08 outubro, 2020

Carta Encíclica FRATELLI TUTTI sobre a Fraternidade e Amizade Social Capítulo I


Carta Encíclica FRATELLI TUTTI sobre a Fraternidade e Amizade Social 

Capítulo I 

CARTA ENCÍCLICA FRATELLI TUTTI DO SANTO PADRE FRANCISCO 
SOBRE A FRATERNIDADE E A AMIZADE SOCIAL 

A Carta Encíclica FRATELLI TUTTI tem 8 capítulos. Iniciamos a leitura do Capítulo I. Segue a visão global deste Capítulo e o texto o texto de 3 de 14 títulos. 

Capítulo I 
AS SOMBRAS DUM MUNDO FECHADO 

VISÃO GLOBAL DESTE CAPÍTULO 
nn. 9-55 
14 títulos 
Sonhos desfeitos em pedaços [10-12] 
O fim da consciência histórica [13-14] 
Sem um projeto para todos [15-17] 
O descarte mundial [18-21] 
Direitos humanos não suficientemente universais [22-24] 
Conflitos e medos [25-28] 
Globalização e progresso sem um rumo comum [29-31] 
As pandemias e outros flagelos da história [32-36] 
Sem dignidade humana nas fronteiras [37-41] 
A ilusão de comunicação [42-43] 
Agressividade despudorada [44-46] 
A informação sem sabedoria [47-50] 
Sujeições e autodepreciação [51-53] 
Esperança [54-55] 

Leitura da Carta Encíclica FRATELLI TUTTI do Santo Padre FRANCISCO sobre a Fraternidade e Amizade Social. Capítulo I: As Sombras dum fechado. Texto nn. 9.10-12, Título 1: Sonhos desfeitos em pedaços, nn.13-14, Título 2: O fim da consciência histórica e nn. 15-17, Título 3: Sem um projeto comum. 

Capítulo I 
AS SOMBRAS DUM MUNDO FECHADO 

9. Sem pretender efetuar uma análise exaustiva nem tomar em consideração todos os aspetos da realidade que vivemos, proponho apenas manter-nos atentos a algumas tendências do mundo atual que dificultam o desenvolvimento da fraternidade universal. 

Sonhos desfeitos em pedaços 

10. Durante décadas, pareceu que o mundo tinha aprendido com tantas guerras e fracassos e, lentamente, ia caminhando para variadas formas de integração. Por exemplo, avançou o sonho duma Europa unida, capaz de reconhecer raízes comuns e regozijar-se com a diversidade que a habita. Lembremos «a firme convicção dos Pais fundadores da União Europeia, que desejavam um futuro assente na capacidade de trabalhar juntos para superar as divisões e promover a paz e a comunhão entre todos os povos do continente».[7] E ganhou força também o anseio duma integração latino-americana, e alguns passos começaram a ser dados. Noutros países e regiões, houve tentativas de pacificação e reaproximações que foram bem-sucedidas e outras que pareciam promissoras. 

11. Mas a história dá sinais de regressão. Reacendem-se conflitos anacrónicos que se consideravam superados, ressurgem nacionalismos fechados, exacerbados, ressentidos e agressivos. Em vários países, uma certa noção de unidade do povo e da nação, penetrada por diferentes ideologias, cria novas formas de egoísmo e de perda do sentido social mascaradas por uma suposta defesa dos interesses nacionais. Isto lembra-nos que «cada geração deve fazer suas as lutas e as conquistas das gerações anteriores e levá-las a metas ainda mais altas. É o caminho. O bem, como aliás o amor, a justiça e a solidariedade não se alcançam duma vez para sempre; hão de ser conquistados cada dia. Não é possível contentar-se com o que já se obteve no passado nem instalar-se a gozá-lo como se esta situação nos levasse a ignorar que muitos dos nossos irmãos ainda sofrem situações de injustiça que nos interpelam a todos».[8] 

12. «Abrir-se ao mundo» é uma expressão de que, hoje, se apropriaram a economia e as finanças. Refere-se exclusivamente à abertura aos interesses estrangeiros ou à liberdade dos poderes económicos para investir sem entraves nem complicações em todos os países. Os conflitos locais e o desinteresse pelo bem comum são instrumentalizados pela economia global para impor um modelo cultural único. Esta cultura unifica o mundo, mas divide as pessoas e as nações, porque «a sociedade cada vez mais globalizada torna-nos vizinhos, mas não nos faz irmãos».[9] Encontramo-nos mais sozinhos do que nunca neste mundo massificado, que privilegia os interesses individuais e debilita a dimensão comunitária da existência. Em contrapartida, aumentam os mercados, onde as pessoas desempenham funções de consumidores ou de espectadores. O avanço deste globalismo favorece normalmente a identidade dos mais fortes que se protegem a si mesmos, mas procura dissolver as identidades das regiões mais frágeis e pobres, tornando-as mais vulneráveis e dependentes. Desta forma, a política torna-se cada vez mais frágil perante os poderes económicos transnacionais que aplicam o lema «divide e reinarás». 

O fim da consciência histórica 

13. Pelo mesmo motivo, favorece também uma perda do sentido da história que desagrega ainda mais. Nota-se a penetração cultural duma espécie de «desconstrucionismo», em que a liberdade humana pretende construir tudo a partir do zero. De pé, deixa apenas a necessidade de consumir sem limites e a acentuação de muitas formas de individualismo sem conteúdo. Neste contexto, colocava-se um conselho que dei aos jovens: «Se uma pessoa vos fizer uma proposta dizendo para ignorardes a história, não aproveitardes da experiência dos mais velhos, desprezardes todo o passado olhando apenas para o futuro que essa pessoa vos oferece, não será uma forma fácil de vos atrair para a sua proposta a fim de fazerdes apenas o que ela diz? Aquela pessoa precisa de vós vazios, desenraizados, desconfiados de tudo, para vos fiardes apenas nas suas promessas e vos submeterdes aos seus planos. Assim procedem as ideologias de variadas cores, que destroem (ou desconstroem) tudo o que for diferente, podendo assim reinar sem oposições. Para isso, precisam de jovens que desprezem a história, rejeitem a riqueza espiritual e humana que se foi transmitindo através das gerações, ignorem tudo quanto os precedeu».[10] 



14. São as novas formas de colonização cultural. Não nos esqueçamos de que «os povos que alienam a sua tradição e – por mania imitativa, violência imposta, imperdoável negligência ou apatia – toleram que se lhes roube a alma, perdem, juntamente com a própria fisionomia espiritual, a sua consistência moral e, por fim, a independência ideológica, económica e política».[11] Uma maneira eficaz de dissolver a consciência histórica, o pensamento crítico, o empenho pela justiça e os percursos de integração é esvaziar de sentido ou manipular as «grandes» palavras. Que significado têm hoje palavras como democracia, liberdade, justiça, unidade? Foram manipuladas e desfiguradas para utilizá-las como instrumento de domínio, como títulos vazios de conteúdo que podem servir para justificar qualquer ação. 

Sem um projeto para todos 

15. A melhor maneira de dominar e avançar sem entraves é semear o desânimo e despertar uma desconfiança constante, mesmo disfarçada por detrás da defesa de alguns valores. Usa-se hoje, em muitos países, o mecanismo político de exasperar, exacerbar e polarizar. Com várias modalidades, nega-se a outros o direito de existir e pensar e, para isso, recorre-se à estratégia de ridicularizá-los, insinuar suspeitas sobre eles e reprimi-los. Não se acolhe a sua parte da verdade, os seus valores, e assim a sociedade empobrece-se e acaba reduzida à prepotência do mais forte. Desta forma, a política deixou de ser um debate saudável sobre projetos a longo prazo para o desenvolvimento de todos e o bem comum, limitando-se a receitas efémeras de marketing cujo recurso mais eficaz está na destruição do outro. Neste mesquinho jogo de desqualificações, o debate é manipulado para o manter no estado de controvérsia e contraposição. 

16. Nesta luta de interesses que nos coloca a todos contra todos, onde vencer se torna sinónimo de destruir, como se pode levantar a cabeça para reconhecer o vizinho ou ficar ao lado de quem está caído na estrada? Hoje, um projeto com grandes objetivos para o desenvolvimento de toda a humanidade soa como um delírio. Aumentam as distâncias entre nós, e a dura e lenta marcha rumo a um mundo unido e mais justo sofre um novo e drástico revés. 

17. Cuidar do mundo que nos rodeia e sustenta significa cuidar de nós mesmos. Mas precisamos de nos constituirmos como um «nós» que habita a casa comum. Um tal cuidado não interessa aos poderes económicos que necessitam dum ganho rápido. Frequentemente as vozes que se levantam em defesa do ambiente são silenciadas ou ridicularizadas, disfarçando de racionalidade o que não passa de interesses particulares. Nesta cultura que estamos a desenvolver, vazia, fixada no imediato e sem um projeto comum, «é previsível que, perante o esgotamento de alguns recursos, se vá criando um cenário favorável para novas guerras, disfarçadas sob nobres reivindicações».[12] 

______________ 

[7] Francisco, Discurso no Parlamento Europeu (Estrasburgo 25 de novembro de 2014): AAS 106 (2014), 996. 

[8] Francisco, Discurso no encontro com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático, (Santiago – Chile 16 de janeiro de 2018): AAS 110 (2018), 256. 

[9] Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate (29 de junho de 2009), 19: AAS 101 (2009), 655. 

[10] Exort. ap. pós-sinodal Christus vivit (25 de março de 2019), 181. 

[11] Card. Raúl Silva Henríquez sdb, Homilia no Te Deum em Santiago do Chile (18 de setembro de 1974). 

[12] Francisco, Carta enc. Laudato si’ (24 de maio de 2015), 57: AAS 107 (2015), 869. 

Dia do Nascituro Oito de Outubro

“Vale a pena acolher cada vida, porque cada pessoa humana vale o sangue do próprio Cristo. Não se pode desprezar o que Deus tanto amou!” (Papa Francisco)

Para refletir

“O fato de crer em Deus e O adorar não é garantia de viver como agrada a Deus. Há maneiras de viver a fé que facilitam a abertura do coração aos irmãos, e esta será a garantia duma autêntica abertura a Deus.” (Carta Encíclica FRATELLI TUTTI)

08 É Missão de todos Nós Alberto e Beliuza Kloster

07 outubro, 2020

Precisamos ler essa Carta Encíclica FRATELLI TUTTI sobre a Fraternidade e Amizade Social do Papa Francisco

Comecei a ler apenas algumas linhas, que riqueza, quanta sabedoria e ternura ao trazer presente às realidades do mundo atual.

O Papa Francisco é um exemplo de quando se está em comunhão com Deus nos tornamos Seu instrumento. É Deus que nos fala através do Santo Padre.

Carta Encíclica FRATELLI TUTTI sobre a Fraternidade e Amizade Social - Introdução

CARTA ENCÍCLICA FRATELLI TUTTI DO SANTO PADRE FRANCISCO
SOBRE A FRATERNIDADE E A AMIZADE SOCIAL


1. «FRATELLI TUTTI»:[1] escrevia São Francisco de Assis, dirigindo-se a seus irmãos e irmãs para lhes propor uma forma de vida com sabor a Evangelho. Destes conselhos, quero destacar o convite a um amor que ultrapassa as barreiras da geografia e do espaço; nele declara feliz quem ama o outro, «o seu irmão, tanto quando está longe, como quando está junto de si».[2] Com poucas e simples palavras, explicou o essencial duma fraternidade aberta, que permite reconhecer, valorizar e amar todas as pessoas independentemente da sua proximidade física, do ponto da terra onde cada uma nasceu ou habita.
2. Este Santo do amor fraterno, da simplicidade e da alegria, que me inspirou a escrever a encíclica Laudato si’, volta a inspirar-me para dedicar esta nova encíclica à fraternidade e à amizade social. Com efeito, São Francisco, que se sentia irmão do sol, do mar e do vento, sentia-se ainda mais unido aos que eram da sua própria carne. Semeou paz por toda a parte e andou junto dos pobres, abandonados, doentes, descartados, dos últimos.
Sem fronteiras

3. Na sua vida, há um episódio que nos mostra o seu coração sem fronteiras, capaz de superar as distâncias de proveniência, nacionalidade, cor ou religião: é a sua visita ao Sultão Malik-al-Kamil, no Egito. A mesma exigiu dele um grande esforço, devido à sua pobreza, aos poucos recursos que possuía, à distância e às diferenças de língua, cultura e religião. Aquela viagem, num momento histórico marcado pelas Cruzadas, demonstrava ainda mais a grandeza do amor que queria viver, desejoso de abraçar a todos. A fidelidade ao seu Senhor era proporcional ao amor que nutria pelos irmãos e irmãs. Sem ignorar as dificuldades e perigos, São Francisco foi ao encontro do Sultão com a mesma atitude que pedia aos seus discípulos: sem negar a própria identidade, quando estiverdes «entre sarracenos e outros infiéis (...), não façais litígios nem contendas, mas sede submissos a toda a criatura humana por amor de Deus».[3] No contexto de então, era um pedido extraordinário. É impressionante que, há oitocentos anos, Francisco recomende evitar toda a forma de agressão ou contenda e também viver uma «submissão» humilde e fraterna, mesmo com quem não partilhasse a sua fé.

4. Não fazia guerra dialética impondo doutrinas, mas comunicava o amor de Deus; compreendera que «Deus é amor, e quem permanece no amor, permanece em Deus» (1 Jo 4, 16). Assim foi pai fecundo que suscitou o sonho duma sociedade fraterna, pois «só o homem que aceita aproximar-se das outras pessoas com o seu próprio movimento, não para retê-las no que é seu, mas para ajudá-las a serem mais elas mesmas, é que se torna realmente pai».[4] Naquele mundo cheio de torreões de vigia e muralhas defensivas, as cidades viviam guerras sangrentas entre famílias poderosas, ao mesmo tempo que cresciam as áreas miseráveis das periferias excluídas. Lá, Francisco recebeu no seu íntimo a verdadeira paz, libertou-se de todo o desejo de domínio sobre os outros, fez-se um dos últimos e procurou viver em harmonia com todos. Foi ele que motivou estas páginas.

5. As questões relacionadas com a fraternidade e a amizade social sempre estiveram entre as minhas preocupações. A elas me referi repetidamente nos últimos anos e em vários lugares. Nesta encíclica, quis reunir muitas dessas intervenções, situando-as num contexto mais amplo de reflexão. Além disso, se na redação da Laudato si’ tive uma fonte de inspiração no meu irmão Bartolomeu, o Patriarca ortodoxo que propunha com grande vigor o cuidado da criação, agora senti-me especialmente estimulado pelo Grande Imã Ahmad Al-Tayyeb, com quem me encontrei, em Abu Dhabi, para lembrar que Deus «criou todos os seres humanos iguais nos direitos, nos deveres e na dignidade, e os chamou a conviver entre si como irmãos».[5] Não se tratou de mero ato diplomático, mas duma reflexão feita em diálogo e dum compromisso conjunto. Esta encíclica reúne e desenvolve grandes temas expostos naquele documento que assinamos juntos. E aqui, na minha linguagem própria, acolhi também numerosas cartas e documentos com reflexões que recebi de tantas pessoas e grupos de todo o mundo.

6. As páginas seguintes não pretendem resumir a doutrina sobre o amor fraterno, mas detêm-se na sua dimensão universal, na sua abertura a todos. Entrego esta encíclica social como humilde contribuição para a reflexão, a fim de que, perante as várias formas atuais de eliminar ou ignorar os outros, sejamos capazes de reagir com um novo sonho de fraternidade e amizade social que não se limite a palavras. Embora a tenha escrito a partir das minhas convicções cristãs, que me animam e nutrem, procurei fazê-lo de tal maneira que a reflexão se abra ao diálogo com todas as pessoas de boa vontade.

7. Além disso, quando estava a redigir esta carta, irrompeu de forma inesperada a pandemia do Covid-19 que deixou a descoberto as nossas falsas seguranças. Por cima das várias respostas que deram os diferentes países, ficou evidente a incapacidade de agir em conjunto. Apesar de estarmos superconectados, verificou-se uma fragmentação que tornou mais difícil resolver os problemas que nos afetam a todos. Se alguém pensa que se tratava apenas de fazer funcionar melhor o que já fazíamos, ou que a única lição a tirar é que devemos melhorar os sistemas e regras já existentes, está a negar a realidade.

8. Desejo ardentemente que, neste tempo que nos cabe viver, reconhecendo a dignidade de cada pessoa humana, possamos fazer renascer, entre todos, um anseio mundial de fraternidade. Entre todos: «Aqui está um ótimo segredo para sonhar e tornar a nossa vida uma bela aventura. Ninguém pode enfrentar a vida isoladamente (…); precisamos duma comunidade que nos apoie, que nos auxilie e dentro da qual nos ajudemos mutuamente a olhar em frente. Como é importante sonhar juntos! (…) Sozinho, corres o risco de ter miragens, vendo aquilo que não existe; é juntos que se constroem os sonhos».[6] Sonhemos como uma única humanidade, como caminhantes da mesma carne humana, como filhos desta mesma terra que nos alberga a todos, cada qual com a riqueza da sua fé ou das suas convicções, cada qual com a própria voz, mas todos irmãos.

______________
[1] Admoestações, 6, 1: Fonti francescane, 155. Tradução da expressão italiana: «Todos irmãos».
[2] Ibid., 25: o. c., 175.
[3] São Francisco de Assis, Regra não bulada dos Frades Menores, 16, 3.6: Fonti francescane, 42-43.
[4] Eloi Leclerc ofm, Exilio y ternura (Madrid 1987), 205.
[5] Francisco – Ahmad Al-Tayyeb, Documento sobre a fraternidade humana em prol da paz mundial e da convivência comum (Abu Dhabi 4 de fevereiro de 2019): L’Osservatore Romano (ed. semanal portuguesa de 05/II/2019), 21.
[6] Francisco, Discurso no encontro ecuménico e inter-religioso com os jovens (Skopje – Macedónia do Norte 7 de maio de 2019): L´Osservatore Romano (ed. semanal portuguesa de 14/V/2019), 13.



Para refletir

"Quanto precisamos de fiéis, de cristãos zelosos que agem diante de pessoas que têm responsabilidade gerencial com a coragem de Elias, para dizer: “Isto não deve ser feito! " (Papa Francisco)

Rádio Colmeia Catequese Permanente CEBs de Maringá


 

Carta Encíclica FRATELLI TUTTI sobre a Fraternidade e Amizade Social

O Santo Padre, o Papa Francisco lançou no último domingo, dia 4 de outubro, assinada sobre o túmulo de São Francisco de Assis a Carta Encíclica FRATELLI TUTTI sobre a Fraternidade e Amizade Social. 

Esta Carta Encíclica tem 8 Capítulos. 

A partir de hoje, 7 de outubro, vou postar aqui o seu texto correspondente deste Documento do Santo Padre. 

Precisamos ler essa Encíclica.


7 É Missão de todos Nós Pe Genivaldo Ubinge nova abertura

06 outubro, 2020

Primeira Catequese Permanente tema Missão 06/07/2020

Para refletir

“O pensamento cristão não é contrário, por princípio, à perspectiva do lucro, mas se opõe ao lucro a qualquer custo, ao lucro que esquece o ser humano, que o torna escravo, que o reduz a uma coisa entre as coisas, a uma variável de um processo que ele não pode de forma alguma controlar ou ao qual não pode de forma alguma se opor... pode testemunhar concretamente uma sensibilidade solidária, favorecendo o relançamento da economia real como força motriz do desenvolvimento das pessoas, das famílias e de toda a sociedade. Desta forma também é possível acompanhar o progresso gradual de uma nação e servir ao bem comum, com o esforço de multiplicar e tornar mais acessível a todos os bens deste mundo”. (Papa Francisco)

06 É Missão de todos Nós Adriana Nishiyama Abertura Nova

05 outubro, 2020

05 É Missão de todos Nós Luciane Oliveira abertura nova

"A boiada não vai passar e a mentira, mesmo que saia da boca de uma mesma pessoa, dita milhares de vezes não se tornará verdade, principalmente porque sabemos que o pai da mentira é o diabo. Vamos somente aprender com os índios, caboclos e pequenos produtores rurais a cuidar da floresta como cuidar do fogo para queimar os roçados nas roças de toco ou usar de modos agrossistêmicos e agroecológicos adequados em busca da sobrevivência e produção de alimentos em áreas já desmatadas", escreve Aloir Pacini, padre jesuíta, antropólogo e professor da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT.

Leia o texto AQUI



Palavra de Deus 04/010/2020

03 outubro, 2020

CARTA ENCÍCLICA FRATELLI TUTTI DO SANTO PADRE FRANCISCO SOBRE A FRATERNIDADE E A AMIZADE SOCIAL

Encíclica "Fratelli tutti"

Disponível AQUI para ler e baixar

Encíclica "Fratelli tutti", cujo título é a mensagem de Jesus encorajando-nos a reconhecermo-nos todos como irmãos e irmãs e a viver assim na casa comum que o Pai nos confiou.


03 É Missão de todos Nós Denis Henrique Loures

01 outubro, 2020

01 É missão de todos nós Zé Vicente abertura Nova

É Missão de Todos Nós! 

01 de outubro, testemunho missionário do dia: 
Zé Vicente, cantor e poeta. 

"É missão de todos nós!” é uma série de vídeos com testemunhos de missionários relatando
suas experiências vivenciadas na missão.


23 setembro, 2020

"É missão de todos nós!" - Outubro mês dedicado as missões

Canal das CEBs da Arquidiocese de Maringá

No mês de outubro dedicado as missões, com o tema "É missão de todos nós!" uma série de vídeos com temática e testemunho de leigas, leigos, religios@s e padres.
Comecem hoje, a acompanhar, curtir e participar do Canal das CEBs da Arquidiocese de Maringá.

Já temos muitos vídeos em nosso canal. Todos os dias um vídeo novo.







“Onde esta a paróquia? esta em cada rua em nossos bairros, esta presente nas casas, na vida da pessoa”

“Onde esta a paróquia? esta em cada rua em nossos bairros, esta presente nas casas, na vida da pessoa”

A celebração do Padroeiro celebrada na segunda feira, dia 21 na paróquia São Mateus Apóstolo de Maringá, foi expressiva. 

Bonita a unidade das 15 Comunidades Eclesiais de Base que compõe a estrutura paroquial.
Alegria como comunidade oferecer um novo padre para a Arquidiocese de Maringá, o Donizeti Ganzá e a alegria da presença de dom Edmar Peron, Bispo de Paranaguá, como ele mesmo brincou na celebração “padre de Maringá”.


A fala do pároco o padre Genivaldo Ubinge causou um grande sentimento de acolhida e de alegria pela caminhada paroquial, constituída desde sua origem, antes mesmo de ser paróquia formada a partir das Comunidades Eclesiais de Base.

“Onde esta a paróquia esta em cada rua em nossos bairros, esta presente nas casas, na vida da pessoa, assistindo os mais frágeis pela enfermidade ou pela pobreza, estando junto com uma palavra de animo e conforto as pessoas que precisam dessa presença, esta ensinando na catequese, esta exortando e ajudando as pessoas a crescer na fé. Rede de Comunidades Eclesiais de Base, que manifestam a força e a presença de Deus, construindo a Igreja e como Igreja servindo o evangelho, testemunhando o amor a Jesus Cristo e manifestando a presença do Reino dos Céus. São Mateus que deixou exemplo a sermos convidados a nos levantarmos, a seguir Jesus, e deixar que Ele nos sustente. Nas comunidades Eclesiais de Base estão presentes todas as pastorais, todos os movimentos e serviços da nossa igreja.

A homilia de Dom Edmar uma ajuda para encorajar a caminhada pastoral na unidade na certeza que somos um povo chamado por Jesus para segui-lo e segui-lo onde Ele deseja ir e não onde nós desejamos ir. “Descobrir como paróquia onde Jesus quer os membros dessa paróquia, junto com quem, com quais pessoas afastadas Jesus deseja estar, é com essas pessoas que a paróquia São Mateus precisa estar em comunhão e sentar-se a mesa. Mesmo com o risco de não ser uma paróquia compreendida.” 
Dom Edmar iniciou a homilia dizendo que Festa do padroeiro não é a festa da comunidade onde esta situada a matriz a paroquial, é a festa da unidade da paróquia, de todas as suas comunidades conjuntamente e disse: 

“Comunhão, primeira expressão da carta de Paulo aos Efésios, caminhar de acordo com a vocação que recebemos. Enquanto paróquia a vocação é comunhão, unidade aplicar-se a guardar a unidade do Espírito pelo vinculo da paz, porque há um só corpo e um só espírito
A respeito dos serviços o bispo disse que se da em unidade com o cotidiano realizado em cada Comunidade e que Jesus capacita e sobre quem é mais importante, explicou:

“Quem é mais importante em cada trabalho? O mais importante é aquele que reconhece que todos nós recebemos a graça na medida em que cristo nos concedeu. Uns apóstolos, outros profetas, outros ainda evangelistas, outros pastores e mestres. Mas Ele capacitou a todos, para edificar o corpo da igreja, o corpo de Cristo.”

O mundo marcado pelo Covid-19, Dom Edmar diz que esta nos ajudando a rever a caminhada, ações e projetos.

“Nossos planos, agendas projetos precisaram ser revistos, isso é uma benção rever as coisas, poder rever o processo que estamos fazendo, rever o sentido de nossa participação na vida eclesial, rever o porquê a gente de fato participa. Por isso mais importante, é com humildade e mansidão ter paciência uns com os outros no amor.”

Entrando no Evangelho o chamado do Apóstolo Mateus explicou que Jesus é que toma a iniciativa de ir ao encontro de Mateus que não estava no templo e nem na sinagoga ouvindo a Palavra. Mateus estava sentado em uma banca cobrando impostos:

“Mateus sentado em uma banca cobrando impostos, servindo aos romanos odiados pelo povo de Israel, porque dominavam, roubavam de seu povo, aquelas riquezas tão necessárias para a vida.”

Dom Edmar abriu parêntese e colocou: “Mudamos de situações políticas, mas não dos roubos e corrupções que continuam a deixar o povo em situações sempre mais difíceis.” Fechou o parêntese.

Voltando para o Evangelho relatou que Mateus era homem mal visto pelo seu povo, considerado gente que não prestava e foi para esse homem que Jesus voltou seu olhar e chamou para segui-lo.

Sobre a resposta do apóstolo Mateus, explicou:

“A resposta a esse chamado não pode ser uma resposta bem elaborada em nossa cabeça, não pode ser algo abstrato, mas muito concreto, nós só respondemos a Jesus de verdade pelas nossas ações. Então o Mateus fez isso, diz o texto do evangelho, que tendo ouvido o chamado de Jesus ele se levantou e seguiu Jesus. Isso para nossa vocação comum, a vida cristã, ser cristã, ser cristão, não pode ser uma vida de belos planos e de palavras bonitas, mas nunca concretizados. Os belos planos e as palavras bonitas só tem sentido quando colocadas em prática. É isso que nos ensina São Mateus, ele não disse uma palavra. Diz o texto que ele não disse nada. Ele realizou o principal gesto de discípulos, do cristão, seguir Jesus Cristo.

Seguir Jesus, seguir Jesus a onde e para onde? Pergunta que devemos nos perguntar, segundo o bispo.

“Importante que nós nos perguntemos seguir Jesus a onde, para onde vai Jesus? E aqui nós encontramos que Jesus foi sentar-se a mesa com a patotinha do Mateus os amigos dele, gente de mau fama, condenada pelos fariseus, pecadores e publicano. Jesus e seus discípulos sentaram a mesa com essas pessoas”.

O desafio descobrir, como paróquia, onde Jesus quer os membros da paróquia vá e esteja. Com quais pessoas afastadas mesmo correndo o risco de não ser compreendido.

Disse o bispo “A pandemia não pode nos retirar o ideal de ir ao encontro das pessoas, nós para celebramos e fazermos nossas reuniões presenciais, estamos tendo muitas dificuldades, temos que selecionar que avaliar se a pessoa esta em condições de voltar a participar. Mas isso não pode nos retirar o principal, somos um povo chamado por Jesus para Segui-lo e Segui-lo onde Ele deseja ir e não onde nós desejamos ir. Descobrir como paróquia onde Jesus quer os membros dessa paróquia, junto com quem, com quais pessoas afastadas Jesus deseja estar, é com essas pessoas que a paróquia são Mateus precisa estar em comunhão e sentar-se a mesa. Mesmo com o risco de não ser uma paróquia compreendida. Isso também se manifestou no evangelho, os fariseus eles criticaram a Jesus perguntando aos discípulos, que mestre é esse mestre de vocês, que mestre é esse que come com os cobradores de impostos e pecadores, será mesmo um mestre e o texto disse que Jesus ouvindo a pergunta ele mesmo respondeu, dizendo que o medico não deve ficar esperando que venha o cheio de saúde mas sim o doente para ser curado.”

O grande problema apresentado por dom Edmar são os que hoje criticam as lideranças da igreja quando se colocam ao lado dos que são por muitos considerados piores.

“O problema não foram os fariseus daquele tempo, o problema são os que hoje criticam as lideranças da igreja quando se colocam ao lado das pessoas piores de seu bairro. Pessoas que estão ali prontas para dizer o que esta certo e o que esta errado, e se esquecem da misericórdia, se esquece do mais importante, Jesus não veio chamar quem se considera gente santa, para essa pessoas o seu orgulho não dá espaço a Jesus ao Evangelho, Jesus veio para quem se reconhece pecador.”

Prosseguindo disse: “Fariseus não conseguem trabalhar com as outras pessoas para na diversidade, edificar a Igreja, o corpo de Cristo, até que todos juntos cheguemos à unidade da fé.”

Explicou Dom Edmar que os enviados, no seguimento de Jesus, acolhendo a sua Palavra, indo onde Ele deseja ir, como nos diz São Lucas, os enviados foram à frente, por onde Jesus deveria passar.

“Então a primeira leitura com o salmo nos diz que acima de tudo como Igreja, Igreja aberta, Igreja missionária o nosso papel é proclamar a palavra como testemunhas. Não proclamar a Palavra porque eu aprendi sobre ela nas formações, proclamar a Palavra porque aprendi vivendo-a e por isso posso dar testemunho da palavra.”

Ressoar pelas palavras e pelas ações “É uma Palavra que nos anima porque Deus vem ao nosso encontro e nos chama, nos sacode para que possamos seguir seus paços nos da o espírito para formemos a unidade, na unidade do amor e da fé e nos tornemos testemunhas de cristo, fazendo com que a Palavra chegue a todo lugar.”

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Efésios 4,1-7.11-13
Salmo 18
Mateus 9,9-13

Francisco denuncia

Francisco denuncia: “Ouvimos mais as empresas multinacionais do que os movimentos sociais. Falando mais claramente, ouvimos mais os poderosos do que os fracos e este não é o caminho”




Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa disse que “para sairmos melhores de uma crise como a atual, que é uma crise de saúde e ao mesmo tempo social, política e econômica, cada um de nós é chamado a assumir a sua parte de responsabilidade".

A reportagem é de Mariangela Jaguraba, publicada por Vatican News, 23-09-2020.

O Papa Francisco prosseguiu com o ciclo de catequeses sobre o tema da pandemia de coronavírus, na Audiência Geral desta quarta-feira (23/09).

“Curar o mundo. Subsidiariedade e virtude da esperança” foi tema deste encontro semanal, realizado no Pátio São Dâmaso, dentro do Vaticano, em que o Pontífice ressaltou que “para sairmos melhores de uma crise como a atual, que é uma crise de saúde e ao mesmo tempo social, política e econômica, cada um de nós é chamado a assumir a sua parte de responsabilidade. Partilhar as responsabilidades”.
Princípio de subsidiariedade para uma verdadeira reconstrução

Segundo Francisco, “devemos responder não só como indivíduos, mas também a partir do próprio grupo de pertença, do papel que desempenhamos na sociedade, dos nossos princípios e, se acreditamos, da nossa fé em Deus”.

Muitas vezes, porém, tantas pessoas não podem participar na reconstrução do bem comum porque são marginalizadas, excluídas ou ignoradas; certos grupos sociais são incapazes de contribuir, porque são econômica ou politicamente asfixiados. Em algumas sociedades, muitas pessoas não são livres de expressar a sua fé e os seus valores, suas ideias: se elas as expressam com liberdade, vão para a cadeia. Noutros lugares, especialmente no mundo ocidental, muitas reprimem as próprias convicções éticas ou religiosas. Mas assim não se pode sair da crise, ou contudo, não podemos sair melhores. Sairemos piores.

“Para que todos possamos participar no cuidado e na regeneração dos nossos povos, é justo que todos tenham os recursos adequados para fazê-lo”, disse ainda o Papa, ressaltando que “após a grande depressão econômica de 1929, o Papa Pio XI explicou a importância do princípio de subsidiariedade para uma verdadeira reconstrução. Este princípio tem um duplo dinamismo: de cima para baixo e de baixo para cima. Talvez não entendemos o que isso significa, mas é um principio social que nos torna mais unidos”. E Francisco explicou:

“Por um lado, e especialmente em tempos de mudança, quando indivíduos, famílias, pequenas associações ou comunidades locais são incapazes de alcançar os objetivos primários, então é justo que os níveis mais elevados do corpo social, como o Estado, intervenham para oferecer os recursos necessários para prosseguir.”

Por exemplo, devido ao lockdown causado pelo coronavírus, muitas pessoas, famílias e atividades econômicas encontraram-se e ainda se encontram em sérias dificuldades, por isso as instituições públicas procuram ajudar com intervenções apropriadas, sociais, econômicas e de saúde. Esta é a função. O que devem fazer.
Não colocar de lado a sabedoria dos grupos mais humildes

“Mas por outro lado”, disse ainda Francisco, “os vértices da sociedade devem respeitar e promover níveis intermédios ou menores. Com efeito, é decisiva a contribuição de indivíduos, famílias, associações, empresas, todos os organismos intermédios e até das Igrejas. Com os próprios recursos culturais, religiosos, econômicos ou de participação cívica, eles revitalizam e reforçam o corpo social. Existe uma colaboração de cima para baixo, do Estado para o povo e de baixo para cima. E este é o exercício do princípio da subsidiariedade. Cada um deve ter a oportunidade de assumir a própria responsabilidade nos processos de cura da sociedade da qual faz parte. Quando se ativa algum projeto que, direta ou indiretamente, diz respeito a determinados grupos sociais, estes não podem ser excluídos da participação; a sabedoria dos grupos mais humildes não pode ser colocada de lado”. A seguir, acrescentou:

“Infelizmente, esta injustiça ocorre muitas vezes onde se concentram grandes interesses econômicos ou geopolíticos, tais como certas atividades de mineração em determinadas partes do planeta. As vozes dos povos indígenas, as suas culturas e visões do mundo não são consideradas. Atualmente, esta falta de respeito pelo princípio da subsidiariedade propagou-se como um vírus.”

Pensemos nas grandes medidas de ajuda financeira implementadas pelos Estados. Ouvimos mais as grandes empresas financeiras do que as pessoas ou aqueles que movem a economia real. Ouvimos mais as empresas multinacionais do que os movimentos sociais. Falando em dialeto cotidiano, ouvimos mais os poderosos do que os fracos e este não é o caminho. Não é o caminho humano, não é o caminho que Jesus nos ensinou, não é implementar o princípio e subsidiariedade. Assim, não permitimos que as pessoas sejam “protagonistas do próprio resgate”. No subconsciente coletivo de alguns políticos ou alguns trabalhadores sociais há este lema: tudo para o povo, nada com o povo. De cima para baixo, mas sem ouvir a sabedoria do povo, sem implementar essa sabedoria na solução de problemas, neste caso, para sair da crise. Ou pensemos também na forma de curar o vírus: ouvimos mais as grandes empresas farmacêuticas do que os profissionais da saúde, que estão na linha da frente nos hospitais ou nos campos de refugiados. Este não é o caminho certo! Todos devem ser ouvidos. Os que estão no alto e os que estão embaixo.
Implementar o princípio de subsidiariedade

Segundo o Papa, “para sairmos melhores de uma crise, o princípio da subsidiariedade deve ser implementado, respeitando a autonomia e a capacidade de iniciativa de todos, especialmente dos últimos.

“Todas as partes de um corpo são necessárias e, como diz São Paulo, as partes que podem parecer mais frágeis e menos importantes são na realidade as mais necessárias. À luz desta imagem, podemos dizer que o princípio da subsidiariedade permite a cada um assumir o seu próprio papel no cuidado e destino da sociedade.”

A sua implementação dá esperança num futuro mais saudável e justo; e construímos este futuro juntos, aspirando a realidades maiores, alargando os nossos horizontes. Sair da crise não significa passar um verniz na situação atual. Sair da crise significa mudar e a verdadeira mudança é feita por todos, todas as pessoas que constituem o povo. Todos juntos em comunidade.”
A esperança é audaz

O Papa recordou que “numa catequese anterior vimos que a solidariedade é a saída para a crise: ela nos une e nos permite encontrar propostas sólidas para um mundo mais saudável. Mas este caminho de solidariedade precisa da subsidiariedade. Com efeito, não há verdadeira solidariedade sem participação social, sem a contribuição de organismos intermédios: famílias, associações, cooperativas, pequenas empresas, expressões da sociedade civil. Tal participação ajuda a prevenir e corrigir certos aspectos negativos da globalização e da ação dos Estados, assim como acontece no cuidado das pessoas atingidas pela pandemia. Estas contribuições “a partir de baixo” devem ser encorajadas. Como é bonito ver o trabalho dos voluntários nessa crise, voluntários provenientes de várias partes sociais, que vêm de famílias abastadas e mais pobres. Todos juntos. Isso é solidariedade e princípio da subsidiariedade”.

Durante o lockdown, o gesto de aplaudir médicos, enfermeiros e enfermeiras nasceu espontaneamente como sinal de encorajamento e esperança. Muitos arriscaram a sua vida e perderam suas vidas! Estendamos este aplauso a todos os membros do corpo social, pela sua valiosa contribuição, por menor que seja. Dar espaço para trabalhar. Aplaudamos os "descartados", classificados por essa cultura como "descartados", ou seja, os idosos, as crianças, as pessoas com deficiência, os trabalhadores, todos aqueles que se põem a serviço. Mas não nos limitemos apenas aos aplausos! A esperança é audaz, por isso encorajemo-nos a sonhar alto, procurando os ideais de justiça e amor social que provêm da esperança.

O Papa concluiu a sua catequese, convidando a “não reconstruir o passado, especialmente o que era iníquo e já doente. Construamos um futuro onde a dimensão local e global se enriqueçam mutuamente, onde a beleza e a riqueza dos grupos menores possam florescer e onde aqueles que têm mais se comprometam a servir e a dar mais a quem tem menos”.

Fonte: IHU

22 setembro, 2020

22 de Setembro Dia d@ Contadora/or

Conhecimento e ética é imprescindível

Parabéns a nós Contadores 



 

Catequese Permanente 22/09/2020

21 setembro, 2020

"Moldar a Paz Juntos" - Dia Internacional da Paz


 

Pela Paz

Pela Paz 


Você espera sempre mais 

Você não se conforma 

Você não se satisfaz 

Todo mundo diz acreditar na paz 


E você acredita ou não? 

E então, o que você faz pela paz? 

O que você faz pela paz? 

O que você faz pela paz? 


Todos são capazes da guerra 

Mas ninguém luta por você 

Você ainda está sozinho 

Ninguém acredita em ninguém 


E você acredita ou não? 

E então, o que você faz pela paz? 

O que você faz pela paz? 

O que você faz pela paz? 


(Titãs)

20 setembro, 2020

Padre Donizeti Aparecido Pugin Souza

 “Seduziste-me Senhor, e eu me deixei seduzir”

Parabéns padre
Donizeti Ganzá

Linda liturgia

Ordenação presbiteral de Donizeti Aparecido Pugin Souza


19 setembro, 2020

Padre Júlio Lancelotti - Pastoral do Povo de Rua de São Paulo


“Quem é esse homem idoso, que durante a pandemia, serve café da manhã todo santo dia, à milhares de pessoas em situação de rua, na cidade mais rica do país? 

Quem é esse homem idoso que acolhe, abriga e paga pela hospedagem de dezenas de famílias pobres em hotéis, quando o prefeito prometeu e não cumpriu? 

Quem é esse homem idoso que é um 'incômodo necessário' ao prefeito por exigir a aplicação de políticas públicas aos desgraçados pela vida e pela exclusão de uma sociedade injusta por sua própria natureza, capitalista? 

Quem é esse homem idoso que fica à frente de manifestantes e as forças de segurança jogam gás de pimenta em seus olhos e lhe dão borrachadas, e chamam de comunista filho da puta? 

Quem é esse homem idoso, que ao abraçar gente sem banho, sem desodorante, sem dente, sem casa, pessoas negras, mulheres pobres com filhos pequenos no colo ou ainda no ventre são encarceradas, pessoas LGBT+, e um deputado da extrema direita chama de "cafetão da miséria"? 

Quem é esse homem idoso, de modos afável, carinhoso, bem humorado e pacífico com todos, que profere em sermões dominicais palavras de paz, que provoca a ira de fascistas que o ameaçam de morte? 

Quem é esse homem idoso e sacerdote católico que até ateu se levanta para defendê-lo?

Esse homem idoso e humanista é a maior referência há décadas na luta em defesa dos direitos humanos na cidade de São Paulo e do país. Protejam o padre Júlio Lancellotti. "

(Wanderley Oliveira)

18 setembro, 2020

Oração Campanha da Fraternidade 2017

Deus, nosso Pai e Senhor,
nós vos louvamos e bendizemos,
por vossa infinita bondade.
Criastes o universo com sabedoria
e o entregastes em nossas frágeis mãos
para que dele cuidemos com carinho e amor.
Ajudai-nos a ser responsáveis e zelosos pela
Casa Comum.
Cresça, em nosso imenso Brasil,
o desejo e o empenho de cuidar mais e mais
da vida das pessoas,
e da beleza e riqueza da criação,
alimentando o sonho do novo céu e da nova terra
que prometestes.
Amém!

Padre Genivaldo é nomeado Coordenador da Ação Evangelizadora





O Arcebispo de Maringá, Dom Frei Severino Clasen, nomeou o padre Genivaldo Ubinge Coordenador da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Maringá. Padre Genivaldo é reconduzido à função depois de ter deixado a coordenação logo após a renúncia do Arcebispo Dom Anuar Battisti. 

Desde 2017, três padres coordenavam a Ação Evangelizadora: padres Ivaldir Camaroti dos Reis, Emerson Cícero de Carvalho e Genivaldo Ubinge. 

Na carta de nomeação, Dom Frei Severino destacou o desejo para que a Arquidiocese de Maringá seja uma “Igreja cada vez mais sinodal”. “O termo grego sínodo significa ‘caminhar juntos’. Quero uma Igreja em que todos são chamados a caminhar juntos, valorizando a escuta e o diálogo”, disse.

Padre Genivaldo é nomeado Coordenador da Ação Evangelizadora





O Arcebispo de Maringá, Dom Frei Severino Clasen, nomeou o padre Genivaldo Ubinge Coordenador da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Maringá. Padre Genivaldo é reconduzido à função depois de ter deixado a coordenação logo após a renúncia do Arcebispo Dom Anuar Battisti. 

Desde 2017, três padres coordenavam a Ação Evangelizadora: padres Ivaldir Camaroti dos Reis, Emerson Cícero de Carvalho e Genivaldo Ubinge. 

Na carta de nomeação, Dom Frei Severino destacou o desejo para que a Arquidiocese de Maringá seja uma “Igreja cada vez mais sinodal”. “O termo grego sínodo significa ‘caminhar juntos’. Quero uma Igreja em que todos são chamados a caminhar juntos, valorizando a escuta e o diálogo”, disse.

17 setembro, 2020

Cântico de São Francisco de Assis

 
Cântico de São Francisco de Assis:
 
Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
Teus são o louvor, a glória, a honra
E toda a bênção
Só a Ti Altíssimo, são devidos;
e homem algum é digno
De te mencionar.
Louvado sejas, meu Senhor,
Com todas as Tuas criaturas,
Especialmente o Senhor irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.
E ele é belo e radiante
Com grande esplendor.
De Ti, Altíssimo, é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste claras
E preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo,
Pelo qual às Tuas criaturas dás sustento.
Louvado sejas, meu Senhor
Pela irmã Água,
Que é mui útil e humilde
E preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão fogo.
Pelo qual iluminas a noite.
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe Terra,
Que nos sustenta e governa,
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por Teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.
Bem aventurados os que sustentam a Paz,
Que por Ti, Altíssimo, serão coroados.
 

16 setembro, 2020

Soneto do Pantanal

 Soneto do Pantanal

Nosso maravilhoso Pantanal
As paisagens perfeitas que o compõe
E tudo o que a ele pertence é especial
E muita felicidade nos propõe.

Pantanal, um lugar cheio de riquezas
Todos os bichos são diferentes
Porém cada um tem suas belezas
Belezas que igual jamais vistes.

Garças e tuiuius mostram seu encanto
Os pássaros e os outros animais
Em seu louvor espalham seu canto.

Muitas maravilhas para admirar
A natureza e os mais belos animais
Enfeitam esse deslumbrante lugar.


(Jhennifer Karoline May)


O cuidado é uma regra de ouro da nossa condição humana

"O cuidado é uma regra de ouro da nossa condição humana e traz consigo saúde e esperança. Cuidar de quem está doente, de quem precisa, de quem é deixado de lado. Esta é uma riqueza humana e cristã... é preciso cuidar-se e cuidar uns dos outros. Temos de apoiar aqueles que cuidam dos mais frágeis, dos doentes e idosos... Curar o mundo. Cuidar da Casa comum e atitude contemplativa” (Papa Francisco)

A vida é missão


 

14 setembro, 2020

RUMO AO 15º INTERECLESIAL DAS CEBs – 2023

DIA “D” CELEBRAÇÃO DA PALAVRA 

Data: 15/09/2020 – Horário: 19h00 (Horário de MT) / 20h00 (Horário de Brasília)

Transmissões nas páginas de facebook: @diocesederondonopolis @NordestedasCebs @catedralsantacruz @CEBsdoBrasilOficial @ceb continental (México)

Motivação Temática: Tempo da Criação / Mês da Bíblia

Local: Capela Centro Diocesano de Pastoral – Diocese de Rondonópolis-Guiratinga – RO2
Animação: Equipe Diocesana de CEBs Rondonópolis/Guiratinga

A Palavra de Deus ilumina a vida da comunidade e a vida ilumina a Palavra de Deus como palavra encarnada na história, como palavra dita aqui e agora, para libertar a todos e todas. Por meio da Palavra de Deus, as CEBs vão descobrindo a imagem de Deus, e a partir dela, uma nova imagem da Igreja, da sociedade e da história. A descoberta do Deus da vida, do seu projeto para que todos e todas tenham vida e a tenham em plenitude. Neste "Tempo da Criação", o Papa Francisco nos convida a repensar a maneira de habitar a Terra e de conviver com o outro, a outra e cuidar da nossa casa comum. Juntos e juntas vamos realizar esta celebração da Palavra de Deus, rumo ao 15º Intereclesial das CEBs. Venha sonhar, viver e cultivar a esperança, pois "tudo está interligado".

01 setembro, 2020

Especial TEMPO DA CRIAÇÃO - CEBs do Brasil

Especial TEMPO DA CRIAÇÃO - CEBs do Brasil

http://cebsdobrasil.com.br

TEMPO DA CRIAÇÃO: mensagem do Papa Francisco por ocasião do Dia Mundial de Oração pelo cuidado da criação

http://cebsdobrasil.com.br/tempo-da-criacao-mensagem-do-papa-francisco-por-ocasiao-do-dia-mundial-de-oracao-pelo-cuidado-da-criacao

Campanha Amazoniza-te prepara atividades para Tempo da Criação e Dia da Amazônia

http://cebsdobrasil.com.br/campanha-amazoniza-te-prepara-atividades-para-tempo-da-criacao-e-dia-da-amazonia


TEMPO DA CRIAÇÃO: profecias de uma Igreja em saída

http://cebsdobrasil.com.br/tempo-da-criacao-profecias-de-uma-igreja-em-saida

Ato Inter-religioso pelo Dia Mundial de Oração pelo Cuidado com a Criação

Catequese Permanente - CEBs de Maringá


 

Catequese Permanente 01/09/2020

Catequese Permanente 
Palavra de Deus que é Luz para as Comunidades 
Esse tema será trabalhado em cinco catequese, todas as terças-feiras o vídeo será disponibilizado no canal do YouTube das CEBs de Maringá. O tema desenvolvido nesse mês de setembro, ”Palavra de Deus que é Luz para as Comunidades” será desenvolvido pelo Pe. Geraldino Rodrigues Proença , Assessor das CEBs Regional Sul II.

 

31 agosto, 2020

Rezemos juntos

Rezemos juntos, 

Que o nosso Deus nos conceda a graça de sabermos silenciar com soube Jesus, principalmente diante de pessoas maldosas, que geram discórdia, divisão na família, na comunidade e sociedade “Quando ouviram (...) palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho. (Lc 4,28-30).

28 agosto, 2020

I have a dream. 28 de agosto de 1963. A utopia viva de Martin Luther King Jr

Depois de ajustar o último botão da camisa branca e acochar o nó da gravata ao pescoço, vestiu o terno preto e embarcou em seu Mustang modelo 1968. Chegou à região do Lorraine Motel, em Memphis, Estados Unidos, no final do dia. Exatamente um minuto depois das 18 horas, prendeu a respiração, esmagou lentamente o gatilho e uma fração de segundo separou o estampido seco do seu rifle e o destino final do projétil, distante cerca de 100 metros: a parte inferior direita do rosto de Martin Luther King Jr., destruindo seu maxilar e jogando-o contra a parede. O elegante homem branco de terno negro embarcou novamente no Mustang, deu partida e deixou discretamente a região.

Há exatos 50 anos essa cena tornou-se o pesadelo real dos negros dos Estados Unidos, que sonhavam com uma sociedade mais igualitária. A morte de Martin Luther King Jr., que fora levado a um hospital local, foi confirmada cerca de meia hora depois do atentado. Encerrava ali a vida de um dos maiores ativistas de todos tempos, que em 13 anos — entre 1955 e 1968 — havia feito uma verdadeira revolução nos direitos civis dos negros norte-americanos. Em pouco mais de uma década, seu êxito foi maior que os 350 anos precedentes.

Assassino

James Earl Ray, que confessou o assassinato de King Jr. (embora tenha desfeito a confissão posteriormente), foi ...continue lendo, clique AQUI

27 agosto, 2020

O prefácio do pontificado de Francisco: três exemplos de vida consagrada aos pobres

Entrevista especial com Fernando Altemeyer Junior e Júlio Lancellotti

O legado dos arcebispos brasileiros Dom Helder Câmara, dom Luciano Mendes de Almeida e dom José Maria Pires é um mapa precioso para o futuro da Igreja.

Hoje, 27-08-2020, é dia de rememorar a trajetória de vida de três bispos profetas: dom Hélder Câmara, dom Luciano Mendes de Almeida e dom José Maria Pires, homens que marcaram uma virada na história da Igreja brasileira, viveram plenamente o Evangelho e se empenharam em tornar a Igreja mais fiel àquela de Jesus: uma Igreja pobre para os pobres.

Confira a entrevista, clique AQUI

26 agosto, 2020

Rezemos juntos

Par que haja justiça e igualdade “Alguns podem trabalhar de casa, enquanto para muitos outros isto é impossível. Algumas crianças, apesar das dificuldades, podem continuar a receber uma educação escolar, enquanto para muitas outras houve uma brusca interrupção. Algumas nações poderosas podem emitir moeda para enfrentar a emergência, enquanto que para outras isso significaria hipotecar o futuro....é um vírus que provém de uma economia doente.” (Papa Francicso)

Live do CIMI: - Dia 27 de agosto

Live do CIMI
Dia 27 de agosto 2020
À 16 horas
Duração 1h30
Aberta à participação do público

Será retransmitido na página das CEBs de Maringá no Facebook

Links de transmissão:
YouTube: http://bit.ly/LiveRegional1YT
Facebook: http://bit.ly/LiveRegional1FB


A 1ª LIVE Regional do Cimi está chegando!

Garantir o território é o primeiro passo para salvaguardar a vida e os direitos dos povos originários. O governo federal, entretanto, vem promovendo políticas que vão no sentido oposto. 

Mesmo durante a pandemia, o Estado joga contra: em abril, a Funai editou a Instrução Normativa 09, que libera a certificação de propriedades privadas em cima de terras indígenas. Os impactos nocivos desta medida já estão sendo sentidos em todo o Brasil.

Para debater o tema, o CIMI - regionais Leste e Nordeste - realiza uma roda de conversa on-line esta semana. Coloque na agenda, divulgue e participe:

Luta e resistência por territórios indígenas no Leste e Nordeste brasileiro

25 agosto, 2020

Rezemos juntos

Rezemos juntos,

Hoje o clero da Arquidiocese de Maringá renova suas “Promessas Sacerdotais” diante de nosso pastor Dom Severino com a presença amiga do Povo de Deus. Bonita e necessário essa unidade. Que o Espírito de Deus vem ao encontro, e encontre os corações abertos e desejosos para deixá-lo realizar o novo em cada um de nossos padres e de nós Povo de Deus. “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor.” (Lucas 4,16-21). Para sermos presença amiga, que acolhe e ama.