12 fevereiro, 2015

Por que existe fome no mundo?

Segundo um relatório da Fundação das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura do ano de 2000, no estágio alcançado pela produção agrícola, a Terra pode alimentar 12 bilhões de pessoas.
Contudo, a cada dia no planeta, por volta de 100 mil pessoas morrem de fome, e 826 milhões estão em um estado grave de desnutrição.
Mas como pode acontecer que mesmo com nossa capacidade tecnológica, não atendamos nossa necessidade mais básica?
Por que, mesmo na era do consumo desenfreado e do supérfluo, a perspectiva de uma penúria alimentar mundial nunca esteve tão próxima?
E o que fazer para reconquistar nossa segurança alimentar?
Em resumo, a fome no mundo:
- não acontece em razão de uma fatalidade, localização geográfica ou fenômeno climatológico;
 - é resultado de uma escolha da economia;
 - é agravada pela concentração agrícola e privatização da vida;
 - pode ser combatida com eficácia através da soberania alimentar das populações sobre seus territórios, a fim de eliminar a fome e a desnutrição, através da agricultura natural, eficiente e respeitosa com os ecossistemas, para substituir o modelo da agricultura intensiva e química;
 - exige que os agricultores se posicionem como guardiões do equilíbrio da terra.
O liberalismo econômico e a concorrência internacional:
A fome não é resultado de uma fatalidade, da localização geográfica ou de um fenômeno climatológico. Ela é, antes de tudo, uma consequência das políticas econômicas impostas pelos países desenvolvidos e seu desejo de ampliar sua hegemonia.
Os subsídios à produção e às exportações que os países do Norte possuem, faz com que inundem os mercados dos países do Sul com produtos de baixo preço, concorrendo com os produtos locais.
Os países do Sul abandonam sua diversidade e soberania alimentar para se transformarem em exportadores mais competitivos.
O resultado faz com que nem os países do Sul nem os do Norte sejam capazes de responder suas próprias demandas alimentares.
A privatização da vida:
As commodities agrícolas são consideradas como meras mercadorias para aumentar os lucros das empresas e o PIB de uma nação. As sementes são modificadas a fim de responderem aos critérios de rentabilidade máxima, mas são feitas para se tornarem estéreis ou se degenerarem rapidamente, além de serem patenteadas, forçando os agricultores a comprá-las todos anos, quando antes eram um patrimônio passado de geração em geração. Atualmente, cinco multinacionais controlam por volta de 75% das sementes utilizadas na agricultura em todo o mundo. 96% dos tomates listados em seus catálogos oficiais são híbridos do tipo F1 (cuja semente não germina na segunda geração). 80% das variedades vegetais cultivadas há 50 anos já desapareceram.
A dependência do petróleo:
A agricultura intensiva é a mais cara que a humanidade já praticou. Completamente dependente dos fertilizantes químicos, isto é, feitos de derivados de petróleo, que necessitam de três toneladas de petróleo para produzir uma tonelada de fertilizante. A dependência do petróleo é reforçada pelo transporte incessante de mercadorias. O que será do futuro de nossa alimentação diante da previsível escassez do petróleo...?
A insalubridade alimentar:
Se é necessário comer para viver, é indispensável comer bem para manter uma boa saúde. Gripe aviária, vaca louca, frangos com hormônios, suínos com antibióticos, salmonela em produtos lácteos, etc... Com a agricultura intensiva, os alimentos, que sempre foram uma fonte de vida, tornaram-se uma fonte de morte. A absorção destes produtos nos alimentos (mesmo em dose baixa, mas repetidamente), pode causar vários distúrbios e doenças, como a baixa do sistema imunológico, fadiga crônica, perda de memória, gripe
s persistentes, perturbações no sistema endócrino, diminuição da fertilidade, câncer, etc.).
As multinacionais estranguladoras:
O mercado agrícola mundial está concentrado nas mãos de multinacionais privadas, mergulhando na dependência e na insegurança alimentar quase a totalidade dos povos do planeta.
O modelo alimentar encorajado pelos governos mais poderosos e agências internacionais é o modelo de agricultura intensiva, com produção em larga escala, considerada como a única viável e adaptada ao mundo moderno.
Os agricultores e as diferentes culturas alimentares são erradicadas, e com eles, mais de 10 mil anos de culturas e conhecimentos tradicionais.
Solos aráveis mal tratados e desertificados:
O desenvolvimento de biocombustíveis como nova política energética para o mundo pode ter riscos e severas consequências sobre o meio ambiente, e aumentar o flagelo da fome.
Estas culturas intensivas são implantadas promovendo o desmatamento de áreas de floresta, a exploração dos pequenos agricultores, com uso de organismos geneticamente modificados (OGM) e muitos pesticidas, colocando em risco a preservação das últimas áreas férteis do planeta. Parece absurdo que em um mundo em que milhares de pessoas não tem o que comer, que queiramos tirar o “alimento” para os nossos carros da terra.
Impulsionado pelo crescimento na demanda por biocombustíveis, os preços do milho estão em alta, tornando-o de difícil acesso para muitos. A produção de um litro de biocombustível requer entre mil e 3 mil litros de água, adicionando mais uma ameaça ao recurso da água, que já é raro.
E o que fazer? Reabilitar a soberania alimentar dos povos:
A soberania alimentar dos povos sobre seus territórios é o caminho a ser seguido para eliminar a fome e a desnutrição. A prioridade da agricultura deve ser a satisfação dos mercados locais e nacionais. Uma agricultura natural, eficiente e que respeite os diferentes ecossistemas deve substituir urgentemente a agricultura química e intensiva. O lugar dos agricultores na sociedade, como guardiões do equilíbrio da terra, deve ser valorizado. Deve-se preferir as múltiplas estruturas de pequeno porte que fornecem às pessoas uma alimentação diversificada e de qualidade. Cultivar a própria horta ou comprar alimentos locais, orgânicos e de época são as alternativas para o futuro.

Texto: Mouvement Colibris
Traduzido do francês por Leonardo Brockmann.
O Mouvement Colibris não permite a utilização do texto para fins comerciais.
Fonte: REJU 

Stédile: direita quer Alckmin 2018 e prefere sangrar Dilma a impeachment

Líder do MST afirma que o poder econômico, ao exercer sua hegemonia na política e na economia do país, está degenerando a república e a democracia.
A reportagem é de Paulo Donizetti de Souza e publicada pela agência de notícias Rede Brasil Atual - RBA, 10-02-2015.
Os meios de comunicação formam um time organizado e vão empregar todas as suas armas para manter o governo da presidenta Dilma Rousseff no córner nos próximos anos. A observação é do economista João Pedro Stédile, uma das principais lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). “Eu não acredito em impeachment”, diz.
De acordo com o ativista, a direita brasileira pode até usar essa ferramenta como uma das armas para promover o desgaste do governo e do PT, mas prefere investir numa operação de “sangramento” de Dilma e do partido para eleger Geraldo Alckmin (PSDB) legitimamente em 2018. “Se conseguir elegê-lo com ampla maioria (como fizeram na eleição de São Paulo agora), e retomar o poder pelo voto, quem vai conseguir fazer oposição a ele depois? Nem ‘são Lula’”, argumentou Stédile, durante visita ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região nesta segunda-feira (9).
O governador de São Paulo parece saber disso. E não quer correr riscos. Nos últimos dias, segundo informações ventiladas a partir das redações dos principais veículos da imprensa corporativa, o tucano já teria iniciado corpo a corpo junto às direções dos jornais para se queixar do fato de seu governo ter sido alvo de noticiário negativo, diante do agravamento da crise hídrica no estado mais rico da federação. Não será de estranhar se a cobertura de Globo, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo, voltar a adotar uma dosimetria mais parcimoniosa com o tucano, como no período pré-eleitoral do ano passado, quando a blindagem da imprensa sobre escândalos do governo paulista – dos contratos com empreiteiras à omissão na crise da água – contribuiu de maneira decisiva para a reeleição tranquila do governador.
Stédile considera que a fragilidade em que se encontra o governo federal facilita a ação orquestrada dos veículos e forças econômicas reunidas em torno do Instituto Millenium. Para ele, o Brasil vive problemas estruturais graves na economia, na política e na área social.
No campo econômico, tanto o setor produtivo como o financeiro se favorecem da elevada remuneração dos investidores em título públicos. Com a tese de que o governo não pode gastar para assegurar o superávit primário, associada a elevação dos juros, os capitalistas brasileiros não precisam fazer os investimentos de que o país precisa para continuar crescendo e criar novos empregos. “As aplicações financeiras lhes garantem a rentabilidade.”
No campo da política, a democracia, “degenerada” pela crise de representatividade, é uma “hipocrisia”. “Não temos uma república, em que os interesses e decisões da maioria da população estejam representados. O poder econômico domina as eleições, a burguesia controla o Legislativo, e também o Judiciário”, avalia. “E no campo social, por mais que tenhamos avançado nos últimos anos, ainda padecemos de graves problemas estruturais. Ótimo que em dez anos aumentou de 5% para 15% a presença da população jovem com acesso ao ensino superior. Mas e os outros 85%? Nossa universalização do ensino superior já bateu no teto, enquanto a Bolívia cria vagas para 67% dos jovens. A Coreia do Sul, para mais de 90%. Que país em guerra perde 40 mil jovens assassinados por ano, como nós?”, questiona.
Diante do que chama de “encruzilhada”, Stédile vê o governo Dilma diante de três alternativas a tomar: (1) emparedado no Congresso e na mídia, ceder demais nos ajustes liberais; (2) insistir no “neodesenvolvimentismo”, que marcou sobretudo o segundo mandato de Lula, e colocar o Estado para financiar o setor privado, para que este volte a investir – “tem de investir em política industrial, tirar o dinheiro do Estado que hoje vai para os bancos e emprestar para a indústria, mas botar o dinheiro dos bancos públicos nas indústria certa, e não concentrar no setor automotivo; ou (3) ir para a esquerda e jogar todo peso e capital político em reformas estruturais, compor forças com os movimentos sociais, com os partidos progressistas e se lançar aos debates com a sociedade para colocar na ordem do dia as reformas política e tributária e a democratização da mídia.
Até agora, porém, o governo parece estar tomando a opção um, segundo o ativista, para quem esse caminho seria um desastre capaz até de comprometer o projeto Lula 2018. “Esse modus operandi do governo tem a ver com um núcleo duro muito burocrático, formado por gente que não tem nada ver com o povo”, critica, referindo-se à equipe de conselheiros mais próximos da presidenta, citando nominalmente o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil).
Stédile vê o poder de reação dos movimentos sociais a esse ambiente como incipiente e que, apesar de não haver ainda um nível de unidade que leve a uma reação organizada imediata dos trabalhadores, já há sinais de que essa unidade pode se fortalecer. “As centrais sindicais se posicionam contra os ajustes e há uma movimentação social se afunilando em defesa de uma reforma política séria, que mexa com o financiamento de campanhas, que entende que só uma Constituinte exclusiva pode mexer pra valer com as regras do jogo. O Lula se posicionando em defesa da Constituinte exclusiva é um grande reforço”, diz.

Fonte: IHU

06 fevereiro, 2015

Carta da Ampliada Nacional das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs)

Representantes dos 18 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) participaram, entre os dias 21 e 25 de janeiro, da Ampliada Nacional das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), em Londrina (PR). 

Abaixo segue a carta final assinada pelos participantes:


Londrina, 25 de janeiro de 2015
“Comunidade é força se lutarmos todos juntos,
Contra esse tal sistema que aflige todo mundo”
(cantoTrem das CEBs)

Nestas terras vermelhas do Paraná, na cidade de Londrina, fomos acolhidos e acolhidas com muito calor e amizade para o encontro da Ampliada Nacional das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Contamos com a presença de representantes dos 18 regionais da CNBB, assessores e assessoras e dos bispos Dom Giovane Pereira de Melo, Bispo de Tocantinópolis e Referencial das CEBs, Dom Manoel João Francisco, Bispo de Cornélio Procópio e representante do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs) e Dom Orlando Brandes, Arcebispo de Londrina.
Embalados pela mística libertadora, fomos convidados a fortalecer a unidade na diversidade de dons e serviços. Buscamos nos situar e fincar o pé na realidade local. Diante da complexidade do mundo urbano as Comunidades Eclesiais de Base, tem a missão de aprofundar a reflexão sobre as contradições da modernidade e apresentar caminhos de superação. Assim, o Deus da Vida nos convida a sermos fermento na massa, sinal de esperança e alimentar a espiritualidade de que um “outro mundo é possível”.
No segundo dia contamos coma presença de Dom Orlando Brandes, que presidiu a Celebração Eucarística. A partir das grandes regiões, debatemos sobre o papel da Ampliada Nacional que consiste em, fundamentalmente, dinamizar a caminhada das CEBs no Brasil. Com relação aos Intereclesiais, eles são momentos privilegiados de celebração e de troca de experiências. Para o 14º Intereclesial, definimos como tema “CEBs e os desafios no mundo urbano”, tendo como lema “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo” (Ex 3,7). Para ampliar o debate contaremos com um texto-base, a ser elaborado. Foi-nos oportunizado conhecer os possíveis locais para a realização do 14º Intereclesial.
Destacamos o lançamento do livro “CEBs: Raízes e frutos ontem e hoje”, escrito por muitas mãos e organizado por Benedito Ferraro e Nelito Dornelas. O livro é resultado de reflexões pós 13º Intereclesial e é fundamental que todos os animadores e animadoras se apropriem dessas reflexões.
Aprofundamos os eixos temáticos que conduzirão o próximo Intereclesial. Colhemos sugestões para a elaboração do cartaz do 14º, onde os artistas populares serão convidados a colaborar nesta tarefa.
No intuito de manter a memória das CEBs, retomamos o Projeto “Memória e Caminhada” que é uma parceria com a Universidade Católica de Brasília (UCB), para arquivar e possibilitar pesquisa sobre a caminhada das CEBs no Brasil.
O encontro possibilitou o esclarecimento de dúvidas referente ao Abaixo Assinado pela Reforma Política. Reafirmamos nosso compromisso e empenho na coleta de assinaturas.
Empenhamo-nos nas questões práticas e encaminhamentos para a próxima ampliada.
Encerramos, com a celebração da Eucaristia e fomos enviados em missão para os nossos Regionais. Animados pela fé em Deus libertador, e contando com a presença protetora de Nossa Senhora do Rocio, Padroeira do Paraná, acreditamos na vitória das flores e no bom perfume da primavera que espalhamos neste País!
Participantes da reunião da Ampliada Nacional das Comunidades Eclesiais de Base

Romero: um mártir da fé ou da justiça?

Martirizado "em ódio à fé", ou porque "proclamava a justiça"? O dilema – referente a Dom Oscar Romero – não se extingue, mas, ao contrário, reinicia depois do anúncio, dado nessa terça-feira pela Santa Sé e reiterado nessa quarta no Vaticano, de que, ainda este ano, será beatificado o arcebispo de San Salvador, assassinado no dia 24 de março de 1980. Para entender a questão – eclesiológica e política ao mesmo tempo – é preciso brevemente enquadrar a história.
A reportagem é deLuigi Sandri, publicada no jornal Trentino, 05-02-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Em 1977, Romero foi nomeado por Paulo VI arcebispo da capital do pequeno Estado centro-americano. Ele era um "moderado" que, antes, como bispo de uma pequena diocese, nunca tinha denunciado os abusos da junta militar que regia o país e da oligarquia que, de fato, a controlava.
Mas, um mês depois da sua entrada na capital, os esquadrões da morte (grupos paramilitares protegidos pelo regime) mataram o padre Rutilio Grande, um jesuíta amigo seu, defensor dos direitos dos "campesinos", os agricultores oprimidos.
Velando o corpo do sacerdote, Romero entendeu que devia se tornar "a voz dos sem voz" e, a partir daquele dia, com um crescendo irrefreável, denunciou as violências dos militares, as injustiças dos latifundiários, a onda tremenda dos desaparecidos (pessoas sequestradas e assassinadas), a morte de centenas de catequistas. Mas, também, a revolta armada ao regime, reunida na Frente Farabundo Martí.
A maioria dos bispos salvadorenhos eram críticos contra Romero, acusado de "fazer política", e alguns deles apoiaram a tese do governo, ou seja, que o arcebispo era um "comunista".
Recebido em audiência por João Paulo II, o prelado teve – ele mesmo diria isso, depois – um sentimento de "profunda solidão" e de grande frieza. Com efeito, para o papa polonês, era difícil entender que, na América Latina, não eram "comunistas", mas "cristãos" (tais eram os membros da junta salvadorenho e os chefes do Exército) que matavam padres.
Finalmente, no dia 23 de marco de 1980, falando na catedral, o arcebispo lançou um apelo aos homens do Exército: "A lei de Deus diz: não matar. Em nome de Deus e em nome deste povo sofrido, cujos lamentos sobem até o céu cada dia mais tumultuosos, eu lhe suplico, eu lhe rogo, eu lhes ordeno, em nome de Deus: cesse a repressão!".
No dia seguinte, um assassino contratado pelo regime atirou em Romero, justamente enquanto o prelado, durante a celebração da missa, elevava o cálice, oferecendo, inconsciente, o peito ao carnífice.
Foi muito dura, sob o Papa Wojtyla, a oposição de muitos bispos latino-americanos e de grande parte da Cúria Romana à hipótese de elevar Romero às honras dos altares. Com Francisco, o processo da beatificação se desbloqueou.
Mas, segundo o Vaticano, o arcebispo, agora definido como "mártir", foi morto "em ódio à fé", e não "por ter defendido a justiça". Uma coisa é certa: se ele não tivesse denunciado a injustiça social e a opressão dos empobrecidos, ainda estaria vivo. É verdade, ele amava a Deus. Mas foi assassinado porque amava o homem sofredor.
Fonte: IHU

''Um mundo com fome zero é possível.''. Entrevista com Graziano da Silva

"Objetivo Fome Zero." Na conclusão da campanha para os Objetivos do Milênio, aFAO vai usar a Expo Milão, dedicada ao tema da nutrição, como vitrine para fazer um balanço dos resultados obtidos e relançar a agenda do pós-2015, como explica o diretor Graziano da Silva: "Graças ao trabalho feito no primeiro Objetivo do Milênio, ou seja, de reduzir pela metade o percentual de pessoas com fome em comparação com 1990-1992, a incidência da fome sobre a população global diminuiu em cerca de 40%, passando de 18,7% para 11,3%. No mesmo período, mais de 200 milhões de pessoas saíram da fome. O nosso compromisso, agora, é eliminá-la totalmente."
A reportagem é de Elisabetta Soglio, publicada no jornal Corriere della Sera, 05-02-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Silva será um dos palestrantes do dia de trabalho que se realizará em Milão, no sábado, em preparação para o documento que será a herança da Expo.
Eis a entrevista.
Qual será a sua contribuição para a Carta de Milão?
FAO participará com as suas competências técnica e com o seu peso político dessa importante iniciativa do governo italiano. É muito importante que os temas cruciais das Nações Unidas e de cada país individual, como o direito à alimentação, o desperdício alimentar, os sistemas agrícolas sustentáveis e a justa atenção ao empoderamento feminino, se reflitam nas prioridades identificadas na Carta de Milão.
Por que é importante uma exposição dedicada a esse tema?
Expo abre as suas portas para um cenário global alarmante. As mudanças climáticas estão pondo à prova os nossos sistemas alimentares, e as estatísticas dizem que, para saciar os futuros nove bilhões de habitantes da Terra, a produção agrícola deverá aumentar em 60% até 2050. Mas, acima de tudo, este é um mundo em que, hoje, 805 milhões de pessoas passam fome, e 165 milhões são crianças. Mais de dois bilhões de pessoas sofrem de carência de micronutrientes, ou "fome oculta", ou seja, não ingerem vitaminas ou minerais em medida suficiente para levar uma vida saudável e ativa. Ao mesmo tempo, cresce rapidamente o problema da obesidade, com cerca de meio bilhão de pessoas obesas e um bilhão e meio de pessoas com sobrepeso. Muitos países em desenvolvimento, especialmente os com renda média, hoje, estão tendo que combater simultaneamente tanto a fome quanto a obesidade.
O que trouxeram os Objetivos do Milênio?
Até hoje, 63 países em desenvolvimento alcançaram e, em alguns casos, até superaram o objetivo de reduzir a fome pela metade. Eu, pessoalmente, tive o prazer de "premiar", por exemplo, o BrasilCamarõesGanaPeruTailândia,Vietnã, por terem alcançado esses resultados. Os governos da África e da América Latina assumiram um objetivo ainda mais ambicioso: a completa eliminação da fome até 2025, um esforço que a FAO vai apoiar plenamente. Graças ao trabalho feito no primeiro Objetivo do Milênio, ou seja, reduzir pela metade o percentual de pessoas com fome em comparação com 1990-1992, a incidência da fome sobre a população global diminuiu em cerca de 40%, passando de 18,7% para 11,3%. No mesmo período, mais de 200 milhões de pessoas saíram da fome.
A ONU, pela primeira vez, decidiu não ter um pavilhão próprio, mas de se concentrar em uma exposição "difusa": por quê?
Exato, a presença da ONU não estará ligada a um único estande. Será uma presença transversal que, partindo doPavilhão Zero, acompanhará os visitantes ao longo de um itinerário temático através de todas as áreas do evento. Para marcar o percurso, haverá 18 instalações multimídia identificadas por uma grande colher azul, onde os visitantes poderão descobrir o trabalho das diversas agências da ONU, a complexidade e a vastidão do seu campo de ação, graças a imagens, vídeos, mapas e infográficos.
Qual é o objetivo da sua presença na Expo?
Certamente, o de levar a voz de 805 milhões de pessoas que ainda hoje passam fome. O nosso slogan será:"Desafio Fome Zero: unidos por um mundo sustentável". É o desafio lançado em Nova Iorque pelo secretário-geral, que nos vê unidos por um mundo livre da fome, um problema que realmente pode ser resolvido no arco da nossa geração. Mas, se quisermos vencer a batalha contra a fome, devemos investir mais na agricultura sustentável e reconhecer o papel fundamental dos agricultores.
O que o indivíduo pode fazer?
Muitíssimo. Pensemos, por exemplo, no fato de que hoje um terço dos alimentos vendidos nas nossas cidades é jogado fora, e com isso toda a água, a energia e os elementos utilizados para produzi-lo. Um desperdício insignificante que tem consequências devastadoras sobre os recursos naturais. Desperdiçar alimentos, solo, energia, recursos é um luxo que não podemos mais nos permitir.
Vocês já decidiram se vão celebrar o Dia Mundial da Alimentação na Expo?
Este ano, o Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, será particularmente importante para nós. A FAO vai celebrar os seus 70 anos de vida e de experiência, e vai fazer isso com uma série de eventos importantes que culminarão emMilão. E esperamos contar com a presença do secretário-geral, Ban Ki-moon.
Fonte: IHU

05 fevereiro, 2015

O nosso querido Francisco será o primeiro papa a discursar no Congresso Americano

O papa Francisco vai discursar no Congresso dos Estados Unidos no dia 24 de setembro, anunciou hoje (5) o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner.
“Nesse dia, Sua Santidade será o primeiro papa na história a se dirigir a uma sessão conjunta do Congresso”, afirmou Boehner. “Estamos agradecidos que o santo padre tenha aceitado nosso convite, e ansiosos para receber a sua mensagem em nome do povo americano”, acrescentou.
Nancy Pelosi, líder da Minoria na Câmara dos Representantes, afirmou que os legisladores americanos estão “honrados e muitos felizes pelo fato de o papa Francisco, o primeiro pontífice nascido nas Américas, ter aceitado o convite”.
O pontífice, nascido na Argentina, “renovou a fé dos católicos em todo o mundo e inspirou uma nova geração de pessoas, independentemente da sua filiação religiosa, a serem instrumentos de paz", acrescentou a democrata.
O papa Francisco confirmou a visita aos Estados Unidos em setembro deste ano para participar de um encontro mundial de famílias. Francisco será o quarto papa a visitar os Estados Unidos.
Fonte: Agência Brasil

04 fevereiro, 2015

Por 8 votos, Câmara derruba PPP do Lixo. Igreja e outras entidades exigiram transparência no processo

Do site da Arquidiocese de Maringá

A Câmara de Maringá aprovou na noite de terça-feira (03) o projeto de lei que revoga a realização da Parceria Público-Privada (PPP) da coleta, tratamento e destinação final do lixo.

A revogação contou com os votos dos vereadores Da Silva (PDT), Tenente Edson (PMN), Luiz Pereira (PTC), Ulisses Maia (SDD), Doutor Manoel (PC do B), Mário Verri (PT), Humberto Henrique (PT) e Luizinho Gari (PDT).

Votaram contra o pedido de entidades e do Ministério Público os vereadores Flávio Vicente (PSDB), Doutor Saboia (PMN), Jones Darc (PP), Luciano Brito (PSB), Belino Bravin (PP) e Márcia Socreppa (PSDB).

A Arquidiocese de Maringá e outras entidades da sociedade civil haviam se manifestado contra o projeto por causa da falta de transparência nos trâmites. As entidades e o Ministério Público também questionaram o prazo previsto para a PPP, que seria de 30 anos, além da previsão contratual que girava em torno de R$ 1,16 bilhão.

Para o padre Onildo Luiz Gorla Júnior, pároco da paróquia São Miguel Arcanjo, a derrubada da PPP do lixo foi uma vitória da sociedade. “Quando os direitos da população são respeitados, vence a democracia”.

O Arcebispo de Maringá, dom Anuar Battisti, agradeceu a postura dos vereadores favoráveis à revogação e destacou a importância de a Igreja estar presente nestes debates. “No ano passado, quando alguns vereadores se posicionaram favoráveis à PPP do lixo, nós, publicamente fizemos a cobrança para que eles ouvissem o clamor das entidades. Agora, de forma justa, queremos agradecer todos que votaram pela revogação. A participação da Igreja nestes acontecimentos trata-se justamente da temática da Campanha da Fraternidade deste ano, quando vamos trabalhar o tema ‘Fraternidade: Igreja e Sociedade’, para um maior diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade”, disse o arcebispo.

O projeto de revogação da PPP do lixo será votado em segunda discussão nessa quinta-feira (05).

29 janeiro, 2015

Em 2015, Arquidiocese de Maringá intensifica coleta de assinaturas pela reforma política

Do site da Arquidiocese de Maringá

Centenas de folhas com assinaturas pedindo a reforma política no Brasil já estão na Cúria Metropolitana de Maringá. Nos próximos meses as fichas serão encaminhadas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Brasília, dentro da mobilização nacional para contribuir com o Projeto de Lei de iniciativa popular da reforma política, encabeçado pela CNBB, OAB e dezenas de outras entidades.


Veja vídeo produzido pela Arquidiocese de Maringá sobre a campanha pela reforma política

Paróquias, movimentos e pastorais estão coletando assinaturas. O formulário está disponível no site da coalizão democrática. Depois de preenchidos, os formulários deverão ser encaminhados à Cúria Metropolitana de Maringá.

CF 2015
A temática da Campanha da Fraternidade (CF) 2015 deverá motivar ainda mais as comunidades a coletarem assinaturas para o projeto de reforma política. O tema da CF será “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e o lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45). A CF 2015 buscará recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.

Pedido de solidariedade e providencias junto ao Governador do Parana, Beto Richa

Estimados amigos e amigas do MST
 
Desde julho de 2014  há um grande acampamento na região de Laranjeiras do Sul- oeste do Parana, pressionando pela desapropriação de uma area de mais de 20 mil ha, da empresa ARAUPEL,  que utiliza muito mal,  apenas para o monocultivo de pinus.
 
No acampamento estão mais de 2500 familias.  (vejam noticias aquiaqui

Estranhamente, depois das eleições algumas lideranças da região começaram a receber ameaças  de morte, veladas e publicas. Corre boatos na regiao da existencia de pistoleiros contratados (por quem?)  para executar as lideranças.
Em particular  nosso companheiro ANTONIO MIRANDA,  dirigente nacional do MST e residente na regiao, vem sofrendo ameaças.
 
Essas denuncias foram relatadas na Policia Civil, em  dezembro/14 e posteriomente em depoimento ao Ministerio Publico, em janeiro/15.  Conferem aqui
 
Na ultima semana outros fatos trágicos aconteceram, quando um  grupo de pistoleiros sequestrou uma familia inteira de camponeses assentados, proximos ao acampamento e que davam apoio aos acampados.  Sexta feira foram encontrados os corpos desfigurados.  E ate agora nao há pistas dos autores.
 
Diante de tudo isso, pedimos encarecidamente, que cada um de voces escreva, urgentemente para
 
O governador  Beto Richa, pedindo providencias, para a Policia  esclareça as ameaças de morte as lideranças e os autores da chacina.
 
Escrevam para o governador  a/c de  hamilton serighelli.   assessor do governador para assuntosde conflitods agrarios no estado:
 
E por favor coloquem com copia, com nossos advogados da regiao.  CAMILO BERNARDO

Muito obrigado pela solidariedade[

atenciosamente
 
Setor de direitos humanos do MST  nacional

26 janeiro, 2015

Arquidiocese de Maringá promove capacitação para a Campanha da Fraternidade 2015.

A Arquidiocese de Maringá já iniciou as formações para a Campanha da Fraternidade (CF) 2015 que terá como tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45). A CF 2015 buscará recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.

As formações estão sendo feitas nas Regiões Pastorais. A primeira foi realizada domingo, 25 de janeiro, na paróquia Nossa Senhora de Lourdes em Paranacity, Região Pastoral Paranacity,

Confira a agenda das próximas reuniões de capacitação da CF 2015:

Dia 30 de janeiro às 20h – Paróquia Santa Joaquina de Vedruna em Maringá – Região Pastoral Santa Cruz.

Dia 31 de janeiro às 14h – Paróquia São José Operário em Maringá – Região Pastoral São José Operário.

Dia 07 de fevereiro às 14h30 – Paróquia Nossa Senhora de Lourdes e São Judas Tadeu em Maringá – Região Pastoral Nossa Senhora Aparecida.

Dia 09 de fevereiro às 20h – Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe em Maringá – Região Pastoral Catedral.

Dia 12 de fevereiro às 19h30 – Paróquia São João Batista em Jandaia do Sul – Região Pastoral Jandaia do Sul.

Dia 13 de fevereiro às 20h – Paróquia Imaculada Conceição em Floraí – Região Pastoral Castelo Branco.

Fonte: site da Arquidiocese de Maringá

Na América Latina, 30,8% das mulheres não têm renda própria, aponta ONU

A agenda de desenvolvimento pós-2015 deve incluir a igualdade de gênero, não só como um objetivo específico, mas com uma perspectiva transversal que aumente a capacitação econômica das mulheres, destacaram os participantes de um encontro realizado na sede da Comissão Econômica para a America Latina e o Caribe (CEPAL) da ONU, em Santiago, no Chile, na segunda-feira (12).

O diálogo “Desafios para a igualdade. O empoderamento econômico das mulheres na agenda de desenvolvimento pós-2015: a construção de novas respostas para a América Latina e a Europa” reuniu representantes dos governos do Chile e Noruega e da CEPAL para compartilhar ideias e experiências, bem como discutir propostas para a nova agenda que entra em vigor este ano.

Segundo o diretor da Divisão de Planejamento de Programas e Operações da CEPAL, Raúl Gárcia-Buchaca, uma em cada três mulheres na América Latina, cerca de 30,8% do total, não tem renda própria. Deste total, 51,6% das mulheres afirmaram que isto ocorre por ter que cuidar das tarefas domésticas. Além disso, para cada 100 homens que vivem na pobreza, há 117 mulheres.

Sobre esta situação, a diretora da Divisão de Assuntos de Gênero da CEPAL, Sonia Montaño, disse que é necessário que haja uma distribuição equitativa das tarefas domésticas e uma redistribuição dos benefícios de proteção social para garantir a igualdade de gênero em todos os âmbitos da vida.

Fonte: Fonte: Nações Unidas no Brasil / CARITAS



21 janeiro, 2015

Crescimento da população mundial diminui gravemente de ritmo

Dados do Observatório de Bioética da Universidade Católica de Valência

De dois em dois anos, a ONU publica o relatório World Population Prospect, em que aborda o crescimento da população mundial e em países individualizados, bem como os índices de fertilidade, mortalidade e migrações.

Em julho de 2014, foram publicadas projeções demográficas para países individuais até o ano de 2100, além de uma projeção do crescimento demográfico mundial.

A análise mostra que a população mundial pode aumentar dos 7,2 bilhões atuais para 9,6 bilhões em 2050 e para 10,9 bilhões em 2100, o que indica que o crescimento da população mundial será refreado neste século.

Os dados contradizem com clareza várias projeções demográficas anteriores, já que o crescimento será menor do que as Nações Unidas tinham sugerido em outros relatórios, mesmo com o crescimento demográfico que ainda se projeta para a África.

Uma das principais consequências dessas mudanças demográficas é que o índice de pessoas em idade produtiva e de pessoas idosas sem opção de trabalhar diminuirá substancialmente em todos os países, inclusive naqueles que, hoje, têm elevada porcentagem de população jovem. Este desequilíbrio populacional pode ser avaliado mediante o índice de pessoas de 20 a 64 anos dividido pelo número de pessoas de 65 anos ou mais. No momento atual, o país com índice mais baixo é o Japão, com 2,6. Na Alemanha é de 2,9, mas deverá diminuir para 1,7 em 2035 e para 1,4 no final do século. Nos Estados Unidos, é hoje de 4,6, mas poderá cair para 1,9 em 2100. Na China, é de 7,8 e descerá para 1,8 no final do século. No Brasil é agora de 8,6, mas também diminuirá no ano de 2100 para 1,5. E na Índia, o índice atual de 10,9 diminuirá para 2,3 no fim do século. O único país do mundo que em 2100 terá um índice acima de 3 será provavelmente a Nigéria, mas a sua diminuição também será muito grande, já que o índice atual é de 15,8 (Science 346; 2034-2037, 2014).

As mudanças demográficas aqui comentadas, especialmente no tocante ao envelhecimento da população mundial, implicarão sérios problemas sociológicos, entre os quais a dificuldade de manter o pagamento das aposentadorias em sociedades tão envelhecidas.

Fonte: Zenit.org

KenarikBoujikian: Katia Abreu atua com má-fé


Fonte: CEBI

Não é nenhuma novidade. Kátia Abreu, a nova ministra da Agricultura do governo Dilma Rousseff, é contra o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), a reforma agrária e a favor da PEC 215 (transfere do Executivo para o Legislativo a homologação da demarcação das terras indígenas).

Tanto que, no final de novembro de 2014, diante dos rumores de ela iria para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), intelectuais fizeram um manifesto contra a sua possível indicação. Não adiantou.

Mantido o seu nome, esperava-se que, na condição de ministra, ela talvez pudesse ser mais criteriosa. Ficou na esperança. Em entrevista à Folha de S. Paulo nessa segunda-feira 5, ela falou como jagunço do agronegócio.

“Katia Abreu representa o que de mais atrasado se pode ter na política agrária”, afirma a magistrada KenarikBoujikian. “Ela ocupa este ministério para um fim específico: a defesa do latifúndio e do agronegócio, passando por cima dos direitos dos povos indígenas, dos trabalhadores da terra e do povo brasileiro.”

“Kátia Abreu foi inescrupulosa, na medida em que, deliberadamente, pretendeu distorcer a realidade do país”, acusa a magistrada. “Ela demonstrou total desrespeito à nossa história, ao povo brasileiro e à  Constituição Federal.”

“Deve achar que todos nós somos gados e ela pode dizer as bobagens e as mentiras  que quiser e todos, passivamente, acreditarão”, condena. “Não é  possível aceitar que um ministro de Estado atue com tanta má-fé.”

Kátia Abreu é senadora pelo PMDB  do Tocantins e, há cerca de 6 anos, presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Ela foi a primeira mulher a assumir a presidência da entidade. Foi ainda a primeira mulher a ser escolhida para presidir a bancada ruralista no noCongresso .

KenarikBoujikian é desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo e cofundadora da Associação Juízes para a Democracia (AJD). É a juíza que condenou o ex-médico Roger Abdelmassih a 286 anos de prisão por estupro de suas pacientes.

Em entrevista ao Viomundo, KenarikBoujikian faz uma análise das declarações de Kátia Abreu à Folha.

Clique AQUI e confira a íntegra 

20 janeiro, 2015

11º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude (ENPJ)

A arquidiocese de Manaus recebe até o dia 25 de janeiro o 11º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude (ENPJ). No domingo, dia 18, aconteceu a missa de abertura do evento. Na ocasião estiveram presentes cerca de 4 mil pessoas na missa presidida pelo arcebispo de Manaus (AM), dom Sérgio Eduardo Castriani, e concelebrada pelo bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro da Silva, além de outros bispos da região e diversos padres.
O encontro tem como tema “No Encontro das águas, partilhamos a vida, o pão e a utopia!” e a iluminação bíblica recorda o evangelho do último domingo “Mestre, onde moras? Vinde e vede!” (Jo 1,38b-39a). Em sua homilia, dom Eduardo Pinheiro ressaltou a missão e vocação da juventude na defesa e anúncio da vida. “O apelo de Jesus aos discípulos de seguimento é o mesmo que se faz à PJ hoje”, resumiu. Continue lendo Aqui

III Encontrão das CEBs Paróquia Nossa Senhora da Liberdade - Maringá-Pr

15 janeiro, 2015

Livro "Ide e anunciai sem medo - Como falar em público"


Jesus deu a Seus discípulos uma ordem clara e precisa: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova a toda criatura” (Mc 16,15). Hoje essa ordem se estende a todos nós, e precisamos cumpri-la com esmero, sem medo, mesmo que isso exija de nós uma exposição pública.

Conheça a obra de Everton Barbosa que concentra-se não somente em técnicas de discurso – como a dicção e a postura –, mas também na preparação espiritual, que envolve a oração e a confiança no Senhor e que é, afinal, imprescindível para um bom comunicador da Palavra.

Sobre o autor

É jornalista, assessor e imprensa da Arquidiocese de Maringá (PR) e apresentador do programa “CBN Conhecimento” na CBN Maringá. Especialista em Teologia Bíblica pela PUC (PR), participou da produção de documentários com o Coral Arquidiocesano de Maringá em Israel, Palestina, Itália, Vaticano e Portugal. Autor do livro e documentário Jaime: Uma história de fé e empreendedorismo, sobre a vida do primeiro Arcebispo de Maringá,Dom Jaime Luiz Coelho, e colaborador do livro Palavras de um amigo, do Arcebispo de Maringá Dom Anuar Battisti. 
Foi ganhador de vários prêmios de jornalismo, entre eles Ayrton Senna 2010, SEBRAE 2011 e 2008 e SENAI 2009.

Acesse a Loja Virtual Canção Nova e adquira o seu exemplar.


14 janeiro, 2015

Paróquia Nossa Senhora da Liberdade - III Encontrão das CEBs

VEM AÍ
III ENCONTRÃO DAS CEBs

Em sua 3ª edição o Encontrão das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Paróquia Nossa Senhora da Liberdade, Arquidiocese de Maringá,  reunirá as lideranças da paróquia no dia 30 de janeiro de 2015, na Capela São Vicente de Paulo, antigo CPS.

Com o tema “Deixe um sinal de alegria por onde passar!” e o Lema “Não devemos ter medo da bondade e da ternura” (Papa Francisco).

A temática escolhida para a esta edição procura sensibilizar as lideranças quanto à importância da bondade e ternura na integração da acolhida, espiritualidade e alegria.

Interessante ver como cada um que se achega a nós ou vamos até ele um traz uma história, chega de um jeito, seja um sorriso, uma lágrima, uma reclamação, um olhar de desatenção, ou mesmo de desprezo. É preciso acolher as pessoas e ajudar a encontrar caminhos. É um desafio acolher as pessoas como Jesus faria.

Cada vez mais percebemos a importância da espiritualidade na dimensão do ser humano. Espiritualidade pode ser definida como aquilo que traz significado e propósito à vida das pessoas; é o discernimento em ação; é a valorização da vida e de todos os aprendizados; é sentir a vida que pulsa em todas as coisas; é respeitar a si mesmo, para respeitar o próximo e a natureza. É preciso proporcionar momentos que nos levam a estimular nossa espiritualidade.

A alegria contagia. É preciso levar a vida com mais leveza. Claro que nem tudo depende de nós mesmos, mas também da relação que temos com o mundo e com as outras pessoas. Por isso é importante alimentarmos diariamente o nosso bom humor, cantar, dançar, brincar com quem quer que seja. É preciso querer ser alegre. É preciso espalhar alegria. Certamente têm muitas pessoas que estão precisando aprender a sorrir.

Nesta noite também haverá Celebração do Envio de todas as lideranças para os trabalhos pastorais de 2015.

O Encontrão das CEBs da Paróquia Nossa Senhora da Liberdade é idealizado com a intenção de proporcionar um espaço diferente e gostoso de formação, descontração e confraternização. Isso se faz necessário. É preciso criar laços fraternos entre as lideranças e capacitá-las, mas a rotina acelerada do dia a dia gera cansaço e estresse. Por ser preocupante levar o nosso povo para uma formação no estilo tradicional, daí então surge a ideia de fazer um encontro proporcionado formação, descontração e confraternização de forma dinâmica e criativa.

Lucimar Moreira Bueno (Lucia)
Coordenadora Paroquial das CEBs


III Encontrão das CEBs
Assessores: Pe. Dirceu Alves do Nascimento e Lucimar Moreira Bueno (Lucia)
Tema: Deixe um sinal de alegria por onde passar!
Lema; “Não devemos ter medo da bondade e da ternura” (Papa Francisco)
Público: Todas as lideranças da paróquia
Dia: 30/01/2015 – sexta-feira
Horário: das 20h00 às 22h00
Local: Capela São Vicente de Paulo (antigo CPS)


Programação:

- 20h00   as  20h20
Acolhida – espiritualidade no ambiente de chegada – bate papo

- 20h20   as  20h40
Mística

- 20h40   as  20h50
Dança

- 20h50   as  21h20
Fala do padre – pequenos grupos – partilha

- 21h20   as  21h40
Celebração – benção de envio

- 21h40   as  22h00
Lanchinho