07 julho, 2021

Mais uma pessoa querida que a Covid-19 tira a vida.


Dona Terezinha. Ela tinha por mim um carinho de Mãe.
Sempre a me ver dizia:
“E menina”
Presente e ativa na CEBs São Francisco de Assis.
Morávamos na mesma rua.
Que o nosso Deus o recebe em seus braços e conceda a graça da ressurreição.

03 julho, 2021

VER - 2º Dia - 8º Intereclesial das CEBs do Paraná - 03/07/2021


 

VER - 2º Dia - 8º Intereclesial das CEBs do Paraná - 03/07/2021

VER - 2º Dia - 8º Intereclesial das CEBs do Paraná - 03/07/2021

Mãe Ester olha a realidade e ouve os "GRITOS DAS JUVENTUDES"

Reflexão e momento de escuta da realidade em que vivemos e os gritos das Juventudes, com a contribuição de:

Padre Manoel Godoy: padre na periferia de BH e professor na Faculdade Jesuíta, vasta experiências com as CEBs no Brasil e América Latina.

Professora Vanessa Correia, coordenadora de projetos no Colégio São Luís e coordenadora acadêmica da Pós graduação Lato Sensu em Juventude no mundo Contemporâneo, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia e Rede Brasileira de Centros de Juventude. Doutoranda em Sociologia pela USP e mestre em Estudos Culturais pela mesma Universidade. Organizadora do livro Projeto de Vida para Jovens: um itinerário metodológico de esperança; de Juventude Contemporânea: temas e debates e de Reflexões e subsídios para o trabalho com jovens.

Pela Plataforma YouTube para as e os inscritos no Intereclesial.

- Parte da tarde trabalhos em pequenos grupos.

Pela plataforma Zoom. Para as e os inscritos no Intereclesial.

01 julho, 2021

‘Fugir da inimizade social, que só destrói’



"uma parte da política, a sociedade e a mídia se empenham em criar inimigos "

A Bíblia diz que quem encontra um amigo encontra um tesouro

Eu gostaria de propor a todos ir além dos grupos de amigos e construir a amizade social tão necessária para a boa convivência

Reencontrar especialmente com os mais pobres e vulneráveis, são as periferias longe dos populismos, que exploram a angústia do povo sem dar soluções propondo uma mística que não resolve nada.

Fugir da inimizade social, que só destrói, e sair da polarização, reconhecendo que isso nem sempre é fácil, especialmente hoje, quando uma parte da política, a sociedade e a mídia se empenham em criar inimigos para derrotá-los em um jogo de poder.
O diálogo é o caminho para ver a realidade de uma maneira nova, para viver com paixão os desafios da construção do bem comum.

Rezemos para que, em situações sociais, econômicas e políticas conflitantes sejamos arquitetos de diálogo, arquitetos de amizade, valentes e apaixonados, homens e mulheres que sempre estendem a mão e que não haja espaços de inimizade e de guerra.

(Texto do vídeo do Papa Francisco para mês de julho)

A Amizade Social - O Vídeo do Papa 7 - julho de 2021

29 junho, 2021

Programação 8º Intereclesial das CEBs do Paraná

8º Intereclesial das CEBs do Paraná - “O meu desejo é a vida do meu povo!”



Programação

- 02/07 – sexta-feira – 20h00 – Celebração de Abertura.
(Plataforma YouTube)
Aberta a tod@s. Acessem:
CEBs Regional Sul 2 https://youtu.be/WBlVwa5S9_g


- 03/07 – sábado – 09h00 às 11h30 (Plataforma YouTube) – Reflexão e momento de escuta da realidade em que vivemos e os gritos das Juventudes, contaremos com a contribuição de pe Manoel Godoy e Vanessa PJ.
Para participantes inscritos como delegadas e delegados.

Das 14h00 às 15h30 – Trabalhos em grupo.
(Plataforma Zoom)
Para participantes inscritos como delegadas e delegados.


- 10/07 – sábado – 09h00 às 11h30 (Plataforma YouTube) – Reflexão e momentos de testemunhos das juventudes, contaremos com a contribuição de Celso Carias e da irmã Tea.
Para participantes inscritos como delegadas e delegados.

Das 14h00 às 15h30 – Trabalhos em grupo.
(Plataforma Zoom)
Para participantes inscritos como delegadas e delegados.


- 12/07 – segunda-feira – 20h00 (Plataforma YouTube) – Celebração dos Mártires e Defensores da Vida.
Aberta a tod@s. Acessem:
CEBs Regional Sul 2 https://youtu.be/WBlVwa5S9_g


- 17/07 – sábado – 09h00 às 11h30 (Plataforma YouTube) – Reflexão e participação desse jeito de ser Igreja em Saída, contaremos com a contribuição de pe. Aquino Junior e Frei Dotto. 
Para participantes inscritos como delegadas e delegados.

Das 14h00 às 15h30 – Trabalhos em grupo.
(Plataforma Zoom)
Para participantes inscritos como delegadas e delegados.

15h30 – Celebração de Encerramento. (Plataforma YouTube)
Para participantes inscritos como delegadas e delegados.

28 junho, 2021

8º Intereclesial das CEBs do Paraná - “O meu desejo é a vida do meu povo!”

Com o seu jeito de serem as Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs da Arquidiocese de Maringá se alegram com o aproximar do 8º Intereclesial das CEBs do Paraná, que terá como tema “CEBs: Igreja em saída, na defesa da vida das juventudes!” e como lema “O meu desejo é a vida do meu povo! (Ester 7,3).

Somos em 40 representantes, 19 mulheres e 21 homens; destes, três padres e sete jovens que alegres e curiosos estão para o encontro com a “Mãe Rainha Ester”.

O 8º Intereclesial pela primeira vez não será presencial e sim na modalidade online, pela necessidade do distanciamento social, solidário com o cuidar, para que ninguém mais tenha sua vida tirada pela Covid-19.

A metáfora do 8º Intereclesial escolhida para proporcionar aos integrantes um ambiente familiar e afetuoso. Será uma grande festa familiar. As CEBs do Paraná - a personagem “Mãe Ester” - reunirão suas filhas e filhos, as dezoito dioceses do Paraná.

Serão cinco momentos onde a mãe irá ouvir, anunciar uma boa notícia e orientar, principalmente suas filhas e filhos mais novos, onde devem aplicar a boa notícia que ela vai dar, que é um valioso tesouro, sua herança, que não quer esperar morrer para distribuir, quer distribuir em vida, para que suas filhas e filhos usufruam o quanto antes. Mas, será usufruto e terá cláusulas restritivas.

Essa é a dinâmica do 8º Intereclesial das CEBs do Paraná. Sempre haverá a preocupação da mãe, em ouvir, fazer-se conhecido seu tesouro. As CEBs vão dialogar com os mais jovens, ouvir seus gritos de dores, alegrias e esperanças, levando-os a conhecer o seu tesouro e juntos descobrir o qual a melhor forma e espaço para continuar a aplicá-lo.

Partilhar iniciativas existentes que expressam espaço de atuação desse jeito de ser igreja CEBs, povo de Deus a caminho, com a reflexão do momento que estamos vivendo, contexto sócio político e qual o contexto das juventudes dentro do contexto. A preocupação e o esperançar da mãe.

A leitura do grande tesouro, a Bíblia, o grande tesouro acumulado que é a proposta do Reino, as parábolas desse grande tesouro, que Jesus veio para revelar e nos convocar para construirmos juntos.

Revelar que também faz parte desse tesouro acumulado, os documentos da caminha da Igreja povo de Deus, desde Concílio Vaticano II, Medellín a Puebla, Documento de Aparecida, documentos dos papas, de Francisco.

São muitos os tesouros que compõe o grande tesouro que a mãe quer doar em vida, mártires são parte desse tesouro acumulado, mulheres e homens defensores da vida que testemunharam e deram sua vida ou parte de sua vida para construir e cuidar dessa herança, desse projeto, desse jeito de ser igreja.

O Intereclesial acontecerá durante cinco dias. Serão três sábados - 03, 10 e 17 de julho - pela manhã e parte da tarde, de reflexões e trabalhos. Duas noites celebrativas – 02 de julho celebração de Abertura e 12/julho celebração dos Mártires e Defensores da Vida. As celebrações terão transmissão aberta pela plataforma digital YouTube.

A expectativa é a que as juventudes se sintam atraídas por essa proposta. Será lindo e uma grande festa o 8º Intereclesial das CEBs do Paraná.


Eu, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)
Assessora das CEBs na Arquidiocese de Maringá





27 junho, 2021

Hoje, a Primeira Eucaristia de minha sobrinha afilhada

Hoje, a Primeira Eucaristia de minha sobrinha afilhada Paula Barbuzano Bueno
Eucaristia “eis o Mistério da Fé”.
Jesus instituiu esse sacramento na última ceia, confiando à Igreja o memorial da sua morte e ressurreição.


"Reflexão da Palavra" – 13º Domingo Do Tempo Comum – 27/06/2021

18 junho, 2021

Conselho Permanente envia carta ao Congresso mediante os graves retrocessos na pauta agrária e socioambiental

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunido nos dias 16 e 17 de junho, de forma online, preparou e enviou uma carta ao Congresso Nacional, com a intenção de apresentar sua reflexão e solicitação, mediante as discussões referentes aos projetos legislativos que tratam dos direitos constitucionais dos povos da terra, das águas e das florestas no Congresso Nacional.

Os bispos da Amazônia já haviam externado a mesma preocupação por meio de uma outra carta ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, no início do mês passado, sobre o conteúdo do PL nº 510/2021. O caráter de urgência atribuído aos Projetos de Leis que tocam a pauta ambiental e agrária intensificou a preocupação dos membros do Conselho Permanente. “Em verdade, todos esses PLs são oriundos da mesma fonte: a MP nº 910/2019, a qual já havia sido denunciada como nociva aos povos, pelos bispos da Amazônia, há exatamente um ano, em nota pública”.

Na carta, o Conselho Permanente externaliza sua preocupação com os riscos destes projetos para as populações campesinas e tradicionais no atual contexto de perpetuação da pandemia da Covid-19, bem como o tempo necessário para que um Projeto de Lei de tamanha consequência para o País sem uma ampla discussão com todos os setores da sociedade brasileira. “Trata-se, em suma, de patrimônio público, de territórios de vida que poderão ser concedidos à iniciativa privada por meio dos respectivos Projetos de Leis. Defendemos que seus termos sejam de conhecimento e debate com o conjunto da sociedade brasileira como um todo, já que sua matéria envolve os direitos constitucionais das populações da terra, das águas e das florestas”, diz um trecho.

Conscientes de sua missão de pastores comprometidos com a vida de todos os seres da Criação, os membros do Conselho Permanente, respeitosamente, reivindicam encarecidamente que se proceda a retirada do regime de urgência da tramitação dos Projetos de Leis 2633/2020 e 1730/2021, na Câmara dos deputados, como também dos demais Projetos de Leis em tramitação supracitados (PL 510/2020 e PL 2159/2021 no Senado e PL 490/2020 na Câmara), e se favoreça um debate amplo a respeito da regularização fundiária e do licenciamento ambiental, e da preservação da vida das populações indígenas nos seus territórios, considerando, sobretudo, os pleitos apresentados na Carta dos Bispos da Amazônia, de maio deste ano.

Confira, abaixo, a carta na íntegra:

CARTA AO CONGRESO BRASILEIRO MEDIANTE OS GRAVES RETROCESSOS NA PAUTA AGRÁRIA E SOCIOAMBIENTAL

“Quando algumas empresas sedentas de lucro fácil se apropriam dos terrenos, chegando a privatizar até a água potável, ou quando as autoridades deixam o caminho livre a madeireiros, a projetos minerários ou petrolíferos e outras atividades que devastam a floresta e contaminam o ambiente, transformam-se indevidamente as relações econômicas e tornam-se um instrumento que mata.”
(Papa Francisco – Querida Amazônia, 14)

Nós, do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, diante das discussões referentes aos projetos legislativos que tratam dos direitos constitucionais dos povos da terra, das águas e das florestas no Congresso Nacional, nos dirigimos aos senhores presidentes do Senado e da Câmara Federal, e aos demais membros dessas Casas, com a intenção de apresentar a nossa reflexão e solicitação.

Como a viúva, da parábola contada por Jesus (cf. Lc 18,1-8), pobre, mas firme na determinação por garantir seus direitos, que convenceu o juiz da cidade por meio de sua insistência, também nós, voltamos a reiterar o clamor pelos direitos das comunidades e da natureza, certos de que este pleito por justiça será escutado.

Os bispos da Amazônia já haviam externado a preocupação por meio da carta ao Excelentíssimo senhor presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, no início do mês passado, sobre o conteúdo do PL nº 510/2021. O caráter de urgência atribuído aos Projetos de Leis que tocam a pauta ambiental e agrária intensifica nossa preocupação. Em verdade, todos esses PLs são oriundos da mesma fonte: a MP nº 910/2019, a qual já havia sido denunciada como nociva aos povos, pelos bispos da Amazônia, há exatamente um ano, em nota pública.

Nossa preocupação é com os riscos destes Projetos para as populações campesinas e tradicionais no atual contexto de perpetuação da Pandemia da Covid-19, bem como o tempo necessário para que um Projeto de Lei de tamanha consequência para o País sem uma ampla discussão com todos os setores da sociedade brasileira. Trata-se, em suma, de patrimônio público, de territórios de vida que poderão ser concedidos à iniciativa privada por meio dos respectivos Projetos de Leis. Defendemos que seus termos sejam de conhecimento e debate com o conjunto da sociedade brasileira como um todo, já que sua matéria envolve os direitos constitucionais das populações da terra, das águas e das floretas.

Se a MP nº 910/2019 havia sido obstada exatamente por se tratar de medida provisória, sem o necessário tempo para discussão com a sociedade brasileira, o PL nº2633/2020, em sendo conferido caráter de urgência na tramitação na Câmara dos Deputados, sujeita-se à mesma crítica que obstou a referida Medida Provisória, da qual é originário. Ainda mais porque a ele foi apensado o PL 1730/2021, que se trata de uma cópia do PL 510/2021 do Senado, considerado um dos mais preocupantes projetos de flexibilização da regularização fundiária no Brasil, conforme externamos em nossa carta aos senadores.

Como dito na mencionada carta dos bispos da Amazônia:

“A regularização fundiária no Brasil é extremamente relevante e requer a atenção da sociedade. Mas, numa situação de emergência como a que enfrentamos com a pandemia, não há urgência ou lacuna legal que justifique o retorno de um PLs sobre tema tão complexos, pois a legislação vigente (Lei 11.952/2009) já atende aos pequenos e médios produtores. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) são quase 200 mil posseiros que podem receber seu título de propriedade. O que falta, no entanto, é fortalecer a estrutura dos órgãos responsáveis para fazer valer a lei fundiária brasileira e as políticas públicas de incentivo à produção familiar. E para os que ocupam e produzem em terras públicas há décadas, a legislação atual já é suficiente.”

Assim,

Considerando que o caráter de urgência à tramitação do PL 2633/2020 e PL 1730/2021 retira a possibilidade de sua necessária ampla discussão com todos os setores da sociedade brasileira;

Considerando a necessidade de dar voz aos povos da terra e das florestas, sobretudo aos agricultores familiares e comunidades tradicionais que seriam afetados diretamente com os termos do Projeto de Lei 510/2021, no Senado Federal, e os Projetos de Leis 2633/2020 e 1730/2021, na Câmara dos deputados, que objetivam instaurar novas regras para processos de regularização fundiária favorecendo a grilagem de terras no Brasil, como também o Projeto de Lei 490/2007, na Câmara dos Deputados, que visa restringir das demarcações de terras indígenas com base na tese do marco temporal;

Considerando que a pandemia prejudica o debate das populações vulneráveis mais afetadas sujeitos de direitos dos projetos de Leis em tramitação;

Considerando que a grilagem de terras públicas é responsável por 1/3 (um terço) do desmatamento no Brasil, além de ser promotora de violência no campo brasileiro;

Considerando que os Projetos de Leis atinentes à regularização fundiária flexibilizam procedimentos para a titulação de terras por meio da autodeclaração e dispensam a exigência de vistoria para a regularização dessas áreas;

Considerando que o crescimento do desmatamento ilegal na Amazônia precisa ser combatido de forma urgente e que o PL 2159/2021 no Senado Federal e o PL 2633/2020 na Câmara Federal podem ter como consequência o estímulo ao desmatamento;

Considerando que os Projetos de Leis em pauta possibilitam a titulação de terras com pendências ambientais e alvo de conflitos fundiários, o que favorece pessoas com maiores recursos financeiros em detrimento dos mais vulneráveis;

Considerando que o Projeto de Lei 510/2021 e o Projeto de Lei 2159/2021, no Senado Federal, e os Projetos de Leis 2633/2020 e 1730/2021 e o Projeto de Lei 490/2007, na Câmara dos Deputados, tratam de patrimônio público que será entregue à iniciativa privada, com tamanho ataque aos biomas e aos seus respectivos povos, verdadeiros guardiões da natureza, sem audiências públicas;

Nós, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, conscientes de nossa missão de pastores comprometidos com a vida de todos os seres da Criação, respeitosamente, reivindicamos encarecidamente que se proceda a retirada do regime de urgência da tramitação dos Projetos de Leis 2633/2020 e 1730/2021, na Câmara dos deputados, como também dos demais Projetos de Leis em tramitação supracitados (PL 510/2020 e PL 2159/2021 no Senado e PL 490/2020 na Câmara), e se favoreça um debate amplo a respeito da regularização fundiária e do licenciamento ambiental, e da preservação da vida das populações indígenas nos seus territórios, considerando, sobretudo, os pleitos apresentados na Carta dos Bispos da Amazônia, de maio deste ano.

Pedimos ao Deus da vida, que sempre nos acompanha e nos socorre, esteja conosco em mais esse momento de luta e na defesa intransigente da justiça e da vida dos nossos povos.

Brasília-DF, 17 de junho de 2021.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler, OFM
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente


Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: CNBB

Tantos o muros!

No mundo são tantos muros
Mas também são tantas pontes
O povo migra no escuro
Mas não perde o horizonte

Procurando uma terra
A pátria que dá o pão
Onde não exista guerra
Onde viva a união

Nesse mundo egoísta
Pra poder sobreviver
O migrante é um artista
Pra vencer este sofrer
Homem, mulher e criança
Carregados de saudade
Traz na mala a esperança
E no coração bondade

(Roberval Freire)

36ª Semana do Migrante

Tema “Migração e diálogo”
Lema “Quem bate à nossa porta”?
13 a 20 de junho de 2021


“O que podemos fazer no sentido de pressionar por leis migratórias mais justas e inclusivas e que levem em conta os direitos humanos dos migrantes?” Por fim, à luz da parábola do Bom Samaritano, a partir da Encíclica Fratelli Tutti do papa Francisco, há o convite diante da realidade migratória: “abrir-se à sensibilidade, à solidariedade e ao profetismo”. (texto base)


Em Maringá será instalada 47 bandeiras de países e territórios, será hasteada hoje dia 17 de junho de 2021, ação da Cáritas Maringá, por meio da Comissão de Migração e Refúgio.

As bandeiras foram selecionadas a fim de representar as nações de origem dos migrantes e refugiados que vivem na região e já foram assistidos pela Cáritas - que presta assistência jurídica e aconselhamento técnico, além de oferecer aulas de português àqueles mais vulnerabilizados pela mobilidade humana.

14 junho, 2021

Bonito será...


‘A pobreza não é fruto do destino, é consequência do egoísmo’

 

‘A pobreza não é fruto do destino, é consequência do egoísmo’

Novas formas de pobreza

“O Evangelho de Cristo impele a ter uma atenção muito particular para com os pobres e requer que se reconheça as múltiplas, demasiadas, formas de desordem moral e social que sempre geram novas formas de pobreza” alerta o Papa e prossegue afirmando:

“Um mercado que ignora ou discrimina os princípios éticos cria condições desumanas que se abatem sobre pessoas que já vivem em condições precárias. Deste modo assiste-se à criação incessante de armadilhas novas da miséria e da exclusão, produzidas por agentes económicos e financeiros sem escrúpulos, desprovidos de sentido humanitário e responsabilidade social”.

Pandemia: agravamento da pobreza

O Papa não deixa de recordar da pandemia que agravou a situação de todos os pobres além de levar muitos à pobreza em toda as partes do mundo: “Esta continua a bater à porta de milhões de pessoas e, mesmo quando não traz consigo o sofrimento e a morte, todavia é portadora de pobreza”. “É urgente dar respostas concretas a quantos padecem o desemprego, que atinge de maneira dramática tantos pais de família, mulheres e jovens. A solidariedade social e a generosidade de que muitos, graças a Deus, são capazes, juntamente com projetos clarividentes de promoção humana, estão a dar e darão um contributo muito importante nesta conjuntura”.

Individualismo cúmplice na geração de pobreza

Quais seriam os caminhos? Francisco traça algumas sugestões depois de questionar “Como se pode dar uma resposta palpável aos milhões de pobres que tantas vezes, como resposta, só encontram a indiferença, quando não a aversão? Qual caminho de justiça é necessário percorrer para que as desigualdades sociais possam ser superadas e seja restituída a dignidade humana tão frequentemente espezinhada?”. E a resposta vem da reflexão: “Um estilo de vida individualista é cúmplice na geração da pobreza e, muitas vezes, descarrega sobre os pobres toda a responsabilidade da sua condição. Mas a pobreza não é fruto do destino; é consequência do egoísmo. Portanto é decisivo dar vida a processos de desenvolvimento onde se valorizem as capacidades de todos, para que a complementaridade das competências e a diversidade das funções conduzam a um recurso comum de participação”.

Dignidade de filhos de Deus

Ao falar da dignidade e da riqueza que os pobres podem nos dar o Papa recorda: “Os pobres ensinam-nos frequentemente a solidariedade e a partilha. É verdade que são pessoas a quem falta algo e por vezes até muito, se não mesmo o necessário; mas não falta tudo, porque conservam a dignidade de filhos de Deus que nada e ninguém lhes pode tirar”.

Uma nova abordagem da pobreza

Em seguida pondera: “Impõe-se, pois, uma abordagem diferente da pobreza. É um desafio que os governos e as instituições mundiais precisam de perfilhar, com um modelo social clarividente, capaz de enfrentar as novas formas de pobreza que invadem o mundo e marcarão de maneira decisiva as próximas décadas. Se os pobres são colocados à margem, como se fossem os culpados da sua condição, então o próprio conceito de democracia é posto em crise e fracassa toda e qualquer política social”.

O Papa conclui sua mensagem com um pensamento do Padre Primo Mazzolari: “Gostaria de pedir-vos para não me perguntardes se existem pobres, quem são e quantos são, porque tenho receio que tais perguntas representem uma distração ou o pretexto para escapar duma específica indicação da consciência e do coração. (…) Os pobres, eu nunca os contei, porque não se podem contar: os pobres abraçam-se, não se contam”.

Fonte: Vatican news

10 junho, 2021

Sinodalidade é participação efetiva

Texto do meu amigo irmão Celso Pinto Carias



Sinodalidade é participação efetiva


A realização do Sínodo para a Amazônia e agora com a Assembleia Eclesial Latino Americana e do Caribe, bem como a convocação do Sínodo Geral para outubro de 2021 até outubro de 2023, trouxe para mais perto de todo Povo de Deus o conceito de sinodalidade que o Papa Francisco está fazendo questão de resgatar. Por conta disso, boa parte dos que participam hoje da Igreja Católica, e até fora dela, sabem, no mínimo, que a palavra sínodo significa caminhar juntos. Mas para além do significado da palavra o que se pode compreender da intenção do Papa?

Setores católicos, mais por obediência do que por convicção, apressam-se em afirmar que se trata de buscar aprimorar os mecanismos de consulta de todos e todas (mulheres, nem tanto) que, de alguma forma, participam de instâncias eclesiais para ajudar no discernimento de quem deve decidir, isto é, a hierarquia. Porém, tal posição desqualifica o saber teológico tradicional da Igreja e coloca o Papa em uma posição um tanto quanto ingênua, o que não se pode admitir.

Tudo indica que existe a intenção de ampliar não somente a consulta, mas a participação efetiva no processo decisório, ainda que a hierarquia, naturalmente, mantenha o seu papel de guardiã da ortodoxia. Como indicava o meu professor de Direito Canônico, já falecido, Pe.

Antônio Pereira, o sacramento da ordem não pode contradizer o sacramento do batismo. A eclesiologia, isto é, o que se pensa sobre o papel da Igreja, desenvolvida no Concílio Vaticano II através, sobretudo, do documento Lumen Gentium, Luz dos Povos, exige que se aprofunde a tradicional afirmação de Igreja como Povo de Deus, pois todo/a fiel é membro do Corpo Místico de Cristo.

Contudo, há fortes indícios que tal princípio, tão tradicional do Caminho de Jesus Cristo, desde Atos do Apóstolos, “«Os Apóstolos e os Anciãos, irmãos vossos, saúdam os irmãos de origem pagã residentes em Antioquia, na Síria e na Cilícia … Resolvemos, de comum acordo, escolher delegados para vo-los enviarmos … Eles vos transmitirão de viva voz as nossas decisões: O Espírito Santo e nós decidimos não vos impor mais nenhuma obrigação, além destas que são indispensáveis…»”. (At 15,23.25.28), não seja recepcionado com facilidade na atual conjuntura eclesial.

Tomar decisões de forma consensual, como preconiza a fé cristã entre irmãos e irmãs, vem se perdendo. Ficamos felizes, enquanto leigos e leigas, cremos que em outras instâncias mesmo enquanto presbíteros e religiosas, quando não somos tratados como súditos. O Papa Francisco vem usando conceitos que quando partiam do laicato eram vistos como agressão e não como uma avaliação do processo de tomada de decisão, como clericalismo e autorreferencialidade. Tal posição do Papa nos deixa muito contentes.

Precisamos, todo Povo de Deus, tomar o processo da reconstrução de uma Igreja Sinodal, pobre para os pobres, pelas mãos. Suspeitamos que qualquer tentativa para esvaziar este processo frustre tremendamente muitos e muitas que entenderam o valor do seu batismo. Suspeitamos que a voz da Igreja para o mundo seja cada vez mais relegada a uma fala espiritualista, o contrário de espiritual, se ela não for capaz de avaliar com profundidade os sinais dos tempos.

A hora é agora. As igrejas particulares, dioceses, precisam convocar os fiéis para participar do processo. Neste momento da Assembleia Eclesial Latino Americana e do Caribe e, a partir de 09 e 10 de outubro de 2021, do Sínodo Geral. Vamos aprofundar o legado da Vª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe realizada em Aparecida, e, sobretudo do Concílio Vaticano II. Que o Espírito Santo abra o caminho.


09 junho, 2021

Mulher!

"É tempo, disse o Papa Francisco, que as mulheres "se sintam não hóspedes, mas plenamente partícipes das várias esferas da vida social e eclesial.""

"É um desafio que não pode mais ser adiado." (07/02/2015)

O Concílio Vaticano II inspiradamente impele a Igreja para o seu aggiornamento, para o seu tempo! Por muitos ainda não assimilado, compreendido, nem aceito, todavia, uma Ação do Espírito Santo na Igreja. Igreja que não poderia de forma alguma ser uma expressão anacrônica na sociedade! Ao mesmo tempo, o Concílio também retorna às Fontes primitivas, às origens do cristianismo, às fontes bíblicas e patrísticas; de uma Igreja mais próxima do povo, humana!

Sim, o Concílio Vaticano II volta-se menos para o legalismo e mais para a pessoa humana!

Assim, como reiteradamente ensinou-nos Jesus: "O sábado é para o homem, não o homem para o sábado." Ou seja, o sentido primordial da vida é a própria VIDA! As leis são feitas para o homem, não o homem para as leis.

Não podemos inverter os papéis! É essencial a valorização da vida! De toda pessoa humana, sem exceção! Da criação, e da natureza.

Neste sentido volto-me para a questão da valorização da mulher, do papel da mulher na Igreja, onde não podemos de forma alguma tolerar preconceito, discriminação, inferiorização, desprezo, extremismo, ultraje, nem qualquer outra forma de injustiça contra a mulher, ou, contra quem quer que seja.

Felizmente, o Papa Francisco desde o início de seu pontificado manifesta sua opção preferencial pelos pobres, inclusive na escolha de seu Nome, Francisco, pensando nos pobres; como Jesus!

Pensando nas causas dos fracos e oprimidos, Francisco, desde o início manifesta a premência, e urgência, em "oferecer espaços às mulheres na vida da Igreja." Tendo o Santo Padre criado a Comissão sobre o Diaconato das mulheres, e cada vez mais mulheres nomeadas para importantes cargos no Vaticano. Ainda, o marcante Sínodo da Amazônia, em que foram colocadas em pauta questões sérias e igualmente urgentes, como a ordenação de homens casados, indígenas, ribeirinhos, homens nativos da terra, Fontes verdadeiramente santas e sábias para a Obra de Deus na Região Amazônica; certamente, em outras regiões ao redor do mundo igualmente.

Infelizmente, há grande resistência ainda, alas conservadoras sobretudo, entretanto, estou segura de que Cristo fará chegar o momento de avanço em direção a uma maior Inclusão na Igreja, em todos os sentidos, da Fé e do Amor. Tenho plena convicção de que, se Cristo tivesse entrado hoje na História, teríamos Apóstolas mulheres, e não somente homens, como foi naquele contexto da história e dos costumes.

"Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, que sou uma mulher samaritana?" (Jo 4, 1-41).

Uma das mais belas passagens bíblicas! A mulher samaritana e Jesus! Jesus, divinamente, como ninguém, valorizou a mulher! Maria Santíssima, Rogai por nós! Amém!

Rosanea Melo Pedrosa
Teóloga - 08/06/2021

08 junho, 2021

Catequese Permanente – Mística Leitura Orante da Bíblia (LOB)

Rezemos juntos pela paz!

 Rezemos juntos,

"Onde quer que você esteja, pare um minuto, incline sua cabeça e reze uma oração pela paz, cada um de acordo com sua própria tradição".

"No mundo, há ainda demasiadas guerras e violências! O Senhor, que é a nossa paz, nos ajude a vencer a mentalidade da guerra”.

(Papa Francisco)

07 junho, 2021

"Não podes partir o Pão!

"Não podes partir o Pão do domingo, 
se o teu coração estiver fechado aos irmãos. 
Não podes comer este Pão, se não deres 
o pão aos famintos. 
Não podes partilhar deste Pão, se não 
partilhas os sofrimentos 
de quem passa necessidade." 

(Papa Francisco

02 junho, 2021

Corpus Christi

“Na Eucaristia se comunica o amor do Senhor por nós, um amor tão grande que nos nutre e fortalece; um amor gratuito, sempre à disposição de todos os famintos e necessitados de restaurar as próprias forças. Viver a experiência da fé significa deixar-se alimentar pelo Senhor e construir a própria existência não sobre bens materiais, mas sobre o que não é perecível, ou seja, os preciosos dons de Deus, sua Palavra e seu Corpo.”  (Papa Francisco).


“Catequese Permanente” Canal do Youtube das CEBsda Arquidiocese de Maringá

Nas próximas semana em comunhão com o 8º Intereclesial das CEBs do Regional Sul II, o Paraná, teremos nove vídeos, nove terças-feiras com a Pastoral da Juventude do nosso regional.

Vejam nossos vídeo clicando aqui

Roteiro dos vídeos:

Canal do Youtube das CEBs da Arquidiocese de Maringá

1º vídeo – Mística (LOB)
2º vídeo – Juventudes e a violência contra as mulheres
3º vídeo – Juventudes e a militarização da educação
4º vídeo – Juventudes e a saúde mental
5º vídeo – Mística (ODJ, LOB)
6º vídeo – Juventudes, economia e trabalho
7º vídeo – Juventudes, diversidade e conservadorismo
8º vídeo – Juventudes e a Espiritualidade Libertadora
9º vídeo – Mística (ODJ, LOB)


Catequese Permanente – 6ª catequese com o Tema “CNLB a partir do documen...

01 junho, 2021

‘Tapa na cara’: Bolsonaro responde à Copa América com rapidez que faltou para vacinas

Ao mesmo tempo em que ignorou por meses compra de 70 milhões de doses da Pfizer, presidente confirmou quase que de imediato a realização do torneio aqui no Brasil.

“O governo brasileiro demonstrou agilidade e capacidade de decisão em um momento fundamental para o futebol sul-americano.” Foi assim que o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, classificou a disposição de Jair Bolsonaro em aceitar sediar a Copa América, mesmo com o Brasil prostrado diante da pandemia da covid-19. Essa mesma agilidade, porém, faltou na hora de garantir vacinas para conter a doença. O presidente teve a oportunidade de fazer a compra de 70 milhões de doses em agosto do ano passado, mas só assinou contrato em março deste ano. A comparação foi feita pelo narrador e jornalista Luís Roberto, no...continue lendo clique AQUI.

28 maio, 2021

8º Intereclesial das CEBs do Paraná – “O meu desejo é a vida do meu povo!”




‘O meu desejo é a vida do meu povo!’

Seduzir e provocar podemos assim ver o 8º Intereclesial das CEBs do Paraná. Seduzir e provocar as Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs para uma ação profética pastoral sem medo de assumir que ‘O meu desejo é a vida do meu povo!”.

Comunidades Eclesiais de Base uma igreja missionária em saída em defesa da vida plena para mulheres e homens com um olhar e agir todo amoroso e dedicado de mãe, em defesa da vida das juventudes.

Em um tempo onde o contexto da pandemia Covid-19 agrava as dores, angustias, sofrimentos, medos e insegurança seduzir e provocar a ação profética pastoral das CEBs é o que quer o 8º Intereclesial das CEBs do Paraná.

Comunidades Eclesiais de Base mãe, que sabe que cada jovem é um pedacinho dela e quer envolver-se para escutar e esperançar as juventudes porque seu desejo é que as juventudes possam viver em abundância do sentido da alegria, dos sonhos, da cultura, da educação, do espaço, do lazer, do trabalho, da saúde e de tudo mais para que possam levá-los viver.

Comunidades Eclesiais de Base envolvendo e caminhando junto às juventudes, em defesa de suas vidas, com ação profética pastoral voltada a elas exigindo políticas públicas para que tenham vida e vida em abundancia.

Comunidades Eclesiais de Base em defesa das vidas das mulheres buscando caminhos para compreender, identificar as implicações e vencer a violência que entre as causas esta a raça, orientação sexual, realidades econômica, religião, entre outros.

Comunidades Eclesiais de Base em defesa da vida de seu povo, que sofrem e levarão consigo marca doloridas da pandemia, idosas e idosos, migrantes, moradoras e moradores de rua, de todas e todos, indistintamente.

Comunidades Eclesiais de Base, ousadas e destemidas, capazes de abrir-se a situações novas, assumir novos riscos, insistência com uma boa dose de carinho, ternura e paixão. Em vez de medo, saborear o risco, os desafios, o perigo e a ousadia.

Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)


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Aproxima-se o 8º Intereclesial das CEBs do Paraná
Tema - CEBs: Igreja em saída, na defesa da vida das juventudes
Lema - “O meu desejo é a vida do meu povo! (Ester 7,3).
Em julho de 2021

Os três conselhos do Espírito Santo!

“O Espírito Santo é o Dom de Deus que nos ajuda a ser pessoas livres, pessoas que querem e sabem amar, pessoas que compreenderam que a vida é uma missão para anunciar as maravilhas que o Senhor realiza em quem n'Ele confia.

O primeiro conselho do Espírito Santo é: «Vive o presente». Não há tempo melhor para nós: agora e aqui onde estamos é o único e irrepetível momento para fazer o bem, fazer da vida uma dádiva. Vivamos o presente!

Em segundo lugar, o Espírito Santo aconselha: «Procura o todo». O Paráclito impele à unidade, à concórdia, à harmonia das diversidades. Faz-nos sentir parte do mesmo Corpo, irmãos e irmãs entre nós. Procuremos o todo!

Por fim, o terceiro conselho: «Coloca Deus antes do teu eu». Só nos esvaziando de nós mesmos deixamos espaço ao Senhor; só nos entregando a Ele encontraremos a nós mesmos; só como pobres em espírito é que nos tornamos ricos de Espírito Santo. Coloquemos Deus em primeiro lugar!”

Papa Francisco

21 maio, 2021

Scholas Ocurrentes: projeto político pedagógico de Francisco que atualiza as CEBs

Desde 1990, Francisco, ainda cardeal de Buenos Aires, iniciou um projeto chamados ‘Scholas de Ciudadania’ onde desenvolveu uma experiência comunitária de engajamento popular nas causas comuns. Naquela época realizou encontros ecumênicos, oficinas para jovens, ações comunitárias, convivências compartilhadas.
Quando eleito Papa...continue lendo, clique aqui.

Poesia, mentiras e covardia na CPI

Em um poema do fim dos anos 1930, “Dificuldade de governar”, Brecht parece se antecipar ao patético espetáculo da CPI da Covid, descrevendo de forma premonitória a ação do ministro da propaganda e das relações exteriores, entre outras autoridades da República. Sob Bolsonaro, Wajngarten, Araújo e Pazuello parecem executar hoje o que seus colegas do duro ofício de governar tramavam às vésperas da Segunda Guerra, em plena ascensão do nazismo. Não deve ser fácil ser tão equivocado décadas depois, a ponto de merecer comparação tão deslustrosa. Para que se tornem aos olhos de todos os piores ministros de suas áreas em todos os tempos, os servidores brasileiros precisaram se esforçar...Continue lendo, clique aqui.

17 maio, 2021

Rezemos com o Papa Francisco

 “Acompanho com grande preocupação o que está acontecendo na Terra Santa. Nestes dias, violentos confrontos armados entre a Faixa de Gaza e Israel se impuseram, e correm o risco de degenerar em uma espiral de morte e destruição. Numerosas pessoas foram feridas e muitos inocentes morreram. Entre eles estão as crianças, e isto é terrível e inaceitável. A morte delas é sinal de que não se quer construir o futuro, mas se quer destruí-lo.

Além disso, o aumento de ódio e violência que está envolvendo várias cidades em Israel é uma ferida grave para a fraternidade e a convivência pacífica entre os cidadãos, que será difícil de curar se não houver uma abertura imediata para o diálogo. Eu me pergunto: aonde o ódio e a vingança vão levar? Pensamos realmente que podemos construir a paz destruindo o outro? ‘Em nome de Deus que criou todos os seres humanos iguais em direitos, deveres e dignidade, e os chamou a viverem juntos como irmãos e irmãs entre si" .

Rezemos incessantemente para que israelenses e palestinos possam encontrar o caminho do diálogo e do perdão, para serem pacientes construtores de paz e justiça, abrindo-se, passo a passo, a uma esperança comum, a uma coexistência entre irmãos. Oremos pelas vítimas, especialmente pelas crianças; oremos pela paz à Rainha da Paz. Ave Maria...”. (Papa Francisco)


12 maio, 2021

A jovem pobre que rainha tornou-se!

O caminhar da vida entrelaça gingado, ousadia, poesia; sabedoria, desafios; coragem, resistência e profetismo. Fé.

No entrelaçar uns se perdem, outros desistem, muitos se encontram, tantos se encantam e numerosos resistem.

O encanto com esse entrelaçar esta no mistério que envolve o Deus da vida, mãe da ternura, o Cristo da entrega total.

Deixar-se envolver nesse mistério é desafiador e a certeza “Seduziste-me Senhor, e deixei-me seduzir...”

Na história de todos os tempos, encontram-se os Sim do Deus que me enviou para agir em defesa do povo.

Sacerdotisas e sacerdotes, profetizas e profetas, discípulas e discípulos, mulheres e homens.

Diante de tantas testemunhas de ontem e de hoje deixemo-nos envolver por quem não nasceu em um palácio, nasceu pobre e tornou-se rainha.

Embora o tempo passe, e passa rápido essa que rainha se tornou continua sendo exemplo e inspiração.

Sua maior riqueza um coração justo e bondoso. Uma jovem corajosa sofria com a injusta perseguição que ameaçava sua vida e a vida de seu povo.

E a jovem pobre, que rainha Ester se tornou, deixou-nos a mais bela história de sua vida ao arriscar-se em favor de seu povo.

Ao ouvir do Rei “Peça-me o que você quiser, rainha Ester, e eu o concederei a você. Qual é o seu pedido? Darei a você até a metade do meu reino”.

A jovem e bela rainha Ester, ousada e corajosa responde: “O meu desejo é a vida do meu povo!” (Ester 7,3).


Aproxima-se o 8º Intereclesial das CEBs do Paraná

Tema - CEBs: Igreja em saída, na defesa da vida das juventudes
Lema - “O meu desejo é a vida do meu povo! (Ester 7,3).
Em julho de 2021.

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O texto acima escrito por mim.

07 maio, 2021

Aproxima-se o dia dedicado as MÃES!

Para você que tem sua mãe, não a deixe. Não distancie dela.
Vale à pena a experiência de cuidar de uma mãe.
Cuidar da mãe não significa deixar projetos e deixar de sonhar, talvez sim, prolongar o tempo da realização.
Não distancie dela, corrige-se caso a queira longe.
Cuide de sua mãe, será um tempo abençoado, tempo esse até para rever projetos e sonhos.
A experiência mais profunda que até hoje a experimentei foi os quase três anos que fui mãe de minha mãe.

06 maio, 2021

Alerta aos Pais – Pornografia Infantil

Sem a supervisão dos pais ou responsáveis, as crianças podem ser vítimas de pornografia infantil.
O alerta sobre os danos gerados por abusos sexuais digitais vem do agente da Polícia Federal, Paulo Bandolin, que destaca, no vídeo, as orientações e cuidados na hora de usar a internet.
O vídeo foi produzido pelo Conselho Comunitário de Segurança de Maringá.

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 107º DIA MUNDIAL DO MIGRANTE E DO REFUGIADO

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O 107º DIA MUNDIAL DO MIGRANTE E DO REFUGIADO

[26 de septembro de 20201

«Rumo a um nós cada vez maior»

Queridos irmãos e irmãs!

Na carta encíclica Fratelli tutti, deixei expressa uma preocupação e um desejo, que continuo a considerar importantes: «Passada a crise sanitária, a pior reação seria cair ainda mais num consumismo febril e em novas formas de autoproteção egoísta. No fim, oxalá já não existam “os outros”, mas apenas um “nós”» (n. 35).

Por isso pensei dedicar a mensagem para o 107º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado ao tema «Rumo a um nós cada vez maior», pretendendo assim indicar claramente um horizonte para o nosso caminho comum neste mundo.

A história do «nós»

Este horizonte encontra-se no próprio projeto criador de Deus: «Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os criou homem e mulher. Abençoando-os, Deus disse-lhes: “Crescei, multiplicai-vos”» (Gn 1, 27-28). Deus criou-nos homem e mulher, seres diferentes e complementares para formarem, juntos, um nós destinado a tornar-se cada vez maior com a multiplicação das gerações. Deus criou-nos à sua imagem, à imagem do seu Ser Uno e Trino, comunhão na diversidade.

E quando o ser humano, por causa da sua desobediência, se afastou d’Ele, Deus, na sua misericórdia, quis oferecer um caminho de reconciliação, não a indivíduos isoladamente, mas a um povo, um nós destinado a incluir toda a família humana, todos os povos: «Esta é a morada de Deus entre os homens. Ele habitará com eles; eles serão o seu povo e o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus» (Ap 21, 3).

Assim, a história da salvação vê um nós no princípio e um nós no fim e, no centro, o mistério de Cristo, morto e ressuscitado «para que todos sejam um só» (Jo 17, 21). Mas o tempo presente mostra-nos que o nós querido por Deus está dilacerado e dividido, ferido e desfigurado. E isto verifica-se sobretudo nos momentos de maior crise, como agora com a pandemia. Os nacionalismos fechados e agressivos (cf. Fratelli tutti, 11) e o individualismo radical (cf. ibid., 105) desagregam ou dividem o nós, tanto no mundo como dentro da Igreja. E o preço mais alto é pago por aqueles que mais facilmente se podem tornar os outros: os estrangeiros, os migrantes, os marginalizados, que habitam as periferias existenciais.

Na realidade, estamos todos no mesmo barco e somos chamados a empenhar-nos para que não existam mais muros que nos separam, nem existam mais os outros, mas só um nós, do tamanho da humanidade inteira. Por isso aproveito a ocasião deste Dia Mundial para lançar um duplo apelo a caminharmos juntos rumo a um nós cada vez maior, dirigindo-me em primeiro lugar aos fiéis católicos e depois a todos os homens e mulheres da terra.

Uma Igreja cada vez mais católica

Para os membros da Igreja Católica, este apelo traduz-se num esforço por se configurarem cada vez mais fielmente ao seu ser de católicos, tornando realidade aquilo que São Paulo recomendava à comunidade de Éfeso: «Um só corpo e um só espírito, assim como a vossa vocação vos chama a uma só esperança; um só Senhor, uma só fé, um só batismo» (Ef 4, 4-5).

De facto, a catolicidade da Igreja, a sua universalidade é uma realidade que requer ser acolhida e vivida em cada época, conforme a vontade e a graça do Senhor que prometeu estar sempre connosco até ao fim dos tempos (cf. Mt 28, 20). O seu Espírito torna-nos capazes de abraçar a todos para se fazer comunhão na diversidade, harmonizando as diferenças sem nunca impor uma uniformidade que despersonaliza. No encontro com a diversidade dos estrangeiros, dos migrantes, dos refugiados e no diálogo intercultural que daí pode brotar, é-nos dada a oportunidade de crescer como Igreja, enriquecer-nos mutuamente. Com efeito, todo o batizado, onde quer que se encontre, é membro de pleno direito da comunidade eclesial local e membro da única Igreja, habitante na única casa, componente da única família.

Os fiéis católicos são chamados, cada qual a partir da comunidade onde vive, a comprometer-se para que a Igreja se torne cada vez mais inclusiva, dando continuidade à missão que Jesus Cristo confiou aos Apóstolos: «Pelo caminho, proclamai que o Reino do Céu está perto. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça» (Mt 10, 7-8).

Hoje, a Igreja é chamada a sair pelas estradas das periferias existenciais para cuidar de quem está ferido e procurar quem anda extraviado, sem preconceitos nem medo, sem proselitismo, mas pronta a ampliar a sua tenda para acolher a todos. Entre os habitantes das periferias existenciais, encontraremos muitos migrantes e refugiados, deslocados e vítimas de tráfico humano, aos quais o Senhor deseja que seja manifestado o seu amor e anunciada a sua salvação. «Os fluxos migratórios contemporâneos constituem uma nova “fronteira” missionária, uma ocasião privilegiada para anunciar Jesus Cristo e o seu Evangelho sem se mover do próprio ambiente, para testemunhar concretamente a fé cristã na caridade e no respeito profundo pelas outras expressões religiosas. O encontro com migrantes e refugiados de outras confissões e religiões é um terreno fecundo para o desenvolvimento de um diálogo ecuménico e inter-religioso sincero e enriquecedor» (Papa Francisco, Discurso aos Diretores Nacionais da Pastoral dos Migrantes, 22/IX/2017).

Um mundo cada vez mais inclusivo

A todos os homens e mulheres da terra, apelo a caminharem juntos rumo a um nós cada vez maior, a recomporem a família humana, a fim de construirmos em conjunto o nosso futuro de justiça e paz, tendo o cuidado de ninguém ficar excluído.

O futuro das nossas sociedades é um futuro «a cores», enriquecido pela diversidade e as relações interculturais. Por isso, hoje, devemos aprender a viver, juntos, em harmonia e paz. Encanta-me duma forma particular aquele quadro que descreve, no dia do «batismo» da Igreja no Pentecostes, as pessoas de Jerusalém que escutam o anúncio da salvação logo após a descida do Espírito Santo: «Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia cirenaica, colonos de Roma, judeus e prosélitos, cretenses e árabes ouvimo-los anunciar, nas nossas línguas, as maravilhas de Deus» (At 2, 9-11).

É o ideal da nova Jerusalém (cf. Is 60; Ap 21, 3), onde todos os povos se encontram unidos, em paz e concórdia, celebrando a bondade de Deus e as maravilhas da criação. Mas, para alcançar este ideal, devemos todos empenhar-nos por derrubar os muros que nos separam e construir pontes que favoreçam a cultura do encontro, cientes da profunda interconexão que existe entre nós. Nesta perspetiva, as migrações contemporâneas oferecem-nos a oportunidade de superar os nossos medos para nos deixarmos enriquecer pela diversidade do dom de cada um. Então, se quisermos, poderemos transformar as fronteiras em lugares privilegiados de encontro, onde possa florescer o milagre de um nós cada vez maior.

A todos os homens e mulheres da terra, peço que empreguem bem os dons que o Senhor nos confiou para conservar e tornar ainda mais bela a sua criação. «Um homem nobre partiu para uma região longínqua, a fim de tomar posse de um reino e em seguida voltar. Chamando dez dos seus servos, entregou-lhes dez minas e disse-lhes: “Fazei render a mina até que eu volte”» (Lc 19, 12-13). O Senhor pedir-nos-á contas das nossas obras! Mas, para assegurar o justo cuidado à nossa Casa comum, devemos constituir-nos num nós cada vez maior, cada vez mais corresponsável, na forte convicção de que todo o bem feito ao mundo é feito às gerações presentes e futuras. Trata-se dum compromisso pessoal e coletivo, que se ocupa de todos os irmãos e irmãs que continuarão a sofrer enquanto procuramos realizar um desenvolvimento mais sustentável, equilibrado e inclusivo. Um compromisso que não faz distinção entre autóctones e estrangeiros, entre residentes e hóspedes, porque se trata dum tesouro comum, de cujo cuidado e de cujos benefícios ninguém deve ficar excluído.

O sonho tem início

O profeta Joel preanunciava o futuro messiânico como um tempo de sonhos e visões inspirados pelo Espírito: «Derramarei o meu espírito sobre toda a humanidade. Os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos e os vossos jovens terão visões» (3, 1). Somos chamados a sonhar juntos. Não devemos ter medo de sonhar e de o fazermos juntos como uma única humanidade, como companheiros da mesma viagem, como filhos e filhas desta mesma terra que é a nossa Casa comum, todos irmãs e irmãos (cf. Fratelli tutti, 8).

Oração

Pai santo e amado,
o vosso Filho Jesus ensinou-nos
que nos Céus se esparge uma grande alegria
quando alguém que estava perdido
é reencontrado,
quando alguém que estava excluído, rejeitado ou descartado
é reinserido no nosso nós,
que assim se torna cada vez maior.

Pedimo-Vos que concedais a todos os discípulos de Jesus
e a todas as pessoas de boa vontade
a graça de cumprirem a vossa vontade no mundo.
Abençoai todo o gesto de acolhimento e assistência
que repõe a pessoa que estiver em exílio
no nós da comunidade e da Igreja,
para que a nossa terra possa tornar-se,
tal como Vós a criastes,
a Casa comum de todos os irmãos e irmãs. Amen.

Roma, em São João de Latrão, na Festa dos Apóstolos São Filipe e São Tiago, 3 de maio de 2021.

Francisco