O Flamengo conquistou o tetra da Libertadores, venceu a final de 2025 contra Palmeiras, por 1 a 0, com gol de cabeça de Danilo.
29 novembro, 2025
Ampliada das CEBs Regional Sul II (Paraná)
Em Curitiba
Ampliada das CEBs Regional Sul II (Paraná)
29 e 30 novembronde 2025
● TEMA: CEBs, fortalecendo a caminhada Sinodal no cuidado com a Casa Comum
● LEMA: “Caminhavam juntos, partilhavam o Pão e perseveravam nas orações e no Bem Viver” (cf.At2,42)
28 novembro, 2025
Finalmente o Brasil puniu o golpismo
O que segue a baixo, é newsletter, recebido em meu e-mail, do "Brasil de Fato (28/11/2025)
Esta semana premiou o Brasil com um fato inédito e que já entrou para a história: a prisão de militares, generais de alta patente e de um ex-presidente da República por atentarem contra a democracia.
Com o fim da ação penal sobre o núcleo crucial da trama golpista, o ministro relator do caso, Alexandre de Moraes, determinou o início do cumprimento de pena dos oito condenados por fazerem parte de uma organização criminosa que tramou mais um golpe de Estado.
Não demorou muito para as prisões começarem a acontecer. Os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira foram presos pelo próprio Exército e levados ao Comando Militar do Planalto, em Brasília (DF). Almir Garnier, almirante, a uma estação da Marinha. Braga Netto continuou onde estava, no comando da 1ª Divisão de Exército, no Rio de Janeiro (RJ).
Entre os civis do grupo, Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, foi passar uma temporada na Papuda. Já Alexandre Ramagem fugiu para os Estados Unidos, e a PF já está providenciando seu pedido de extradição.
Finalmente, Jair Bolsonaro, o chefe da quadrilha, permaneceu onde estava desde sábado (22), quando foi preso preventivamente pela Polícia Federal por tentar violar a tornozeleira eletrônica. Mas essa é outra história.
Após a audiência de custódia, todas as prisões foram mantidas e confirmadas em plenário virtual pelos ministros da Primeira Turma por unanimidade. É o fim.
Para um país que viveu 21 anos de sombras sob um regime militar assassino, a prisão, pela primeira vez na história, de altos funcionários militares, que traíram seu mandato constitucional em nome de um projeto de poder e atentaram contra a democracia brasileira, será dedicada sempre aos que tombaram pelo caminho, como Rubens Paiva e Vladimir Herzog, e aos que resistiram com bravura e coragem inimagináveis para viver hoje esse momento histórico.
A montanha pariu um rato e o general agora finge demência
“Meti um ferro quente”, disse o capitão, ao ser flagrado com as calças curtas, prestes a fugir. “Curiosidade”, completou com voz sóbria, incomum ao tom histriônico do paciente. E detalhe: sem soluçar.
Após recuperar um pouco de juízo, contou para a PF que estava sob efeito de remédios, mas a história não colou; Bolsonaro terá agora que cumprir os 27 anos e três meses de prisão, para os quais foi condenado.
De outro lado, famoso por não ter papas na língua e por dizer o que pensa, o general Augusto Heleno revelou que tem a Doença de Alzheimer, um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória.
Longe de ser algo incomum para senhores de idade avançada, o que chamou a atenção foi a revelação de que o diagnóstico teria sido confirmado em 2018, antes mesmo de virar o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de Bolsonaro.
Do outro lado, foi na quarta-feira (26), durante cerimônia no Palácio Planalto para sancionar a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), que Lula falou pela primeira vez sobre as prisões dos condenados pela tentativa de golpe.
“Esse país deu uma lição de democracia ao mundo”, disse. “Democracia não é privilégio de ninguém, é um direito de 215 milhões de brasileiros. Portanto, eu estou feliz, não pela prisão de ninguém, e sim porque esse país demonstrou que está maduro para exercer a democracia na sua mais alta plenitude.”
Enquanto isso, as peças do xadrez da direita se movimentam para definir quem herdará o capital político do capitão que, embora desgastado, mantém meia dúzia de gatos-pingados na porta da Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
“Este é um momento em que a direita está em uma crise hegemônica. Aquele que era o polo, que orientava, ainda que de maneira errática, porque Jair Bolsonaro nunca foi um estrategista, nunca foi alguém com trânsito entre os outros parlamentares”, analisou a cientista política e professora da UFRJ Mayra Goulart em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.
Este foi mais um momento em que a programação do BdF demonstrou estar totalmente atenta à justiça finalmente sendo feita. Não tem feriado emendado ou horário que nos pare. Se você confia no nosso trabalho e quer demonstrar seu apoio, doe.
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Leonardo Fernandes
Repórter do Brasil de Fato
26 novembro, 2025
Bolsonaro ficará preso na Superintendência da PF
Na terça-feira (25/11/2025), o ministro Alexandre de Moraes determinou que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro comece a cumprir a pena de 27 anos e três meses imposta pela condenação na trama golpista — na sede da PF em Brasília, onde ele já estava preso preventivamente.
25 novembro, 2025
Papa Leão XIV destaca o valor da unidade cristã, em nova Carta Apostólica - “In unitate fidei”
Carta Apostólica - “In unitate fidei”
A Carta Apostólica “In unitate fidei”, do Papa Leão XIV, foi apresentada aos fiéis, nesse domingo, 23 de novembro, celebração pelos 1700 anos do Concílio de Niceia. O texto destaca a centralidade do Credo, o valor da unidade cristã, o diálogo e a acolhida entre os cristãos e prepara espiritualmente o Pontífice para a sua Viagem Apostólica à Turquia, que ocorre nesta semana.
O documento é dividido em doze pontos, e visa, segundo o Santo Padre, “encorajar toda a Igreja a renovar seu entusiasmo pela profissão de fé”. A Carta também destaca “a herança espiritual e doutrinal deixada pelo Concílio de 325, evento decisivo na formulação do Credo professado por todas as tradições cristãs”.
Na unidade da fé
No início de sua Carta, o Papa Leão XIV recorda que “na unidade da fé, proclamada desde os primórdios da Igreja, os cristãos são chamados a caminhar em concórdia, guardando e transmitindo com amor e alegria o dom recebido”.
Para o Pontífice, é “coincidência providencial que a Igreja comemore também o aniversário do primeiro Concílio Ecumênico. O núcleo da fé cristã — a divindade do Filho — permanece atual e necessário para os tempos marcados por guerras, incertezas e sofrimento humano. E ao lembrar que, em cada domingo, a Igreja proclama o Credo Niceno-Constantinopolitano, profissão de fé que une todos os cristãos”, o Santo Padre sublinha ainda que diante das provações, medos e preocupações “a fé nos dá esperança”.
Diálogo entre os cristãos
Em outro trecho da Carta, o Papa Leão XIV destaca a importância da ampla atenção ao diálogo entre os cristãos: “Realmente, o que nos une é muito mais do que o que nos divide! Em um mundo ferido por conflitos, a comunidade cristã pode tornar-se sinal de paz e instrumento de reconciliação, contribuindo de forma decisiva para um compromisso mundial pela paz”.
A restauração da unidade nos enriquece
O Pontífice ainda sublinha que “o ecumenismo não busca um retorno a situações prévias às divisões, nem a mera aceitação do status atual das Igrejas. Trata-se, ao contrário, de um caminho de reconciliação, escuta, acolhimento e intercâmbio de dons espirituais. A restauração da unidade, não nos torna mais pobres; ao contrário, nos enriquece”.
Oração ao Espírito Santo
Ao fim do documento,
o Papa Leão XIV concluiu com uma oração ao Espírito Santo, suplicando para que
Ele acompanhe e guie os cristãos neste caminho pela unidade, o caminho da
unidade cristã.
Clique aqui e leia a Carta Apostólica “In unitate fidei” na íntegra.
2ª Marcha das Mulheres Negras
Hoje dia 25, mulheres de diversas partes do país, ocupam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para a 2ª Marcha das Mulheres Negras, com o tema “por Reparação e Bem Viver”.
As mulheres negras do Brasil marcharam contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver.
A luta das mulheres negras por direitos é antiga, coletiva e contínua. Desde os tempos de escravização, foram líderes das revoltas, fundadoras de quilombos e defensoras da liberdade.
São mulheres quilombolas, ribeirinhas, do campo, urbanas, periféricas, acadêmicas, artistas, trabalhadoras, meninas, mães, jovens e anciãs. Sua força vem da coletividade, do poder das nossas redes e da resistência ancestral. Elas são as sociedades anônimas guerreiras brasileiras que não aceitam mais o cancelamento e a negação de direitos.
22 novembro, 2025
Preso ex-presidente Jair Bolsonaro
Nesse sábado, 22 de novembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretou a prisão preventiva de Jair Bolsonaro. O pedido partiu da Polícia Federal, com apoio da Procuradoria-Geral da República.
Bolsonaro teria violado a tornozeleira eletrônica (monitoramento) por volta de 0h08 do dia 22/11, o que foi interpretado como possível tentativa de fuga.
Outro fator da prisão preventiva foi por conta da convocação de vigília, neste sábado (22), nas proximidades da residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, que segundo Moraes, poderia causar tumulto e até mesmo facilitar "eventual tentativa de fuga".
Segundo informaram as autoridades, a detenção deste sábado tem caráter de medida cautelar e não se trata do início do cumprimento da pena de 27 anos e três meses pela qual o ex-presidente de extrema direita foi condenado no julgamento da trama golpista.
21 novembro, 2025
Governo marca COP30 com maior avanço nas demarcações em quase 20 anos
Na conferência da ONU sobre mudanças climáticas que deve ter a maior participação dos povos originários da história, a COP30, o governo resolveu anunciar avanços nas demarcações de 38 Terras Indígenas (TIs). O evento internacional começou no dia 10/11 e vai até sexta (21/11), em Belém (PA).
O conjunto de medidas relacionadas aos territórios indígenas soma quase 7 milhões de hectares, extensão maior que a do estado da Paraíba, beneficiando mais de 40 grupos espalhados por todas as regiões do país.
Ao todo, quatro TIs foram homologadas; outras dez foram declaradas pelo Ministério da Justiça; seis áreas tiveram seus limites identificados; e sete tiveram grupos técnicos de identificação criados (saiba como é o processo de demarcação). Foram instituídas ainda dez Reservas Indígenas (RIs) e divulgada a renovação da portaria de restrição de uso e ingresso de uma área de povos isolados, procedimentos um pouco diferentes dos mais usuais (veja a lista mais abaixo).
Desde o segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência (2007-2010), não se alcançava um patamar de demarcações parecido. O ritmo caiu muito nos últimos 20 anos, desabando no governo de Michel Temer, até os procedimentos serem suspensos definitivamente na gestão de Jair Bolsonaro. Eles foram retomados lentamente neste terceiro mandato de Lula (veja tabela).
As medidas podem ser consideradas históricas também por serem tomadas na primeira conferência internacional do clima realizada na Amazônia, com expressiva participação dos povos originários; e em razão dos seguidos ataques aos seus direitos sobretudo no Congresso e das violências cometidas em seus territórios nos últimos anos – a exemplo do assassinato do líder indígena Vicente Vilhalva, no Mato Grosso do Sul, no último fim de semana.
A importância dos anúncios foi reforçada pela ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, em cerimônia realizada nesta terça (18/11), no Pavilhão Brasil, da Zona Verde da COP30. “Nós vamos terminar a COP30 [...] com esse reconhecimento da demarcação das Terras Indígenas como a medida mais eficaz para enfrentar a crise climática”, defendeu.
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Fogo, dinheiro e traição
O que segue a baixo, é newsletter, recebido em meu e-mail, do "Brasil de Fato (21/11/2025)
Fogo, dinheiro e traição
Olá, o título é de novela mexicana, mas é apenas a tragédia da política brasileira.
.Não era amor. Todo mundo sabe que o casamento entre o governo e o centrão era movido por interesses. No caso do PL Anti Facção, o presidente da Câmara, Hugo Motta, se mostrou disposto a ceder às investidas da direita. Num gesto de traição ao Planalto, Motta entregou a relatoria para Guilherme Derrite (PP-SP) que, em poucos dias, fez circular seis versões diferentes do projeto, causando confusão e desconfiança na capacidade do Estado de enfrentar seriamente o crime organizado, e desagradando tanto o governo quanto parte da oposição. Aliás, a atuação sofrível de Derrite prova que a direita sabe menos de política de segurança pública do que diz por aí. Se, por um lado, o enquadramento como terrorismo foi enterrado por pressão do Planalto, por outro, foi criada uma parafernália conceitual nova, a “organização criminosa ultraviolenta”, substituindo o consolidado termo “facção criminosa”. Mas, o que é pior, mesmo depois de muita pressão da base governista, a Polícia Federal saiu enfraquecida. O único ponto consensual parece ter sido o aumento das penas a membros de facções. Trocando em miúdos, o Planalto saiu derrotado, mas, depois de tanta bagunça, Hugo Motta tampouco pode se considerar vencedor. O presidente da Câmara ainda conseguiu criar um atrito com o STF, ao conceder autorização e suporte técnico para que o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) votasse desde o exterior, apesar do Supremo ter proibido sua saída do país. Na prática, a Câmara foi usada como palanque para a oposição bater no governo e as principais digitais são dos governadores Tarcísio de Freitas (PL-SP), Ronaldo Caiado (União-GO) e Cláudio Castro (PL-RJ). Em compensação, o trabalho sério ficará, mais uma vez, a cargo do Senado, onde o governo contará com Alessandro Vieira (MDB-SE) como relator e Randolfe Rodrigues (PT-AP) na articulação política para corrigir o PL Anti Facção. O problema é que desta vez, provavelmente o governo não poderá contar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, magoado com a indicação de Jorge Messias à vaga de ministro do Supremo em lugar de Rodrigo Pacheco, preferido de Alcolumbre.
.Facção Centrão. O Banco Master não é apenas a maior intervenção da história do sistema financeiro nacional - o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) poderá arcar com um valor três vezes maior do que a quebra do Bamerindus - mas o fio de um complexo novelo que vai desde o PCC até figuras influentes da política, especialmente no centrão. Segundo as investigações da Polícia Federal, várias das operações fantasmas do banco, usadas para maquiar o caixa, foram feitas com instituições financeiras públicas ou fundos de pensão por pressão de políticos influentes. As investigações continuam e as operações da PF devem ter mais uma fase, mas a lista dos políticos que devem estar insones têm nomes bastante óbvios. Começando por Ciro Nogueira, todo poderoso do PP e do centrão, que se envolveu diretamente na fracassada tentativa de forçar a compra do Master pelo BRB. Nogueira também tentou apresentar um projeto que ampliava a cobertura do FGC, beneficiando diretamente o banco, tanto que era conhecida no Senado como “emenda Master”. Obviamente, o governador do Distrito Federal e pré-candidato a senador, Ibaneis Rocha (MDB), que comandou a operação indefensável de fazer um banco público comprar uma instituição suspeita e sem liquidez. Ainda o Governador do Rio, Cláudio Castro, que colocou quase R$1 bilhão do Rio Previdência no banco. E, por fim, o deputado Claudio Cajado (PP), também relator da PEC da Bandidagem, que pediu publicamente a cabeça dos diretores do BC que impediram a compra mafiosa. Mas a lista dos amigos de Daniel Vorcaro, presidente preso do Master, é mais longa e inclui Antônio Rueda, presidente do União Brasil; Hugo Motta, que convidou Vorcaro para a festa de comemoração de sua eleição à presidência da Câmara; o deputado federal Isnaldo Bulhões (MDB-AL), que esteve no seleto e ostentador camarote do Master na Sapucaí. As relações se espalham pelo poder Judiciário e inclui até mesmo figuras do PT baiano. Por isso, é improvável que vá adiante o pedido de uma CPI protocolado por PSOL, PSB e PT, mas apenas a continuidade das investigações da PF e a possibilidade de uma delação premiada de Vorcaro já são suficientes para deixar Brasília em estado de alerta permanente.
.Churrasco da floresta. Na reta final da COP 30, o governo brasileiro não esperava que a melhor notícia do período viesse de Donald Trump, com a retirada da tarifa extra de 40% que incidia sobre produtos brasileiros. Mas, em se tratando de Trump, o Brasil pisa em ovos, especialmente num cenário em que a tensão escala na Venezuela, enquanto a extrema-direita trumpista vai galgando mais espaço nos países vizinhos, como na recente eleição no Chile. Quanto à COP, sem contar o fracasso simbólico que veio com um incêndio, ela chega ao fim sem entregar nada muito concreto além de recomendações e procedimentos e, principalmente, recusando o mapa de abandono dos combustíveis fósseis, numa prova de que os governos não estão a fim de discutir a catástrofe climática. Mas, como balcão de negócios, ela foi um sucesso. Que o diga o agronegócio, que comemorou com um grande churrasco, incluindo um fazendeiro conhecido pelos conflitos agrários na região e por ameaçar jornalistas e a missionária Dorothy Stang. Aliás, o clima estava tão bom para a turma dos ruralistas que o Ministério da Agricultura nem se incomodou em anunciar, em plena COP, a liberação de 30 novos agrotóxicos, incluindo substâncias proibidas na União Europeia. Por outro lado, essa foi também a COP da Cúpula dos Povos, com a mobilização de milhares de pessoas e organizações em paralelo à COP oficial e com manifestações que arrancaram, pelo menos, a demarcação de duas terras para o povo Munduruku depois da mobilização dos indígenas.
.Ponto Final: nossas recomendações.
.Uma espiã a bordo. Como Israel infiltrou a flotilha para Gaza. Conheça Alice, a sabotadora sueca infiltrada na Freedom Flotilla a serviço do Mossad. Na editora Âyiné.
.A migração como negócio: o complexo industrial por trás da xenofobia do governo Trump. A Revista Ópera mostra como prisões e centros de detenções de imigrantes enriquecem o setor privado nos Estados Unidos.
.A radicalização das direitas chilenas. Xenofobia, negacionismo e defesa de Pinochet unem a direita nas eleições chilenas. Na Jacobina.
.Argentina, um dominium norte-americano? N’A Terra é Redonda, José Luís Fiori mostra como a dependência financeira se tornou o elo da subserviência argentina.
.Agro fica com 73% da verba federal para adaptação ao clima no Brasil. O maior emissor de gases do efeito estufa também é o maior beneficiado pelos recursos destinados à preservação. No ClimaInfo.
.’Uma dor insuportável’. O Intercept denuncia a impunidade no caso do assassinato do indigenista da Funai, Maxciel Pereira dos Santos, em 2019.
.Exposição recupera história esquecida de viagem de artistas brasileiros a Angola. Músicos, produtores, cineastas e jornalistas participaram da missão em solidariedade ao povo angolano cinco anos após a independência. No Jornal da USP.
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Ponto é escrito por Lauro Allan Almeida Duvoisin e Miguel Enrique Stédile.
19 novembro, 2025
Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra - Um Dia para Aprender e Celebrar
“Cristo nos libertou para que sejamos verdadeiramente livres” (Gl 5,1)
O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro em todo o Brasil. A data foi instituída pela Lei nº 12.519/2011 e marca a morte de Zumbi dos Palmares em 1695, símbolo da resistência negra contra a escravidão e luta pela liberdade.
Zumbi dos Palmares, líder do maior quilombo da história do Brasil, simboliza a sede de liberdade da população negra que nunca aceitou a escravidão como destino. Sua vida e sua morte são lembretes vivos de que a dignidade humana é inegociável.
Nesta data, fazemos memória da luta de tantos homens e mulheres negros que, como Zumbi dos Palmares, acreditaram na liberdade mesmo quando ela parecia impossível. Sua resistência é sinal de que o Espírito de Deus sopra onde há desejo de vida, dignidade e justiça.
A Palavra nos lembra que “Cristo nos libertou para que sejamos verdadeiramente livres” (Gl 5,1), por isso, toda forma de escravidão — física, social, espiritual ou moral — é contrária ao projeto de Deus. O racismo, que ainda fere e exclui tantas irmãs e irmãos, é um pecado que precisa ser reconhecido, combatido e superado com coragem evangélica.
Criançada
O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra é um dia muito especial para lembrarmos que todas as pessoas são importantes e que Deus nos criou diferentes para que o mundo fosse mais bonito e cheio de cores.
Zumbi dos Palmares, um homem muito corajoso que viveu há muitos anos e lutou para que as pessoas negras fossem livres. Ele não desistiu de fazer o que era certo, mesmo quando tudo parecia difícil. Nos ensina que ninguém é melhor do que ninguém e que a cor da pele não muda o valor de ninguém, todas e todos merecem respeito, carinho e oportunidades. Deus nos fez com amor e alegria, e cada pessoa é única e especial.
18 novembro, 2025
Arquidiocese de Maringá repassa R$ 175 mil para reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu
Em um gesto concreto de solidariedade e fraternidade, a Arquidiocese de Maringá efetuou nesta segunda-feira (17/11) o repasse de R$ 175.000,00 (cento e setenta e cinco mil reais) para a Cáritas da Diocese de Guarapuava. O valor será integralmente destinado aos esforços de reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu (PR), severamente atingida por um tornado no dia 7 de novembro, que destruiu 90% da cidade.
A doação é fruto do Fundo de Solidariedade da Arquidiocese, que é composto pelas contribuições do dízimo de fiéis das 59 paróquias que integram a jurisdição eclesiástica.
Segundo o padre Onildo Luiz Gorla Júnior, Ecônomo da Arquidiocese de Maringá, isto soma-se às inúmeras doações materiais que também foram feitas nas paróquias.
“Assim que a catástrofe aconteceu, nossos paroquianos se mobilizaram com inúmeras doações materiais. Agora, a necessidade é de recursos financeiros para comprar materiais de construção e reerguer as moradias e estruturas perdidas. Por isso, estamos enviando esta quantia, somando nosso apoio ao trabalho incansável que a Diocese de Guarapuava e a Cáritas estão realizando”, comenta padre Onildo.
O auxílio financeiro reforça a campanha da Igreja do Paraná, que se uniu em comunhão para amparar as centenas de famílias desalojadas e desabrigadas pela tragédia.
Ajude a Reconstruir Rio Bonito do Iguaçu
A Arquidiocese de Maringá reitera o convite à solidariedade e informa que as doações financeiras continuam sendo fundamentais. As contribuições podem ser feitas diretamente à Cáritas Diocesana de Guarapuava: PIX (CNPJ): 48791935000160.
Programa Celular Seguro
O Programa Celular Seguro, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), visa combater o roubo e o furto de aparelhos celulares no país. Uma das saídas propostas pelo MJSP para reduzir esse tipo de crime é a utilização de uma tecnologia para comunicar o crime e, ao mesmo tempo, acionar bloqueios do próprio aparelho, dos aplicativos bancários e de eventuais acessos disponíveis no dispositivo móvel.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) debateu com entidades setoriais, agências regulatórias e empresas de telefonia e de tecnologia formas de combater o roubo e o furto de aparelhos celulares no país.
Uma das saídas propostas pelo MJSP para reduzir esse tipo de crime é a utilização de uma tecnologia para comunicar o roubo ou o furto e, ao mesmo tempo, acionar bloqueios do próprio aparelho, dos aplicativos bancários e de eventuais acessos disponíveis no dispositivo móvel. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Instituições Financeiras e as Operadoras de Telefonia colaboraram com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para o desenvolvimento do projeto.
A parceria resultou na solução Celular Seguro. A partir dele, os parceiros dessa iniciativa serão alertados e tomarão providências necessárias para evitar maiores problemas.
O Programa Celular Seguro é destinado à todos os cidadãos brasileiros. Para registrar o aparelho celular é preciso estar cadastrado no Gov.br.
Etapas para a realização deste serviço:
Instalar o Aplicativo ou acessar a versão WEB
Abra a sua loja de aplicativos e busque por "Celular Seguro", acesse a página do app e clique para instalá-lo. Após a instalação, o aplicativo estará disponível para o uso no seu aparelho celular.
Ou acesse diretamente a versão WEB
Nesse link, mais informações
O link a baixo, fonte do texto acima, e apresenta o passo a passo para usar o aplicativo.
17 novembro, 2025
Homilia do Papa Leão XIV - Jubileu dos Pobres
IX Dia Mundial dos Pobres - Jubileu dos Pobres
XXXIII Domingo do Tempo Comum, 16 de novembro de 2025
Queridos irmãos e irmãs,
nos últimos domingos do ano litúrgico somos convidados a olhar para a história nos seus desfechos finais. Na primeira leitura, o profeta Malaquias vislumbra na chegada do “dia do Senhor” a entrada num novo tempo. Este é descrito como o tempo de Deus, em que, como um amanhecer que faz surgir um sol de justiça, as esperanças dos pobres e dos humildes receberão do Senhor uma resposta final e definitiva, e serão erradicadas, queimadas como se fossem palha, as obras dos ímpios e a sua injustiça, sobretudo em detrimento dos indefesos e dos pobres.
Como sabemos, esse sol de justiça que surge é o próprio Jesus. O dia do Senhor, com efeito, não é apenas o último dia da história, mas é o Reino que se aproxima de cada homem no Filho de Deus que vem. No Evangelho, usando a típica linguagem apocalíptica de seu tempo, Jesus anuncia e inaugura esse Reino: na realidade, Ele mesmo é o senhorio de Deus que se faz presente em meio aos acontecimentos dramáticos da história. Por isso, eles não devem assustar o discípulo, mas torná-lo ainda mais perseverante no testemunho e consciente de que a promessa de Jesus é sempre viva e fiel: «não se perderá um só cabelo da vossa cabeça» (Lc 21, 18).
Irmãos e irmãs, esta é a esperança à qual nos agarramos, mesmo diante das vicissitudes nem sempre felizes da vida. Ainda hoje, «a Igreja prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha» (Lumen gentium, 8). E, onde todas as esperanças humanas parecem esgotar-se, torna-se ainda mais firme a única certeza, mais estável do que o céu e a terra, de que o Senhor não deixará que se perca nem um único cabelo da nossa cabeça.
Deus não nos deixa sozinhos nas perseguições, nos sofrimentos, nas dificuldades e nas opressões da vida e da sociedade. Ele manifesta-se como Aquele que toma partido por nós. Toda a Escritura é atravessada por este fio condutor que narra um Deus que está sempre do lado dos mais frágeis, dos órfãos, dos estrangeiros e das viúvas (cf. Dt 10, 17-19). E a proximidade de Deus atinge o ápice do amor em seu filho Jesus: por isso, a presença e a palavra de Cristo tornam-se júbilo e jubileu para os mais necessitados, pois Ele veio para anunciar aos pobres a boa nova e proclamar o ano da graça do Senhor (cf. Lc 4, 18-19).
Neste ano de graça, também nós participamos, precisamente hoje, de modo especial, ao celebrarmos o Jubileu dos Pobres com este Dia Mundial. Toda a Igreja exulta e se alegra, e em primeiro lugar a vós, queridos irmãos e irmãs, desejo transmitir com força as palavras irrevogáveis do próprio Senhor Jesus: «Dilexi te - Eu te amei» (Ap 3, 9). Sim, diante da nossa pobreza e pequenez, Deus olha-nos como ninguém mais e ama-nos com amor eterno. E a sua Igreja, ainda hoje, talvez especialmente neste nosso tempo tão ferido por antigas e novas pobrezas, quer ser «mãe dos pobres, lugar de acolhimento e justiça» (Exort. ap. Dilexi te, 39).
Quantas pobrezas oprimem o nosso mundo! Trata-se, primordialmente, de pobrezas materiais, mas também existem inúmeras situações morais e espirituais, que muitas vezes afetam sobretudo os mais jovens. E o drama que as atravessa todas, transversalmente, é a solidão. Ela desafia-nos a olhar para a pobreza de forma integral, certamente porque às vezes é necessário responder às necessidades urgentes, mas, de modo mais geral, é uma cultura da atenção que devemos desenvolver, justamente para quebrar o muro da solidão. Por isso, queremos estar atentos ao outro, a cada um, ali onde estamos e onde vivemos, transmitindo essa atitude já na família, para vivê-la concretamente nos locais de trabalho e de estudo, nas diferentes comunidades, no mundo digital, em toda parte, indo até aos confins e tornando-nos testemunhas da ternura de Deus.
Hoje, o nosso estado de impotência parece ser confirmado, em primeiro lugar, pelos cenários de guerra que infelizmente estão presentes em várias regiões do mundo. Mas a globalização dessa impotência nasce de uma mentira: da crença de que a história sempre foi assim e não pode mudar. O Evangelho, de modo diverso, diz-nos que é precisamente nas grandes perturbações da história que o Senhor vem salvar-nos. E nós, comunidade cristã, devemos ser hoje sinal vivo dessa salvação no meio dos pobres.
A pobreza interpela os cristãos, e também todos aqueles que têm funções de responsabilidade na sociedade. Exorto, portanto, os Chefes de Estado e os Responsáveis das Nações a ouvirem o clamor dos mais pobres. Não poderá haver paz sem justiça, e os pobres recordam-nos isso de muitas maneiras: com a sua migração, bem como com o seu grito muitas vezes abafado pelo mito do bem-estar e do progresso que não tem todos em conta e que, em vez disso, esquece muitas criaturas, abandonando-as ao seu destino.
Aos agentes da caridade, aos muitos voluntários, a todos aqueles que se ocupam de aliviar as condições dos mais pobres, expresso a minha gratidão e, ao mesmo tempo, o meu encorajamento a terem cada vez mais consciência crítica na sociedade. Vós sabeis bem que a questão dos pobres remete ao essencial da nossa fé, que para nós eles são a própria carne de Cristo e não apenas uma categoria sociológica (cf. Dilexi te, 110). É por isso que «a Igreja, como mãe, caminha com os que caminham. Onde o mundo vê ameaça, ela vê filhos; onde se erguem muros, ela constrói pontes» (ivi, 75).
Comprometamo-nos todos. Como escreve o apóstolo Paulo aos cristãos de Tessalónica (cf. 2 Ts 3, 6-13), enquanto aguardamos o glorioso regresso do Senhor, não devemos viver uma vida voltada para nós mesmos e num intimismo religioso que se traduz no descompromisso para com os outros e a história. Pelo contrário, buscar o Reino de Deus implica o desejo de transformar a convivência humana num espaço de fraternidade e dignidade para todos, sem excluir ninguém. Está sempre à espreita o perigo de viver como viajantes distraídos, indiferentes ao destino final e desinteressados por aqueles que partilham o caminho conosco.
Neste Jubileu dos Pobres, deixemo-nos inspirar pelo testemunho dos Santos e das Santas que serviram Cristo nos mais necessitados e o seguiram no caminho da pequenez e do despojamento. Em particular, gostaria de propor novamente a figura de São Bento José Labre, que com a sua vida de “vagabundo de Deus” tem as características para ser o padroeiro de todos os pobres sem-abrigo. Que a Virgem Maria, que no Magnificat continua a recordar-nos as escolhas de Deus e se faz voz dos que não têm voz, nos ajude a entrar na nova lógica do Reino, para que na nossa vida de cristãos esteja sempre presente o amor de Deus que acolhe, perdoa, cuida das feridas, consola e cura.
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Fonte: Site da A Santa Sé
Fonte: Site da A Santa Sé
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