14 setembro, 2023

Livro: Teologia para todos: Manual de iniciação teológica a partir de seus principais temas Autor Celso Pinto Carias

Livro: Teologia para todos: Manual de iniciação teológica a partir de seus principais temas Autor Celso Pinto Carias 

Segundo Carias, a Teologia não deve ficar confinados em institutos, faculdades e seminários, a reflexão sobre a fé é um tema que deve ser dito e sentido de várias formas. Divulgar a Teologia mais ampla possível para todas e todos que desejam algum tipo de aprofundamento sobre a realidade de Deus a partir da fé cristã. 

Carias muito tem contribuído com as CEBs da Arquidiocese de Maringá.


 

12 setembro, 2023

Oração da Irmandade dos Mártires da Caminhada

Oração da Irmandade dos Mártires da Caminhada


Deus da Vida e do Amor, Trindade Santa:
Em Irmandade com os Mártires
da Caminhada da Nossa América,
vos louvamos e agradecemos
pela força que derramastes em seus corações
para darem a vida e a morte
pela Vida, no Amor.

Como Jesus, foram fiéis até o fim
e deram a prova maior.
Por Ele e com Ele,
venceram o pecado, a escravidão e a morte
e vivem gloriosos, sendo páscoa na Páscoa.

Derramai também em nós o vosso Espírito
de união, de fortaleza e de alegria,
para que demos totalmente nossas vidas
pela causa do vosso Reino.

Por esses muitos irmãos e irmãs,
testemunhas pascais.
Por Maria, a mãe da Testemunha Fiel.
E pelo mesmo Jesus Cristo,
o Crucificado Ressuscitado,
Primogênito vencedor da morte.

Amém, Axé, Awiri, Aleluia!

09 setembro, 2023

Histórico dos Intereclesiais das CEBs do Brasil, seu caminho, contexto e significado pastoral

Origem e contexto

Os Intereclesiais nasceram no impulso renovador do Concílio Vaticano II e das Conferências Latino-Americanas de Medellín (1968) e Puebla (1979), que fortaleceram:
- A opção preferencial pelos pobres
- A valorização do laicato
- A leitura popular da Bíblia
- A Igreja como Povo de Deus

No Brasil, as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) se expandiram especialmente nas décadas de 1970 e 1980, em meio à ditadura militar, tornando-se espaços de fé, organização popular e resistência profética.

O que são os Intereclesiais?

São encontros nacionais das CEBs, realizados periodicamente, reunindo:
- Delegados e delegadas das comunidades das Arqui/Dioceses do Brasil
- Bispos e assessores
- Padres
- Religiosas
- Representantes de pastorais sociais
- Participação de outras expressões religiosas
- Representantes de outros países

Seu objetivo é:
- Partilhar experiências
- Avaliar a caminhada
- Celebrar a fé
- Discernir os desafios da realidade

O 9º Encontro Intereclesial das CEBs realizado no ano de 1997, foi o primeiro encontro dentro do perfil definido no diálogo Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): católico, porém aberto ao ecumenismo e ao diálogo inter-religioso.

Linha do Tempo dos Intereclesiais das CEBs

CLIQUE AQUI, acesse o Histórico dos Intereclesiais das CEBs do Brasil, seu caminho, contexto e significado pastoral, do primeiro ao décimo quinto 
 Intereclesial.

07 setembro, 2023

Celebrando um aninho do meu lindo sobrinho Arthur!

 


Precisamos resgatar na Arquidiocese de Maringá a mística que nos faz viver a causa, de enxergar e se envolver.

Precisamos resgatar na Arquidiocese de Maringá a mística que nos faz viver a causa, de enxergar e se envolver.

Mística essa presente no realizar - gritos das e dos excluíd@s, participação nas romarias da terra e semanas social, no realizar romaria da e do trabalhad@r. Sem essa mística, corre-se o risco de perdemos a vontade, a criatividade e o amor pela causa, a causa do seguimento de Jesus, causa do Reino. A mística presente nessas atividades são forças que influencia diretamente sobre o comportamento social e leva a praticar valores, como a solidariedade, justiça, o envolver-se juntos. Nos ajuda também a perceber que a força está na coletividade e somente com ela conseguimos energia para que os poderosos não triunfam sem esforço. Quanto mais se faz, mais se quer fazer. Quanto mais se entra na luta, mais se quer seguir em frente. É uma força que não deixa parar e que nos ajuda na prática, é esperança, empurra, mas ela também pode morrer, porque mística é atitude.

Entrevista com Humberto Henrique


 

06 setembro, 2023

Sete de Setembro - Independência do Brasil

Rezemos juntos,
Sete de Setembro, dia que comemoramos o Dia da Independência do Brasil, rezemos pela Pátria e por todo o Povo Brasileiro, e rezemos pelo fim da pobreza, da desigualdade social e de todo mal que rouba a vida humana e da natureza.

“Nós nos gloriamos também nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a perseverança, a perseverança produz a fidelidade comprovada, e a fidelidade comprovada produz a esperança. E a esperança não engana”. (Carta de São Paulo aos Romanos, 5.3-5)

Que a memória da luta e da caminhada do povo seja alimento para o compromisso de continuidade na certeza que “a esperança não engana” e que a Independência do Brasil, passe a ser celebrada na certeza que muito precisa ser feito para que todas e todos vivam num outro Brasil possível, num outro mundo possível, numa Terra Sem Males.


No dia Sete de Setembro de 1982 aconteceu a independência do Brasil, e assim o país conquistou a sua emancipação de Portugal. Nesse dia aconteceu o grito da independência, realizado às margens do Rio Ipiranga, em São Paulo, e dado por Pedro de Alcântara (futuro D. Pedro I). A independência brasileira foi acompanhada por pequenos conflitos armados, localizados principalmente no Nordeste.

05 setembro, 2023

O Papa adverte para as ideologias na Igreja e no mundo

No diálogo com os jornalistas no voo de regresso da Mongólia, Francisco falou do Sínodo, explicando que “não é um programa de Tv” e não é uma assembleia parlamentar. O Pontífice explicou o significado de suas palavras aos jovens russos, reiterando que se tratava de um convite a não esquecer sua grande herança cultural.


Publicado por Vatican News, 04/09/2023
Matteo Bruni


Obrigado, Santidade, por esses dias intensos de encontro com esse pequeno povo rico em cultura em uma grande terra, como o senhor a descreveu, e também com uma comunidade cristã viva que dá testemunho de sua fé com frescor. Os jornalistas puderam se interessar e conhecer esse lugar e ainda têm algumas perguntas que gostariam de fazer ao senhor.

"Bom dia a todos e obrigado pela companhia. Obrigado pelo trabalho que vocês fizeram. Mostrando com a mídia também a cultura desse povo, a história. Muito obrigado!"

Jargalsaikhan Dambadarjaa (The Defacto Gazete):

Muito obrigado, Santidade, por ter visitado a Mongólia. Minha pergunta é: qual foi seu principal objetivo com essa visita e está satisfeito com o resultado alcançado?

"A ideia de visitar a Mongólia me veio à mente pensando na pequena comunidade católica. Faço essas viagens para visitar as comunidades católicas e também para entrar em diálogo com a história e a cultura dos povos, com aquilo que é a mística de um povo. É importante que a evangelização não seja concebida como proselitismo. O proselitismo sempre restringe. O Papa Bento XVI disse que a fé não cresce por proselitismo, mas por atração. O anúncio evangélico entra em diálogo com a cultura. Há uma evangelização da cultura e também uma inculturação do Evangelho. Porque os cristãos também expressam seus valores cristãos com a cultura de seu próprio povo. Isso é o oposto do que seria uma colonização religiosa. Para mim, a viagem era conhecer esse povo, entrar em diálogo com esse povo, receber a cultura desse povo e acompanhar a Igreja em seu caminho com muito respeito pela cultura desse povo. E estou satisfeito com o resultado".

Ulambadrakh Markhaakhuu (ULS Suld Tv)

O conflito de civilizações de hoje só pode ser resolvido por meio do diálogo, como Vossa Santidade disse. Ulan Bator pode se oferecer como plataforma para um diálogo internacional entre a Europa e a Ásia?

"Penso que sim. Mas vocês têm uma coisa muito interessante, que também favorece esse diálogo, e me permito chamá-la de 'mística do terceiro vizinho', que lhes permite seguir adiante numa política do terceiro vizinho. Veja que Ulan Bator é a capital de um país mais distante do mar, e podemos dizer que sua terra está entre duas grandes potências, a Rússia e a China. E é por isso que sua mística é tentar dialogar também com seus "terceiros vizinhos": não por desprezo por esses dois, porque vocês têm boas relações com ambos, mas por um anseio de universalidade, para mostrar seus valores ao mundo inteiro e também para receber dos outros os valores deles para que vocês possam dialogar. É curioso o fato de que, na história, sair em busca de outras terras muitas vezes foi confundido com colonialismo, ou com o entrar para dominar, sempre. Em vez disso, vocês, com essa mística do terceiro vizinho, têm essa filosofia de sair para buscar, a fim de dialogar. Gostei muito dessa expressão do terceiro vizinho. É uma riqueza de vocês".

Cristina Cabrejas (EFE)

Ontem o senhor enviou uma mensagem ao povo chinês e pediu aos católicos que fossem bons cidadãos, depois que as autoridades do país não permitiram que os bispos fossem à Mongólia. Como estão as relações com a China no momento? E há alguma notícia sobre a viagem do cardeal Zuppi a Pequim e a missão na Ucrânia?

“A missão do cardeal Zuppi é uma missão de paz que eu designei. E ele fez um plano que previa visitar Moscou, Kiev, Estados Unidos e também Pequim. O cardeal Zuppi é um homem de grande diálogo e visão universal, ele tem na sua história a experiência do trabalho feito em Moçambique na busca pela paz e por isso eu o enviei. As relações com a China são muito respeitosas, muito respeitosas. Pessoalmente, tenho uma grande admiração pelo povo chinês, os canais são muito abertos, para a nomeação dos bispos há uma comissão que vem trabalhando há algum tempo com o governo chinês e com o Vaticano, e depois há muitos, ou melhor, há alguns padres católicos ou intelectuais católicos que são frequentemente convidados a dar cursos em universidades chinesas. Acredito que devemos avançar no aspecto religioso para nos entendermos melhor e para que os cidadãos chineses não pensem que a Igreja não aceita sua cultura e os seus valores e que a Igreja dependa de uma outra potência estrangeira. A comissão presidida pelo cardeal Parolin está fazendo isso de forma amigável: estão fazendo um bom trabalho, e também do lado chinês, as relações estão em andamento. Eu tenho um grande respeito pelo povo chinês.”

Gerard O'Connell (America Magazine)

Sua Santidade, as relações entre o Vietnã e a Santa Sé são muito positivas neste momento e deram um passo notável recentemente. Muitos católicos vietnamitas pedem que o senhor os visite, como fez na Mongólia. Existe a possibilidade agora de visitar o Vietnã, há um convite do governo? E que outras viagens estão planejando?

“O Vietnã é uma das experiências de diálogo muito bonitas que a Igreja teve nos últimos tempos. Eu diria que é como uma simpatia no diálogo. Ambos os lados tiveram a boa vontade de se entender e de procurar caminhos para avançar, houve problemas, mas no Vietnã acredito que, mais cedo ou mais tarde, os problemas serão superados. Um tempo atrás, conversamos livremente com o presidente do Vietnã. Estou muito otimista sobre as relações com o Vietnã, há anos que se faz um bom trabalho. Lembro-me de que, há quatro anos, um grupo de parlamentares vietnamitas veio nos visitar: tivemos um bom diálogo com eles, muito respeitosos. Quando uma cultura se abre, existe a possibilidade de diálogo; se houver fechamento ou suspeitas, o diálogo é muito difícil. Com o Vietnã o diálogo é aberto, com seus prós e contras, mas é aberto e lentamente avançamos. Houve alguns problemas, mas eles foram resolvidos. Quanto a uma viagem ao Vietnã, se eu não for, certamente irá João XXIV. É certo que irá, porque é uma terra que merece seguir em frente, que tem a minha simpatia. Sobre outras viagens, tem Marselha e depois tem algum pequeno país da Europa e estamos vendo se conseguimos fazê-la, mas, para falar a verdade, para eu fazer agora uma viagem não é tão fácil como no início, há limitações para caminhar e isso limita, mas vamos ver.”

Fausto Gasparroni (ANSA)

Santidade, as suas declarações suscitaram recentemente debates entre os jovens católicos russos sobre a grande Mãe Rússia, o legado de figuras como Pedro, o Grande e Catarina II. Estas são declarações que - digamos - irritaram muito os ucranianos, por exemplo, também tiveram consequências na esfera diplomática e foram vistas, de certa forma, quase como uma exaltação do imperialismo russo e uma espécie de apoio às políticas de Putin. Gostaria de lhe perguntar por que sentiu a necessidade de fazer estas declarações, se avaliou a oportunidade de fazê-las, se as repetiria; e também, para maior clareza, se pode nos dizer o que pensa sobre os imperialismos e, em particular, sobre o imperialismo russo?

"Vejamos o contexto onde aconteceu o fato: um diálogo com os jovens russos. No final do diálogo dei-lhes uma mensagem, uma mensagem que repito sempre: assumir a sua herança. Primeiro ponto: cuidar de sua herança. Digo o mesmo em todos os lugares. E também com esta visão tento estabelecer o diálogo entre avós e netos: que os netos assumam a herança. Digo isto em todo lugar e esta foi a mensagem. Um segundo passo, para tornar a herança explícita: mencionei, de fato, a ideia da grande Rússia, porque a herança russa é muito boa, é muito bonita. Pensemos no campo da literatura, no campo da música, até chegar a Dostojewskij que hoje nos fala de um humanismo maduro; ela assumiu esse humanismo, que se desenvolveu, na arte e na literatura. Este seria um segundo plano, de quando falei da herança, não é? O terceiro, talvez não feliz, mas falando sobre a grande Rússia no sentido, talvez não tanto geográfico, mas cultural, lembrei-me do que nos ensinaram na escola: Pedro I, Catarina II. E veio esse terceiro (elemento, ndr), que talvez não seja muito justo. Não sei. Que os historiadores nos digam! Mas, foi um acréscimo que me veio em mente porque o tinha estudado na escola. O que eu disse aos jovens russos é que assumam a sua herança, que cuidem de sua herança, o que significa não comprá-la em outro lugar. Pegar a sua herança. E que herança a grande Rússia deixou? A cultura russa é bonita e muito profunda; e não deve ser cancelada por causa de problemas políticos. Vocês tiveram anos sombrios na Rússia, mas o legado sempre permaneceu assim, nas mãos. Depois, você fala de imperialismo, mas eu não pensava no imperialismo quando disse isso, falei sobre cultura, e a transmissão da cultura nunca é imperial, nunca; é sempre diálogo, e eu falava disso. É verdade que existem imperialismos que querem impor a sua ideologia. Paro por aqui: quando a cultura é destilada e transformada em ideologia, esse é o veneno. Usa-se a cultura, mas destilada em ideologia. É preciso distinguir quando se trata da cultura de um povo e quando se trata de ideologias que surgem de algum filósofo, algum político daquele povo. Digo isso a todos, também à Igreja. Muitas vezes, dentro da Igreja se introduzem ideologias que separam a Igreja da vida que vem da raiz e sobe; elas separam a Igreja da influência do Espírito Santo. Uma ideologia é incapaz de se encarnar, é apenas uma ideia. Mas quando a ideologia toma força e se torna política, geralmente se torna ditadura, certo? Torna-se incapacidade de diálogo, de progredir com as culturas. E os imperialismos fazem isso. O imperialismo consolida-se sempre com base numa ideologia. Devemos também distinguir na Igreja entre doutrina e ideologia: a verdadeira doutrina nunca é ideológica, nunca; está arraigada no povo santo fiel de Deus; em vez disso, a ideologia está desvinculada da realidade, desvinculada do povo... Não sei se respondi."

Robert Messner (DPA)

Bom dia. Uma pergunta sobre sua atualização da Laudato si'. Ela pode ser entendida como uma demonstração de solidariedade aos ativistas ambientais, como a "Última Geração", aqueles que fazem protestos inacreditáveis? Talvez haja também uma mensagem nessa atualização para os jovens ativistas que vão às ruas?

“Digo de modo geral: eu não me aproximo desses extremistas. Mas os jovens estão preocupados. Um bom cientista italiano - tivemos uma reunião na Academia - fez um bom discurso e terminou assim: 'Eu não gostaria que minha neta, que nasceu ontem, vivesse em um mundo tão difícil daqui a trinta anos'. Os jovens pensam no futuro. E, nesse sentido, gosto do fato de que eles vão à luta. Mas quando a ideologia ou a pressão política tem algo a ver com isso, não dá certo. Minha Exortação Apostólica será publicada no dia de São Francisco, 4 de outubro, e é uma revisão do que aconteceu desde a COP de Paris, que talvez tenha sido a mais frutífera até o momento. Há algumas notícias sobre algumas COP’s e algumas coisas que ainda não foram resolvidas, e há uma urgência em resolvê-las. Não é tão grande quanto a Laudato si', mas é levar a Laudato si' em frente, para coisas novas, e também uma análise da situação.”

Etienne Loraillère (KTO Tv)

Vossa Santidade deseja uma Igreja sinodal, na Mongólia e no mundo. A assembleia de outubro já é fruto do trabalho do povo de Deus. Como será possível envolver os batizados de todo o mundo nessa etapa? Como será evitada a polarização ideológica? E os participantes poderão falar e compartilhar publicamente o que estão vivenciando, para que possamos caminhar com eles? Ou todo o processo será secreto?

“Você falou sobre evitar pressões ideológicas. No Sínodo não há lugar para ideologia, é outra dinâmica. O Sínodo é diálogo, entre os batizados, entre os membros da Igreja, sobre a vida da Igreja, sobre o diálogo com o mundo, sobre os problemas que afetam a humanidade hoje. Mas quando se pensa em seguir um caminho ideológico, o Sínodo termina. No Sínodo não há lugar para ideologia, há espaço para o diálogo. Para confrontar uns aos outros, entre irmãos e irmãs, e confrontar a doutrina da Igreja. Seguindo em frente. Depois, quero enfatizar que a sinodalidade não é uma invenção minha: foi de São Paulo VI. Quando o Concílio Vaticano II terminou, ele percebeu que no Ocidente a Igreja havia perdido a dimensão sinodal; a Igreja Oriental a tem. Por isso, ele criou a Secretaria do Sínodo dos Bispos, que nesses sessenta anos tem levado adiante a reflexão de maneira sinodal, com progressos contínuos, indo em frente. Quando se completou o cinquentenário dessa decisão de São Paulo VI, assinei e publiquei um documento sobre o que é o Sínodo, sobre o que foi feito. Que agora avançou, amadureceu mais, e é por isso que achei muito bom ter um Sínodo sobre sinodalidade, que não é uma moda, é uma coisa antiga, a Igreja Oriental sempre teve isso. Mas como viver a sinodalidade e vivê-la como um cristão e, como eu disse antes, sem cair em ideologias. Sobre o processo da assembleia: há uma coisa que devemos preservar, a atmosfera sinodal. Este não é um programa de televisão em que falamos sobre tudo. Não. É um momento religioso, é um momento de intercâmbio religioso. Pense que as introduções sinodais terão falas de três a quatro minutos cada, serão três discursos e depois três a quatro minutos de silêncio para oração. Depois, mais três falas, e oração. Sem esse espírito de oração não há sinodalidade, é política, é parlamentarismo. O Sínodo não é um parlamento. Sobre o sigilo: há um departamento chefiado pelo Dr. Ruffini, que está aqui, e que fará os comunicados à imprensa sobre o andamento do Sínodo. Em um Sínodo, é preciso proteger a religiosidade e a liberdade das pessoas que falam. É por isso que haverá um comitê, presidido pelo Dr. Ruffini, que fará o relatório sobre o andamento do Sínodo.”

Antonio Pelayo (Vida Nueva)

Santo Padre, o senhor falou agora do Sínodo e todos estamos de acordo com o senhor sobre o fato de que este Sínodo suscita muita curiosidade e muito interesse. Infelizmente, suscita também muitas críticas que são feitas em ambientes católicos. Quero referir-me a um livro com o prólogo do cardeal Burke, que diz que o Sínodo é o vaso de Pandora de onde sairão todas as calamidades para a Igreja. Que pensa desta posição? Acredita que será superada pela realidade ou condicionará o Sínodo?

"Não sei se já disse isso uma vez. Alguns meses atrás, liguei para um Carmelo. “Como estão as monjas, madre superiora?” Era um Carmelo não italiano. E a priora me respondeu. E no final ela me disse: “Santidade, temos medo do Sínodo”. “Mas o que acontece? - disse eu brincando. Querem enviar uma irmã para o Sínodo?”. “Não, temos medo que mude a doutrina”. E isto é o que ela diz: existe esta ideia… Mas se você vai adiante na raiz dessas ideias, encontrará ideologias. Sempre, quando na Igreja se quer romper o caminho de comunhão, aquilo que rompe é a ideologia. E acusam a Igreja disto ou daquilo, mas jamais a acusam daquilo que é verdadeiro: pecadora. Nunca dizem pecadora... Defendem uma doutrina entre aspas, que é uma doutrina como a água destilada, não tem sabor de nada e não é a verdadeira doutrina católica, que está no Credo. E que muitas vezes causa escândalo; assim como escandaliza a ideia de que Deus se fez carne, de que Deus se fez Homem, de que Nossa Senhora manteve a sua virgindade. Isso escandaliza."

Cindy Wodden (CNS)

Bom dia Santidade, gostaria de acompanhar a pergunta do colega francês sobre o Sínodo e a informação. Muitos fiéis leigos dedicaram tanto tempo, oração, envolvimento no falar e na escuta. Querem saber o que se passa durante o Sínodo, a assembleia. E o senhor falou da sua experiência do Sínodo sobre os religiosos, durante a qual alguns do Sínodo disseram “não colocar isto”, “não se pode dizer isto...”. Nós, jornalistas, nem sequer temos acesso à assembleia e às sessões gerais, como podemos ter a certeza de que o que nos é dado como “mingau” é verdade? Não há chance de ser um pouco mais aberto com os jornalistas?

"Mas abertíssimo, cara, é abertíssimo! Tem uma comissão presidida pelo Ruffini que vai dar notícias todos os dias, mas mais aberto não sei, mais aberto não sei... e é bom que essa comissão seja muito respeitosa com as contribuições de cada um e tentará não fazer mexerico, mas dizer coisas precisamente sobre o andamento sinodal que são construtivas para a Igreja. Se alguém quiser que as notícias sejam: ‘este se desentendeu com aquele outro por isso ou por aquilo’, isso é fofoca política. A comissão tem uma tarefa não fácil, de dizer: hoje a reflexão vai por este lado, vai assim, e transmitir o espírito eclesial, não político. Um parlamento é diferente de um Sínodo. Não se esqueçam que o protagonista do Sínodo é o Espírito Santo. E como transmitir isso? Para isso é necessário transmitir o andamento eclesial."

Vincenzo Romeo (RAI TG 2)

Bom dia Santidade. O senhor é o Papa das periferias e as periferias, especialmente na Itália, estão sofrendo muito. Tivemos episódios muito preocupantes de violência, de degradação... por exemplo, perto de Nápoles, um pároco, padre Patriciello, até mesmo convidou-o para ir depois para Palermo... O que pode ser feito? O senhor costumava visitar villas miserias em Buenos Aires, então tem experiência nisso. Também a nossa primeira-ministra visitou uma destas periferias, se discute muito a este respeito. O que pode ser feito, o que podem fazer tanto a Igreja como as instituições do Estado para superar esta degradação e garantir que as periferias sejam verdadeiramente parte de um país?

"Com isso você fala das periferias como favelas: é preciso ir em frente, ir lá e trabalhar ali, como se fazia em Buenos Aires com os sacerdotes que trabalhavam nesses locais: uma equipe de sacerdotes com um bispo auxiliar à frente e se trabalha lá. Devemos estar abertos a isto, os governos devem estar abertos, todos os governos do mundo, mas há periferias que são trágicas. Volto para uma periferia escandalosa que se procura encobrir: a dos Rohingya. Os Rohingya sofrem, não são cristãos, são muçulmanos, mas sofrem porque foram convertidos em periferia, foram expulsos. Devemos ver os diferentes tipos de periferias e também aprender que a periferia é onde a realidade humana é mais evidente e menos sofisticada – (existem também, ndr) momentos ruins que não quero idealizar -, mas se percebe melhor. Certa vez, um filósofo disse algo que realmente me impressionou: 'A realidade é melhor compreendida a partir das periferias', lá se entende bem a realidade. Devemos dialogar com as periferias e os governos devem fazer a verdadeira justiça social, a verdadeira justiça social, ir dialogar com as diversas periferias sociais e também com as periferias ideológicas, porque muitas vezes é alguma periferia ideológica refinada que provoca as periferias sociais. O mundo das periferias não é fácil. Obrigado."

(transcrição não oficial aos cuidados da mídia do Vaticano)

31 agosto, 2023

Não ao marco temporal!

Hoje, volta a votação a respeito do marco temporal

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tem manifestada contra o marco temporal.


Não ao marco temporal!

Hoje, volta a votação a respeito do marco temporal

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tem manifestada contra o marco temporal.

O marco temporal é uma tese jurídica que defende que os povos indígenas só têm direito à demarcação de seus territórios tradicionais se estivessem ocupando essas terras em 5 de outubro de 1988, data da publicação da Constituição Federal do Brasil. Segundo essa tese, as terras que estavam desocupadas ou ocupadas por outras pessoas naquela data não podem ser demarcadas como terras indígenas. Esses territórios podem ser considerados propriedade de particulares ou do Estado, e não mais dos povos originários que a habitam.

O agronegócio e setores que pretendem explorar os territórios tradicionais defendem a tese, a CNBB tem manifestada contraria a tese, certa está CNBB, o artigo 231 da Constituição Federal garante aos povos indígenas o direito originário sobre as terras que tradicionalmente ocupam:

“Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.”

Para o arcebispo de Manaus e presidente do regional Norte 1 da CNBB “Se aprovado será um marco de continuidade da destruição”, e segundo ele “Será um marco de continuidade de morte dos povos indígenas, de desrespeito em relação aos povos indígenas”.

Segundo a nota técnica da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) sobre o marco temporal, as terras tradicionalmente ocupadas pelos indígenas são a principal condição da manutenção de sua sobrevivência física e cultural.

30 agosto, 2023

Papa anuncia publicação da segunda parte da Laudato Si

4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, é a data de publicação de uma Exortação Apostólica que atualiza questões concernentes ao cuidado da criação.

Imagem da reserva natural na Nicarágua
Fonte da Imagem: Vatican News

Vatican News

No final da Audiência Geral desta quarta-feira, 30, o Papa anunciou que a segunda parte da Laudato si' será publicada na forma de Exortação Apostólica em 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, que conclui o "Tempo ecumênico da Criação", que tem início em 1° de setembro e cujo tema em 2023 é «Que jorrem a justiça e a paz»:

Permanecer ao lado das vítimas da injustiça ambiental

Nessa data tenho a intenção de publicar uma Exortação, uma segunda Laudato si’. Unamo-nos aos nossos irmãos e irmãs cristãos no compromisso de salvaguardar a Criação como um dom sagrado do Criador.

Francisco já havia antecipado em 21 de agosto que estava "escrevendo uma segunda parte da Laudato si’ para atualizar as questões", ao receber uma delegação de advogados de países membros do Conselho da Europa.

Continuando seu apelo na AudiÇencia desta quarta-feira, o Papa resume o cerne da Mensagem para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação divulgada em maio:

É necessário permanecer ao lado das vítimas da injustiça ambiental e climática, esforçando-se para acabar com a guerra sem sentido contra nossa casa comum, que é uma guerra mundial terrível. Exorto todos vocês a trabalhar e rezar para que ela volte a transbordar de vida.

Transformar políticas públicas

Na Mensagem, o Papa propõe “transformar os nossos corações, os nossos estilos de vida e as políticas públicas que regem as nossas sociedades”. Falou novamente da conversão ecológica e da necessidade de não considerar mais a criação como um objeto a ser explorado, mas uma realidade a ser preservada “como um dom sagrado do Criador”.

Neste mesmo texto da mensagem, o Pontífice insiste na necessidade de “transformar as políticas públicas que regem as nossas sociedades e moldam a vida dos jovens de hoje e de amanhã.”. Ele sublinha ainda a importância da sinodalidade e espera “neste Tempo da Criação, como seguidores de Cristo no nosso caminho sinodal comum, vivamos, trabalhemos e rezemos para que a nossa casa comum seja novamente repleta de vida”.

25 agosto, 2023

Padre João Caruana será nome de Praça em Sarandi

Padre João Caruana será nome de Praça em Sarandi

No próximo sábado, 26, será inaugurada a Praça João Caruana, localizada na estrada Mauro Trindade, Jardim Aurora 4, em Sarandi. A solenidade de inauguração, com bênção, será às 9h.



A lei municipal, de autoria dos vereadores Eunildo Zanchim e Fábio de Souza Silveira, foi promulgada no dia 15 de agosto pelo prefeito de Sarandi, Walter Volpato.

Padre João Caruana faleceu no dia 28 de junho de 2022, aos 81 anos. Nasceu em 03 de junho de 1941, na cidade de Mosta, em Malta. Foi ordenado padre em sua terra natal no dia 11 de março de 1967.

O presbítero chegou ao Brasil em 1984 e trabalhou nas paróquias Santa Terezinha do Menino Jesus, Nossa Senhora das Graças e São Paulo Apóstolo, em Sarandi, São Silvestre em Maringá e por dois anos foi missionário na Diocese Guajará-Mirim em Rondônia – “Igreja Irmã” da Arquidiocese de Maringá, dentro do projeto “Igrejas Irmãs”, da CNBB.

Padre Caruana exerceu relevante trabalho com as Comunidades Eclesiais de Base e pastorais sociais.


Fonte do texto: Site da Arquidiocese de Maringá.


CEBs - Projeto Iniciação à Vida Cristã (IVC)

Arquidiocese de Maringá

CEBs - Projeto IVC
Formação: Introdutora e introdutor

Região Pastoral Sarandi Nossa Senhora das Graças
24/08/2023



Paglia: a economia deve ser regulada pela lógica da solidariedade, menos desperdício


Paglia: a economia deve ser regulada pela lógica da solidariedade, menos desperdício

O presidente da Pontifícia Academia para a Vida falou em uma conferência da FAO em Santiago, Chile, destacando que, para enfrentar o triste fenômeno do desperdício de alimentos, os agentes econômicos devem reconhecer sua responsabilidade social e a interconexão que existe entre todos os indivíduos. Mas também precisamos de dados concretos e mudanças nos hábitos alimentares.

Tiziana Campisi – Vatican News


O desperdício de alimentos marca o destino de milhões de pessoas, e a questão da alimentação não pode ser abordada apenas em uma lógica puramente econômica e de mercado. Isso foi enfatizado por dom Vincenzo Paglia, presidente da Pontifícia Academia para a Vida, falando na conferência "Prevenir e reduzir a perda e o desperdício de alimentos no contexto da segurança alimentar e nutricional. Um desafio intersetorial", organizada em Santiago, Chile, nesta quinta-feira, 24 de agosto, na sede da Representação da FAO para a América Latina e o Caribe. O prelado, que está na América Latina desde quarta-feira para uma viagem que, até 30 de agosto, incluirá paradas na Argentina e no Chile, abordou o tema lembrando, em primeiro lugar, o que o Papa Francisco disse em 18 de maio de 2019 em seu discurso à Federação Europeia de Bancos de Alimentos: "desperdiçar alimentos significa descartar pessoas", acrescentando que esse descarte de pessoas "é intolerável, insuportável, execrável, uma fonte de imensa vergonha" e que todos são "responsáveis diante de Deus e diante da história".

Desperdício de alimentos e subnutrição

Embora o desperdício de alimentos na América Latina tenha uma porcentagem baixa, cobrindo apenas 6% do desperdício mundial de alimentos, há, no entanto, 47 milhões de pessoas subnutridas no continente, disse dom Paglia, ressaltando que a taxa de subnutrição aumentou nos últimos anos, mas que os 69 kg de alimentos desperdiçados anualmente por cada habitante - um número registrado pela ONU - poderiam contribuir significativamente para a nutrição de 30 milhões dessas pessoas. Há situações trágicas em alguns países, acrescentou o prelado, que relatou uma visita que fez ao Haiti há dois anos e às favelas da capital Porto Príncipe, onde encontrou "pessoas inchadas com alimentos não saudáveis ou atormentadas por uma desnutrição crônica". "Como é possível continuar a fingir que nada está acontecendo, a suportar isso, a não fazer nada?", foi sua amarga reflexão, com um convite "a enfrentar a questão com seriedade e responsabilidade".

A lógica da solidariedade

Ocorre que a estrutura econômica na qual se baseia a produção, a distribuição e o processamento de alimentos "excede, é maior", mas "a economia não pode ser considerada como um fim em si mesma", observou dom Paglia, "mas como um meio a serviço da vida das pessoas e da construção de uma sociedade justa". O Papa Francisco havia apontado isso em sua Mensagem para o Dia da Alimentação de 2021, escrevendo que "a luta contra a fome exige a superação da lógica fria do mercado, focada avidamente no mero benefício econômico e na redução dos alimentos a uma mercadoria como tantas outras, e o fortalecimento da lógica da solidariedade". Esta última, observou o prelado, deve levar à consideração de que "toda experiência humana, inclusive a econômica, se insere e coopera na construção de uma família humana fraterna", como o próprio Pontífice afirmou na Fratelli tutti Fratelli tutti. Portanto, para os agentes econômicos, isso significa reconhecer "a responsabilidade social de seu trabalho, a interconexão entre diferentes sujeitos, o cuidado com as pessoas e com o mundo em que habitam".

Três caminhos para não desperdiçar

Para o presidente da Pontifícia Academia, "para que ninguém fique excluído da mesa da vida", há "três caminhos concretos de trabalho" a serem seguidos. Em primeiro lugar, relatar os dados sobre o desperdício de alimentos e, portanto, avaliar "o peso social desse fenômeno", em relação ao qual "não é indiferente o número de horas de trabalho desperdiçadas ou o custo energético de tais atividades não concluídas", de modo que também seria necessário "dizer qual é a perda em termos sociais e humanos por trás do desperdício de um produto agrícola". Em segundo lugar, é necessário analisar toda a cadeia alimentar, continuou dom Paglia, porque "o desperdício de alimentos só pode ser enfrentado por meio de uma visão abrangente da realidade", portanto, é preciso considerar "a grande distribuição organizada de supermercados e mercados informais ao longo das estradas, as tecnologias mais refinadas e as mais antigas sabedorias camponesas".

Por fim, é necessário "mostrar o valor do alimento e da mesa". Esse é o caminho cultural. "Precisamos de uma abordagem responsável, até mesmo espiritual", disse o prelado, ressaltando que estudos "mostram que um dos principais passos para reduzir o desperdício de alimentos é a educação, que permite a mudança de práticas domésticas que, de outra forma, seriam prejudiciais". "Se uma pessoa está ciente da dignidade e da bondade de si mesma, de seus entes queridos e dos bens que tem à sua disposição", concluiu dom Paglia, "então ela desperdiça menos e faz da alimentação um ato profundamente humano".

Fonte: Vatican News

24 agosto, 2023

CEBs - Projeto Iniciação à Vida Cristã (IVC)

Arquidiocese de Maringá
CEBs - Comunidades Eclesiais de Base
Projeto Iniciação à Vida Cristã (IVC)
Formação: Introdutora e introdutor
Região Pastoral São José
23/08/2023




22 agosto, 2023

#15º Intereclesial de CEBs: Bênçãos e Desafios



15º Intereclesial de CEBs: Bênçãos e Desafios

A reflexão é de Marcelo Barros, monge beneditino e teólogo, em artigo publicado por Portal das CEBs, 21/08/2023.

Para quem teve a graça de participar do 15º Intereclesial das CEBs, sem dúvida, a primeira reação só pode ser de gratidão a Deus e aos irmãos e irmãs da equipe de coordenação e das diversas equipes de serviço que prepararam e estiveram à frente da organização desse encontro intereclesial.

Eram 18 horas da terça-feira, 18 de julho, quando chegou o último ônibus organizado pela CNBB do Regional MT, ao Centro de Cultura de um dos bairros de Rondonópolis, MT, local dos grandes plenários do 15º Intereclesial das CEBs. Eu estava ainda entrando no local que durante todo o encontro iria se chamar “Casa comum” quando escutei a voz de Dom Maurício da Silva Jardim, bispo diocesano, anunciar: “Declaro aberto o 15º Encontro Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base”.

Enquanto me aproximava do palco onde a equipe de coordenação acolhia os participantes, ia avistando e cumprimentando um mundo de pessoas conhecidas. A alegria de reencontrar participantes das CEBs do Recife que, reunidos no Movimento Encontro de Irmãos, até há poucos anos, assessorei e para o qual celebrava. Encontrava os representantes das CEBs de Pernambuco, dos quais participei várias vezes dos encontros no Santuário das Comunidades em Caruaru. E assim, gente do Brasil inteiro. Sem dúvida, algumas e alguns assessores, sempre encontro nesses encontros intereclesiais, desde o VI Encontro, em Trindade, 1986, quando, pela primeira vez, participei do grupo nacional de assessores (nos dois encontros anteriores, participei como representante, mas não como assessor). Além desses e dessas irmãs, muita gente nova, o que é ótimo e positivo.

Nesse encontro em Rondonópolis, não fui convidado para assessorar nenhum plenário nem bioma e gostei de que essa tarefa tenha ficado com pessoas dos regionais e gente mais nova. Apenas, como me ofereci, sem ser convidado, ajudei a equipe que preparou a celebração ecumênica. E fiquei feliz em participar assim, mais como participante comum e espectador do que como alguém com encargo de assessorar.

1. Primeiras impressões

Todas as pessoas com as quais conversei e que tinham participado de outros intereclesiais confirmaram a minha impressão de que esse encontro foi dos mais organizados e com estrutura que funcionou 100% bem nos mais diversos níveis. Apesar de todas as dificuldades e desafios pelos quais passou a equipe ampliada que tinha a tarefa de prepará-lo e organizá-lo, quem participou pode testemunhar uma organização impecável e extremamente eficiente.

Em primeiro lugar, as celebrações, preparadas pela equipe da Rede Celebra foram excelentes. Deram ao encontro o tom correto de profecia e espiritualidade que o encontro precisava. A celebração inicial foi sem dúvida a melhor e mais bem coordenada e realizada de todas as celebrações de abertura que já vi em um dos intereclesiais dos quais participei. Leve, profunda e tocante.

Como sinal novo e importante em nossos dias, bendigo a Deus pela profecia da realização de um ágape eucarístico, na celebração de abertura. Dou graças a Deus por ter participado desse ágape, presidido por uma mulher (Marilza Schuína) que cantou uma oração eucarística alternativa, composta pelo saudoso Reginaldo Veloso. Aquilo foi claramente um ato profético que mostra um caminho às CEBs e às comunidades da caminhada: temos de libertar a ceia de Jesus da prisão na qual se encontra como culto clerical e sacral, desligado da comunhão afetuosa da vida e da partilha, como deve ser a celebração da ceia pascal do Cristo.

A organização do 15º Intereclesial em plenários e grupos – Casa Comum e Biomas foi excelente. Só o fato de terem escolhidos esses nomes já foi importante. As palavras são fortes e expressivas. O próprio fato de que os/as participantes foram organizados por biomas foi em si mesmo significativo e a partir da espiritualidade ecológica. E esse cuidado com a espiritualidade ecológica apareceu em todos os momentos e situações. A impressão é que todos e todas que participaram se sentiram muito contentes.

2. Algumas características do 15º Encontro

Vale a pena salientar o que, na atual conjuntura da Igreja Católica no Brasil, esse encontro significa:

Antes de tudo, significou ato de resistência. Militantes e pessoas da caminhada libertadora expressam claramente: estamos vivos e mantemos viva e forte a profecia da espiritualidade libertadora.

Como em outros encontros anteriores, também nesse, sentimos que as pessoas de base sentem necessidade de se descobrirem participando de algo mais amplo. O sair do “pequeno mundo da cotidianidade” que, não poucas vezes é limitado por vários fatores é sinal e instrumento de espiritualidade libertadora. Provavelmente, a primeira alegria é todo o povo da caminhada poder se encontrar, cantar e gritar: Não estamos sós! Somos muitos e muitas. E estamos juntos/as.

Nesse encontro, talvez mais do que nos intereclesiais mais recentes, parece que retomamos um elemento dos dois ou três primeiros encontros intereclesiais: em 1975, a ideia de Dom Luiz Fernandes, então bispo auxiliar de Vitória, ES, ao convocar o primeiro encontro foi reunir as Igrejas (dioceses) que viviam experiência de CEBs. A partir do 4º encontro, essa característica acabou se alargando demais e perdeu sua especificidade.

Agora, devido à realidade mais polarizada de nossas Igrejas locais e devido também ao fato de que o velho conservadorismo, hoje é mais conservador do que era nos anos 1980 e tem mais espírito intransigente de cruzada, as diferenças acabam sendo mais nítidas e de novo quem vem a um encontro como esse, em geral, tem identificação mais clara, se não diretamente com CEBs, ao menos com a Igreja da caminhada libertadora.

Disso, resultam algumas questões a aprofundarmos:

Na Igreja Católica, o que vemos é, ao contrário do que propõe o papa Francisco, uma clericalização cada vez mais forte e mais centrada no modelo de Igreja de Cristandade. Qual a repercussão dessa realidade para as CEBs?

As CEBs de hoje não são mais as mesmas de 1975 ou da década de 1980. Não são, não podem ser e não devem ser. O problema é que aquelas tinham consistência e características que conhecíamos bem. Agora, as CEBs atuais, como se constituem e o que as caracteriza verdadeiramente? Sabemos que não são apenas “pequenas comunidades missionárias” e menos ainda “meras capelas do interior”. Precisamos clarear melhor como se organizam e se expressam em nossos dias… Parece urgente refazer uma teologia das CEBs…

Sem de modo algum querer mudar a natureza do encontro intereclesial, chamo a atenção para o fato de que esse encontro teve muito a característica de um encontro de Igreja da caminhada, para além das CEBs. Penso que se passássemos uma ficha de identidade para todas as pessoas que participaram desse 15º encontro, talvez a maioria delas se colocasse como assessores dos vários organismos pastorais (Caritas e pastorais sociais) e movimentos populares.

Na década de 1990, a presidência da CNBB promoveu uma assembleia dos Organismos do Povo de Deus. Funcionou por três vezes e, mesmo se agora, continua existindo, parece ter pouca visibilidade e não sei se tem repercussão concreta.

Há dois anos, na construção do processo de sinodalidade, o papa Francisco propôs a Assembleia Eclesial Latino-americana (novembro de 2021) e aceitou a constituição da CEAMA, Conferência Eclesial Amazônica no lugar de conferência episcopal. Apesar de que concretamente essa assembleia não teve a mesma força das conferências episcopais (Medellín, Puebla e Aparecida), provavelmente, isso se deu em grande parte, a problemas e perspectivas dos próprios participantes.

Sem querer comparar o 15º Intereclesial de CEBs com uma Assembleia eclesial mais ampla, é verdade que esse incorporou um estilo ou o rosto de uma assembleia eclesial da caminhada libertadora, mais ampla do que apenas a de um encontro nacional de CEBs e como lembrei antes, desde a origem, os encontros intereclesiais de CEBs se chamam intereclesiais porque sempre foram de Igrejas que têm CEBs e não apenas da CEBs. Foi um encontro da Igreja da Caminhada, como dizíamos nos primeiros anos: Uma Igreja que nasce do povo sob o sopro do Espírito.

3º – Mais do que em encontros anteriores, esse encontro foi ocasião para a expressão de pastorais cristãs indígenas e negras, em diálogo com as culturas originárias. Em todas as celebrações e plenários, se revelou que o diálogo e a inserção com as comunidades negras e indígenas, ao menos dessa parte da Igreja da qual participamos, se aprofundou e deixou para trás as dificuldades que se sentiam nos encontros intereclesiais dos anos 1990, quando ainda não se conseguiam acolher e integrar plenamente as pessoas de tradições indígenas e negras.

3. Dúvidas e Perguntas

A festa é a irrupção do tempo da graça pascal na vida das comunidades. A festa, seja religiosa como a Páscoa ou o Natal, seja a festa considerada profana como é o Carnaval, é sempre sacramento de comunhão e expressão importante da resistência do povo e da presença amorosa do Espírito que nos anima. No entanto, a festa só cumpre essa função sacramental se se alicerça na cotidianidade da experiência comunitária. Sem isso, a festa, fica sem base como casa sem alicerce ou planta sem raiz.

Provavelmente, para a maioria das pessoas que acompanham a caminhada libertadora (e desde tanto tempo, como é o meu caso), a primeira grande pergunta é até que ponto esse 15º Intereclesial de CEBs, em sua forma atual, expressou e representou a caminhada real e cotidiana das comunidades eclesiais de base nas diversas regiões do Brasil.

É difícil de responder a isso. Provavelmente, nesse encontro, se realizaram pesquisas. Não as vi. Não sei entre os/as participantes, qual a percentagem de pessoas de base e de agentes de pastoral e militantes das diversas entidades de assessoria. Sem dúvida, muitos/as dos/as participantes desse Intereclesial mantém verdadeiramente contato de presença e acompanhamento daquilo que podemos chamar de CEBs… No entanto, como médico é capaz de detectar uma enfermidade pelos sintomas que outras pessoas nem perceberiam, devo confessar que, por trás de toda a euforia visível nas danças e por trás das muitas palavras dos plenários do encontro, senti certa inquietação. A realidade por trás dos relatos que apareceram nos plenários aos quais tive acesso me deixou a impressão de que parece haver certo descolamento entre a realidade que apareceu nesse Encontro Intereclesial e a realidade cotidiana das CEBs na maior parte das dioceses.

Alguém observou que nos grupos, as perguntas a serem respondidas supunham que as pessoas presentes pudessem responder em nome das CEBs. Havia perguntas sobre como a realidade social e eclesial tem impacto sobre as CEBs ou sobre o que anima as CEBs hoje. No entanto, será que a maioria das pessoas reunidas nesse encontro, principalmente, assessores e pessoal que trabalha nas diversas pastorais sociais e organismos de apoio podiam mesmo responder a essas perguntas como representantes de CEBs?

Escutei de vários bispos, cujas dioceses tinham CEBs e se organizavam a partir delas nos anos 80 e 90 que atualmente não é essa a realidade. Pelo que escutei de vários militantes e mesmo de alguns bispos, responsáveis por dioceses que nos anos 90 eram referências de CEBs no Brasil, parece que o maior inimigo das CEBs no Brasil e do modelo de Igreja que elas representam é o clero.

Atualmente, depois que o papa Francisco denunciou o clericalismo como mal, todo mundo fala contra o clericalismo. No entanto, esse é um fenômeno de várias faces e expressões. Nesse encontro de Rondonópolis, minha impressão é que todos os plenários apontaram o Clericalismo como mal. E para eles e elas que falaram isso, o significado concreto era que a maioria dos atuais padres da Igreja no Brasil não aceitam e não gostam de CEBs e de Pastorais Sociais.

Aliás, com algumas exceções, seria bom se fazer um estudo porque algumas dioceses que, justamente, no passado eram referências da caminhada libertadora e do protagonismo do laicato, neste momento atual são das que têm clero mais conservador e refratário a qualquer proposta de CEBs e de caminhada libertadora … O que significa isso?

Ninguém de nós é favorável à paroquialização das CEBs, nem concorda com o fato de que a CNBB junte tudo no nome de “pequenas comunidades”. A paróquia é estrutura ainda ligada ao modelo de Igreja Cristandade, organizada na Idade Média e que veio ao nosso país com a estrutura colonial. As CEBs nasceram e se desenvolveram em diálogo com a estrutura paroquial, mas livres e não dependentes delas. No entanto, todos sabemos que, na atual estrutura católica, sem apoio dos párocos e das paróquias, o acesso às bases se torna mais difícil e sem continuidade.

Contra isso, podemos objetar ressaltando a presença boa e afetuosa de muitos padres e bispos presentes no intereclesial. Parece que, nesse encontro, padres de paróquia e de base eram minoria. Uma minoria brilhante e forte, mas minoria. A maioria dos padres presentes no 15º Intereclesial era de assessores de pastorais sociais, professores de universidade e teólogos. Talvez isso explique a distância que ainda existe entre o tipo de liturgia, os cânticos e os assuntos que dominaram um encontro como esse e a realidade das comunidades nas paróquias.

Mesmo nos anos 1970 e 1980, o modelo de Igreja vivido nas CEBs sempre foi minoritário. Como “minorias abraâmicas”, elas sempre lutaram com dificuldade. Esse Encontro de Rondonópolis mostra que a caminhada persiste e resiste, apesar de todas as dificuldades. No entanto, parece que a reconstrução, talvez, tenha de ser mais livre em relação ao terreno institucional da Igreja Católica institucional, ou ao menos, mais independente das paróquias.

Se essa intuição for correta, as CEBs se ligariam à caminhada social das bases, mesmo se baseadas na fé e na espiritualidade libertadora. No campo da juventude, atualmente, o MEL (Movimento de Juventudes e Espiritualidade Libertadora) tem como proposta desenvolver a espiritualidade libertadora (ecumênica), mas sem se identificar com nenhuma Igreja. Será que nessa mesma linha, as CEBs hoje deveriam caminhar para ser mais comunidades humanas ou ecumênicas de base? Para ser eclesiais, elas teriam que ser menos eclesiásticas e assumir realmente o fato de que a estrutura paroquial da Igreja não as assume corretamente.

De todos os encontros intereclesiais, desde o VI em Trindade (1986), esse foi o que teve menor número de pessoas de outras Igrejas e quase ninguém se identificou como de outra religião. Isso revela a realidade das nossas Igrejas em seu dia a dia. Relações ecumênicas não se improvisam. Assim mesmo a celebração ecumênica, no segundo dia do encontro, foi marcante. Centrou-se mais no diálogo com as culturas negras e indígenas do que propriamente no convívio entre crentes de Igrejas diferentes, mas deixou como questão a ecumenicidade da nossa caminhada libertadora.

É um desafio fundamental porque não está ligado apenas a aspectos concretos da pastoral. Revela não apenas a história e o fato de que os encontros intereclesiais surgiram e se desenvolveram dentro de uma cultura católica-romana. Revela também que o modelo de Igreja ainda em vigor nos encontros intereclesiais ainda está preso ao modelo Cristandade. E nesse modelo, não há lugar para a ecumenicidade, mas não há também para a laicidade de CEBs que deveriam ser o rosto da Igreja no mundo…

Eis um exemplo de certa ambiguidade: Na parede da Casa Comum, local dos grandes plenários desse encontro, havia um cartaz reafirmando que atuar na Política é missão dos leigos/as como tarefa de transformar o mundo. Isso significa que mesmo entre nós e nos ambientes da caminhada libertadora ainda mantemos esse dualismo que legitima o clericalismo. Se a missão de se inserir no mundo e atuar na transformação do mundo, compete aos leigos, estamos concordando que compete aos ordenados o terreno do sagrado. Se nós mesmos afirmamos isso, com que direito vamos criticar padres que só querem saber de liturgia e de paramentos e parecem sacerdotes de religiões pagãs ou do templo do primeiro testamento?

Quem acompanhou alguns dos encontros intereclesiais desde a década de 1980 até o começo deste século sabe como, nos encontros intereclesiais, havia tensões e dificuldades de diálogo entre bispos e assessores. Em São Luís, Ilhéus e Ipatinga, era sempre necessário prever, durante o encontro, um bom tempo de diálogo entre bispos e assessores para desfazer mal entendidos e se avançar na caminhada eclesial. Dessa vez, não houve nenhum sinal de mal estar ou da necessidade de diálogo especial.

Não sei se isso denota a superação das dificuldades, ou significa que todos nós, bispos e assessores, vivemos uma realidade de Igreja onde o próprio fato de haver um encontro como esse já é o máximo e ninguém levanta mais nenhuma questão que eclesialmente incomode mais do que a própria realidade já é inquietante.

4 – Algumas perspectivas

Quem foi a um encontro intereclesial pela primeira vez deve ter achado maravilhoso ver bispos, padres, religiosas e leigos e leigas, juntos em uma roda de igualdade dançando ciranda ou seguindo o trem das CEBs.

Novamente, a pergunta é sobre a relação entre isso e a cotidianidade da prática pastoral.

No sul do Brasil, um grupo de religiosos muito abertos acompanhava solidariamente acampamentos do MST e lutas sociais e políticas. No entanto, quando, no fim do dia, esses religiosos jovens voltavam ao convento, pareciam entrar na máquina do tempo do professor Pardal. Travestiam-se de religiosos tradicionais, com vestes, com liturgia e devocional comum da ordem. Não pareciam se dar conta da esquizofrenia espiritual que isso representava.

Mesmo no tempo da caminhada, era frequente encontrar bispos que, fora das suas dioceses, eram simples, abertos e solidários, mas quando entravam na sua Igreja local, assumiam posturas bem mais conservadoras e autoritárias. Provavelmente, não é o caso atual de nenhum bispo ou padre presente nesse encontro. No entanto, a maioria deles tem dificuldade com o clero de suas dioceses que dificulta uma caminhada eclesial mais aberta.

Se nesse encontro de Rondonópolis, passamos entre nós mesmos e ao mundo a imagem de uma Igreja, em seu conjunto mais aberta e mais renovada, não somente não estaríamos sendo fieis à realidade como, ao dar essa impressão falsa ou superficial, não ajudamos mais profundamente a transformar a Igreja em uma Igreja sinodal e em saída (saída para as periferias e para o mundo). Dar impressão de maior abertura quando essa não existe é traição maior do que seria o assumir a realidade menos bonita ou agradável mas mais verdadeira.

A articulação de CEBs, hoje, é mais necessária do que nunca. No entanto, ela teria de ser retomada por uma equipe nacional que se dispusesse a uma reanimação local e regional e como movimento nacional de caráter mais autônomo em relação às paróquias e mesmo às dioceses, ligadas às Igrejas locais, mas com estrutura mais autônoma e mais laical e ecumênica, talvez animada a partir do CONIC e de entidades irmãs que possam junto com as pastorais sociais assumirem a tarefa de dar maior visibilidade e solidez às comunidades ecumênicas de base ou mesmo comunidades humanas de base.

Que o sopro do Amor Divino nos ilumine e conduza pelos melhores caminhos de escuta, diálogo e acolhida do reinado divino entre nós.

08 agosto, 2023

Celebrar a memória de Santa Dulce dos Pobres!

A Dimensão Sociotransformadora da Evangelização (DSE), convida o povo de Deus para celebrar a memória de Santa Dulce dos Pobres.

No dia 13 de agosto a Igreja faz memória a Santa Dulce dos Pobres, a freira baiana que dedicou sua vida a amparar e defender os pobres e a primeira mulher brasileira canonizada pelo Vaticano.

Neste mesmo dia o Centro Social Arquidiocesano Santa Dulce dos Pobres - casa de encontro das pastorais sociais, movimentos, organismos e entidades da Arquidiocese de Maringá, completará seu segundo ano.


Festa Beneficente