26 fevereiro, 2026

O Tempo da Quaresma e os ensinamentos dos Papas

Escrevi este texto para iluminar.


O Tempo da Quaresma e os ensinamentos dos Papas

O Tempo da Quaresma sempre ocupou um lugar central no ensinamento dos Papas, como caminho de conversão, justiça e renovação da vida cristã. Ao longo da história recente da Igreja, diversos pontífices destacaram dimensões espirituais e sociais desse tempo forte.

Nos ensinamentos dos Papas, a Quaresma é:
- Tempo de conversão sincera
- Caminho de oração profunda
- Exercício de jejum libertador
- Prática de esmola solidária
- Preparação alegre para a Páscoa

Mais do que um período de tristeza, é um tempo de esperança, em que a Igreja caminha com Cristo rumo à vida nova.

Papa Leão XIV, “Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão” O Pontífice convida os fiéis a um “jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro”.

Papa Francisco insistia que a Quaresma é tempo de “voltar ao coração”, romper com a indiferença e abrir-se à misericórdia. Em suas mensagens quaresmais, ele recorda que jejum, oração e esmola não são práticas externas, mas atitudes que nos libertam do egoísmo e nos aproximam dos pobres. Para ele, a Quaresma tem também dimensão social: é tempo de rever estruturas injustas e praticar a fraternidade concreta.

Papa Bento XVI enfatizou a Quaresma como caminho de fé e caridade. Destacava que a conversão não é apenas moral, mas encontro pessoal com Cristo. Para ele, a esmola expressa partilha, o jejum fortalece o espírito e a oração nos coloca em comunhão com Deus. Recordava que a verdadeira renovação começa no interior do coração.

Papa João Paulo II via a Quaresma como um itinerário pascal, centrado na cruz e na esperança da Ressurreição. Convidava os cristãos a viverem a solidariedade com os que sofrem, especialmente os pobres e marginalizados. Reforçava que a conversão quaresmal deve gerar compromisso com a justiça e a defesa da vida.

“Peçamos a graça de uma Quaresma que torne os nossos ouvidos mais atentos a Deus e aos últimos. Peçamos a força dum jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro. E comprometamo-nos a fazer das nossas comunidades lugares onde o clamor de quem sofre seja acolhido e a escuta abra caminhos de libertação, tornando-nos mais disponíveis e diligentes no contributo para construir a civilização do amor.” (Papa Leão XIV)

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