27 setembro, 2012

A Bíblia é a história de Deus na história das mulheres e dos homens – PARTE I

A Bíblia é a história de Deus na história das mulheres e dos homens

PARTE I

A Bíblia é um conjunto de livros que revelam a vida de Deus presente na história das mulheres e dos homens. Na Bíblia encontramos a Palavra de Deus expressa pela palavra das mulheres e dos homens, revelando o projeto de Deus, que transforma a história e a leva em direção à liberdade e à vida plena para todas e todos. É o que nos diz a Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina do Concílio Vaticano II: “Deus na Sagrada Escritura falou através de homens e de modo humano... As palavras de Deus, expressas por línguas humanas, se fizeram semelhantes à linguagem humana, tal como outrora o Verbo do Pai Eterno, havendo assumido a carne da fraqueza humana, se fez semelhante aos homens” (DV 12.13).

A partir do Concílio Vaticano II, a Bíblia retomou seu lugar na Igreja, como fonte e alma da vida cristã. A cada dia o povo descobre o tesouro dos Livros Sagrados e, progressivamente, vai tomando consciência da relação que existe entre Bíblia e Vida. Podemos dizer que o povo cristão percebe cada vez mais a Bíblia dentro de sua vida e passa a encontrar sua vida dentro da Bíblia. A Palavra de Deus se torna, assim, verdadeira “lâmpada para os pés, e luz para o caminho” (Sl 119,105).

A Bíblia é fonte inesgotável, e sem fim é também nossa sede. É preciso ir até essa fonte procurando ler os Livros Sagrados à luz da realidade desafiadora de nossas famílias, comunidades e sociedade.

A Bíblia é composta por duas partes: o Antigo e o Novo Testamento. Em grego, há uma única palavra para dizer aliança e testamento. Poderíamos, então, dizer: Antiga e Nova Aliança.

Antigo Testamento

É uma coleção de 46 livros onde encontramos a história de Israel, o povo que Deus escolheu para com ele fazer uma aliança. Portanto, o Antigo Testamento é a história de um povo: mostra como surgiu, como viveu escravo no Egito, como possuiu uma terra, como foi governado, quais as relações que teve com outras nações, como estabeleceu suas leis e viveu a sua religião. Apresenta seus costumes, sua cultura, seus conflitos, derrotas e esperanças.

O importante, porém, é que o Antigo Testamento é a história desse povo em aliança com Deus. Nada do que se conta a respeito de Israel está desligado do seu relacionamento com Javé, o nome com que Deus se revelou. O Antigo Testamento mostra como esse povo se comportou em relação a Javé, e qual é o projeto que Deus quis realizar no meio da humanidade através desse povo. Israel foi um povo escolhido, diferente, justamente porque estava encarregado de realizar esse projeto de Deus. Esse projeto aparece bem claro nesses livros: considerar só Deus como o Absoluto, para que as relações entre as pessoas possam ser fraternas e ter como centro a liberdade e a vida. Vendo como Israel foi fiel ou não a esse projeto e como Deus agiu no meio dele, poderemos nos aproximar com mais compreensão da outra parte da Bíblia, chamada Novo Testamento.


Novo Testamento

O Novo Testamento ou Nova Aliança é a parte da Bíblia onde encontramos o anúncio da pessoa de Jesus Cristo. Sua mensagem central é o próprio Filho de Deus, que veio ao mundo para estabelecer a aliança definitiva entre Deus e as mulheres e homens. Sendo Deus-e-Mulher/Homem, o próprio Jesus é a expressão total dessa aliança: ele mostra que Deus é Pai para as mulhes e homens, e como as mulheres e homens devem viver para se tornarem filhas e filhos de Deus.

Através de sua palavra e ação, Jesus inaugurou a nova aliança ou, em outras palavras, o Reino de Deus. Esse Reino não é mais aliança com um povo só. É aberto a todas as mulheres e a todos os homens, todos os povos de todos os tempos e lugares. Em Jesus, Deus quer reunir toda a humanidade como uma família em que todos são chamados a viver como irmãos/as, repartindo entre si todas as coisas. Essa grande reunião, onde tudo é partilha e fraternidade no amor, é o Reino de Deus que, semeado na história, vai crescendo até que se torne realidade para todas e todos.

Jesus não deixou nada escrito. Ele pregou, ensinou e praticou o projeto de Deus. Isso fez com que ele entrasse em conflito com a estrutura da sociedade, que o perseguiu, prendeu e matou. Mas Jesus ressuscitou, enviou o Espírito aos seus seguidores e seguidoras, chamados apóstolos e discípulos, e eles continuaram sua missão pregando, ensinando e fazendo como Jesus fazia. Foram elas e eles que escreveram o que encontramos no Novo Testamento. Não pretenderam fazer uma biografia de Jesus, nem história ou crônica da ação dos seguidores e seguidoras dele. Quiseram, em primeiro lugar, anunciar Jesus para que as mulhres e os homens tivessem fé e se comprometessem com Jesus. Fé e compromisso que significam continuar sua palavra e ação, constituindo o Reino.

O Novo Testamento agrupa vinte e sete livros, conforme temas e estilos diferentes: Evangelhos, Atos dos Apóstolos, Cartas e Apocalipse.

Os evangelhos são quatro formas de anunciar Jesus, escritas no ambiente de comunidades diferentes. Por isso tratam da pessoa, das palavras e das ações de Jesus de modo ao mesmo tempo semelhante e diferente. Não são biografia ou história, e sim um anúncio para levar à fé em Jesus, isto é, ao compromisso de continuar sua obra, pela palavra e ação.

Os Atos dos Apóstolos são a segunda parte do evangelho de são Lucas. Mostram como o anúncio de Jesus e a formação das comunidades cristãs se expandiram, chegando a Roma, centro do mundo naquela época. Aí vemos o sentido da missão cristã: levar a boa nova do Evangelho a todas as mulheres e a todos os homens, para que todas e todos possam tomar conhecimento de Jesus e pertencer ao povo de Deus.

As cartas ou epístolas são escritos dirigidos às primeiras comunidades cristãs. Elas não só nos dão uma idéia dos problemas dessas comunidades, mas nos ajudam também a ver e superar os problemas em nossas comunidades atuais.

O Apocalipse de são João é livro escrito em linguagem figurada, porque se dirige aos cristãos em tempo de perseguição. Apresenta Jesus Ressuscitado como Senhor da história, e mostra como os cristãos devem anunciá-lo e testemunhá-lo sem medo, enfrentando até mesmo a própria morte.

Aprovação do governo Dilma Rousseff sobe de 59% para 62%

Por Agência Brasil
O percentual de pessoas que consideram o governo da presidenta Dilma Rousseff bom ou ótimo subiu de 59% para 62% em setembro, na comparação com junho deste ano. A informação é da pesquisa CNI/Ibope, divulgada hoje (26) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento revelou ainda que o percentual de brasileiros que confiam na presidenta chega a 73%.
As áreas de atuação do governo que receberam maior aprovação foram o combate à fome e à pobreza (60%), combate ao desemprego (57%) e meio ambiente (54%). A saúde, impostos e segurança pública foram as áreas mais criticadas, com 65% de desaprovação para a saúde e 57% para os tributos e para a segurança pública.
Entre as notícias mais lembradas no mês foram o julgamento do chamado mensalão, citado por 16% dos entrevistados, e o anúncio da redução de até 28% nas tarifas de energia elétrica, lembrado por 11% dos participantes. Um total de 57% dos entrevistados consideram o governo Dilma igual ao governo Lula, e 62% têm expectativa de que o restante da gestão da presidenta (ou seja, os próximos anos do mandato) será ótimo ou bom.
A aprovação da política para educação do governo subiu 3 pontos percentuais em relação a junho, de 44% para 47%. Outra área na qual a aprovação cresceu foi o combate à inflação, com elevação de 46% para 50% no período. A aprovação com relação às políticas de juros manteve-se inalterada, no patamar de 49%.

A desnacionalização fundiária

Os grandes agronegocistas brasileiros estão pressionando o governo e o Congresso, a fim de que sejam abolidas as restrições (já de si débeis) à aquisição de terras nacionais pelos estrangeiros. Eles querem ganhar, ao se associarem aos capitais de fora ou participando da especulação de terras. Escreve Mauro Santayana, em artigo publicado pela Carta Maior. Leia o artigo

Bíblia na vida

26 setembro, 2012

País atingiu em 2011 a menor desigualdade social da história, diz Ipea

O salário dos 10% mais pobres da população brasileira cresceu 91,2% entre 2001 e 2011. O movimento engloba cerca de 23,4 milhões de pessoas saindo da pobreza. Já a renda dos 10% mais ricos aumentou 16,6% no período, de forma que a renda dos mais pobres cresceu 550% sobre o rendimento dos mais ricos, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea).
O estudo "A década inclusiva", apresentado pelo presidente do Ipea, Marcelo Neri, usou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Não há, na história brasileira estatisticamente documentada desde 1960, nada similar à redução da desigualdade de renda observada desde 2001", disse Neri. "Assim como a China está para o crescimento econômico, o Brasil está para o crescimento social."  Leia na íntegra a reportagem publicada na Folha de São Paulo

O carro que dirige sozinho está chegando. É inevitável

"O que está em jogo é o surgimento de um sistema de tráfego baseado em castas, que colocará os privilegiados robôs contra os desfavorecidos humanos. Serão os pilotos eletrônicos, com seus olhos de aço, contra o tio João, com seu joelho artrítico", escreve Dan Neil, em artigo publicado no The Wall Street Journal e reproduzido pelo jornal Valor. Leia aqui o artigo

25 setembro, 2012

"O veneno esta na mesa"

Links do filme "O veneno esta na mesa" do cineasta Silvio Tendler.
Documentário denuncia a problemática causada pelos agrotóxicos, e faz parte de um conjunto de materiais elaborados pela Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.
Parte - 1 www.youtube.com/watch?v=WYUn7Q5cpJ8&NR=1
Parte - 2 www.youtube.com/watch?v=NdBmSkVHu2s&feature=related
Parte - 3 www.youtube.com/watch?v=5EBJKZfZSlc&feature=related
Parte - 4 www.youtube.com/watch?v=AdD3VPCXWJA&feature=related

Bresser-Pereira: “Condenar sem provas é violência contra a democracia”

São Paulo - O economista Luiz Carlos Bresser-Pereira, ministro nos dois mandatos do governo FHC (1995-2002), afirmou hoje (21) em sua conta no Twitter que condenar réus com base em indícios ao invés de provas “é uma violência contra os direitos civis e a democracia”.
Ele se referia ao julgamento do chamado “mensalão” no STF e aos argumentos usados até agora pelo relator Joaquim Barbosa para pedir a condenação dos acusados. Na avaliação de Barbosa, indícios são suficientes par determinar a culpa dos réus.
“O risco que o Supremo corre no julgamento do Mensalão é o de se deixar influenciar por uma opinião pública tomada pela emoção. É preciso jamais não esquecer que a aplicação da justiça em termos emocionais é linchamento”, disse ele numa série de posts.
Depois, concluiu: O objetivo do julgamento do Mensalão é nobre, mas não pode ser o pretexto para condenar um partido político de esquerda e seus líderes. O Mensalão foi um grande erro, foi uma violência à democracia, mas erros não justificam outros erros contra essa mesma democracia”

Por Marcio Santana, Da Rede Brasil Atual

24 setembro, 2012

O sabor da justiça compartilhada por Paulo Vidigal entoa como um canto novo de alegria

Paulo Vidigal, que bom sentir o sabor da justiça, que bom ver acontecer o sonho bom, sonho de muitos acontecer. Esse sabor de justiça entoa como um canto novo de alegria. Que bom saber que lutar não foi envão.

Justiça determina à Prefeitura de Maringá anular processo administrativo e pagar vencimentos de demissão ilegal


Hoje tive acesso à sentença judicial proferida pelo Meritíssimo Juiz de Direito da 6ª. Vara Cível de Maringá, Belchior Soares da Silva. A Prefeitura de Maringá foi sentenciada a anular o processo administrativo que me exonerou em 2011 e pagar os vencimentos do período em que fiquei ilegalmente demitido.

Essa decisão confirma exatamente o que denunciamos na época: tratava-se de uma exoneração injusta. Motivada por minha participação nas lutas da categoria e às críticas e denúncias feitas contra a administração e publicadas em meu blog.

Gostaria de agradecer todos os servidores que me apoiaram durante os seis meses que fiquei exonerado. Divido essa vitória com todos os colegas servidores municipais que tanto sofreram com as injustiças cometidas pela atual administração.

Agradecer também o advogado da CSP-Conlutas Avanilson Araújo, Ana Pagamunici, os blogueiros Ângelo Rigon, Messias Mendes, Lucimar Bueno, Agnaldo Vieira e Lauro Barbosa, que sempre ajudaram a divulgar esse verdadeiro processo inquisitório no qual fui submetido.

Compartilho com todos o sabor da justiça.

Vestibular de Verão 2013 da PUCPR recebe inscrições com desconto

Vestibular de Verão 2013 da PUCPR recebe inscrições com desconto, no valor de R$ 50, até domingo (30)
Prazo final encerra no dia 11 de outubro, com taxa no valor de R$ 90. Universidade oferta vagas com bolsas sociais de 50 e 100%.
A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) recebe até domingo (30) inscrições com desconto, no valor de R$ 50, para o Vestibular de Verão 2013. A partir de 1° de outubro o valor será R$ 90. O prazo final encerra no dia 11 de outubro. O candidato deve acessar o site www.pucpr.br e efetuar a inscrição. As provas serão realizadas no dia 21 de outubro (domingo), das 13h às 19h, nos Câmpus Curitiba, Londrina, Maringá e Toledo.
Em Maringá, os vestibulandos podem se inscrever para os cursos de graduação em Direito, Administração e Filosofia.
Bolsas sociais - Neste ano, a universidade ampliou as vagas com bolsas sociais. O candidato que se inscrever nesta modalidade concorre a bolsas de estudos de 50 ou 100%, conforme a renda familiar e o curso escolhido.
Sobre a PUCPR
Fundada em março de 1959 a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) é, hoje, a maior instituição de ensino superior privada do Paraná. A PUCPR integra o Grupo Marista disseminando valores humanos, cristãos e Maristas para formar cidadãos éticos, justos e solidários. Possui cinco câmpus espalhados pelo Estado, nas cidades de Curitiba, São José dos Pinhais, Londrina, Toledo e Maringá. Possui a nota máxima no recredenciamento do MEC. Conta com 66 cursos de graduação, 13 programas de pós-graduação stricto sensu e mais de 250 cursos de especialização. Única Universidade do Brasil a oferecer a disciplina do Projeto Comunitário com a intenção de levar os estudantes ao encontro de novos horizontes e desafios, incluindo a qualificação para a cidadania, a formação voltada à responsabilidade social, oferecendo-lhes além de conhecimento, lições de vida. Outras informações, acesse: www.pucpr.br
Sobre o Grupo Marista
No Brasil desde 1897, o Instituto Marista divide-se em unidades administrativas no País. Uma delas é o Grupo Marista – presente no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, na cidade de Goiânia e no Distrito Federal, além de filiais da FTD em nove estados – com atuação nas áreas de Educação, Solidariedade, Saúde e Comunicação, por meio de uma agremiação de organizações sem fins econômicos. Na Educação, seus colégios, centros técnicos e universidades formam mais de 60 mil pessoas anualmente e ampliam o conhecimento com a publicação de 34 milhões de livros em editoras próprias. A Rede Marista de Solidariedade atende diretamente 16 mil crianças e jovens de maneira contínua, além de atuar em todas as frentes do Grupo Marista a partir de programas com base na promoção e defesa dos direitos das infâncias e juventudes, bem como estratégias de incidência política e fomento à educação para a solidariedade. Na Saúde, seus hospitais realizam mais de 395 mil atendimentos e proporcionam ações de humanização, conscientização e prevenção. Na Comunicação, suas rádios prezam pela difusão de conhecimento, cultura e cidadania. E, diariamente, seus cerca de 14 mil colaboradores vivenciam e disseminam valores humanos, cristãos e Maristas para formar cidadãos éticos, justos e solidários. Outras informações, acesse: www.grupomarista.org.br

Formação Missionária

No dia 14 de outubro- mês missionáio, estará acontecendo um encontro  de formação missionária, com padre Sávio das POM-CNBB. Este encontro é para membros das pastorais e movimento. As inscrições devem ser feitas na secretaria das paróquias da Arquidiocese de Maringá.  A formação é gratuita. 

Banir a pobreza

Banir a pobreza: um movimento e uma campanha para fazer com que a ONU considere ilegal a condição de grandes massas humanas e para explicar que tudo depende dos sistemas econômicos que produzem exclusão, desigualdade, injustiça. Doze princípios para combater a criação dos novos pobres.
A opinião é do economista e cientista político Riccardo Petrella, professor emérito da Université Catholique de Louvain. O artigo foi escritor em nome de um coletivo de 33 pessoas, representantes de 24 associações e organizações da sociedade civil (www.banningpoverty.org).
O artigo foi publicado no jornal La Repubblica, 14-09-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Foi feita. No sábado, 8 de setembro, a tradicional "Marcha pela Justiça Agliana-Quarrata", organizada pela Rede Radiè Resch, foi dedicada ao lançamento na Itália da campanha "Banimos a pobreza". Concebida por um coletivo de 24 associações, por iniciativa da Universidade do Bem Comum e da Associação do Mosteiro do Bem Comum, a campanha visa a obter em 2018 (70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas) uma resolução da Assembleia Geral da ONU com a qual os Estados declarem ilegais as leis, as instituições e as práticas sociais e coletivas que geram e alimentam os processos de empobrecimento nos vários países e regiões do mundo. Será como foi quando os vários povos declararam ilegal a escravidão.
"Banimos" significa que nós, cidadãos, em particular italianos, belgas, quebequenses, argentinos e também malaios, indonésios, filipinos... (que estarão entre os povos que participarão da campanha) iniciamos um processo de mobilização civil e política contra as causas estruturais da pobreza.
Os 12 princípios da ilegalidade da pobreza
Primeiro princípio: "Ninguém nasce pobre nem escolher ser ou se tornar pobre". É o estado da sociedade em que nascemos que nos torna pobres ou ricos. Pode-se decidir viver em uma situação de grande sobriedade, mas não é a pobreza sofrida pelos três bilhões de seres humanos que estão excluídos do direito a uma vida digna, contra a sua vontade e desejo.
Segundo princípio: "Tornamo-nos pobres. A pobreza é uma construção social". A pobreza não é um fato da natureza como a chuva. É um fenômeno social, construído e produzido pelas sociedades humanas. As empresas escandinavas dos anos 1960 e 1980 conseguiram fazer desaparecer os processos estruturais de empobrecimento. Outras sociedades, ao invés, fundamentadas em princípios e práticas sociais diferentes das escandinavas, produziram e produzem inevitavelmente fenômenos de extensa pobreza. É o caso dos Estados Unidos.
O terceiro princípio reforça os dois primeiros: "Não é somente nem principalmente a sociedade pobre que produz pobreza". Os EUA são o país mais rico do mundo em termos monetários, mas o empobrecimento de dezenas de milhões (de 300 milhões) dos seus cidadãos faz parte da sua história.
Quarto princípio: "A exclusão produz o empobrecimento". A fatalidade ou a má sorte não são a causa do empobrecimento, mas sim as formas de exclusão deliberada do acesso às condições de cidadania civil, política e social.
Por essas razões, o quinto princípio: "Como processo estrutural, o empobrecimento é coletivo". Não diz respeito apenas a uma pessoa ou a uma família, mas sim a populações inteiras (as famílias de imigrantes, nômades, vilarejos sem futuro, zonas atingidas por recessões econômicas, habitantes de bairros degradados...), e categorias sociais (trabalhadores, agricultores, segmentos da classe mídia, crianças, mulheres, jovens que não conseguem entrar no mundo do trabalho, idosos...).
Primeira grande conclusão, sexto princípio: "O empobrecimento é filho de uma sociedade que não acredita nos direitos de vida e de cidadania para todos nem na responsabilidade política coletiva para garantir tais direitos a todos os habitantes da Terra". Os grupos dominantes não acreditam na existência dos direitos humanos de vida e de cidadania (universais, indivisíveis, imprescritíveis). Eles acreditam, ao invés, na igualdade "natural", hereditária, entre as pessoas, e nos direitos fundamentados no mérito. Os ricos o são porque se esforçaram, e por isso são meritórios. Os pobres o são porque não trabalharam duro, porque são inaptos e incapazes, e por isso culpados pelo seu estado.
Nesse sentido, sétimo princípio: "Os processos de empobrecimento somente ocorrem em sociedades injustas", isto é, negadoras da universalidade, da indivisibilidade e da imprescritibilidade dos direitos de vida e de cidadania. Nas sociedades injustas, o acesso só pode ser seletivo e condicionado de acordo com as regras e os critérios estabelecidos pelos grupos dominantes.
O oitavo princípio descende do anterior: "A luta contra a pobreza (o empobrecimento) é acima de tudo a luta contra a riqueza desigual, injusta e predatória (o enriquecimento)". Há empobrecimento porque há enriquecimento. Quanto mais as nossas sociedades se enriqueceram sobre bases desiguais, injustas e predatórias, mais elas deram valor unicamente à riqueza individual e apagaram do imaginário dos povos a cultura da riqueza coletiva, particularmente dos bens comuns públicos.
Daí o nono princípio: "O planeta dos empobrecidos tornou-se populoso por causa da mercantilização dos bens comuns e da vida". O trabalho, os direitos, a proteção social foram tratados como custos e, como tais, devem ser racionalizados, cortados e/ou privatizados. Não há comunidades humanas, mas sim mercados.
Nesse contexto, o décimo princípio: "As políticas de redução e de eliminação da pobreza buscadas nos últimos 40 anos fracassaram porque só podiam atacar os sintomas (medidas curativas) e não as causas (medidas resolutivas)".
Dupla conclusão geral. Décimo primeiro princípio: "A pobreza é hoje uma das formas mais avançadas de escravidão, porque se baseia em um furto de humanidade e de futuro", e décimo segundo princípio: "Para libertar a sociedade do empobrecimento é preciso banir as leis, as instituições e as práticas sociais coletivas que geram e alimentam os processos de empobrecimento".
Como e o que banir? Propostas de ações na Itália
Os sujeitos produtores de pobreza agem através de três instrumentos: as leis (legislativas e normas administrativas), as instituições (principalmente políticas, econômicas e sociais, mas também culturais, religiosas...), as práticas sociais e coletivas (convenções, estereótipos, comportamentos, preconceitos, tradições...).
Os maiores processos de empobrecimento ocorrem com relação às arquiteturas de poder (contra a democracia), às regras do viver juntos (injustiça social e econômica) e aos fundamentos da cidadania (rejeição identitária, insegurança).
Portanto, identificamos um grupo de leis (e/ou medidas administrativas), instituições e práticas sociais e coletivas nas quais é preciso intervir na Itália ao longo dos próximos cinco anos. Entre elas, mencionamos as mais significativas: revogação das leis que legalizaram a existência das finanças especulativas e predatórias (produtos derivados, paraísos fiscais, independência política do Banco Central Europeu); no campo do trabalho, abolição das últimas disposições relativas ao artigo 18; abandonar a bifurcação educacional a partir dos 16 anos; eliminação das medidas administrativas que em algumas cidades italianas criminalizaram os imigrantes, os desempregados...; fechamento imediato dos CIEs [Centros de Identificação e Expulsão]; banimento das cooperativas falsas e maliciosas de gestão do emprego e que operam como instrumentos de contratação ilegal; campanhas nacionais de subversão dos preconceitos contra os pobres e os ricos (tais como: o rico é merecedor; o pobre é culpado; o pobre é naturalmente inclinado a ser mais criminoso do que o não pobre; o luxo é bom, cria riqueza e dá emprego...).
Nada será fácil, porque a Itália não só não tem uma verdadeira estratégia de luta contra a pobreza e a exclusão social, mas também porque, como acontece em tantos outros campos na Itália, as classes dominantes atingiram níveis tão altos de mistificação e de travestimento da realidade que o único instrumento que resta nas mãos dos cidadãos é, de um lado, o abandono, a apatia/indiferença (o cada um por si) ou, de outro, a oposição violenta.
"Banimos a pobreza" é um forte ato de confiança nos cidadãos, na democracia e no Estado dos direitos segundo a Constituição da res publica.
 
Fonte: IHU

21 setembro, 2012

21 de setembro dia da árvore:

Dia Mundial sem Carro - Dez razões para levar a sério

“A multiplicação indiscriminada da frota automobilística já é um dos maiores problemas da Humanidade”. O comentário é do jornalista e ambientalista Andre Trigueiro no sítio Envolverde, 20-09-2012, sobre a edição do Dia Mundial sem Carro que acontece nesse sábado - dia 22 de setembro. Trigueiro enumera algumas razões que emprestam sentido a essa data:
1) Tamanho é documento
A multiplicação indiscriminada da frota automobilística já é um dos maiores problemas da Humanidade. Na maioria das capitais brasileiras (e mundiais) já não há a chamada “hora do rush”, porque sucessivos congestionamentos em diferentes horas do dia colapsam o trânsito progressivamente. A construção de mais pontes, viadutos, túneis ou vias expressas são paliativos, não resolvem efetivamente o problema, como muitas vezes, indiretamente, contribuem para estimular o uso do carro. A mobilidade urbana se tornou questão central do debate sobre qualidade de vida nas cidades.
2) É bom para a economia?
Estima-se que o setor automotivo responda por aproximadamente 20% do PIB brasileiro. Entre 2009 e 2011, as montadoras de veículos informam ter recolhido em impostos diretos R$ 137 bilhões. Se as montadoras de todo o planeta fossem um país, este seria um dos dez mais ricos do mundo. É bom lembrar que junto às linhas de montagem, orbitam os setores de autopeças e combustíveis, além do mercado de seguros e outros agregados. Se não há dúvida de que os automóveis fazem girar a roda da economia, também é certo que o impacto do crescimento da frota nas cidades tem inspirado outro gênero de contabilidade preocupante.
Segundo o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de São Paulo, Marcos Cintra, os prejuízos causados pelos engarrafamentos crescentes na cidade somam R$ 52,8 bilhões por ano, o equivalente a mais de 10% do PIB municipal. Um crescimento de 60% nos últimos quatro anos. Se outras cidades incomodadas com os engarrafamentos realizarem cálculos semelhantes, os resultados deverão ser surpreendentes.
3) A questão do IPI
Sabe-se que o governo federal reduz periodicamente o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que incide sobre automóveis, toda vez que o setor reclama de queda nas vendas e risco de desemprego. Essa é uma questão polêmica, uma vez que a medida não vem acompanhada de contrapartidas sociais e ambientais que pudessem justificar tamanha renúncia fiscal.
Nos Estados Unidos, o governo Obama socorreu as montadoras com pesadas contrapartidas (manutenção do emprego, maior eficiência e inovação tecnológica na direção de uma nova geração de motores mais econômicos). É lamentável que o dinheiro arrecadado pelo governo com a venda de carros não esteja sendo devidamente investido em transporte público de massa eficiente, barato e rápido. Não custa checar também o quanto as montadoras de veículos instaladas no Brasil transferem em divisas para as respectivas matrizes fora do país.
4) O “carrocentrismo”
No livro Muito Além da Economia Verde (Ed.Abril) o professor titular do Departamento de Economia da FEA e do Instituto de Economia Internacional da USP, Ricardo Abramovay, afirma que o automóvel é “a unidade entre duas eras em extinção: a do petróleo e a do ferro. Pior: a inovação que domina o setor até hoje consiste mais em aumentar a potência, a velocidade e o peso dos carros do que em reduzir seu consumo de combustíveis (…) O mais grave é que ali onde houve inovações nessa indústria ela se voltou mais a preencher desejos privados por carros maiores, mais rápidos e de melhor desempenho do que a reais interesses públicos por veículos mais econômicos e de uso partilhado. Foi só em 2007 que, pela primeira vez em 32 anos (houve um precedente logo após a primeira crise do petróleo), a lei americana impôs metas de economia de combustíveis aos veículos fabricados pela indústria automobilística.
5) Lata de sardinha
O sucateamento do transporte público no Brasil –- responsabilidade dos governos –- determina um dos maiores fatores de estresse para milhões de brasileiros. Só quem é passageiro e já passou pelo aperto de um trem, de um metrô, de um ônibus ou de uma barca (experiência desconhecida pela maioria dos governantes, alguns dos quais muito mal acostumados com os batedores que escoltam seus carros oficiais ou vivem refugiados no vai-e-vem de helicópteros barulhentos) sabe o tamanho do desgaste físico e emocional que isso representa.
Em boa parte dos casos, quem sofre a agonia diária de chegar ao trabalho exaurido, com a roupa amarrotada e cansado pelas horas de aperto no transporte coletivo, sonha em ter um carro para se livrar desse pesadelo. O raciocínio é mais ou menos o seguinte: melhor sofrer nos engarrafamentos em seu próprio carro, ouvindo um agradável “sonzinho” no ar -condicionado, do que seguir apertado por aí. O que parece ser lógico e justo no campo individual constitui um enorme problema na esfera coletiva. A incompetência dos governos em assegurar o direito constitucional de um transporte público decente agrava a perda da mobilidade urbana numa escala sem precedentes.
6) Uma questão de saúde pública
Os dados são do dr. Paulo Saldiva, pneumologista da USP: quem mora em São Paulo, cidade com o maior número de carros do Brasil, onde a maior fonte de poluição vem justamente do escapamento dos veículos, está vivendo em média dois anos a menos em função de problemas causados ou agravados pela inalação de poluentes presentes na fumaça. São aproximadamente quatro mil óbitos por ano.
7) O maior dos sonhos de consumo
Concebido inicialmente apenas como um meio de transporte, o carro foi ganhando, ao longo de sua história – talvez mais do que qualquer outra invenção moderna – uma representação simbólica que explica o fascínio que exerce sobre as pessoas em todo o mundo há muitas décadas. A publicidade soube trabalhar bem esse sentimento, transformando no imaginário coletivo os carros em metáforas de nossas existências, onde os sonhos de liberdade, poder, força, status social, beleza, juventude, auto-afirmação, a capacidade de desbravar obstáculos antes intransponíveis, a possibilidade de chegar à frente de todo mundo (já reparou que carro só anda sem engarrafamentos em comerciais de TV?) tornaram-se “possíveis” e “ao alcance de todos” com a simples posse de um veículo automotor. Como resumiu uma campanha publicitária recente sobre um determinado veículo: “ou você tem, ou você não tem”.
8 ) O efeito Pateta
Em “Motormania”, desenho animado de Walt Disney do ano de 1950, o dócil Pateta se transforma ao volante em alguém raivoso, egoísta e perigoso (veja o vídeo). Alguém que dirige alucinadamente no trânsito oferecendo risco a si próprio e aos outros. Em depoimento registrado no livro “O automóvel: planejamento urbano e a crise das cidades” (Ed.Fiscal Tech), a psicóloga Iara P. Thielen, diretora do Núcleo de Psicologia do Trânsito da Universidade Federal do Paraná, diz que “ as pessoas têm um sentimento de individualismo exagerado. Elas não vêem o trânsito como um fenômeno coletivo. Por isso elas acreditam que, em primeiro lugar, o problema é sempre dos outros, que são loucos e que correm, enquanto que elas apenas exageram um pouquinho”.
9) O impacto sobre o clima
Atualmente a frota automobilística do mundo é superior a 800 milhões de carros. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas a China deverá aumentar sua frota de 17 milhões de carros para 343 milhões de carros até 2030. Segundo a secretária de Economia Verde do Estado do Rio de Janeiro, a professora da COPPE/UFRJ, Suzana Kahn, que também integra o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), o setor de transportes é responsável onde por 23% das emissões globais de gases estufa (que agravam o aquecimento global) e cerca de 50% a 70% dos poluentes atmosféricos. Os automóveis sozinhos respondem por metade de tudo isso.
10) “A era do automóvel”, por João do Rio
Membro da Academia Brasileira de Letras, João do Rio registrou em 1909, numa crônica profética, alguns dos problemas causados pela multiplicação indiscriminada de automóveis nas ruas das cidades. Note-se que esta crônica foi publicada em 1909 quando apenas 37 automóveis rodavam pelas ruas do Rio de Janeiro, então com 500 mil habitantes. O texto foi reproduzido na íntegra no livro “O automóvel : planejamento urbano e a crise das cidades” (Ed.Fiscal Tech). Destaco aqui apenas o início e o final da crônica:
“E subitamente, é a Era do Automóvel.O monstro transformador irrompeu, bufando, por entre os escombros da cidade velha, e como nas mágicas e na natureza, aspérrima educadora, tudo transformou com aparências novas e novas aspirações (…). Automóvel, Senhor da Era, Criador de uma nova vida, Ginete Encantado da transformação urbana, Cavalo de Ulysses posto em movimento por Satanás, Gênio inconsciente da nossa metamorfose!”

20 setembro, 2012

Pe. Zezinho sofre leve Acidente Vascular Cerebral (AVC)


Começou hoje a Feira de Cursos e Profissões do Câmpus Maringá da PUCPR

Evento está aberto para visitação, das 9 às 21h, até sexta-feira (21)
Nesta quinta (20) e sexta-feira (21), o Planeta PUC, a Feira de Cursos e Profissões da PUCPR, acontece no Câmpus Maringá da Universidade. Os visitantes poderão conversar com universitários e professores nos estandes dos cursos de graduação ofertados em Maringá. Os cursos são: Administração, Direito e Filosofia. O evento fica aberto para visitação das 9 às 21h. A entrada é gratuita.
Além dos estandes os vestibulandos poderão curtir o PUC Games. Em plataforma Kinect, os jogadores devem responder a perguntas de disciplinas do ensino médio que aumentam de dificuldade conforme a fase. A feira também conta com o espaço PUC Picture, local onde o estudante pode tirar fotos bem humoradas com adereços característicos da profissão escolhida e postar no Facebook.
Vestibular de Verão 2013 – as inscrições para o Vestibular de Verão 2013 poderão ser feitas no evento com desconto. A entrada é gratuita. Confira mais informações no Hot Site do Planeta PUC: www.pucpr.br/planetapuc

Pastoral Carcerária promove chat virtual sobre o Massacre do Carandiru

Todas e todos estão convidados para participar do chat virtual ‘Pastoral Carcerária em Rede’, que será realizado no dia 25 de setembro, com a participação de Rodolfo Valente, militante da Rede 2 de Outubro. O chat tem por objetivo discutir questões relacionadas à Rede 2 de outubro e apresentar o trabalho que desenvolve no sistema prisional.
Com o tema ‘Pelo fim dos massacres’, o chat toma como exemplo o Massacre do Carandiru – que ocorreu no dia 2 de outubro de 1992, quando uma rebelião causou a morte de cento e onze detentos pela Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Para participar, é necessário entrar no site da Pastoral Carcerária e realizar gratuitamente o cadastro na rede. Efetuado o cadastro, esse pode ser sincronizado às contas de usuário no Twitter, Facebook e no Google.
A Rede 2 de outubro é composta por um conjunto de organizações e movimentos sociais que lutam pela responsabilização do Estado e de seus agentes pelo massacre do Carandiru (e por todos os outros massacres antecedentes e consequentes).

Mais informações através dos contatos:
Tel.: 55 (11) 3101-9419 - Skype: carceraria.secretaria
E-mail: nacional@carceraria.org.br- www.carceraria.org.br

Centro de Estudos Bíblicos lança publicação ‘Ecumenismo e Feminismo - Parcerias da casa comum’

‘Ecumenismo e Feminismo’ é o novo título do Centro de Estudos Bíblicos – CEBI, elaborado por Romi Bencke e Sônia Mota. Neste livro, as autoras apresentam a história e os pontos de aproximação entre feminismo e ecumenismo identificando costuras comuns e "nós" que precisam ser desatados na relação das igrejas com os direitos das mulheres.
Divido em quatro partes os temas são abordados da seguinte forma: Movimento Ecumênico - surgimento, contribuições e presença no Brasil; Teologia Feminista - surgimento e pensamento; Movimento Ecumênico - Bíblia e Teologia Feminista - leitura e vida e Questões apresentadas pelos Mov. Feministas ao Mov. Ecumênico como Ordenação de Mulheres, Estado Laico e ecumenismo, Direitos Sexuais e Reprodutivos.
Romi Bencke é pastora voluntária da IECLB e Secretária Geral do CONIC. Sônia Mota é pastora da IPU, mestre em Teologia pelo IEPG, atualmente reside na Alemanha e desenvolve estudos com as mulheres de sua região.
Veja aqui detalhes da obra ‘Ecumenismo e Feminismo - Parcerias da casa comum’.