09 maio, 2018

A comunicação e a pós-verdade [Marcelo Barros]

Do mesmo modo, podemos pensar: como muitos brasileiros reagirão quando descobrirem que, nesses anos recentes, têm sido constantemente manipulados pelos grandes meios de comunicação?



Por Marcelo Barros

Todos sabemos o que é comunicação e queremos vivê-la como direito de todos. Pós-verdade é um neologismo que não existe. No entanto, é como em alguns meios de comunicação chamam informações que não chegam a ser notícias falsas (fake news), mas assumem um fato verdadeiro e, propositalmente, o distorcem para outras finalidades.

Tomemos um exemplo ocorrido fora do Brasil. No dia 04 de outubro de 2016, Iván Cuellos, goleiro do Sporting de Gijón na Espanha, saía do ônibus para jogar no estádio. Um grupo da torcida do Coruna se pôs do outro lado da estrada e começou a vaiar o goleiro. Esse continuou seu caminho sem reagir. De repente ouve um barulho. Era uma pessoa que havia caído por terra, sob um ataque epiléptico. O jogador parou e fixou os olhos para o local, procurando ver se a pessoa estava sendo socorrida. A câmara dos jornalistas o mostrou parado e com o olhar fixo em um ponto. A seguir, mostrou as pessoas que o vaiavam. A reportagem apresentou as fotografias nessa ordem. A interpretação comum foi que o jogador teria parado e provocado a torcida contrária e essa reagiu com vaias. No caso, as imagens apresentadas na TV eram corretas, mas a omissão do verdadeiro motivo pelo qual o jogador parou (o ataque epiléptico de alguém) provocou a interpretação de que Iván teria sido o agente provocador do incidente. Isso é o que se pode chamar de pós-verdade (Cf. El País, 28/ 08/ 2017). Nos Estados Unidos, segundo o jornal New York Times, entre dezembro de 2016 e o final de janeiro de 2017, o presidente Donald Trump teria anunciado 112 notícias que a imprensa considerou fake-news, ou seja notícias falsas. O governo as considerou pós-verdades.

Por que chamar de pós-verdade o que para a Ética normal seria simplesmente uma mentira? Talvez porque os meios de comunicação são muito poderosos. Muitos dos comunicadores são tão conscientes da sua importância social que sua visão ou opinião passa a ser a única verdade aceita. E essa não é isenta de interesses. Para a sociedade que considera o lucro como absoluto, a publicidade é bem aceita, mesmo se para vender uma marca, precisar prometer algo além da verdade. No plano político, sem apoio dos meios de comunicação, certas mentiras oficiais não surtiriam efeito. Na Inglaterra de 2016, o partido conservador publicou que se a Inglaterra não se ligasse à União Europeia, os serviços de saúde pública melhorariam.

Nenhum argumento para provar isso. A imprensa sabia que não era verdade. No entanto, todos os maiores jornais e meios de comunicação divulgaram a falsa notícia. Os intelectuais e movimentos sociais contestaram. O povo das ruas votou como os conservadores queriam. Quando se deu conta de que foi enganado, não tinha mais como voltar atrás.

Do mesmo modo, podemos pensar: como muitos brasileiros reagirão quando descobrirem que, nesses anos recentes, têm sido constantemente manipulados pelos grandes meios de comunicação?

Nos Estados Unidos da década de 60, o líder negro Malcolm X afirmava: “Se você não tiver cuidado, os jornais e as emissoras de TV farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas e amar quem está oprimindo”. No Brasil, parece que isso está ocorrendo literalmente. Se, um dia, a máscara cair e a verdade aparecer na sua crueza, essa falsa cruzada inquisitorial que se diz contra a corrupção já terá conseguido disfarçar suficientemente a entrega do Brasil ao capital internacional e aos interesses norte-americanos. Grande parte da opinião pública internacional reconhece que, hoje, o presidente Lula é um dos mais importantes presos políticos do mundo. Aumenta a cada dia a lista de pessoas e entidades a propor o seu nome como prêmio Nobel da Paz.

No Brasil, vai ser difícil as redes de televisão e de rádio reconhecerem isso, porque elas todas pertencem a setores da sociedade que têm interesses contrários à liberdade de Lula. A elite precisa dele preso para que não posa ser candidato e nem mesmo influenciar nas possíveis eleições de outubro.

No Brasil, de acordo com o IBGE, a televisão chega a quase 100% dos lares brasileiros. Três conglomerados nacionais e cinco grupos regionais dominam a comunicação em todo o território brasileiro. Somente a Globo atinge 98, 56% de todos os municípios do país. Esse grupo possui 123 emissoras, das quais 118 são afiliadas. A Globo internacional chega a 114 países. A Record, comprada em 1989 pela Igreja Universal do Reino de Deus, possui mais de 70 emissoras de TV e cobre quase todo o país com o objetivo de divulgar a Igreja e defender os seus interesses na opinião pública e nos organismos de poder.

A ONU consagra o 3 de maio como o dia mundial da liberdade da imprensa. Quando essa data foi estabelecida, muitos governos ditatoriais perseguiam jornalistas e censuravam a saída de qualquer matéria que lhes parecesse desfavorável a seus interesses. Atualmente, a sociedade civil comemora esse dia para propor a democratização dos meios de comunicação. Não se trata apenas da liberdade dos jornais em relação a governos. A questão central é o direito de todos a uma informação honesta e à democratização dos meios de comunicação.

Para quem tem fé cristã, é bom recordar que Evangelho significa boa notícia, isso é comunicação verdadeira e transformadora da realidade. Por isso, faz parte do anúncio da fé o compromisso com uma informação de qualidade ética e que nos faça pensar corretamente. Mais do que nunca, é verdade o que Jesus afirmou: “A verdade vos libertará” (Jo 8, 33).

Fonte: CEBI


08 maio, 2018

Pais de LGBT: conflitos e perspectivas


Ter filhos LGBT remete a família à complexa realidade da diversidade sexual.

O artigo é de  Luís Corrêa Lima, publicado por Dom total. 07/05/2018


A situação de pais e mães de LGBT é muito peculiar e delicada. A grande maioria deles sonhou com filhos cisgêneros (identificados com o sexo que lhes é atribuído ao nascer) e heterossexuais, que se casariam com pessoas do sexo oposto e assim lhes dariam netos. Quando esta expectativa não se concretiza, muitas vezes ficam consternados. É algo semelhante ao luto. O filho ou a filha que eles sonharam não existe mais. Conviver com esta dura realidade exige paciência e abertura. É preciso exortá-los que os filhos, quaisquer que sejam, são sempre um presente de Deus criador aos pais e à humanidade, assim como a vida de qualquer ser humano. E os pais são para eles um instrumento da Providência divina para que tenham vida, afeto, educação e valores. 

Ter filhos LGBT os remete à complexa realidade da diversidade sexual e de gênero. Ao longo da história e em diferentes culturas, esta questão foi tratada de vários modos. A sociedade e as famílias estão em busca da maneira mais razoável de se lidar com isto; a Igreja Católica, que é parte da sociedade, também. Nenhum ser humano é um mero LGBT, mas é antes de tudo criatura de Deus e destinatário de Sua graça, que o torna filho Seu e herdeiro da vida eterna.

Há mudanças importantes acontecendo na Igreja. Há vinte e um anos, os bispos católicos norte-americanos escreveram uma bela carta pastoral aos pais dos homossexuais, com um título profético: Sempre Nossos Filhos (Always our children). Eles asseveram que Deus não ama menos uma pessoa por ela ser gay ou lésbica. A Aids não é castigo divino. Deus é muito mais poderoso, mais compassivo e, se for preciso, mais capaz de perdoar do que qualquer pessoa neste mundo. Os bispos exortam os pais a amarem a si mesmos e a não se culparem pela orientação sexual dos filhos, nem por suas escolhas. Os pais não são obrigados a encaminhar seus filhos a terapias de reversão. Os pais são encorajados, sim, a lhes demonstrar amor incondicional. E, dependendo da situação dos filhos, o apoio da família é ainda mais necessário. Tudo isto vale também para pais de bissexuais, travestis e transexuais.

Filmes e vídeos também podem ajudar pais e mães de LGBT. Um deles é bem emblemático e muito recomendável: Orações Para Bobby, lançado na TV norte-americana em 2009. O filme narra a história real de Mary Griffith (interpretada pela atriz Sigourney Weaver), uma mãe presbiteriana arrependida de tentar curar o filho homossexual que se matou depois de não aguentar tamanho assédio moral. A história se passa nos anos 1980 em Walnut Creek, Califórnia, próxima a São Francisco. Em 27 de agosto de 1983, Bobby Griffith tirou sua vida ao pular de um viaduto sobre uma autoestrada, aos 20 anos de idade, em Portland, Oregon, para onde se mudara.

Por quase quatro anos, ele sofreu uma dura pressão de sua família para deixar sua homossexualidade. Sua mãe, religiosa fervorosa, não admitia a homossexualidade do filho, que considerava doença e abominação, e contra a qual usava a Bíblia para respaldar suas convicções. Bobby tinha um diário, registrando questionamentos a Deus e frases de auto-rejeição baseados nos ensinamentos que recebeu. Estes revelam claramente como sua religiosidade, em uma igreja que o condenava ao inferno, e a falta de apoio da família foram cruciais em sua decisão de acabar com a própria vida.

A mãe só percebeu que o filho não escolheu ser gay quando ele morreu

Em entrevista posterior, a mãe de Bobby afirmou que o irmão só lhe contou que Bobby era gay depois que ele tentou se matar, e que este irmão já sabia do fato há mais de 2 anos. Ela só percebeu que o filho não escolheu ser gay quando ele morreu, e depois de pesquisar sobre homossexualidade, algo que lamenta não ter feito antes. Mary tornou-se militante em uma associação de familiares e amigos de gays e lésbicas. Aos pais, ela dá um recado: “Eu falei com muitos pais nesses anos. E eu acho que eu só poderia lhes dizer que ouçam seus filhos e não tentem fazer prevalecer suas opiniões sobre as deles” .

Os pais de Bobby ainda vivem em Walnut Creek. Oito meses após a morte do filho, Mary deu um depoimento na reunião do conselho municipal, onde se votava a instituição de um dia para celebrar a liberdade gay. Este depoimento foi transformado em um dos momentos mais comoventes do filme:

“Homossexualidade é um pecado. Homossexuais estão condenados a passar a eternidade no inferno. Se quisessem mudar, poderiam ser curados de seus hábitos malignos. Se se desviassem da tentação, poderiam ser normais de novo, se eles ao menos tentassem e tentassem de novo em caso de falha”. Isso foi o que eu disse ao meu filho Bobby, quando descobri que ele era gay.

Quando ele me disse que era homossexual, meu mundo caiu. Eu fiz tudo que pude para curá-lo de sua doença. Há oito meses, meu filho pulou de uma ponte e se matou. Eu me arrependo amargamente de minha falta de conhecimento sobre gays e lésbicas. Percebo que tudo o que me ensinaram e me disseram era odioso e desumano. Se eu tivesse pesquisado além do que me disseram, se eu tivesse simplesmente ouvido meu filho quando ele abriu o coração para mim, eu não estaria aqui hoje, com vocês, plenamente arrependida.

Eu acredito que Deus foi presenteado com o espírito gentil e amável do Bobby. Perante Deus, gentileza e amor é tudo. Eu não sabia que, cada vez que eu repetia a condenação eterna aos gays, cada vez que eu me referia a Bobby como doente, pervertido e perigoso às nossas crianças, sua autoestima e seu valor próprio estavam sendo destruídos. E finalmente seu espírito se arruinou além de qualquer conserto. Não era desejo de Deus que Bobby se debruçasse sobre o corrimão de um viaduto, e pulasse bem em frente a um caminhão de dezoito rodas que o matou instantaneamente. A morte de Bobby foi resultado direto da ignorância e do medo de seus pais quanto à palavra “gay”.

Ele queria ser escritor. Suas esperanças e seus sonhos não deveriam ser arrancados dele, mas foram. Há crianças como Bobby presentes em suas reuniões. Sem que vocês saibam, elas estarão ouvindo quando vocês dizem “amém”. E isso logo silenciará as preces delas. Preces para Deus por entendimento, aceitação e pelo amor de vocês. Mas o seu ódio, medo e ignorância sobre a palavra “gay” silenciarão essas preces. Então, antes de dizer “amém” em sua casa e lugar de adoração, pensem. Pensem e lembrem-se: uma criança está ouvindo.

Certa vez, o papa deu um conselho precioso: “é melhor ficar longe dos sacerdotes rígidos, eles mordem” . E não são só sacerdotes rígidos que causam dano a tantas pessoas, mas também movimentos religiosos e fiéis rigoristas. É preciso que os LGBT sejam protegidos de discursos tóxicos e práticas nocivas, como exorcismos ou orações de “cura e libertação”. Famílias, colégios, paróquias, movimentos, pastorais e obras sociais devem ser ambientes acolhedores e não hostis.

A Palavra de Deus, tirada de contexto e lida em perspectiva rigorista, torna-se palavra de morte, um instrumento diabólico. Daí vêm as “balas bíblicas” disparadas impiedosamente contra homossexuais e transgêneros. O mesmo acontece com o ensinamento da Igreja. A Campanha da Fraternidade de 2018, visando superar a violência, é uma chance extraordinária de se fazer o bem, revendo-se também conceitos e práticas a respeito de homossexuais e transgêneros. Ao considerar todas as pessoas que nós conhecemos, sobretudo as mais vulneráveis, não deve haver dúvida: as nossas palavras podem salvar vidas. Ou podem arruiná-las. Oxalá elas salvem. Amém.

*Luis Corrêa é sacerdote jesuíta e professor do Departamento de Teologia da PUC-Rio. Trabalha com pesquisa sobre diversidade sexual e de gênero, e no acompanhamento espiritual de pessoas LGBT.

O Papel da Leiga e do Leigo!


O Papel da Leiga e do Leigo!


Criatividade e Testemunho

O Santo Padre afirma em sua mensagem em vídeo à necessidade de os leigos colocarem sua criatividade a serviço dos desafios do mundo e afirma também a necessidade de que os leigos deem exemplo de sua fé através da solidariedade e do compromisso com a sociedade.

Diz o Papa: "Peçamos juntos neste mês para que os fiéis leigos cumpram sua missão específica, a missão que receberam no batismo, colocando sua criatividade a serviço dos desafios do mundo atual".
Francisco ainda disse sobre os leigos que "Precisamos do seu testemunho sobre a verdade do Evangelho e de seu exemplo ao expressar sua fé com a prática da solidariedade".

Papel dos leigos na Igreja

O Papa Francisco recordou que, após o final do Concílio Vaticano II, foi realizado um esforço para que ficasse mais claro o papel dos leigos.

Procurou-se mostrar que, desde os primeiros séculos, os leigos exercem um papel fundamental dentro da Igreja.
Francisco recordou que a função dos membros da Igreja que não integram o clero é ajudar nas quatro dimensiones tradicionais da Igreja: a caridade, a comunhão, a evangelização e a liturgia.

O Papa enfatiza em seu vídeo que "os leigos se encontram na linha mais avançada da vida da Igreja" e que por isso é necessário que "demos graças pelos leigos que arriscam, que não têm medo e que oferecem razões de esperança" a todos.

Rede Mundial de Oração do Papa

Ainda a este propósito, o diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa e do Movimento Eucarístico Juvenil, o jesuíta Pe. Frédéric Fornos sublinhou que, "Muitas vezes, pensamos que os sacerdotes são os responsáveis por impulsionar a missão da Igreja. No entanto, são os leigos que estão no coração do mundo e os que têm um papel chave para transformar a sociedade".

Para Padre Fredéric, "É nas famílias, nas salas de aula, nos escritórios, nas fábricas, no campo, na vida cotidiana onde encontramos a oportunidade de ser sal e luz do Reino de Deus, sabor do Evangelho". (JSG)

Fonte:  Gaudium Press

O Vídeo do Papa 05-2018 - A Missão dos Leigos - Maio de 2018

Os leigos são parte fundamental da Igreja. 

Seu compromisso, seu testemunho e seu serviço, especialmente nas situações mais difíceis, ajudam a espalhar a verdade do Evangelho. 

“Os leigos estão na linha de frente da vida da Igreja. Necessitamos de seu testemunho sobre a verdade do Evangelho e de seu exemplo ao expressar sua fé com a prática da solidariedade. Agradeçamos pelos leigos que arriscam, que não têm medo e que dão motivos de esperança aos mais pobres, excluídos e marginalizados. Peçamos juntos neste mês para que os fiéis leigos realizem a sua missão específica, a missão que receberam no batismo, colocando sua criatividade a serviço dos desafios do mundo atual.”

 

07 maio, 2018

O amor se vê nas obras e não nas palavras!

“Cada um de nós pode se perguntar: 
permaneço no amor do Senhor ou vou buscar outros caminhos, outras condutas de vida? 
Permanecer no amor significa servir aos outros, estar a serviço dos outros. 
Não é como ver um filme de amor. O amor é outra coisa. 
O amor é cuidar dos outros. O amor não é soar um violino. Tudo romântico! 
O amor é trabalho. 
Vocês que são mães lembram de seus filhos pequenos e sabem que foi um trabalho, limpar, passar, amamentar. 
O amor se vê nas obras e não nas palavras. 
O amor é concreto.”

Papa Francisco

04 maio, 2018

Como o ser humano precisa de um olhar carinhoso!

Estive pensando ontem depois de minhas visitas no hospital: 
Como o ser humano precisa de um olhar, de um elogio, de uma abraço, de um carinho, de palavras amigas, de companhias agradáveis! 
Não somos máquinas. 
Sem o equilíbrio afetivo, a carência se instala e se propaga. A troca de afetos poderia ser levada mais a sério. 
A maior parte das pessoas se limita a providenciar as coisas materiais. 
Tem muitos pais que não deixam faltar nada, mas não entregam um olhar, um abraço, um elogio, um carinho. 
Por mais que a tecnologia aproxime as pessoas, o toque sempre será único e insubstituível. 
Há idosos aguardando um pouco de tempo, um ouvido atento, um sorriso transbordante.
Ninguém deveria viver como estranho com aqueles que a vida se encarregou de aproximar. 
Ainda bem que tem abraços inesquecíveis, palavras eloquentes e gestos insubstituíveis. 
Abraço acochado. (Pe. Francisco Gecivam Vieira Garcia)

Entidade social presta apoio aos imigrantes em Maringá

Pela entidade passaram profissionais que vieram de outros países com formação, mas por conta de problemas na documentação e burocracias tiveram que se sujeitar a ganhar salário mínimo. A entidade procura é dar dignidade para os imigrantes que escolhem o Brasil para morar e trabalhar.

 

02 maio, 2018

Bem isso mesmo...



Ética



 Um pai decidiu levar seus filhos ao circo. Ao chegar à bilheteria, pergunta:
 - Olá, quanto custa a entrada?

 O vendedor responde:
 - R$ 30,00 para adultos e R$ 20,00 para crianças de 7 a 14 anos. Crianças até 6 anos não pagam. Quantos anos eles têm?

 E o pai responde:
- O menor tem 3 anos e o maior 7 anos.

 Com um sorriso, o rapaz da bilheteria diz:
- Se o senhor tivesse falado que o mais velho tinha 6 anos eu não perceberia, e você economizaria R$ 20,00.

 E o pai responde:
- É verdade, pode ser que você não percebesse, mas meus filhos saberiam que eu menti para obter uma vantagem e jamais se lembrariam desta tarde como uma tarde especial. E finaliza:

 - A verdade não tem preço. Hoje deixo de economizar R$ 20,00, que não me pertenceriam por direito, mas ganho a certeza de que meus filhos saberão a importância de sempre dizer a verdade.

O atendente permaneceu mudo. 

Também ele teria uma tarde especial para se lembrar. 

Essa história ilustra uma cena em que os filhos presenciam uma atitude correta do pai. A história nos permite perceber que: 

- *Nada deve substituir a verdade*. 
- *Educar é dar o exemplo*.
- *Jamais devemos fazer pequenas concessões à mentira, o preço é alto demais*.
- *As palavras convencem, mas o exemplo arrasta*.
- *O exemplo é tudo*.

A corrupção começa nos pequenos gestos e são passados às novas gerações como algo comum, que não tem problema. Pense nisso e mude de atitude.

(Desconheço a real autoria deste texto)

Bazar Beneficente em prol da Promoção Humana e da Casa de Nazaré


01 maio, 2018

Olha essa foto de Cuba

É a imprensa nada.
Triste é saber tem quem a fonte de informação que acreditam são as que essas imprensas  levam para dentro de tantos lares.
É de Cuba, não sei o ano, estava nas redes sociais. Todo primeiro de maio, Cuba reúne fenômenos de massa similar.


População expulsa Presidente Temer do local do desabamento de um prédio ...

Primeiro de Maio Histórico em Curitiba!

Fonte da foto redes sociais

A dignidade do trabalhador no mundo do desemprego. Marcelo Barros



A dignidade do trabalhador no mundo do desemprego. Marcelo Barros

Nesse 1o de maio, a classe trabalhadora comemorará o seu dia em um mundo cada vez mais dominado pelo desemprego e pela precarização do trabalho. No Brasil atual, conforme o IBGE, a taxa de desemprego está em 12, 6%. Isso significa que o número de desempregados subiu desde o ano passado. Ao mesmo tempo, a chamada reforma trabalhista, implementada pelo atual desgoverno abriu todas as portas e janelas para a terceirização de todas as atividades empresariais e a precarização do trabalho. O objetivo da reforma foi desmontar os direitos trabalhistas e diminuir as garantias que os trabalhadores tinham na lei. A finalidade disso é a redução de preços de produção e assim aumentar o lucro das empresas. Para esse fim, a automação do trabalho faz com que, dentro de cinco anos, desaparecerão do mundo quinze milhões de emprego. Trabalhos que até agora são realizados por trabalhadores serão totalmente cumpridos por robôs ou mesmo nem existirem. Em todas as categorias de produção, isso gera desemprego em massa. Antigamente, o trabalhador que perdia, hoje, o seu emprego, tinha esperança de, em breve tempo, conseguir outro trabalho. Atualmente, a perda do emprego tem um caráter trágico porque é o próprio trabalho que, ao ser automatizado pode desaparecer.

O mundo atual é dominado pelo que, com muita propriedade, Lasdilau Dowbor chama de “capital improdutivo”. Os bancos e empresas financeiras que, antes, estavam a serviço do sistema produtivo, atualmente, dominam o mercado e vivem de rendas. Em plena recessão e em um mundo do desemprego, os bancos registram lucros bilionários e absurdos. Isso gerou um mundo no qual oito famílias têm mais riquezas do que a metade da população mundial. E os meios de comunicação chamam isso de desenvolvimento e pregam que é inevitável. Fazem de conta que denunciam a corrupção dos políticos e nunca contam como essas grandes somas de dinheiro se movimentam de um país a outro. Ninguém alude ao papel dos grandes bancos em meio a tudo isso. O sistema financeiro nunca pode ser colocado em questão.

No Brasil e no mundo inteiro, a sociedade civil organizada e os movimentos sociais se levantam contra esse sistema. Rompem o dogma do “não tem outro jeito”. Inventam alternativas criativas e revolucionárias. Em todo o mundo se espalham experiências de economia solidária e de produção em cooperativas livres e não dominadas pelo sistema capitalista neoliberal. No Brasil, movimentos sociais como o dos trabalhadores sem-Terra (MST) e dos pequenos agricultores (MPA) nos dão exemplos na Agricultura Ecológica e na produção de alimentos para a mesa do nosso povo. Atualmente, em muitas cidades, os movimentos sociais não somente festejam o 1º de maio. Fazem uma Semana da Classe Trabalhadora. Promovem encontros e reflexões sobre precarização do mundo do trabalho, as péssimas condições de segurança em muitos trabalhos e as ameaças de privatização dos hospitais públicos e das cadeias. Defendem o sistema de saúde dos trabalhadores, assim como outros desafios que o povo empobrecido enfrenta no Brasil. Na Argentina e em outros países do continente, nos últimos anos, dezenas de indústrias falidas e que iriam fechar foram tomadas pelos trabalhadores que começaram a administrá-las gerando novos empregos. Todas essas empresas puderam se reestruturar. A produção é garantida e os trabalhadores provam que é possível uma administração mais justa do trabalho e das condições de vida humana.

Nos seus encontros com os movimentos sociais, o papa Francisco tem insistido que esse sistema econômico é iníquo. O papa acredita que os pobres e trabalhadores podem ser construtores de uma nova sociedade mais justa e mais humana. Na sua carta mais recente, ele chama os cristãos e cristãs de todo o mundo a viver o espírito das bem-aventuranças de Jesus e, como os profetas e profetizas da justiça e da paz, nunca se conformarem com um sistema injusto e excludente. Lembra que o evangelho chama Jesus de carpinteiro ou artesão, termo usado na época para qualquer trabalhador braçal. Assim, os homens e mulheres que hoje assumem a missão de participar da caminhada coletiva do mundo do trabalho sabem que ao lutar pacificamente para transformar esse mundo estão sendo testemunhas de que o reinado divino está vindo e Deus está presente na luta do povo pela justiça e pela paz.

Por Marcelo Barros

Fonte: Site CEBs do Brasil

Acompanhe as mobilizações em todo o país deste 1º de maio!

Atos em defesa da democracia, pela liberdade de Lula e por direitos marcam o Dia de Luta da Trabalhadora e do Trabalhador.

Acompanhe pelo site Basil de Fato.

https://www.brasildefato.com.br/


Lula o maior líder operário católico da história do Brasil!

No primeiro de Maio, os católicos celebram a memória de São José Operário. 
A foto da procissão de São José Operário em São Bernardo do Campo, cidade que adotou o pernambucano Lula.
É...
Em Curitiba Lula esta preso, o maior líder operário católico da história do Brasil, o presidente que mais marcou a história dos pobres do país, ao lado de Getúlio Vargas. Com a diferença que Lula se fez um líder mundial.

Fonte da foto redes sociais

“Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho” (Jo 5,17)



“Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho” (Jo 5,17)

Uma dimensão da existência humana é o trabalho e é fundamental para a dignidade humana da pessoa.

Pelo trabalho participamos da obra da criação e contribuímos para a construção de uma sociedade justa e fraterna.

Pelo trabalho tornamos semelhante ao nosso Deus que sempre esta trabalhando.

Não podemos deixar que o trabalho se torne uma  mercadoria, é um direito que deve ter uma remuneração justa para que todas as trabalhadoras e trabalhadores tenham vida digna.

De lutas das trabalhadoras e trabalhadores por conquistas de direitos é marcada nossa história.

Os direitos conquistados estão sendo atacados e retirados, precarizando as condições digna de vida, enfraquecendo o Estado, tudo em busca de lucro injusto e egoísta.

Tudo isso é muito triste...muito triste...não podemos aceitar. A luta não pode parar.

Papa Francisco em 2014 escreveu em sua rede social: “Peço aos que têm responsabilidades políticas que não se esqueçam de duas coisas: a dignidade humana e o bem comum” .


Nesse dia primeiro de maio, por interseção de São José, que o nosso Deus abençoe todas as trabalhadoras e trabalhadores.

30 abril, 2018

Dia da trabalhadora e do Trabalhador



Convite

1º de Maio
Dia da trabalhadora e do Trabalhador
Caminhada - Benção da Carteira de Trabalho e Missa
Paróquia São Mateus Apóstolo de Maringá - Paraná

A paróquia São Mateus Apóstolo - Arquidiocese de Maringá, convida para celebrar o dia da trabalhadora e do trabalhador.

Estamos com carinho esperando por vocês para esse lindo momento.

Local: Paróquia São Mateus Apóstolo
Inicio: 07h30
Concentração para caminhada: Rua Rio Seridó esquina com a Rua Rio São Francisco

História:

Padroeiro das trabalhadoras e trabalhadores, São José foi o pai adotivo de Jesus Cristo e lhe ensinou o ofício de carpinteiro. Ele era considerado modelo ideal de trabalhador, pois sustentou sua família durante toda a vida com o trabalho de suas próprias mãos e cumpriu sempre seus deveres com a comunidade.

Em 1955, papa Pio XII instituiu a festa de São José Operário no dia primeiro de maio, em sincronia com o Dia da Trabalhadora e do Trabalhador.


28 abril, 2018

A vocês visitantes do blog

Um abençoado e alegre final de semana a todas e a todos!

Sonhar dizem que até que é bom, mais ficar só na imaginação é ruim - lute pelos seus sonhos, alguns irão realizar outros não assim e a vida.

Carlos Drummond de Andrade

27 abril, 2018

Acreditar

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo João 15,1-8, Leia a reflexão do teólogo espanhol José Antonio Pagola sobre a leitura de domingo.



Acreditar 
  
A fé não é uma impressão ou emoção do coração. Sem dúvida, o crente sente a sua fé, experimenta-a e desfruta-a, mas seria um erro reduzi-la a “sentimentalismo”. A fé não é algo que dependa dos sentimentos: “Já não sinto nada; devo estar a perder a fé”. Ser crentes é uma atitude responsável e razoável.
A fé não é tampouco uma opinião pessoal. O crente compromete-se pessoalmente a acreditar em Deus, mas a fé não pode ser reduzida a “subjetivismo”: “Eu tenho as minhas ideias e acredito naquilo que me parece”. A realidade de Deus não depende de mim nem a fé cristã é elaboração própria. Brota da ação de Deus em nós.

A fé não é tampouco um costume ou tradição recebida dos padres. É bom nascer numa família crente e receber desde criança uma orientação cristã da vida, mas seria muito pobre reduzir a fé a “hábitos religiosos”: “Na minha família sempre temos sido muito de Igreja”. A fé é uma decisão pessoal de cada um.

A fé não é tampouco uma receita moral. Acreditar em Deus tem as suas exigências, mas seria um equívoco reduzir tudo a “moralismo”: “Eu respeito a todos e não faço mal a ninguém”. A fé é, além disso, amor a Deus, compromisso por um mundo mais humano, esperança de vida eterna, ação de graças, celebração.

A fé não é tampouco um “tranquilizante”. Acreditar em Deus é, sem dúvida, fonte de paz, consolo e serenidade, mas a fé não é só uma “boia de salvação” para os momentos críticos: “Eu, quando me encontro em apuros, recorro à Virgem”. Acreditar é o melhor estímulo para lutar, trabalhar e viver de forma digna e responsável.

A fé cristã começa a despertar-se em nós quando nos encontramos com Jesus. O cristão é uma pessoa que se encontra com Cristo, e Nele vai descobrindo um Deus Amor que a cada dia o atrai mais. Diz muito bem João:

“Nós conhecemos o amor que Deus tem por nós e temos acreditado Nele. Deus é Amor” (1 João 4,16).

Esta fé cresce e dá frutos só quando permanecemos dia a dia unidos a Cristo, quer dizer, motivados e sustentados pelo Seu Espírito e a Sua Palavra: “O que permanece unido a mim, como eu estou unido a ele, produz muito fruto, porque sem mim não podeis fazer nada”.

Fonte: IHU

Benefícios da alimentação orgânica, artigo de Roberto Naime

A produção de orgânicos otimiza recursos naturais e socioeconômicos, além de respeitar a cultura das comunidades rurais e melhorar a saúde.


O artigo é de Roberto Naime, publicado por EcoDebate. 26/04/2018

A produção de orgânicos otimiza recursos naturais e socioeconômicos, além de respeitar a cultura das comunidades rurais e melhorar a saúde

Alimentos orgânicos são produzidos através de técnicas específicas, buscando otimizar recursos naturais e socioeconômicos, respeitar a cultura das comunidades rurais, objetivando a sustentabilidade econômica e ecológica e a minimização do uso de energias não-renováveis. Sem nunca empregar materiais sintéticos, organismos modificados geneticamente ou radiações ionizantes.

Nas últimas décadas houve um crescimento muito grande com relação à preocupação com a saúde e por isto as pessoas começaram a se mobilizar em busca de dietas alimentares mais saudáveis. Esta mudança de comportamento fez crescer o número de produtores de alimentos orgânicos.

Ao contrário dos alimentos convencionais, os produtos orgânicos utilizam técnicas específicas, que respeitam o meio ambiente durante todo o seu processo de produção e objetivam maximizar os resultados obtidos com as interações sinérgicas dos elementos bióticos e abióticos constituintes dos ecossistemas utilizados.

São alimentos obtidos de maneira mais natural, e por isso são mais saudáveis e até mais saborosos e nutritivos. Além das frutas, verduras, legumes, grãos e ovos, vem sofrendo incremento também o mercado de carnes orgânicas.

Na produção de ovos e carnes, o cuidado com o rebanho ou a granja é grande, já que os animais não sofrem maus-tratos e não passam por estresse. A alimentação deles é feita com grãos, cereais, sementes, verduras e legumes orgânicos e os animais são criados sem a aplicação de hormônios, anabolizantes e antibióticos. Assim, os ovos e as carnes orgânicas são mais saudáveis.

Nos grandes centros urbanos, por exemplo, os alimentos orgânicos são encontrados à venda em “Feiras Orgânicas” ou “Feiras Verdes”, que vendem exclusivamente produtos orgânicos. Já nas “feiras livres”, as barracas de orgânicos ainda são em menor número.

Vale ressaltar que apesar de serem alimentos orgânicos, o cuidado com a higiene deve ser o mesmo que os alimentos convencionais. Os alimentos orgânicos crus, também devem ser bem lavados e em água corrente, pois da mesma forma, há o risco de contaminação por bactérias, fungos e coliformes fecais.

No Brasil, existe produção orgânica ou natural de cana-de-açúcar e açúcar; e de grãos como soja, cacau, arroz, café e gengibre, e frutas como guaraná, manga, morango, uva, pêssego, banana, frutas cítricas. São produzidos ainda rapadura orgânica e hortifrutigranjeiros como tomate orgânico e legumes. Também néctares e sucos de frutas, geleias e cosméticos.

Os orgânicos evitam problemas de saúde causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas. Pesquisas e investigações tem demonstrado que os agrotóxicos são prejudiciais ao nosso organismo e os resíduos que permanecem nos alimentos podem provocar reações alérgicas, respiratórias, distúrbios hormonais, problemas neurológicos e até câncer.

Alimentos orgânicos são mais nutritivos. Solos ricos e balanceados com adubos naturais produzem alimentos com maior valor nutritivo. Alimentos orgânicos também são mais saborosos. Seu sabor e aroma são mais intensos e em sua produção não há agrotóxicos ou produtos químicos que possam produzir alterações e modificações.

Protege as presentes e futuras gerações de contaminação química. A intensa utilização de produtos químicos na produção de alimentos afeta o ar, o solo, a água, os animais e as pessoas. A agricultura orgânica exclui o uso de fertilizantes, agrotóxicos ou qualquer produto químico; e tem como base de seu trabalho a preservação dos recursos naturais.

A agricultura orgânica evita a erosão do solo. Através das técnicas orgânicas tais como rotação de culturas, plantio consorciado, compostagem e outras, os solos se mantém férteis e permanecem produtivos de forma permanente.

A agricultura e a pecuária orgânicos, protegem a qualidade da água. Os agrotóxicos, ou hormônios, antibióticos e anabolizantes utilizados nas plantações e criações, não contaminam os solos e os recursos hídricos, não poluindo rios e lagos.

A agricultura e a criação orgânicos, restauram a biodiversidade, protegendo a vida animal e vegetal. A agricultura orgânica respeita o equilíbrio da natureza, criando ecossistemas saudáveis dos quais sinergicamente também se beneficia. A vida silvestre, parte essencial do estabelecimento agrícola é preservada e áreas naturais são conservadas.

Em sua maior parte, a produção orgânica provém de pequenos núcleos familiares que tem na terra a sua única forma de sustento. Mantendo o solo fértil por muitos anos, o cultivo orgânico prende o homem à terra e revitaliza as comunidades rurais.

O cultivo orgânico economiza energia, dispensa os agrotóxicos e adubos químicos, utilizando intensamente a cobertura morta, a incorporação de matéria orgânica ao solo e o trato manual dos canteiros. É o procedimento contrário da agricultura convencional que se apoia no petróleo como insumo de agrotóxicos e fertilizantes e é a base para a intensa mecanização que a caracteriza.

Por fim, o produto orgânico é certificado. A qualidade do produto orgânico é assegurada por um Selo de Certificação. Este Selo é fornecido pelas associações de agricultura orgânica ou por órgãos certificadores independentes, que verificam e fiscalizam a produção de alimentos orgânicos desde a sua produção até a comercialização.

O Selo de Certificação é a garantia do consumidor de adquirir produtos mais saudáveis e isentos de qualquer resíduo tóxico. São com gestos pequenos, concretos e persistentes que se determinam mudanças de paradigmas realmente relevantes.

Referência:

Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.

26 abril, 2018

Aos 87 anos, Dona Luísa Concluiu Sua Faculdade Com Um TCC Feito à Mão

A caminhada de dona Luísa nem um pouco fácil, mas ela não desistiu. Teve que refazer algumas disciplinas, o que acabou estendendo o período do seu curso para seis longos anos. Além disso, por conta de sua dificuldade com o mundo dos computadores, seu TCC foi totalmente escrito à mão.


Publicado por inspiradornews, 25/04/2018

Talvez seja por vergonha ou pelo medo de fracassar que uma boa parte das pessoas que estão na segunda metade da vida utiliza a frase “meu tempo já passou” para justificar sua inação.

Afortunadamente, existem exemplos que provam que nunca é tarde para aprender. O ser humano sempre pode superar a si mesmo e enfrentar seus medos.

Imagine uma senhora que já havia ultrapassado a casa dos oitenta anos. A irmã e o marido já haviam falecido e ela, com todos os motivos para, segundo a própria, “ficar em casa dormindo” resolveu sair para ocupar sua cabeça.

Filha de imigrantes italianos, Luísa Valencic Ficara veio para a América do Sul ainda no período da segunda grande guerra. E aos oitenta e tantos anos resolveu travar uma batalha contra ela mesma: , se formou em nutrição na faculdade Jundiaí.



Quando ela entrou na sala de aula pela primeira vez, não pôde deixar de notar as expressões de surpresa nas faces de colegas e mestras. Entretanto, a surpresa maior foi quando ela, após ter completado seus 87 anos, recebeu o tão sonhado diploma.

A caminhada de dona Luísa nem um pouco fácil, mas ela não desistiu. Teve que refazer algumas disciplinas, o que acabou estendendo o período do seu curso para seis longos anos. Além disso, por conta de sua dificuldade com o mundo dos computadores, seu TCC foi totalmente escrito à mão.

No fim, com a ajuda de todas as pessoas que contribuíram para a vitória alcançada, dona Luísa pôde, enfim, comemorar sua vitória. E todos aqueles que presenciaram a senhora de cabelos grisalhos levantando seu “canudo” puderam ovacionar este exemplo de perseverança.

1°Mutirão de Comunicação da Arquidiocese de Maringá


A Arquidiocese de Maringá/Pr, através da Pastoral da Comunicação/PasCom, realizará o 1º Mutirão Arquidiocesano de Comunicação (MUTICOM), no dia 27 de maio de 2018. 

Com o tema “Comunicação e Evangelização”, o evento tem como objetivo ajudar na compreensão da comunicação como instrumento de evangelização e desenvolvimento humano, assim como ajudar na compreensão e uso dos meios de comunicação disponíveis na Arquidiocese e paróquias.

O tema coloca em destaque a missão/objetivo da Pastoral da Comunicação, junto aos agentes e lideranças em geral auxiliando na compreensão e consciência do potencial da comunicação como instrumento de evangelização.

O evento também comemora o Dia Mundial das Comunicações Sociais, instituído pelo Papa Paulo VI, em maio de 1967, pós-Concílio Vaticano II, quando a Igreja sentiu a necessidade de chamar a atenção dos fiéis para o vasto e complexo fenômeno dos modernos meios de comunicação. Neste ano, o Dia Mundial das Comunicações será em 13 de Maio, Domingo da Ascensão do Senhor, contudo todo o mês de maio é dedicado à comunicação. 

[PasCom/Arquidiocese de Maringá / pascommaringa@gmail.com]

9º Encontro Anual das Pastorais Sociais do Regional Sul 2.

A Pastoral Social realiza dos dias 4 a 6 de maio o 9º Encontro Anual das Pastorais Sociais do Regional Sul 2. 

O tema será a Encíclica do Papa Francisco Alegrai-vos e Exultai-vos (leia aqui). Devem participar do encontro coordenadores e participantes das pastorais sociais de todas as dioceses do Paraná.

Serviço

9º Encontro Anual das Pastorais Sociais do Regional Sul 2.

Quando: dias 4 a 6 de Maio de 2018.

Onde: Casa de Encontro dos Freis Carmelitas, Rua General Teodorico Guimarães, 48 – Fanny, Curitiba. [Também pode chegar pela Linha Verde, 13.512].

Inscrições: Clique Aqui.

Prazo das inscrições encerram em 30 de abril.

Custos: R$ 130,00 (hospedagem e alimentação)

Contato: jardel.lopes.puc@gmail.com ou celular 41 9843 2459 (Tim/WhatsAapp).