereiro, 2021

Catequese Permanente – 4ª e última catequese com o Tema CFE – 2021”

Novo decreto com medidas mais restritivas para enfrentamento da pandemia - Prefeitura de Maringá - Pr.

Conforme o decreto:

- As únicas reuniões permitidas são para pessoas do mesmo núcleo familiar, com limite de até dez pessoas;
....Núcleo familiar que vive no mesmo teto.

- Ficam suspensas as aulas presenciais em toda a rede pública e privada;
- Templos religiosos podem funcionar com até 30% da capacidade, de segunda a domingo, com término de celebrações até as 20h30;

- Toque de recolher passa a ser das 21h às 5h, com multa de R$ 1 mil em caso de descumprimento. Atualmente, o toque tem início às 23h e a pena prevista é de R$ 200;

- Salões de beleza e barbearias podem atender das 8h às 19h, de segunda a sábado;

- Aglomerações nas ruas estão proibidas, sob pena de multa de R$ 1 mil para cada pessoa;

- Serviços de delivery poderão funcionar até as 22h;

- Uso de máscara segue obrigatório em áreas públicas ou privadas de uso comum, com multa que passa a ser de R$ 1 mil em caso de descumprimento. Até então, a notificação variava de R$ 106,60 a R$ 533;

- Empresas ou clubes e condomínios flagrados com pessoas sem máscaras serão multados em R$ 4 mil;

- Supermercados, mercearias, açougues, quitandas e lojas de conveniência podem atender de segunda a domingo, das 8h às 20h;

- Os mercados devem respeitar o limite de um cliente para cada 25 m² de área de vendas;

- Atividades comerciais de rua, galerias e centros comerciais podem funcionar das 8h às 18h 
de segunda a sexta, e das 9h às 13h aos sábados;

- Prestadores de serviços podem trabalhar de segunda a sábado, das 8h às 18h;

- Shoppings podem abrir, de segunda a sábado, das 10h às 20h, e aos domingos, das 14h às 20h. Praças de alimentação podem começar a atender às 10h, de segunda a sábado, e a partir das 14h, aos domingos, e devem manter capacidade de até 50%, com distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as mesas;

- Bares, restaurantes, carrinhos de lanche e conveniência de bebidas podem atender de segunda a domingo, das 6h às 20h;

- Padarias ficam autorizadas a funcionar de segunda a domingo, das 6h às 20h;

- Academias e escolas de dança, natação ou artes marciais podem funcionar das 6h às 20h de segunda a sexta-feira, e aos sábados das 6h às 12h. Aulas coletivas não podem ter mais que quatro alunos, com distanciamento de 1,5 metro;

- Espaços coletivos de clubes e condomínios para churrascos e festas não poderão ser usados;

- Bares e restaurantes não podem colocar mesas nas calçadas;


- Donos de chácaras que locarem os espaços para eventos receberão multa de R$ 20 mil, o dobro da penalidade atual. Os participantes das festas serão multados, cada um, em R$ 1 mil;

- Esportes coletivos estão proibidos. O decreto abre exceção apenas para tênis com dois praticantes;

- O uso de piscinas em condomínios, clubes e associações podem ter no máximo uma pessoa por raia; não havendo raias, a limitação é de uma pessoa a cada 12,5 metros quadrados. O decreto diz ainda que o uso de piscinas nesses estabelecimentos está proibido para lazer.

- De acordo com o decreto, os estabelecimentos comerciais que desrespeitarem as regras de limitação de público e horários serão multados em R$ 10 mil e sofrerão interdição da atividade por 24 horas. Em caso de reincidência, a multa dobra e a interdição passa a ser de 72 horas.

22 fevereiro, 2021

Comunidade: Fraternidade e Diálogo em tempos de Quaresma, um jeito concreto de viver a caridade

Mesmo com tantos ataques nas redes sociais por grupos de extrema direita autodenominados católicos, foram realizadas por todos os cantos do Brasil as Celebrações de Abertura da Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano como forma de encorajar pessoas cristãs e de boa vontade a reconhecerem no diálogo um dos caminhos para a superação da cultura do ódio. A CEB’s assume o Ecumenismo não como uma estratégia, mas como uma forma de espiritualidade. Por isso, oferecemos esta importante reflexão elaborada pela nossa querida companheira Lucimar Moreira Bueno, conhecida por todos como Lúcia, assessora da CEBs na Arquidiocese de Maringá, Regional Sul 2.





Comunidade: Fraternidade e Diálogo em tempos de Quaresma, um jeito concreto de viver a caridade.

As comunidades são chamadas, inspiradas em Cristo, a ser espaço de diálogo e do testemunho da unidade na diversidade, expressão da novidade tão antiga da fé em Jesus Cristo, da experiência em Jesus Cristo, com o Deus da vida, Deus do diálogo, o Deus da fraternidade. Em tempos de crises, medos, contradições, das polarizações e das violências que marcam o mundo atual e vivendo o tempo da Quaresma, com o isolamento social o desafio das comunidades Eclesiais de Base, as CEBs e demais comunidades de serem espaço de viver a experiência e a profundar a experiência do amor em Jesus Cristo.

Papa Francisco, na mensagem que enviou por ocasião do início da Quaresma e da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021 explica “com o início da Quaresma, somos convidados a um tempo de intensa reflexão e revisão de nossas vidas. O Senhor Jesus, que nos convida a caminhar com Ele pelo deserto rumo à vitória pascal sobre o pecado e a morte, faz-se peregrino conosco também nestes tempos de pandemia. Francisco convocou “«sentar-se a escutar o outro» e, assim, superar os obstáculos de um mundo que é muitas vezes «um mundo surdo».”

Ir ao encontro, sentar junto, escutar é o jeito concreto de viver a caridade, esse é o caminho. Atos dos Apóstolos, é um texto conhecido por todos nós, percebemos em Atos dos Apóstolos, que a comunidade vive a experiência e a profunda a experiência do amor em Jesus Cristo, estudando, escutando, repartindo o pão pelas casas. Testemunhando o amor de Deus e assim então as pessoas sentiram atraídas para a vivência de comunidade. Não haviam necessitados, uma comunidade caritativa repartindo daquilo que tinham, então colocava a disposição da comunidade e a comunidade atendia a todos assim fazendo que não houvesse necessitados entre eles.

Essa característica da comunidade que coloca aquilo que tem para socorrer aqueles que não tem, para ajudar aqueles que estão necessitados é uma experiência forte do Evangelho de Cristo. Uma comunidade que está unida, testemunhando concretamente o amor, a fé em Jesus Cristo. Concílio Vaticano II chama a igreja a estar presente no mundo, compartilhando as dores e as angústias, compartilhando as alegrias e as esperanças dos homens e mulheres de hoje sobretudo dos mais pobres, excluídos, dos que sofrem.

Há nos dias atuais uma falta de sensibilidade humana que precisa ser vencida e as comunidades se não estão sendo caminho de superação dessa insensibilidade precisa tornar-se o caminho. Caminho de fraternidade, de paz, de acolhida, de encontro, de diálogo que faz o coração arder. Precisa ser o jeito concreto de viver a caridade, viver o amor. Relações embasadas no amor geram vidas, geram relações novas e um mundo novo.

O Papa Francisco na missa com o rito de imposição das cinzas, na quarta-feira, 17 de fevereiro, disse que a Quaresma “é uma viagem de regresso a Deus” que “lança um apelo ao nosso coração”, e afirmou o Pontífice na homilia, que “na vida, sempre teremos coisas a fazer e desculpas a apresentar, mas agora é tempo de regressar a Deus”. O Santo Padre disse que essa viagem quaresmal envolve toda a vida da pessoa que a percorre. “É o tempo para verificar as estradas que estamos percorrendo, para encontrar o caminho que nos leva de volta a casa, para redescobrir o vínculo fundamental com Deus, do qual tudo depende. A Quaresma não é compor um ramalhete espiritual; é discernir para onde está orientado o coração”.

Encontrar o caminho, as comunidades precisam derrubar muros de indiferença e de ódio que separam e criar pontes que unem e esforçar-se para manter com todas e todos o diálogo, falar e ouvir. Com o Evangelho aprendemos que Jesus mantinha diálogo com o diferente.

E aí a importância das Comunidades Eclesiais de Base, como igreja que aprofunda sua experiência de amor e como o corpo de Cristo exerce o bem a todas as pessoas sem olhar religião ou filiação dessas pessoas como a ação pastoral evangelizadora social e missionária. Igreja na base no meio do povo e com o povo. Igreja de modo novo presente no mundo a serviço da vida e ao cuidado da casa comum.

Sendo as CEBs a igreja que está ali onde as pessoas estão, essa comunidade é a medida em que ela vive concretamente a sua experiência de amor em Jesus Cristo de um lado ela desperta os cristãos batizados para os diversos serviços da ação evangelizadora, desperta neles a consciência de transmitir e testemunhar o amor de Jesus ajudando-os a viver essa experiência do amor do senhor e juntos vá em busca, socorre, acolhe, cuida, sustenta encoraja as pessoas a viver essa experiência de amor no Senhor. Lindo esse jeito concreto de viver a caridade.

Lucimar Moreira Bueno (Lúcia),
Assessora da CEBs na Arquidiocese de Maringá – Regional Sul 2.

Eu apoio a CEE 2021


 

Para refletir

"No tempo de Quaresma,o Espírito Santo impele também nós, como Jesus, a entrar no deserto (Mc 1,12-15).Não se trata de um lugar físico,mas de uma dimensão existencial na qual se deve fazer silêncio e escutar a palavra de Deus para que a verdadeira conversão seja realizada em nós. (Papa Francisco)

17 fevereiro, 2021

Quaresma!

Quaresma!

“Tenho um coração «dançarino» que dá um passo para a frente e outro para trás, amando ora o Senhor ora o mundo”

(...) “Convertei-vos a mim. A Quaresma é uma viagem de regresso a Deus. ...lança um apelo ao nosso coração. Na vida, sempre teremos coisas a fazer e desculpas a apresentar, mas agora é tempo de regressar a Deus.

(...) A Quaresma é uma viagem que envolve toda a nossa vida, tudo de nós mesmos. É o tempo para verificar as estradas que estamos percorrendo, para encontrar o caminho que nos leva de volta a casa, para redescobrir o vínculo fundamental com Deus, do qual tudo depende. A Quaresma não é compor um ramalhete espiritual; é discernir para onde está orientado o coração. Tentemos saber: Para onde me leva o «navegador» da minha vida, para Deus ou para mim mesmo? Vivo para agradar ao Senhor, ou para ser notado, louvado, preferido? Tenho um coração «dançarino» que dá um passo para a frente e outro para trás, amando ora o Senhor ora o mundo, ou um coração firme em Deus? Sinto-me bem com as minhas hipocrisias ou luto para libertar o coração da simulação e das falsidades que o têm prisioneiro?

(...)“A viagem da Quaresma é um êxodo da escravidão para a liberdade” (...)São quarenta dias que recordam os quarenta anos em que o povo de Deus caminhou pelo deserto para voltar à terra de origem. Mas, como foi difícil deixar o Egito! Ao longo do caminho, nos seus lamentos, sempre se sentiam tentados pelas cebolas, tentados a voltar para trás, presos às memórias do passado, a qualquer ídolo. O mesmo se passa conosco: a viagem de regresso a Deus vê-se dificultada pelos nossos apegos doentios, impedida pelos laços sedutores dos vícios, pelas falsas seguranças do dinheiro e da ostentação, pela lamúria que paralisa. Para caminhar, é preciso desmascarar estas ilusões”.

(Papa Francisco)

Para refletir

"A pressa de querer tudo e imediatamente
 não vem de Deus. 
Se nos afadigarmos pelo imediatamente, 
esquecemos o que permanece para sempre: 
seguimos as nuvens que passam, 
e perdemos de vista o céu." 

(Papa Francisco)

15 fevereiro, 2021

Vacinação contra a covid-19 - Prefeitura de Maringá

Vacinação contra a covid-19
Prefeitura de Maringá

Nesta segunda, 15 de fevereiro 2020

- Idosos com mais de 88 anos.

- Trabalhadores da saúde ativos com mais de 47 anos que atuam em atividades hospitalares, extra-hospitalares.

Obrigatório
- documento com foto
- carteira de vacinação.
- Trabalhadores da saúde também comprovante da atividade na área da saúde

Local:
Sala de Vacina da Secretaria de Saúde, das 8h às 17h, e nas Unidades Básicas de Saúde Iguaçu e Quebec, das 8h às 15h.

Curso de Teologia Pastoral - Titulação: Especialista em Teologia Pastoral

Curso de Teologia Pastoral

Titulação: Especialista em Teologia Pastoral

PÓS PUC Minas

O curso de Teologia Pastoral busca criar espaços para a discussão do papel das Igrejas na sociedade, para uma revisão da metodologia do trabalho pastoral, para uma reflexão sobre a carência de motivação dos ministros e dos agentes evangelizadores diante de uma realidade desafiadora como a de hoje. Além dos espaços criados, o curso pretende ser uma oportunidade de aprofundamento teológico-prático para os ministros das Igrejas, clérigos ou agentes evangelizadores, ajudando-os a pensar uma pastoral transformadora e consciente da importância da ação-reflexão (práxis), o sujeito transformando o mundo se transforma e vice-versa, na prática pastoral das Igrejas cristãs.

Titulação: Especialista em Teologia Pastoral

Objetivos:
• Aprimorar as competências dos ministros e agentes de pastoral para qualificar a ação pastoral.
• Formar agentes ministros da Palavra no campo teológico-prático para o serviço da comunicação da fé no mundo atual.
• Preparar agentes evangelizadores para a celebração da fé na comunidade, nos diversos cenários sociais e nos meios digitais.
• Qualificar agentes para a ação social e a cidadania, especialmente entre as minorias sociais e as populações da periferia existencial.

Público-alvo:
Profissionais com formação superior: Padres, diáconos, seminaristas, pastores, agentes de evangelizadores e leigos.
Programação:
Módulo Online - Ao Vivo (Aulas em tempo real, no ambiente digital Canvas, nos dias e horários do curso) * - 369 horas/aula.
Dimensão bíblica, profética e testemunhal da fé
• Espiritualidade do Amor
• Animação Bíblica da Pastoral: Pressupostos e Dimensões
• A Pregação da Palavra em Ambiente Cultual
• Pastoral Urbana

Dimensão litúrgica, vivencial e celebrativa da fé
• Para Entender a Economia de Francisco e Clara
• História da Teologia Prática ou Pastoral
• Pedagogia Dialógica Participativa, Corresponsabilidade e Ação Pastoral
• Teologia da Missão

Dimensão diaconal, dialogal e de serviço aos pobres
• Metodologia e Planejamento Pastoral
• Teologia e Pastoral: Desafios Emergentes
• Cultura Digital e Pastoral
• Pluralismo: Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso nas Práticas Pastorais

Módulo EAD - (Aulas no ambiente digital Canvas. Você assiste os vídeos e atividades quando e onde quiser) * - 36 horas/aula.
• Disciplina Optativa.
Encontros Presenciais - 27 horas/aula presenciais
Os três encontros presenciais acontecerão em Belo Horizonte, sempre às sextas (noite) e sábados (manhã e tarde), em datas divulgadas posteriormente pela Coordenação do Curso.
(Eventual impossibilidade de comparecimento deverá ser negociada diretamente com a equipe acadêmica e professores).
* Requisitos tecnológicos para cursar uma disciplina Online / EAD.

Inscrição AQUI