23 novembro, 2022

As manifestações bolsonaristas e o vetor antissistema: o maior desafio do novo governo “é saber sair dessa espiral do inferno”. Entrevista especial com Piero Leirner.


O “vetor antissistema” é o que explica a adesão de grupos sociais às manifestações e aos acampamentos que estão ocorrendo em frente de alguns quartéis desde o encerramento das eleições presidenciais com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, segundo Piero Leirner.

“Hoje, eu tenho a impressão de que este tema galvanizou mais gente. Não exatamente porque a credibilidade dos militares aumentou – pelo contrário, ela vem decaindo –, mas porque esse ‘vetor antissistema’, que já estava sendo mobilizado desde lá de trás, fica o tempo todo se movendo por nichos onde ele pode aderir.

Em 2015, isso estava se aglutinando num antipetismo meio difuso; depois positivou na figura de Bolsonaro – que tem um comportamento de algoritmo, ele conduz a adesão a ele conforme a expectativa do ‘cliente’; agora, depois que Bolsonaro perdeu, este ‘sentimento outsider’ está procurando esse novo nicho, um militarismo ‘purificado’ que junta guerra, religião, moral, ideologia ultraindividualista e interesses econômicos”, diz na entrevista a seguir, concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

“Ainda que tenha uma mobilização mais ou menos espontânea, e sentimentos mais ou menos reais envolvidos, é preciso ter em mente as perguntas fundamentais: quem ganha e o que se ganha com isso?”, questiona o sociólogo.

Confira à íntegra da entrevista AQUI

22 novembro, 2022

Dia do Músico!

Rezemos juntos,

Hoje dia 22 de novembro comemoramos o dia do Músico a elas e a eles nossa gratidão e celebrando nessa data o dia de Santa Cecília, Padroeira dos Músicos, peças que ela interceda por elas e por eles.

19 novembro, 2022

Dia da Bandeira - 19 de novembro

A Bandeira é de todo o Povo Brasileiro!


Ela é de todos nós, é símbolo de utopia, luta e liberdade. Podemos levá-la e hasteá-la como manifestação de nosso amor pela pátria.

A comemoração do Dia da Bandeira remete a instituição da República em nosso país, no ano de 1889. A República foi proclamada em 15 de novembro desse ano, e a nova bandeira, do jeitinho que a conhecemos hoje, foi concebida no dia 19 por Raimundo Teixeira Mendes.

A bandeira é um dos símbolos máximos de uma nação, aquele que mais fica em evidência, que representa efetivamente o país.

18 novembro, 2022

CEBs uma tenda sem fronteiras, capaz de superar distâncias!

Segue um texto que escrevi para reflexão em nossas Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs.

Isaías, 54,2

CEBs uma tenda sem fronteiras, capaz de superar distâncias!

Para reavivar as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e a esperança de seu povo que se encontra necessitado de clarear seus rumos e superar o que fere, desanima, distância e exclui, o profeta Isaías apresenta um conselho “Alargar a tenda”.

O profeta construiu uma imagem poética para apresentar passos para o entendimento que coloca o acolher, o ouvir, o cuidar, a fraternidade como meta principal. A fraternidade precisa ser cultivada como amizade social.

Pela luz da esperança a chamada do profeta é inspiradora e indica uma saída, um caminho para as CEBs: “Alarga o espaço da tua tenda, estende sem medo as lonas que te abrigam, e estica as tuas cordas, fixa bem as tuas estacas”. O conselho do profeta é, pois, essencial para a construção de um novo tempo, superando a esterilidade que contamina as CEBs.

O profeta faz um convite profético que ressoa forte nas Comunidades Eclesiais de Base de ser povo de Deus “tenda bem alargada”, pela fraternidade e assim ser morada de Deus e a indicação é a de buscar condições para cultivar mais proximidade, reunir mais gente, vencendo o que gera a discriminação e a exclusão social.

O profeta faz uma provocação as CEBs, uma convocação para continuar sendo seguidoras de Jesus e o espaço profético da Igreja e a convocação vindo do profeta é caminho para iluminar um mundo de sombras e romper com as portas fechadas de uma humanidade que padece com a sua própria mesquinhez e indiferença.

Urgente é “alargar a tenda” do próprio coração e romper, com as dinâmicas do ódio. Assim, contribuir para iluminar a escuridão de um mundo fechado. O profeta Isaías apresenta o desafio de ser erguida uma tenda sem fronteiras, capaz de superar distâncias.

Uma tenda que leve a contemplar o mundo com o olhar compassivo de Deus. Isto significa distanciar-se do que alimentam disputas, enjaulam pessoas no egoísmo e no ressentimento, na ânsia de querer impor a própria lógica nos debates sobre a Igreja, a vida social, política e, particularmente, na seleção do que habita a tenda das CEBs, a tenda do próprio coração.

É preciso deixar-se iluminar pela presença de Jesus. Assim, “alargar a tenda” do coração para acolher a sabedoria que faz desaparecer sentimentos que adoecem, visões da realidade que levam somente à lamentação. Seja dado mais espaço à ação do amor, a partir do exercício da reconciliação e do perdão.

“Alarga o espaço da tua tenda (Is 54, 2)”

O que segue abaixo sobre o profeta Isaías retirei do documento de Trabalho para Etapa Continental, para a próxima etapa do Sínodo dos Bispos sobre a sinodalidade “Alarga o espaço da tua tenda (Is 54, 2)”.


“Alarga o espaço da tua tenda, estende sem medo as lonas que te abrigam, e estica as tuas cordas, fixa bem as tuas estacas” (Is 54,2).

É a um povo que vive a experiência do exílio que o profeta dirige palavras que hoje nos ajudam a pôr em foco aquilo a que o Senhor nos está a chamar através da experiência de uma sinodalidade vivida: “Alarga o espaço da tua tenda, estende sem medo as lonas que te abrigam, e estica as tuas cordas, fixa bem as tuas estacas” (Is 42,2).

A palavra do profeta recorda ao povo no exílio a experiência do êxodo e da travessia do deserto, quando habitava nas tendas, e anuncia a promessa do regresso à terra, sinal de alegria e esperança. Para se preparar, é necessário alargar a tenda, agindo sobre três elementos da sua estrutura. O primeiro são as lonas, que protegem do sol, do vento e da chuva, delineando um espaço de vida e de convivência. É preciso estendê-las, de modo que possam proteger também aqueles que ainda se encontram fora deste espaço, mas que se sentem chamados a entrar. O segundo elemento estrutural da tenda são as cordas, que mantêm juntas as lonas. Devem equilibrar a tensão necessária para evitar que a tenda se debilite com a frouxidão que enfraquece com os movimentos provocados pelo vento. Por isso, se a tenda se alarga, devem aumentar-se para manter a justa tensão. Por fim, o terceiro elemento são as estacas que fixam a estrutura ao solo e asseguram a solidez, mas permanecem capazes de serem movidas quando se deve armar a tenda noutro lugar.

Ouvi hoje estas palavras de Isaías que nos convidam a imaginar a Igreja como uma tenda, ou melhor, como a tenda da reunião, que acompanhava o povo durante o caminho no deserto: é, portanto, chamada a alargar-se, mas também a deslocar-se. No seu centro está o tabernáculo, ou seja, a presença do Senhor. A resistência da tenda é assegurada pela robustez das suas estacas, ou seja, os fundamentos da fé que não mudam, mas podem ser deslocados e colocados em terrenos sempre novos, de modo que a tenda possa acompanhar o povo que caminha na história. Por fim, para não afrouxar, a estrutura da tenda deve manter em equilíbrio as diversas pressões e tensões a que é submetida: uma metáfora que exprime a necessidade do discernimento. É assim que muitas sínteses imaginam a Igreja: uma morada ampla, mas não homogénea, capaz de dar abrigo a todos, mas aberta, que deixa entrar e sair (cf. Jo 10,9), e em movimento para o abraço com o Pai e com todos os outros membros da humanidade.

Alargar a tenda exige acolher outros no seu interior, dando espaço à sua diversidade. Requer, portanto, a disponibilidade para morrer a si mesmos por amor, reencontrando-se na e pela relação com Cristo e com o próximo: “Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto” (Jo 12,24). A fecundidade da Igreja depende da aceitação desta morte, que não é uma aniquilação, mas uma experiência de esvaziamento de si para deixar-se encher de Cristo pelo Espírito Santo e, portanto, um processo através do qual recebemos o dom de relações mais ricas e laços mais profundos com Deus e com os outros. É esta a experiência da graça e da transfiguração. Por esta razão o apóstolo Paulo recomenda: “Tende entre vós os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus. Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-se a si mesmo, tomando a condição de servo” (Fl 2,5-7). É nesta condição que os membros da Igreja, individualmente e todos em conjunto, se tornarão capazes de cooperar com o Espírito Santo para cumprir a missão dada por Jesus Cristo à sua Igreja: é um ato litúrgico, eucarístico.

Invasões de terras indígenas tiveram novo aumento em 2021, em contexto de violência e ofensiva contra direitos!

Relatório anual do Cimi retrata agravamento das violências contra os povos indígenas no Brasil, com ataques a direitos e desmonte dos órgãos de fiscalização e assistência. 


Conforme publicado no site do CIMI, o ano de 2021 foi marcado pelo aprofundamento e pela dramática intensificação das violências e das violações contra os povos indígenas no Brasil. 

O aumento de invasões e ataques contra comunidades e lideranças indígenas e o acirramento de conflitos refletiram, nos territórios, o ambiente institucional de ofensiva contra os direitos constitucionais dos povos originários. É o que aponta o relatório Violência Contra os Povos Indígenas do Brasil – dados de 2021, publicação anual do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). 

Em seu terceiro ano, o governo de Jair Bolsonaro manteve a diretriz de paralisação das demarcações de terras indígenas e omissão completa em relação à proteção das terras já demarcadas. Se, do ponto de vista da política indigenista oficial, essa postura representou continuidade em relação aos dois anos anteriores, do ponto de vista dos povos ela representou o agravamento de um cenário que já era violento e estarrecedor. 

Leia na integra clicando AQUI

Para ler e baixar o relatório clique AQUI

Deixemo-nos provocar pelo evangelho de hoje Lc 19,45-48

Oração:

"Senhor Jesus,
tua ação no Templo de Jerusalém, expulsando os vendedores e denunciando os ladrões, valeu como uma purificação da religião de Israel e de toda religião. Temos que tomar cuidado para que a religião não se torne uma fonte de exploração, de enriquecimento e de controle das pessoas por gente poderosa e interesseira. Contigo aprendemos que a religião que praticamos em nossos Templos deve nos ajudar a viver em fraternidade, na comunhão com o Senhor nosso Deus e Pai. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém."

(Fonte: Blog da Meditação da Palavra)

11 novembro, 2022

Deixemo-nos provocar por Paulo Freire!

Paulo Freire, esse incrível!

O que é que o professor Paulo Freire
Lá no Nordeste, entre o Recife e os Angicos
começou a desfazer pra inventar e refazer?
Ele transformou em redondo o que era quadrado
e desenquadrou o que era antes enquadrado.
Ensinou a pensar o ser onde havia o ter
Ele fez virar um círculo o que era uma sala.
E disse do professor que falava-sem-ouvir
que fosse o educador que escuta e depois... fala.

Ele imaginou sermos "nós" o que antes era o "eu",
e pensou como "nosso" o que era “só o meu".
E sendo do povo um igual, um parceiro e amigo,
e vivendo com ele a opressão e a injustiça
em que sofre a gente sofredora e pobre
ele criou uma “Pedagogia do Oprimido”
e pensou uma “Educação Libertadora”

Ele sonhou como partilha o que era posse
E imaginou como um dom o que era o lucro.
Trocou o "bancário" pelo “emancipador”
e soletrou "es-pe-ran-ça", no lugar da "dor".
Ele pensou o "vamos juntas" onde havia o "só você"
e o Eu-com-Você contra o Você-sobre-o-Eu.
Pensou “educação” onde havia “instrução”.

E sonhou a palavra-compartida do diálogo
onde dominava o silêncio do monólogo.

Ele trocou o já-feito pelo se-fazendo.
Do "inacabado" pensou o "aprendizado"
e do sermos-imperfeitos, o aperfeiçoável
de quem sempre pode-ser-além-do-que-já-foi.
E pra quem não crê no que nós podemos ser
e no que juntas e juntos nós podemos fazer
se soubermos viver entre a luta e o sonhável,
Paulo Freire anunciou e gritou para o mundo
Que o caminho da vida é o... "inédito viável".

Letra de Carlos Brandão
Música de Paulo Padilha

10 novembro, 2022

Texto Base 15º Intereclesial das CEBs

Baixe o Texto Base do 15º Intereclesial das CEBs em PDF

Para baixar clique AQUI

Pretendemos que este material sirva para as instituições, os organismos, as ONGs e tantos outros grupos que sonham com um mundo melhor, marcado pela justiça e pela paz, pela fraternidade e pela igualdade, pela acolhida e pelo respeito, pela dignidade das pessoas e pelo cuidado com o meio ambiente, a casa comum. Houve um esforço para ajudar na indicação de caminhos possíveis para a defesa, promoção e valorização de todas as formas de vida.



Por Frei Zeca

Por ocasião do último Intereclesial das Comunidades de Base, realizado em Londrina – PR, Dom Juventino Kestering (in memorian), com os demais bispos e a delegação do nosso Regional Oeste 2, assumiram o compromisso pela realização do 15º Intereclesial das CEBs neste chão de missão que é o Estado de Mato Grosso. O intuito é reanimar e celebrar a vida e missão das Comunidades presentes nas Dioceses do Regional e em todo o imenso Brasil, vivenciando a proposta do Papa Francisco, de uma Igreja em saída, missionária, uma Igreja de comunhão e participação, uma Igreja samaritana, Povo de Deus.

Nesta perspectiva de celebrar a caminhada das Comunidades Eclesiais de Base em todas as dioceses do Brasil, e animá-las em sua missão, acontecerá de 18 a 22 de julho de 2023, em terras mato-grossenses, na cidade de Rondonópolis – MT, o 15º Intereclesial das CEBs. E neste processo de construção e preparação do grande encontro das Comunidades, a Ampliada Nacional das CEBs elaborou o texto-base, para ajudar na reflexão, na celebração, na busca e construção do mundo novo, onde seja possível o bem viver.

Assim, temos a alegria de apresentar e propor este texto-base para a dinâmica do 15º Intereclesial, que tem como tema central: CEBs – Igreja em Saída, na busca de Vida Plena para todos (as). E como lema: Vejam, eu vou criar novos céus e uma nova terra, inspirado no livro do Profeta Isaías 65,17.

Partindo da metodologia Ver, Julgar e Agir, este subsídio é um instrumento de reflexão e de proposta de indicações práticas para que o Povo de Deus, na experiência de pequenas comunidades, dialogue sobre a realidade atual, tão marcada por alegrias e experiências que geram a vida, mas também por experiências negativas, que ferem a dignidade humana, criando muitas vezes a cultura da morte (ódio, discriminação, descarte, preconceitos, irresponsabilidade com o meio ambiente), e encontre luzes de esperança e de ânimo, para continuar sendo “sal e luz”, “fermento na massa” e gerador de profetas e profetizas da justiça e do bem, da acolhida e da inserção de todos(as) indistintamente, da valorização do outro, da outra e do cuidado com a casa comum.

Além disso, pretendemos que este material sirva para as instituições, os organismos, as ONGs e tantos outros grupos que sonham com um mundo melhor, marcado pela justiça e pela paz, pela fraternidade e pela igualdade, pela acolhida e pelo respeito, pela dignidade das pessoas e pelo cuidado com o meio ambiente, a casa comum. Houve um esforço para ajudar na indicação de caminhos possíveis para a defesa, promoção e valorização de todas as formas de vida.

Desejamos que este texto-base produza no coração e na vida dos homens e mulheres que dele se servirem, frutos de boas obras, sobretudo para com os mais pobres que estão nas periferias sociais e existenciais.

07 novembro, 2022

deixemo-nos provocar pelo nosso Amado Profeta Papa Francisco!

Hoje, 7 de novembro, 311.º dia do ano no calendário gregoriano (312.º em anos bissextos) e faltando 54 para acabar o ano, deixemo-nos provocar pelo nosso Amado Profeta Papa Francisco.

"A cultura do cuidado é o antídoto contra um mundo impregnado de individualismo e enclausurado pela tristeza. Aprendamos a cuidar dos outros, da cidade, da sociedade, da criação, para saborear a alegria da amizade e da gratuidade." (Papa Francisco).

03 novembro, 2022

VIVA A ESPERANÇA - Mutirão de Vozes

A música "Viva a Esperança" (originalmente, "Trovas ao Cristo Libertador"), composição com letra de Dom Pedro Casaldáliga e música de Pe. Cireneu Kuhn, svd, interpretada coletivamente por membros da Irmandade dos Mártires da Caminhada. 

Clipe produzido na celebração de um ano da Passagem do Poeta-Profeta Dom Pedro Casaldáliga!

 

01 novembro, 2022

Padres da Caminhada - Carta ao presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva

Carta ao presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva

Estimado amigo Lula,

“Erguei-vos e levantai vossa cabeça, pois se aproxima vossa libertação” (Lc 21,28)

A frase dita por Jesus a suas discípulas e a seus discípulos, antes de entrar em Jerusalém para sua Páscoa, tornou-se uma realidade para as brasileiras e os brasileiros na noite do domingo passado: a libertação de anos de discurso de ódio, de fake news, de espíritos armados está próxima!

Ainda ecoa em nossas mentes e nossos corações o encontro do dia 17 de outubro passado na Casa de Portugal, em São Paulo. Por isso, nos alegramos com sua eleição e temos muita esperança, juntos com todas aquelas e todos aqueles que passaram os últimos quatro anos lutando para não ser devorados, de que a política excludente e raivosa do ainda presidente será banida. Lula, sua eleição é esperança para todos nós!

Ao mesmo tempo, saber que a maioria de seus votos veio das regiões mais pobres e mais periféricas do Brasil confirma o trabalho comprometido com o povo simples. O Papa Francisco não se cansa de insistir que da periferia vem a esperança; que seu novo governo não se afaste de quem lá vive, que não se afaste da base!

Sabemos que a libertação está próxima, contudo, ainda não está. Em seu discurso da noite de domingo vimos um homem consciente das divisões que o fascismo trouxe ao povo: famílias separadas, amizades desfeitas, injúrias e ódio por todos os lados. Conte conosco para a reconstrução do nosso Brasil, um país de todas as cores e sabores, de todos os rostos e amores! Empenhar-nos-emos em nossas comunidades para a erradicação da miséria, da fome e de toda forma de exclusão.

Não queremos uma pátria armada! Queremos uma pátria amada! Queremos uma pátria da educação e da cultura, dos livros e da alegria no rosto das crianças, dos adolescentes e dos jovens! Queremos uma pátria da dignidade assegurada para as trabalhadoras e os trabalhadores e do respeito para com as idosas e os idosos! Não queremos a pátria do desmatamento e dos grileiros! Queremos a pátria da natureza exuberante, da beleza de todos seus biomas, da proteção dos direitos de seus povos originários!

Queremos um Brasil mais verde e amarelo que nunca! Essas são as cores de todas as brasileiras e de todos os brasileiros.

Lula amigo, presidente eleito do Brasil, parabéns! Que Deus abençoe você e todo o povo brasileiro!

Brasil, 01 de novembro de 2022.

Padres da Caminhada e Padres contra o Fascismo

Três anos que com o nosso Deus minha Mãe esta!


31 outubro, 2022

NOVEMBRO: PELAS CRIANÇAS QUE SOFREM

 


Intenção do Papa Francisco para o mês de novembro

Pelas Crianças que sofrem!

Há ainda milhões de crianças que sofrem e vivem em condições muito semelhantes à escravidão.

Não são números: são seres humanos com um nome, com um rosto, com uma identidade dada por Deus.

Muitas vezes esquecemos a nossa responsabilidade e fechamos os olhos à exploração destas crianças que não têm direito de brincar, nem de estudar, nem de sonhar. Elas nem sequer têm o calor de uma família.

Cada criança marginalizada, abandonada por sua família, sem escolaridade, sem cuidados médicos, é um grito! Um grito que se eleva a Deus e acusa o sistema que nós, adultos, construímos.

Uma criança abandonada é culpa nossa.

Não podemos continuar a permitir que se sintam sozinhas e abandonadas; elas precisam receber uma educação e sentir o amor de uma família para saberem que Deus não as esquece.

Rezemos para que as crianças que sofrem, as crianças que vivem nas ruas, as vítimas da guerra e os órfãos, possam ter acesso à educação e possam redescobrir o afeto de uma família.

Pe. João Caruana pilar da construção social e política!

Pe. João Caruana 
pilar da construção social e política!


“Somos um único país, um único povo, uma grande nação ”

“Somos um único país, um único povo, uma grande nação ” (Lula)



30 outubro, 2022

Lula Presidente!


 

Vejam!


 

Fora PRF deixem o Nordeste e o Brasil Votar

https://noticias.uol.com.br/

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) intimou o diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Silvinei Vasques, a explicar, com urgência, as razões pelas quais estão sendo realizadas operações policiais nos estados.

Ontem, em suas redes sociais, o diretor-geral da PRF postou um vídeo em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.

As operações estariam sendo realizadas mesmo após a proibição de qualquer operação que afete o transporte público dos eleitores, determinada por Moraes na noite de ontem.

despacho publicado neste domingo cita um vídeo na qual um usuário do Twitter afirma que a PRF está fazendo blitz na entrada de Cuité (PB), município a 219 quilômetros de João Pessoa.


29 outubro, 2022

Não Sabemos o que é Desistir!


 

É isso aí Flamengo!

Hoje Libertadores.

Aguenta coração, a véspera de votar 13.


28 outubro, 2022

Oração pela Paz!

Senhor Deus de Paz, escutai a nossa súplica!

Tentamos tantas vezes e durante tantos anos resolver os nossos conflitos com as nossas forças e também com as nossas armas; tantos momentos de hostilidade e escuridão; tanto sangue derramado; tantas vidas despedaçadas; tantas esperanças sepultadas... Mas os nossos esforços foram em vão. Agora, Senhor, ajudai-nos Vós! Dai-nos Vós a paz, ensinai-nos Vós a paz, guiai-nos Vós para a paz. Abri os nossos olhos e os nossos corações e dai-nos a coragem de dizer: «nunca mais a guerra»; «com a guerra, tudo fica destruído»! Infundi em nós a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz. Senhor, Deus de Abraão e dos Profetas, Deus Amor que nos criastes e chamais a viver como irmãos, dai-nos a força para sermos cada dia artesãos da paz; dai-nos a capacidade de olhar com benevolência todos os irmãos que encontramos no nosso caminho. Tornai-nos disponíveis para ouvir o grito dos nossos cidadãos que nos pedem para transformar as nossas armas em instrumentos de paz, os nossos medos em confiança e as nossas tensões em perdão. Mantende acesa em nós a chama da esperança para efectuar, com paciente perseverança, opções de diálogo e reconciliação, para que vença finalmente a paz. E que do coração de todo o homem sejam banidas estas palavras: divisão, ódio, guerra! Senhor, desarmai a língua e as mãos, renovai os corações e as mentes, para que a palavra que nos faz encontrar seja sempre «irmão», e o estilo da nossa vida se torne: shalom, paz, salam! Amen.

Papa Francisco
Invocação pela Paz, Jardins do Vaticano, 8 de junho de 2014

26 outubro, 2022

A espiritualidade das CEBs e a mística que nos motiva!


Por mim, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)


A espiritualidade das CEBs e a mística que nos motiva!

A espiritualidade da CEBs é o seguimento de Jesus, percorrer seu caminho. E a mística das CEBs é a motivação que nos faz viver a causa até o fim, o Reino de Deus.

A mística é um mistério e para a mística mistério é saber a razão porque no agir comprometido com o seguimento de Jesus em Comunidades Eclesiais de Base, com pequenos gestos as coisas extraordinárias acontecem.

"O Espírito do Senhor está sobre mim. Ele me escolheu para anunciar a Boa-Notícia aos pobres e me mandou anunciar a liberdade aos presos, dar vistas aos cegos, por em liberdade os que estão sendo oprimidos, e anunciar o ano em que o Senhor vai salvar o seu Povo." (Lc 4. 18-19).

“Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando a Boa Notícia do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade. 36 Vendo as multidões, Jesus teve compaixão, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. 37 Então Jesus disse a seus discípulos: «A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos! 38 Por isso, peçam ao dono da colheita que mande trabalhadores para a colheita.»”. (Mt 9,35-38)

Dar testemunho de vida é, como Jesus, amar o próximo comprometendo-se com a sua libertação. É fazer a opção pelo empobrecido, abraçando sua causa. É amar a Deus, assumindo a concretização de seu Reino de Amor.

A experiência do encontro com Jesus, com seu estilo de vida, com sua pessoa, permite reproduzir novas formas de vivência e prática. O exemplo de vida de Jesus permite reinterpretar a Igreja, partindo da "prática" dos pobres, como propunham os bispos de Medellín e Puebla.

Isto significa hoje algo de muito concreto:

Ir à periferia, ir a base, ir aonde não há poder, porque "pobre" significa "sem poder", Jesus era de Nazaré da Galiléia, filho de uma família humilde. Morava no campo. Tornou-se carpinteiro. Prestava serviços em troca de moeda ou alimentos para sua subsistência.

Ele escolheu seus discípulos entre os humildes e marginalizados. As mulheres e homens que com Jesus estavam eram gente sofrida. Jesus era um homem do povo. Um povo analfabeto e desprezado. Participava das festas (Lc. 2,41; Jo 5,1).

Jesus foi ao casamento de amigos (Jo 2,1-2). Estava sempre cercado pela multidão (Mc 3,8; Lc 21,38; Mc 6,31). Jesus era um homem aberto, compreensível, acolhedor... e condenava todo o tipo de discriminação.

Ele era um homem intimamente liberto, autêntico, transparente e extremamente coerente com seu próprio discurso. Ele buscou a justiça, foi formador e formando, teve amigos, questionou os poderosos da época.

O Evangelho demonstra que não eram os discursos de Jesus o que mais impressionava e, sim, sua coerência e seu testemunho de vida.

"Verdadeiramente este homem é justo" (Lc 23,47) Jesus propôs o "novo" em oposição às estruturas sociais e políticas de seu tempo. Isto gerou repulsa, rejeição, criou o conflito.

E Jesus, coerentemente, enfrentou as diversas instâncias de poder do seu tempo. Conheceu a difamação, a crítica, a perseguição e a ameaça de morte. Sua prisão, tortura, condenação e crucificação foram consequências de sua prática e de sua vida.

Jesus é um homem de ligação íntima com o Pai. Toda sua vida é constante louvor e referência ao Pai. Ele buscava a vontade do Pai como "alimento". Esta união e abertura ao Pai é a condição para viver uma vida nova "em Deus".

Jesus era um homem de muita alegria. Tinha amigos. Apresentava palavras de consolo e de esperança para todos (cf. Lc 12, 22-26). Nunca perdia o ânimo frente as provações e dificuldades. Admirava a natureza. Andava muito. Pescava com os discípulos. Apreciava a ternura das crianças e sabia ver o bom que existia no coração das pessoas (cf. Mc 10, 21).

Ele era, também, um homem do perdão. Perdoou a muitos, como Zaqueu (Lc 19, 1-10) e Madalena (Jo 8, 3-11) e disse aos discípulos que perdoassem quantas vezes fosse necessário.

O projeto de Jesus possui dois pontos importantes: a "libertação dos oprimidos" (cf. Lc 4,18) e o "reino", "a chegada de tempos novos" (cf. Lc 4,19).

Este projeto se resume em levar as mulheres e os homens a uma libertação integral, pessoal e social, através da construção do Reino de Deus, que passa necessariamente pela construção de uma sociedade igualitária e fraterna onde não haja explorados nem exploradores.

O tempo atual exige ir ao encontro das Galileias de tantas pessoas, considerando que a Galileia nos tempos de Jesus era um lugar afastado do centro de poder, cabe a Igreja, as CEBs alcançar também essas periferias.

Os galileus no tempo de Jesus eram considerados sem prestígio, era um lugar de excluídas e excluídos. Jesus, também chamado de o Galileu, sentiu na pele os preconceitos e fez sua opção pelas empobrecidas e pelos empobrecido, seguiu alargando fronteiras e vencendo barreiras.

Essa opção de Jesus, abrindo mão de si em prol do próximo, deve ser repetida também em nosso dia a dia, nas situações mais complexas e nas mais corriqueiras.

Dar testemunho de vida é, como Jesus, amar o próximo comprometendo-se com a sua libertação. É fazer a opção pelo empobrecido, abraçando sua causa. É amar a Deus, assumindo a concretização de seu Reino de Amor.

A espiritualidade da CEBs é o seguimento de Jesus, percorrer seu caminho. E a mística das CEBs é a motivação que nos faz viver a causa até o fim, o Reino de Deus.

A mística é um mistério e para a mística mistério é saber a razão porque no agir comprometido com o seguimento de Jesus em Comunidades Eclesiais de Base, com pequenos gestos as coisas extraordinárias acontecem.

Laiá..Laiá...Vote Lula!


 

24 outubro, 2022

A GRAVIDADE DO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES 2022



A GRAVIDADE DO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES 2022


Irmãos e irmãs,

Somos bispos da Igreja Católica de várias regiões do Brasil, em profunda comunhão com o Papa Francisco e seu magistério e em plena comunhão com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB que, no exercício de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz. Lideramos a escrita de uma primeira Carta ao Povo de Deus, em julho de 2020. Diante da gravidade do momento atual, nos dirigimos novamente a vocês.

O segundo turno das eleições presidenciais de 2022 nos coloca diante de um dramático desafio. Devemos escolher, de maneira consciente e serena, pois não cabe neutralidade quando se trata de decidir sobre dois projetos de Brasil, um democrático e outro autoritário; um comprometido com a defesa da vida, a partir dos empobrecidos, outro comprometido com a “economia que mata” (Papa Francisco, A Alegria do Evangelho, 53); um que cuida da educação, saúde, trabalho, alimentação, cultura, outro que menospreza as políticas públicas, porque despreza os pobres. Os dois candidatos já governaram o Brasil e deram resultados diferentes para o povo e para a natureza, os quais podemos analisar.

Iluminados pelas exigências sociais e políticas de nossa fé cristã e da Doutrina Social da Igreja Católica, precisamos falar de forma clara e direta sobre o que realmente está em jogo neste momento. Jesus nos mandou ser “luz do mundo” e a luz não deve ficar escondida (Mt 5,15).

Somos testemunhas de que o atual Governo, que busca a reeleição, virou as costas para a população mais carente, principalmente no tempo da pandemia. Apenas às vésperas da eleição, lançou um programa temporário de auxílio aos necessitados. A 59ª Assembleia Geral da CNBB constatou “os alarmantes descuidos com a Terra, a violência latente, explícita e crescente, potencializada pela flexibilização da posse e porte de armas […]. Entre outros aspectos destes tempos, estão o desemprego e a falta de acesso à educação de qualidade para todos. A fome é certamente o mais cruel e criminoso deles, pois a alimentação é um direito inalienável” (Mensagem da CNBB ao Povo Brasileiro sobre o Momento Atual). A vida não é prioridade para este governo.

O chefe de Governo e seus apoiadores, principalmente políticos e religiosos, abusaram do nome de Deus para legitimar seus atos e ainda o usam para fins eleitorais. O uso do nome de Deus em vão é um desrespeito ao 2º mandamento. O abuso da religião para fins eleitoreiros foi condenado em nota oficial da presidência da CNBB (11/10/2022), para a qual “a manipulação religiosa sempre desvirtua os valores do Evangelho e tira o foco dos reais problemas que necessitam ser debatidos e enfrentados em nosso Brasil”.

Enquanto dizia “Deus acima de tudo”, o Presidente ofendia as mulheres, debochava de pessoas que morriam asfixiadas, além de não demonstrar compaixão alguma com as quase 700 mil vidas perdidas para a covid-19 e com os 33 milhões de pessoas famintas em seu país. Lembramos que o Brasil havia saído do mapa da fome em 2014, por acerto dos programas sociais de governos anteriores. Na prática, esse apelo a Deus é mentiroso, pois não cumpre o que Jesus apresentou como o maior dos mandamentos: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Mt 22, 37). Quem diz que ama a Deus, mas odeia o seu irmão é “mentiroso” (1Jo 4,20).

Os discursos e as medidas que visam armar todas as pessoas e eliminar os opositores estão em contradição tanto com o 5º mandamento, que diz “não matarás”, quanto com a Doutrina Social da Igreja, que propõe o desarmamento e diz que “o enorme aumento das armas representa uma ameaça grave para a estabilidade e a paz” (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 508).

Vivemos quatro anos sob o reinado da mentira, do sigilo e das informações falsas. As fake news (notícias falsas veiculadas como se fossem verdades) se tornaram a forma “oficial” de comunicação do Governo com o povo. Isso fere o 8º mandamento, de não levantar falso testemunho, mas mostra também quem é o verdadeiro “senhor” dos que, perversamente, se dedicam a espalhar falsidades e ocultar informações de interesse público. Jesus diz que o Diabo é o pai da mentira (Jo 8, 44), enquanto Ele é o “caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6).

A Mensagem ao Povo Brasileiro, da 59ª Assembleia Geral da CNBB, alertou-nos, também, de que “nossa jovem democracia precisa ser protegida, por meio de amplo pacto nacional”. No entanto, o atual governo e os parlamentares que o apoiam ameaçam modificar a composição do Supremo Tribunal Federal para criar uma maioria de apoio aos seus atos. O controle dos poderes Legislativo e Judiciário sempre foi o passo determinante para a implantação das ditaturas no mundo.

Os cristãos têm capacidade para analisar qual dos dois projetos em disputa está mais próximo dos princípios humanistas e da ecologia integral. Basta analisar com dados e números e perguntar: qual dos candidatos concorrentes valorizou mais a saúde, a educação e a superação da pobreza e da miséria e qual retirou verbas do SUS, da educação e acabou com programas sociais? Quem cuidou da natureza, principalmente, da Amazônia e quem incentivou a queima das florestas, o tráfico ilegal de madeiras e o garimpo em terras indígenas?

Não se trata de uma disputa religiosa, nem de mera opção partidária e, tampouco, de escolher o candidato perfeito, mas de uma decisão sobre o futuro de nosso país, da democracia e do povo. A Igreja não tem partido, nem nunca terá, porém ela tem lado, e sempre terá: o lado da justiça e da paz, da verdade e da solidariedade, do amor e da igualdade, da liberdade religiosa e do Estado laico, da inclusão social e do bem viver para todos. Por isso, seus ministros não podem deixar de se posicionar, quando se trata de defender a vida do ser humano e da natureza. Nossa motivação é ética e não decorre do seguimento de um líder político, nem de preferências pessoais, mas vem da fidelidade ao Evangelho de Jesus, à Doutrina Social da Igreja e ao magistério profético do Papa Francisco.

Deus abençoe o povo brasileiro e o Espírito Santo de sabedoria e verdade ilumine nossas mentes e corações, na hora de votarmos nesse segundo turno das eleições de 2022. Vejamos Jesus no rosto de cada pessoa, especialmente dos pobres que sofrem e não em autoridades humanas que os manipulam em nome de um projeto ideológico de poder político e econômico.


Em 24 de outubro de 2022, Memória de Santo Antônio Maria Claret, bispo.

Bispos do Diálogo pelo Reino




21 outubro, 2022

Para que tenhamos uma sociedade justa e fraterna mudanças são necessárias e dependem da política!






Para que tenhamos uma sociedade justa e fraterna mudanças são necessárias e dependem da política.

A mulher e o homem não podem ficar isento politicamente principalmente numa sociedade em que as estruturas econômicas e políticas perdem significativamente suas referências éticas.

Cristãs e Cristãos pelo batismo são à luz da fé chamados a serem “sal da terra e luz do mundo” (Mt 5,13-14), na Igreja e na sociedade.

Cristãs e Cristãos não devem ficar isento politicamente, especialmente em um momento em que a realidade aponta riscos à democracia; risco em relação à educação; risco em relação a ciência, risco em relação a cultura, risco ao meio ambiente; riscos as conquistas trabalhistas; riscos em relação à assistência e previdência social.

Não se pode passar por cima das conquistas trabalhistas, muitas delas conquistadas a preço de sangue. Os direitos trabalhistas são garantias e proteções asseguradas a trabalhadora e ao trabalhador em uma relação de emprego, como salário, férias, 13º salário e FGTS.

As cidadãs e os cidadãos têm que ser garantido o direito à assistência e previdência social relacionados morte, idade e doenças; o valor mensal tem que ser suficiente para assegurar a vida.

A trabalhadora e ao trabalhador precisa ser garantido um salário mínimo justo suficiente para suprir as despesas de uma família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. O valor do salário mínimo não supre que prega o artigo 6º da constituição federal:

Art. 6º - São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 90, de 2015)

Parágrafo único. Todo brasileiro em situação de vulnerabilidade social terá direito a uma renda básica familiar, garantida pelo poder público em programa permanente de transferência de renda, cujas normas e requisitos de acesso serão determinados em lei, observada a legislação fiscal e orçamentária (Incluído pela Emenda Constitucional nº 114, de 2021)

Não se pode deixar pôr-se em risco a democracia, está no teor da constituição federal que um Estado Democrático assegura o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias.

Papa Francisco afirma que “Um político nunca deve semear ódio e medo, mas esperança”.

Rezemos juntos pelo Brasil.

20 outubro, 2022

19 outubro, 2022

Um vez Flamengo sempre Flamengo!

Campeão!





"A história da humanidade mostra que muitas vezes o povo cegado, em atitude suicida, elegeu seus próprios algozes"

"Neste 2º turno, votar em Lula, com apoio de uma ampla Frente Democrática é optar pela vida, amor, paz e esperança."

Epidemia de ‘cegueira’ e 2º turno das eleições

Antes de votar, reflita! Sua vida e da sua família melhoraram ou pioraram nos últimos quatro anos? Como estão os preços? Os aumentos têm sido contínuos? E os preços dos alimentos? Qual a diferença entre trabalhar com carteira assinada ou ter o mercado como regulador? Lula construiu 18 novas universidades e 422 Institutos Federais de educação, realizou muitas políticas sociais… Enfim, Lula não é perfeito, mas é mil vezes melhor para o povo brasileiro e para o meio ambiente, sob todos os aspectos. A escolha é entre democracia e fascismo, entre vida com dignidade e barbárie.

Neste 2º turno, votar em Lula, com apoio de uma ampla Frente Democrática é optar pela vida, amor, paz e esperança. Que o Deus da vida nos inspire e nos abençoe na nossa escolha!

Clique aqui e leia o texto na íntegra



Senhor, o Deus dos pobres!

Senhor, o Deus dos pobres, do povo sofredor, aqui nos reuniu para cantar o seu louvor.

Para nos dar esperança e contar com sua mão, na construção do Reino, Reino novo, povo irmão.

Sua mão sustenta o pobre, ninguém fica ao desabrigo. Dá sustento a quem tem fome com a fina flor do trigo.

Alimenta os nossos sonhos, mesmo dentro da prisão; ouve o grito do oprimido, que lhe toca o coração.

Cura os corações feridos, mostra ao pobre seu poder. Dos pequenos a defesa: deixa a vida florescer.

18 outubro, 2022

Uma iniciativa dos Padres da Caminhada, dos Padres contra o Fascismo!

Lula pede ajuda dos padres e religiosas para poder fazer políticas públicas diferentes.

Uma iniciativa dos Padres da Caminhada, dos Padres contra o Fascismo, somando mais de 500 padres, e um grupo de religiosas, motivou um encontro com Luiz Inácio Lula da Silva. Visto por Gilberto Carvalho como uma iniciativa para mobiliar energia positiva, espiritual na reta final da campanha das eleições 2022, que no segundo turno enfrenta o atual presidente com aquele que foi presidente de 2003 a 2010, o ex-ministro do governo Lula afirmou que o que une aos presentes no encontro são “os pobres, aqueles que são as principais vítimas desse sistema que nós pretendemos ver abolido”.

Carvalho quis fazer uma homenagem ao Padre Zezinho, perseguido injustamente nas redes sociais nas últimas semanas, “pelo único crime de ser profeta, de denunciar aquilo que atinge a humanidade”. Um encontro em favor do futuro do Brasil, onde foi mostrado que aqueles que convocaram o encontro acreditam no projeto do candidato Lula, um projeta em favor dos empobrecidos, vendo sua vitória no dia 30 de outubro como “a vitória do povo brasileiro, da democracia, dos pobres deste país”.

Um momento para mostrar a Lula o que esperam dele, onde o Padre Dário Bossi disse trazer “a energia do Sínodo da Amazônia, que nos reuniu com o Papa Francisco, e ele chamou à Mãe Amazônia de região de territórios roubados”. O missionário comboniano, naturalizado brasileiro, lembrou o grito das comunidades e da natureza na Amazônia, denunciando a violência e impunidade, ainda hoje na Amazônia, onde nos últimos dias foram assassinados 7 líderes indígenas por estarem defendendo seus territórios.

O Padre Bossi destacou a importância de acreditar na ciência, de apoiar os cientistas, os pesquisadores e as universidades da Amazônia, insistindo em que “os caminhos para a cura e o cuidado da Amazônia estão em nossas mãos”. Ele destacou o ensinamento dos povos originários e comunidades tradicionais nesse sentido, e as pautas necessárias para salvar a Amazônia, que definiu como “um bem comum e não uma despensa para o extrativismo predatório”. Por isso, o religioso comboniano insistiu ao candidato Lula em que “vocês têm a capacidade de oferecer uma política melhor para a Amazônia”, agradecendo-o por acreditar nos povos originários.

Em nome de muitas mulheres falou a Ir. Rosa Martins, enumerando uma larga lista de coletivos. Denunciando que “a democracia nunca foi algo pleno no Brasil”, algo que faz com que “boa parte da população sempre teve e tem muita dificuldade no exercício de direitos”, e junto com isso “se sinta muito distante da possibilidade de participar dos destinos do país”. A religiosa scalabriniana mostrou ao presidente Lula alguns sonhos: um presidente que não permita a concretização dos ideias de autoritarismo; uma comunicação ao serviço da paz, da fraternidade, da comunhão, da participação do serviço, da sinodalidade, que não permita mentiras; um presidente que escute os clamores, lutas e esperanças da sociedade; um país menos racista; um país que garanta o trabalho dos jornalistas; o fim do feminicídio; acolhida, proteção e promoção dos migrantes e refugiados; o fim da exploração sexual e laboral infantil. Sonhos que a Ir. Rosinha resumiu em três sonhos basilares para ter um país onde a liberdade seja garantida: educação, saúde e trabalho.

No meio de inúmeras tensões e agressões, onde resulta difícil defender a vida, o Padre Márcio Fabri denunciou realidades presentes no Brasil. O teólogo moralista lembrou as palavras de Dom Orlando Brandes na última festa de Aparecida, onde falou dos muitos dragões que precisam ser vencidos, chamando a vencer aquilo que alimenta o dragão, buscando as causas de uma civilização desagregada. O Padre Fabri denunciou alguns atentados contra a vida no Brasil, dentre eles o desmonte do SUS, a dilapidação do mundo científico, da educação, o quadro ambiental.

Também destacou a importância da espiritualidade e “os estragos gravíssimos que estão acontecendo no espírito brasileiro, um espírito que está invadido pelo ódio, pela violência, pela própria banalização da responsabilidade social”. Ele chamou Lula a “restituir a esperança de nossos jovens”, lembrando em palavras de Teodoro Adorno que “deixar falar o sofrimento é razão de toda a verdade”. Por isso chamou Lula a ouvir o sofrimento do povo brasileiro e ter uma resposta de dignidade e esperança.

Agentes de pastoral inseridos nas realidades mais gritantes do país que conhecem de perto o clamor e o grito dos pobres, segundo afirmou o Padre Edegard Silva Junior. O religioso saletino disse trazer “dois gritos que vem de todas as partes do Brasil: a pobreza e a fome”, que é real e “não são apenas números”. Uma pobreza que “tem cor, rosto e classe” e que faz parte do capitalismo, “que tem nos levado a uma vida mais precarizada”, denunciando a privatização dos serviços e o retorno do país ao mapa da fome.

Frente a isso, o missionário no Moçambique destacou a solidariedade e a partilha, chamando a enfrentar este flagelo com ações políticas. O Padre Edegard lembrou as palavras do Papa Francisco: “Nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra e nenhum trabalhador sem direitos”. Daí ele chamou a um novo pacto econômico, a uma economia solidária, a Economia de Francisco e Clara.

Foi entregue uma carta ao candidato, onde denuncia o atual presidente e seu governo: “a manipulação da população através de Fake News, a instrumentalização da religião para fins eleitorais, os discursos de ódio e repletos de preconceitos e a marginalização dos pobres”. Diante disso, a carta insiste em que “democracia é sinônimo de justiça social. Democracia é inclusão. Democracia é bem-comum. Democracia significa direitos iguais. Democracia é o fim da miséria”.

A carta mostra a confiança em Lula para “nos reacender a esperança de que essa democracia ainda pode ser construída e de que o nosso povo pode voltar a sonhar com um futuro melhor”. Também lembra os reais problemas do Brasil: o aumento da miséria e o grande desafio da superação da pobreza e da fome; um autêntico cuidado com a vida do seu início ao seu fim natural e a garantia de que todas as famílias brasileiras tenham a dignidade de trabalho, moradia, saúde e educação; a já citada defesa da democracia e a superação de todas as formas de preconceito; o cuidado com a casa comum, em especial com a Amazônia e nossos povos originários e quilombolas”.

O encontro contou com a presença dos candidatos a governador de São Paulo, Fernando Haddad, neto de um migrante que chegou no Brasil em busca de liberdade religiosa, dizendo lhe doer a alma quando vê um brasileiro agredir uma outra religião, um país onde os migrantes encontram paz, respeito e tolerância, e sua vice-governadora Luzia França, que destacou a importância da Igreja católica em sua vida e disse que o encontro lhe enche de esperança. Geraldo Alckmin, candidato a vice-presidente destacou a importância do encontro, “porque ele está no espírito da vida pública, que é amor ao próximo”.

Lula agradeceu a oportunidade do encontro, em um momento diferente na história do Brasil, “um Brasil tomado pelo ódio”, lembrando de “padres atacados durante a missa porque estão falando da fome, porque estão falando da pobreza, porque estão falando da democracia”, inclusive com tentativas de agredi-los. Ele repassou o vivido nos seus mandatos como presidente, afirmando que “esse país chegou a um momento de rara felicidade” e denunciando o incómodo que provocou no Brasil a ascensão social dos pobres, um preconceito no Brasil.

O candidato pelo Partido dos Trabalhadores disse que “só tem sentido eu estar nessa disputa se a gente tiver como obrigação que o povo decida as políticas que a gente vai colocar em prática neste país. Se não, a gente não muda nada”. Ele lembrou sua proposta de criar em seu governo o Ministério dos Povos Originários, “para que os indígenas possam ter o direito de se organizar e o direito de determinar um pouco as coisas que têm que fazer”, reclamando o protagonismo indígena no Brasil.

Lula pediu a ajuda dos padres e religiosas para poder fazer políticas públicas diferentes, chamando a mudar a realidade do país desde a organização da sociedade, defendendo a introdução do orçamento participativo e denunciando a gravidade da fome em um país que é o terceiro produtor de alimentos do mundo e o primeiro produtor de carne. Por isso afirmou que “se eu voltar à presidência e esse povo voltar a tomar café, almoçar e jantar, eu já fiz a missão da minha vida”.

Também abordou a questão climática, insistindo na necessidade do ser humano assumir a responsabilidade de cuidar do Planeta, chamando a respeitar a Amazônia, não derrubar uma árvore para poder produzir, insistindo em que “é a nossa vida a que está em jogo”. Junto com isso afirmou explicitamente: “não haverá mais garimpo ilegal em terra indígena, não haverá mais ocupação em terra indígena”, defendendo também a legalização dos quilombos e a facilitação da organização da sociedade por parte do Estado, afirmando que as igrejas podem suprir uma deficiência do Estado.