19 agosto, 2013

Imposto sobre as grandes fortunas aguarda aprovação há mais de 20 anos

Adital
Você sabia que são os mais pobres os que pagam mais impostos no Brasil? Isso ocorre porque a tributação se dá, sobretudo, sobre o consumo, não sobre a renda. Os 10% mais pobres do país comprometem 32% de sua renda em tributos, enquanto os 10% mais ricos pagam 21%. Esse dado alarmante já seria justificativa suficiente para a aprovação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), pautada no Congresso Nacional há mais de 20 anos. Previsto no artigo 153 da Constituição do Brasil de 1988, o imposto é o único dos sete tributos federais que ainda não foi regulamentado. A cobrança desse imposto voltou ao debate nacional após as manifestações de rua, ocorridas em junho deste ano, exigindo melhorias na qualidade de vida da população.

De acordo com relatório da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) de 2012, chamado de "Relatório sobre elites econômicas, desigualdade e tributação”, Brasil (30) e México (11) são os países da América Latina com o maior número de bilionários, mas também são os que menos arrecadam com impostos sobre o patrimônio. Entre 2005 e 2007, o México arrecadou apenas 0,18% do Produto Interno Bruto (PIB) por impostos sobre o patrimônio e o Brasil 0,44%, atrás de outros países latino-americanos, como a Bolívia (0,62%), Chile, (0,59%) e Colômbia (0,54%). Em 2012, a revista americana Forbes registrou 1.153 bilionários no mundo, liderados pelo mexicano Carlos Slim, com uma fortuna de 69 bilhões de dólares, à frente dos americanos Bill Gates e Warren Buffet.

Em contraste com o gigantesco patrimônio desses bilionários, "há mais de 2 bilhões de pessoas que vivem (ou sobrevivem) com menos de dois dólares diários, o que revela as extremas disparidades existentes na economia mundial", adverte o relatório da Cepal. No Brasil, o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) poderia estipular parâmetros visando excluir, com robusta folga, as classes média e média alta, como também um conjunto de famílias que podem ser consideradas ricas, mas não milionárias.

A regulamentação do IGF pode definir que incida realmente somente sobre aqueles que apresentam grandes fortunas, estimados em cerca de 10 mil famílias e, principalmente, dentro desse universo de contribuintes, as 5 mil famílias que teriam um patrimônio equivalente a 40% do PIB. O problema principal é definir o que é uma "grande fortuna”, a base de cálculo e a alíquota por faixa de riqueza patrimonial. No exterior, tem sido comum que este IGF passa a ser exigido apenas sobre os ganhos auferidos ao ano, enquanto que no Brasil todos os debates apontam para a necessidade de se regulamentar o IGF de forma a que este incidiria sobre a totalidade do patrimônio dos indivíduos.

O imposto pode ser um grande impulso para se fazer justiça social no Brasil, pois a existência e regulação possibilitam a redistribuição de renda em favor dos segmentos da população mais vulneráveis social e economicamente. A própria inclusão desse artigo na Constituição de 1988 está colocada nos Atos e Disposições Constitucionais Transitórias que, em seu art. 80, inciso III, estipula: "Art. 80. Compõem o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza: [...] III – o produto da arrecadação do imposto de que trata o Art. 153, inciso VII, da Constituição”.

Um dos argumentos mais recorrentes é de que o novo imposto aumentaria a sonegação fiscal. Porém, no Brasil, sempre existiram os sonegadores habituais do Imposto de Renda, que, na maioria, são aqueles que têm mais a esconder. Eté então não há diferença se existe ou não o IGF. A cada ano, a Receita Federal se capacita mais para ter os meios necessários de acessar dados e cifras do patrimônio real de cada brasileiro, de forma estabilizada, mas ainda assim, parece óbvio que os donos de grandes fortunas a serem tributados – e que viessem a sonegar o pagamento do IGF – há muito já sonegam também o Imposto de Renda. Portanto, a existência ou não do IGF teria impacto nulo na incidência de sonegação fiscal por parte desse grupo.

Economistas e tributaristas informam que, caso esse imposto seja criado, o País terá aporte adicional de, pelo menos, R$ 14 bilhões, uma verba que poderia ser facilmente direcionada para a saúde, educação e demais obras estruturais. Recursos que viriam, em grande parte, de apenas 907 contribuintes com patrimônio superior a R$ 150 milhões. Porém, esse percentual varia de acordo com a proposta, pois ainda não há nenhum projeto efetivamente em vias de aprovação. Hoje são 14 projetos de lei complementar que preveem a taxação sobre grandes patrimônios no Brasil, entre eles o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e da bancada do PSOL, políticos de divergências históricas e antagônicas. Esse é um indicativo forte de que as grandes fortunas incomodam da esquerda à direita.

Segundo o site Congresso em Foco, o projeto em estado mais avançado de tramitação é do ex-presidente e então senador Fernando Henrique. O texto, apresentado em 1989, foi aprovado no Senado e encaminhado à Câmara naquele mesmo ano. Passou pelas comissões da Casa, mas estacionou no plenário em 2000. Presidente da República por oito anos, entre 1995 e 2002, o tucano não mobilizou seus aliados para retirar a proposta de taxação das grandes fortunas da gaveta. Bandeira histórica do Partido dos Trabalhadores (PT), a iniciativa também nunca chegou a ser tratada como prioridade nos governos Lula e Dilma, embora a presidenta Dilma Rousseff, "convide o Congresso a se debruçar sobre o assunto”, em seu pronunciamento em resposta às manifestações de rua no País no mês de junho.

Em maio deste ano, uma das propostas foi pautada para ser votada na Comissão de Seguridade Social da Câmara, mas, na última hora, uma manobra regimental impediu a aprovação. Um dos autores fas 14 propostas em "tramitação”, o deputado Chico Alencar (Psol), acredita que a matéria só será votada se houver "bom senso e o mínimo de sentimento de justiça tributária” entre os congressistas brasileiros. "É um projeto ameno, moderado. Não é um projeto da esquerda radical. É um projeto de sensatez radical”, afirmou o parlamentar fluminense.

*Com informações de Congresso em foco, site Vermelho e Agência Brasil

15 agosto, 2013

4º Encontrão Arquidiocesano das CEBs


A virose me pegou - sai virose

Caramba, Dia da padroeira da Arquidiocese de Maringá, a nossa igreja realizando passeio ciclístico, procissão com missa as 18 horas, e eu aqui, com virose..., sai virose esse corpo não te pertence.

08 agosto, 2013

Sete anos da Lei Maria da Penha


Ontem, dia sete de agosto a Lei Maria da Penha completou 7 anos. Dados divulgados pelo Instituto Patrícia Galvão e Data Popular mostram que, após sete anos de vigência, 98% da população dizem conhecer a lei. É necessário a denúncia para a efetividade da lei e a punição aos agressores que cometem violência contra as mulheres.

Dados atualizados do Mapa da Violência 2012: Homicídio de Mulheres no Brasil, apontam que é principalmente no ambiente doméstico que ocorrem as situações de violência contra a mulher. A taxa de ocorrência no ambiente doméstico é 71,8%, enquanto em vias públicas é 15,6%.

A violência física contra a mulher é predominante (44,2%), seguida da psicológica (20,8%) e da sexual (12,2%). No caso das vítimas que têm entre 20 e 50 anos de idade, o parceiro é o principal agente da violência física. Já nos casos em que as vítimas têm até nove anos de idade e a partir dos 60 anos, os pais e filhos são, respectivamente, os principais agressores, de acordo com dados do Mapa da Violência.

06 agosto, 2013

Preço da cesta básica cai nas 18 capitais

Em julho, todas as 18 capitais em que o DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica apresentaram queda no preço do conjunto de gêneros alimentícios essenciais. A última vez em que houve recuo no preço da cesta em todas as localidades acompanhadas foi em maio 
de 2007, quando o levantamento era realizado em 16 cidades. As retrações mais significativas, em julho, foram registradas em Brasília (-8,86%), Florianópolis (-7,61%), Porto Alegre (-7,06%) e Goiânia (-7,00%). As menores variações ocorreram em Salvador (-0,18%), Vitória (-1,55%) e Manaus (-1,82%).  Veja aqui tabelas apresentando custo e variação da cesta básica em 18 capitais do Brasil e variação mensal do gasto por produto e outras informações

05 agosto, 2013

Faltam 157 dias para o 13º Intereclesial das CEBs

"Justiça e Profecia a Serviço da Vida"
"CEBs Romeiras do Reino no Campo e na Cidade"
De 07 a 11 de janeiro de 2014, no "CORAÇÃO ALEGRE E FORTE DO NORDESTE", na terra do Pe. Cícero e da Beata Mª de Araújo -  Juazeiro do Norte/CE - Diocese de Crato, do Regional NE I.

Desigualdade de renda cai em 80% dos municípios do Brasil em uma década

Entre 2000 e 2010, rendimento dos 20% mais pobres cresceu mais rapidamente do que o dos 10% mais ricos em quatro de cada cinco cidades do País.

De 2000 a 2010 aconteceu algo inédito no Brasil: em 80% dos municípios, a desigualdade de renda entre seus habitantes diminuiu. O fato é ainda mais relevante porque reverteu uma tendência histórica. Na década anterior, a desigualdade medida pelo índice de Gini aumentara em 58% das cidades brasileiras. Leia na íntegra 

Morre o primeiro Arcebispo de Maringá, Dom Jaime Luiz Coelho

O primeiro Arcebispo de Maringá, Dom Jaime Luiz Coelho, morreu por volta de 1h da madrugada desta segunda-feira (05), na Santa Casa de Maringá, vítima de insuficiência renal crônica. Ele havia sido internado na UTI da Santa Casa na noite de sábado (04), por causa do agravamento do quadro de insuficiência renal.

A Arquidiocese de Maringá decreta luto oficial de três dias. As 56 paróquias da Arquidiocese estão fechadas e retomam com o expediente normal na quarta-feira (07). Todas as atividades pastorais que estavam programadas para esta segunda e terça-feira deverão ser canceladas.
Hoje, na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória já foram celebrada missas de corpo presente às 12h, 15h, 18h30 e haverá  outra as 24h. Amanhã, terça-feira (06) as missas serão às 3h, 7h, 12h, 15h e às 18h30.

O sepultamento deverá ser realizado terça-feira (06) logo após a missa de corpo presente das 18h30. O corpo de Dom Jaime será sepultado na cripta da Catedral Basílica.

A Arquidiocese pede que as pessoas que queiram prestar homenagens a Dom Jaime não comprem coroas de flores e sim façam doações em dinheiro para as obras sociais da Igreja. As doações podem ser feitas na Catedral.

04 agosto, 2013

Ser Padre Dom Helder

Padre Dirceu parabéns pelo dia do padre e pelos 17 anos de sacerdócio


04 de agosto, dia dedicado ao Padre

Um abraço caloroso e fraternal a todos os padres, com alegria celebramos a data dedicada a vocês, com um “muito obrigado”.

01 agosto, 2013

Reunião da Equipe ampliada das CEBs do Regional Sul II (Paraná)

A busca pela felicidade, que trazemos no coração e que move muitas de nossas ações e escolhas, tem como grande resposta a pessoa de Jesus Cristo. 

Motivados por esse momento lindo que estamos vivendo, pela presença amiga do Papa Francisco, assessores/as e representantes das Comunidades Eclesiais de Base das Arq/Dioceses do Paraná, estão a caminho da cidade de Curitiba para a reunião da Equipe Ampliada das CEBs do Paraná.

Amanhã na parte da manhã, eu também estarei a caminho, vai ser muito bom reencontrar esse povo de Deus do Paraná.
  
- Data 02 e 03 de Agosto 2013.
- Inicio 19hs do dia 02 e termino previsto para 12hs do dia 03 com almoço
- Local-Rua Padre Rafael José Kalinowski 757 Pinheirinho Curitiba Pr.
- Centro de formação Sagrado Coração do Verbo Encarnado.
- Telefones para contato.41 3349- 1403, Claudio 41 9948-5757 tim.

Informamos ainda que todas e todos deverão levar roupas de cama e banho.

Homenagem ao Arcebispo de Maringá dom Anuar Battisti pela sua participação na JMJ 2013

Homenagem ao Arcebispo de Maringá dom Anuar Battisti pela sua participação na JMJ 2013