03 julho, 2019
Vaticano: Papa condena sociedade «cada vez mais elitista» e «cruel» que exclui refugiados (c/vídeo)
O Papa criticou a sociedade “cada vez mais elitista” e mais “cruel” com os excluídos, que rejeita o acolhimento de refugiados e migrantes que fogem da guerra e da pobreza.
“Não se trata apenas de migrantes: é sobre não excluir ninguém. O mundo de hoje é cada vez mais elitista e todos os dias é mais cruel com os excluídos”, declara Francisco, numa mensagem em vídeo divulgada hoje, a respeito da 105ª edição do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que a Igreja Católica vai celebrar a 29 de setembro.
O Papa sublinha que os países em vias de desenvolvimento continuam “a esgotar os seus melhores recursos naturais e humanos em benefício de alguns mercados privilegiados”.
“As guerras afetam apenas algumas regiões do mundo; no entanto, a produção de armas e de venda ocorre noutras regiões, que, em seguida, não querem tomar conta de refugiados, não querem aceitar os refugiados que estes conflitos geram”, adverte.
Fala-se muito de paz, mas vendem-se armas. Podemos falar de hipocrisia nesta linguagem? Aqueles que sofrem as consequências são sempre os pequenos, os pobres, os mais vulneráveis, que são impedidos de sentar-se à mesa e ficam apenas com as migalhas do banquete”.
Francisco convida a rejeitar um desenvolvimento exclusivista que “torna os ricos mais ricos e os pobres mais pobres”.
“O desenvolvimento autêntico é aquele que pretende incluir – é inclusivo – e visa incluir todos os homens e mulheres do mundo, promovendo o seu crescimento integral, e também preocupando-se com as gerações futuras. O verdadeiro desenvolvimento é inclusivo e fecundo, projetado para o futuro”, conclui.
A Igreja celebra o Dia Mundial dos Migrantes e Refugiados desde 1914; em 2019, o tema escolhido pelo Papa, ‘Não se trata apenas de migrantes’, é acompanhado por uma campanha multimédia de divulgação, da responsabilidade da secção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral(Santa Sé).
Em 8 de julho, o Papa vai celebrar uma Missa no Vaticano com um grupo de migrantes e refugiados de várias nacionalidades, acompanhados por voluntários que trabalharam em missões de resgate, com o objetivo assinalar o sexto aniversário da visita de Francisco à ilha italiana de Lampedusa.
O secretário de Estado Vaticano, cardeal Pietro Parolin, comentou os recentes acontecimentos que envolvem o barco ‘Sea Watch 3’, pertencente a uma ONG alemã, que atracou sem autorização em Lampedusa, após vários dias de espera no mar pedindo o desembarque de 40 migrantes resgatados ao largo da Líbia.
“Penso que a vida humana deve ser salva, de qualquer maneira. Portanto, isso deve ser a estrela polar que nos guia, tudo o resto é secundário”, disse aos jornalistas.
Fonte: Ecclesia
02 julho, 2019
Surgimento da expressão Comunidade Eclesial de Base
Surgimento da expressão Comunidade Eclesial de Base
Por Solange S. Rodrigues
A primeira referência oficial às “comunidades de base” aparece no Plano Pastoral de Conjunto (PPC) aprovado numa assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em novembro de 1965. Esta assembleia foi realizada em Roma, ainda durante a última sessão do Concílio Vaticano II. O Plano vinha sendo preparado há meses, pelos secretariados nacionais e regionais da CNBB, e já havia sido discutido pela Comissão Central da entidade e pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).
No PPC a criação e dinamização das comunidades de base é apresentada como meio de favorecer a vivência comunitária e responsável dos católicos, a partir da descentralização das paróquias, extensas e muito povoadas. Os bispos propõem “suscitar e dinamizar, dentro do território paroquial, comunidades de base (como as capelas rurais) onde os cristãos não sejam pessoas anônimas que apenas buscam um serviço ou cumprem uma obrigação, mas sintam-se acolhidos e responsáveis, e delas façam parte integrante, em comunidade de vida com Cristo e com todos os seus irmãos” (CNBB, 1966, 38-39).
Antes dele, em abril de 1962 no Plano de Emergência (PE) os bispos preconizaram uma renovação paroquial. Entre outras características, esta renovação deveria valorizar as “comunidades naturais”, já presentes no interior das paróquias, entendidas como grupos relativamente homogêneos, unificados pela convivência em um território delimitado, como por exemplo, bairros, povoados rurais; ou, por algum centro de interesse, como o trabalho, o estudo etc..
A designação era ainda hesitante. Falava-se em comunidade natural; comunidade de base; ou, simplesmente, comunidade. O adjetivo eclesial é usado no título do primeiro livro sobre as CEBs, intitulado “Comunidade Eclesial Base: uma opção pastoral decisiva”, publicado 1967 pela editora Vozes. Seu autor, Raimundo Caramuru de Barros, relata a constituição do nome da nova proposta pastoral no livro “Para entender a Igreja no Brasil: a caminhada que culminou no Vaticano II (1930-1968)”, publicado em 1994: a expressão teria sido criada num seminário sobre “Sacramentos da Iniciação”, promovido pelo Secretariado Nacional de Liturgia da CNBB em 1965. Na ocasião “ficou consagrado o nome Comunidade Eclesial de Base. Inicialmente, tinham sido denominadas de comunidades naturais; em seguida, chegou-se a falar em comunidades locais. Ambos apelativos provocavam dificuldades e mesmo ambiguidades. Passou-se, então, ao nome comunidade de base. Essa denominação buscava identificá-la como a célula básica do corpo eclesial. (…) Por facilidade e brevidade, continuou-se, muitas vezes, a falar em comunidades de base, omitindo o termo eclesial, até que se inventou a sigla CEB, uma referência mais simples para essas comunidades de Igreja“.
Já nos países da América Latina de colonização espanhola, a expressão consagrada para indicar estes organismos eclesiais foi comunidad cristiana popular. Em algumas traduções de textos produzidos nestes países para o português a expressão usada é comunidade cristã de base ou comunidade cristã popular. Há aqui uma distinção importante, pois nesta segunda expressão fica assinalado o caráter “popular” da experiência, sua vinculação a um determinado segmento da população. Já o termo incluído na expressão em português, “de base”, presta-se a diferentes interpretações, podendo ser compreendido em termos de classe social (as chamadas classes subalternas, aquelas que estariam na “base” da sociedade) ou se referir à estrutura da Igreja, designando a “base” da instituição.
Mais de 50 anos após sua criação, percebemos que a expressão “comunidade eclesial de base” e a sigla “CEB” são de uso mais corrente entre os agentes de pastoral e os estudiosos do fenômeno. Em geral, participantes das CEBs referem-se a elas simplesmente como “comunidades”. A ambiguidade apontada por Caramuru de Barros reaparece, pois muitas vezes não é fácil fazer a distinção nos discursos entre a comunidade local (todos os habitantes da localidade) e os membros da comunidade religiosa.
Em determinadas situações a expressão e a sigla são acionadas como elemento de auto-identificação nos casos de conflitos entre linhas pastorais divergentes numa mesma paróquia ou diocese, ou no contexto nacional. E também no processo de preparação e de realização dos Encontros Intereclesiais de CEBs, quando a identidade em torno dessa experiência pastoral é reafirmada.
Este texto é parte do caderno que está sendo elaborado sobre o histórico das CEBs. Ele será um dos cadernos da série que o Iser Assessoria organiza sobre as CEBs no Brasil, para contribuir na formação de suas equipes de animação.
Solange S. Rodrigues é membro da equipe de Iser Assessoria. As informações contidas neste texto foram retiradas de sua dissertação de mestrado: Comunidades Eclesiais de Base no Brasil: interfaces entre religião, política e produção do conhecimento (UFRJ, 1997).
Fonte: Portal das CEBs
30 junho, 2019
Retornar as fontes, reafirmar as CEBs e fomentar o protagonismo e ousadia do CPC foi o tema trabalhado na Região Pastoral Sarandi – Nossa Senhora das Graças
Região Pastoral Sarandi – Nossa Senhora das Graças - Arquidiocese de Maringá.
Retornar as fontes, reafirmar as CEBs e fomentar o protagonismo e ousadia do CPC.
Esse foi o tema trabalhado pelas CEBs na Região Pastoral Sarandi – Nossa Senhora das Graças, iluminada pelo evangelho de Marcos 6 : 34:44 e Atos dos Apóstolos 2 e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019 -2023.
“Vocês é que têm de lhes dar de comer.”
A grande multidão perdida como ovelha sem pastor, deixa de ser uma multidão perdida, á partir do momento em que Jesus os organiza, forma comunidades. O grande milagre, todas e todos são saciado no ato da partilha. Isso é lindo.
Ao Conselho Pastoral das Comunidades, os CPCs cabe fomentar seu protagonismo e ousadia. Estar atento a sua realidade loca e responder à luz do Evangelho. Dai vem seu protagonismo: da responsabilidade amorosa pelo cuidado das pessoas e o anúncio do evangelho.
A frase dita por Jesus aos discípulos hoje Ele diz aos CPCs: “Vocês é que têm de lhes dar de comer.”
É preciso o protagonismo e ousadia dos CPCs pela denúncia e pelo anúncio. Denuncia de toda estrutura injusta e Anúncio do Evangelho – as maravilhas de Deus, anúncio de um jeito novo de ser e de viver.
As CEBs precisam ser a casa da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária. Estar com as portas abertas para acolher, acolher sem julgamento e portas abertas para ir ao encontro, principalmente dos que mais precisam.
O CPC precisam fomentar as CEB para que seja lugar do olhar, do abraço e do afeto, sem discriminar, vencendo os preconceitos para olhar o outro, sentir suas alegrias e angústia e juntos buscar resposta.
Sair, ir ao encontro das famílias, para sentir quanto que elas são humanas, sentir sua fragilidade, ser uma porta de esperança "ir ao encontro das famílias, com atenção especial e ternura de quem coloca uma ovelha ferida no colo" ( DGAE). Isso é muito profundo.
Em torno do plano de Deus, para realizar seu plano Ele conta coma as famílias. O Evangelho de Mateus e Lucas relata a genealogia de Jesus, história de geração a geração até chegar a Jesus.
Ao resgatar a genealogia de Jesus, percebemos famílias com marcas doloridas, problemas e conflitos, famílias muita humana, com ideal de amor, mas também com situações difíceis e desafiadoras. E nem por isso Deus desistiu delas, com elas forma o povo de Israel.
As CEBs como sendo a Igreja mais perto das famílias precisam continuar sendo o canal de esperança para recuperar as famílias que precisam ser recuperadas, ser o sustento para manter aquelas que estão bem.
O CPC precisa descobrir as famílias que mais precisam aproximar e acolher e para isso o caminho é ver quem esta mais perto, a família que esta mais perto dessa família para responsabilizar-se com ela. Mas não só perto, esta família que pode ser o braço amigo da CEB a outra família deve estar aberto para Deus conduzir.
O primeiro responsável é quem esta mais perto e consciente da tarefa. As CEBs precisam criar mecanismo, meios para encorajar as pessoas a estar a serviço da família que mais perto dela geograficamente esta e Deus da os meios e a força. Encorajar as pessoas não baseado em cobranças, afirmar e motivar que podemos fazer, Deus vai ajudar, vamos conseguir.
Retornar as fontes, reafirmar as CEBs e fomentar o protagonismo e ousadia do CPC é preciso.
Data da formação:30 de junho de 2019
Eu, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)
28 junho, 2019
Democracia em Vertigem é eleito um dos melhores filmes do ano pelo New York Times
Documentário feito por Petra Costa para a Netflix detalha os últimos anos conturbados do governo brasileiro
Dilma Roussef (Foto: Reprodução / Netflix)
Democracia em Vertigem, documentário de Petra Costa lançado na Netflix no dia 19 de abril, entrou nesta quinta, 27, para a lista de melhores filmes de 2019 do New York Times, um dos principais jornais norte-americanos.
Stephanie Goodman, crítica de cinema, escolheu oito filmes para o ranking. Além de Democracia em Vertigem, o documentário Rolling Thunder Revue, no qual Martin Scorsesefalou sobre Bob Dylan, também apareceu.
Em sua produção, Costa narrou o momento conturbado que a política brasileira passou durante as últimas décadas, desde os anos do governo do PT, a partir da eleição ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, passando pelo impeachment da ex-presidente, Dilma Rousseff, e a ascensão de Sérgio Moro e o atual presidente brasileiro Jair Bolsonaro.
Democracia em Vertigem recebeu diversas críticas positivas, tanto em veículos nacionais quanto internacionais, e é um dos favoritos para concorrer ao Oscar na categoria de Melhor Documentário. Já para o público, a recepção foi dividida, pois há acusações de que o filme ataca Bolsonaro e defende o PT.
Antes de lançar Democracia em Vertigem, a Netflix também produziu a série deJosé Padilha, O Mecanismo, detalhando as investigações da Operação Lava Jato, na qual Lula foi réu.
Fonte: Rolling Stone Uol.
O amor de Deus
"O amor de Deus dirige-se, de forma especial, aos pequenos, aos marginalizados, aos necessitados de salvação. Os pobres e débeis que encontramos nas ruas das nossas cidades ou à porta das igrejas das nossas paróquias encontram nos “profetas do amor” a solicitude maternal e paternal de Deus? Apesar do imenso trabalho, do cansaço, do “stress”, dos problemas que nos incomodam, somos capazes de “perder” tempo com os pequenos, de ter disponibilidade para acolher e escutar, de “gastar” um sorriso com esses excluídos, oprimidos, sofredores, que encontramos todos os dias e para os quais temos a responsabilidade de tornar real o amor de Deus?"
Fonte: Dehonianos
26 junho, 2019
Morre aos 105 anos Elzita Santa Cruz, após 45 anos de busca por notícias do filho desaparecido na ditadura
"É justo, é humano, é cristão que um órgão de segurança encarcere, depois de sequestrar, um jovem que trabalhava e estudava, sem que à sua família seja dada qualquer informação sobre o seu paradeiro e as acusações que lhe são imputadas? Que direi ao meu neto quando jovem for e quando me indagar que fim levou o seu pai, se ele não tiver a felicidade de ver seu regresso? Direi que foi executado sem julgamento? Sem defesa? Às escondidas, por crime que não cometeu?", escreveu ela em carta ao marechal Juarez Távora, em maio de 1974.
Comissão da Verdade de Pernambuco entrega relatório do caso dos desaparecidos Fernando Santa Cruz e Eduardo Collier aos familiares. Na foto, Dona Elzita Santa Cruz Foto: Hans Von Manteuffel / Agência O Globo
Elzita Santa Cruz Oliveira morreu, na madrugada desta terça-feira, aos 105 anos , sem uma resposta definitiva para uma pergunta que fazia há 45: "Onde está meu filho?". Desde 1974, quando o então estudante de Direito da UFF Fernando Santa Cruz foi preso por órgãos de repressão da ditadura militar, ela buscava notícias em cartas a ministros, apelos a generais e súplicas a presidentes.
"É justo, é humano, é cristão que um órgão de segurança encarcere, depois de sequestrar, um jovem que trabalhava e estudava, sem que à sua família seja dada qualquer informação sobre o seu paradeiro e as acusações que lhe são imputadas? Que direi ao meu neto quando jovem for e quando me indagar que fim levou o seu pai, se ele não tiver a felicidade de ver seu regresso? Direi que foi executado sem julgamento? Sem defesa? Às escondidas, por crime que não cometeu?", escreveu ela em carta ao marechal Juarez Távora, em maio de 1974.
A espera por Fernando fez a mãe resistir a qualquer mudança: a casa e o número de telefone permaneceram os mesmos quatro décadas depois do desaparecimento. Também manteve o quarto do filho. Ela ainda aguardava um contato. Numa iniciativa de manter viva a sua luta, a família lançou, em 1984, o livro "Onde está meu filho?", que relata a busca de Elzita por informações sobre Fernando.
A dor e a saudade se misturaram ao alívio quando a família recebeu a primeira confirmação oficial da prisão de Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira, após 40 anos, em março de 2014. "20 de fevereiro de 1948. Casado. Citado por militantes presos como membro da Ação Popular Marxista-Leninista (APML)", dizia o ofício RPB 655/A2-Comcos do Ministério da Aeronáutica, classificado como secreto. Ele tinha 26 anos.
Fernando, que havia se mudado para São Paulo, onde trabalhou no Departamento de Água e Energia Elétrica do estado até a véspera da prisão, estava no Rio para festejar o aniversário do irmão Marcelo. Devido ao novo endereço, ele pleiteava uma transferência da UFF para a USP. Após rever a família, Fernando saiu às 16h para encontrar o amigo Eduardo Collier e marcou de ir ao cinema às 18h com sua mulher, Ana Lúcia Valença. Não apareceu. Era sábado de carnaval, e nunca mais se soube de Fernando e Eduardo.
Filhos de Elzita, Marcelo Santa Cruz teve cassado o direito de estudar no Brasil e Rosalina (irmã mais velha) ficou um ano presa, sofreu um aborto provocado pela violência, por choques elétricos. Mas Marcelo classificou o caso de Fernando como o "mais perverso".
— Esse crime é permanente, não prescreve, não acaba nunca — destacou ele ao GLOBO, em 2014.
'Sua luta terminou inconclusa'
O neto Felipe Santa Cruz, filho de Fernando, e hoje presidente da OAB Nacional, disse ao GLOBO em 2014 que via a avó como um símbolo de coragem.
— Ela teve o cuidado de não deixar esquecer que o desaparecimento dele é uma questão política. Ela não se restringiu ao sofrimento, à dor interna, mas transformou Fernando em alguém importante para a história de um período do país. Ele não era guerrilheiro, não vivia clandestinamente. Minha avó mostrou que ele poderia ser o filho de qualquer mãe.
Nesta terça-feira, pelo Twitter, Felipe destacou que a família se despedia "de sua matriarca, uma mulher forte e que tão pequena parecia gigantesca". Ressaltou que a avó "foi em vida a concreta manifestação da força da mulher nordestina".
"Ela não me perdoaria se eu deixasse de dizer que sua maior luta terminou inconclusa: não recuperou o corpo de seu amado filho, coitadas das almas dos que lhe negaram esse sagrado direito", destacou o advogado.
Em nota, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), prestou solidariedade à família e aos amigos de quem classificou como "mulher guerreira".
"Dona Elzita foi incansável na busca por direitos humanos e justiça para seu filho Fernando e para outras vítimas da ditadura. A sua dedicação a essas causas seguirá nos inspirando", disse o governador.
Segundo a imprensa local, Dona Elzita será velada nesta terça-feira, na Câmara Municipal de Olinda, e cremada no dia seguinte, em Paulista, na Região Metropolitana de Recife.
Fonte: O Globo
25 junho, 2019
Formação sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2019-2023
Destinado às lideranças da Arquidiocese de Maringá a Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Maringá irá promover Encontro de Formação sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2019-2023.
Será terça-feira, 02 de julho, às 20 horas no Auditório São João Paulo II - anexo ao Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Glória em Maringá.
A entrada é gratuita e o assessor da formação será o padre José Arnaldo Juliano dos Santos, presbítero da Arquidiocese de São Paulo.
Será terça-feira, 02 de julho, às 20 horas no Auditório São João Paulo II - anexo ao Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Glória em Maringá.
A entrada é gratuita e o assessor da formação será o padre José Arnaldo Juliano dos Santos, presbítero da Arquidiocese de São Paulo.
24 junho, 2019
“Pessoas felizes não precisam consumir”, a afirmação brutal do filósofo Serge Latouche
“Pessoas felizes não precisam consumir”, a afirmação brutal do filósofo Serge Latouche
O ideólogo do decrescimento analisa como nossa sociedade criou uma religião em torno do crescimento e do consumismo.
Nascido em Vannes (França) há 70 anos, diante de uma platéia que escutava sentada nos corredores de acesso ao salão do Colegio Larraona de Pamplona, salientando que o ritmo atual de crescimento da economia global é tão insustentável como a deterioração e a falta de recursos no planeta.
Convidados pelo coletivo Dale Vuelta-Bira Beste Aldera, sob o título de sua palestra “A diminuição, uma alternativa ao capitalismo?”, Ele afirmou que a sociedade estabelecesse uma autolimitação do seu consumo e exploração ambiental. Do seu ponto de vista, não se trata de propor uma involução, mas de acoplar a velocidade do gasto dos recursos naturais com a sua regeneração.
Especialista em relações econômicas Norte/Sul, o prêmio europeu de sociologia e ciências sociais Amalfi, seu movimento decrescentista, nascido nos anos 70 e estendido na França, defende a sobriedade na vida e a preservação dos recursos naturais antes de sua exaustão.
Em sua opinião, se a queda não for controlada, “a queda que já estamos experimentando” será o resultado do colapso de uma forma insustentável de capitalismo, e também será excessiva e traumática.
Uma bomba semântica. Serge Latouche afirma que o termo decrescimento é um slogan, “uma bomba semântica causada para neutralizar a intoxicação do chamado desenvolvimento sustentável”, uma forma de pensar, sustentabilidade, estendida pelo economismo liberal dos anos 80, e que favorece o pagamento de tudo.
“Por exemplo, no caso do trigo, obriga-nos a pagar pelo excedente, pelo seu armazenamento e também temos de pagar para destruir o excedente.”
“Devemos falar sobre o A-crescimento”, ele disse como um convite para refletir sobre nosso estilo de vida, incluindo a exibição do supérfluo e do enriquecimento excessivo.
Do seu ponto de vista “vivemos fagotizados pela economia da acumulação que leva à frustração e a querer o que não temos e não precisamos”, o que, diz ele, leva a estados de infelicidade.
“Detectamos um aumento de suicídios na França em crianças”, acrescentou ele, para referir-se à concessão por bancos de empréstimos ao consumidor para pessoas sem salários e ativos, como aconteceu nos Estados Unidos no início da crise econômica global. . Para o professor Latouche, “pessoas felizes geralmente não consomem”.
Seus números como economista dizem que ele está certo: todos os anos há mais habitantes no planeta, enquanto os recursos estão diminuindo, sem esquecer que consumir significa produzir resíduos e que o impacto ambiental de uma pessoal equivale a 2,2 hectares, e que a cada ano 15 milhões de hectares de floresta são consumidos “essenciais para a vida”.
“E se vivemos nesse ritmo, é porque a África permite isso”, enfatizou. Para o professor Latouche, qualquer tipo de escassez, alimentos ou petróleo, levará à pobreza da maioria e ao maior enriquecimento das minorias representadas nas grandes empresas petrolíferas ou agroalimentares.
Trabalhe menos e produza de forma inteligente.
Tachado de ingênuo por seus detratores, postulou trabalhar menos e distribuir melhor o emprego, mas trabalhar menos para viver e cultivar mais a vida, insistiu.
A partir de um projeto qualificado como “ecossocialista”, além de consumir menos, a sociedade deve consumir melhor, para qual propos que se produzisse perto de onde mora e de forma ecológica evitar que por qualquer fronteira entre Espanha e França circule até 4 mil caminhões uma semana “com tomates da Andaluzia cruzando com tomates holandeses”.
Ele terminou com um louvor ao estoicismo representada em Espanha por Seneca: “A felicidade não é alcançada se não podemos limitar nossos desejos e necessidades.”
Extraído do site despiertacultura
Fonte: Pensar Contemporâneo
21 junho, 2019
O sonho do nosso amada Papa Francisco para com as faculdade teológica
“Sonho Faculdades teológicas onde se viva a convivialidade das diferenças, onde se pratique uma teologia do diálogo e do acolhimento”.
“Sonho Faculdades teológicas onde se viva a convivialidade das diferenças, onde se pratique uma teologia do diálogo e do acolhimento”.
Para Francisco “A misericórdia não é somente uma atitude pastoral, mas é a própria substância do Evangelho de Jesus.”
Um Pentecostes teológico que nos leva a ouvir na própria língua, “Pode-se e deve-se trabalhar na direção de um ‘Pentecostes teológico’, que permita às mulheres e aos homens do nosso tempo ouvir ‘na própria língua’ uma reflexão cristã que responda à sua busca de sentido e de vida plena.”
Para que a teologia não perca alma e a inteligência o papa diz que, "Sem comunhão e sem compaixão, constantemente alimentadas pela oração, a teologia não só perde a alma, mas perde a inteligência"
É lindo o sonhar de Francisco para com as faculdade teológicas, “Sonho Faculdades teológicas onde se viva a convivialidade das diferenças, onde se pratique uma teologia do diálogo e do acolhimento”
Ele defende o colhimento e diálogo, “As escolas de teologia se renovam com a prática do discernimento e com um modo de proceder dialógico. O Mediterrâneo é propriamente o mar da mestiçagem, um mar geograficamente fechado em relação aos oceanos, mas culturalmente sempre aberto ao encontro, ao diálogo e à recíproca inculturação. Com o diálogo sempre se ganha. Todos perdemos com o monólogo.”
Francisco afirma a importância que teólogas/os sejam homens e mulheres de compaixão, tocados pela vida oprimida de muitos “Neste caminho contínuo de saída de si e de encontro com o outro, é importante que os teólogos sejam homens e mulheres de compaixão, tocados pela vida oprimida de muitos, das escravidões de hoje, das chagas sociais, das violências, das guerras e das enormes injustiças sofridas por muitos povos que vivem nas margens deste ‘mar comum’. Sem comunhão e sem compaixão, constantemente alimentadas pela oração, a teologia não só perde a alma, mas perde a inteligência e a capacidade de interpretar de maneira cristã a realidade. Só é possível fazer teologia de joelhos.”
“liberdade teológica”. “Sem a possibilidade de experimentar novas estradas, não se cria nada de novo e não se deixa espaço à novidade do Espírito do Ressuscitado.”
19 junho, 2019
18 junho, 2019
Família e a Família CEBs, foi o tema trabalhado pelas CEBs na região Pastoral Santa Cruz.
Família e Família CEBs
Família e a Família CEBs, foi o tema trabalhado pelas CEBs
na região Pastoral Santa Cruz, Arquidiocese de Maringá.
Em torno da palavra família o ideal de Deus para o ser
humano, perspectivas, espaço de acolhida, compreensão, respeito, doação. Base
que constitui o ser humano como pessoa e nas relações na sociedade. Aprendemos
na família valores que marca profundamente. Na família promessa implícita.
Estão respondendo a essas promessas?
O tema proposto na Campanha da Fraternidade de 1994 foi “A
Família, como vai?”, trazemos essa pergunta.
Há marcas positivas e negativas na família. Muitos desafios
internos e externos, feridas, frustrações, fracassos, egoísmo, soberba...,
marcas doloridas.
Em torno do plano de Deus, para realizar seu plano Ele conta
coma as famílias. O Evangelho de Mateus e Lucas relata a genealogia de Jesus,
história de geração a geração até chegar a Jesus.
Ao resgatar a genealogia de Jesus, percebemos famílias com
marcas doloridas, problemas e conflitos, famílias muita humana, com ideal de
amor, mas também com situações difíceis e desafiadoras.
Abraão e Sara sua esposa, idade avançada, saem de sua terra,
sem filhos e com a promessa de Deus de gestarem uma grande descendência e formariam
uma grande nação. A impaciência na espera da promessa divina, leva-os a
buscarem a solução, Sara propõe que Abraão seu esposo une com sua escrava Agar
e ele aceita, nasce um menino e depois Deus cumpri com a promessa, fala a
Abraão que Sara vai lhe dar um filho, e Abraão ri, “Eu a abençoarei e também
por meio dela darei a você um filho. Sim, eu a abençoarei e dela procederão nações
e reis de povos". Abraão prostrou-se com o rosto em terra; riu-se e disse
a si mesmo: "Poderá um homem de cem anos de idade gerar um filho? Poderá
Sara dar à luz aos noventa anos?" (Gn 17:16,17). Sara também quando ouve
que terá um filho, não acredita e ri, “Por isso riu consigo mesma, quando
pensou: "Depois de já estar velha e meu senhor já idoso, ainda terei esse
prazer?" (Gn 18:12). E nasce o filho da promessa, Isaque, más toda essa
situação na família, gera inveja, ciúmes, conflitos, uma grande rivalidade
entre Sara e sua escrava Agar.
A família de Isaque viveu conflitos e ciúmes. Isaque na
idade avançada, passou a não enxergar, aproveitando da situação do pai, Jacó
rouba a bênção de seu irmão Esaú.
A história de Tamar casou-se com Er, primeiro filho de Judá,
morreu, deixando Tamar viúva. Ela foi então dada como esposa a Onã, o qual
também agia mal e se recusava a dar filhos a Tamar, também morreu ela continuou
sendo uma viúva sem filhos. Situações difíceis, conflitos e preconceitos.
Recordamos José filho de Jacó, motivados pelo ciúme, os
irmãos de José planejavam matá-lo, impedidos pelo irmão mais velho, então
decidem vendê-lo e o fez.
Dessa genealogia de famílias que viveram vários tipos de
problemas e situações que Deu forma o Povo de Israel, as 12 tribos. Famílias
cheias de problemas, dificuldades, dores, frustrações, erros, más, Deus não as
deixa, vai conduzindo-as. Essas famílias, com todos esses conflitos, formam o
Povo de Israel, conjunto de tribos. Não se conhecem por uma grande nação que
tem um rei a frente. São Clã, Clã Familiar, hoje as CEBs.
Essas comunidades são a Base de Israel. Aliança conjunta de
comunidade onde a base são as famílias, como as nossas, com muitas alegrias,
mas também com muitas dores e conflitos.
Deus não cansa, não se fecha a quem erra, acolhe, corrige,
conduz. Raab uma prostituta, reconheceu Deus, salvou o povo de Israel, com
atitude de não entregar ao rei de Jericó dois espiões israelitas enviado por
Josué, o líder do povo, para recolher informação sobre a terra que iriam
conquistar salvando o povo de Israel. Rute uma mulher moabita que decidiu
seguir a Deus e cuidar de sua sogra, ela foi mais fiel do que qualquer outro.
Lembremos que, muitos achavam que Jesus estava louco.
Ameaças envolvem as famílias, fora do ambiente de
casa/família e internas provocadas por nós mesmas, incoerência, pecado, o jeito
de ser. Incontestável, a família faz parte do Plano de Deus, faz sermos o que
somos, muitas coisas bonitas, muitas experiências lindas más também difíceis.
A família de Jesus parte de uma pequena comunidade Nazaré,
frequenta o templo, escuta a Palavra. Atos dos Apóstolos, as famílias fazem
parte de uma comunidade, são à base da comunidade. Encontram-se nas casas, a
igreja doméstica. Essas famílias também vivem conflitos e desafios, Carta aos
Colossenses e Efésios nos leva ver essa situação “Suportando-vos uns aos
outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro;
assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.” (Colossenses 3:13), “Mas
Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando
nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo“ (Efésios
2:4,5)
A conversão não acontece simultaneamente a todos os membros
da família, com a vivência e acolhida na comunidade um ou outro membro da
família vão assumindo um ideal de vida nova, comprometem com a Palavra de Deus.
Para as famílias feridas, elas encontram apoio em Deus na
comunidade com outras famílias. Percebemos que muitas famílias, movidas pelo
dever, mesmo sem afeto e carinho mantiveram unidas e superaram, outras não
conseguiram, fracassaram, separadas, irmãos sem diálogo, dores e sofrimento.
Para muitas famílias o amor era vivido pelo dever, dever de
dar comida, dar estudo, entre outros. Essas famílias também vieram de famílias
sem afeto e ternura. Muitos experimentaram o afeto e a ternura no grupo de
jovens, na comunidade, levando-as a viver esse afeto e ternura na família,
fortalecendo o laço de dever e ternura antes não vividos. Com a comunidade
aprendem a dialogar.
Muitas famílias não sentem esse amor com Deus, experiência
para poder superar as feridas e serem mais fortes e muitas não alcançam essa
experiência antes de fracassar e vão vivendo experiências difíceis, duas, três
união.
Mas nem por isso as famílias deixam de ser parte do Plano de
Deus. O amor de Deus pode curar minha, a sua e as feridas das famílias.
Somos chamados, as Comunidades Eclesiais de Base são
chamadas a comprometer-se, porque é a Igreja que mais esta perto das famílias.
Deus confia as Famílias as CEBs. Hoje é preciso perguntar: CEBs, como esta as
famílias?
As CEBs como sendo a Igreja mais perto das famílias precisam
continuar sendo o canal de esperança para recuperar as famílias que precisam
ser recuperadas, ser o sustento para manter aquelas que estão bem.
Canal de esperança, que acolhe sem julgamento; que se faz
próximo para acompanhar; para alcançar discernimento, caminhos e integrar as
famílias na comunidade, conforme pede papa Francisco na exortação “Amoris
Laetitia: sobre o amor na família”.
Que as CEBs não intimidam ao ouvir “santo de casa não faz
milagre” – “para mudar tem que ser com gente de fora”, porque as pessoas
conhecem nossas fraquezas e fragilidades. E a pergunta – santo de fora faz
milagre? Nenhum santo faz milagre, quem transforma a realidade é Deus. Santos
amparam com seus exemplos e orações.
Nós também e as CEBs também, apoiamos, nos colocamos a
disposição de Deus, nossa fé e nossa vida. Maria foi capaz de ver a água
transformar em vinho porque acreditou. As CEBs precisam assumir e estar a
serviço das famílias.
Quem esta mais perto é o responsável, mas não só perto,
estar aberto pra Deus conduzir. O primeiro responsável é quem esta mais perto e
consciente da tarefa. As CEBs precisam criar mecanismo, meios para encorajar as
pessoas a estar a serviço da família que mais perto dela geograficamente esta e
Deus da os meios e a força. Encorajar as pessoas não baseado em cobranças,
afirmar e motivar que podemos fazer, Deus vai ajudar, vamos conseguir.
As CEBs não pode fechar-se para nenhuma configuração e
situação de família. Não pode ver uma família e dizer essa não, renunciar, mas
a partir da realidade, manter-se aberta para acolher. A nós cabe levar conhecer
Jesus.
As CEBs não podem se fechar diante das novas configurações
familiares, seja elas homoafetivas ou não.
Essas configurações ameaçam a configuração mais de acordo com a fé judaica cristã, não cabe a CEBs julgar. É
preciso postura de abertura, acolhida, acompanhamento e discernimento
comunitário, pelo Conselho Pastoral da CEB, o CPC, pelo Conselho Pastoral Paroquial,
o CPP e o padre, para integrar, essa
deve ser a postura.
As CEBs precisam continuar sendo uma Igreja em saída, que
«primeireiam», que se envolvem, que acompanham, que frutificam e festejam.” (EG
24). Não intimidar, “Ousemos um pouco mais no tomar iniciativa!”, como nos pede
papa Francisco no Evangelii Gaudium.
Data da formação: 15 de junho de 2019
Eu, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)
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