16 outubro, 2017

Mais de 80% da população brasileira habita 0,63% do território nacional


As áreas consideradas urbanas no Brasil representam menos de 1% do território nacional (0,63%) e concentram 160 milhões de pessoas, ou seja, 84,3% da população brasileira. Os dados vieram do mais detalhado trabalho de identificação de áreas urbanas já feito no País. Executado por profissionais da Embrapa Gestão Territorial (SP), o estudo Identificação, mapeamento e quantificação das áreas urbanas do Brasil levou três anos para ser concluído e exigiu observação minuciosa de centenas de imagens de satélite. Todas as informações geradas estão disponíveis para serem baixadas gratuitamente na internet no formato shapelife.
O trabalho permitiu, entre várias outras aplicações, relacionar os municípios com maior densidade populacional urbana...continue lendo aqui.

Uma linda e abençoada semana a todas e a todos!

“Que Deus nos dê sempre a força de sermos testemunhas. Dê a nós viver a esperança cristã, sobretudo no martírio escondido de fazer bem e com amor os nossos deveres de todos os dias.” Papa Francisco

14º Intereclesial das CEBs! - Faltam 100 dias!


Querido povo das CEBs do Brasil

Faltam 100 dias para o 14º Intereclesial!!
A proximidade desse grande encontro das comunidades eclesiais de base indica que é hora de  acelerar o passo na preparação das equipes de trabalho, das delegações dos diversos regionais, intensificar as reflexões e reafirmar o desejo de ser  “CEBs uma Igreja em Saída que enfrenta os desafios no mundo urbano!”
 Nessa bonita construção coletiva  as comunidades  seguem animadas,  superando  desafios,  fortalecidas pela graça de Deus,  sem desanimar.   “É o Espírito, como  o vento que nos arrasta para a frente, que nos mantém no caminho, nos faz sentir peregrinos e estrangeiros e não nos permite de acomodar.”   Muitos os desafios e graças nesse tempo!!
O Trem das CEBs já apita alto e forte avisando a todos que   organizem  suas malas cheias de experiências e esperanças  rumo a Londrina! É hora de estreitar vínculos e fortalecer o coletivo!
O Deus da Vida favoreça e fortaleça a todos nessa construção!!
“Que Deus nos dê sempre a força de sermos testemunhas. Dê a nós viver a esperança cristã, sobretudo no martírio escondido de fazer bem e com amor os nossos deveres de todos os dias.” (Papa Francisco)
Vamos juntos nessa reta final. Marquem suas postagens nas mídias sociais com #cebsdobrasil. A cada dia uma foto será escolhida para animar a caminhada!
Equipe de comunicação das CEBs do Brasil

11 outubro, 2017

Oração

"Vem Espírito Santo! Enche o meu coração de fé e de confiança; mostra-me a verdade, para que não me deixe enganar pelas aparências; abre os meus olhos ao bem que tantos irmãos e irmãs vão fazendo silenciosamente neste mundo, tantas vezes dominado pelo barulho e pela prepotência de uns tantos; faz-me saborear a tua presença e alegrar-me com ela; mantém vivo em mim o desejo da vida eterna, na esperança do dia do Senhor; acende no meu coração o desejo de conhecer, amar e servir o Pai. Amém."
Fonte: Dehonianos

300 anos do encontro da dimagem de Aparecida

As redes não se encheram de peixes, transformaram-se em comunidade.  

“As redes não se enchem de peixes mas de uma presença que completou
 a vida dos pescadores e lhes deu a certeza de que nas suas tentativas, 
nas suas lutas, não estavam sozinhos”.



300 anos do encontro da imagem de Aparecida
As redes não se encheram de peixes, transformaram-se em comunidade.  

Papa francisco recorda que “As redes não se enchem de peixes mas de uma presença que completou a vida dos pescadores e lhes deu a certeza de que nas suas tentativas, nas suas lutas, não estavam sozinhos”.

Ele lembra, a imagem encontrada no Rio Paraíba do Sul, no interior de São Paulo “era Nossa Senhora da Conceição, imagem que durante quinze anos permaneceu na casa de um deles, e os pescadores iam lá rezar e Ela ajudava-os a crescer na fé. Ainda hoje, trezentos anos depois, Nossa Senhora Aparecida faz-nos crescer, imergindo-nos num caminho discipular”.

Coberta de lema com suas filhas e filhos no meio das suas lutas e buscas, “Na história de Aparecida encontramo-la no meio do rio coberta de lama. Ali espera os seus filhos, ali está com os seus filhos no meio das suas lutas e buscas. Não tem medo de se imergir com eles nas vicissitudes, de se sujar para renovar a esperança: Maria aparece onde os pescadores lançam as redes, onde aqueles homens procuram ganhar a vida. Ela está lá. Por fim, o encontro. As redes não se enchem de peixes mas de uma presença que completou a vida dos pescadores e lhes deu a certeza de que nas suas tentativas, nas suas lutas, não estavam sozinhos. Era o encontro daqueles homens com Maria. Depois de a terem lavado e restaurado, levaram-na para casa onde permaneceu por muito tempo. Aquele lar, aquela casa, foi o lugar no qual os pescadores da região se encontravam com Maria. E aquela presença tornou-se comunidade, Igreja. As redes não se encheram de peixes, transformaram-se em comunidade. Em Aparecida encontramos a dinâmica do povo crente que se confessa pecador e salvo, um povo forte e obstinado, ciente de que as suas redes, a sua vida está cheia de uma presença que o encoraja a não perder a esperança; uma presença que se esconde no dia a dia dos lares e das famílias, nos espaços silenciosos onde o Espírito Santo continua a amparar o nosso continente. Tudo isso nos apresenta um bonito ícone que nós, pastores, somos convidados a contemplar”.

O papa nos ensina,  “Aparecida é uma verdadeira escola de discipulado. E, a este propósito, gostaria de indicar três aspetos. O primeiro são os pescadores. Não eram muitos, mas um pequeno grupo de homens que todos os dias saíam para enfrentar o trabalho e desafiar a incerteza que o rio lhes reservava. Homens que conviviam com a insegurança de nunca saber qual teria sido o ‘lucro’ do dia; incerteza nada fácil de gerir quando se trata de levar a comida para casa, e sobretudo quando nessa casa há crianças que devem ser nutridas. Os pescadores são aqueles que conhecem pessoalmente a ambivalência que se cria entre a generosidade do rio e a agressividade das suas inundações. Homens acostumados a enfrentar as inclemências com um vigor e uma determinada santa ‘obstinação’ de quem todos os dias não deixa — porque não pode — de lançar as redes”.

“a corrupção, que arruína vidas, arremessando-as na mais extrema pobreza. Corrupção que destrói populações inteiras subjugando-as à precariedade. Corrupção que, como um câncer, corrói a vida diária do nosso povo”.

Para ele, “Esta imagem aproxima-nos do centro da vida de tantos nossos irmãos. Vejo rostos de pessoas que saem desde a alvorada até noite funda para ganhar a vida. E fazem isto com a insegurança de não saber qual será o resultado. E o que faz mais mal é que — quase sempre — saem para enfrentar a inclemência gerada por um dos pecados mais graves que flagela o nosso continente hoje: a corrupção, que arruína vidas, arremessando-as na mais extrema pobreza. Corrupção que destrói populações inteiras subjugando-as à precariedade. Corrupção que, como um câncer, corrói a vida diária do nosso povo. Eis então tantos nossos irmãos que, de modo admirável, saem para lutar e enfrentar os ‘transbordamentos’ de muitos… que não têm necessidade de sair. O segundo aspeto é a mãe. Maria conhece em primeira pessoa a vida dos seus filhos. Em crioulo ouso dizer: é uma madraza, uma boa mãe. Uma mãe atenta que acompanha a vida dos seus. Aparece onde ninguém a espera”.

O tempo passou, 300 anos passaram e o papa nos diz que Aparecida,  “não traz receitas, mas chaves, critérios, pequenas grandes certezas, para iluminar e, sobretudo, ‘acender’ o desejo de nos despir de todas as vestes inúteis e voltar às raízes, ao essencial, à atitude que plantou a fé nos inícios da Igreja e depois fez do nosso continente a terra da esperança”.  E mais: “Aparecida só quer renovar a nossa esperança no meio de tantas ‘inclemências’”.  Ele diz ainda “A fé das mães e das avós que não sentem medo de se sujar para criar os próprios filhos. Sabem que o mundo no qual devem viver está infestado de injustiças, para onde quer que olhem e experimentam a carência e a fragilidade de uma sociedade que se fragmenta cada dia mais, no qual a impunidade da corrupção continua a ceifar vítimas e a desestabilizar as cidades. Não só sabem… vivem isto. E são o exemplo claro da segunda realidade que como pastores somos convidados a tornar nossa: não devemos ter medo de nos sujar pela nossa gente. Não devemos sentir medo da lama da história contanto que resgatemos e renovemos a esperança. Só pesca aquele que não tem medo de arriscar e de se comprometer pelos seus”.

“Na medida em que nos envolvermos na vida do nosso povo fiel e tocarmos o fundo das suas feridas, poderemos olhar sem ‘filtros clericais’ para o rosto de Cristo, ir ao seu Evangelho para rezar, pensar, discernir e deixar-nos transformar, a partir do seu rosto, em pastores de esperança. Que Maria, Nossa Senhora Aparecida, continue a guiar-nos para o seu Filho a fim de que os nossos povos n’Ele tenham vida… e em abundância. E, por favor, peço-vos que não vos esqueçais de rezar por mim. Que Jesus vos abençoe e a Virgem Maria vos ampare”.

“Que Maria, Nossa Senhora Aparecida, continue a guiar-nos para o seu Filho a fim de que os nossos povos n’Ele tenham vida… e em abundância”.

Perseverança do amor!

“O cristão não é feito para o tédio, mas para a paciência. Sabe que também na monotonia de certos dias sempre iguais, está escondido um mistério de graça. Existem pessoas que com a perseverança de seu amor se tornam como poços que irrigam o deserto. Nada acontece em vão, e nenhuma situação em que o cristão se encontra mergulhado é completamente refratária ao amor. Nenhuma noite é longa a ponto de fazer esquecer a alegria da aurora. E quanto mais escura é a noite, mais próxima é a aurora. Se nos mantivermos unidos a Jesus, o frio dos momentos difíceis não nos paralisa; e mesmo se o mundo inteiro pregasse contra a esperança, se dissesse que o futuro trará somente nuvens escuras, o cristão sabe que neste mesmo futuro está a volta de Cristo”

Papa Francisco

10 outubro, 2017

A misericórdia de Deus!

“Não é fácil entender a misericórdia de Deus, não é fácil. É preciso tanta oração para compreendê-la porque é uma graça; nós estamos acostumados com a justiça: ‘você me fez isso, agora paga’; mas Jesus pagou por nós e continua a pagar”.

Papa Francisco

06 outubro, 2017

Grupo Muzenza de Capoeira - Batizado e Troca de Graduação!

Venham participar!!


"Acolhemos em nosso grupo desde a criança até o idoso que queiram fazer parte do grupo, sendo uma ou um capoeirista."

História da Capoeira

A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África, faziam muitas danças ao som de músicas.

Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros.

Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta.

Luta proibida x Luta disfarçada de dança

Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta.

Surgia assim à capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança.

Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.

A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física.

Nome Capoeira
Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos (moitas), chamados na época de capoeira.

Do nome deste lugar surgiu o nome da luta capoeira.

- Em 26 de novembro de 2014, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), declarou a roda de capoeira como sendo um patrimônio imaterial da humanidade.

De acordo com a organização, a capoeira representa a luta e resistência das negras e dos negros brasileiros contra a escravidão durante os períodos colonial e imperial de nossa história.

O Grupo Muzenza de Capoeira, foi fundado em 5 de maio de 1972, na cidade do Rio de Janeiro.

A palavra Muzenza significa força de todos os deuses africanos.

Em outubro de 1975, o grupo Muzenza chega a Curitiba, no Paraná.

Em 1981 o grupo Muzenza chega a Maringá.

O grupo Muzenza hoje se encontra praticamente em todas às cidade do Brasil e em quase todo os países.

O coordenador geral do Grupo Muzenza é o Mestre Burquês que mora na cidade do Rio de Janeiro e em Maringá é coordenado pelo Mestre Boca e Mestre narizinho.

A capoeira é uma representação cultural que mistura esporte, luta, dança, cultura popular, música e brincadeiras.

Acolhemos em nosso grupo desde a criança até o idoso que queiram fazer parte do grupo, sendo uma ou um capoeirista.

Imagem de Nossa Senhora Branca por Pe. João Caruana


Por Padre João Caruana

QUERO DENUNCIAR O QUE ESTÁ aparecendo no mercado

Imagens de Nossa Senhora Aparecida Branca, todos sabemos que a imagem tão devota que ganhou o coração do povo Brasileiro, APARECEU NEGRA.

Com todo respeito, desta vez o artista ou os artistas que cogitaram isto não acertaram.

É um erro grave que a Igreja no Brasil como um todo deve denunciar e proibir a venda dessas imagens nas lojas que pertencem a ela e pedir aos demais também. 

Esta imagem de cor branca é uma ofensa, mesmo não intencionada, porque vai desvirtuar o sentido profundo dessa devoção.

Peço que cada um de nós deixemos uma nota de protesto a CNBB em todos os níveis, como também ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida em São Paulo.

Amigos, Amigas, Façam isso.

DNJ 2017 - Arquidiocese de Maringá


05 outubro, 2017

Paróquia São Mateus Apóstolo de Maringá lançou o livro “Geaquinho e os Fundos de Vales”



Paróquia São Mateus Apóstolo de Maringá lançou o livro “Geaquinho e os Fundos de Vales”

A paróquia São Mateus Apóstolo de Maringá, lançou na terça-feira, dia três o livro “Geaquinho e os Fundos de Vales", com o objetivo de levar uma maior conscientização, especialmente as crianças, sobre o meio ambiente e seus cuidados.

A paróquia  inspirada na Campanha da Fraternidade 2016 - “Casa Comum, nossa responsabilidade”, desenvolveu o projeto paroquial Mutirão de Limpeza e deste surgiu o livro, que trata da importância do cuidado com a casa comum.

Foram dois anos de atuação e quatro etapas realizadas em diversas nascentes de rio da região da paróquia e coletado mais de 20 caminhões de entulhos. Para esse trabalho ouve articulação das Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs da paróquia com suas pastorais e movimento.

O livro conta uma história lúdica, tem diversas imagens reais, fotos retiradas nas coletas que foram transformadas em desenhos, despertando para os cuidados que a população deve ter com a Casa Comum, evitando maiores problemas às futuras gerações. 

Com esse livro a Paróquia São Mateus Apóstolo da Arquidiocese de Maringá, quer que  a obra chegue às crianças de primeira a quinta série das escolas municipais, por meio de uma parceria com a prefeitura. Além de conscientizar os pequenos, o intuito é que todo projeto sensibilize o poder público maringaense a fim de que o mesmo promova locais para o descarte correto dos resíduos.


02 outubro, 2017

Fotos do 6º Encontrão das CEBs da Arquidiocese de Maringá realizado no dia 1º de outubro de 2017.

Fotos do 6º Encontrão das CEBs da Arquidiocese de Maringá realizado no dia 1º de outubro de 2017.

Clique aqui e veja mais fotos









 6º Encontrão das CEBs da Arquidiocese de Maringá realizado no dia 1º de outubro de 2017.

Tema: CEBs e os Desafios do Mundo Urbano

Lema: “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo” (Ex 3,7)

A Dinâmica do 6º Encontrão foi apresentar os desafios do mundo urbano através de música e dança. Cada região pastoral recebeu um desafio e um ritmo, a letra da música deveria falar do desafio do meio urbano apresentando as CEBs como o caminho, o sinal de esperança.

Deus escuta o clamor do povo que sofre opressões no mundo urbanizado e convoca as CEBs a participar – junto a todas as pessoas de boa-vontade – de sua libertação. Esta foi a intuição profunda do 6º Encontrão Arquidiocesano das CEBs que uniu musica e dança na apresentação dos desafios do mundo urbano reafirmando as Comunidades Eclesiais de Base como o caminho, o sinal de esperança, na certeza que o nosso Deus habita no campo e na cidade.

O povo de Israel, as discípulas e discípulos de Jesus viveram e anunciaram o evangelho em grandes cidades, cidades com todas essas lógicas de violência, de opressão e ali souberam ser sinais de nosso Deus, souberam ser fermento de Cristo, souberam manter os valores de hospitalidade e acolhida, acolhidos no amor de Deus e por isso eles são sinal que as cidades não precisam ser lugar da violência e opressão, mas podemos construir a cidade de Deus, o Reino de Deus, marcar nossas cidades com essa presença. É isso que reafirmamos no encontrão das CEBs, onde cada um depois de reforçado a fé foi continuar a caminhada.

Para o Papa Francisco "As artes expressam a beleza da fé e proclamam a mensagem da grandeza da criação de Deus" e isso é lindo. A arte envolve, tem sido assim os encontrões das CEBs, as pessoas não apenas vão participar, mas vão como sujeito do Encontrão.

Tema e ritmo desenvolvido por cada região pastoral

- Região Pastoral Jandaia do Sul: meio ambiente e sustentabilidade, ritmo nordestino.

- Região Pastoral Sarandi/Nossa Senhora das Graças: arte, cultura, esporte e lazer, ritmo rock / anos 60.

- Região Pastoral São José Operário: cidade excludente, mobilidade e migração, ritmo samba.

- Região Pastoral Nossa Senhora Aparecida: violência, ritmo hip hop.

- Região Pastoral Catedral: tecnologias de informação e comunicação, ritmomarchinha.

- Região Pastoral Santa Cruz: moradia, ritmo: ciranda.

- Região Pastoral Castelo Branco: trabalho, ritmo valsa.

- Região Pastoral Paranacity: saúde e educação, ritmo: sertanejo gauchesco.

30 setembro, 2017

6o. Encontrão Arquidiocesano das CENas e a juventude!

6o. Encontrão Arquidiocesano das CEBs
A juventude da animação neste momento no local onde irá ser o Encontrão para o ensaio.

Iniciando os preparativos - 6o. Encontrão das CEBs

28 setembro, 2017

Secretariado divulga assessores/as para 14º Intereclesial



A assessoria das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) está desafiada a pensar o seu papel diante de um Brasil em que 84% da população vivem na zona urbana.

“A assessoria das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) está desafiada a pensar o seu papel diante de um Brasil em que 84% da população vivem na zona urbana, porém ainda mergulhado em problemas antigos, como a falta de saneamento básico. Esse cenário requer uma pedagogia pastoral que auxilie a atuação das coordenações e ao mesmo tempo seja presença efetiva nas comunidades, lá onde funcionam capelas, grupos de reflexão e mutirões. Outro ponto a ser destacado é a  existência de uma assessoria baseada numa “igreja em saída”, como nos diz o papa.  Os encontros   precisam repercutir nas lideranças e na base.” Gibran Lachowski e Ana Paula Carnahiba, assessoria do Regional Oeste II/MT)

Apresentamos os nomes dos assessores até agora confirmados:Vejam aqui

.

21 setembro, 2017

Primeira Jornada Mundial dos Pobres


A data foi instituída pelo Papa Francisco na carta apostólica ‘Misericórdia e mísera’, publicada no encerramento do Jubileu da Misericórdia. O documente pede que o dia seja “um sinal concreto” do Ano Santo extraordinário. Diante dessa realidade, a CNBB e a Cáritas Brasileira preparam a primeira Jornada Mundial dos Pobres que será realizada de 12 a 19 de novembro e terá como tema apresentado pelo papa “Não amemos com palavras, mas com obras”. 

O “Dia Mundial dos Pobres”, a ser celebrado dia 19 de novembro, quer ajudar as comunidades e cada batizado a “refletir como a pobreza está no âmago do Evangelho”, referiu o Papa na mensagem. A Cáritas Brasileira, juntamente com a Comissão Episcopal Pastoral para Ação Transformadora da CNBB, pretendem mobilizar a Igreja no Brasil e a sociedade em geral para a Jornada Mundial dos Pobres através da Semana da Solidariedade.

A posposta é realizar atividades concretas que sensibilizem as pessoas para que tenham atenção e cuidado com os pobres. Entre as iniciativas, está o projeto Ruas Solidárias que propõe que as pastorais e movimentos realizem atividades em sua localidade, utilizando a hastag #cuidardaruasuperarapobreza.

A ideia é utilizar um espaço que pode ser uma casa, praça ou até mesmo em uma paróquia como ponto de apoio para momentos de celebração, arrecadação de roupas, atividades sociais e rodas de conversas. A campanha sugere também que no dia 19/11, as celebrações sejam com as pessoas que participaram das atividades durante a semana. 

Fonte: CNBB

20 setembro, 2017

É urgente voltar a Marx para entender nova fase da economia!

Nick Nesbitt afirma que nem a esquerda nem os neoliberais têm explicação adequada para a atual transformação do capitalismo, com a automatização da produção e a substituição quase completa da mão de obra humana. Para ele, é urgente voltar a "O Capital", de Marx, cujo primeiro volume completa 150 anos.
A entrevista é de Luís Costa, publicada por Folha de S. Paulo, 17-09-10’7.
Um século e meio depois de Karl Marx lançar o primeiro volume de "O Capital", a sua análise da economia capitalista ainda hoje é a ferramenta teórica mais importante para compreender o mundo do trabalho, avalia F. Nick Nesbitt, 52, professor da Universidade Princeton, nos Estados Unidos.
Nesbitt organizou "The Concept in Crisis: Reading Capital Today" [Duke University Press, 328 págs., R$ 405,94, R$ 84,60 em e-book] (o conceito em crise: ler "O Capital" hoje), livro que acaba de ser lançado nos EUA e rediscute o clássico "Ler o Capital" (1965), escrito pelo marxista francês Louis Althusser (1918-90).
Nesbitt, que leciona no departamento de literatura comparada, afirma que Marxantecipou o que ele chama de "capitalismo pós-humano", isto é, uma dupla tendência à eliminação gradual do trabalho humano das cadeias produtivas e à precarização da força de trabalho.

Eis a entrevista.

A economia global não é mais industrial como aquela de que Marx falava. Por que retornar a "O Capital" hoje?
Alguns leitores de Marx gostariam de fazer crer que seus vastos escritos são pouco mais que uma descrição das condições de exploração da classe trabalhadora no século 19. Eu, ao contrário, penso que o Marx genial e duradouro deve ser encontrado, mais que em seus prodigiosos textos políticos, na obra-prima sem paralelos que é "O Capital".
Marx gastou toda a energia intelectual das últimas três décadas de vida para descrever não só as condições da classe trabalhadora no século 19. "O Capital" transcende a especificidade histórica de seu lugar e momento de escrita. Como o subtítulo diz, é uma crítica sistemática da economia política do capitalismo, com a proeza e a influência da ordem de "Princípios da Filosofia do Direito", de Hegel [livro publicado em 1820], ou mesmo de "A República", de Platão [datada do século 4º a.C.].
Marx trabalhou para desenvolver uma compreensão conceitual da natureza, da forma e das estruturas do sistema capitalista.
Ao contrário das incontáveis descrições superficiais do capitalismo –preços e lucros, as perdas e os luxos dos capitalistas e das nações, as condições dos trabalhadores, a política de produção, distribuição, consumo e redistribuição da riqueza– que agraciam os anais do liberalismo e da esquerda tradicional, "O Capital" é, sobretudo, um trabalho de filosofia conceitual e crítica.
Diante das enormes transformações potencialmente catastróficas do capitalismo hoje –transformações que apenas se aceleraram neste século–, se quisermos compreender as forças que atualmente conduzem a globalização, não aprenderemos nada olhando para as estatísticas e as análises neoliberais sobre PIB, emprego, lucro, crescimento e outras categorias do cálculo econômico, que são apenas descritivas. Em vez disso, devemos voltar à análise conceitual de Marx.
Que debates o sr. procura criar ou revisitar no livro?
Como organizador, acima de tudo, pretendi ultrapassar a estúpida, superficial e moralista interdição de um dos grandes pensadores do século passado, feita em razão das tragédias de sua biografia. Althusser passou a maior parte de sua vida frequentando clínicas psiquiátricas, para culminar em um ataque de insanidade que custou a vida de sua mulher e sua própria existência pública.
Em segundo lugar, quis chamar a atenção para a leitura filosófica e conceitual iniciada por Althusser e seus alunos [o livro de Nesbitt tem capítulos escritos por frequentadores dos seminários que deram origem a "Ler o Capital", como o filósofo Étienne Balibar].
Trato "Ler o Capital" como a maior realização filosófica de Althusser para entender as crises, transformações e potencialidades do capitalismo tardio. O livro argumenta que Marx construiu em "O Capital" uma filosofia da forma-valor que é surpreendentemente pressagiadora em nos ajudar a entender o capitalismo contemporâneo.
Na contramão do revisionismo e das rupturas pós-marxistas dos anos 1960, Althusser se manteve fiel a uma leitura marxista-leninista tradicional. Essa ainda é uma perspectiva teórica e política viável?
Penso que não. A virtude contemporânea de "Ler o Capital" é ter deixado de lado as inclinações políticas datadas de Althusser, concentrando-se unicamente na crítica teórica do capitalismo.
Althusser afirmava que "O Capital" era mais bem compreendido entre operários do que entre intelectuais, porque estes não experimentavam a exploração de que fala o livro. O sr. concorda com essa afirmação?
Acho que essas afirmações de Althusser não são mais do que atormentada má-fé de um brilhante pensador iconoclasta em sua recusa a deixar o Partido Comunista francês, tentando encaixar-se em seu próprio círculo existencial.
Embora qualquer um possa potencialmente compreender "O Capital", esse trabalho filosófico-crítico é de ordem de complexidade totalmente diferente de algo como o "Manifesto Comunista". Com um livro tão complexo e exigente, qualquer um que fizer o esforço de entender seus volumes interpretará seus argumentos de acordo com posições subjetivas.
Ao mesmo tempo, podemos alcançar uma compreensão mais aguda da lógica objetiva do texto, como ocorreu, acredito, nas últimas décadas de pesquisa.
O que havia no século 19 e ainda há de equivocado sobre a visão econômica de Marx entre estudiosos?
A economia dominante continua ignorando o poder de muitos dos conceitos-chave de Marx: força de trabalho, valor excedente absoluto e relativo, tempo de trabalho socialmente necessário, tendência à queda da taxa de lucro. No entanto, o conceito fundamental para a crítica de Marx é sua teoria do valor-trabalho [relação entre o valor da mercadoria e o tempo dedicado à sua produção].
Ao abandonar qualquer forma da teoria do valor-trabalho, de [Adam] Smith a Marx, a economia neoliberal ganhou na habilidade de quantificar e analisar lucros e os vários movimentos internos ao capitalismo, mas perdeu a capacidade de entendê-lo como uma prática social, para não falar dos meios para construir qualquer crítica viável a suas crises, danos e limites.
É possível verificar empiricamente a ideia de que o desenvolvimento do capitalismo resultaria em maior prejuízo para os trabalhadores?
A leitura atenta de "O Capital" aponta para uma grande transformação na estrutura e na operação do capitalismo na atual conjuntura histórica. É um desenvolvimento que eu chamaria de capitalismo pós-humano, tendência recém-dominante no capitalismo do século 21 para a força de trabalho humana tornar-se o que Marx chamou de "infinitesimal e em extinção".
Essa tendência não é contrariada pelo fato de que, desde a década de 1980, sempre mais pessoas no mundo "trabalham" (em condições sempre mais precarizadas).
Pelo contrário, são duas consequências da mesma tendência.
Esse aumento numérico é a forma visível da tendência de que a humanidade continua a depender do trabalho assalariado para a sobrevivência. A desvalorização da força de trabalho é, por outro lado, a forma conceitual da tendência, em que a automação reduz constantemente o valor da força de trabalho aos níveis "infinitesimais".
Até a década de 1940, todo o algodão era colhido à mão. Hoje, em um mercado global, um colhedor de algodão na Índia, que ainda trabalha com as mãos, compete com colheitadeiras automáticas no Texas, que colhem, com um único motorista, 300 vezes mais por dia.
No passado, novas commodities e novos setores de serviços reempregavam força de trabalho dispensada devido à automatização de outros segmentos. Hoje, as novas áreas e processos criados já são automatizados.
Pode-se argumentar que o capitalismo entrou nessa nova fase nos últimos dez ou 20 anos. Sua característica é a automatização generalizada dos processos produtivos, com a tendência de eliminação de postos de trabalho não só no Norte mas também no Sul, de forma ainda mais devastadora.
Os sinais dessa transformação estão em toda parte, mas sua natureza e as forças que a dirigem mal foram compreendidas, a meu ver, tanto pela esquerda quanto pelos economistas neoliberais.
Por volta do ano 2000, estudiosos da tecnologia diziam que seria impossível fabricar um carro de forma totalmente automatizada; hoje não só vemos tais carros nas estradas como temos previsões de que 85% de toda a produção global possa estar automatizada dentro de uns 20 anos.
No entanto, esse processo ainda não foi devidamente compreendido como um momento no desenvolvimento histórico e estrutural do capitalismo. Nos artigos sobre o assunto, encontramos meras descrições desses novos processos de automatização e seus efeitos sobre PIB, trabalhadores, salários e empregos, mas nunca uma explicação que vá além de referências vagas e superficiais a "competição" global e "forças do mercado".
É por isso que a análise de Marx sobre a estrutura do capitalismo é mais urgente do que nunca.
Embora as transformações que têm ocorrido desde o ano 2000 não pudessem ser fenomenologicamente percebidas por Althusser em 1965, elas eram bem compreendidas por Marx, que claramente delineou a lógica estrutural desse processo em "Fragmento sobre as Máquinas", texto de 1858.
Para formular o que pode ser uma política pós-capitalista, acredito que seja necessário atingir uma compreensão clara e adequada sobre a natureza e os limites dessa nova forma do capitalismo. O lugar para começar e desenvolver esse entendimento contemporâneo, com toda complexidade e rigor, tenho certeza de que continua sendo a obra-prima de Marx.
O que é ser marxista hoje?
Há mais de 150 anos, os escritos políticos e filosóficos de Marx são a referência mais penetrante para a crítica sistemática do capitalismo e a luta militante para derrubar seu reinado de iniquidade sobre uma parcela cada vez maior da humanidade. Ao mesmo tempo, ao longo do século passado, "marxismo" e "marxista" designaram uma sistemática incompreensão e simplificação de sua teoria.
Não me consideraria um "marxista". Sou um estudioso da monumental crítica conceitual de Marx ao capitalismo, tentando compreendê-la para desenvolver o mais rigorosamente possível sua implicação para o capitalismo contemporâneo e o imperialismo tardio.
Talvez, então, ser marxista hoje significaria, no mínimo, a recusa firme em abandonar o pensamento de Marx e orientar a própria crítica e ação na luz que ele lança sobre os obscuros desastres da era atual do capitalismo pós-humano.
Fonte: IHU

Noite de Oração pela Paz terá apresentação de grupo indígena

Foto: Mário Azanha

O grupo indígena Nhandewa fará uma das apresentações durante a 14ª Noite de Oração pela Paz na próxima quinta-feira (21) às 20h no auditório dona Guilhermina em Maringá.
Organizado pelo Grupo de Diálogo Inter-religioso (GDI), este ano o evento terá como conferencista Emerson Damásio de Araújo, membro do Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa da Secretaria de Direitos Humanos, da Presidência da República; ministro ecumênico e diretor administrativo da Religião de Deus.

Um dos objetivos da Noite de Oração pela Paz é combater a intolerância religiosa. O evento realizado em Maringá tem sido referência para o mundo, por conseguir reunir líderes de diversas denominações, tais como da fé bahá´í, budismo, candomblé, catolicismo, espiritismo, evangélicos, islamismo, religião de Deus e umbanda.

Índios
A partir de 2018 a religião indígena passará a integrar a coordenação do Grupo de Diálogo Inter-religioso. A decisão foi tomada este ano pelos membros do GDI.

A Noite de Oração pela Paz é aberta ao público.

Fonte: Site da Arquidiocese de Maringá