11 junho, 2017

Fotos do Seminário das CEBs Província Eclesiástica

Seminário das CEBs Província Eclesiástica

Fotos com as/os participantes do seminário.

A Cruz Ìcone do 14º Intereclesial das CEBs que com alegria a Arquidiocese de Maringá a acolheu no seminário, sábado, dia 10, com a celebração junto das comunidades da Região Pastoral São José Operário, uma das oito regiões pastoral da Arquidiocese de Maringá.

os ícones para motivar o Paraná rumo ao 14º Intereclesial das CEBs Nacional (Cruz, imagem de Nossa Senhora do Rocio e o Banner), estará até o dia 23 percorrendo as Regiões Pastoral de nossa Arquidiocese.









10 junho, 2017

Seminário das CEBs da Província Eclesiástica de Maringá

Presença do arcebispo de Maringá dom Anuar Battisti e as responsáveis por ganharmos uns quilinhos extras....rsrsr.

09 junho, 2017

Festas Juninas: época de devoção popular, mesa farta e confraternização


O mês de junho é marcado pelas festas juninas. Em muitas cidades do Brasil, o povo costuma se reunir para festejar Santo Antônio, São João Batista, São Pedro e São Paulo. É neste mês que acontece um fenômeno natural interessante: no hemisfério sul, o dia é mais curto e a noite mais longa e no hemisfério norte, o contrário, o dia é mais longo e a noite mais curta. Tal fenômeno era motivo de celebrações em meio aos povos antigos, que pediam colheita farta e aproveitavam para agradecer as já realizadas. 
No encontro com as diversas tradições regionais, as festas juninas foram adquirindo contornos característicos. No Brasil, tornou-se tradição, por exemplo, o erguimento do mastro, o estender bandeirinhas e pendurar balões coloridos, o forró e os fogos de artifício. As comidas típicas em sua maioria derivam do milho: canjica, bolos, pamonha, pipoca. No entanto, é na região Nordeste que os festejos populares ganham maior expressão.
Campina Grande (PB), por exemplo, é conhecida por ter o maior São João do mundo. É por lá que inclusive é desenvolvido um projeto em parceria com a prefeitura municipal, o “Fé e Cultura”. “A festa junina é um patrimônio cultural importante para nosso povo, no sentido de que atravessaram gerações, conservando as danças próprias que são as quadrilhas, as fogueiras, o colorido das bandeirinhas e o forró que anima nossos parques, ruas e salões”, explica padre Luciano Guedes, pároco da Catedral de Campina Grande.
Coordenador do projeto Fé e Cultura, padre Luciano explica que o surgimento da iniciativa é uma cooperação entre a diocese e a prefeitura, para dar à festa realizada no Parque do Povo uma visibilidade maior na dimensão religiosa, especialmente sobre a origem do São João. “Neste espaço instalou-se uma cidade cenográfica, com réplica da Catedral de Nossa Senhora da Conceição e de outros prédios históricos da cidade. Aproveita-se este cenário para exposições e narrativas da nossa cultura religiosa local, enfatizando os santos e seus significados. Dessa forma, indicamos referenciais para recordar aos paraibanos e ao nosso turista visitante, a identidade da festa de São João”, sublinha.
Outra cidade conhecida por ter uma grande organização em torno deste tipo de comemoração é Caruaru (PE). Por lá a tradição é forte e todos os anos a cidade recebe um grande fluxo de turistas. O bispo diocesano, dom Bernardino Marchió, garante que não se pode imaginar Caruaru sem a festa de São João e as suas feiras: “A cidade foi se desenvolvendo ao redor destes dois elementos que movem a sua economia e as festas (…). Tem as promessas a Santo Antônio para arranjar um casamento, em frente às casas não pode faltar a fogueira de São João e São Pedro é respeitado no seu dia 29 de junho como feriado municipal”.
No entanto, dom Bernardino faz ainda uma consideração, ele diz que a religiosidade popular pode ter suas tradições, mas garante que não deve-se confundir com festas religiosas: “Todos os padres tem a impressão de que o mês de junho é o mês com menos frequência na missa e nas celebrações dos sacramentos. Tirando os casamentos matutos, raramente há casamentos religiosos neste período. As famílias estão ocupadas em receber familiares e amigos que vem de longe ou na preparação das comidas gigantes como pamonha, canjica e pé de moleque!”, finaliza.
Fonte: CNBB

07 junho, 2017

Papa Francisco lança um apelo em favor da iniciativa “Um minuto pela paz”


1º Encontro de Comunicadores de CEBs do Nordeste


Província Eclesiástica de Maringá promove Seminário das CEBs de 09 a 11 de junho de 2017



Província Eclesiástica de Maringá promove Seminário das CEBs de 09 a 11 de junho

O nosso povo quer se expressar, e nas CEBs ninguém é mais importante e o povo faz e é sujeito, e isso é lindo!

Tema: Formando Discípulas/os Missionárias/os do Senhor para as CEBs em um urbanizado.

O assessor, Celso Pinto Carias, um dos mais destacados teólogos leigos do Brasil, doutor em teologia pela PUC do Rio de Janeiro e assessor nacional das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), no Brasil estará em Maringá e promoverá a reflexão sobre esse tema.

O desafio de Carias será:

1º.) Caracterizar o mundo urbanizado – os desafios – VER.

2º.) O que nos identifica como CEBs?
- Missão
- Visão da Igreja
- Relação Igreja e Jesus
- Papel da Igreja
- Espírito Santo

3º.) Fundamentos

4º.) Relação: CEBs e iniciação a vida cristã (IVC).

5º.) CEBs – mundo urbanizado e o compromisso com a sociedade justa, fraterna e solidária.

6º.) Ministérios e serviços nas CEBs.

7º.) Recursos didáticos.

O Seminário tem como pano de fundo, formação, motivação e orientação para a “Escola de Formação de Lideranças”, que terá início em setembro deste ano de 2017. A “Escola de Formação de Lideranças” foi projeto apresentado pelas CEBs e aprovado em Assembleia arquidiocesana dentro da prioridade “missão” do 24° Plano de Ação Evangelizadora (2017-2021) da Arquidiocese de Maringá. Esta fase da Escola de Formação será em nível arquidiocesano e visa preparar as/os formadores para atender as paroquias.

No 7° Intereclesial das CEBs do Paraná, realizado em abril de 2016, a Província Eclesiástica de Maringá, quando no momento por província, sentiu também essa necessidade, a Arquidiocese de Maringá, abriu a “Escola de Formação de Lideranças” á província, que é composta além da Arquidiocese de Maringá pelas dioceses de Campo Mourão, Paranavaí e Umuarama. As dioceses estão avaliando irão ou não compor a Escola de Formação de Lideranças junto com a Arquidiocese de Maringá.

Como o Seminário é primeiro passo para a Escola de Formação de Lideranças para CEBs, as pessoas que participarão do Seminário deverão ser as mesmas que vão fazer parte da primeira turma da Escola Formação de Lideranças, para depois atuarem como formadores nas paroquias.

Sendo assim, as pessoas enviadas pelas paroquias devem possuir o requisito de boa capacidade de comunicação em contexto de grupo, de modo a reforçar a empatia entre os participantes e os objetivos da formação, qualidade essa fundamental para ser um formador. Lembrando que estamos falando em formadores para formarem nossas comunidades, portanto, importante, pessoas que sejam inseridas na caminhada ou que estão “abertas” a acolher a mística das CEBs.

Entendendo “Escola de Formação de Lideranças”

A Arquidiocese de Maringá, na sua opção por ser uma Igreja em CEBs e Rede de comunidades tem avançado nos últimos anos na iniciação da vida cristã. 

Constituindo também a Escola Bíblico Teológica, ajudando muitas cristãs e cristãos a sentirem-se seguros na fé e atentos aos diversos desafios da vida cristã. Mas sente-se uma lacuna quanto ao processo formativo que os prepare para desempenhar funções de serviço à CEBs, muitos sentem-se despreparados e inseguros quanto à organização de uma reunião de CPC, ao método ver-julgar-agir-celebrar; à condução de um encontro de grupo de reflexão, de uma celebração, benção e oração nas casas, da leitura orante da Palavra, de uma abordagem evangelizadora; à organização de ações e projetos para atender as diversas demandas das comunidades. E sente-se muito mais inseguros quanto à participação na sociedade, nos seus diversos espaços de militância em favor da sociedade justa e fraterna.

Com a Escola de Formação de Lideranças, serão formadas equipes de assessoria e formação para CEBs, esta equipe revisa as experiências que já existem, estuda e define um processo didático, contendo material, dinâmicas e oficinas, orações, celebrações e retiros para ser aplicado nas paróquias que desejam constituir ou fortalecer as CEBs.

A Escola de Formação de Lideranças contemplará dois núcleos: 1) A Igreja ad intra e 2) A Igreja ad extra.

1) Ad intra: Formação bíblico/doutrinal: Que Deus, Que Ser Humano, Que Igreja; metodologia e prática de evangelização e aprofundamento da fé: Coordenar; Animar; Acompanhar... a ação da Igreja.

2) Ad extra: Doutrina Social da Igreja: Políticas Públicas e Conselhos; Movimentos Sociais e Populares, Associações e Cooperativas, Partidos Políticos e outros.
Seminário das CEBs

Tema: Formando Discípulas/os Missionárias/os do Senhor para as CEBs em um Mundo Urbanizado!

Data: 9 à 11 de junho
Inicio ás 19h no dia 09 e encerramento às 13h30 do dia 11
Local: Paróquia São Francisco de Assis – cidade de Maringá

Lucimar Moreira Bueno (LUCIA)
Da Coordenação das CEBs

“Um minuto pela paz”

Papa Francisco lança um apelo em favor da iniciativa “Um minuto pela paz”, a ser realizada esta quinta-feira, 8 de junho.

A iniciativa – realizada em vários países - é apoiada em nível internacional também pelo Fórum Internacional da Ação Católica (FIAC) e pela União Mundial das Organizações Femininas Católicas (UMOFC).

Este “minuto” poderá ser vivenciado em grupo ou individualmente, na rua ou em uma igreja, em família, na escola, no local de trabalho, na fábrica, no escritório, enfim, no local onde for possível recolher-se brevemente em silêncio.

A data recorda o terceiro aniversário do histórico encontro realizado no Vaticano em 8 de junho de 2014, e que reuniu o Papa Francisco, o Patriarca Bartolomeu e os Presidentes de Israel, Shimon Peres (falecido 28 de setembro de 2016), e da Palestina, Abu Mazen. (JE)

Fonte: Rádio Vaticano

1º Encontro de Comunicadores CEBs do Nordeste

AMPLIADA DE CEBs DO NORDESTE
Regionais CNBB: NE 1 – CE. NE 2 – RN, PB, PE, AL. NE 3 – BA, SE. NE 4 – PI. NE 5 - MA

ARTICULAÇÃO DE COMUNICAÇÃO

Junho 2017

1º ENCONTRO DE COMUNICADORES CEBs DO NORDESTE

09 a 11 de junho 2017 - Juazeiro do Norte – CE
Diocese de Crato

PROGRAMAÇÃO: (proposta inicial – sujeito a alteração)                                    
Dia 09/06 – Sexta:
·        Chegada dos participantes (desde da madrugada até meia noite).
·        Local: CEB – Nossa Senhora de Fátima – Localização da Capela / Ruas: São Mamede, com Antônio Dias Sobreiras – antiga Casas Populares / Timbaúba, acesso pela Rua São Benedito.
·        13Hs, Acolhida nas famílias (jantar nas famílias).
·        18Hs, início do encontro com credenciamento, distribuição de material.
·        19Hs, mística, abertura oficial do encontro, apresentação de pauta, encaminhamento.
·        21H30min – Descanso.
Dia 10/06 – Sábado: (condução Batista – NE 1 / CE)
Manhã:
·        07Hs, café nas famílias.
·        07H45 – Animação – acolhida dos participantes, momento espiritual
·        08H, Início da pauta de trabalhos.
1.     Mensagem de Dom Gilberto.
2.     PASCOM Regional do Ceará (Patrícia Silva – Trabalho da Comunicação na realidade das Comunidades), +- 40min.
3.     Secretariado Executivo 14º INTERECLESIAL – Londrina (Leonir Alves), +- 40min
·        09H50 – Pausa/lanche – animação. (20min)
4.     Estudo dos artigos enviados, formar grupos por números de artigos. (Momento de leitura e reflexão, cada grupo escolhe um representante para apresentação em plenário a tarde).
·        12Hs – Pausa, animação – almoço...
Tarde:
·        13H50 – Animação
·        14H – Retomada da pauta de trabalho (condução Pe. Julio – NE 4 / PI)
5.     Apresentação das reflexões dos grupos em plenário. (Tempo previsto de +- 10min para cada, esse momento fecha em 60min).
6.     Retomada dos grupos, a partir das reflexões apresentada, formular um plano de COMUNICAÇÃO PARA CEBs DO NORDESTE.
·        15H50 – Pausa, animação, lanche. (20min)
7.     Retomar a continuidade do plano (proposta de data/em qual regional - local do próximo encontro de comunicadores 2018)
8.     17H início da apresentação em plenário do Plano de Comunicação. (Continuidade das apresentações segue para o dia seguinte)
9.     17H40 – Animação, pausa, preparação para noite cultural.
Noite: (condução Carioca, Francilena, Batista).
·        19Hs – Jantar comunitário com as famílias acolhedora e convidados.
·         20Hs – Apresentações culturais (membros da comunidade, convidados e participantes do encontro)
·        22Hs – Retorno às famílias.
Dia 11/06 – domingo: (condução – NITINHA / NE 4 – PI)
·        05Hs – Viagem para os que irão a 1ª ROMARIA DAS CEBs – Diocese de Iguatu.
·        07Hs – Celebração Eucarística / com a comunidade. (Ver questão do café, antes ou depois da celebração)
·        08Hs – Retomada da pauta. (Continuidade de apresentação do plano de comunicação (+-- 1H).
10.                    09Hs – Processar síntese do Plano – Pe. Júlio
·        10Hs – Apresentação final do Plano – plenária para aprovação. Definir local/data do próximo encontro.
·        11Hs – Encaminhamentos finais – Agradecimentos.
·        12Hs – Almoço.

Faça ainda sua inscrição AQUI

06 junho, 2017

CEBs um sinal para a Igreja!

A Igreja é chamada a ser sinal do Reino de Deus para o mundo, e as CEBs são chamadas a ser um sinal para a Igreja." 

Dom Luciano Mendes.

A hipocrisia mata as comunidades - O hipócrita tem duas caras!

“O hipócrita é capaz de matar uma comunidade. Fala com docilidade, mas julga brutalmente as pessoas. O hipócrita é um assassino, pois começa com a adulação. No final, utiliza a mesma linguagem do diabo para destruir as comunidades”.

“A hipocrisia mata as comunidades.... Quando há hipócritas em uma comunidade ela corre um grande perigo, um perigo terrível.”

“A adulação, começa com a má intenção.”

“O hipócrita tem duas caras”.

“A hipocrisia não era a linguagem de Jesus e tampouco deve ser a dos cristãos. Logo a sua linguagem deve ser verdadeira...”.


“Um cristão não pode ser hipócrita e um hipócrita não é cristão. O hipócrita é sempre um adulador, quem mais, quem menos”.

Os hipócritas sempre começam com a adulação e a adulação é não dizer a verdade, é exagerar e aumenta a vaidade.

O papa Francisco relatou o caso de uma padre, que conheceu há muito tempo, que “aceitava todas as adulações que lhe faziam”; tais adulações eram a sua fraqueza.

“..;saibamos dizer a verdade. Se não pudermos dizê-la, calemos. O importante é nunca ser hipócritas”. 


Papa Francisco


05 junho, 2017

05 de Junho - Dia Mundial do Meio Ambiente



Dia Mundial do Meio Ambiente

05 de Junho - Dia Mundial do Meio Ambiente. O Dia Mundial do Meio Ambiente foi estabelecido pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1972 marcando a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano.

Art. 225 da Constituição Federal

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público:

I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas;

II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético;

III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção;

IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade;

V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;

VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;

VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.

§ 2º Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei.

§ 3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.

§ 4º A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.

§ 5º São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais.

§ 6º As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser instaladas.

02 junho, 2017

A dignidade da criança no mundo digital. Entrevista com Hans Zollner

As crianças representam um quarto dos 3,2 bilhões de usuários da internet em todo o mundo. Essa geração de mais de 800 milhões de jovens usuários é vulnerável a formas inteiramente novas de prejuízo e abuso como trollingcyberbullyingsextortion e a exploração sexual. 

Por isso, de 3 a 6 de outubro deste ano, o Centro para a Proteção de Menores da Pontifícia Universidade Gregoriana vai realizar o congresso internacional “A dignidade da criança no mundo digital”. A ideia é discutir os riscos e os desafios da era digital e o seu impacto sobre a dignidade das crianças.

Sobre isso, conversamos com o diretor do centro, o padre jesuíta Hans Zollner.

A reportagem é do sítio Rome Reports, 31-05-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

Como nasceu a ideia desse congresso internacional?

A ideia desse congresso nasceu de uma iniciativa da Pontifícia Universidade Gregoriana e do seu Centro para a Proteção dos Menores, o Centre for Child Protection, porque nos perguntamos sobre como podemos abordar o tema do abuso dos jovens neste mundo digital, através da internet, e do abuso por parte dos jovens desse instrumento, que pode ser muito precioso, mas também traz muitos riscos: por exemplo, tudo o que está ligado com a difusão da pornografia infantil, das imagens e vídeos que mostram atos sexuais ou imagens de jovens que se expõem ou são até mesmo constrangidos a se expor e a ser violentados.

Como é possível enfrentar e combater esse lado obscuro do mundo da internet?

Atualmente, estamos realmente em uma situação de discussão e de pesquisa para encontrar um ponto de convergência das iniciativas. Esse congresso é algo novo, de algum modo: há muitos outros congressos que tratam desse tema, mas o nosso congresso é a tentativa de falar juntos, discutir juntos e também planejar juntos o que pode ser feito entre diversos setores da sociedade que se interessam por esse campo. Dentre outras coisas, as forças da ordem, a polícia dos vários países, as empresas, ou seja, as companhias que oferecem serviços online e as mídias sociais, através das quais, muitas vezes, são difundidas coisas muito ruins.

Depois, o mundo governamental, o mundo político, as organizações não governamentais, ou seja, aqueles que, há muito tempo, se empenham na luta pela justiça e pelos direitos das crianças. Além disso, o mundo da ciência, isto é, pessoas que, há muito tempo, trabalham tanto sobre os perfis dos abusadores, quanto sobre as possibilidades de proteger melhor as crianças e os adolescentes. E depois, por fim, a Igreja, que quer se envolver, que quer dar um sinal de que está real e seriamente comprometida com a proteção dos menores.

Ao trabalharem todas juntas, o que as pessoas desses diversos campos podem fazer para frear essas dinâmicas negativas? Vocês já pensaram em soluções?

A questão é que nenhum desses setores tem uma resposta para esse grave problema que incumbe cada vez mais. Por exemplo, em um único país como a Índia, nos próximos dois anos, mais de 500 milhões de pessoas estarão online, das quais a metade tem menos de 18 anos. Portanto, o problema da proteção, da educação ao uso apropriado desses instrumentos cresce cada vez mais. Nenhum desses setores tem uma resposta, e, por isso, na segunda parte dos dias do congresso, depois das conferências dos especialistas, queremos fazer grupos de trabalho em que se possa falar e se possa desenvolver ideias. Porque, neste momento, ninguém tem uma resposta, por exemplo, ninguém tem uma ideia precisa de como os governos podem trabalhar juntos.

E, além dos governos, é preciso encontrar estruturas supranacionais, porque, atualmente, é muito fácil escapar das leis nacionais. Se alguém quer se esconder no uso de imagens ou de vídeos pornográficos, pode fazer isso facilmente, ou através de servidores que estão em uma parte do mundo onde as leis não são tão restritas, ou naquela que é chamada de dark net, que é o nível “subterrâneo” da internet “normal” que todos usamos, onde existem outras regras, onde não há nenhuma influência – ou muito pouca – do controle da polícia ou mesmo dos governos.

Mas a situação é realmente tão grave e difícil de tratar?

Nas minhas conversas com representantes dos governos, dos ministérios, até mesmo da polícia – por exemplo, na Itália, na Austrália e em outras partes do mundo onde eu pude falar com os agentes da ciberpolícia, isto é, aqueles que tentam identificar as pessoas que disseminam imagens nocivas – eu vi que eles estão sobrecarregados pela própria quantidade de material e por fenômenos cada vez mais horríveis. Por exemplo, sabemos que o sexting, ou seja, enviar imagens de si mesmos ou de outras pessoas por parte de jovens – nuas ou em atos sexuais – está em contínuo crescimento; cada vez mais, milhões e milhões de jovens enviam imagens via mídias sociais, e, depois, aqueles que enviam esse tipo de imagens são de idade cada vez mais jovem.

Outro fato muito perigoso é aquele que se chama de sextortion, isto é, quando um ex-namorado ou uma ex-namorada enviam posts, imagens da outra pessoa por vingança, por exemplo, ou para atingir, para ferir. Fenômenos ainda mais graves são aqueles da violência sexual comprada em uma parte do mundo e executada em outro país, como, por exemplo, nas Filipinas ou na África, onde meninas são compradas, e se vê um estupro online de uma dessas meninas, enquanto aquele que pagou está em uma parte totalmente diferente do mundo. Aqui, é evidente que é necessária uma colaboração dos governos e das forças da ordem, porque uma única nação não pode vigiar tudo isso.

Quais são os parceiros que estão envolvidos na organização desse congresso?

O primeiro parceiro com quem trabalhamos é a organização WeProtect, que é uma iniciativa do governo britânico, e a fundadora dessa iniciativa, a baronesa Joanna Shields, faz parte da comissão organizadora do nosso congresso: ela é a vice-ministra responsável pela internet no governo britânico. Depois, temos uma organização muito conhecida na Itália, o “Telefono Azzuro”, com o seu fundador-presidente, o Prof. Caffo, de Modena, membro também ele da comissão organizadora. E conseguimos envolver também outras instituições e organizações que querem trabalhar conosco.

Mas que experiência e competência a Universidade Gregoriana amadureceu para sediar um congresso desse tipo?

A nossa universidade, a Gregoriana, com o seu Centre for Child Protection, está empenhada há mais de cinco anos para tentar fazer o que devemos fazer como Igreja nesse campo. De fato, na Igreja, vivemos e estamos vivendo em muitas partes do mundo aquela que o Papa Bento chamou de “uma chaga no corpo da Igreja”, ou seja, os abusos sexuais de menores por parte dos sacerdotes. Por isso, empenhamo-nos para desenvolver sistematicamente programas de formação e de estudo contra os abusos, colaborando, dentre outras coisas, também com alguns governos e muitos interlocutores no mundo científico e no mundo eclesiástico.

Hoje, atuamos em cerca de 30 países, com cerca de 50 parceiros, que são universidades, católicas ou não, seminários, faculdades de diversos tipos, centros de formação continuada aos quais oferecemos um programa de aprendizagem sobre o que é o abuso, como se pode reconhecer quando uma criança é abusada, como se deve, depois, dialogar com essa vítima, o que se deve fazer com um abusador, quais são as leis da Igreja e do Estado em que se vive… E justamente isso nos deu a oportunidade de lançar uma iniciativa mundial que, agora, deve enfrentar também esse novo campo, isto é, o do abuso que ocorre através da internet.
Queremos dar um sinal de que a Igreja se compromete no que diz respeito ao seu âmbito, mas também além dele, e quer oferecer uma possibilidade de discutir, de dialogar, de criar uma plataforma com esse congresso, mas também com tudo o que se seguirá a partir dele. De fato, queremos também envolver mais o mundo científico com um “call for papers”, isto é, um convite que dirigiremos aos cientistas – os mais qualificados e competentes possíveis – para que contribuam com as suas pesquisas, com os seus instrumentos, para fazer o que é possível para evitar o abuso.

Há países e instituições que apoiam efetivamente a iniciativa do congresso como parceiros?

Temos contatos com autoridades do governo britânico, alemão e italiano, e também de outros países. Estamos em contato com o mundo europeu e com organizações como a Interpol, que operam praticamente em nível mundial. Os participantes serão cerca de 100, além de conferencistas que estão entre os melhores especialistas em cada uma das áreas que mencionei – em torno de 150 pessoas no total – que poderão expressar, no fim, um texto, uma declaração “sobre a dignidade do menor no mundo digital”, que será apresentada ao papa: o Papa Francisco aceitou conceder uma audiência no dia 6 de outubro ao meio-dia, em que lhe será apresentada, precisamente, essa declaração em nome dos participantes do congresso, que se comprometerão a fazer o possível pela proteção dos menores.

Como foi transmitida a ideia do congresso ao Papa Francisco?

Fomos ao encontro do papa, pouco antes do Natal, com uma representação da comissão organizadora para apresentar o plano e pedimos essa audiência para o congresso. Ele ouviu bem a motivação e imediatamente disse que estava disponível, porque isso se insere coerentemente na sua luta contra o abuso dos mais vulneráveis, dos menores, das pessoas que estão mais em risco. É uma luta que engloba tudo aquilo que foi feito nos últimos quatro anos com a Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores, com todas as medidas que ele quis implementar nesse tempo do seu pontificado e também com aquilo que nós, do Centro para a Proteção dos Menores da Gregoriana, pudemos fazer com o seu apoio pessoal.

Você acha que esse congresso poderá dar respostas rápidas?

Certamente haverá, e agora já há, respostas, no sentido de que apenas o fato de falar desse tema, apenas o fato de refletir já leva a ações concretas. Por exemplo, com alguns dos nossos parceiros, também tecnológicos – ou seja, os provedores de internet ou aqueles que oferecem as plataformas de mídia social conhecidas, como FacebookTwitter e outros –, já agora, apresentamos as nossas questões no que diz respeito a essa temática, para que eles sejam corresponsáveis por monitorar o material que é transmitido, para que reflitam sobre como garantir que os jovens estejam mais seguros e como eles podem – e também devem – contribuir para a educação desses jovens com os instrumentos oferecidos online, e de uma forma mais interativa com os agentes principais dessa educação, isto é, as famílias, as escolas, as atividades dos jovens e, finalmente, também os governos.

Depois, certamente haverá também um trabalho de longo prazo, porque não são problemas que serão resolvidos em pouco tempo, simplesmente com um congresso. Em vez disso, como se observou antes, é impressionante e muito urgente a necessidade de oferecer também ao setor público, também aos governos, algum tipo de orientação. A declaração final do congresso, que será apresentada ao Papa Francisco, significará justamente o empenho comum nessa direção.
Fonte: IHU

01 junho, 2017

Devemos seguir o exemplo do apóstolo Paulo!

“A vida do apóstolo Paulo é uma vida sempre em movimento. Difícil imaginar Paulo tomando sol na praia, se repousando. É um homem que sempre estava em movimento”.

São “três dimensões desta vida de Paulo em movimento, sempre a caminho”.

“são as três atitudes de Paulo que nos ensina: o zelo apostólico para anunciar Jesus Cristo, a resistência - resistir às perseguições - e a oração: encontrar-se com o Senhor e deixar-se encontrar pelo Senhor”.

Primeira dimensão:sempre em movimento

 “é o anúncio, o zelo apostólico: levar Jesus Cristo”.

 “é a pregação, o anúncio”. “Paulo vai de um lugar para outro anunciar Cristo e quando não prega num lugar, trabalha: 

“Mas o que ele mais faz é a pregação: quando é chamado a pregar e a anunciar Jesus Cristo, é uma paixão sua! Não fica sentado diante de uma escrivaninha, não. Ele sempre, sempre está em movimento. Sempre levando adiante o anúncio de Jesus Cristo. Tinha dentro de si um fogo, um zelo, um zelo apostólico que o impelia. Não voltava para trás. Sempre para frente. Esta é uma das dimensões que lhe traz problemas, realmente.”

Segunda dimensão: Perseguições e o apoio do Espírito Santo

"sofrer as perseguições, as lutas”

“as dificuldades, mais claramente as perseguições”.

Uniram para acusá-lo. Paulo deve ser julgado, pois é considerado um perturbador:  

“E o Espírito deu a Paulo um pouco de esperteza e ele sabia que não era um, que dentre eles existiam muitas lutas internas. Sabia que os saduceus não acreditavam na Ressurreição e que os fariseus acreditavam. Então, para sair daquele momento, disse em alta voz: ‘Irmãos, eu sou fariseu e filho de fariseus. Estou sendo julgado por causa da nossa esperança na ressurreição dos mortos.' Quando disse isso armou-se um conflito entre fariseus e saduceus, pois os saduceus não acreditavam. E eles que pareciam unidos, se dividiram.” 

“Eles eram os custódios da lei, os custódios da doutrina do Povo de Deus, os custódios da fé. Porém, acreditavam em coisas diferentes. Essas pessoas tinham perdido a Lei, tinham perdido a doutrina, tinham perdido a fé, pois a transformaram em ideologia”, e fizeram “o mesmo com a doutrina”. 

Terceira dimensão: A oração

“Paulo - tinha essa intimidade com o Senhor”:

“Ele vinha ao seu lado várias vezes. Uma vez ele diz que é levado quase até ao sétimo céu, na oração, e não sabia como dizer as coisas bonitas que tinha ouvido lá. Mas este lutador, este anunciador sem limite de horizonte, sempre mais, tinha aquela dimensão mística do encontro com Jesus. A força de Paulo era este encontro com o Senhor, que ele fazia na oração, como foi o primeiro encontro no caminho para Damasco, quando ele ia para perseguir os cristãos. Paulo é o homem que encontrou o Senhor, e não se esqueçe disso, e se deixa encontrar pelo Senhor e busca o Senhor para encontrá-lo. Homem de oração”.

Paulo não desistiu, ia para frente “entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus”.

“Que o Senhor nos dê a graça a todos nós batizados, a graça de aprender essas três atitudes na nossa vida cristã: anunciar Jesus Cristo, resistir” às perseguições “e às seduções que nos levam a nos distanciarmos de Jesus Cristo, e a graça do encontro com Jesus Cristo na oração”.

Papa Francisco