15 setembro, 2022

Humberto Henrique para Deputado Federal

Os dias passam, procurem conhece-lo.




Reconhecido como um dos melhores vereadores da história de Maringá pelo trabalho prestado ao município.

Em seus 12 anos no legislativo maringaense mostrou ser sim possível fazer uma política séria, competente e honesta, defendendo os interesses da população

Esse é quem confiou para Deputado Federal e no Congresso exercer seu mandado com honestidade e competência.

14 setembro, 2022

“50 milhões vivem como reféns”. Esse é o mundo dos escravos modernos

"Uma multidão que não tem um horizonte seguro para olhar, porque a nova escravidão está difundida em quase todos os países e afeta e sujeita sobretudo os sujeitos mais fracos e indefesos: grupos minoritários ou marginalizados, mulheres, crianças. Os menores são pelo menos 3,3% dos trabalhadores forçados, mais da metade forçados a se submeter à exploração sexual. Em um mundo onde as desigualdades estão se agravando, os “últimos” de cada realidade muitas vezes pagam o preço."




Está crescendo o número de escravos modernos. Um novo relatório resultante da colaboração entre a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Organização para as Migrações (OIM) e a Walk Free, organização australiana empenhada no combate à escravização de seres humanos, traça as coordenadas da série de fenômenos de abuso e exploração que definem o fenômeno.

O conteúdo do relatório Estimativas globais da escravidão moderna, apresentado ontem em Genebra, é alarmante: desde 2016, há dez milhões de “novos escravos” a mais, para um total de 49,6 milhões de “novos escravos”, 54 para cada cem são mulheres. Uma humanidade desesperada que se divide em dois grandes grupos: aquele obrigado ao trabalho forçado em um grande número de atividades desfavorecidas, perigosas e degradantes, incluindo a prostituição - 27,6 milhões -; e aquele dos 22 milhões de mulheres obrigadas a casamentos forçados.


A reportagem é de Stefano Vecchia, publicada por Avvenire, 13-08-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

Uma multidão que não tem um horizonte seguro para olhar, porque a nova escravidão está difundida em quase todos os países e afeta e sujeita sobretudo os sujeitos mais fracos e indefesos: grupos minoritários ou marginalizados, mulheres, crianças. Os menores são pelo menos 3,3% dos trabalhadores forçados, mais da metade forçados a se submeter à exploração sexual. Em um mundo onde as desigualdades estão se agravando, os “últimos” de cada realidade muitas vezes pagam o preço. O paradigma, no entanto, está mudando.

O relatório destaca como 52 por cento do trabalho forçado e um quarto de todos os casamentos forçados são encontrados hoje em países de renda média alta e não por acaso - o documento especifica - os trabalhadores migrantes têm três vezes mais probabilidades de serem escravizados em relação aos colegas de cidadania local. A razão é óbvia: sem documentos, são facilmente chantageados, dada a condição de extrema necessidade. Os "escravos modernos" são, portanto, invisíveis. E o fenômeno está se tornando cada vez mais transnacional. Também por isso, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, ao apresentar o relatório falou da escravidão moderna como “uma realidade chocante” cuja persistência não pode ser justificada. O seu homólogo do OIM, António Vitorino, confirmou que “sabemos o que é preciso fazer e sabemos que pode ser feito.

Políticas e regulamentações nacionais eficazes são fundamentais, mas os governos não podem fazer isso sozinhos.

As normas internacionais fornecem uma base sólida e é necessária uma abordagem que envolva a todos”. Uma realidade global deve ser enfrentada com ferramentas globais e sem demora porque "a urgência é garantir que todas as migrações sejam seguras, ordenadas e regulares". Para Grace Forrest, fundadora e diretora da Walk Free, os governos precisam fazer mais e de forma consistente porque "em tempos de crises interconectadas, uma verdadeira vontade política é a chave para acabar com essas violações dos direitos humanos".

Nas recomendações finais, o relatório insiste na aplicação das normas para a segurança e a garantia do trabalho e sobre o empenho para acabar com o trabalho forçado promovido pelo Estado onde esse persistir. Por fim, o documento pede que a proteção social seja estendida e que as garantias legais sejam fortalecidas, especialmente para as mulheres, para quem a fronteira entre trabalho forçado e casamento forçado é tênue. Nesse sentido, a elevação universal da maioridade matrimonial para 18 anos continua sendo um compromisso a ser perseguido com firme determinação.


Fonte: IHU

09 setembro, 2022

Mensagem do Papa Francisco para o 15º Intereclesial das CEBs

"Continuem trabalhando, vão adiante!" 

Neste dia 9 de setembro de 2022 (sexta-feira) o Papa envia uma mensagem para as CEBs do Brasil. 

"Quero estar próximo de vocês nesse 15º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base. Continuem trabalhando, vão adiante! 
Não se esqueçam: Igreja em saída. Este é o tema. 
Igreja em saída.
Sim, a Igreja é como a água. Se a água não corre no rio, ela fica estagnada, adoece. 
Por outro lado, a Igreja quando sai, quando caminha, se sente mais forte. 
Eu os abençoo, siga em frente. 
E que a Igreja de vocês seja sempre "em saída", não escondida. 
Deus os abençoe. a virgem cuida de todos (todas), e reze por mim."
 

Deixemo-nos provocar pelo nosso amado Papa Francisco

“ A caridade não é um simples assistencialismo, nem sequer um assistencialismo para tranquilizar as consciências. Não, isso não é amor, é comércio, é negócio. O amor é gratuito. A caridade, o amor é uma escolha de vida, é um modo de ser, de viver, é o caminho da humildade e da solidariedade. (...) esta palavra, solidariedade, corre o risco de ser eliminada do dicionário, porque é uma palavra que incomoda, importuna. Porquê? Porque te obriga a olhar para o outro e a dedicar-te ao próximo com amor. É melhor eliminá-la do dicionário, porque incomoda. (...) A humildade de Cristo não é moralismo, um sentimento. A humildade de Cristo é real, é a escolha de ser pequeno, de estar com os pequeninos, com os excluídos, de estar entre nós, todos pecadores. Atenção, não é uma ideologia! É um modo de ser e de viver que nasce do amor, nasce do coração de Deus. ”

(trecho do discurso do Papa Francisco no encontro com os pobres e presos, Catedral de Cagliari, 22 de setembro de 2013)

Papa Francisco recebe o ícone do 15º intereclesial das CEBs

Dom Maurício, bispo de Rondonópolis –MT entregou ao nosso amado Papa Francisco o 15º intereclesial das CEBs.


O tema e o lema do 15º intereclesial das CEBs que vai ocorrer em julho de 2023 em Rondonópolis (MT), Regional Oeste 2, motiva a caminhada - CEBs – Igreja em Saída, na busca de Vida Plena para Todas e Todos, "Vejam! Eu vou criar um novo céu e uma nova terra." (Is 65,17ss)

06 setembro, 2022

Padres se manifestam contra reeleição de Bolsonaro

Mais de 450 padres católicos denominados Padres da Caminhada e Padres contra o fascismo que refletem e se unem desde 2018 em vista da democracia ameaçada no Brasil, manifestam contra a reeleição do atual presidente da República.


Segue a carta


Carta Aberta
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Brasil, ao 07 de setembro de 2022


Padres alertam contra a reeleição do atual presidente da República


Encontramo-nos, novamente, no período eleitoral. Em 2018 a população, enganada por fake news, desmotivada por crises econômicas, escândalos de corrupção e insuflada por discursos de ódio acabou por eleger para a presidência da República Jair Messias Bolsonaro. Uma catástrofe anunciada! Hoje, distante quatro anos daquele momento, nós Padres, conscientes do nosso dever de pastores do povo de Deus, queremos alertar para o perigo de repetirmos o mesmo erro, que pode pôr o Brasil em uma crise humana muito profunda. Por isso, elencamos dez elementos pelos quais, claramente, opomos nossas consciências à reeleição do atual Presidente da República.

1 – Uso do nome de Deus: o atual presidente sempre manipulou o sentimento religioso da população brasileira, tentando convencê-la de que é um homem cristão, religioso e, por isso, digno e bom. Trata-se apenas de uma estratégia de controle das consciências, visto que todo o seu discurso e suas ações são uma total oposição ao Evangelho de Jesus;

2 – Discurso de ódio: o atual presidente insufla ódio na população por aqueles que considera inimigos seus ou do país (ainda que inimigos imaginários como os “comunistas”), tendo sempre um discurso ligado à violência, ao apelo às armas, a imposição da maioria e submissão das minorias, e um tom de agressividade e de desprezo pelos pobres, pelas mulheres, comunidades tradicionais indígenas e quilombolas, população de rua, comunidade LGBTQIA+, migrantes, etc;

3 – Fake news: toda a eleição de 2018 foi movida por notícias falsas e alarmistas, colocando em pânico a população mais simples e vulnerável. Notícias falsas circularam por grupos de WhatsApp e pelas demais redes socias, desinformando e manipulando a população. Durante todo o seu governo as notícias falsas e caluniosas permaneceram e o Presidente mente de forma compulsiva na TV e em seus diversos pronunciamentos;

4 – Má gestão da pandemia de COVID-19: o governo atual, capitaneado pelo Presidente Bolsonaro, geriu de forma desastrosa e desumana a pandemia de COVID-19. O Presidente fez propaganda de medicamentos comprovadamente ineficazes, atrasou propositalmente a compra de vacinas, criou dificuldades para o estabelecimento de políticas de distanciamento social, demitiu ministros da saúde que contradiziam suas ideias infantis e, incrivelmente, ainda imitou pessoas morrendo sufocadas;

5 – Volta da pobreza: o país foi imerso na pobreza e 33 milhões de pessoas passam fome no Brasil de hoje. Nós, que havíamos saído do mapa da fome em 2014, tornamos a ver a instabilidade alimentar em nosso meio. A inflação impede pessoas de comprarem alimentos básicos para a subsistência. Nosso povo passa fome enquanto super ricos cercam o atual Presidente por medo de perderem privilégios. Com tudo isso, o presidente ainda nega que existam pessoas com fome no Brasil;

6 – Aumento do desmatamento: O desmatamento ilegal, as políticas que favorecem o agronegócio irresponsável, favorecimento do garimpo ilegal, silêncio e despreocupação com as ameaças sofridas por ambientalistas e defensores da Amazônia, o uso de agrotóxicos proibidos em outras partes do mundo, o pisoteamento das comunidades indígenas, o desaparelhamento dos órgãos de controle ambiental e indigenista e a sistemática destruição da Amazônia são escândalos em nível mundial. O atual governo coloca em risco toda a confiabilidade do país e o equilíbrio ambiental através de suas políticas ecocidas;

7 – Sinais claros de corrupção: eleito com discurso anticorrupção, o atual Presidente vive soterrado e soterrando os escândalos de corrupção que o envolvem e envolvem sua família. Escândalos de corrupção na compra de vacinas, escândalos no MEC, interferência na Polícia Federal, desmonte das políticas de transparência fundamentais no combate à corrupção, compra do parlamento através do “orçamento secreto”, movimentações financeiras milionárias não esclarecidas (compra de 51 imóveis com dinheiro vivo), sigilo de 100 anos sobre ações pessoais sendo que somos uma República;

8 – Ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF): o Presidente da República tem sistematicamente atacado o STF, que diz intervir indevidamente no governo. Frases ameaçadoras contra ministros do STF são públicas e estão nas redes socias. A ameaça a um poder da República é um ataque à Constituição Federal e um perigo ao Estado Democrático de Direito. Além disso sustenta um discurso antidemocrático militarista;

9 – Questionamento sobre o processo eleitoral: mesmo tendo sido eleito pelo atual sistema de urnas eletrônicas, o Presidente da República questiona sistematicamente o sistema eleitoral brasileiro, afirmando que houve e que podem acontecer fraudes. Chegou mesmo a afirmar que existiam provas dessas fraudes, provas essas, que nunca pode demonstrar. O TSE já demonstrou que tudo não passa de retórica de mentira. Porém, com esse discurso cria desconfiança e instabilidade no sistema eleitoral do Brasil;

10 – Claros sinais de autoritarismo e fascismo: por fim, o lema do presidente Bolsonaro sempre foi: “Deus acima de tudo, Brasil acima de todos”, que se assemelha a propaganda nazista “Alemanha acima de tudo”, lema que deturpa patriotismo em perigoso nacionalismo. Em um Estado laico a única realidade que está acima de tudo é a Constituição, que existe para garantir a liberdade e o bem estar de todos os cidadãos, não importando suas etnias, religiões ou classes sociais. O Estado laico não é Estado ateu. Estado laico é a única garantia de que todos os cidadãos poderão viver e celebrar suas diversas crenças de forma livre;

Feitas essas considerações, como padres preocupados com o bem da nossa população, recordamos que Jesus veio para que tenhamos vida e vida em abundância (Jo 10,10). Um discípulo de Jesus consciente não pode reeleger um homem que com palavras e obras demonstra ser o oposto de tudo aquilo que Jesus é e anuncia. Deus nos ilumine para sermos fiéis ao Senhor da vida!


Comprometem-se com essa carta mais de 450 padres católicos
 de diversas Dioceses, Ordens, Congregações  e Institutos de 
Vida Consagrada   de todo o Brasil e fora dele, denominados
 Padres da Caminhada e Padres contra o fascismo, 
e que refletem e se unem desde 2018 em vista 
da democracia ameaçada no Brasil.

30 agosto, 2022

Ucrânia, Santa Sé: O Papa defende a vida, não toma posições políticas

Um comunicado responde às polêmicas que surgiram nos últimos dias sobre as palavras de Francisco, cita as "várias" intervenções na guerra do Pontífice e lembra que ele sempre condenou a agressão russa como "moralmente injusta, inaceitável, bárbara, insensata, repugnante e sacrílega".



Segue a reportagem publicada em 30/08/2022 pela Vatican News

O Papa fala como um pastor que defende a vida humana, não como político. Esta é a leitura correta a ser feita de suas várias intervenções sobre a guerra na Ucrânia. É o que afirma um comunicado da Santa Sé divulgado, nesta terça-feira (30/08), após as palavras de Francisco na Audiência Geral da quarta-feira, 24 de agosto, e seu aceno ao atentado no qual perdeu a vida na Rússia a filha de Dughin. Palavras que despertaram reações polêmicas também no âmbito político e institucional na Ucrânia.

"No contexto da guerra na Ucrânia", lê-se na declaração da Santa Sé, "são várias as intervenções do Santo Padre Francisco e seus colaboradores a este respeito. Elas têm como finalidade convidar pastores e fiéis à oração, e todas as pessoas de boa vontade à solidariedade e aos esforços para reconstruir a paz".

Segundo o texto, "em mais de uma ocasião, assim como nos últimos dias, surgiram discussões públicas sobre o significado político a ser atribuído a essas intervenções. Nesse sentido, reitera-se que as palavras do Santo Padre sobre esta questão dramática devem ser lidas como uma voz levantada em defesa da vida humana e dos valores ligados a ela, e não como posição política", ressalta o comunicado divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

"Quanto à guerra em larga escala na Ucrânia, iniciada pela Federação Russa, as intervenções do Santo Padre Francisco são claras e unívocas em condená-la como moralmente injusta, inaceitável, bárbara, insensata, repugnante e sacriléga", conclui o comunicado da Santa Sé.

24 agosto, 2022

Papa Francisco: a guerra é uma loucura de todos os lados

Trago no meu coração os prisioneiros, especialmente aqueles em condições frágeis, e peço às autoridades responsáveis que trabalhem para sua libertação e penso nas crianças, tantos mortos, tantos refugiados, temos aqui, são tantos, tantos feridos, tantas crianças ucranianas e crianças russas que se tornaram órfãs e a orfandade não tem nacionalidade, perderam o pai ou a mãe, sejam russos, sejam ucranianos.


“Renovo meu convite para implorar a paz do Senhor para o amado povo ucraniano que sofre o horror da guerra há seis meses”

Pensemos nesta realidade e digamos uns aos outros: a guerra é uma loucura. E aqueles que se beneficiam tanto da guerra quanto do comércio de armas são criminosos, que matam a humanidade.

Leia a íntegra da reportagem publicada no site da Vatican News AQUI

18 agosto, 2022

45 anos das greves do ABC

Organização:

- Jornal pela Criação de um Movimento Contra Carestia e Desemprego

- Coordenação Sindical de Maringá

- E S T E Programa de Estudos do Trabalho e Educação

- Espaço Marx


 

17 agosto, 2022

Candidato a Deputado Federal do Paraná, Humberto Henrique (7733)

Com alegria, confiança e com clareza do porquê desta postagem, apresento a vocês que me acompanham pelas redes sociais e por minhas atuações, o candidato a Deputado Federal do Paraná, Humberto Henrique (7733).


Conheci Humberto, quando comecei a atuar como catequista e de grupos de jovens, Humberto atuava como liderança das Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs.

Desde então, com ele e sua família uma amizade bonita, nos tornamos companheiros nos serviços pastorais e foi ele também quem ajudou a despertar para olhar a realidade como um todo e perceber a importância da atuação no âmbito eclesial (ad intra) e na sociedade (ad extra).

Como esposo e pai, como liderança pastoral e como político tem mantido exemplo de cristão, um homem confiável, com amor a Deus e respeito ao próximo, exemplo de que quanto mais a pessoa é exigida na sua coerência de vida, mais ela é chamada a traduzir em atitudes os valores do Evangelho. Valores que nem sempre são compreendidos pela sociedade, mas que trazem transformações na sociedade, no meio político, transformação para o povo.

A realidade atual, uma realidade doida, marcada por angustias, dores, desesperanças, luto, um sistema econômico e político onde os que estão a frente deixaram se desumanizar, então semeiam ódio, guerra, injustiça, ferindo os direitos, a dignidade e a vida. Essa é a leitura da realidade atual.

Nosso voto precisa ser consciente, saber em quem estamos votando, para isso devemos buscar conhecer e aí sim, votar porque acreditamos na pessoa que estamos votando e nas suas propostas em vista do bem comum, para construirmos uma realidade onde a justiça, a paz, a igualdade e a democracia torne-se realidade.

Convido você a conhecer Humberto Henrique e conhecendo-o decidir seu voto nessa eleição de 2022. Não devemos abrir mão de princípios éticos e da importância do voto, sabemos que o voto não esgota o exercício da cidadania, mas ele é fundamental para que consigamos manter o Brasil vivendo a democracia.

Humberto Henrique foi vereador por três mandatos na Câmara de Maringá, ano de 2005 ao ano 2016. Por 12 anos desenvolveu no legislativo maringaense um trabalho exemplar, transparente, voltado ao bem comum.

08 agosto, 2022

A Sabedoria e a Natureza Clamam por Agroecologia, Terra, Teto e Trabalho.

33ª Romaria da Terra do Paraná

A Sabedoria e a Natureza Clamam por Agroecologia, Terra, Teto e Trabalho.

Dia 21/08/2022

Local: Escola de Agroecologia Milton Santos MST - Maringá/Pr



07 agosto, 2022

Seminário de Formação das CEBs do Paraná, em Maringá.



Seminário de Formação das CEBs do Paraná, em Maringá.


É muito gostoso esse nosso aconchego, esse nosso chamego, essa nossa alegria

de ser feliz, é assim, que somos nós, Povo de Deus de nossas comunidades Eclesiais de Base, as CEBs.

Foi muito bom, depois de tempos difíceis nos encontrar presencial e para nós de Maringá, teve um gostinho a mais, porque acolhemos em nosso chão o Seminário de Formação das CEBs do Paraná.

O tema e o lema do 15º intereclesial das CEBs que vai ocorrer em julho de 2023 em Rondonópolis (MT), Regional Oeste 2, foi a motivação para nossa formação, CEBs – Igreja em Saída, na busca de Vida Plena para Todas e Todos, "Vejam! Eu vou criar um novo céu e uma nova terra." (Is 65,17ss)

Bonito e expressivo a virtude dos participantes em ler a realidade, uma realidade doida, marcada por angustias, dores, desesperanças, luto, de um sistema econômico e político onde os que estão a frente deixaram se desumanizar, então semeiam ódio, guerra, injustiça, ferindo os direitos, a dignidade e a vida.

A leitura da realidade eclesial também entristece, faz doer ao ver ainda forte clericalismo, ostentação, centralização.

Mas a virtude em ler a realidade levou também a certeza que o amor, a justiça e a paz é a bandeira assumida por tantas mulheres e homens, em nossa Igreja, por todos os becos, todos os cantos, através de nossas CEBs, pastorais e movimentos sociais, nas parcerias bonitas que fortalece e anima a luta para que todas e todos possam ter vida plena.

Jesus andava por todos os cantos e por onde passava, via as pessoas e tinha compaixão e fazia presente na vida dessas pessoas amando, resgatando, integrando e levando-as a fazer a leitura da realidade, a compreender o que o profeta Isaías compreendia "Vejam! Eu vou criar um novo céu e uma nova terra."

A realidade é desafiadora, precisamos de atitudes, do voto contra esse governo de morte e a favor da democracia. Mas veja, o que nos move é o seguimento de Jesus, somos resistentes.

Impulsionando nossa caminhada rumo ao 15º Intereclesial das CEBs, os ícones do Intereclesial iniciam sua peregrinação pelo Regional Sul 2, o nosso Paraná.

A você que leu, um beijo e um chamego.

05 agosto, 2022

33ª Romaria da Terra do Paraná

33ª Romaria da Terra do Paraná

A Sabedoria e a Natureza Clamam por Agroecologia, Terra, Teto e Trabalho.

Dia 21/08/2022
Local: Escola de Agroecologia Milton Santos MST - Maringá/Pr



03 agosto, 2022

Pelos pequenos e médios empresários – O Vídeo do Papa 08 – Agosto de 2022

Este mês de agosto de 2022, o Santo Padre reza "para que os pequenos e médios empresários, duramente atingidos pela crise econômica e social, possam encontrar os meios necessários para continuar suas atividades a serviço das comunidades em que vivem".

 

02 agosto, 2022

Oração pela paz

Senhor Deus de Paz, escutai a nossa súplica!

Tentamos, tantas vezes e durante tantos anos, resolver os nossos conflitos com as nossas forças e também com as nossas armas; tantos momentos de hostilidade e escuridão; tanto sangue derramado; tantas vidas despedaçadas; tantas esperanças sepultadas. Mas os nossos esforços foram em vão.

Agora, Senhor, ajudai-nos Vós! Dai-nos Vós a paz, ensinai-nos Vós a paz, guiai-nos Vós para a paz. Abri os nossos olhos e os nossos corações e dai-nos a coragem de dizer: “nunca mais a guerra”; “com a guerra, tudo fica destruído!” Infundi em nós a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz. Senhor, Deus de Abraão e dos Profetas, Deus Amor que nos criastes e chamais a viver como irmãos, dai-nos a força para sermos cada dia artesãos da paz; dai-nos a capacidade de olhar com benevolência todos os irmãos que encontramos no nosso caminho. Tornai-nos disponíveis para ouvir o grito dos nossos cidadãos que nos pedem para transformar as nossas armas em instrumentos de paz, os nossos medos em confiança e as nossas tensões em perdão.

Mantende acesa em nós a chama da esperança para efetuar, com paciente perseverança, opções de diálogo e reconciliação, para que vença finalmente a paz. E que do coração de todo o homem sejam banidas estas palavras: divisão, ódio, guerra! Senhor, desarmai a língua e as mãos, renovai os corações e as mentes, para que a palavra que nos faz encontrar seja sempre “irmão”, e o estilo da nossa vida se torne: shalom, paz, salam! Amém.

Papa Francisco
Invocação pela Paz, 8 de junho de 2014

22 julho, 2022

Mensagem do Santo Padre para a celebração do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação [1 de setembro de 2022]

“Se se aprende a escutá-la, notamos uma espécie de dissonância na voz da criação. Por um lado, é um canto doce que louva o nosso amado Criador; por outro, é um grito amargo que se lamenta dos nossos maus-tratos humanos.”


Mensagem do Santo Padre para a celebração do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação [1 de setembro de 2022]

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO PARA A CELEBRAÇÃO DO 
DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO

1 de setembro de 2022


Queridos irmãos e irmãs!

«Escuta a voz da criação» é o tema e o convite do «Tempo da Criação» deste ano. O período ecuménico começa no dia 1 de setembro com o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação e termina a 4 de outubro com a festa de São Francisco. É um momento especial para todos os cristãos, a fim de orarmos e cuidarmos, juntos, da nossa casa comum. Inspiração originária do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla, este «Tempo» é uma oportunidade para aperfeiçoarmos a nossa «conversão ecológica», uma conversão encorajada por São João Paulo II como resposta à «catástrofe ecológica» pressagiada por São Paulo VI já em 1970. [1]

Se se aprende a escutá-la, notamos uma espécie de dissonância na voz da criação. Por um lado, é um canto doce que louva o nosso amado Criador; por outro, é um grito amargo que se lamenta dos nossos maus-tratos humanos.

O canto doce da criação convida-nos a praticar uma «espiritualidade ecológica» (Francisco, Carta enc. Laudato si', 216), atenta à presença de Deus no mundo natural. É um convite a fundar a nossa espiritualidade na «consciência amorosa de não estar separado das outras criaturas, mas de formar com os outros seres do universo uma estupenda comunhão universal» ( Ibid., 220). Particularmente para os discípulos de Cristo, esta experiência luminosa reforça a consciência de que «por Ele é que tudo começou a existir; e sem Ele nada veio à existência» ( Jo 1, 3). Neste «Tempo da Criação», retomemos a oração na grande catedral da criação, gozando do «grandioso coro cósmico» [2] de inúmeras criaturas que cantam louvores a Deus. Unamo-nos a São Francisco de Assis cantando «louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas» (cf. Cântico do Irmão Sol). Unamo-nos ao Salmista cantando «todo o ser vivo louve o Senhor» ( Sal 150, 6).

Esta canção doce, infelizmente, é acompanhada por um grito amargo. Ou melhor, por um coro de gritos amargos. Primeiro, é a irmã Madre Terra que grita. À mercê dos nossos excessos consumistas, geme implorando para pararmos com os nossos abusos e a sua destruição. Depois gritam as diversas criaturas. À mercê dum «antropocentrismo despótico» (Laudato si', 68), nos antípodas da centralidade de Cristo na obra da criação, estão a extinguir-se inúmeras espécies, cessando para sempre os seus hinos de louvor a Deus. Mas gritam também os mais pobres entre nós. Expostos à crise climática, sofrem mais severamente o impacto de secas, inundações, furacões e vagas de calor que se vão tornando cada vez mais intensas e frequentes. E gritam ainda os nossos irmãos e irmãs de povos indígenas. Por causa de predatórios interesses económicos, os seus territórios ancestrais são invadidos e devastados por todo o lado, lançando «um clamor que brada ao céu» (Francisco, Exort. ap. pós-sinodal Querida Amazonia, 9). Enfim gritam os nossos filhos. Ameaçados por um egoísmo míope, os adolescentes pedem-nos ansiosamente, a nós adultos, que façamos todo o possível para prevenir ou pelo menos limitar o colapso dos ecossistemas do nosso planeta.

Escutando estes gritos amargos, devemo-nos arrepender e mudar os estilos de vida e os sistemas danosos. O apelo evangélico inicial – «convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu» (Mt 3, 2) –, ao convidar a uma nova relação com Deus, pede também uma relação diferente com os outros e com a criação. O estado de degrado da nossa casa comum merece a mesma atenção que outros desafios globais, como as graves crises sanitárias e os conflitos bélicos. «Viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspeto secundário da experiência cristã, mas parte essencial duma existência virtuosa» (Laudato si', 217).

Como pessoas de fé, sentimo-nos ainda mais responsáveis por adotar comportamentos diários em consonância com a referida exigência de conversão. Mas esta não é apenas individual: «a conversão ecológica, que se requer para criar um dinamismo de mudança duradoura, é também uma conversão comunitária» (Ibid., 219). Nesta perspetiva, a própria comunidade das nações é chamada a empenhar-se, com espírito de máxima cooperação, especialmente nos encontros das Nações Unidas dedicados à questão ambiental.

A cimeira COP27 sobre o clima, que se vai realizar no Egito em novembro de 2022, constitui a próxima oportunidade para promover, todos juntos, uma eficaz implementação do Acordo de Paris. Também por este motivo dispus recentemente que a Santa Sé, em nome e por conta do Estado da Cidade do Vaticano, adira à Convenção-Quadro da ONU sobre as Mudanças Climáticas e ao Acordo de Paris, com a esperança de que a humanidade do século XXI «possa ser lembrada por ter assumido com generosidade as suas graves responsabilidades» ( Ibid., 165). Alcançar o objetivo de Paris de limitar o aumento da temperatura a 1,5°C é bastante árduo e requer uma colaboração responsável entre todas as nações para apresentar planos climáticos ou Contribuições Determinadas a nível nacional mais ambiciosos, para reduzir a zero, com a maior urgência possível, as emissões globais dos gases de efeito estufa. Trata-se de «converter» os modelos de consumo e produção, bem como os estilos de vida, numa direção mais respeitadora da criação e do progresso humano integral de todos os povos presentes e futuros, um progresso fundado na responsabilidade, na prudência/precaução, na solidariedade e atenção aos pobres e às gerações futuras. Na base de tudo, deve estar a aliança entre o ser humano e o meio ambiente que, para nós crentes, é «espelho do amor criador de Deus, de Quem provimos e para Quem estamos a caminho». [3] A transição realizada por esta conversão não pode negligenciar as exigências da justiça, especialmente para com os trabalhadores mais afetados pelo impacto das mudanças climáticas.

Por sua vez, a cimeira COP15 sobre a biodiversidade, que terá lugar no Canadá em dezembro, proporcionará à boa vontade dos Governos uma oportunidade importante para adotarem um novo acordo multilateral para deter a destruição dos ecossistemas e a extinção das espécies. Segundo a antiga sabedoria dos Jubileus, temos necessidade de «recordar, regressar, repousar e restaurar». [4] Para impedir um colapso ainda mais grave da «rede da vida» – biodiversidade – que Deus nos concedeu, rezemos e convidemos as nações a porem-se de acordo sobre quatro princípios-chave: 1º construir uma base ética clara para a transformação que precisamos a fim de salvar a biodiversidade; 2º lutar contra a perda de biodiversidade, apoiar a sua conservação e recuperação e satisfazer de forma sustentável as necessidades das pessoas; 3º promover a solidariedade global, tendo em vista que a biodiversidade é um bem comum global que requer um empenho compartilhado; 4º colocar no centro as pessoas em situações de vulnerabilidade, incluindo as mais afetadas pela perda de biodiversidade, como as populações indígenas, os idosos e os jovens.

Repito: «Quero pedir, em nome de Deus, às grandes empresas extrativas – mineiras, petrolíferas, florestais, imobiliárias, agro-alimentares – que deixem de destruir florestas, zonas húmidas e montanhas, que deixem de poluir rios e mares, que deixem de intoxicar as pessoas e os alimentos». [5]

É impossível não reconhecer a existência duma «dívida ecológica» (Laudato si', 51) das nações economicamente mais ricas, que poluíram mais nos últimos dois séculos; isso exige que elas realizem passos mais ambiciosos tanto na COP27 como na COP15. Além duma decidida ação dentro das suas fronteiras, inclui cumprir as suas promessas de apoio financeiro e técnico às nações economicamente mais pobres, que já sofrem o peso maior da crise climática. Além disso, seria oportuno pensar urgentemente também num maior apoio financeiro para a conservação da biodiversidade. Significativas, embora «diversificadas» (cf. ibid., 52), são também as responsabilidades dos países economicamente menos ricos; os atrasos dos outros não podem jamais justificar a inação de quem quer que seja. É necessário agirem todos, com decisão. Estamos a chegar a «um ponto de rutura» (cf. ibid., 61).

Durante este «Tempo da Criação», rezemos para que as cimeiras COP27 e COP15 possam unir a família humana (cf. ibid., 13) para enfrentar decididamente a dupla crise do clima e da redução da biodiversidade. Recordando a exortação de São Paulo para nos alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram (cf. Rm 12, 15), choremos com o grito amargo da criação, escutemo-lo e respondamos com os factos para que nós e as gerações futuras possamos ainda alegrar-nos com o canto doce de vida e de esperança das criaturas.


Roma, São João de Latrão, na Memória de Nossa Senhora do Carmo, dia 16 de julho de 2022.

FRANCISCO

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[1] Cf. Discurso à FAO, 16 de novembro de 1970.
[2] São João Paulo II, Audiência Geral, 10 de julho de 2002.
[3] Discurso no Encontro «Fé e Ciência, rumo à COP26», 4 de outubro de 2021.
[4] Francisco, Mensagem para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, 1 de setembro de 2020.
[5] Vídeo-mensagem aos Movimentos Populares, 16 de outubro de 2021.


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Fonte: Site A SANTA SÉ

14 julho, 2022

“Um clamor pela Paz”

Diante do cenário de violência os bispos que integram o Conselho Permanente da CNBB divulgaram uma mensagem ao povo brasileiro com o apelo: “Um clamor pela Paz”.

Os bispos reforçam o clamor para cessar o ensurdecedor barulho dos tiros que ceifam vidas.


Confira a mensagem:


UM CLAMOR PELA PAZ

Eu ouvi os clamores do meu povo. (Ex 3,7)

A paz de Jesus Cristo, que proporciona vida em abundância e alegria plena, é um dom precioso de Deus e desejo de todo o ser humano de boa vontade. Contudo, infelizmente, nosso mundo escuta hoje os estrondos da guerra, os gemidos da fome, o ensurdecedor barulho dos tiros que ceifam vidas e ecoam no choro das vítimas e de seus familiares. Soma-se a isso a indiferença, que fecha olhos e corações, as desculpas para nada fazer e as fake-news em seu esforço por tudo encobrir em cortinas de fumaça.

As guerras vão-se multiplicando cruelmente em diversas regiões do mundo, somando-se às abomináveis e impactantes cenas que nos chegam da Ucrânia através da mídia. São invisíveis os conflitos como em Moçambique, Iêmen, Etiópia, Haiti, Mianmar, entre tantos outros, que assumem hoje os contornos de uma “terceira guerra mundial por pedaços” (Papa Francisco, Fratelli Tutti, 25).

Nestes tempos, faz-se urgente escutar as vozes de tantos que, vitimados por variadas formas de violência, clamam por justiça e paz. Esta realidade não pode ser naturalizada. É impossível aceitar o extermínio de irmãos e irmãs. Seus corpos sem vida clamam por justiça e responsabilização. Suas memórias e seus sonhos de paz devem permanecer vivos entre nós.

A desigualdade social, gerada pela concentração de renda, os conflitos religiosos, o ataque sistemático aos territórios dos povos tradicionais, o desprezo e o rechaço aos migrantes e o flagelo da fome são algumas das formas da violência estrutural visibilizada nos tempos de hoje.

Urge não fechar os olhos diante da loucura da corrida armamentista no Brasil. O número de caçadores, atiradores e colecionadores de armas de fogo (CACs), aumentou 325% de 2018 a 2021. “O gasto com armas é um escândalo, suja o coração, suja a humanidade” (Papa Francisco, 21 de março de 2022), particularmente quando alimentado por discursos fundamentalistas, inclusive religiosos, que transformam adversários em inimigos e comprometem a fraternidade.

A violência precisa ser estancada. Diante de tantas situações que nos envergonham, nós, bispos do Conselho Permanente da CNBB, voltamos a erguer nossa voz para denunciar a violência e solidariamente clamar por paz. Unimo-nos a todas as pessoas e entidades que, de coração sincero, se empenham nessa direção. Enxergamos nesse esforço o Espírito do Deus da Vida que não nos permite desanimar, nem nos deixa enredar pelas artimanhas do mal, por mais astuciosas e aparentemente convincentes que possam ser.

A vida é o maior dom! Cuidar responsavelmente da vida implica trabalhar artesanalmente pela paz (Papa Francisco, Fratelli Tutti, 225), a justiça social e o bem comum, sempre no respeito pelas diferenças, valorizando a liberdade religiosa e a verdade, dialogando até a exaustão, pois tudo isso é condição para a verdadeira paz.

Por isso, na responsabilidade de nossa missão de pastores, queremos expressar nossa palavra de esperança: aos sofredores, que não desistam, aos que têm poder de cuidar, defender e promover o bem comum, que não se omitam e aos que diretamente ferem e destroem a paz, que se convertam!

Unamo-nos em favor da verdadeira paz! Não nos deixemos abater! Não nos deixemos frustrar! O Bom Deus escuta os clamores de seu povo! Que a Bem-aventurada Virgem Maria, Rainha da Paz, interceda sempre pelo Brasil e pelo mundo.


Brasília-DF, 22 de junho de 2022.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler. OFM
Arcebispo de Porto Alegre – RS
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Arcebispo de Cuiabá – MT
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da Arquidiocese de São
Sebastião do Rio de Janeiro – RJ
Secretário Geral da CNBB

13 julho, 2022

“Serei o próximo a morrer?”


Assédios, intimidações e ameaças: servidores da Funai que atuam na Amazônia e em Brasília contam detalhes do dia a dia sob Bolsonaro.

“Assim, não precisa nem contratar pistoleiros para nos matar”

“Muitos te olham com desconfiança, com ódio. É muito difícil”

“Faço o que acredito, mas às vezes parece que estou numa guerra"

Leia a íntegra da matéria AQUI


12 julho, 2022

Deixemo-nos provocar pelo nosso amado Papa Francisco

"Ocupar-se da história do outro, esperar para o conhecer sem rotulá-lo, carregá-lo às costas quando está cansado ou ferido, como fez o bom samaritano: isto chama-se fraternidade."

09 julho, 2022

CEBs – Roda de Conversa com a Região Pastoral Catedral

Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras? (Lc 24, 32)

CEBs realiza Roda de Conversa nas Regiões Pastoral.

Neste sábado, dia 09 de julho estivemos com a Região Pastoral Catedral

Essa é a dinâmica da roda de conversa:

A CEBs (comunidades, setores, capelas,...) deve ser uma pequena família, de “tamanho humano”, onde todas e todos conheçam o rosto e os dramas de todas e de todos e conhecendo acolhe, cuida e integra.
Qual a sua compreensão dessa definição?
Concorda com essa definição?
Quais os desafios e os sonhos?
Uma equipe capacitada de formadores oferecido pela CEBs arquidiocesana, para ir a base, lá nas CEBs, para uma formação aberta ao povo, com uma pedagogia e didática popular ajudaria? Gostariam que isso acontecesse?



Aqui foi o meu primeiro período desse sábado

Local: Obra de Assistência Social Papa João XXIII 
 cidade de Floresta-Pr




08 julho, 2022

Mensagem do Santo Padre Francisco para o VI Dia Mundial dos Pobres

Mensagem do Santo Padre Francisco para o VI Dia Mundial dos Pobres

(XXXIII Domingo do Tempo Comum – 13 de novembro de 2022)

Jesus Cristo fez-Se pobre por vós (cf. 2 Cor 8, 9)


1. «Jesus Cristo (…) fez-Se pobre por vós» (2 Cor 8, 9). Com estas palavras, o apóstolo Paulo dirige-se aos cristãos de Corinto para fundamentar o seu compromisso de solidariedade para com os irmãos necessitados. O Dia Mundial dos Pobres torna este ano como uma sadia provocação para nos ajudar a refletir sobre o nosso estilo de vida e as inúmeras pobrezas da hora atual.

Há alguns meses, o mundo estava a sair da tempestade da pandemia, mostrando sinais de recuperação económica que se esperava voltasse a trazer alívio a milhões de pessoas empobrecidas pela perda do emprego. Abria-se uma nesga de céu sereno que, sem esquecer a tristeza pela perda dos próprios entes queridos, prometia ser possível tornar finalmente às relações interpessoais diretas, encontrar-se sem embargos nem restrições. Mas eis que uma nova catástrofe assomou ao horizonte, destinada a impor ao mundo um cenário diferente.

A guerra na Ucrânia veio juntar-se às guerras regionais que, nestes anos, têm produzido morte e destruição. Aqui, porém, o quadro apresenta-se mais complexo devido à intervenção direta duma «superpotência», que pretende impor a sua vontade contra o princípio da autodeterminação dos povos. Vemos repetir-se cenas de trágica memória e, mais uma vez, as ameaças recíprocas de alguns poderosos abafam a voz da humanidade que implora paz.

2. Quantos pobres gera a insensatez da guerra! Para onde quer que voltemos o olhar, constata-se como os mais atingidos pela violência sejam as pessoas indefesas e frágeis. Deportação de milhares de pessoas, sobretudo meninos e meninas, para os desenraizar e impor-lhes outra identidade. Voltam a ser atuais as palavras do Salmista perante a destruição de Jerusalém e o exílio dos judeus: «Junto aos rios da Babilónia nos sentamos a chorar, / recordando-nos de Sião. / Nos salgueiros das suas margens / penduramos as nossas harpas. / Os que nos levaram para ali cativos / pediam-nos um cântico; / e os nossos opressores, uma canção de alegria / (...). Como poderíamos nós cantar um cântico do Senhor, / estando numa terra estranha?» (Sal 137, 1-4).

Milhões de mulheres, crianças e idosos veem-se constrangidos a desafiar o perigo das bombas para pôr a vida a salvo, procurando abrigo como refugiados em países vizinhos. Entretanto, aqueles que permanecem nas zonas de conflito têm de conviver diariamente com o medo e a carência de comida, água, cuidados médicos e sobretudo com a falta de afeto familiar. Nestes momentos, a razão fica obscurecida e quem sofre as consequências é uma multidão de gente simples, que vem juntar-se ao número já elevado de pobres. Como dar uma resposta adequada que leve alívio e paz a tantas pessoas, deixadas à mercê da incerteza e da precariedade?

3. Neste contexto tão desfavorável, situa-se o VI Dia Mundial dos Pobres, com o convite – tomado do apóstolo Paulo – a manter o olhar fixo em Jesus, que, «sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8, 9). Na sua visita a Jerusalém, Paulo encontrara Pedro, Tiago e João, que lhe tinham pedido para não esquecer os pobres. De facto, a comunidade de Jerusalém debatia-se com sérias dificuldades devido à carestia que assolara o país. O Apóstolo preocupou-se imediatamente em organizar uma grande coleta a favor daqueles pobres. Os cristãos de Corinto mostraram-se muito sensíveis e disponíveis. Por indicação de Paulo, em cada primeiro dia da semana recolhiam quanto haviam conseguido poupar e todos foram muito generosos.

Como se o tempo tivesse parado naquele momento, também nós, cada domingo, durante a celebração da Santa Missa, cumprimos o mesmo gesto, colocando em comum as nossas ofertas para que a comunidade possa prover às necessidades dos mais pobres. É um sinal que os cristãos sempre cumpriram com alegria e sentido de responsabilidade, para que a nenhum irmão e irmã faltasse o necessário. Já o testemunhava no século II São Justino que, ao descrever ao imperador Antonino Pio a celebração dominical dos cristãos, escrevia: «No dia do Sol, como é chamado, reúnem-se num mesmo lugar os habitantes, quer das cidades quer dos campos, e leem-se, na medida em que o tempo o permite, ora os comentários dos Apóstolos ora os escritos dos Profetas. (…) Seguidamente, a cada um dos presentes se distribui e faz participante dos dons sobre os quais foi pronunciada a ação de graças, e dos mesmos se envia aos ausentes por meio dos diáconos. Os que possuem bens em abundância dão livremente o que lhes parece bem, e o que se recolhe põe-se à disposição daquele que preside. Este socorre os órfãos e viúvas e os que, por motivo de doença ou qualquer outra razão, se encontram em necessidade, assim como os encarcerados e hóspedes que chegam de viagem; numa palavra, ele toma sobre si o encargo de todos os necessitados» (Primeira Apologia, LXVII, 1-6).

4. Voltando à comunidade de Corinto, sucedeu que, depois do entusiasmo inicial, começou a esmorecer o empenho, e a iniciativa proposta pelo Apóstolo perdeu impulso. Este é o motivo que leva Paulo a escrever com grande paixão, relançando a coleta, «para que, como fostes prontos no querer, também o sejais no executar, conforme as vossas possibilidades» (2 Cor 8, 11).

Neste momento, penso na disponibilidade que, nos últimos anos, moveu populações inteiras para abrir as portas a fim de acolher milhões de refugiados das guerras no Médio Oriente, na África Central e, agora, na Ucrânia. As famílias abriram as suas casas para deixar entrar outras famílias, e as comunidades acolheram generosamente muitas mulheres e crianças para lhes proporcionar a devida dignidade. Mas quanto mais se alonga o conflito, tanto mais se agravam as suas consequências. Os povos que acolhem têm cada vez mais dificuldade em dar continuidade à ajuda; as famílias e as comunidades começam a sentir o peso duma situação que vai além da emergência. Este é o momento de não ceder, mas de renovar a motivação inicial. O que começamos precisa de ser levado a cabo com a mesma responsabilidade.

5. Com efeito, a solidariedade é precisamente partilhar o pouco que temos com quantos nada têm, para que ninguém sofra. Quanto mais cresce o sentido de comunidade e comunhão como estilo de vida, tanto mais se desenvolve a solidariedade. Aliás, deve-se considerar que há países onde, nas últimas décadas, se verificou um significativo crescimento do bem-estar de muitas famílias, que alcançaram um estado de vida seguro. Trata-se dum resultado positivo da iniciativa privada e de leis que sustentaram o crescimento económico, aliado a um incentivo concreto às políticas familiares e à responsabilidade social. Possa este património de segurança e estabilidade alcançado ser agora partilhado com quantos foram obrigados a deixar as suas casas e o seu país para se salvarem e sobreviverem. Como membros da sociedade civil, mantenhamos vivo o apelo aos valores da liberdade, responsabilidade, fraternidade e solidariedade; e, como cristãos, encontremos sempre na caridade, na fé e na esperança o fundamento do nosso ser e da nossa atividade.

6. É interessante notar que o Apóstolo não quer obrigar os cristãos, forçando-os a uma obra de caridade; de facto, escreve: «Não o digo como quem manda». O que ele pretende é «pôr à prova a sinceridade do amor» demonstrado pelos Coríntios na atenção e solicitude pelos pobres (cf. 2 Cor 8, 8). Na base do pedido de Paulo, está certamente a necessidade de ajuda concreta, mas a sua intenção vai mais longe. Convida a realizar a coleta, para que seja sinal do amor testemunhado pelo próprio Jesus. Enfim, a generosidade para com os pobres encontra a sua motivação mais forte na opção do Filho de Deus que quis fazer-Se pobre.

Na realidade, o Apóstolo não hesita em afirmar que esta opção de Cristo, este seu «despojamento», é uma «graça» – aliás, é «a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 8, 9) – e só acolhendo-a é que podemos dar expressão concreta e coerente à nossa fé. O ensinamento de todo o Novo Testamento revela a propósito uma especial unanimidade, como se verifica nesta passagem da Carta do apóstolo Tiago sobre a Palavra que foi semeada nos crentes: «Tendes de a pôr em prática e não apena ouvi-la, enganando-vos a vós mesmos. Porque, quem se contenta com ouvir a palavra, sem a pôr em prática, assemelha-se a alguém que contempla a sua fisionomia num espelho; mal acaba de se contemplar, sai dali e esquece-se de como era. Aquele, porém, que medita com atenção a lei perfeita, a lei da liberdade, e nela persevera – não com quem a ouve e logo se esquece, mas como quem a cumpre – esse encontrará a felicidade ao pô-la em prática» (1, 22-25).

7. No caso dos pobres, não servem retóricas, mas arregaçar as mangas e pôr em prática a fé através dum envolvimento direto, que não pode ser delegado a ninguém. Às vezes, porém, pode sobrevir uma forma de relaxamento que leva a assumir comportamentos incoerentes, como no caso da indiferença em relação aos pobres. Além disso acontece que alguns cristãos, devido a um apego excessivo ao dinheiro, fiquem empantanados num mau uso dos bens e do património. São situações que manifestam uma fé frágil e uma esperança fraca e míope.

Sabemos que o problema não está no dinheiro em si, pois faz parte da vida diária das pessoas e das relações sociais. Devemos refletir, sim, sobre o valor que o dinheiro tem para nós: não pode tornar-se um absoluto, como se fosse o objetivo principal. Um tal apego impede de ver, com realismo, a vida de todos os dias e ofusca o olhar, impedindo de reconhecer as necessidades dos outros. Nada de mais nocivo poderia acontecer a um cristão e a uma comunidade do que ser ofuscados pelo ídolo da riqueza, que acaba por acorrentar a uma visão efémera e falhada da vida.

Entretanto não se trata de ter um comportamento assistencialista com os pobres, como muitas vezes acontece; naturalmente é necessário empenhar-se para que a ninguém falte o necessário. Não é o ativismo que salva, mas a atenção sincera e generosa que me permite aproximar dum pobre como de um irmão que me estende a mão para que acorde do torpor em que caí. Por isso, «ninguém deveria dizer que se mantém longe dos pobres, porque as suas opções de vida implicam prestar mais atenção a outras incumbências. Esta é uma desculpa frequente nos ambientes académicos, empresariais ou profissionais, e até mesmo eclesiais. (…) Ninguém pode sentir-se exonerado da preocupação pelos pobres e pela justiça social» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 201). Urge encontrar estradas novas que possam ir além da configuração daquelas políticas sociais «concebidas como uma política para os pobres, mas nunca com os pobres, nunca dos pobres e muito menos inserida num projeto que reúna os povos» (Francisco, Carta enc. Fratelli tutti, 169). Em vez disso, é preciso tender para assumir a atitude do Apóstolo, que podia escrever aos Coríntios: «Não se trata de, ao aliviar os outros, vos fazer entrar em apuros, mas sim de que haja igualdade» (2 Cor 8, 13).

8. Estamos diante dum paradoxo, que, hoje como no passado, é difícil de aceitar, porque embate na lógica humana: há uma pobreza que nos torna ricos. Recordando a «graça» de Jesus Cristo, Paulo quer confirmar o que o próprio Senhor pregou, ou seja, que a verdadeira riqueza não consiste em acumular «tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem os corroem e os ladrões arrombam os muros, a fim de os roubar» (Mt 6, 19), mas, antes, no amor recíproco que nos faz carregar os fardos uns dos outros, para que ninguém seja abandonado ou excluído. A experiência de fragilidade e limitação, que vivemos nestes últimos anos e, agora, a tragédia duma guerra com repercussões globais, devem ensinar-nos decididamente uma coisa: não estamos no mundo para sobreviver, mas para que, a todos, seja consentida uma vida digna e feliz. A mensagem de Jesus mostra-nos o caminho e faz-nos descobrir a existência duma pobreza que humilha e mata, e há outra pobreza – a d’Ele – que liberta e nos dá serenidade.

A pobreza que mata é a miséria, filha da injustiça, da exploração, da violência e da iníqua distribuição dos recursos. É a pobreza desesperada, sem futuro, porque é imposta pela cultura do descarte que não oferece perspetivas nem vias de saída. É a miséria que, enquanto constringe à condição de extrema indigência, afeta também a dimensão espiritual, que, apesar de muitas vezes ser transcurada, não é por isso que deixa de existir ou de contar. Quando a única lei passa a ser o cálculo do lucro no fim do dia, então deixa de haver qualquer freio na adoção da lógica da exploração das pessoas: os outros não passam de meios. Deixa de haver salário justo, horário justo de trabalho e criam-se novas formas de escravidão, suportada por pessoas que, sem alternativa, devem aceitar este veneno de injustiça a fim de ganhar o mínimo para comer.

Ao contrário, pobreza libertadora é aquela que se nos apresenta como uma opção responsável para alijar da estiva quanto há de supérfluo e apostar no essencial. De facto, pode-se individuar facilmente o sentido de insatisfação que muitos experimentam, porque sentem que lhes falta algo de importante e andam à sua procura como extraviados sem rumo. Desejosos de encontrar o que os possa saciar, precisam de ser encaminhados para os humildes, os frágeis, os pobres para compreenderem finalmente aquilo de que tinham verdadeiramente necessidade. Encontrar os pobres permite acabar com tantas ansiedades e medos inconsistentes, para atracar àquilo que verdadeiramente importa na vida e que ninguém nos pode roubar: o amor verdadeiro e gratuito. Na realidade, os pobres, antes de ser objeto da nossa esmola, são sujeitos que ajudam a libertar-nos das armadilhas da inquietação e da superficialidade.

Um padre e doutor da Igreja, São João Crisóstomo, em cujos escritos se encontram fortes denúncias contra o comportamento dos cristãos para com os mais pobres, escrevia: «Se não consegues acreditar que a pobreza te faça tornar rico, pensa no teu Senhor e deixa de duvidar quanto a isso. Se Ele não tivesse sido pobre, tu não serias rico; trata-se de algo extraordinário: que da pobreza tenha derivado riqueza abundante. Aqui Paulo entende por “riquezas” o conhecimento da piedade, a purificação dos pecados, a justiça, a santificação e milhares doutras coisas boas que nos foram dadas agora e para sempre. Tudo isto, o temos graças à pobreza» (Homilias sobre a II Carta aos Coríntios, 17, 1).

9. O texto do Apóstolo a que se refere este VI Dia Mundial dos Pobres apresenta o grande paradoxo da vida de fé: a pobreza de Cristo torna-nos ricos. Se Paulo pôde comunicar este ensinamento – e a Igreja difundi-lo e testemunhá-lo ao longo dos séculos – é porque Deus, em seu Filho Jesus, escolheu e seguiu esta estrada. Se Ele Se fez pobre por nós, então a nossa própria vida ilumina-se e transforma-se, adquirindo um valor que o mundo não conhece nem pode dar. A riqueza de Jesus é o seu amor, que não se fecha a ninguém mas vai ao encontro de todos, sobretudo de quantos estão marginalizados e desprovidos do necessário. Por amor, despojou-Se a Si mesmo e assumiu a condição humana. Por amor, fez-Se servo obediente, até à morte e morte de cruz (cf. Flp 2, 6-8). Por amor, fez-Se «pão de vida» (Jo 6, 35), para que a ninguém falte o necessário, e possa encontrar o alimento que nutre para a vida eterna.Também em nossos dias parece difícil, como foi então para os discípulos do Senhor, aceitar este ensinamento (cf. Jo 6, 60); mas a palavra de Jesus é clara. Se quisermos que a vida vença a morte e que a dignidade seja resgatada da injustiça, o caminho a seguir é o d’Ele: é seguir a pobreza de Jesus Cristo, partilhando a vida por amor, repartindo o pão da própria existência com os irmãos e irmãs, a começar pelos últimos, por aqueles que carecem do necessário, para que se crie a igualdade, os pobres sejam libertos da miséria e os ricos da vaidade, ambos sem esperança.

10. No passado dia 15 de maio, canonizei o Irmão Carlos de Foucauld, um homem que, tendo nascido rico, renunciou a tudo para seguir Jesus e com Ele tornar-se pobre e irmão de todos. A sua vida eremita, primeiro em Nazaré e depois no deserto do Saara, feita de silêncio, oração e partilha, é um testemunho exemplar da pobreza cristã. Ajudar-nos-á a meditação destas suas palavras: «Não desprezemos os pobres, os humildes, os operários; são não só nossos irmãos em Deus, mas também os que mais perfeitamente imitam a Jesus na sua vida exterior. Eles apresentam-nos perfeitamente Jesus, o Operário de Nazaré. São primogénitos entre os eleitos, os primeiros chamados ao berço do Salvador. Foram a companhia habitual de Jesus, desde o seu nascimento até à sua morte (…). Honremo-los, honremos neles as imagens de Jesus e dos seus santos progenitores (…). Tomemos para nós [a condição] que Ele tomou para Si (…). Nunca deixemos de ser, em tudo, pobres, irmãos dos pobres, companheiros dos pobres; sejamos os mais pobres dos pobres, como Jesus, e como Ele amemos os pobres e rodeemo-nos deles» ( Comentário ao Evangelho de Lucas, Meditação 263) [1]. Para o Irmão Carlos, estas não eram apenas palavras, mas estilo concreto de vida, que o levou a partilhar com Jesus o dom da própria existência.

Oxalá este VI Dia Mundial dos Pobres se torne uma oportunidade de graça, para fazermos um exame de consciência pessoal e comunitário, interrogando-nos se a pobreza de Jesus Cristo é a nossa fiel companheira de vida.

Roma, São João de Latrão, na Memória de Santo António, 13 de junho de 2022.


FRANCISCO

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[1] Meditação n. 263, sobre Lc 2, 8-20: C.De Foucauld, A Bondade de Deus. Meditações sobre os santos Evangelhos, I, Nouvelle Cité – Montrouge 1996, 214-216.

A fome explode e o “agro” planta combustíveis

Lavouras de biodiesel espalham-se e já ocupam área que poderia alimentar 2 bilhões de pessoas. Produção engorda civilização do automóvel enquanto devasta biomas, inflaciona alimentos e expulsa lavradores e indígenas de suas terras.

Não é nada complicado entender os efeitos de se transformar lavouras em biocombustível. Se a comida é usada para abastecer os carros, gerar eletricidade ou aquecer as casas, ou essa comida é arrancada das bocas humanas ou os ecossistemas serão arrancados da superfície do planeta, à medida que as terras aráveis ​​se expandem para acomodar a demanda extra. Mas os governos e as indústrias que eles favorecem tratam de obscurecer essa verdade óbvia. Eles nos distraem e nos confundem a respeito de uma solução evidentemente falsa para o colapso climático.

Leia aqui a matéria na íntegra.