10 outubro, 2014

Carta aberta de uma Nortista para os Sulistas

Por Fabiana Agra*

Meus irmãos sulistas – sim, queiram vocês ou não, somos irmãos, somos filhos de uma nação chamada Brasil, que vem sendo construída há 514 anos – como nortista de nascimento e por convicção, sinto-me obrigada a escrever para vocês após os últimos acontecimentos, em que vimos reacender a mais vil xenofobia endereçada a nós, do Norte e do Nordeste, devido os resultados do primeiro turno das Eleições 2014.

Em primeiro lugar, meus irmãos, não somos nem melhores nem piores do que vocês, somos fruto de um país continental, cheio de diferenças e de contrastes e que, por circunstâncias históricas, nós daqui de cima fomos explorados através de uma colonização vil e de uma política perversa, que retiraram o melhor de nós, que foi usufruído por vocês; sem contar que houve uma imigração planejada para os estados do Sul e Sudeste, onde vocês tiveram a oportunidade de desenvolver-se de uma forma bem mais organizada.

Sim, nós daqui de cima já passamos fome, já fomos muito ignorantes, uma massa de milhões de analfabetos, que vivia das esmolas que os governos anteriores vez por outra mandavam, governantes esses que nunca se importaram em preparar o nosso povo para conviver com as intempéries do clima e nem de diminuir o abismo social em que vivíamos.

Somente após 2002, meus irmãos, é que esse quadro começou a mudar e, hoje em dia, o Norte/Nordeste é também uma terra de amplas possibilidades: seu povo está melhorando de vida, a educação chegou através de dezenas ou até mesmo de centenas de estabelecimentos educacionais federais, obras estruturantes estão sendo erguidas e, se os bons ventos continuarem favoráveis para nós, a geração nascida neste novo século estará em pé de igualdade econômica com vocês, que tiveram a “sorte” de receber a maior fatia do bolo até bem pouco tempo atrás.

Meus amigos sulistas, sinceramente eu não entendo o porquê de tanto ódio direcionado a nós. Eu nasci e cresci ouvindo dizer que o Brasil era a terra da gentileza, uma nação de povo amigo e hospitaleiro – quer dizer que tal máxima só se aplica para os gringos que aqui chegam para usufruírem das nossas belezas naturais, do nosso clima e, muitos deles, das nossas mulheres e crianças? Quer dizer que vocês se consideram uma “gente diferenciada” e se acham no direito de tratarem a nós, daqui de cima, como uma “sub-raça”? Eu gostaria muito de ter esses meus questionamentos respondidos de forma coerente.

Outra coisa: vocês estão alardeando, do Oiapoque ao Chuí, que nós, do Norte/Nordeste, não sabemos votar. Ah, é? E o que vocês me dizem da votação esmagadora recebida por Tiririca, Bolsonaro, Feliciano, Coronel Telhada e Delegado Olim? Como vocês explicam esses votos tão conscientes e inteligentes? Quem não sabe mesmo votar, hein? Nós daqui, votamos majoritariamente em Dilma porque somente a partir dos governos de Lula e Dilma a classe mais pobre desse imenso Brasil saiu da linha da miséria, são mais de 40 milhões de pessoas que hoje em dia tem a mesa farta, roupas compradas com o seu próprio dinheiro, e milhares de pessoas que estão tendo a oportunidade de estudar, de viajar, de trocar experiências… Eu votei e votarei em Dilma, meus amigos sulistas, porque, entre outros avanços, o Brasil não é mais devedor do FMI – pelo contrário, nosso país agora empresta dinheiro -, e caso vocês ainda não saibam, o Brasil saiu do mapa da fome, algo que somente 35 países do mundo foram capazes de realizar.

Pois é, meus irmãos. Eu continuo sem entender o motivo de tanto ódio da parte de vocês – será o stress dessa vida caótica? Pode ser. Então, para acabarmos de vez com essa coisa horrível, chamada “cultura do ódio”, da minha parte eu perdoo as ofensas gratuitas que recebi nos últimos dias e convido-os a nos visitar. 

Venham para cá passar uns dias, garanto a vocês que serão muito bem recebidos! Venham para cá que nós daqui faremos questão de mostrar para vocês o nosso lugar, a nossa gente, a nossa gastronomia. Vocês irão perceber que o Norte/Nordeste é um lugar repleto de encantos e com um povo que sempre foi receptivo – mas que, agora, além de receber bem, também está tendo as mesmas oportunidades que vocês sempre tiveram.

Mas caso vocês não possam dar uma esticadinha até aqui, há outras formas de conhecer a nós, nortistas: basta pegarem uma das milhares de obras escritas por um de nós; vocês irão deliciar-se com os livros de Jorge Amado, Rachel de Queiros, Ariano Suassuna, Graciliano Ramos, João Cabral de Melo Neto, Ferreira Gullar… E se não gostam muito de ler, que tal ouvir uma boa música daqui dessas bandas? Temos de todos os estilos, de Zé Ramalho, Raul Seixas, Alceu, Djavan, Gil, Caetano, Bethânia, Fagner, a Zeca Baleiro, Ivete, Pitty, Herbert Viana, Chico César, Elba…

Finalmente, sem querer aprofundar-me na política, creio que já justifiquei meu voto para vocês – apesar de desnecessário, faço questão. Já vocês, meus irmãos, sintam-se à vontade para elegerem quem vocês bem entenderem, o nome disso é democracia. Infelizmente, a escolha de vocês, caso não seja a melhor, refletirá em todo o país que, até o momento, está tomando um rumo certo e confiável.

Ah, ia esquecendo de uma coisa: nós daqui temos a maior admiração pelos jumentos, animais inteligentes e que desde o início da colonização, foram companhia de todos os desbravadores dessa terra. Portanto, eu particularmente, não me sinto ofendida em ser chamada de burra, de jumenta, de maneira alguma. Fiquem à vontade.

É isso, meus amigos do Sudeste/Sul. A nossa bandeira é uma só, e o nosso pavilhão verde-e-amarelo não pode agasalhar esse tipo de ódio pela sua própria gente nem por povo nenhum do planeta! Vamos deixar de propagar essa raiva gratuita, que só faz diminuir moral e eticamente quem a espalha. Vamos sim, ajudar a construir a grande nação que merecemos! Quem se habilita?

* Fabiana Agra é advogada, jornalista, escritora e paraibana com muito orgulho.

09 outubro, 2014

Igreja, Observatório Social e Fórum Lixo e Cidadania pedem suspensão imediata da PPP do lixo em Maringá

A Arquidiocese de Maringá, o Observatório Social e o Fórum Lixo e Cidadania protocolaram ofício na prefeitura de Maringá pedindo que o município suspenda imediatamente, pelo prazo de 120 dias, o processo que prevê a implantação de Parceria Público Privada para a execução dos serviços de coleta, tratamento e destinação final do lixo na cidade.

As entidades entendem que, por se tratar de tema de grande relevância para a comunidade, a proposta precisa ser adequadamente discutida e sendo também necessário esclarecer aspectos do referido projeto, bem como analisar alternativas de menor onerosidade, tanto para os contribuintes, como para a sociedade em geral e o meio ambiente.

O documento cita ainda que “dentre os pontos que preocupam está a duração da parceria, cujo contrato pode dilatar-se por 35 anos, assim, não só a geração presente, mas também as futuras serão evidentemente implicadas no referido projeto, fato que, por si só, reclama a devida transparência do conjunto do processo. Nesse contexto, as entidades que assinam o presente requerimento, entendem que, tal assunto precisa ser discutido com maior profundidade mediante novas audiências públicas, nas quais devem ser analisadas todas as alternativas que se apresentem como possíveis para solução do problema dos resíduos no Município de Maringá.”

Foto: PMM

Arquidiocese de Maringá - Bênção Especial para Gestantes


Por ocasião da Semana Nacional da Vida, promovida pela Igreja no Brasil entre 1 a 7 de outubro, a Arquidiocese de Maringá irá realizar a missa especial para gestantes no dia 10 de outubro na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória. A santa missa terá início às 18h30 e será presidida pelo Arcebispo dom Anuar Battisti.
De acordo com o bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Carlos Petrini, “compreender e admirar são passos necessários para acolher e respeitar a vida, para superar a visão da cultura dominante que tende a banalizar e a considerar de maneira superficial”.
Já no dia 08 de outubro a Igreja celebra o Dia do Nascituro. A Semana Nacional da Vida foi instituída em 2005 pela 43ª Assembleia Geral da CNBB. O Dia do Nascituro celebra o direito à proteção da vida e saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio.

Brasil de Fato: Silenciar num momento tão decisivo é grave erro político

Derrotar a Direita Não Permite Vacilação*
Concluímos o primeiro turno das eleições gerais com um Congresso Nacional mais conservador. A onda reacionária fortaleceu as bancadas ligadas a grupos evangélicos fundamentalistas, lideranças contra a ampliação de direitos e a chamada "bancada da bala", defensora da intensificação de medidas repressivas. Mas fortaleceu principalmente as bancadas patronais ligadas aos grandes grupos econômicos. 
Votos nulos, em branco e a abstenção apresentaram um significativo crescimento, permitindo concluir que também canalizaram a insatisfação dos eleitores.
A conjunção entre um quadro recessivo na economia e o momento eleitoral sempre fragiliza a situação e fortalece o discurso oposicionista. Neste contexto, as forças neoliberais percebem a possibilidade de vitória e jogarão todas as suas fichas nos próximos dias. O confronto entre Dilma Rousseff e Aécio Neves será uma batalha decisiva, duríssima, que exigirá a mais ampla mobilização de todos os setores populares e de esquerda em nosso país.
Neste momento, assistimos o esforço da candidatura de Aécio Neves para disputar o espólio eleitoral de Marina Silva, em especial os setores mais reacionários que haviam enxergado uma possibilidade de vitória através da candidata do PSB. Para isso, contará com o apoio infalível da grande mídia que também se prepara para utilizar toda sua artilharia de denúncias nas próximas semanas. 
Mais do que nas outras eleições em que a candidatura do PT enfrentou-se com o PSDB, a vitória de Dilma Rousseff dependerá da mobilização militante. Uma eleição a ser decidida com o trabalho voluntário, de casa em casa, nas ruas, como nos melhores momentos da história do PT. E dependerá, muito mais, da ousadia em aprofundar o programa de mudanças, deixando claro para a juventude trabalhadora e a militância popular seu compromisso e disposição concreta em enfrentar os complexos desafios das mudanças sociais. 
O segundo turno favorecerá o debate político entre dois projetos distintos. O significado do retorno do neoliberalismo, com suas privatizações, alinhamento com os EUA e redução de investimentos sociais de um lado e a necessidade da frente neodesenvolvimentista avançar no enfrentamento dos problemas estruturais que foram relegados em nome da manutenção da unidade com setores burgueses, de outro. 
A proposta de uma Plataforma dos Movimentos Sociais, elaborada por 60 organizações sociais de todo o país é uma alternativa concreta, possível e imediata da necessária radicalização que deve ser acolhida pela candidatura de Dilma para enfrentar a ofensiva neoliberal neste segundo turno. 
O momento histórico não permite vacilações. É preciso derrotar o neoliberalismo. Silenciar num momento tão decisivo ou esconder-se com o pretexto da coerência num discurso sectário é cometer um grave erro político.
Permitir uma derrota para o projeto do neoliberalismo significa uma tragédia não só para as forças populares em nosso país, mas para todos os governos progressistas de nosso continente, fortalecendo o imperialismo com implicações geopolíticas mundiais.
Porém, mesmo vitoriosa Dilma governará com uma correlação de forças desfavorável no Congresso Nacional, com os setores médios, também chamados de "classe média alta" extremamente rancorosos e com uma parcela do eleitorado muito desconfiada de seus reais compromissos em aprofundar as mudanças.
Este cenário reforça, mais ainda, a necessidade de lutar por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. Sem enfrentar o atual sistema político estaremos condenados a assistir o fechamento de um verdadeiro cerco político reacionário.
É fundamental enfrentar a ofensiva neoliberal e apoiar a candidatura Dilma, mas não de forma subordinada, apenas reproduzindo os slogans e frases de campanha. Erguer com força a bandeira da 'Constituinte Já', exigir que seja Exclusiva e Soberana, trabalhar a 'Plataforma dos Movimentos Sociais', aproveitar o momento eleitoral para o debate político com o povo são os caminhos de um apoio político que compreende que não basta ganhar, será preciso ser ousado para exigir mudanças políticas que se não forem realizadas permitirão que se feche o cerco conservador.”


Outubro Rosa - câncer de mama

Campanha para chamar a atenção para a descoberta precoce do câncer de mama. 
camapanha foi criada no início da década de 90, mesma época em que o símbolo da prevenção ao câncer de mama, o laço rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova Iorque (EUA) e, desde então, promovido anualmente em diversos países.
No Brasil, o Outubro Rosa é marcado por ações do Ministério da Saúde e de diversos órgãos e entidades que intensificam os esforços pela detecção precoce do câncer de mama. 
A campanha “Outubro Rosa” incentiva o diagnóstico precoce do câncer de mama. As formas mais eficazes para detecção são o exame clínico e a mamografia. O câncer de mama é primeira causa de mortes frequentes por câncer em mulheres e a quinta causa de morte por câncer em dados gerais, segundo a Organização Mundial da Saúde. Quando descoberto no início, tem cura. 

Dia Nacional de Luta contra a violência à Mulher

Nesta sexta-feira (10) é comemorado o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher. A data tem como objetivo incentivar a reflexão dos números da violência contra a mulher e o que se tem feito para combater o problema. No Brasil, as brasileiras e estrangeiras contam com a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, mantida pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR).

A iniciativa, além de receber denúncias, presta informações sobre procedimentos a serem tomados em caso de violação de direitos – especialmente os relacionados à violência doméstica e familiar. De janeiro a junho de 2014, aproximadamente 16 mil denúncias de violência contra a mulher foram encaminhadas aos sistemas de justiça e segurança pública dos estados e do Distrito Federal.

A maior parte da demanda recebida pelo Ligue 180 está relacionada a pedidos de informações. Do total de 265.351 atendimentos registrados de janeiro a junho de 2014, conforme dados apresentados em entrevista pela secretária de Enfrentamento à Violência da SPM, Aparecida Gonçalves, 33,88% foram pedidos de informações sobre redes de serviços, 31,89% de informações gerais e 16,66 % sobre violência doméstica e familiar. Pedidos de esclarecimentos sobre leis, decretos e direitos da mulher representam um percentual de 15,23% – ou seja, um dado bem próximo da porcentagem de violência doméstica e familiar.

O Ligue 180, transformado em disque-denúncia em março deste ano, mantém parcerias com as secretarias de Segurança Pública estaduais e distrital, além das representações do Ministério Público e a Polícia Federal, o que agiliza o levantamento das denúncias.

Dia Nacional
O 10 de outubro de 1980 foi marcado com um movimento que começou em São Paulo, quando mulheres reuniram-se nas escadarias do Teatro Municipal para protestar contra o aumento dos crimes de gênero em todo o País. A partir daí, a data faz parte do calendário das celebrações femininas no Brasil.

Devido à coragem dessas manifestantes, em 2006 foi sancionada a Lei Maria da Penha, que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. A legislação é conhecida por 98% da população brasileira e, por causa dela, foi estruturada a rede de atendimento especializada para as mulheres vítimas de violência.

A rede inclui agentes governamentais e não-governamentais formuladores, fiscalizadores e executores de políticas voltadas para as mulheres (organismos de políticas para as mulheres, ONGs feministas, movimento de mulheres, conselhos dos direitos das mulheres etc.). Conta com serviços/programas voltados para a responsabilização dos agressores; universidades; órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis pela garantia de direitos. Além de serviços especializados e não-especializados de atendimento às mulheres em situação de violência.

Fonte: 

06 outubro, 2014

Não deixemos a utopia morrer

Com a não eleição do candidato a Deputado Estadual, Humberto Henrique, percebemos como é urgente a Reforma do Sistema Político. É inaceitável o controle do poder econômico sobre processo eleitoral.
Dói perceber como as pessoas não estão nem aí com nada. A atuação do Humberto como vereador na cidade de Maringá é merecedora de no mínimo 90% dos votos dos eleitores do município.
Infelizmente também, uma grande maioria do povo, é corrupto, tanto quanto a maioria dos políticos. Hoje de manhã, antes de sair para atuar como fiscal, uma pessoa disse: “Lucia não vou votar no Humberto mesmo sabendo que ele merece, vou votar no “...”, porque ele tem influência e eu vou precisar de favores dele”. Não sei se vou ser capaz de esquecer isso.
Mas o sonho continua, o modelo de mandato participativo que vem sendo representado pelo Humberto e tem o povo como sujeito, como ponto de partida para limpar a sujeira impregnada na política, obteve confiança de 17.000 pessoas, que nos leva acreditar que vale a pena continuar.
Uma campanha limpa, com voluntárias e voluntários, que iam para a rua pedir apoio através do voto por convicção, por conhecer e acreditar no projeto. Uma experiência linda, um sentimento maravilhoso. Não deixemos a utopia morrer.

04 outubro, 2014

Votarei em Dilma

Nem sempre optar pela mudança é a melhor escolha
Votarei em Dilma
Diante das alternativas para o pleito presidencial a mudança poderá gerar perda de direitos, principalmente no campo social, nas políticas públicas que favorecem os mais pobres.
Não dá para correr o risco de termo o retrocesso.

03 outubro, 2014

Como é bom ir para a rua por convicção


Entrevista com João Pedro Stédile

Em entrevista exclusiva à Carta Maior, 02-10-2014,  Stédile qualifica seu voto com uma análise crítica da disputa política em curso.

“Vou votar na Dilma, no Tarso Genro, no Olívio Dutra e nos candidatos a deputado que o MST apoia no Rio Grande do Sul. Eu e a ampla maioria do povo brasileiro queremos, no entanto, mudanças. 

Caberá a um novo governo Dilma, diz ele, reordenar a economia e a política com base nesses novos marcadores: ‘Se não tiver forças para caminhar nessa direção´(mudar a economia e reformar o sistema político) teremos quatro anos de instabilidade e o povo voltará às ruas’, sentencia.
Confira na íntegra a entrevista AQUI

02 outubro, 2014

Eu e Você para acontecer


CNBB publica texto base da Campanha da Fraternidade 2015

Com o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45), a  Campanha da Fraternidade (CF) 2015 buscará recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.

O texto base utilizado para auxiliar nas atividades da CF 2015 já está disponível nas Edições CNBB. O documento reflete a dimensão da vida em sociedade que se baseia na convivência coletiva, com leis e normas de condutas, organizada por critérios e, principalmente, com entidades que “cuidam do bem-estar daqueles que convivem”.
Na apresentação do texto, o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, explica que a Campanha da Fraternidade 2015 convida a refletir, meditar e rezar a relação entre Igreja e sociedade.
“Será uma oportunidade de retomarmos os ensinamentos do Concílio Vaticano II. Ensinamentos que nos levam a ser uma Igreja atuante, participativa, consoladora, misericordiosa, samaritana. Sabemos que todas as pessoas que formam a sociedade são filhos e filhas de Deus. Por isso, os cristãos trabalham para que as estruturas, as normas, a organização da sociedade estejam a serviço de todos”, comenta dom Leonardo.
Proposta do subsídio
O texto base está organizado em quatro partes. No primeiro capítulo são apresentadas reflexões sobre “Histórico das relações Igreja e Sociedade no Brasil”, “A sociedade brasileira atual e seus desafios”, “O serviço da Igreja à sociedade brasileira” e “Igreja – Sociedade: convergência e divergências”.
Na segunda parte é aprofundada a relação Igreja e Sociedade à luz da palavra de Deus,  à luz do magistério da Igreja e à luz da doutrina social.
Já o terceiro capítulo debate uma visão social a partir do serviço, diálogo e cooperação entre Igreja e sociedade, além de refletir sobre “Dignidade humana, bem comum e justiça social” e “O serviço da Igreja à sociedade”. Nesta parte, o texto aponta  sugestões pastorais para a vivência da Campanha da Fraternidade nas dioceses, paróquias e comunidades.

O último capítulo do texto base apresenta os resultados da CF 2014, os projetos atendidos por região, prestação de contas do Fundo Nacional de Solidariedade de 2013 (FNS) e as contribuições enviadas pelas dioceses, além de histórico das últimas Campanhas e temas discutidos nos anos anteriores.

Fonte: CNBB

Eleição: o que difere o voto no candidato do voto na legenda?

Neste domingo (5), acontece o primeiro turno das eleições, em que o cidadão terá de votar para presidente da República, senador, governador, deputado federal e estadual. E é justamente no voto para os cargos do legislativo que surgem as dúvidas: se votar no candidato, ajuda a coligação? Ou tenho de votar na legenda (número do partido) para ajudar a eleger mais candidatos? Os votos para governador e presidente também ajudam a coligação?

A entrevista é de Marcelo Hailer, publicada pela revista Fórum, 30-09-2014.

Para responder esta e outras dúvidas, a reportagem da revista Fórum conversou com a advogada especialista em direito administrativo e eleitoral, Karina Kufa, que também é presidenta do Instituto Paulista de Direito Eleitoral (IPADE).

O que difere votar na legenda e no candidato a deputado? 

Os votos para deputado federal, estadual e vereador, conhecidos como proporcionais, são votos destinados ao partido ou coligação. É importante explicar o que é coligação antes de entramos mais a fundo no assunto.

A coligação é a união de dois ou mais partidos para disputarem uma eleição, assim, todos os partidos reunidos serão representados pela coligação e os votos destinados aos candidatos ou legendas dos partidos em questão serão destinados à coligação.

Assim, o voto dado a determinado candidato será destinado ao partido ou coligação, quando existir, servindo apenas o voto no candidato para que ele tenha preferência dentro do seu partido ou coligação. Mesmo nesse sistema, é importante escolher o candidato, pois isso o favorece a uma melhor posição entre os seus pares.

Por que quando um candidato de um dado partido tem expressiva votação leva consigo outro candidato, que às vezes não foi muito bem votado?

Isso ocorre, justamente, porque o candidato conquista o voto para o partido ou coligação, quando formada.

Um clássico exemplo é o do deputado federal Tiririca. Ele conseguiu sozinho votos para a sua coligação, suficientes para eleger ele e mais três candidatos dos partidos PRB, PC do B e PT, que faziam parte da sua coligação.

Quando votamos na legenda, também ajudamos partidos da coligação? 

Sim, todos os votos para candidatos e legendas vão para a coligação, nos casos em que ela for formada. Depois de avaliado o montante conquistado em número de cadeiras, elas são distribuídas entre os candidatos mais votados dentro da coligação.

Supondo que um candidato a governador tenha uma expressiva votação, esta influencia ou ajuda os candidatos a deputado estadual? 

Não diretamente. Geralmente isso influencia no sentido de que o eleitor, muitas vezes, escolhe o candidato a governador e não escolhe os candidatos a deputado federal e estadual, chegando a votar na mesma legenda do candidato ao governo escolhido.

No caso da candidatura à presidência, ela ajuda os candidatos a deputado federal? 

Não necessariamente. Como no caso de governador, não há influência direta.

O voto a senador é majoritário ou proporcional?

É majoritário. As pessoas fazem essa confusão porque o senador faz parte do legislativo e não do executivo. Todavia, a votação funciona da mesma forma como a de presidente, governador e prefeito, ou seja, os votos são destinados ao candidato e não distribuídos proporcionalmente à coligação ou partido.

"Votar em Dilma Roussef é continuar a invenção do novo Brasil", afirma Leonardo Boff

"Surgiu um estranho ódio contra o PT em muitos âmbitos da sociedade: suspeito que esse ódio é porque as políticas públicas permitiram aos pobres usarem o avião e visitarem seus parentes no nordeste, que conseguiram comprar seu carrinho e comprar num shopping moderno. O lugar deles não é no avião, mas permanecer lá na periferia, pois esse é seu lugar. Mas eles foram integrados na sociedade e em seus benefícios."

Leia o artigo

Tempos atrás publiquei um artigo com o título “Contra as tramoias da direita: sustentar a Dilma Rousseff”. Agora em tempos de campanha presidencial vejo como ele mantem ainda atualidade. Refaço o texto no contexto atual. É notório que a direita brasileira especialmente aquela articulação de forças elitistas que sempre ocuparam o poder de Estado e o trataram como propriedade privada (patrimonialismo), apoiadas pela mídia privada e familiar, está se aproveitando da crise que é mundial e não apenas nacional (e temos a vantagem de manter um mínimo de crescimento e o emprego dos trabalhadores, coisa que não acontece nem na Europa e nem nos USA) para fazer sangrar a Presidenta Dilma e desmoralizar o PT e assim criar uma atmosfera que lhes permite voltar ao lugar que por via democrática perderam.

Celso Furtado num livro pouco lido, A construção interrompida (1993), escreveu com acerto: “O tempo histórico se acelera e a contagem desse tempo se faz contra nós. Trata-se de saber se temos um futuro como nação que conta na construção do devenir humano. Ou se prevalecerão as forças que se empenham em interromper o nosso processo histórico de formação de um Estado-nação” (Paz e Terra, Rio 1993, 35).


Aqui reside a verdadeira questão: queremos prolongar a dependência daquelas forças nacionais e mundiais que sempre nos mantiverem alinhados e sócios menores de seu projeto ou queremos completar a invenção do Brasil como nação soberana que tem muito que contribuir para a atual crise ecológico social do mundo.

Se por um lado não podemos nos privar de algumas críticas ao governo do PT, mas críticas construtivas, por outro, seria faltar à verdade se não reconhecêssemos os avanços significativos sob os governos do Partido dos Trabalhadores. A inclusão social realizada e as políticas sociais benéficas para aqueles milhões que sempre estiveram à margem, possuem uma magnitude histórica cujo significado ainda não acabamos de avaliar, especialmente se nos confrontarmos com as fases históricas anteriores, hegemonizadas pelas elites tradicionais que sempre detiveram o poder de Estado.

Surgiu um estranho ódio contra o PT em muitos âmbitos da sociedade: suspeito que esse ódio é porque as políticas públicas permitiram aos pobres usarem o avião e visitarem seus parentes no nordeste, que conseguiram comprar seu carrinho e comprar num shopping moderno. O lugar deles não é no avião, mas permanecer lá na periferia, pois esse é seu lugar. Mas eles foram integrados na sociedade e em seus benefícios.

Devemos aproveitar as oportunidades que os países centrais em profunda crise nos propiciam: reafirmar nossa autonomia e garantindo nosso futuro autônomo, mas relacionado com a totalidade do mundo ou desperdiçá-las e viveremos atrelados ao destino sempre decidido por eles que nos querem condenar a sermos apenas os fornecedores dos produtos in natura que lhes falta e assim voltam a nos recolonizar.

Não podemos aceitar esta estranha divisão internacional do trabalho. Temos que retomar o sonho de alguns de nossos melhores analistas do quilate de Darcy Ribeiro e de Celso Furtado entre outros que propuseram uma reinvenção ou refundação do Brasil sobre bases nossas, gestadas pelo nosso ensaio civilizatório tão enaltecido mundialmente.

Este é o desafio lançado aos candidatos a mais alta instância de poder no país. Não vejo figura melhor para seguir nesta reconstrução a partir de baixo, com uma democracia participativa, com os seus conselhos e movimentos populares opinando e ajudando a formular caminhos que nos levem para frente e para o alto do que a atualPresidenta Dilma.

A situação é urgente, pois como advertia pesaroso Celso Furtado: “tudo aponta para a inviabilização do país como projeto nacional” (op.cit. 35). Nós não queremos aceitar como fatal esta severa advertência. Não devemos reconhecer as derrotas sem antes dar as batalhas, como nos ensinava Dom Quixote em sua gaia sabedoria.

Essa batalha será decidida dia 5 de outubro. Que os bons espíritos guiem os rumos de nosso país.

26 setembro, 2014

Ninguém se encontra por acaso


Eleições 2014 – Simulador de votação na urna eletrônica

Cargos em disputa eleições 2014:
deputado estadual, deputado federal, senador (e suplentes), governador e vice-governador e presidente e vice-presidente.

Clique aqui e tenha acesso ao Simulador de votação na urna eletrônica que foi criada com o objetivo de treinamento. Os partidos e  candidatos no simulador são fictícios.

Desenvolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a página do simulador apresenta, para cada cargo, uma lista de candidatos e partidos fictícios (Partido dos Esportes, Partido dos Ritmos/Musicais, Partido das Profissões, Partido das Festas Populares e partido do Folclore).

Como votar:
Usando o teclado da urna, que é similar ao do telefone, digite o número do candidato de sua preferência. Na tela, aparecerão a foto, o número, o nome e a sigla do partido do candidato.
Se as informações estiverem corretas, aperte a tecla verde CONFIRMA.
Após o registro do voto para todos os cargos a urna emitirá um sinal sonoro mais intenso e prolongado e aparecerá na tela a palavra FIM.
Como corrigir o voto
Se não aparecerem na tela todas as informações sobre o candidato escolhido, aperte a tecla laranja CORRIGE e repita o procedimento anterior.
Como votar em branco
Para votar em branco, aperte a tecla BRANCO.
Confirme o seu voto apertando a tecla verde CONFIRMA.
Cuidado! Seu voto poderá ser nulo se você digitar um número de candidato ou de partido inexistentes e depois apertar a tecla verde CONFIRMA.


25 setembro, 2014

Inscrições Enem para pessoas privadas de liberdade compeça na terça-feira

Começa na terça-feira, 30, inscrições no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para pessoas privadas de liberdade. A inscrição é feito exclusivamente pela internet e termina no dia 30 de outubro. As provas serão aplicadas nos dias 9 e 10 de dezembro nos presídios e nas unidades de internação, no caso dos jovens que cumprem medidas socioeducativas. O edital está publicado na edição de hoje (25) do Diário Oficial da União.
Os responsáveis pelas inscrições são os coordenadores pedagógicos das unidades de privação de liberdade. Participam do exame os presos e internos de unidades que firmaram termo de compromisso com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

No primeiro dia de prova, os participantes terão quatro horas e meia para responder às questões de ciências humanas e suas tecnologias e de ciências da natureza e suas tecnologias. No segundo dia, eles terão uma hora a mais de exame, que abordará as linguagens, os códigos e suas tecnologias, redação e matemática. A aplicação das provas começa às 13h.

Em 2013, o Enem para pessoas privadas de liberdade teve 30 mil inscritos, número 28% superior ao registrado em 2012. A nota do exame pode ser usada para o acesso a cursos de educação superior e para obter a certificação do ensino médio.


Prazo para tirar segunda via do título de eleitor termina hoje

Termina hoje, 25, o prazo para o eleitor pedir à Justiça Eleitoral a segunda via do título. De acordo com a legislação eleitoral, o documento pode ser emitido até dez dias antes do primeiro turno, no dia 5 de outubro. No entanto, no dia da votação, o eleitor poderá votar  com outro documento oficial com foto.
Para fazer a emissão da segunda via, o eleitor deve procurar o cartório eleitoral mais próximo e apresentar um documento com foto. A segunda via é feita na hora. Somente quem tinha o título ou solicitou o novo documento até o dia 7 de maio pode pedir a nova via.