10 junho, 2021

Sinodalidade é participação efetiva

Texto do meu amigo irmão Celso Pinto Carias



Sinodalidade é participação efetiva


A realização do Sínodo para a Amazônia e agora com a Assembleia Eclesial Latino Americana e do Caribe, bem como a convocação do Sínodo Geral para outubro de 2021 até outubro de 2023, trouxe para mais perto de todo Povo de Deus o conceito de sinodalidade que o Papa Francisco está fazendo questão de resgatar. Por conta disso, boa parte dos que participam hoje da Igreja Católica, e até fora dela, sabem, no mínimo, que a palavra sínodo significa caminhar juntos. Mas para além do significado da palavra o que se pode compreender da intenção do Papa?

Setores católicos, mais por obediência do que por convicção, apressam-se em afirmar que se trata de buscar aprimorar os mecanismos de consulta de todos e todas (mulheres, nem tanto) que, de alguma forma, participam de instâncias eclesiais para ajudar no discernimento de quem deve decidir, isto é, a hierarquia. Porém, tal posição desqualifica o saber teológico tradicional da Igreja e coloca o Papa em uma posição um tanto quanto ingênua, o que não se pode admitir.

Tudo indica que existe a intenção de ampliar não somente a consulta, mas a participação efetiva no processo decisório, ainda que a hierarquia, naturalmente, mantenha o seu papel de guardiã da ortodoxia. Como indicava o meu professor de Direito Canônico, já falecido, Pe.

Antônio Pereira, o sacramento da ordem não pode contradizer o sacramento do batismo. A eclesiologia, isto é, o que se pensa sobre o papel da Igreja, desenvolvida no Concílio Vaticano II através, sobretudo, do documento Lumen Gentium, Luz dos Povos, exige que se aprofunde a tradicional afirmação de Igreja como Povo de Deus, pois todo/a fiel é membro do Corpo Místico de Cristo.

Contudo, há fortes indícios que tal princípio, tão tradicional do Caminho de Jesus Cristo, desde Atos do Apóstolos, “«Os Apóstolos e os Anciãos, irmãos vossos, saúdam os irmãos de origem pagã residentes em Antioquia, na Síria e na Cilícia … Resolvemos, de comum acordo, escolher delegados para vo-los enviarmos … Eles vos transmitirão de viva voz as nossas decisões: O Espírito Santo e nós decidimos não vos impor mais nenhuma obrigação, além destas que são indispensáveis…»”. (At 15,23.25.28), não seja recepcionado com facilidade na atual conjuntura eclesial.

Tomar decisões de forma consensual, como preconiza a fé cristã entre irmãos e irmãs, vem se perdendo. Ficamos felizes, enquanto leigos e leigas, cremos que em outras instâncias mesmo enquanto presbíteros e religiosas, quando não somos tratados como súditos. O Papa Francisco vem usando conceitos que quando partiam do laicato eram vistos como agressão e não como uma avaliação do processo de tomada de decisão, como clericalismo e autorreferencialidade. Tal posição do Papa nos deixa muito contentes.

Precisamos, todo Povo de Deus, tomar o processo da reconstrução de uma Igreja Sinodal, pobre para os pobres, pelas mãos. Suspeitamos que qualquer tentativa para esvaziar este processo frustre tremendamente muitos e muitas que entenderam o valor do seu batismo. Suspeitamos que a voz da Igreja para o mundo seja cada vez mais relegada a uma fala espiritualista, o contrário de espiritual, se ela não for capaz de avaliar com profundidade os sinais dos tempos.

A hora é agora. As igrejas particulares, dioceses, precisam convocar os fiéis para participar do processo. Neste momento da Assembleia Eclesial Latino Americana e do Caribe e, a partir de 09 e 10 de outubro de 2021, do Sínodo Geral. Vamos aprofundar o legado da Vª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe realizada em Aparecida, e, sobretudo do Concílio Vaticano II. Que o Espírito Santo abra o caminho.


09 junho, 2021

Mulher!

"É tempo, disse o Papa Francisco, que as mulheres "se sintam não hóspedes, mas plenamente partícipes das várias esferas da vida social e eclesial.""

"É um desafio que não pode mais ser adiado." (07/02/2015)

O Concílio Vaticano II inspiradamente impele a Igreja para o seu aggiornamento, para o seu tempo! Por muitos ainda não assimilado, compreendido, nem aceito, todavia, uma Ação do Espírito Santo na Igreja. Igreja que não poderia de forma alguma ser uma expressão anacrônica na sociedade! Ao mesmo tempo, o Concílio também retorna às Fontes primitivas, às origens do cristianismo, às fontes bíblicas e patrísticas; de uma Igreja mais próxima do povo, humana!

Sim, o Concílio Vaticano II volta-se menos para o legalismo e mais para a pessoa humana!

Assim, como reiteradamente ensinou-nos Jesus: "O sábado é para o homem, não o homem para o sábado." Ou seja, o sentido primordial da vida é a própria VIDA! As leis são feitas para o homem, não o homem para as leis.

Não podemos inverter os papéis! É essencial a valorização da vida! De toda pessoa humana, sem exceção! Da criação, e da natureza.

Neste sentido volto-me para a questão da valorização da mulher, do papel da mulher na Igreja, onde não podemos de forma alguma tolerar preconceito, discriminação, inferiorização, desprezo, extremismo, ultraje, nem qualquer outra forma de injustiça contra a mulher, ou, contra quem quer que seja.

Felizmente, o Papa Francisco desde o início de seu pontificado manifesta sua opção preferencial pelos pobres, inclusive na escolha de seu Nome, Francisco, pensando nos pobres; como Jesus!

Pensando nas causas dos fracos e oprimidos, Francisco, desde o início manifesta a premência, e urgência, em "oferecer espaços às mulheres na vida da Igreja." Tendo o Santo Padre criado a Comissão sobre o Diaconato das mulheres, e cada vez mais mulheres nomeadas para importantes cargos no Vaticano. Ainda, o marcante Sínodo da Amazônia, em que foram colocadas em pauta questões sérias e igualmente urgentes, como a ordenação de homens casados, indígenas, ribeirinhos, homens nativos da terra, Fontes verdadeiramente santas e sábias para a Obra de Deus na Região Amazônica; certamente, em outras regiões ao redor do mundo igualmente.

Infelizmente, há grande resistência ainda, alas conservadoras sobretudo, entretanto, estou segura de que Cristo fará chegar o momento de avanço em direção a uma maior Inclusão na Igreja, em todos os sentidos, da Fé e do Amor. Tenho plena convicção de que, se Cristo tivesse entrado hoje na História, teríamos Apóstolas mulheres, e não somente homens, como foi naquele contexto da história e dos costumes.

"Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, que sou uma mulher samaritana?" (Jo 4, 1-41).

Uma das mais belas passagens bíblicas! A mulher samaritana e Jesus! Jesus, divinamente, como ninguém, valorizou a mulher! Maria Santíssima, Rogai por nós! Amém!

Rosanea Melo Pedrosa
Teóloga - 08/06/2021

08 junho, 2021

Catequese Permanente – Mística Leitura Orante da Bíblia (LOB)

Rezemos juntos pela paz!

 Rezemos juntos,

"Onde quer que você esteja, pare um minuto, incline sua cabeça e reze uma oração pela paz, cada um de acordo com sua própria tradição".

"No mundo, há ainda demasiadas guerras e violências! O Senhor, que é a nossa paz, nos ajude a vencer a mentalidade da guerra”.

(Papa Francisco)

07 junho, 2021

"Não podes partir o Pão!

"Não podes partir o Pão do domingo, 
se o teu coração estiver fechado aos irmãos. 
Não podes comer este Pão, se não deres 
o pão aos famintos. 
Não podes partilhar deste Pão, se não 
partilhas os sofrimentos 
de quem passa necessidade." 

(Papa Francisco

02 junho, 2021

Corpus Christi

“Na Eucaristia se comunica o amor do Senhor por nós, um amor tão grande que nos nutre e fortalece; um amor gratuito, sempre à disposição de todos os famintos e necessitados de restaurar as próprias forças. Viver a experiência da fé significa deixar-se alimentar pelo Senhor e construir a própria existência não sobre bens materiais, mas sobre o que não é perecível, ou seja, os preciosos dons de Deus, sua Palavra e seu Corpo.”  (Papa Francisco).


“Catequese Permanente” Canal do Youtube das CEBsda Arquidiocese de Maringá

Nas próximas semana em comunhão com o 8º Intereclesial das CEBs do Regional Sul II, o Paraná, teremos nove vídeos, nove terças-feiras com a Pastoral da Juventude do nosso regional.

Vejam nossos vídeo clicando aqui

Roteiro dos vídeos:

Canal do Youtube das CEBs da Arquidiocese de Maringá

1º vídeo – Mística (LOB)
2º vídeo – Juventudes e a violência contra as mulheres
3º vídeo – Juventudes e a militarização da educação
4º vídeo – Juventudes e a saúde mental
5º vídeo – Mística (ODJ, LOB)
6º vídeo – Juventudes, economia e trabalho
7º vídeo – Juventudes, diversidade e conservadorismo
8º vídeo – Juventudes e a Espiritualidade Libertadora
9º vídeo – Mística (ODJ, LOB)


Catequese Permanente – 6ª catequese com o Tema “CNLB a partir do documen...

01 junho, 2021

‘Tapa na cara’: Bolsonaro responde à Copa América com rapidez que faltou para vacinas

Ao mesmo tempo em que ignorou por meses compra de 70 milhões de doses da Pfizer, presidente confirmou quase que de imediato a realização do torneio aqui no Brasil.

“O governo brasileiro demonstrou agilidade e capacidade de decisão em um momento fundamental para o futebol sul-americano.” Foi assim que o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, classificou a disposição de Jair Bolsonaro em aceitar sediar a Copa América, mesmo com o Brasil prostrado diante da pandemia da covid-19. Essa mesma agilidade, porém, faltou na hora de garantir vacinas para conter a doença. O presidente teve a oportunidade de fazer a compra de 70 milhões de doses em agosto do ano passado, mas só assinou contrato em março deste ano. A comparação foi feita pelo narrador e jornalista Luís Roberto, no...continue lendo clique AQUI.

28 maio, 2021

8º Intereclesial das CEBs do Paraná – “O meu desejo é a vida do meu povo!”




‘O meu desejo é a vida do meu povo!’

Seduzir e provocar podemos assim ver o 8º Intereclesial das CEBs do Paraná. Seduzir e provocar as Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs para uma ação profética pastoral sem medo de assumir que ‘O meu desejo é a vida do meu povo!”.

Comunidades Eclesiais de Base uma igreja missionária em saída em defesa da vida plena para mulheres e homens com um olhar e agir todo amoroso e dedicado de mãe, em defesa da vida das juventudes.

Em um tempo onde o contexto da pandemia Covid-19 agrava as dores, angustias, sofrimentos, medos e insegurança seduzir e provocar a ação profética pastoral das CEBs é o que quer o 8º Intereclesial das CEBs do Paraná.

Comunidades Eclesiais de Base mãe, que sabe que cada jovem é um pedacinho dela e quer envolver-se para escutar e esperançar as juventudes porque seu desejo é que as juventudes possam viver em abundância do sentido da alegria, dos sonhos, da cultura, da educação, do espaço, do lazer, do trabalho, da saúde e de tudo mais para que possam levá-los viver.

Comunidades Eclesiais de Base envolvendo e caminhando junto às juventudes, em defesa de suas vidas, com ação profética pastoral voltada a elas exigindo políticas públicas para que tenham vida e vida em abundancia.

Comunidades Eclesiais de Base em defesa das vidas das mulheres buscando caminhos para compreender, identificar as implicações e vencer a violência que entre as causas esta a raça, orientação sexual, realidades econômica, religião, entre outros.

Comunidades Eclesiais de Base em defesa da vida de seu povo, que sofrem e levarão consigo marca doloridas da pandemia, idosas e idosos, migrantes, moradoras e moradores de rua, de todas e todos, indistintamente.

Comunidades Eclesiais de Base, ousadas e destemidas, capazes de abrir-se a situações novas, assumir novos riscos, insistência com uma boa dose de carinho, ternura e paixão. Em vez de medo, saborear o risco, os desafios, o perigo e a ousadia.

Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)


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Aproxima-se o 8º Intereclesial das CEBs do Paraná
Tema - CEBs: Igreja em saída, na defesa da vida das juventudes
Lema - “O meu desejo é a vida do meu povo! (Ester 7,3).
Em julho de 2021

Os três conselhos do Espírito Santo!

“O Espírito Santo é o Dom de Deus que nos ajuda a ser pessoas livres, pessoas que querem e sabem amar, pessoas que compreenderam que a vida é uma missão para anunciar as maravilhas que o Senhor realiza em quem n'Ele confia.

O primeiro conselho do Espírito Santo é: «Vive o presente». Não há tempo melhor para nós: agora e aqui onde estamos é o único e irrepetível momento para fazer o bem, fazer da vida uma dádiva. Vivamos o presente!

Em segundo lugar, o Espírito Santo aconselha: «Procura o todo». O Paráclito impele à unidade, à concórdia, à harmonia das diversidades. Faz-nos sentir parte do mesmo Corpo, irmãos e irmãs entre nós. Procuremos o todo!

Por fim, o terceiro conselho: «Coloca Deus antes do teu eu». Só nos esvaziando de nós mesmos deixamos espaço ao Senhor; só nos entregando a Ele encontraremos a nós mesmos; só como pobres em espírito é que nos tornamos ricos de Espírito Santo. Coloquemos Deus em primeiro lugar!”

Papa Francisco

21 maio, 2021

Scholas Ocurrentes: projeto político pedagógico de Francisco que atualiza as CEBs

Desde 1990, Francisco, ainda cardeal de Buenos Aires, iniciou um projeto chamados ‘Scholas de Ciudadania’ onde desenvolveu uma experiência comunitária de engajamento popular nas causas comuns. Naquela época realizou encontros ecumênicos, oficinas para jovens, ações comunitárias, convivências compartilhadas.
Quando eleito Papa...continue lendo, clique aqui.

Poesia, mentiras e covardia na CPI

Em um poema do fim dos anos 1930, “Dificuldade de governar”, Brecht parece se antecipar ao patético espetáculo da CPI da Covid, descrevendo de forma premonitória a ação do ministro da propaganda e das relações exteriores, entre outras autoridades da República. Sob Bolsonaro, Wajngarten, Araújo e Pazuello parecem executar hoje o que seus colegas do duro ofício de governar tramavam às vésperas da Segunda Guerra, em plena ascensão do nazismo. Não deve ser fácil ser tão equivocado décadas depois, a ponto de merecer comparação tão deslustrosa. Para que se tornem aos olhos de todos os piores ministros de suas áreas em todos os tempos, os servidores brasileiros precisaram se esforçar...Continue lendo, clique aqui.

17 maio, 2021

Rezemos com o Papa Francisco

 “Acompanho com grande preocupação o que está acontecendo na Terra Santa. Nestes dias, violentos confrontos armados entre a Faixa de Gaza e Israel se impuseram, e correm o risco de degenerar em uma espiral de morte e destruição. Numerosas pessoas foram feridas e muitos inocentes morreram. Entre eles estão as crianças, e isto é terrível e inaceitável. A morte delas é sinal de que não se quer construir o futuro, mas se quer destruí-lo.

Além disso, o aumento de ódio e violência que está envolvendo várias cidades em Israel é uma ferida grave para a fraternidade e a convivência pacífica entre os cidadãos, que será difícil de curar se não houver uma abertura imediata para o diálogo. Eu me pergunto: aonde o ódio e a vingança vão levar? Pensamos realmente que podemos construir a paz destruindo o outro? ‘Em nome de Deus que criou todos os seres humanos iguais em direitos, deveres e dignidade, e os chamou a viverem juntos como irmãos e irmãs entre si" .

Rezemos incessantemente para que israelenses e palestinos possam encontrar o caminho do diálogo e do perdão, para serem pacientes construtores de paz e justiça, abrindo-se, passo a passo, a uma esperança comum, a uma coexistência entre irmãos. Oremos pelas vítimas, especialmente pelas crianças; oremos pela paz à Rainha da Paz. Ave Maria...”. (Papa Francisco)


12 maio, 2021

A jovem pobre que rainha tornou-se!

O caminhar da vida entrelaça gingado, ousadia, poesia; sabedoria, desafios; coragem, resistência e profetismo. Fé.

No entrelaçar uns se perdem, outros desistem, muitos se encontram, tantos se encantam e numerosos resistem.

O encanto com esse entrelaçar esta no mistério que envolve o Deus da vida, mãe da ternura, o Cristo da entrega total.

Deixar-se envolver nesse mistério é desafiador e a certeza “Seduziste-me Senhor, e deixei-me seduzir...”

Na história de todos os tempos, encontram-se os Sim do Deus que me enviou para agir em defesa do povo.

Sacerdotisas e sacerdotes, profetizas e profetas, discípulas e discípulos, mulheres e homens.

Diante de tantas testemunhas de ontem e de hoje deixemo-nos envolver por quem não nasceu em um palácio, nasceu pobre e tornou-se rainha.

Embora o tempo passe, e passa rápido essa que rainha se tornou continua sendo exemplo e inspiração.

Sua maior riqueza um coração justo e bondoso. Uma jovem corajosa sofria com a injusta perseguição que ameaçava sua vida e a vida de seu povo.

E a jovem pobre, que rainha Ester se tornou, deixou-nos a mais bela história de sua vida ao arriscar-se em favor de seu povo.

Ao ouvir do Rei “Peça-me o que você quiser, rainha Ester, e eu o concederei a você. Qual é o seu pedido? Darei a você até a metade do meu reino”.

A jovem e bela rainha Ester, ousada e corajosa responde: “O meu desejo é a vida do meu povo!” (Ester 7,3).


Aproxima-se o 8º Intereclesial das CEBs do Paraná

Tema - CEBs: Igreja em saída, na defesa da vida das juventudes
Lema - “O meu desejo é a vida do meu povo! (Ester 7,3).
Em julho de 2021.

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O texto acima escrito por mim.

07 maio, 2021

Aproxima-se o dia dedicado as MÃES!

Para você que tem sua mãe, não a deixe. Não distancie dela.
Vale à pena a experiência de cuidar de uma mãe.
Cuidar da mãe não significa deixar projetos e deixar de sonhar, talvez sim, prolongar o tempo da realização.
Não distancie dela, corrige-se caso a queira longe.
Cuide de sua mãe, será um tempo abençoado, tempo esse até para rever projetos e sonhos.
A experiência mais profunda que até hoje a experimentei foi os quase três anos que fui mãe de minha mãe.

06 maio, 2021

Alerta aos Pais – Pornografia Infantil

Sem a supervisão dos pais ou responsáveis, as crianças podem ser vítimas de pornografia infantil.
O alerta sobre os danos gerados por abusos sexuais digitais vem do agente da Polícia Federal, Paulo Bandolin, que destaca, no vídeo, as orientações e cuidados na hora de usar a internet.
O vídeo foi produzido pelo Conselho Comunitário de Segurança de Maringá.

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 107º DIA MUNDIAL DO MIGRANTE E DO REFUGIADO

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O 107º DIA MUNDIAL DO MIGRANTE E DO REFUGIADO

[26 de septembro de 20201

«Rumo a um nós cada vez maior»

Queridos irmãos e irmãs!

Na carta encíclica Fratelli tutti, deixei expressa uma preocupação e um desejo, que continuo a considerar importantes: «Passada a crise sanitária, a pior reação seria cair ainda mais num consumismo febril e em novas formas de autoproteção egoísta. No fim, oxalá já não existam “os outros”, mas apenas um “nós”» (n. 35).

Por isso pensei dedicar a mensagem para o 107º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado ao tema «Rumo a um nós cada vez maior», pretendendo assim indicar claramente um horizonte para o nosso caminho comum neste mundo.

A história do «nós»

Este horizonte encontra-se no próprio projeto criador de Deus: «Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os criou homem e mulher. Abençoando-os, Deus disse-lhes: “Crescei, multiplicai-vos”» (Gn 1, 27-28). Deus criou-nos homem e mulher, seres diferentes e complementares para formarem, juntos, um nós destinado a tornar-se cada vez maior com a multiplicação das gerações. Deus criou-nos à sua imagem, à imagem do seu Ser Uno e Trino, comunhão na diversidade.

E quando o ser humano, por causa da sua desobediência, se afastou d’Ele, Deus, na sua misericórdia, quis oferecer um caminho de reconciliação, não a indivíduos isoladamente, mas a um povo, um nós destinado a incluir toda a família humana, todos os povos: «Esta é a morada de Deus entre os homens. Ele habitará com eles; eles serão o seu povo e o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus» (Ap 21, 3).

Assim, a história da salvação vê um nós no princípio e um nós no fim e, no centro, o mistério de Cristo, morto e ressuscitado «para que todos sejam um só» (Jo 17, 21). Mas o tempo presente mostra-nos que o nós querido por Deus está dilacerado e dividido, ferido e desfigurado. E isto verifica-se sobretudo nos momentos de maior crise, como agora com a pandemia. Os nacionalismos fechados e agressivos (cf. Fratelli tutti, 11) e o individualismo radical (cf. ibid., 105) desagregam ou dividem o nós, tanto no mundo como dentro da Igreja. E o preço mais alto é pago por aqueles que mais facilmente se podem tornar os outros: os estrangeiros, os migrantes, os marginalizados, que habitam as periferias existenciais.

Na realidade, estamos todos no mesmo barco e somos chamados a empenhar-nos para que não existam mais muros que nos separam, nem existam mais os outros, mas só um nós, do tamanho da humanidade inteira. Por isso aproveito a ocasião deste Dia Mundial para lançar um duplo apelo a caminharmos juntos rumo a um nós cada vez maior, dirigindo-me em primeiro lugar aos fiéis católicos e depois a todos os homens e mulheres da terra.

Uma Igreja cada vez mais católica

Para os membros da Igreja Católica, este apelo traduz-se num esforço por se configurarem cada vez mais fielmente ao seu ser de católicos, tornando realidade aquilo que São Paulo recomendava à comunidade de Éfeso: «Um só corpo e um só espírito, assim como a vossa vocação vos chama a uma só esperança; um só Senhor, uma só fé, um só batismo» (Ef 4, 4-5).

De facto, a catolicidade da Igreja, a sua universalidade é uma realidade que requer ser acolhida e vivida em cada época, conforme a vontade e a graça do Senhor que prometeu estar sempre connosco até ao fim dos tempos (cf. Mt 28, 20). O seu Espírito torna-nos capazes de abraçar a todos para se fazer comunhão na diversidade, harmonizando as diferenças sem nunca impor uma uniformidade que despersonaliza. No encontro com a diversidade dos estrangeiros, dos migrantes, dos refugiados e no diálogo intercultural que daí pode brotar, é-nos dada a oportunidade de crescer como Igreja, enriquecer-nos mutuamente. Com efeito, todo o batizado, onde quer que se encontre, é membro de pleno direito da comunidade eclesial local e membro da única Igreja, habitante na única casa, componente da única família.

Os fiéis católicos são chamados, cada qual a partir da comunidade onde vive, a comprometer-se para que a Igreja se torne cada vez mais inclusiva, dando continuidade à missão que Jesus Cristo confiou aos Apóstolos: «Pelo caminho, proclamai que o Reino do Céu está perto. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça» (Mt 10, 7-8).

Hoje, a Igreja é chamada a sair pelas estradas das periferias existenciais para cuidar de quem está ferido e procurar quem anda extraviado, sem preconceitos nem medo, sem proselitismo, mas pronta a ampliar a sua tenda para acolher a todos. Entre os habitantes das periferias existenciais, encontraremos muitos migrantes e refugiados, deslocados e vítimas de tráfico humano, aos quais o Senhor deseja que seja manifestado o seu amor e anunciada a sua salvação. «Os fluxos migratórios contemporâneos constituem uma nova “fronteira” missionária, uma ocasião privilegiada para anunciar Jesus Cristo e o seu Evangelho sem se mover do próprio ambiente, para testemunhar concretamente a fé cristã na caridade e no respeito profundo pelas outras expressões religiosas. O encontro com migrantes e refugiados de outras confissões e religiões é um terreno fecundo para o desenvolvimento de um diálogo ecuménico e inter-religioso sincero e enriquecedor» (Papa Francisco, Discurso aos Diretores Nacionais da Pastoral dos Migrantes, 22/IX/2017).

Um mundo cada vez mais inclusivo

A todos os homens e mulheres da terra, apelo a caminharem juntos rumo a um nós cada vez maior, a recomporem a família humana, a fim de construirmos em conjunto o nosso futuro de justiça e paz, tendo o cuidado de ninguém ficar excluído.

O futuro das nossas sociedades é um futuro «a cores», enriquecido pela diversidade e as relações interculturais. Por isso, hoje, devemos aprender a viver, juntos, em harmonia e paz. Encanta-me duma forma particular aquele quadro que descreve, no dia do «batismo» da Igreja no Pentecostes, as pessoas de Jerusalém que escutam o anúncio da salvação logo após a descida do Espírito Santo: «Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia cirenaica, colonos de Roma, judeus e prosélitos, cretenses e árabes ouvimo-los anunciar, nas nossas línguas, as maravilhas de Deus» (At 2, 9-11).

É o ideal da nova Jerusalém (cf. Is 60; Ap 21, 3), onde todos os povos se encontram unidos, em paz e concórdia, celebrando a bondade de Deus e as maravilhas da criação. Mas, para alcançar este ideal, devemos todos empenhar-nos por derrubar os muros que nos separam e construir pontes que favoreçam a cultura do encontro, cientes da profunda interconexão que existe entre nós. Nesta perspetiva, as migrações contemporâneas oferecem-nos a oportunidade de superar os nossos medos para nos deixarmos enriquecer pela diversidade do dom de cada um. Então, se quisermos, poderemos transformar as fronteiras em lugares privilegiados de encontro, onde possa florescer o milagre de um nós cada vez maior.

A todos os homens e mulheres da terra, peço que empreguem bem os dons que o Senhor nos confiou para conservar e tornar ainda mais bela a sua criação. «Um homem nobre partiu para uma região longínqua, a fim de tomar posse de um reino e em seguida voltar. Chamando dez dos seus servos, entregou-lhes dez minas e disse-lhes: “Fazei render a mina até que eu volte”» (Lc 19, 12-13). O Senhor pedir-nos-á contas das nossas obras! Mas, para assegurar o justo cuidado à nossa Casa comum, devemos constituir-nos num nós cada vez maior, cada vez mais corresponsável, na forte convicção de que todo o bem feito ao mundo é feito às gerações presentes e futuras. Trata-se dum compromisso pessoal e coletivo, que se ocupa de todos os irmãos e irmãs que continuarão a sofrer enquanto procuramos realizar um desenvolvimento mais sustentável, equilibrado e inclusivo. Um compromisso que não faz distinção entre autóctones e estrangeiros, entre residentes e hóspedes, porque se trata dum tesouro comum, de cujo cuidado e de cujos benefícios ninguém deve ficar excluído.

O sonho tem início

O profeta Joel preanunciava o futuro messiânico como um tempo de sonhos e visões inspirados pelo Espírito: «Derramarei o meu espírito sobre toda a humanidade. Os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos e os vossos jovens terão visões» (3, 1). Somos chamados a sonhar juntos. Não devemos ter medo de sonhar e de o fazermos juntos como uma única humanidade, como companheiros da mesma viagem, como filhos e filhas desta mesma terra que é a nossa Casa comum, todos irmãs e irmãos (cf. Fratelli tutti, 8).

Oração

Pai santo e amado,
o vosso Filho Jesus ensinou-nos
que nos Céus se esparge uma grande alegria
quando alguém que estava perdido
é reencontrado,
quando alguém que estava excluído, rejeitado ou descartado
é reinserido no nosso nós,
que assim se torna cada vez maior.

Pedimo-Vos que concedais a todos os discípulos de Jesus
e a todas as pessoas de boa vontade
a graça de cumprirem a vossa vontade no mundo.
Abençoai todo o gesto de acolhimento e assistência
que repõe a pessoa que estiver em exílio
no nós da comunidade e da Igreja,
para que a nossa terra possa tornar-se,
tal como Vós a criastes,
a Casa comum de todos os irmãos e irmãs. Amen.

Roma, em São João de Latrão, na Festa dos Apóstolos São Filipe e São Tiago, 3 de maio de 2021.

Francisco

03 maio, 2021

O desafio contínuo de trabalhar a humanização uns dos outros - Prof. Edward Guimarães




“Sabemos que a mudança de mentalidade e a passagem do pessimismo ao otimismo esperançado e mobilizador é tarefa exigente e com processos lentos, mais ainda quando estamos cientes de que muitos se encontram profundamente desalentados, desanimados e decepcionados com os rumos da nação; a capacidade de empatia e de compaixão com os que sofrem, com os mais vulneráveis, e de indignação ética diante das injustiças, encontra-se enfraquecida e alquebrada; a sociedade está dividida por pensamentos ideologicamente extremistas que inviabilizam o diálogo e a busca coletiva de soluções para os desafios e urgências. A mudança de mentes e o afloramento da chama da esperança mobilizadora dependem em grande medida do investimento em um contínuo e infindo processo de formação da consciência crítica e autocrítica, mas isso também não basta. Importa discernir, descobrir e apostar em vias que dão acesso a interioridade humana, que permitem aí trabalhar o turbilhão dos sentimentos quase sempre confusos e que, sobretudo, se avivem a chama interior da bondade e da generosidade humanas, a que nos referimos no início desta reflexão.“

Confira a reflexão do prof. Edward Guimarães.

01 maio, 2021

Ser voz profética nos 'desertos' que ameaçam a dignidade da vida: eis um desafio decisivo para o ser cristão.

Profetas são como uma voz incômoda de Deus ou uma voz eloquente dos sem-voz
Cuidemos de escutar o grito dos oprimidos! (Unsplash/Shail Sharma)

Edward Guimarães*

Em 1971, em contexto de violenta ditadura militar, dom Helder Câmara expressou em um poema, de forma profética e paradigmática, o imperativo ético da liberdade e da dignidade humana, no qual declarou a beleza de ser um "acendedor de esperanças":

"Deixa-me acender cem vezes, mil vezes,
um milhão de vezes a esperança
que ventos perversos e fortes teimam em apagar.
Que grande e bela profissão: acendedor de esperança"

Nada mais profético do que acender, ainda que frágeis, chamas de esperança para iluminar quem encontra-se mergulhado na escuridão. Não é tarefa simples, mas necessária, em determinados contextos sombrios – como o que atravessamos na atual conjuntura sociopolítica, econômica e religiosa da cultura brasileira – acender as esperanças de quem se encontra abatido pelo peso das cruzes que carrega e, totalmente, ébrio por misturar tantos e contínuos copos de diferentes doses de pessimismo. Em tempos assim, com tanto medo da violência dos poderosos, os profetas gritam: "deixemos o pessimismo para os dias melhores"! Esta frase foi pichada por anônimos e proféticos trabalhadores nos muros de Bogotá, na Colombia, em contexto de intensa violência contra qualquer protesto, grito ou sinal de rebelião popular contra o status quo.

Graças às narrativas dos quatro evangelhos, basta ler os capítulos iniciais de Mateus, Marcos, Lucas e João, João Batista, filho de Zacarias e Isabel, entrou para a Tradição cristã como o precursor, como o que preparou os caminhos para o advento da práxis libertadora de Jesus. Não é aleatório que os Evangelhos, inspirados pelos escritos do profeta Isaias, apresentem João, o batista, como uma "voz de quem clama no deserto". Uma voz que simultaneamente anunciava a presença atuante de Deus no meio de nós como interpelação ética e denunciava, corajosamente, o que se apresentava como a mais grave entre as ameaças à dignidade da vida humana: a ação injusta dos poderosos que procuram submeter, abafar e definitivamente silenciar a voz dos marginalizados, o grito dos oprimidos. Por isso João teve, assim como Jesus e quase todos os profetas e profetisas da história, um fim trágico: foi cruentamente silenciado. Não obstante a isso, os profetas são acolhidos e lembrados como uma voz incômoda de Deus ou, o que é o mesmo, uma voz eloquente dos sem-voz.

Toda religião – como também cada sociedade, no nível macro, e cada família, no nível micro – se concretiza por meio de relações sociais entre as pessoas envolvidas. E onde há relações humanas, há o exercício do poder. Nesse sentido, pode-se afirmar que não há religião autêntica, o cristianismo não é exceção, sem uma boa política (exercício do poder coletivo como busca e garantia do bem comum), sem acolher e bem cuidar do direito à voz de cada membro, garantindo, desse modo, o espaço de manifestação, e oxalá de escuta, de sua incômoda dimensão profética. Incômoda para os poderosos, pois, o profetismo entende e legitima o poder enquanto serviço aos necessitados e garantia do bem comum, e não como forma de domínio do mais forte e do mais esperto sobre os demais. O profeta será sempre, em certa medida, uma voz dos oprimidos e, por isso, inevitavelmente, baterá de frente, e não sem consequências, com os que oprimem o povo.

O primeiro chamado que continuamente emana do desafio diário de ser cristão é o de assumir e cuidar da busca infinda de ser cada vez mais humano. Talvez porque somente quem assumiu como projeto de vida o processo contínuo de se humanizar, tendo desse modo a sensibilidade aguçada e à flor da pele, consegue discernir-perceber-acolher-responder como necessidade vital o cultivo cotidiano da centralidade do amar. Amar, o verbo da vida verdadeiramente humana, é decisão ética – no contexto atual infelizmente amar, apesar de realidade crucial, apresenta-se frequentemente como vivência banal sem grandes implicações no modo como se concretizam as relações entre as pessoas – que exige de quem ama, no contexto em que vive, assumir o desafio responder às urgências vivais ao seu redor: como garantir que a dignidade de cada pessoa e, hoje percebemos cada vez mais, a vitalidade de cada ecossistema, sejam bem cuidadas e reverenciadas como realidade preciosas na busca do bem viver? Como dizer que amamos uns aos outros, com tamanha desigualdade social e esta cultura da indiferença social, sem um compromisso coletivo de busca contínua do bem-viver e conviver?

Temos que afirmar que só ama verdadeiramente quem é livre e quem acolhe e legitima a igual liberdade e dignidade da/o amada/o. Acontece que só pode ser livre quem, de fato, tem o direito a ter voz reconhecido e garantido. Não há autêntico amor pessoal, familiar e social sem que se concretize a acolhida da liberdade e dignidade do outro, sem diálogo e respeito mútuo.

Que em nossos discernimentos, procuremos dar ouvidos à voz dos profetas e profetisas de nosso tempo, e dar voz aos silenciados? Cuidemos de escutar o grito dos oprimidos! Cuidemos, como bons "acendedores de esperança", da educação de nossos filhos para o diálogo e a defesa da justiça social: não há outro caminho para a paz, para a construção de um tempo novo!

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*Edward Guimarães é teólogo leigo. Doutor em Ciências da Religião pela PUC Minas e mestre em Teologia pela FAJE. Professor de Teologia do Centro Loyola de Espiritualidade, Fé e Cultura e do Departamento de Ciências da Religião da PUC Minas, onde atua como secretário executivo do Observatório da Evangelização. Assessor das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), movimentos populares, pastorais sociais e membro do Conselho Pastoral Arquidiocesano (CPA) e da atual diretoria da Sociedade de Teologia e Ciências da Religião (Soter).

Fonte: dom total

23 abril, 2021

Teatro Reviver Magó


Teatro Reviver Magó

O Teatro Reviver agora com nova denominação “Teatro Reviver Magó”

Uma das homenagens à bailarina maringaense Maria Glória Poltronieri Borges, vítima de feminicídio no ano passado prestada pelo Município de Maringá.

A fachada do Teatro Reviver recebeu a placa com sua nova denominação.


Teatro Reviver Magó. “A placa é muito simbólica. Não apenas para nos lembrarmos da Magó, da relação dela com a dança, com o teatro, mas, também, para não nos esquecermos de todas as vítimas de feminicídio no mundo, diz o secretário de Cultura, Victor Simião.

O teatro fica na Praça Todos os Santos, que se transformou em um centro de homenagens para Magó.

O local também recebeu uma instalação feita pelo artista Paolo Ridolfi, chamada “Madeixas de Magó.


A mudança do nome do teatro para Reviver Magó foi um projeto de lei do vereador Onivaldo Barris, proposto pela classe artística, por meio do Conselho Municipal de Políticas Culturais. O projeto foi aprovado por unanimidade na Câmara de Vereadores de Maringá e sancionado pelo prefeito Ulisses Maia.

O local foi escolhido porque o projeto Convite à Dança é realizado no Teatro Reviver onde a bailarina se apresentou várias vezes.

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Fonte: site da prefeitura de Maringá

Mãe Terra


22 abril, 2021

Dia Internacional da Mãe Terra

Mãe Terra, tuas dores são imensas!

Mãe Terra, tuas dores são imensas, ouço seu gemido pelas vidas tiradas de suas filhas e dos seus filhos.

Mãe Terra incansável é seu grito pela vida da biodiversidade que vem sendo destruída sob nossos olhos.

Mãe terra profética é seu grito pela vida e a defesa das comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais.

Mãe terra inesgotável é seu grito que alerta as consequências do desmatamento levando a degradação de habitat de várias espécies e a modificação do clima.

Mãe terra inquebrantável é seu grito que denuncia o domínio, a destruição e a degradação da natureza e da vida humana em nome do desenvolvimento ou da soberania nacional.

Mãe terra triste e dolorida é seu grito e suas feridas causada pela negligência de países e seus governantes, pela irresponsabilidade geral, da ganância dos poderosos e daquelas e daqueles que de Ti Mãe Terra apoderam-se.

Mãe Terra, tuas dores são imensas.

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Hoje, 22 de abril, é celebrado o Dia Internacional da Mãe Terra

20 abril, 2021

Catequese Permanente – 5ª catequese com o Tema “São José”

Com esse vídeo, encerra a Catequese Permanente com o tema “São José”.
Agradecemos ao Pe. Reginaldo Teruel Anselmo pelo carinho com que trabalhou o tema.

A partir da próxima semana, iniciaremos a Catequese Permanente como o tema: “CNLB a partir do documento 105”.

O Conselho Nacional do Laicato do Brasil da Arquidiocese de Maringá (CNLB-MGÁ) desenvolverá o tema.

 

15 abril, 2021

CEBs a arte de tecer sonhos!

As CEBs precisam reafirmar como sendo a arte de tecer sonhos, esperanças, reafirmando na luta e no partilhar o pão.

É preciso levar nosso povo a alimentar-se de esperança. Esperança capaz de colorir a vida, corajosa e teimosa, ousa e cheia de carinho e amor. Isso é lindo.


Milagre não é fundamento da fé - Por Celso Pinto Carias

Na coluna deste mês vamos tocar em um assunto muito delicado. Neste tempo de pandemia muitos já devem ter vivenciado situações nas quais um volume grande de orações foi feito para alguém e a pessoa não resistiu e veio a falecer. Como reagir diante de tal situação? Outro dia, assistindo um filme com minha filha, “O milagre da fé”, uma pergunta apareceu na película: “Por que o milagre acontece com uma pessoa e com outra não?” A resposta do filme não me agradou, por isso esta coluna.


Milagre não é fundamento da fé
Por Celso Pinto Carias

Primeiramente é preciso afirmar: milagres existem e ponto. Não temos aqui condições de desenvolver tudo que se sabe a respeito. Nossa pretensão é apenas pontuar alguns elementos que se configuram a partir da adesão ao Caminho de Jesus Cristo. Outras religiões também têm suas próprias explicações.

A palavra “milagre” é a tradução latina possível de outras três palavras gregas no Novo Testamento (sabemos que o NT foi escrito em grego): “ergon” (trabalho), “dinamis” (força), e “semeion” (sinal). A palavra mais usada é “semeion”, isto é, sinal. Aqui já se pode fazer uma pergunta: por que “sinal” é a mais usada?

É interessante observar, contrariamente ao que muitos fazem hoje, Jesus nunca marca dia, hora ou lugar para realizar um sinal. Sinal de quê? Sinal do BEM que deve ser feito com os recursos disponíveis. O chamado milagre aparece sempre no CAMINHO, e frequentemente a resposta é: “vai em paz, tua fé de salvou”.

Toda narrativa de milagre tem uma função catequética, isto é, quer ensinar um caminho para vivenciar a fé. Por exemplo, em Mc 3,1-6, o chamado milagre do homem da mão paralisada, Jesus realiza o sinal para indicar que dor e sofrimento não podem ser explicados como consequência do pecado. A “multiplicação dos pães e peixes” indica claramente a necessidade da partilha. Quando Jesus Cristo realiza o sinal da partilha ele faz talvez o maior dos milagres: quebrar o egoísmo que vive no coração humano.

Se tivéssemos um sistema de saúde pública que atendesse com dignidade a grande maioria das pessoas, certamente muitos “milagres seriam realizados”. Sabemos que a fome no mundo não pode ser explicada por fatores subjetivos, como preguiça ou acomodação, mesmo sabendo que certamente existem pessoas que realmente podem se acomodar. Mas, por favor, milhões de pessoas não passam fome porque querem.

Finalmente, é fundamental observar que as narrativas de milagre não possuem centralidade nos textos dos Evangelhos. Não estão ali para demonstrar a divindade de Jesus de Nazaré. Se assim fosse os evangelistas teriam escrito praticamente só narrativas de milagres. O grande objetivo dos Evangelhos é transmitir o “querigma”, isto é, a vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. É uma Boa Nova (tradução da palavra grega “evangelho”) para quem quiser receber. E, quando acolhe com profundidade, a pessoa passa a estar disposta a fazer da própria vida aquilo que Jesus fez com a dele.

A felicidade não se explica pela ausência de dor e sofrimento, mas pela capacidade de enfrentar tais condições de vida com dignidade. Foi esta a grande revelação de Deus na vida de Jesus de Nazaré. O processo salvífico revelado em Jesus Cristo nos indica um caminho que começa aqui e agora.

Sim, podem acontecer milagres. Mas sabemos que muitos vivem a fé sem esta necessidade. Na tradição católica, os santos e santas não são pessoas que não sofreram. São pessoas que testemunharam a fé pela virtude de realizar o Caminho de Jesus Cristo, mesmo com suas fragilidades humanas.

Quantas pessoas morrem, sofrem, ou estão em condições de completa vulnerabilidade e não são protegidas? Não se pode afirmar que duas crianças mortas à tiro na calçada de casa, como aconteceu aqui em um bairro vizinho, seja vontade de Deus. Porém, Deus nos dá força para continuar a vida buscando mudar tal situação. Consola-nos para manter viva a esperança de podermos vivenciar a Sua imagem e semelhança que passa pelo AMOR.

Portanto, o fundamento da fé é a resposta de aceitação do Caminho de Jesus Cristo, seja qual for a situação de nossa vida.


Publicado no porta das CEBs

14 abril, 2021

Quando

“Quando se deixa de lado o ideal no passado esquecendo da luta lembra que tuas palavras que outrora falavas ainda se escuta”

Quando

Quando a tristeza te abate
O riso se parte
Quando acaba a canção
Lembra que na trajetória
Da linha da História
Tu és construção

Quando o porvir é sem luz
Cega, a estrada conduz
Na mesmice dos dias
Lembra de toda a jornada
Nossa caminhada
É nossa utopia

Quando bocas se calam
Interesses falam
Palavras absurdas
E as praças ficam vazias
Nossa rebeldia
É quem fica muda

Quando a chama se apaga
O entusiasmo naufraga
Se acabam os sonhos
Lembra da tua parcela
Se a vida não é bela
O monstro não é medonho

Quando se deixa de lado
O ideal no passado
Esquecendo da luta
Lembra que tuas palavras
Que outrora falavas
Ainda se escuta

Quando o teu gesto não diz
Contradiz o que diz
Tua opinião
Lembra que o sonho é possível
Mirar o invisível
Sem perder a razão

Vê a marcha estradeira
Agitando bandeiras?
Com ela marchamos
Lembra, nascemos da terra
O ciclo se encerra
E pra ela voltamos

Mesmo que o dia amanheça
O amor prevaleça
Bem longe daqui
Sempre haverá um Janeiro
Somos companheiros
Tu de mim, eu de ti

Quando se deixa de lado
O ideal no passado
Esquecendo da luta
Lembra que tuas palavras
Que outrora falavas
Ainda se escuta


13 abril, 2021

Para refletir

“A imagem de Deus, estampada na pessoa humana, é sempre única. Só ela pode salvar e preservar a imagem do Brasil e do mundo.” (Paulo Evaristo, Cardeal Arns)

12 abril, 2021

No Domingo da Misericórdia, padre Sidney Fabril recebe alta hospitalar e...

Padre Sidney Fabril, mais um que vence a Covid-19 
Sidney que já foi assessor das CEBs na Arquidiocese de Maringá e também na Província Eclesiástica de Maringá, ontem dia 11 de abril de 2021, recebeu alta depois de 27 dias  hospitalizado.

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09 abril, 2021

Perguntaram-me o que são As CEBs...

Perguntaram-me o que são As CEBs...

Dois jovens estudantes me perguntaram o que são as CEBs… Percebendo sinceridade em seus olhares e que, de fato, desconheciam a realidade por trás dessas quatro letras que compõe o termo CEBs, então, assim lhes respondi…

Por se tratar de uma experiência de fé e vida tem que experimentar para sentir o sabor. Que só podemos conhecer, de forma concreta e verdadeiramente, o que são as CEBs quando delas nos aproximamos, nos inserimos, compartilhamos a vida e comungamos os mesmos ideais… Quando escutamos seus membros com abertura de coração e com aquela disposição de caminhar juntos, provocados pela beleza, pela alegria e pela luz que irradia da pessoa de Jesus e das causas do Evangelho do Reino de Deus, Reino de fraternidade e de partilha, Reino da justiça e da paz.

Disse a eles que CEBs são, na verdade, uma construção contínua e sempre inacabada – como as casas dos pobres nas periferias de nossas cidades – de um jeito novo e singular de ser Igreja. Nascidas do sangue e do suor, de lágrimas de tristezas e de alegrias, presentes nas labutas e nas lutas dos pobres, animados pela fé e pela esperança inquebrantável em Deus, por vida digna, por terra, teto, trabalho… Uma Igreja que, desde as origens, se assumiu e continua a se assumir, no campo ou na cidade, comprometida com a construção de “outra sociedade possível”, na qual a dignidade da vida, e não o lucro ou a acumulação de alguns, seja o bem maior.

Uma Igreja na qual as pedras vivas sãos pessoas, famílias, grupos, pastorais e movimentos populares irmanados e sempre interpelados pela paz inquieta de Jesus, de que nos falou, em versos, Pedro Casaldáliga. E que por isso, nas CEBs, eles perceberão que os pobres têm a centralidade e que os não pobres a eles dão as mãos e compartilham a vida, pois, todos se experimentam “pobres com os pobres” para que juntos – como filhos e filhas de Deus, como irmãos e irmãs na caminhada – lutemos contra a pobreza, as tiranias, as opressões e as exclusões. E se isso acontece desse modo é porque Deus age, com seu Espírito Santo, desde baixo, pela vida dos mais pobres, e porque, de fato, não pode haver sociedade justa e solidária sem um forte alicerce, sem que se comece de baixo, dos últimos e dos mais vulneráveis. As CEBs cultivam a espiritualidade do Reino de Deus que convoca e provoca, por coerência, a opção pelos pobres, para que todos, e não apenas alguns, tenham vida digna.

Que CEBs são sempre comunidades de fé no Deus da Vida… Comunidades inquietas, em caminhada, impulsionadas pelos dinamismos próprios da realidade concreta, do chão mesmo de onde brotam e se enraízam… Por isso as CEBs têm muitos rostos, feições e jeitos forjados em cada situação, mas em todos eles é visível que as CEBs se percebem e se assumem em obras, em constante construção, em busca constante de ver-julgar-agir-celebrar-retomar, em busca de respostas – ecológicas, econômicas, políticas, religiosas e socioculturais – aos desafios que teimam em ameaçar a dignidade da vida.

As CEBs nasceram e continuam a nascer e a crescerem alimentadas pela mesma fonte: a Palavra de Deus rezada e meditada junto e misturada com a busca do bem-viver na realidade vivida pela comunidade. É a Bíblia, sim, que, Palavra do Deus da vida, convoca e provoca a experiência das CEBs. Trata-se da experiência da proximidade amorosa de um Deus que é estradeiro conosco. Um Deus que se revelou em Abraão e Sara, Moisés e Séfora, nos profetas e profetizas da história, em Jesus e seus discípulos e discípulas, de ontem e de hoje, nos mártires e testemunhas da caminhada, como Aquele que escuta o clamor dos oprimidos e sofredores. Um Deus que se faz próximo e que caminha junto impulsionando todas as lutas em defesa da vida, da partilha, da justiça e da paz. Um Deus que tem um projeto salvífico libertador e que, por ser assim, é um Deus que sempre nos agrupa, que nos irmana e que nos leva a assumir os desafios de transformar, bem cuidar e fazer bonita a realidade em que vivemos e na qual convivermos.

Disse ainda a eles que nas CEBs todos os membros, homens e mulheres, se reconhecem, se experimentam corresponsáveis, se apoiam e que procuram participar dos processos e lutas diversas, pois, se sentem irmanados, chamados a compartilhar a vida e, sem que “ninguém solte a mão de ninguém”, a dar as mãos para que tenhamos forças e, em mutirão, cuidemos uns dos outros. Nas CEBs cuidamos para que todos tenham vida, pois, na práxis libertador de Jesus aprendemos que a vida digna é o grande culto que agrada a Deus.

Sei que o que eu disse a esses jovens é como aquele retrato dos primeiros cristãos que nos foi legado pelo autor dos Atos dos Apóstolos. Uma espécie de horizonte utópico a ser buscado em cada passo, cientes de que é para lá que queremos trilhar. E que “sonho que se sonha só pode ser pura ilusão, mas sonho que se sonha junto é sinal de solução. Então, vamos sonhar juntos, sonhar ligeiro, sonhar em mutirão”. E se é bonito de ver a caminhada já consolidada pelas CEBs, mais ainda é instigante deixar-se afetar e, quem sabe, acolher o chamado de participar dessa caminhada, comungando a vida com os pobres, com um horizonte aberto e esperançado, tendo adiante os novos desafios e os compromissos que as CEBs assumem no complexo contexto atual! Vinde e vede!

Edward Guimarães é teólogo leigo, pai e educador esperançado, professor, formador de lideranças e agentes, assessor da catequese e das CEBs, pastorais sociais e movimentos populares. Na PUC Minas, além de professor e pesquisador, atua como secretário executivo do Observatório da Evangelização.

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Esta publicado no site Observatório da Evangelização PUC Minas

08 abril, 2021

Novo desafio, representar as CEBs da Província Eclesiástica de Maringá!


A partir de hoje, dia oito de abril de 2021, assumo como representante das CEBs da Província Eclesiástica de Maringá.

Primeiramente, agradeço a Arquidiocese de Maringá pela indicação e agradeço as Dioceses de Campo Mourão, Paranavaí e Umuarama pela acolhida e aprovação da indicação para representar as CEBs da Província Eclesiástica de Maringá.

Dias já passaram más precisava de um tempo para refletir sobre aceitar ou não, são muitos os desafios, acreditando que será um caminhar junto, não eu e sim nós, e por acreditar nesse jeito de ser Igreja e que a pandemia esta deixando muitas dores e feridas que precisará de amor, ternura, dedicação, doação e profetismo para tratá-las e curá-las e a Igreja CEBs precisa assumir essas dores e feridas e que não podemos virar a costas, precisamos ser presença do Cristo Ressuscitado na vida do povo, com vocês, comunico que aceito ser o nome que representará a Província Eclesiástica de Maringá. Obrigada.

As CEBs é mãe e é pai, e para ela cada criança, cada jovem, cada idos@, cada mulher e cada homem é um pedacinho dela, que instiga a viver e acreditar e ela sabe, são muitas as suas filhas e filhos, muitos envolvidos, uma grande parcela está dispersa, outra envoltos em suas desesperanças, incertezas, tristezas e angústias, alegrias, sonhos e esperanças.

As CEBs somos nós, somos nós padres, somos nós leigas e leigos, somos nós religiosas e religiosos, somos nós diáconos. Independente se tem uma função/serviço reconhecido ou não. Ali onde moramos com quem esta próximo é que nosso Deus nos envia a estender a mão, olhar no olho, cuidar e amar com abertura de ir além, onde há necessidade e necessitados.

Caminhemos juntos, na paz inquieta do Cristo Ressuscitado, eis o tempo de renovar as esperanças.

Amém! Axé! Awere! Aleluia!

Para refletir


 

07 abril, 2021

Podemos sim ficarmos tristes. Más não podemos perder a esperança!

Não percamos a esperança!
Estamos tristes. Podemos sim ficarmos tristes. Más não podemos perder a esperança.
Arquidiocese de Maringá comunica o falecimento do padre Alfeu Leônidas Teodoro, aos 66 anos, vítima da Covid-19.
Como Maria, que viveu a ressurreição de Jesus na esperança, nós também devemos conservar em nós a esperança e devemos dar esperança, o sofrimento tem um lindo sentido, haverá a ressurreição da morte.


03 abril, 2021

Domingo da Páscoa


 

Dom Frei Severino Clasen - Feliz Páscoa!


 

Sábado Santo, alegria!

O Sábado Santo é envolvido pelo silêncio, dor e alegria. Silêncio Jesus morreu, dor da separação e alegria Jesus ressuscitou, passou da morte à vida.