13 agosto, 2018

Não basta não fazer o mal


"Não basta não fazer o mal"

"É bom não fazer o mal, mas é mal não fazer o bem. Eu não faço mal a ninguém". E acredita-se ser um santo. Não. Ok, mas você faz o bem? Quantas pessoas não fazem o mal, mas nem mesmo o bem, e sua vida acaba na indiferença, na apatia, na tibiez. Essa atitude é contrária ao Evangelho...".


Papa Francisco

10 agosto, 2018

Cartilha de Orientação Política

Clique AQUI e acesse slide elaborado pelo Conselho Arquidiocesano de Leigas e Leigos de Maringá da “Cartilha de Orientação Política da CNBB 2018”.

“Uma fé autêntica – que nunca é cômoda nem individualista – comporta sempre um desejo de mudar o mundo, transmitir valores, deixar a terra um pouco melhor depois da nossa passagem por ela”. (Papa Francisco)

Os cristãos e as eleições 2018
“Alegres por causa da esperança”. (Rm 12,12)

O BOM POLÍTICO
- Assume a política como serviço ao bem comum;
- Vive a política como diálogo
- Proposta política de coerência
- Tem conduta ética
- Defende a Vida a qualquer momento
- Defende a Democracia e participação popular
- Coração e mente abertos
- Promove a Justiça Social e a defesa dos direitos humanos
- É humano e popular, sem ser populista
- Sensibilidade ecológica e bom administrador

Cresce o nº de mulheres vítimas de homicídio no Brasil; dados de feminicídio são subnotificados

São 4.473 homicídios dolosos em 2017, um aumento de 6,5% em relação a 2016. Isso significa que uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil. Falta de padronização e de registros atrapalham monitoramento de feminicídios no país.

A informação é publicada G1 em 07/03/2018


Doze mulheres são assassinadas todos os dias, em média, no Brasil. É o que mostra um levantamento feito pelo G1 considerando os dados oficiais dos estados relativos a 2017. São 4.473 homicídios dolosos, sendo 946 feminicídios, ou seja, casos de mulheres mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero.

Trata-se de um aumento de 6,5% em relação a 2016, quando foram registrados 4.201 homicídios (sendo 812 feminicídios). Isso sem contar o fato de alguns estados ainda não terem fechado os dados do ano passado, o que pode aumentar ainda mais a estatística.Doze mulheres são assassinadas todos os dias, em média, no Brasil. É o que mostra um levantamento feito pelo G1 considerando os dados oficiais dos estados relativos a 2017. São 4.473 homicídios dolosos, sendo 946 feminicídios, ou seja, casos de mulheres mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero.


Trata-se de um aumento de 6,5% em relação a 2016, quando foram registrados 4.201 homicídios (sendo 812 feminicídios). Isso sem contar o fato de alguns estados ainda não terem fechado os dados do ano passado, o que pode aumentar ainda mais a estatística.

Maringá faz coleta para a Igreja em Guajará-Mirim

A coleta da missa de Nossa Senhora da Glória, que será celebrada dia 15 de agosto às 17h na Praça da Catedral de Maringá, será revertida em favor da missão na Diocese de Guajará-Mirim, em Rondônia.

 Maringá e Guajará-Mirim mantêm uma parceria no projeto “Igrejas-irmãs”, criado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com o objetivo de “partilhar a fé, os dons da graça, as experiências pastorais, pessoas e recursos financeiros como gestos de caridade cristã para com as Igrejas da Amazônia e outras também necessitadas”.

Além da coleta do Dia da Padroeira, no final de semana dos dias 18 e 19 de agosto a coleta de todas as missas das paróquias da Arquidiocese de Maringá será destinada à missão de Guajará-Mirim.

Atualmente a Arquidiocese de Maringá mantém dois padres em Guajará-Mirim: Padre Claudemir Ricardo da Silva e padre Obelino Silva de Almeida. 

“É uma região de muitas dificuldades financeiras, materiais e também precisamos muito de missionários. 

O território da diocese é muito grande o que dificulta a presença do padre nas comunidades ribeirinhas”, explica padre Claudemir. 


Fonte: Site da Arquidiocese de Maringá


Veja em vídeo, trabalho dos missionários na fronteira com a Bolívia https://bit.ly/2KG0w1j

 


09 agosto, 2018

Leia o documento “Austeridade e Retrocesso – Impactos da política fiscal no Brasil”, escrito em linguagem acessível e didática


Estudo escancara retrocesso social com a emenda do teto de gastos

Leia o documento “Austeridade e Retrocesso – Impactos da política fiscal no Brasil”, escrito em linguagem acessível e didática.

Acesse aqui

Estudo escancara retrocesso social com a emenda do teto de gastos


Lançado nesse dia 7 de agosto em audiência pública no Senado, na Comissão de Direitos Humanos, o documento tem 66 páginas de linguagem didática e acessível. O trabalho é apoiado por diversas instituições, dentre elas o Brasil Debate, e está disponível para download gratuito.

A reportagem foi publicada por Brasil Debate, 07-08-2018.


Lançado nesse dia 7 de agosto em audiência pública no Senado, na Comissão de Direitos Humanos, o documento “Austeridade e Retrocesso – Impactos da política fiscal no Brasil”, escrito em linguagem acessível e didática, é resultado de um esforço coletivo que envolveu diversos pesquisadores e instituições[1] e a criação de um fórum permanente de discussão: o “Observatório da Austeridade Econômica no Brasil”. Uma boa parte de seu conteúdo faz uso direto do livro “ECONOMIA PARA POUCOS: Impactos sociais da Austeridade e Alternativas para o Brasil”, publicado pela editora Autonomia Literária, que traz um maior detalhamento das ideias apresentadas no documento. Você acessa a íntegra aqui: DOC AUSTERIDADE_doc3-_L9 .
O estudo traz um diagnóstico dos impactos das políticas de cortes em diversas áreas, demonstrando os efeitos extremamente negativos das políticas de austeridade praticadas no Brasil. Analisam-se os impactos dos cortes que já ocorreram e os possíveis efeitos do teto de gastos (Emenda Constitucional 95) em áreas como seguridade social, saúde, educação básica, educação superior, meio ambiente, cultura, segurança, moradia, agricultura familiar, reforma agrária e direitos humanos, destacando os seus efeitos perversos que mantêm as fontes de desigualdade em termos de gênero e raça.
Uma das contribuições do documento é mostrar a relação intrínseca entre o orçamento público e a garantias dos direitos sociais, assim como o impacto distributivo da política fiscal no Brasil.
Em cada área, apresentamos as consequências que já podem ser percebidas e as previsões para os próximos anos de vigência do teto declinante de gastos, que irá impor uma série de novos cortes em áreas prioritárias e essenciais para garantir um desenvolvimento inclusivo e mais justo.
Parte dos impactos que estão descritos no documento já aparecem nas notícias de jornais que corroboram esse quadro. Talvez um dos resultados mais tristes seja o aumento da mortalidade infantil, após 26 anos[2] de queda consecutiva. Um estudo da Fiocruz aponta que o teto declinante de gastos que afeta programas como o Bolsa Família e Estratégia de Saúde da Família pode ter impacto direto ainda maior na mortalidade de milhares de menores de até 5 anos até 2030[3].
O aumento da mortalidade infantil está diretamente relacionado a outros dados extremamente alarmantes, como o aumento da extrema pobreza[4], a escassez de investimentos em saneamento básico e a piora no atendimento à saúde da população diante dos cortes de gastos[5]. Os cortes afetaram a oferta e a cobertura de vacinas[6], afetaram a qualidade do atendimento dos hospitais[7] e interromperam o programa de atenção básica, o Mais Médicos[8].
Além disso, os cortes afetaram diretamente a educação pública, tanto básica[9] quanto superior[10]. O atraso no repasse a creches[11] ameaça crianças menores de 4 anos. A área de pesquisa das universidades foi diretamente afetada[12]. A notícia mais recente, de corte de bolsas para 2019[13], caso os limites orçamentário forem mantidos, já foi discutido no documento que mostra uma queda na concessão de bolsas nos últimos anos.
Para as famílias brasileiras, um dos maiores problemas é o forte aumento do desemprego[14], em boa parte decorrente do efeito recessivo das políticas de austeridade econômica. Sendo assim, cada vez mais famílias dependem das transferências do governo[15] como sendo a principal fonte de renda, tanto as previdenciárias quanto as assistências, que também são ameaçadas pelas políticas de corte permanente de gastos.
A queda de renda tem afetado diretamente o padrão de consumo das famílias, reduzindo o consumo de comida, remédio[16], fraldas[17], gás[18], aluguel[19], entre outros. Quem não consegue comprar botijão tem improvisado com uso de álcool e fogão a lenha. Esses efeitos são ainda mais fortes nas mulheres[20].
A consequência imediata foi o aumento da população de rua[21] e a sensação de insegurança[22] nas grandes capitais brasileiras em meio a essa grande crise social.
O futuro não deveria e não deve ser assim. A austeridade fiscal, longe de uma necessidade técnica, é uma opção política-ideológica apoiada em discursos falaciosos sem sustentação empírica. É preciso rediscutir, repensar e reverter essas políticas que deterioram o bem-estar da população brasileira assim como o seu acesso a direitos sociais. Esse documento busca contribuir para essa tarefa. E, ao fazer isso, mostra que a solução não pode ser parcial: é preciso repensar um novo modelo de desenvolvimento que tenha como base a redução das desigualdades.
Para ler o documento na íntegra: DOC AUSTERIDADE_doc3-_L9
Notas
[1] São 18 instituições que apoiam o documento: FES, BRASIL DEBATE, CAMPANHA DIREITOS VALEM MAIS, GT DE MACRO DA SEP, GT ECONOMIA – PROJETO BRASIL POPULAR, Plataforma DHESCA, ABRES, CEBES, PLATAFORMA POLÍTICA SOCIAL, POEMA, IJF, INESC, CAMPANHA NACIONAL PELO DIREITO À EDUCAÇÃO, INSTITUTO CULTURA E DEMOCRACIA, INSTITUTO TRICONTINENTAL, ANFIP, EDITORA AUTONOMIA LITERÁRIA e PEABIRU.
[5]https://www.sul21.com.br/areazero/2018/07/saude-e-um-valor-social-nao-uma-mercadoria-diz-professor-em-debate-sobre-crise-do-sus/
[6] https://m.oglobo.globo.com/sociedade/saude/queda-na-cobertura-vacinal-acende-alerta-para-volta-de-doencas-do-passado-22861011
[7] https://oglobo.globo.com/rio/falta-de-pagamento-das-os-faz-atendimento-de-hospitais-piorar-22889268
[8] https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2018/07/alexandre-padilha-cinco-anos-do-mais-medicos-uma-revolucao-interrompida.shtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=compfb
[13]https://g1.globo.com/educacao/noticia/2018/08/02/quase-200-mil-podem-ficar-sem-bolsa-se-orcamento-de-2019-sofrer-corte-diz-conselho-da-capes.ghtml
[19] https://oglobo.globo.com/economia/na-crise-todo-mundo-se-aperta-lares-reunem-mais-moradores-22627644

08 agosto, 2018

Meditação à beira de um poema - Adelia Prado


Podei a roseira no momento certo
e viajei muitos dias,
aprendendo de vez
que se deve esperar biblicamente
pela hora das coisas.

Quando abri a janela, vi-a,
como nunca a vira
constelada,
os botões,

Alguns já com rosa- pálido
espiando entre as sépalas,
jóias vivas em pencas.

Minha dor nas costas,
meu desaponto com os limites do tempo,
o grande esforço para que me entendam
pulverizam-se
diante do recorrente milagre.

maravilhosas faziam-se
as cíclicas perecíveis rosas.
Ninguém me demoverá
do que de repente soube
à margem dos edifícios da razão:
a misericórdia está intacta,
vagalhões de cobiça,
punhos fechados,
altissonantes iras,
nada impede ouro de corolas
e acreditai: perfumes.

Só porque é setembro

Reflexão Evangelho de Mateus 15,21-28

"No seguimento de Jesus, que se deixou tocar pelo grito da mulher siro-fenícia, "escutar Deus onde a vida clama" é convocação do Espírito que sopra onde e como quer." 

Jesus nas suas andanças pela sua terra natal, ele também fez uma coisa ainda mais difícil. Ele ultrapassou fronteiras humanas, fronteiras de raça, religião e preconceito.

A história de Cananéia, narrada no evangelho de hoje está cheia de detalhes que podemos refletir.

A região de Tiro
Tiro é uma cidade com ambição de domínio e com grande poder. Desde sua origem até o período romano, havia uma luta do povo fenício sobre as terras da Galileia. Tiro pode ser considerada uma cidade rica e economicamente estável. Mas, ao lado desta realidade, também há pobreza. O diálogo acontece entre os pagãos e os judeus.

Jesus anda em território pagão, perto de Tiro e Sidom. Nesse lugar é normal encontrar-se uma mulher "cananeia". Ela mora numa região de pagãos. Eles não são semitas, não são israelita nem seguem a religião judaica. Mas ela chama Jesus de "Filho de Davi", que é o título messiânico israelita por excelência. Podemos pensar que ela está tão profundamente angustiada que se humilha até invocar o Messias dos israelitas. "E partindo dali foi para a Região de Tiro…" (7,24a).

A mulher identificada é designada como Cananeia. Podemos pensar que ela esta tão profundamente angustiada que se humilha até invocar o Messias dos israelitas. Seu amor de mãe pela sua filha a leva a quebrar as possíveis fronteiras da sua tradição e das brigas dos povos na procura da saúde de sua filha.

A insistência da Mulher e as reações de Jesus e dos discípulos
Mateus descreve com muito mais detalhes o gradativo clamor da mulher e as diferentes reações de Jesus e dos discípulos. O grito da mulher pede a compaixão de Jesus reconhecido como Filho de Davi. Ao seu clamor que expressa a solidariedade entre mãe e filha, Jesus fica em silêncio e nada responde (Mt 15, 23). Será indiferença ou presença silenciosa e reflexiva? O silêncio também faz parte da aproximação para um verdadeiro encontro, quando as diferenças são muito grandes.

Os discípulos ficam bravos com a mulher. Querem afastar o grito porque ele incomoda: "Despede-a, porque vem gritando atrás de nós" (Mt 15,23). Eles querem que Jesus mande-a embora para que não os incomode mais. Jesus parece pensar em voz alta e Mateus coloca em sua boca a mentalidade dos judeus da época, através de uma compreensão exclusivista da missão: "Eu não fui enviado senão para as ovelhas perdidas de Israel" (Mt 15, 24). Diante da insistência do grito da mulher, a resposta de Jesus é muito dura e difícil de entender. Para isso, é preciso entrar em sua atitude pedagógica, destinada aos discípulos e também à mulher.

Ele insiste no seu messianismo israelita: "Não fui enviado senão às ovelhas perdidas de Israel" (Mt 15,24). E era verdade mesmo: Jesus foi mandado a um povo pequeno, para realizar uma esperança limitada nos seus termos – ele é o Messias de Israel.
Jesus não a rejeita, mas a provoca para uma maior confiança. Ele vai pedir que ela transgrida as fronteiras de suas próprias ideias. As fronteiras que tinham marcado dentro do seu coração e de seus conceitos.

A mulher volta a insistir. Seu grito agora é acompanhado por um gesto de aproximação maior. Prostrando-se de joelhos implora: "Senhor, ajuda-me" (v. 25). "Não fica bem tirar o pão dos filhos para atirá-lo aos cachorrinhos" (Mt 15, 26). Os judeus se consideravam filhos de Deus e diziam que os estrangeiros não eram dignos da bênção divina.

A mulher pagã ajudou Jesus a compreender que ele era enviado de Deus não só para os judeus, mas para toda pessoa humana de todas as culturas e tempos; o que é uma alusão à profecia do Servo de Javé (Is 49, 1-6). A mulher assumiu sua condição de "cachorrinho" com grande esperança; não aceitou as condições que a deixavam excluída da vida, mas quebrou as fronteiras que a discriminavam.

Jesus ficou admirado com os valores que encontrou nos pagãos e compreendeu que Deus já estava entre eles como Deus vivo e libertador: aquele que ouve o clamor e desce para libertar (cf. Ex3, 7ss.). O evangelho de Mateus faz esse caminho progressivo e muito diferente do envio de discípulos apenas para as "ovelhas perdidas da casa de Israel" (Mt 10, 6), e conclui: "Ide e fazei com que todos os povos sejam meus discípulos" (Mt 28, 19). O encontro de transformação e libertação só aconteceu quando Jesus "desce" ao nível humano, tornando-se aprendiz e discípulo da mulher estrangeira, excluída. E confirma sua cidadania teológica: "Mulher, grande é tua fé! Seja feito como queres!" (Mt 15, 28).

Como ela, nós somos convidados a ir lá onde a vida clama e sofre discriminação; ali onde as pessoas sofrem a separação da vida social e cultural.

Sendo a mensagem de hoje a universalidade da salvação, devemos perguntar:

– Não concebemos essa universalidade à maneira do Antigo Testamento, esperando os outros aderirem ao nosso sistema? Deixamos pelos menos algumas "migalhas" para aqueles e aquelas que não são cristãos?

– Somos capazes de reconhecer a realidade crítica fora do nosso ambiente católico institucional?

No seguimento de Jesus, que se deixou tocar pelo grito da mulher siro-fenícia, "escutar Deus onde a vida clama" é convocação do Espírito que sopra onde e como quer. 

Precisamos ter nossos corações abertos e atentos aos múltiples clamores da vida que aparece ao nosso redor.

Fonte: CEBI

Mateus 15,21-28


Naquele tempo:
21Jesus foi para a região de Tiro e Sidônia.
22Eis que uma mulher cananéia, vindo daquela região,
pôs-se a gritar:
'Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim:
minha filha está cruelmente atormentada por um
demônio!'
23Mas, Jesus não lhe respondeu palavra alguma.
Então seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram:
'Manda embora essa mulher,
pois ela vem gritando atrás de nós.'
24Jesus respondeu: 'Eu fui enviado somente
às ovelhas perdidas da casa de Israel.'
25Mas, a mulher, aproximando-se,
prostrou-se diante de Jesus, e começou a implorar:
'Senhor, socorre-me!'
26Jesus lhe disse: 'Não fica bem tirar o pão dos filhos
para jogá-lo aos cachorrinhos.'
27A mulher insistiu: 'É verdade, Senhor;
mas os cachorrinhos também comem
as migalhas que caem da mesa de seus donos!'
28Diante disso, Jesus lhe disse:
'Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!'
E desde aquele momento sua filha ficou curada.
Palavra da Salvação.

06 agosto, 2018

Identidade e Organização das CEBs à Luz da Igreja em Saída - Papa Francisco


Ampliada das CEBs Regional Sul II (Paraná)
Identidade e Organização das CEBs à Luz da Igreja em Saída - Papa Francisco

Participaram aproximadamente 70 pessoas, coordenadores, assessores e animadores das Comunidades Eclesiais de Base.

O Regional é composto por 18 dioceses e 14 estiveram representadas: Londrina, Cornélio Procópio, Jacarezinho, Apucarana, Maringá, Umuarama, Paranavaí, Campo Mourão, Cascavel, Toledo, Foz do Iguaçu, Palmas/Francisco Beltrão, Curitiba e São José dos Pinhais.

A reunião aconteceu nos dias 04 e 05 de agosto de 2018, na Diocese de Apucarana.










04 agosto, 2018

Ampliada das CEBs do Regional Sul 2 (Paraná)

Nesse momento a caminho de Arapongas.
Ampliada das CEBs do Regional Sul 2 (Paraná).
Hoje dia 04 seminário de Formação:
“A identidade e organização das CEBs a partir da Iigreja do papa Francisco"
Assessoria de Pe. Benedito Ferraro
Assessor Nacional das CEBs
Dias 04 e 05 de Agosto de 2018. 

03 agosto, 2018

Minha querida sobrinha e afilhada Paula Barbuzano Bueno


Minha querida sobrinha e afilhada Paula Barbuzano Bueno

Minha linda! No ano de dois mil e nove, você foi batizada e eu a graça de ser sua Madrinha, ao celebrar esse nove anos presenteio você com o livro “Luana Capoeira e Liberdade” de Aroldo Macedo e Oswaldo Faustino.


Tenho certeza, que ao ler o livro vai experimentar uma experiência rica e inesquecível.


Através das histórias lidas, pessoas se conectam e partilham experiências, relacionam-se e interagem, formando uma teia que é desenhada dinamicamente.

Que esse livro ajude a te envolver para a vida. A cultura é a identidade de um povo. Sem ela, perdemos não apenas nossa identidade, mas nossos valores e princípios.

Luana é uma menininha como você. Tem praticamente a sua idade. Você Paula tem nove anos e ela oito anos.

Luana gosta de brincar, estudar, ler livros e gibis com histórias interessantes.

Eu sei que você também Minha Linda, gosta de brincar, estudar e também de livro interessantes e mais uma coisinha que tu gosta “bagunçar meu quarto”, é eu sei... .

Você gosta de dançar e Luana de “Capoeira”.

Vou te revelar um segredo minha linda, a verdade é que capoeira é uma verdadeira dança de pernas e braços, corpos elásticos se encolhendo e se esticando.

Tu deve estar pensando que ao presenteá-la com o livro “Luana Capoeira e Liberdade”, tem como fundamentação por ser a Capoeira o esporte, arte e dança que mexe comigo, cativa-me e por isso sou uma capoeirista.

Más não é por isso, esse pequeno livro que também fala de capoeira vai ajudar você a perceber as diferenças e semelhanças, o que tem em comum, como podemos respeitar e dialogar e a importância da cultura e que a solidariedade pode ajudar e a reconstruir vidas.

Você vai conhecer a alegria e a festa da cidade de Cafindé, remanescente de um quilombo, antigo refúgio de escravos foragidos das fazendas da região. Você descobrirá o segredo da alegria e da festa.

Minha Linda, você já ouviu falar do rio Pocandé, ele corta a cidade de Cafindé de lado a lado. Não há poluição nesse rio, porque os habitantes de Cafindé cuidam, sabe da importância do cuidado com a natureza. Eles reciclam o lixo e até transforma esses em obras de arte.

Luana é uma menina diferente, o segredo sabe qual é?

Você vai descobrir ao ler o livro, más vai uma dica, ela tem um coração bom, é solidária, sabe amar. Nós também podemos ser como ela.

O coração bom de Luana a leva a aproximar do Sr Altino com amor e solidariedade.

Sabe qual o objetivo que a leva aproximar desse velhinho - para resgatar sua alegria.

Isso é lindo.

Uma criança que vai ao encontro de um velhinho para levar a alegria. E sabe como isso vai acontecer. Ela vai até a sua casa, entra, senta e conversa com ele. Na conversa ela descobre o que o faz infeliz e aí ela assume uma missão, de buscar o que o fará novamente feliz.

Quantas vovós e quantos vovôs de nossa família e de nossa comunidade podem voltar a sorrir, com um pequeno gesto carinhoso de uma criança. Pensa nisso Paulinha.

Luana tem um berimbau mágico que a ajuda a viajar para o lugar que quiser, no tempo que desejar, na atualidade, no passado ou no futuro.

Nós também podemos, mesmo que não tenhamos um berimbau mágico, sabe como, conversando com os mais velhos, lendo bons livros, brincando, conversando com nosso Deus, e muitas outras formas.

Às vezes o mundo é um imenso perigo, mas acredite, temos onde buscar segurança e ajudar a construir um mundo lindo.

A Harmonia é a palavra-chave. Não importa se é ex-escravo, indígena, branco, ou mestiço. O importante é o respeito.

Paulinha, você sabe o que é tradição oral? Uma pessoa conta uma história e outra reconta, repassando-a a outra que a passa adiante. Foi isso que aconteceu no encontro de Luana com o Sr Altino.

Na conversa de Luana com o Sr Altino, tu Minha Linda vai conhecer a capoeira e a importância que ela teve ao ajudar as/os escravos a enfrentar a opressão e a resistir contra os que queriam destruir sua cultura.

Vai entender, por que a capoeira mexe comigo, porque ela é “luta, dança, música, ritmo, espiritualidade, liberdade, cultura e uma eficiente forma de autodefesa. Muitas artes numa só.”

Ao ler o livro “Luana Capoeira e Liberdade”, tu vai compreender o grande valor do amor, da ternura, da alegria, da festa, do ser amigos, do preocupar-se com a outra pessoa.

 A importância de doar parte do seu tempo para fazer com que outras pessoas possam ser felizes. Renascer para a vida. O Respeito e o carinho para com as pessoas idosas. E vai descobrir, mesmo sendo Minha Linda uma criança, tu pode ser presença amiga de nosso Deus a quem precisa de amor, carinho e afeto.

 Agora leia o livro “Luana Capoeira e Liberdade” de Aroldo Macedo e Oswaldo Faustino, que iluminado pelo Espírito Santo, lhe servirá como orientação para sua vida, depois que ler o livro responda as questões do suplemento de leitura e venha conversar comigo.

Estou te esperando.
E não esqueça, sou sua tia, sou sua madrinha (mãe) e sou sua verdadeira amiga.

Que bom ser sua Madrinha do Sacramento do Batismo e ser sua Tia!

Ser Madrinha
Para o Sacramento do Batismo a igreja exige a pessoa da Madrinha e Padrinho ou um dos dois.
A justificativa é porque o Batismo representa um novo nascimento, onde a Mãe é a Madrinha e o Pai é o Padrinho.
Ser Madrinha é ser mãe segundo nosso Deus.
Um acompanhar sincero. Estar sempre por perto. Um cuidar da sua relação com Jesus. Compartilhar alegrias e tristezas, erros e acertos, as não conquistas e as conquistas. Compartilhar a fé.
É...
Isso é ser Madrinha para mim, espero que para tu também, aí sim, vai ser muito bom.


Ser Tia
Ser tia é amar a quem nós pertencemos.
É acompanhar a vida de quem vive outras histórias e que faz parte da sua.
É algo lindo, maravilhoso.
É decididamente apaixonante e fascinante.

Procure conhecer Jesus, leia os evangelhos, quantas vezes forem necessárias para conhecer como foi que Jesus agiu enquanto esteve nesse mundo. Siga Seu testemunho.

Nas horas de alegrias compartilhe com o nosso Deus suas alegrias, procure um lugar em sua casa ou onde estiver, em silêncio, só você e Ele, e compartilhe suas alegrias.

Nas horas de angústias, dúvidas, tristezas procure um lugar em sua casa ou onde estiver, em silêncio, só você e o nosso Deus, Clame a Ele, converse com Ele e peça discernimento. Abre seu coração e coloque sua causa diante Dele.


Conte sempre comigo.
Amo você.