21 março, 2014

Projeto Amigo Solidário


Por Valkiria Santos
ATENÇÃO COMUNIDADE DO JARDIM AMÉRICA/LIBERDADE E PROXIMIDADE :
Estamos nos organizando para implantar o projeto AMIGO SOLIDÁRIO em nossa região. No dia 24/03/2014 às 20 horas, no Salão da Igreja Nossa Senhora da Liberdade, Rua Júlio Mesquita s/n, cidade de Maringá-Pr, teremos uma palestra para aprender as estratégias de funcionamento, com os seguintes órgãos: Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, CONSEG, Guarda-Municipal, Representantes da Prefeitura e da Câmara de Vereadores. 

20 março, 2014

Carta dos Bispos do Paraná pede para que organizadores evitem bebidas alcoólicas em festas de igreja

Por Dom Anuar Battisti - Arcebispo de Maringá


Os arcebispos e bispos do Paraná, reunidos em assembleia de 16 a 18 de março, juntamente da Comissão Regional dos Presbíteros, assinaram, unanimemente, um documento referente ao consumo de bebidas alcoólicas em festas de igreja.

O texto, que é endereçado às dezoito dioceses, mais a Eparquia Ucraniana São João Batista, que juntas englobam 830 paróquias e mais de 9.700 comunidades católicas no Estado, pede que se “inicie uma caminhada de conscientização das comunidades, a fim de que sejam evitadas as bebidas alcoólicas nas festas abertas, almoços, jantares e em eventos promovidos pela Igreja Católica”.

“Cuidado com a embriaguez!” (Lc 21,34). Essa citação do evangelho de Lucas, na esteira do documento de Aparecida que convida a abandonar com coragem as estruturas e práticas não evangelizadoras, e ainda impulsionados pelos gestos proféticos do Papa Francisco, serviram de base para o diálogo que levou à redação do texto.

Não se trata de um decreto, nem mesmo de uma proibição, mas os arcebispos, bispos e padres fazem votos de que as festas de igreja sejam voltadas para a sadia convivência das famílias e, cada vez mais, o dízimo seja implantado e desenvolvido nas comunidades.

Leia a nota: 
Conselho Episcopal Regional Sul 2 da CNBB

Considerações dos bispos do Regional Sul 2 sobre o consumo de bebidas alcoólicas em festas de Igreja

Os bispos do Paraná, reunidos em Assembleia, desejosos de uma maior fidelidade a Jesus Cristo, como propõe o Papa Francisco para toda a Igreja, depois de amplo diálogo, encaminham aos senhores um pedido: iniciar uma caminhada de conscientização de nossas comunidades, a fim de que sejam evitadas as bebidas alcoólicas nas festas abertas, almoços, jantares e em eventos promovidos pela Igreja.

O povo brasileiro é alegre e gosta de festas. As festas expressam a alegria de estar junto, a amizade e a fraternidade. Em algumas comunidades, a festa se tornou tradição, celebrada há muitos anos. As festas em honra aos padroeiros são urna riqueza imensa!

No entanto, temos visto crescer o consumo de bebidas alcoólicas em nossas festas, que assim se tornam um contra-testemunho, pois, prejudicam irmãos portadores da doença do alcoolismo, envergonham as famílias, mau exemplo para jovens e adolescentes, hoje cada vez mais cedo usuários de álcool.

Estragam o ambiente da festa com palavrões, obscenidades e até violência, tanto que é preciso de polícia em muitos casos.

Há motoristas que saem da festa embriagados, pondo em risco a vida e a imagem pública da Igreja.

O álcool mata! Perguntamos: que espécie de honra prestamos a Deus, ou aos santos Padroeiros, com tais resultados? Algumas dioceses do nosso Estado já assumiram essa decisão, o que vivamente apoiamos.

A experiência das comunidades que decidiram servir bebidas alcoólicas em seus eventos comprova que as festas se tornaram mais familiares e participativas e, com o passar do tempo, inclusive, mostraram-se economicamente mais vantajosas que antes.

O Documento de Aparecida nos convida a abandonar com coragem as estruturas e práticas que não são evangelizadoras. Não é este o caso?

O Evangelho adverte: “Cuidado com a embriaguez!” (Lc 21,34). E São Paulo aos Efésios recomenda: “Não vos embriagueis!” (Ef 5,18)
Em vista disso, os bispos do Paraná, lembram que a Igreja vem incentivando a Pastoral da Sobriedade como caminho para aqueles que lutam contra o alcoolismo.

Não vamos nós, nas festas, contradizer a Palavra de Deus. 
Com o apoio da Comissão Regional de Presbíteros fazemos votos de que as festas sejam somente para sadia convivência das famílias e, cada vez mais, o dízimo seja implantado e desenvolvido nas comunidades.

O dízimo é um instrumento bíblico, fraterno e corresponsável, previsto para sustento da vida eclesial e expressão de maturidade da fé cristã.

Que Nossa Senhora do Rocio, Rainha e Padroeira do Paraná, nos torne corajosos para mudarmos, na Igreja, aquilo que só depende de nós.

Curitiba, março de 2014
Assinam os Bispos do Paraná e a Comissão Regional dos Presbíteros

19 março, 2014

Trabalhadores público de Maringá pode entrar em greve

Do Sismar Maringá: "Administração acorda, os trabalhadores (as) não estão de brincadeira!" - Em assembleia realizada hoje, aprovado indicativo de greve que pode iniciar no dia 31 deste mês caso prefeito não atenda as reivindicações da categoria. 
(Foto: Blog do Ângelo Rigon)

18 março, 2014

Maringá está entre as cidades com maior número de dengue



Os casos de dengue registrados no Brasil nos dois primeiros meses deste ano caíram 80% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, foram notificados 87 mil casos entre janeiro e fevereiro de 2014, contra 427 mil nos dois primeiros meses de 2013. 

Todas as regiões do país reduziram o número de casos de dengue no primeiro bimestre de 2014. A Região Sudeste obteve a maior redução, passando de 323,5 mil casos em 2013 para 36,9 mil. Em segundo lugar, está o Centro-Oeste, que passou de 122,8 mil para 28,2 mil. O Nordeste registrou queda de 29,6 mil para 7,9 mil; o  Norte passou de 22,3 mil para 6,9 mil e o Sul, de 20,3 mil para 6,9 mil casos.

De acordo com o ministério, a queda também foi observada em relação às ocorrências graves da doença (84%) e em relação às mortes (95%).

Dez estados brasileiros concentram 86% dos casos de dengue registrados em todo o país – Goiás (22.850), São Paulo (16.147), Minas Gerais (14.089), Paraná (6.851), Espírito Santo (4.093), Rio de Janeiro (2.608), Mato Grosso (2.208), Tocantins (2.122), Ceará (2.082) e Amazonas (1.991). Ao todo, 87.136 casos foram notificados nos dois primeiros meses deste ano.

As cidades com o maior número de casos da doença são: Goiânia (GO), com 6.089; Luziânia (GO), com 2.888; Aparecida de Goiânia (GO), com 1.838; Campinas (SP), com 1.739; Americana (SP), com 1.692; Belo Horizonte (MG), com 1.647; Maringá (PR), com 1.540; São Paulo (SP), com 1.536; Brasília (DF), com 1.483 e Campo Belo (MG), com 1.410.  

Fonte:  Paraná OnLine

Que tipo de vida o meu filho vai ter?

15 portadores da síndrome de Down respondem à futura mãe.


Uma mulher descobriu que seu bebê era portador da Sindrome de Down. Preocupada,  ela resolveu enviar um e-mail perguntando a CoorDown, organização italiana de apoio a pessoa com Down, sobre o tipo de vida que seu filho teria.
A resposta veio de um jeito bastante criativo. A filial italiana da rede internacional de agências de publicidade e propaganda Saatchi & Saatchi produziu uma campanha em que 15 portadores da síndrome de Down respondem à futura mãe. 
No vídeo, que pode ser visto no Youtube - http://www.youtube.com/watch?v=Ju-q4OnBtNU#t=119 - os participantes afirmam de modo bastante convicente sobre a possibilidade de uma vida feliz e repleta de sonhos e conquistas. O anúncio foi produzido especialmente  para o dia mundial da Síndrome de Down que é celebrado no dia 21 de março.
Por ocasião da data, vale a pena refletir sobre as agendas pró-aborto que se intensificam pelo mundo. As pessoas com Down demonstram, a cada dia, sua capacidade de conviver e interagir.
Basta lembrar o caso de Ángela Bachiller, 30 anos, que tornou-se a primeira vereadora da Espanha portadora da síndrome além do jovem Lucca, recebido pessoalmente por Bento XVI e dos três argentinos Camila Merida, Martina Mailandi, 17, e Manuel Castello, 14, que estiveram com o papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude, em julho de 2013, no Rio de Janeiro. 
*Com informações de Meio e Mensagem de ACI Digital
Fonte: Zenite

V Congresso da Divina Misericórdia


Esse é o nosso papa Francisco

17 março, 2014

Padre Francisco Gecivam Garcia reclama da dificuldade encontrada pelos padres de entrar no hospital Santa Rita em Maringá-Pr


Faz algum tempo que me pergunto: PORQUE NÓS PADRES TEMOS TANTA DIFICULDADE DE ENTRAR NO HOSPITAL SANTA RITA?? Gente eu estive lá por duas vezes, hoje. Nas duas vezes me deram o mesmo motivo para não visitar um enfermo. DETALHE: ERA A HORA DE VISITAS. Esta não foi a primeira vez. As Palavras de Jesus "estive doente e me visitaste" parece não ser algo vivido pela Associação do Bom Samaritano. Parece ironia. Então gostaria de deixar registrado para a família do Leonardo de Paiçandu, e está na UTI que não pude entrar pra fazer a visita.

13 março, 2014

Um ano de papa Francisco desafia paróquias a adotar sua proposta de simplicidade


Fonte: Último Segundo 

“Uma igreja pobre para os pobres.” Se o pontificado de Francisco – que completa um ano nesta quinta – tivesse um slogan, seria este. A frase, dita pela primeira vez em uma audiência três dias após o conclave que o fez papa, tem sido repetida por ele em homilias, sermões aos cardeais e entrevistas. E, se alguém ainda não escutou, o comportamento do pontífice exemplifica o enunciado: preferiu o crucifixo de latão ao de ouro, recusou o palácio papal e se instalou em um aposento mais simples e, num aperitivo de sua visão de cristianismo, apresentou-se à Igreja como bispo de Roma - não como papa - e curvou-se para que a multidão o abençoasse. Além disso, tem dito coisas que não coincidem com o que se imagina do Vigário de Cristo, como a afirmação de que não cabe a ele julgar os homossexuais.

Atitudes que o popularizaram e fizeram com que o mundo olhasse com mais simpatia para a Igreja Católica, essa instituição bimilenar tida por muitos como retrógrada nos costumes, condescendente com religiosos pedófilos, apegada à ostentação e permissiva com a corrupção. O desafio agora, dizem os teólogos, é ver as ações de Francisco reproduzidas nas igrejas locais.
“Francisco está mais conhecido do que o padre da paróquia. Isso cria uma capacidade de anúncio que o papado não tinha antes. Resta saber se isso vai criar uma mudança na igreja”, afirma o diretor do Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP, Francisco Borba. “Porque se, a partir da fala e das atitudes do papa, as pessoas se sentirem motivadas a frequentar uma igreja e lá encontrarem o mesmo modelo de sempre, elas não vão deixar de gostar de Francisco, mas não se engajarão na fé.”
Ao dizer "mesmo modelo de sempre", Borba refere-se, por exemplo, à postura de intolerância com aqueles que contrariam a doutrina da Igreja, como os homossexuais. O que não significa que Francisco seja um progressista no tema. “Ele segue os princípios tradicionais em relação a essa questão, mas demonstra um verdadeiro horror pelo desamor com o qual os homossexuais são tratados. Por isso, essas declarações progressistas são parte de seu esforço para que essa comunidade se sinta acolhida e recebida dentro da Igreja. E isso é um problema, porque não conseguimos pensar em acolher alguém que não toleramos”, diz Borba.
Por isso, reitera o teólogo, o futuro da Igreja está em sua capacidade de assimilar a novidade que Francisco representa. E o pontífice tem sido muito claro ao apresentá-la, tanto para o público interno como para o externo.
O que seus gestos dizem
Francisco é afeito a quebrar as tradições da Santa Sé. Na escolha dos novos cardeais, por exemplo, ordenou um bispo de uma diocese da periferia do Haiti, o país mais pobre do continente americano. Assim que foi eleito, cortou o bônus dos funcionários do Vaticano. Recentemente, em um vídeo feito de improviso, fez o principal discurso ecumênico de seu pontificado, assumindo que católicos e protestantes erraram e convidando ambos para uma aproximação mais efetiva.  

“Francisco é um homem de grande público. Quanto ao ecumenismo, por exemplo, Bento 16 e João Paulo 2º viam mais como um processo intereclesial. Eles queriam capacitar a igreja internamente e não pensavam em gestos públicos que demonstrassem esse compromisso. Com Francisco, o grande público é o primeiro a saber o que acontece”, conclui Borba.
É essa fala simples e direta que o diferencia de seus antecessores, compara o frei e professor Clodovis Boff. “Ele acabou com o contexto ritualizado, cerimonioso. Antes havia um estresse institucional. Agora isso mudou. Há um relaxamento, uma soltura, a criatividade, o espírito da liberdade. No encontro que teve com embaixadores, por exemplo, ele disse que quer a alegria dos povos. Um mundo complexo como o nosso quer coisas simples. Ele é assim.”
Igreja não é multinacional
O discurso claro do papa, no entanto, não é suficiente para fazer com que as mudanças sejam rápidas - e Francisco sabe disso. “A Igreja não é uma multinacional. Ela tem de mudar o sentido, a simbologia, é uma mudança espiritual que não é mensurável”, afirma Fernando Altemeyer, teólogo da PUC-SP. Um pequeno passo para essa transformação seria o retiro que papa faz com os cardeais desde o início da Quaresma, na semana passada. “Ele tirou os religiosos do Vaticano e os levou para rezar o dia todo. É como se dissesse: ‘Vocês precisam de um novo coração, estamos muito burocráticos.”
Além disso, a reforma da Igreja passa por sua mudança administrativa, acrescenta o teólogo. “O difícil é a questão da descentralização, que envolve a valorização das dioceses, a colegialidade episcopal, o foco na pastoral e não no dogma e, no caso brasileiro, a questão do diálogo. Acabou aquele ‘modelito’ da igreja hegemônica, agora ela é mais uma opção. Isso exige uma postura mais modesta de ouvir o que o comunista, o ateu e o agnóstico estão falando. O papa tem demonstrado essa disposição, mas vamos precisar de uns quatro Franciscos para que isso dê certo. Não se muda nada em poucos anos.”
Mas por que poucos anos? O papa parece bem saudável. “Ah, acho que quando ele se cansar, ele aposenta. Ele adorou a ideia de Bento. Depois de dez anos, quando tiver um limite, ele vai para casa do Ratzinger certo de ter dado um tranco naquele modelo antigo que estava exaurido”, opina Altemeyer
E quem virá depois? Vai ser difícil substituir aquele que foi eleito personalidade do ano pela revista Timepintado como super-herói nos muros de Roma e que recebe 6 mil cartas semanais de fiéis de todo o mundo. Nem dá para acreditar que, há exatamente um ano, quando seu nome foi anunciado na sacada do Vaticano, ele era um desconhecido do público. Fora da lista dos papáveis, até a imprensa que fazia a cobertura do anúncio demorou um tempo a entender que o homem que se fez Francisco era Jorge Mario Bergoglio. Na Praça de São Pedro, ante a multidão que se esforçava para descobrir quem era o novo papa, foi o tremular da bandeira argentina que traduziu a notícia. Hoje, quem não conhece Francisco?

Que bom!


09 março, 2014

Multas de carros em fila dupla em volta da Catedral de Maringá

Com relação a autorização de multas de carros em fila dupla em volta da Catedral de Maringá no horário das missas e muita gente demonstrando indignação a minha opinião é:

Que eu saiba a praça é publica e que não se pode ter fila dupla e se pode para a missa também pode para outras atividades e também em outras praças... .

É complicado!

Como Igreja, devemos ser totalmente contra favoritismo.

Infelizmente prefeito praticamente Maringá não tem e tudo isso gera muita indignação.  

Por ser já um costume a fila dupla nos horários de missa na Catedral, eu não sei se houve algum comunicado à mitra que isso iria acontecer solicitando que os fiéis fossem orientados, se não aconteceu o maior erro acredito é que não ouve um diálogo, uma orientação, um conversa antes e infelizmente o que vemos em Maringá é a reprodução do que se convencionou chamar de “indústria da multa”, o que importa é o dinheiro e apenas afeta o bolso, não meche com o motorista, não o sensibiliza.

Não sei se pode ou não, más a mitra poderia ver a possiblidade de uma autorização para os horários da missa, aí sim, e desta forma os fiéis não estariam desrespeitando a lei.

08 março, 2014

Nota da CNBB pelo Dia Internacional da Mulher

Leia, abaixo, nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) por ocasião do Dia Internacional da Mulher,  celebrado hoje, 8 de março.

NOTA DA CNBB PELO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

1. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, saúda todas as mulheres por ocasião do Dia Internacional da Mulher – 8 de março. Agradecemos as mulheres que por sua vocação e missão lutam pela superação de todo tipo de violência e possibilitam a construção de uma cultura de paz no ambiente familiar e social.
2. Reconhecemos a enriquecedora atuação das mulheres na sociedade e, especialmente, na vida e missão da Igreja. Partilham responsabilidades pastorais com um estilo e dinâmicas próprias, expressas na solicitude e no cuidado para com as pessoas nos diferentes serviços e ministérios. Contudo, sabemos que ainda é necessário ampliar os espaços para uma presença feminina mais incisiva na Igreja e em outros lugares onde se tomam decisões importantes (Cf. EG 103).
3. No ano em que a CNBB propõe como tema da Campanha da Fraternidade o Tráfico Humano, merece a nossa atenção o fato de muitas mulheres serem vítimas deste crime, especialmente no que tange a exploração sexual. A invisibilidade desta prática abominável se acentua pelo fato das vítimas serem de famílias pobres, o que reforça a constatação da vulnerabilidade social da mulher no Brasil. Diante desta realidade, a Igreja é chamada a ter uma atitude de escuta e acolhida, à semelhança da atitude de Jesus diante dos apelos da mulher cananeia (Cf. Mt 15,28).
4. Preocupa-nos o ambiente ainda adverso para as mulheres na sociedade. É alarmante o número de mulheres mortas de forma violenta, alcançando neste momento histórico o mais alto índice. São vítimas de agressões, principalmente por causa de conflitos de gênero.
5. Não podemos esquecer o crescente número de mulheres que são arrimo de família. Quase 40% dos lares brasileiros têm a mulher como referência. Elas, na maioria das vezes, foram abandonadas pelos maridos ficando com filhos e familiares doentes ou idosos com a responsabilidade de cuidá-los, recebendo, um salário inferior ao dos homens e vivendo em condições insalubres.
6. Desejamos que, no cuidado da vida e no exercício da caridade e da cidadania, as mulheres continuem sendo testemunho de perseverança pelos caminhos que conduzem à dignidade, à liberdade, à justiça e à paz.
7. Nossa Senhora Aparecida, Mãe de Jesus e nossa, modelo de mulher, esposa e trabalhadora, ilumine e proteja às mulheres de nosso país.
Brasília, 08 de março de 2014
Raymundo Damasceno Assis
Cardeal Arcebispo de Aparecida – SP
Presidente da CNBB
Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís - MA
Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo-Auxiliar de Brasília – DF
Secretário-Geral da CNBB

Dia Internacional da Mulher


05 março, 2014

Estou indignada

Estou indignada com certas atitudes de certas pessoas, que pena que existem quem não sabe que a sensação do "eu conquistei" é muito mais lindo e melhor que a sensação do "eu tenho". Essas pessoas me faz lembrar o pensamento de Mahatma Gandhi “A prisão não são as grades e a liberdade não é a rua. Existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência”.

04 março, 2014

Quarta-feira de Cinzas - Quaresma e Campanha da Fraternidade

Amanhã tem início o tempo da quaresma com a quarta-feira de cinzas e em toda a Igreja do Brasil a Campanha da Fraternidade (CF) que traz como tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl5,1). 
Na missa de quarta-feira de cinzas e durante o período da quaresma Jesus nos apresenta um programa de vida: oração, perdão, amor, jejum, caridade fraterna, penitência. Um convite para que cada pessoa faça um ver-julgar-agir de si mesma. Com a imposição das cinzas sobre a cabeça o apelo de Jesus: “convertei-vos e crede no Evangelho!”.
A Campanha da Fraternidade é realizada anualmente pela Igreja Católica, sempre no período da Quaresma. Seu objetivo é despertar a solidariedade dos seus fiéis e da sociedade em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos e solução. A cada ano é escolhido um tema, que define a realidade concreta a ser transformada, e um lema, que explicita em que direção se busca a transformação. A campanha é coordenada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). 
Na Paróquia Nossa Senhora da Liberdade, Maringá-Pr, haverá missa com distribuição de cinzas às 15 horas e às 20 horas. A missa será presidida pelo Pároco Padre Dirceu Alves do Nascimento
Segue abaixo, os objetivos e o significado da CF deste ano de 2014. 
Fonte: Texto Base CF 2014
O objetivo geral da Campanha da Fraternidade de 2014 é “identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-las como violação da dignidade e da liberdade humanas, mobilizando cristãos e pessoas de boa vontade para erradicar este mal com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus”.
1. Objetivos específicos:
- Identificar as causas e modalidades do tráfico humano e os rostos sofridos por esta exploração;
- Celebrar o mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo, sensibilizando para a solidariedade e o cuidado às vitimas dessas práticas;
- Suscitar, à luz da Palavra de Deus, a conversão que conduza ao empenho transformador desta realidade aviltante da pessoa humana;
- Denunciar as estruturas e situações causadoras do tráfico humano;
- Promover ações de prevenção e de resgate da cidadania dos atingidos;
- Reivindicar, aos poderes públicos, políticas e meios para a reinserção das pessoas atingidas pelo tráfico humano na vida familiar, eclesial e social. 

O Cartaz: 

O cartaz da Campanha da Fraternidade quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.

Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra na parte superior do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade. 

As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com injustiças, como às presentes nas modalidades do tráfico humano, representadas pelas mãos na parte inferior.

A maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos.