09 abril, 2021

Perguntaram-me o que são As CEBs...

Perguntaram-me o que são As CEBs...

Dois jovens estudantes me perguntaram o que são as CEBs… Percebendo sinceridade em seus olhares e que, de fato, desconheciam a realidade por trás dessas quatro letras que compõe o termo CEBs, então, assim lhes respondi…

Por se tratar de uma experiência de fé e vida tem que experimentar para sentir o sabor. Que só podemos conhecer, de forma concreta e verdadeiramente, o que são as CEBs quando delas nos aproximamos, nos inserimos, compartilhamos a vida e comungamos os mesmos ideais… Quando escutamos seus membros com abertura de coração e com aquela disposição de caminhar juntos, provocados pela beleza, pela alegria e pela luz que irradia da pessoa de Jesus e das causas do Evangelho do Reino de Deus, Reino de fraternidade e de partilha, Reino da justiça e da paz.

Disse a eles que CEBs são, na verdade, uma construção contínua e sempre inacabada – como as casas dos pobres nas periferias de nossas cidades – de um jeito novo e singular de ser Igreja. Nascidas do sangue e do suor, de lágrimas de tristezas e de alegrias, presentes nas labutas e nas lutas dos pobres, animados pela fé e pela esperança inquebrantável em Deus, por vida digna, por terra, teto, trabalho… Uma Igreja que, desde as origens, se assumiu e continua a se assumir, no campo ou na cidade, comprometida com a construção de “outra sociedade possível”, na qual a dignidade da vida, e não o lucro ou a acumulação de alguns, seja o bem maior.

Uma Igreja na qual as pedras vivas sãos pessoas, famílias, grupos, pastorais e movimentos populares irmanados e sempre interpelados pela paz inquieta de Jesus, de que nos falou, em versos, Pedro Casaldáliga. E que por isso, nas CEBs, eles perceberão que os pobres têm a centralidade e que os não pobres a eles dão as mãos e compartilham a vida, pois, todos se experimentam “pobres com os pobres” para que juntos – como filhos e filhas de Deus, como irmãos e irmãs na caminhada – lutemos contra a pobreza, as tiranias, as opressões e as exclusões. E se isso acontece desse modo é porque Deus age, com seu Espírito Santo, desde baixo, pela vida dos mais pobres, e porque, de fato, não pode haver sociedade justa e solidária sem um forte alicerce, sem que se comece de baixo, dos últimos e dos mais vulneráveis. As CEBs cultivam a espiritualidade do Reino de Deus que convoca e provoca, por coerência, a opção pelos pobres, para que todos, e não apenas alguns, tenham vida digna.

Que CEBs são sempre comunidades de fé no Deus da Vida… Comunidades inquietas, em caminhada, impulsionadas pelos dinamismos próprios da realidade concreta, do chão mesmo de onde brotam e se enraízam… Por isso as CEBs têm muitos rostos, feições e jeitos forjados em cada situação, mas em todos eles é visível que as CEBs se percebem e se assumem em obras, em constante construção, em busca constante de ver-julgar-agir-celebrar-retomar, em busca de respostas – ecológicas, econômicas, políticas, religiosas e socioculturais – aos desafios que teimam em ameaçar a dignidade da vida.

As CEBs nasceram e continuam a nascer e a crescerem alimentadas pela mesma fonte: a Palavra de Deus rezada e meditada junto e misturada com a busca do bem-viver na realidade vivida pela comunidade. É a Bíblia, sim, que, Palavra do Deus da vida, convoca e provoca a experiência das CEBs. Trata-se da experiência da proximidade amorosa de um Deus que é estradeiro conosco. Um Deus que se revelou em Abraão e Sara, Moisés e Séfora, nos profetas e profetizas da história, em Jesus e seus discípulos e discípulas, de ontem e de hoje, nos mártires e testemunhas da caminhada, como Aquele que escuta o clamor dos oprimidos e sofredores. Um Deus que se faz próximo e que caminha junto impulsionando todas as lutas em defesa da vida, da partilha, da justiça e da paz. Um Deus que tem um projeto salvífico libertador e que, por ser assim, é um Deus que sempre nos agrupa, que nos irmana e que nos leva a assumir os desafios de transformar, bem cuidar e fazer bonita a realidade em que vivemos e na qual convivermos.

Disse ainda a eles que nas CEBs todos os membros, homens e mulheres, se reconhecem, se experimentam corresponsáveis, se apoiam e que procuram participar dos processos e lutas diversas, pois, se sentem irmanados, chamados a compartilhar a vida e, sem que “ninguém solte a mão de ninguém”, a dar as mãos para que tenhamos forças e, em mutirão, cuidemos uns dos outros. Nas CEBs cuidamos para que todos tenham vida, pois, na práxis libertador de Jesus aprendemos que a vida digna é o grande culto que agrada a Deus.

Sei que o que eu disse a esses jovens é como aquele retrato dos primeiros cristãos que nos foi legado pelo autor dos Atos dos Apóstolos. Uma espécie de horizonte utópico a ser buscado em cada passo, cientes de que é para lá que queremos trilhar. E que “sonho que se sonha só pode ser pura ilusão, mas sonho que se sonha junto é sinal de solução. Então, vamos sonhar juntos, sonhar ligeiro, sonhar em mutirão”. E se é bonito de ver a caminhada já consolidada pelas CEBs, mais ainda é instigante deixar-se afetar e, quem sabe, acolher o chamado de participar dessa caminhada, comungando a vida com os pobres, com um horizonte aberto e esperançado, tendo adiante os novos desafios e os compromissos que as CEBs assumem no complexo contexto atual! Vinde e vede!

Edward Guimarães é teólogo leigo, pai e educador esperançado, professor, formador de lideranças e agentes, assessor da catequese e das CEBs, pastorais sociais e movimentos populares. Na PUC Minas, além de professor e pesquisador, atua como secretário executivo do Observatório da Evangelização.

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Esta publicado no site Observatório da Evangelização PUC Minas

08 abril, 2021

Novo desafio, representar as CEBs da Província Eclesiástica de Maringá!


A partir de hoje, dia oito de abril de 2021, assumo como representante das CEBs da Província Eclesiástica de Maringá.

Primeiramente, agradeço a Arquidiocese de Maringá pela indicação e agradeço as Dioceses de Campo Mourão, Paranavaí e Umuarama pela acolhida e aprovação da indicação para representar as CEBs da Província Eclesiástica de Maringá.

Dias já passaram más precisava de um tempo para refletir sobre aceitar ou não, são muitos os desafios, acreditando que será um caminhar junto, não eu e sim nós, e por acreditar nesse jeito de ser Igreja e que a pandemia esta deixando muitas dores e feridas que precisará de amor, ternura, dedicação, doação e profetismo para tratá-las e curá-las e a Igreja CEBs precisa assumir essas dores e feridas e que não podemos virar a costas, precisamos ser presença do Cristo Ressuscitado na vida do povo, com vocês, comunico que aceito ser o nome que representará a Província Eclesiástica de Maringá. Obrigada.

As CEBs é mãe e é pai, e para ela cada criança, cada jovem, cada idos@, cada mulher e cada homem é um pedacinho dela, que instiga a viver e acreditar e ela sabe, são muitas as suas filhas e filhos, muitos envolvidos, uma grande parcela está dispersa, outra envoltos em suas desesperanças, incertezas, tristezas e angústias, alegrias, sonhos e esperanças.

As CEBs somos nós, somos nós padres, somos nós leigas e leigos, somos nós religiosas e religiosos, somos nós diáconos. Independente se tem uma função/serviço reconhecido ou não. Ali onde moramos com quem esta próximo é que nosso Deus nos envia a estender a mão, olhar no olho, cuidar e amar com abertura de ir além, onde há necessidade e necessitados.

Caminhemos juntos, na paz inquieta do Cristo Ressuscitado, eis o tempo de renovar as esperanças.

Amém! Axé! Awere! Aleluia!

Para refletir


 

07 abril, 2021

Podemos sim ficarmos tristes. Más não podemos perder a esperança!

Não percamos a esperança!
Estamos tristes. Podemos sim ficarmos tristes. Más não podemos perder a esperança.
Arquidiocese de Maringá comunica o falecimento do padre Alfeu Leônidas Teodoro, aos 66 anos, vítima da Covid-19.
Como Maria, que viveu a ressurreição de Jesus na esperança, nós também devemos conservar em nós a esperança e devemos dar esperança, o sofrimento tem um lindo sentido, haverá a ressurreição da morte.


03 abril, 2021

Domingo da Páscoa


 

Dom Frei Severino Clasen - Feliz Páscoa!


 

Sábado Santo, alegria!

O Sábado Santo é envolvido pelo silêncio, dor e alegria. Silêncio Jesus morreu, dor da separação e alegria Jesus ressuscitou, passou da morte à vida.

02 abril, 2021

Sexta-feira Santa, silenciar!

Sexta-feira Santa deixar-se envolver pelo Mistério da Cruz, silenciar e adorar, percorrer o caminho com Jesus, um caminho de abandono, humilhação e dor.
Sofrimento que leva à sua morte. Que bom que sabemos que Jesus ressuscitou, venceu a morte, mas é preciso que vivamos o silêncio da Sexta-feira Santa. Deixar-se envolver com o mistério desse caminho por Jesus percorrido.


01 abril, 2021

Quinta-feira Santa

PELOS CAMINHOS DA AMÉRICA - mutirão de vozes

Quinta-feira Santa, dia da instituição da Eucaristia e do gesto do lava-pés!

Um mistério instigante. A Eucaristia exige fé, mas a fé exige o amor...

No gesto do lava-pés está explícito que Jesus supera as rupturas e divisões. Transforma as relações de domínio em relações de serviço, criando relações fraternas, invertendo o comportamento egoísta em atitude de fraternidade. Em todos os momentos, Jesus fez de sua vida um grande lava-pés. Amou e respeitou as pessoas, se fez servidor, entregou sua vida pela salvação do mundo.

O gesto do lava-pés para Papa Francisco é “Um gesto que nos ajuda a ser mais servidores uns dos outros, mais amigos, mais irmãos no serviço”.

Gesto do lava-pés

31 março, 2021

O golpe de 64!

O dia de hoje motiva a lembramos das e dos que perderam suas vidas e lutaram pelo direito a democracia. O golpe de 64, em 31 de março inicia um período vergonhoso na nossa história. Muitos inocentes tiveram suas vidas ceifadas. Censura, tortura, assassinatos.
Hoje há um grito calado que quer fazer-se escutar da necessidade da união em torno de um Brasil igualitário que priorize o cuidado com a vida e capaz de superar o radicalismo ideológico presente.


30 março, 2021

Oscar Romero

São Romero, um mártir da América Latina


Deslocados pela crise climática. Papa: “Ver ou não ver, eis a questão!"

Fonte do texto e foto: Vatican News
Jane Nogara - Vatican News

Prefácio do Papa Francisco ao livro “Orientações Pastorais sobre as Pessoas Deslocadas pela Crise Climática" organizado pela Seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. A coletiva de apresentação foi realizada na Sala de Imprensa da Santa Sé com a presença do cardeal Czerny Subsecretário da Seção Migrantes e Refugiados do Dicastério.



Na manhã desta terça-feira (30) foi realizada uma coletiva de imprensa para a apresentação do livro “Orientações Pastorais sobre as Pessoas Deslocadas pela Crise Climática” organizada pela Seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. A obra tem o prefácio do Papa Francisco. A coletiva contou com a presença do cardeal Michael Czerny S.I, Subsecretário da Seção Migrantes e Refugiados, e do padre Fabio Baggio, C.S. também Subsecretário da mesma seção.

Ver ou não ver, eis a questão!
O prefácio do livro escrito pelo Papa Francisco, apresenta a obra como “um guia repleto de fatos, interpretações políticas e propostas relevantes …mas, - continua o Papa - desde logo, sugiro que adaptemos o famoso “ser ou não ser” de Hamlet e afirmemos: ‘Ver ou não ver, eis a questão!’ Tudo começa com a capacidade de ver de cada um, sim, a minha e a vossa”. Francisco destaca a nossa indiferença: “Somos submersos por notícias e imagens de povos inteiros desenraizados devido a cataclismos climáticos e forçados a migrar. Mas o efeito que estas histórias produzem em nós e a nossa resposta (...) dependem da nossa capacidade de ver o sofrimento contido em cada história.

Não é algo inevitável
“O fato de as pessoas se deslocarem porque o seu habitat local se tornou inabitável, pode parecer um processo natural, algo inevitável. No entanto, a deterioração climática resulta muito frequentemente de escolhas erradas e atividade destrutiva, egoísmo e negligência que colocam a humanidade em conflito com a criação, a nossa casa comum”. O Pontífice pondera que a pandemia, “nos atingiu sem aviso” enquanto que a crise climática “manifesta-se desde a Revolução Industrial” e não atinge de modo uniforme mas o maior efeito é sentido pelos que menos contribuíram para elas”.

Números crescentes de deslocados
O Papa alerta ainda que “números impressionantes e crescentes de deslocados pela crise climática estão rapidamente a tornar-se uma emergência grave do nosso tempo”. “Forçadas a abandonar campos e zonas costeiras, casas e aldeias, as pessoas fogem às pressas, levando consigo apenas algumas lembranças e tesouros, fragmentos da sua cultura e patrimônio. Partem com a esperança de recomeçar as suas vidas num local seguro. Mas na maioria dos casos acabam em favelas perigosamente sobrepovoadas ou em alojamentos precários, à mercê do destino”.

Apelo do Papa
“As pessoas expulsas dos seus lares pela crise climática necessitam ser acolhidas, protegidas, promovidas e integradas. Elas querem recomeçar. Para criar um novo futuro para os seus filhos, precisam ter condições e ser ajudadas. Acolher, proteger, promover e integrar são verbos que implicam uma ação útil. Retiremos, uma a uma, as barreiras que bloqueiam o caminho dos deslocados, o que os reprime e marginaliza, os impede de trabalhar e ir à escola, tudo o que os torna invisíveis e nega a sua dignidade”.

Não podemos regressar e não podemos começar de novo
Francisco recorda que as “Orientações Pastorais sobre as Pessoas Deslocadas pela Crise Climática exigem um novo olhar sobre este drama do nosso tempo”. ‘Não podemos regressar e não podemos começar de novo’. Convidam-nos a tomar consciência da indiferença das sociedades e governos para com esta tragédia. Pedem-nos para ver e cuidar. Convidam a Igreja e outros participantes a agir em conjunto e especificam o modo de o fazer”.

Por fim o Pontífice afirma que “Não vamos superar crises como as alterações climáticas ou a COVID-19 refugiando-nos no individualismo, mas apenas com o esforço de “muitos em conjunto”, através do encontro, do diálogo e da cooperação”. Enche-me assim de grande alegria o fato de estas Orientações Pastorais sobre as Pessoas Deslocadas pela Crise Climática terem sido elaboradas sob a égide do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, juntamente pela Seção Migrantes e Refugiados e pelo Setor de Ecologia Integral. Esta colaboração é, em si mesma, um sinal do caminho a seguir. Ver ou não ver é a questão que nos conduz à resposta numa ação conjunta. Estas páginas mostram-nos o que é preciso e, com a ajuda de Deus, o que fazer”.

29 março, 2021

A Árvore da Vida: o apelo desesperado da espécie humana pela graça, pela delicadeza, pela cortesia

Em artigo publicado no sítio do IHU em 2011, Rodríguez analisa o filme em três níveis narrativos: o primeiro conta a história da família O'Brien, que vive no Texas nos anos 1950; o segundo se expressa através das imagens e da música "que dão à história um alcance cósmico e universal"; e o terceiro nível "tem a forma de uma oração que é pronunciada fundamentalmente perante Deus pelos três personagens principais – mãe [Jessica Chastain], pai [Brad Pitt] e filho mais velho [Sean Penn]. Nessas orações harmonizadas com as imagens e a trilha sonora, oferece-se o fundo teológico que manifesta a presença e a busca de Deus, o encontro e a ausência do Mistério, a graça e a natureza, a dor e o pecado, a conversão e, por fim, o louvor", pontua.


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