01 maio, 2023

Papa Francisco: trabalho significa dignidade, significa amar

No Dia do Trabalhador e de São José Operário, repropomos alguns pronunciamentos do Papa Francisco a respeito do trabalho e da trabalhadora e do trabalhador.


Bianca Fraccalvieri - Cidade do Vaticano


“Celebramos São José trabalhador, recordando-nos sempre que o trabalho é um elemento fundamental para a dignidade da pessoa humana.”

Esta é a mensagem do Papa Francisco a seus seguidores no Twitter no dia em que a Igreja recorda a memória litúrgica de São José e Dia do Trabalhador.

Trabalho significa amar
“Trabalho quer dizer dignidade, trabalho significa trazer o pão para casa, trabalho quer dizer amar!” (visita pastoral a Cagliari, 22 de setembro de 2013).

Foram muitos os discursos pronunciados pelo Papa Francisco a respeito do trabalho. O Pontífice não se cansa de pedir dignidade para os trabalhadores, igualdade na retribuição salarial entre homens e mulheres e respeito pelos direitos conquistados.

Para Francisco, é urgente um novo pacto social humano, um novo pacto social para o trabalho, que diminua as horas de trabalho de quem está na última fase laboral, a fim de criar trabalho para os jovens que têm o direito-dever de trabalhar. “O do trabalho é o primeiro dom dos pais e das mães aos filhos e às filhas, é o primeiro patrimônio de uma sociedade. É o primeiro dote com o qual os ajudamos a levantar voo para a vida adulta.” (Discurso aos delegados da Confederação Italiana Sindical dos Trabalhadores, 28 de junho de 2017)

Mulher trabalhadora
Aos empresários, o Pontífice pede uma atenção especial para a qualidade da vida laboral dos funcionários, que são o recurso mais precioso de uma empresa; em particular, para favorecer a harmonização entre trabalho e família.

“Penso sobretudo nas trabalhadoras: o desafio é tutelar, ao mesmo tempo, quer o seu direito a um trabalho plenamente reconhecido quer a sua vocação à maternidade e à presença na família. Quantas vezes, quantas vezes ouvimos que uma mulher foi ter com o chefe para lhe dizer: ‘Tenho que lhe comunicar que estou grávida’ — ‘A partir do fim de mês já não vais trabalhar’. A mulher deve ser preservada, ajudada neste duplo trabalho: o direito a trabalhar e o direito à maternidade.” (Discurso à União Cristã de Empresários Dirigentes, 31 de outubro de 2015)

Precariedade
“Sem trabalho não há dignidade”, recorda o Papa, mas “nem todos os trabalhos são trabalhos dignos. Há trabalhos que humilham a dignidade das pessoas, os que nutrem as guerras com a construção de armas, que vendem o corpo para a prostituição e que exploram os menores.”

Francisco denuncia de modo contundente também o trabalho precário: “É uma ferida aberta para muitos trabalhadores, que vivem no medo de perder o próprio trabalho. Precariedade total. Isso é imoral. Isso mata: mata a dignidade, mata a saúde, mata a família, mata a sociedade” (videomensagem para a Semana Social da Conferência Episcopal Italiana 26 de outubro de 2017).

Prioridade humana
Por isso, reitera o Pontífice, mundo do trabalho é uma prioridade humana. “Por conseguinte, é uma prioridade cristã, nossa, e inclusive uma prioridade do Papa. Porque se origina daquele primeiro mandamento que Deus deu a Adão: «Vai, faz crescer a terra, trabalha a terra, domina-a». Sempre houve uma amizade entre a Igreja e o trabalho, a partir de Jesus trabalhador. Onde houver um trabalhador ali estarão o interesse e o olhar de amor do Senhor e da Igreja. Penso que isto é claro. (visita pastoral a Gênova, 27 de maio de 2017)


Fonte: Vatican News

28 abril, 2023

Atividade no Acampamento Dom Hélder Câmara

Um convite muito especial

Dia da Trabalhadora e do Trabalhador

Para quem já visitou e conhece, um novo reencontro.

Para quem ainda não visitou e não conhece, uma oportunidade.

Celebrarmos juntos com as famílias do Acampamento Dom Hélder Câmara, o dia da Trabalhadora e Trabalhador.

1º de Maio
Dia da Trabalhadora e do Trabalhador

Atividade no Acampamento Dom Hélder Câmara

08h30m - Missa d@ Trabalhad@r

09h30m - circo, música, atividades culturais

Arrecadação de roupas de inverno 
(agasalhos e cobertores)


Acampamento Dom Hélder Câmara
Av. Independência, 1850 – Paiçandu – Paraná



Comunidade católica reage à decisão do Papa Francisco de permitir que mulheres votem no Sínodo dos Bispos

A novidade provoca reação da ala conservadora da Igreja. O grupo Missa em latim, que defende retorno a algumas tradições católicas, chamou até de golpe e disse que é precedente perigoso para hierarquia da Igreja.

A decisão do Papa Francisco de permitir que mulheres tenham direito ao voto no Sínodo dos Bispos gerou reações na comunidade católica.

O Papa Francisco mudou o regulamento da Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que acontecerá em outubro próximo, introduzindo algumas cotas femininas.

Originalmente, apenas bispos tinham direito a voto. Com a mudança, 70 "não bispos" poderão votar. Metade das novas vagas será reservada a mulheres. Além disso, cinco freiras se juntarão a cinco clérigos como representantes de ordens religiosas - e também terão direito a voto.

Demorou décadas, desde que Paulo VI criou o Sínodo, em 1965, para manter viva a chama do Concílio Vaticano II. A sinodalidade representa a democracia na Igreja, a participação dos fiéis através dos bispos de cada diocese, que dão conselhos ao Papa.

Mas a exclusão das mulheres no processo decisório vinha sendo motivo de críticas ao Vaticano, principalmente nos últimos sínodos que deram muita repercussão, como o da Amazônia e antes o da família.

Nas duas ocasiões, o Papa Francisco escolheu alguns observadores para participar, entre eles mulheres, mas sem a oportunidade de voto, o que gerou o descontentamento delas.

O tema do próximo Sínodo será a busca de um maior envolvimento dos fiéis nas questões da Igreja. A novidade está provocando a reação da ala conservadora.

O grupo Missa em latim, que defende o retorno a algumas tradições católicas, chamou até de golpe, e disse que é um precedente perigoso para a hierarquia da Igreja. O grupo considera que o documento final do Sínodo, que deveria ser apenas uma consulta, pode acabar se tornando deliberativo. "O diabo está nos detalhes", afirmou.

Mas os elogios têm f. Grupos de católicas definiram a medida como histórica nos 2.000 anos de vida da Igreja.

O Papa Francisco quer dar às mulheres mais voz no alto escalão. Também pretende nomear mulheres para um comitê que ajuda o papa a selecionar os bispos do mundo.

rancisco já disse que mulheres em cargos de liderança melhoram o Vaticano. Mas essa reforma só será completa quando elas puderem rezar missa e consagrar a eucaristia. Se depender do desejo de Francisco, esse dia vai chegar.



Mensagem da CNBB ao Povo Brasileiro: “A esperança é a nossa coragem”

Os bispos do Brasil partilharam mensagem ao povo brasileiro, elaborada e aprovada na 60ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nesta quinta-feira, dia 27 de maio.

Muito expressiva.

Leia  na íntegra no link a baixo




20 abril, 2023

21 de abril – Tiradentes

21 de abril – Tiradentes

Nesta sexta-feira, 21, é comemorado o dia de Tiradentes, uma referência à morte do mineiro Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes. Ele foi o líder da Inconfidência Mineira, uma maior revolta para a independência do Brasil.

Sociedade do Cansaço: como enfrentar os sintomas de uma enfermidade psicossocial?

Publicado em 27/05/2022, 13h38. Atualizado 27/05/2022, 13h47
UFSM - Revista Arco

Sociedade do Cansaço: como enfrentar os sintomas de uma enfermidade psicossocial?

Em entrevista, a psicóloga Letícia Chagas fala sobre como a “sociedade do cansaço” afeta os indivíduos

“A sociedade do cansaço” é o nome de um ensaio do filósofo sul-coreano Byung-Chul Han sobre uma enfermidade que está acometendo a sociedade. Segundo os conceitos de Han, o cansaço é uma resposta do corpo para o excesso de positividade e cobrança que a sociedade impõe. Han reflete, em sua obra, sobre a violência da positividade, que é mais uma das articulações da sociedade do cansaço para produzir pessoas mecanizadas e centradas no que é essencial para um sistema capitalista: a busca pelo lucro. A cobrança pelo desempenho atinge as inseguranças dos indivíduos ao tentar trazer propósitos exagerados para o sucesso no trabalho.


Letícia Chagas, mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), foi uma das responsáveis por ministrar uma palestra no início de 2022, organizada pela Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED) da UFSM, com o título “Sociedade do cansaço: crise e esgotamento”. De acordo com a psicóloga, as pessoas estão condicionadas à busca pelo sucesso, seja qual for o custo. Para ela, vivemos em uma sociedade que faz crer que impor limites é um retrocesso e que as pessoas são capazes de alcançar tudo e que, para isso, só basta esforço.

Letícia ainda explica que é natural que uma sociedade que pensa em produzir, comparar e vencer o tempo todo tenha sintomas do cansaço escancarados entre seus indivíduos. As consequências dessa nova dinâmica são percebidas no íntimo das pessoas envolvidas. Confira mais das ideias da psicóloga sobre os desdobramentos desse fenômeno psicossocial na entrevista que ela concedeu para a Arco:


Arco: Com a eclosão da Covid-19, houve a migração da realidade de estudos, trabalho e relações para o mundo virtual. Como você avalia essa imersão no mundo digital causada pela pandemia da Covid-19?

Letícia: Por mais que a internet tenha possibilitado que as pessoas seguissem suas atividades e interagissem umas com as outras, essa imersão profunda no mundo digital gerou consequências irreversíveis para a sociedade. Estar o tempo todo conectado com o mundo digital provocou um cansaço excessivo e, com isso, uma série de distúrbios de saúde, como sedentarismo, miopia, transtorno de desvio de atenção, depressão, dismorfia corporal e ansiedade.

Além disso, esse contato constante com as redes sociais promove cada vez mais a “sociedade do igual” que tenta se homogeneizar, seja pela comparação nas mídias seja pela tentativa (bem sucedida) capitalista de vender sempre os mesmos produtos.


Arco: Pensando no conceito de “Sociedade de Desempenho” de Han, quais efeitos psicológicos são gerados pela cobrança por uma produtividade constante, mesmo em tempos caóticos?

Letícia: A “Sociedade de Desempenho” conceitua um meio social que cobra constantemente por produtividade e resultado dos seus indivíduos. Além disso, as pessoas se colocam em uma posição de autoexploração, permeada de medo, pressão e angústia.

A autoexploração é um fenômeno que ocorre em decorrência do hiperconsumo, que é uma busca incessante por multiplicar bens e nunca se satisfazer com aquilo que se adquire.


Arco: É possível delimitar fronteiras quando o ambiente de trabalho migra para casa? Como fazê-lo?

Letícia: Quando o ambiente de produção se funde com o ambiente de lazer, não há pausas ou limites e o indivíduo fica condicionado a produzir mais do que deveria. Algumas dicas para evitar essa fusão são: a delimitação de espaços, a definição de horários e o autoconhecimento.


Arco: O sonho da liberdade e da capacidade de fazer tudo é um estímulo psicológico ou consiste em uma estratégia capitalista para impulsionar o desempenho no trabalho?

Letícia: A capacidade de fazer tudo é algo que pode, muitas vezes, tornar-se frustrante. A pessoa que tem consciência que é capaz de tudo e exige de si mesma o desempenho em uma série de tarefas acaba enraizando uma cobrança que a priva de lazer e descanso, atividades fundamentais para a saúde física e mental.

Essa autocobrança pode gerar consequências psicológicas graves e está severamente atrelada com o fundamento de uma sociedade capitalista. Na expressão “tempo é dinheiro”, observamos de forma clara essa exigência por produção e desempenho como condição para a existência de cidadão em uma sociedade que gira em torno do trabalho.


Arco: O que é o “burnout”?

Letícia: O “burnout” é uma palavra da língua inglesa que pode ser traduzida como “esgotamento”. O burnout ocorre como uma resposta do corpo para as multitarefas – ato de realizar múltiplas atividades ao mesmo tempo – que causa desgaste físico e psíquico.

Esses desgastes ocorrem com a enorme perda de energia do cérebro para romper conexões neuronais no revezamento constante de atividades. Para que o cérebro direcione o foco em uma tarefa, uma ligação é feita, e no momento em que a atenção é desviada por uma notificação do celular, por exemplo, essa conexão precisa ser quebrada e posteriormente, ser refeita.

Todo esse processo usa uma quantidade muito grande de energia e pode acarretar na perda de informações importantes entre uma conexão e outra. O burnout vem então, como um alerta, quase como se fosse o corpo dizendo “pare e descanse”.


Arco: E quais estratégias podem ser utilizadas para evitá-lo?

Letícia: Para que o corpo não precise atingir o estado de alerta, é essencial estabelecer horários de descanso, não exceder horas de trabalho, praticar atividade física, delimitar tempo de lazer e, acima de tudo, ser gentil consigo mesmo.


Arco: Você poderia citar sintomas psicológicos característicos da sociedade do cansaço?

Letícia: A sociedade do cansaço apresenta distúrbios que têm alguns sintomas fáceis de serem identificados: o cansaço excessivo, a ansiedade, as informações fragmentadas, a violência neuronal – excesso de positividade e produção que geram reações de rejeição no corpo-, os problemas de comunicação, a depressão e o burnout.


Arco: Quais consequências vemos em uma sociedade cansada?

Letícia: Uma sociedade cansada está constantemente mais propensa a adoecer e acometer -se a sintomas gerais do cansaço e do esgotamento mental.


Arco: A sociedade do cansaço está relacionada somente com o contexto digital?

Letícia: A sociedade do cansaço já existia antes da era digital, quando os sintomas já eram diagnosticados por conta do pensamento capitalista. Apesar disso, o contexto digital potencializou de forma exponencial a sociedade do cansaço e as multitarefas.


Arco: Tem como não se sentir uma pessoa ‘cansada’ em uma sociedade que está cansada?

Letícia: Não se sentir uma pessoa cansada em meio a uma sociedade cansada é praticamente impossível. Acontece que os sintomas desse distúrbio refletem em todos os indivíduos e a cobrança por produtividade e sucesso é quase geral.



Expediente:

Entrevista: Isadora Pellegrini, acadêmica de Jornalismo e bolsista;

Design gráfico: Vinícius Bandeira, acadêmico de Desenho Industrial e estagiário;

Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;

Relações Públicas: Carla Isa Costa;

Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;

Edição geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.


14 abril, 2023

Lula manda recado para a Humanidade: Além da política vamos ter que cuid...

O Papa: não se anuncia o Evangelho parado, na escrivaninha ou no computador

Na Audiência Geral desta quarta-feira depois da Páscoa, Francisco falou sobre o zelo evangélico: "Não se anuncia o Evangelho parado, fechado em um escritório, na escrivaninha ou no computador, fazendo polêmicas como "leões do teclado" e substituindo a criatividade do anúncio com copiar e colar ideias tiradas daqui e dali". É preciso "estar livres de esquemas", "preparado para as surpresas".


Mariangela Jaguraba - Vatican News

O Papa Francisco prosseguiu com o ciclo de catequeses sobre a paixão de evangelizar na Audiência Geral, desta quarta-feira (12/04), realizada na Praça São Pedro.

Duas semanas atrás, vimos o impulso pessoal de São Paulo pelo Evangelho. Neste encontro semanal com os fiéis, o Santo Padre fez uma reflexão mais profunda sobre o zelo evangélico assim como o Apóstolo dos Gentios o descreve em algumas de suas cartas.

Zelo distorcido, observância de normas humanas e obsoletas

"Paulo não ignora o perigo de um zelo distorcido, orientado numa direção errada. Às vezes nos deparamos com um zelo mal orientado, obstinado na observância de normas puramente humanas e obsoletas para a comunidade cristã", sublinhou o Papa.

Não podemos ignorar a solicitude com que alguns se dedicam a ocupações erradas mesmo na própria comunidade cristã; pode-se vangloriar-se de um falso zelo evangélico enquanto se persegue, na realidade, a vanglória ou as próprias ideias ou um pouco de amor próprio.

No capítulo 6° da carta aos Efésios, Paulo faz uma lista com as "armaduras" para a batalha espiritual. "Dentre elas está a prontidão para propagar o Evangelho, traduzida por alguns como 'zelo'", disse o Papa, ressaltando que a prontidão é indicada como um "calçado". "Por quê? Porque aquele que vai anunciar deve mover-se, deve caminhar", respondeu Francisco.

O zelo evangélico é o apoio no qual se baseia o anúncio, e os anunciadores são um pouco como os pés do corpo de Cristo que é a Igreja. Não há anúncio sem movimento, sem "saída", sem iniciativa. Isto significa que não há cristão se ele não estiver a caminho, se ele não sair de si para pôr-se a caminho e anunciar. Não há anúncio sem movimento, sem caminhar.”

Segundo o Papa, "não se anuncia o Evangelho parado, fechado em um escritório, na escrivaninha ou no computador, fazendo polêmicas como "leões do teclado" e substituindo a criatividade do anúncio com copiar e colar ideias tiradas daqui e dali. O Evangelho é anunciado movendo-se, caminhando, indo".

O zelo evangélico é o oposto do desmazelo

O zelo evangélico "denota prontidão, preparação, alacridade. É o oposto do desmazelo, que é incompatível com o amor", sublinhou Francisco, ressaltando que um anunciador deve estar pronto para partir e "sabe que o Senhor passa de forma surpreendente. Ele deve estar livre de esquemas e predisposto a uma ação inesperada e nova: preparado para as surpresas. Aquele que anuncia o Evangelho não pode ser fossilizado em jaulas de plausibilidade ou no "sempre foi feito assim", mas estar pronto para seguir uma sabedoria que não é deste mundo".

Segundo Francisco, "é importante ter esta prontidão para a novidade do Evangelho, esta atitude que é um impulso, uma tomada de iniciativa, um 'ir primeiro'. É um não deixar escapar oportunidades para promulgar o anúncio do Evangelho da paz, aquela paz que Cristo sabe dar mais e melhor do que o mundo".

Por isso, os exorto a ser evangelizadores que se movem, sem medo, que vão em frente, para levar a beleza de Jesus, para levar a novidade de Jesus que muda tudo. Muda também o coração: você está disposto a deixar que Jesus mude o seu coração? Ou você é um cristão morno, que não se move. Pense bem: você é um entusiasta de Jesus, vai em frente? Pense um pouco.

03 abril, 2023

Semana Santa!

Semana Santa

Na morte e ressurreição de Jesus, nasce uma humanidade nova, restaurada.


A Igreja Católica deu início, dia 02, com a celebração do Domingo de Ramos a Semana Santa que se estende até o próximo domingo, dia 9 de abril – domingo de páscoa.

Na Semana Santa, celebra o que há de mais central e precioso na nossa fé: a paixão, morte e ressurreição do Senhor. Este é o centro da fé. Jesus morreu por nós e com sua morte nos reconciliou com o Pai.

A Semana Santa nos convoca a refletir nossos passos olhando para os passos Jesus, o seu amor sem medida por nós e sua fidelidade incondicional ao Pai e assim fortalecer nossa fé e preparadas e preparados estarmos para no sábado santo, renovamos as promessas do Batismo na vigília da páscoa.

02 abril, 2023

Domingo de Ramos da Paixão do Senhor

Domingo de Ramos da Paixão do Senhor

Um chamado a imitar Jesus. Imitar sua humilhação.

Amou e nos amou até o fim, toda sua vida. Sua vida sempre foi humilde junto dos pequenos, juntos dos pobres, juntos dos humildes.

Quem Jesus acolheu, quem Jesus chamou de bem aventurados: os pobres, os que choram, os que tem fome, os misericordiosos, os que sofrem perseguição.

Jesus no seu jeito de viver revelou o rosto Deus, continua hoje revelando o rosto de Deus a nós.

O Senhor, o nosso Rei veio montado em jumentinho. Quem os acolheu nem estava preparado, por isso estenderam suas roupas e ramos das árvores.

Nossa vida deve ser de serviço, de esvaziar-se. Discípulas e Discípulos de Jesus é quem se esvazia e coloca-se a serviço das irmãs e dos irmãos, principalmente dos que mais precisam.

Seguir o exemplo de Jesus, fazer o bem sem querer nada em troca. A Companha da Fraternidade nos afirma que não se chega a vida eterna se não ter fraternidade com os que passam fome.

A Semana Santa nos convoca a refletir nossos gestos olhando para Jesus.















30 março, 2023

Fotos da Celebração dos Mártires da Caminhada em Honra a Santo Oscar Romero.

Realizada pelas Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs da Arquidiocese de Maringá.

A celebração é sempre itinerante, sendo esta realizada na cidade de Paiçandu-Pr, Paroquia Jesus Bom Pastor, celebrada pelo Pe. Genivaldo Ubinge no dia 25 de março de 2023.



























29 março, 2023

Pelos migrantes mortos em incêndio em Ciudad Juárez, no México

Rezemos juntos,

Pelos migrantes mortos em incêndio em Ciudad Juárez, no México.

“Rezemos pelos migrantes que faleceram ontem num trágico incêndio em Ciudad Juárez, no México, para que o Senhor os receba em seu Reino e dê consolo às famílias. Rezemos por eles. ” (Papa Francisco).

Segundo o último balanço divulgado pelo governo mexicano, ao menos 39 migrantes morreram e 29 ficaram feridos na tragédia.

Entre as vítimas identificadas estão colombianos, equatorianos, salvadorenhos, guatemaltecos, hondurenhos e venezuelanos.

Um vídeo que circulou pelas redes sociais no México e foi divulgado pela mídia, incluindo o jornal El Universal, mostra de forma praticamente incontestável que pelo menos dois agentes do Instituto Nacional de Migração se retiraram e mantiveram as saídas bloqueadas após o início do incêndio. A atitude explicaria por que o número de vítimas é alto e os migrantes não conseguiram se salvar. (ANSA).

De acordo com as autoridades locais, citadas pela mídia, o incêndio ocorreu depois que um grupo de cerca de 71 migrantes, que haviam sido detidos nas ruas da cidade, foram trazidos para o centro.

O presidente do México, Andrés Manuel Lopez Obrador, disse por sua vez que o incêndio foi iniciado por migrantes que protestavam contra sua iminente deportação.

O incidente, cujas causas ainda não foram estabelecidas, ocorreu após as 22h locais, nas instalações federais do Instituto nacional para migração (Inm) localizadas ao lado da Ponte Internacional Laredo, na fronteira com os EUA.


28 março, 2023

CEBs Promoverão Celebração em Honra a Santo Oscar Romero

 As Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs da Arquidiocese de Maringá, promoveram Celebração dos Mártires da Caminhada em Honra a Santo Oscar Romero dia de sábado, 25 de março de 2023, na cidade de Paiçandu-Pr, Paroquia Jesus Bom Pastor celebrada pelo Pe. Genivaldo Ubinge.




24 março, 2023

Um convite - Ocupação Dom Helder Câmara

Santo Oscar Romero nos prova com seu testemunho de que nada conta mais do que o "povo" e os "pobres", fez uso do magistério da Igreja e fez um uso ainda maior do evangelho de Jesus e por isso no dia 24 de março de 1980, ecoou o tiro que se deu pelas mãos de um atirador de elite e assim sua identificação com Cristo, sua entrega ao seu Deus e sua entrega ao seu povo tinham se consumado.

Nesse domingo, às 09h30, estaremos com o "povo" e os "pobres" da Ocupação Dom Helder Câmara, cidade de Paiçandu.

Um momento com as quatrocentas e uma crianças que receberão um kit contendo cinco bombons.

Convidamos você, a juntar-se a nós, que somos povo das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e as e os que integram o CEBI de Maringá.



Santo Oscar Romero, um convite à reflexão.

Nesta sexta-feira, 24 de março, memória de Santo Oscar Romero

Para um pastor, nada conta mais do que o "povo" e os "pobres", as últimas homilias de Oscar Romero ele as proferiu na catedral junto com o seu povo e no pequeno hospital junto com as e os doentes incuráveis.


No dia 24 de março de 1980, Dom Romero proferiu a sua última homilia na capela do Hospital da Divina Providência para doentes de câncer.

Perto de seu quarto, as pessoas mais próximas eram mulheres doentes de câncer incurável, pobres todas elas que além do sofrimento pela doença havia nelas angustias, tristezas e preocupações com suas filhas e filhos de como seria após sua morte. Essas mulheres eram retrato de tantas mães de filhas e filhos desaparecidos, torturados, mortos e de todo um povo sofredor.

No dia 24 de março, às 17 horas, ele celebrou uma missa de aniversário pela Dona Sarita. A imprensa havia anunciado a missa, o que podia ser um aviso para aqueles que queriam assassiná-lo, más Dom Oscar Romero celebrou e a sua homilia terminou com estas palavras:

"Que este corpo imolado e está carne sacrificada pelos homens nos alimente também para dar o nosso corpo e o nosso sangue ao sofrimento e à dor, como Cristo, não para si, mas para dar conceitos de justiça e de paz ao nosso povo. Unamo-nos, pois, intimamente, na fé e na esperança a este momento de oração pela Dona Sarita e por nós."

Nesse momento, ecoou o tiro que se deu pelas mãos de um atirador de elite. Sua identificação com Cristo, sua entrega ao seu Deus e sua entrega ao seu povo tinham se consumado.

Dom Oscar Romero, Fez uso do magistério da Igreja e fez um uso ainda maior do evangelho de Jesus, em suas homilias na catedral trouxe os clamores do povo que subiam até o céu e suas homilias expressava a denúncia e o anúncio, a exigência de conversão e a necessidade de não perder à esperança.

Oscar Romero, em sua última homilia contou como ele as preparava. "Peço ao Senhor, durante toda a semana, enquanto vou recolhendo o clamor do povo e a dor de tantos crimes, a ignomínia de tanta violência, que me dê a palavra oportuna para consolar, para denunciar, para chamar ao arrependimento, e, embora eu continue sendo uma voz que clama no deserto, sei que a Igreja está fazendo o esforço para cumprir a sua missão."

Em relação a acusação de envolvimento na política, na homilia de 23 de março, disse: "Eu já sei que há muitos que se escandalizam com esta palavra e querem acusá-la de ter deixado a pregação do evangelho para se meter na política. Mas eu não aceito essa acusação e faço um esforço para que tudo o que o Concílio Vaticano II, a reunião de Medellín e de Puebla quiseram nos impulsionar, não só o tenhamos nas páginas e o estudemos teoricamente, mas também que o vivamos e o traduzamos nesta conflitiva realidade de pregar o evangelho para o nosso povo como se deve."

A verdade sempre dita por Oscar Romero ressoou expressivamente na denúncia e no abrir-se para acolher a denúncia. Em sua homilia no dia 17 de fevereiro de 1980 disse: "Todo aquele que denuncia deve estar disposto a ser denunciado, e se a Igreja denuncia as injustiças ela está disposta também a escutar que é denunciada e é obrigada a se converter... Os pobres são o grito constante que denuncia não só a injustiça social, mas também a pouca generosidade da nossa própria Igreja"

Trazemos presentes algumas de suas denúncias.

"Faço um chamado à oligarquia: não idolatrem as suas riquezas, não as salvem deixando morrer de fome os demais" (Homilia de 6 de janeiro de 1980 ).

"A Junta de Governo deve ordenar, de forma eficaz, o cessar imediato de tanta repressão indiscriminada, porque a Junta também é responsável pelo sangue, pela dor de tantas pessoas. As Forças Armadas, sobretudo os corpos de segurança, devem depor essa fúria e ódio quando perseguem o povo, devem demonstrar, com fatos, que estão a favor das maiorias e que o processo que se iniciou é de caráter popular. Vocês, ou muitos de vocês, são de extração popular, razão pela qual a instituição do Exército deveria estar a serviço do povo. Não destruam o povo. Não sejam vocês os promotores de maiores e mais dolorosas explosões de violência com que um povo reprimido poderia reagir, e com justiça" (Homilia de 20 de janeiro de 1980).

"A essas organizações populares e, sobretudo, as de caráter militar e guerrilheiro, do sinal que forem, digo-lhes também que cessem já esses atos de violência e terrorismo" (Homilia de 20 de janeiro de 1980).

"Queridos irmãos, as reivindicações do povo são muito justas e é preciso continuar defendendo a justiça social e o amor aos pobres. Mas, para isso, se de verdade amamos o povo e tentamos defendê-lo, não lhe tiremos o mais valioso: sua fé em Deus, seu amor a Jesus Cristo, seus sentimentos cristãos" (Homilia de 10 de fevereiro de 1980).

"Urge que as organizações populares vão amadurecendo para que cumpram a sua missão de chegar a ser intérpretes da vontade do povo" (Homilia de 24 de fevereiro de 1980).

"Não calemos os pecados, mesmo os da esquerda, mas estes são desproporcionalmente menores diante da violência repressiva" (Homilia de 9 de março de 1980).

Uma nova Igreja de pobres e perseguidos

"Alegro-me, irmãos, pelo fato de a nossa Igreja ser perseguida, precisamente pela sua opção preferencial pelos pobres" (Homilia de 15 de julho de 1979).

"Seria triste que, em uma pátria onde se está assassinando tão horrorosamente, não contássemos os sacerdotes também entre as vítimas. Eles são o testemunho de uma Igreja encarnada nos problemas do povo" (Homilia de 24 de junho de 1979).

Santo Oscar Romero, rogai por nós!

12 março, 2023

4ª Celebração dos Mártires em honra a São Oscar Romero

 



As Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs promovem Celebração dos Mártires em Paiçandu

Um convite profético “não tenham medo” assim que o nosso Deus se manifesta a nós. A vida do arcebispo Dom Oscar Romero era pautada pelo Evangelho de Jesus Cristo, comprometida com o Reino de Deus. Por amar o seu povo, preocupou-se com a exclusão social, a discriminação e a violência. Era um homem de profunda oração e santidade, vivendo sua espiritualidade a partir da justiça, da liberdade e da paz.

Na mensagem pessoal do Papa Francisco enviada para a cerimônia de beatificação de Dom Oscar Romero, ele diz: “Em tempos de coexistência difícil, Romero soube como guiar, defender e proteger o seu rebanho. [...] Damos graças a Deus porque concedeu ao bispo mártir a capacidade de ver e ouvir o sofrimento de seu povo. [...] Quando se entende bem e se assume até as últimas consequências, a fé em Jesus Cristo cria comunidades artífices de paz e solidariedade”.

As CEBs da Arquidiocese de Maringá têm a cada ano, celebrado a recordação do martírio do Santo Oscar Romero, que deu a vida para defender os pobres de El Salvador e foi assassinado por milícias da ditadura militar. Romero foi canonizado pelo Papa Francisco em 14 de outubro de 2018.

Idealizada pelas Comunidades Eclesiais de Base no ano de 2017 e em calendário para iniciar em 2018 a Celebração dos Mártires passou a fazer parte da programação anual da Arquidiocese de Maringá, via as CEBs. Celebrada no mês de março de cada ano, mês do martírio de Dom Oscar Romero. O local itinerante, conforme manifestação em acolher pelas regiões Pastoral e/ou paróquia.


Celebração do Mártires
Dia Sábado, 25/03/2023.
Chegada às 19h.
Início às 19h30.
Local: Paróquia Jesus Bom Pastor.
Cidade de Paiçandu.
Região Pastoral Santa Cruz.

03 março, 2023

Viver as Bem-aventuranças em nossas CEBs!

Viver as Bem-aventuranças em nossas CEBs!

As nossas Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs, precisam ser provocadas a viverem as Bem-aventuranças e nós precisamos ser quem faça essa provocação.

E nós o que estamos fazendo?

Nossas arqui/Didioceses tem a opção da organização (divisão) das paróquias em comunidades?

Precisamos reafirmar essa opção.

Onde no dia a dia estão os pobres, humilhados, aflitos, que têm fome e sede?

Estão pelas ruas de nossas comunidades, em frente as nossas casas sendo invisíveis aos olhos de muitas e muitos.

Queremos ser Igreja Missionaria em saída para acolher e resgatar a vida das e dos moradores de ruas; das e dos pobres; das e dos humilhados; das e dos aflitos, das e dos que têm fome e sede?

- Então provoquemos nossas CEBs;

- Que nossas pastorais sociais e não sociais que tem sua organização paroquial, que sejam formadas por pessoas indicadas por todas as CEBs de uma paróquia e assumamos que somos “Base” que é um compromisso com as pessoas e com o local que as envolvem, em aspecto religioso, social, econômico, político, cultural. O chão que envolve a pessoa humana.

- ...

“As Bem-Aventuranças são o canto apaixonado de Jesus: memória original de Deus que se desloca movido pelo clamor do povo oprimido e, ao mesmo tempo, convocação para comunidade escutar a voz dos pobres, humilhados, aflitos, que têm fome e sede. Escuta e se coloca a caminho para restabelecer a justiça. Justiça é o caminho traçado para que o Reino aconteça. Caminho que ao mesmo tempo indica o ritmo do passo: misericórdia, pureza de coração, paz – shalom. Ser Bem-aventurado, honrado se torna o ethos da comunidade: espiritualidade que é proposta não para pessoas individuais, mas sequela comunitária com consequências econômicas, políticas e religiosas. Tornar-se ‘casa’, comunidades das bem-aventuranças, aprender com as ‘ekklesias mateanas’ a ser comunidade, igreja aberta, universal, em saída.” (Tea Frigerio, missionária de Maria – Xaveriana)