09 maio, 2017

Cimi revela que número de índios agredidos em Viana (MA) é maior que o divulgado


Apuração realizada durante esta semana revelou que o número de feridos entre o povo Gamela, atacado no último dia 30 em uma área retomada no Povoado das Baías, município de Viana (MA), é ainda maior: 17 Gamela sofreram algum tipo de ferimento – entre estes indígenas, duas crianças e um pré-adolescente. Somados aos cinco baleados, chega a 22. O dado anterior a esta verificação dava conta de 13, sem os cinco Gamela feridos a tiros – três seguem internados no Hospital Central, em São Luís.
Dentre os não feridos a tiros, Dilma Cotrim Meireles Gamela é o caso que apresentou maior gravidade médica. Durante o ataque sofrido pelos Gamela numa área de retomada, Dilma levou pauladas e pedradas na cabeça. Passou a ter vômitos, tontura, desorientação. Na quarta-feira, 2, a indígena precisou realizar exames no Hospital Central e terminou internada, recebendo alta no início da noite desta sexta-feira, 5. Dois filhos de Dilma – J.M.S, de 14 anos, e N.M.S, de 12 anos – também acabaram feridos durante o ataque.
Os ferimentos apresentados pelos 17 Gamela não atingidos por armas de fogo foram causados por facões, pauladas, pedradas e escoriações ocorridas durante a fuga. I. D, de 10 anos, teve uma arma apontada contra a cabeça. “Ela ficou parada, parecendo em estado de choque. Não se mexia. Teve de ser arrastada no meio dos tiros e sofreu uns arranhões”, explica Maria das Dores Gamela, uma das feridas – levou uma paulada nas costas e cortes na perna esquerda no momento em que passava por uma cerca de arame farpado.
Leia na íntegra a lista de feridos e baleados:
1 – Benedito Lourenço Baía Filho;
2- Leonete Mendonça dos Santos;
3- João Pereira Silva;
4- Raimundo Pereira Meireles;
5- Ademir Meirelles;
6- Carla Pereira;
7- Maria Raimundo;
8- Dilma Cotrim Meireles;
9- J.M.S, de 14 anos;
10- N.M.S, de 12 anos;
11 – Ronilson (sobrenome não localizado);
12 – João dos Santos;
13- I.D, de 10 anos;
14- Laércio Mendonça Reis;
15- Jacineva (sobrenome não localizado);
16- Jaudo Gamela;
17- José Oscar Mendonça.
Baleados e mãos amputadas:
1.Aldenir de Jesus Robeiro – baleado e duas mãos amputadas;
2. José Ribamar Mendes – baleado e mão direita amputada;
3. José André Ribeiro – baleado;
Com alta médica:
4. Francisco Jansen – baleado;
5. Inaldo Cerejo – baleado.
Leia a Íntegra da matéria  aqui.
Por Renato Santana, da Assessoria de Comunicação – Cimi | De Viana, Maranhão
Foto: Ana Mendes/Cimi

Cenário político indigenista vivido no Brasil é caótico!

CARTA DE DOM ROQUE NA 55ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB
“Felizes os mansos, porque receberão a terra em herança.” (Mt 5,5)
O cenário político indigenista vivido no Brasil é caótico. O risco iminente de retrocessos contra os direitos indígenas, de modo especial ligados ao território, é alto. O agravamento das violações de direitos humanos dos povos indígenas no Brasil é evidente.
As ameaças e ataques anti-indígenas ocorrem nos três poderes do Estado Brasileiro. Favorecidos com doações milionárias de grandes corporações, inclusive multinacionais, o ruralismo saiu ainda mais fortalecido das urnas, em 2014. O impeachment, de 2016, permitiu aumentar o ataque contra os povos indígenas em todo o território nacional.
A bancada ruralista, que já exercia forte pressão sobre o governo Dilma, agora assumiu, por completo, a condução política do governo Temer. Diferentes órgãos foram ocupados por pessoas com posicionamentos antagônicos aos povos indígenas, quilombolas, demais comunidades tradicionais e camponeses sem terra.
Até mesmo o Ministério da Justiça, que tem papel fundamental na condução dos procedimentos administrativos de demarcação das terras indígenas, foi assumido por um membro da bancada ruralista, o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215/00, principal instrumento legislativo contra os direitos territoriais dos povos indígenas no Brasil.
O Ministro da Justiça destaca-se por ser um operador orgânico, empenhado nas ações que visam a desconstrução dos direitos dos povos indígenas no Brasil. Corporações empresariais ligadas ao agronegócio foram as principais financiadoras de sua campanha à Câmara dos Deputados. Como ministro do governo Temer, é o representante do núcleo duro da bancada ruralista, setor que atua de modo articulado, sistemático e violento no ataque aos povos e direitos indígenas.
Pelo enxugamento de recursos e descompromisso político, o governo Temer paralisou os procedimentos administrativos de demarcação das terras indígenas. Desde que assumiu o governo, em maio de 2016, nenhuma terra indígena foi homologada pelo Presidente e sequer declarada pelo Ministro da Justiça.
O Executivo federal também demitiu funcionários e cortou o orçamento da Fundação Nacional do Índio (Funai). Com isso, mais de cinquenta coordenações técnicas locais e ao menos cinco bases de proteção a povos isolados e de recente contato estão sendo fechadas pelo órgão indigenista.
O enxugamento da máquina governamental configura a desproteção dos povos indígenas, perpetua situações de vulnerabilidade sócio cultural, conflitos e violências enfrentadas pelos povos, de modo especial nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Noroeste do país. Também favorece a invasão, loteamento e apossamento ilegal de terras indígenas já demarcadas; ao mesmo tempo em que fortalece o risco de genocídio contra diversos povos isolados, de modo especial na região Amazônica.
No Judiciário, de modo especial no Supremo Tribunal Federal (STF), há intensa disputa em torno da interpretação do atual texto constitucional. Os ruralistas e alguns Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defendem a tese político-jurídica do Marco Temporal, segundo a qual os povos somente teriam direito às terras nas quais estavam na posse em 05 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Brasileira. Naquele momento, muitos povos indígenas estavam encurralados em terras não demarcadas e impedidos de reivindicar seus territórios. Trata-se de matéria de profunda importância e gravidade. Eventual decisão majoritária do STF em favor dessa tese, significará, na prática, a legalização e legitimação de todas as ações violentas, cometidas por forças privadas e pelo próprio Estado brasileiro, até aquela data, que resultaram em expulsões dos povos de suas terras.
A mera possibilidade de legitimação dos esbulhos de terras indígenas cometidos até outubro de 1988, tem servido para insuflar a prática de novas invasões, loteamentos e apossamentos ilegais de terras indígenas já demarcadas, práticas que estão em curso especialmente nos estados de Rondônia e Pará.
Perseguições ao Cimi, seus membros e colaboradores: A CPI do Cimi no Mato Grosso do Sul e a CPI da Funai/Incra na Câmara dos Deputados.
No advento dos 45 anos completados no último dia 23 de abril, o Cimi tem a alegria de informar sobre o arquivamento, por parte do Ministério Público Estadual (MPE) e Ministério Público Federal (MPF), do Relatório produzido pela CPI do Cimi no Mato Grosso do Sul. A Comissão Parlamentar de Inquérito criada e conduzida por parlamentares ruralistas invadiu a vida institucional do Cimi, de membros e colaboradores da organização durante oito meses, no período de setembro de 2015 a maio de 2016.
Ao longo de todo esse tempo, acusações marcadamente falaciosas foram amplamente divulgadas como se verdade fossem por diferentes veículos de comunicação, inclusive pela TV pública da própria Assembleia Legislativa daquele estado. Imagens de missionários e seus familiares e crianças foram divulgadas sem o menor respeito.
O arquivamento do Relatório da CPI do Cimi pelos órgãos de controle do Estado brasileiro demonstra que a luta por direitos e em defesa da Vida no Brasil não é e não pode ser tratada como crime em nosso país. Com o arquivamento do citado Relatório, fica novamente demonstrado, mais uma vez, que o Cimi, seus membros e colaboradores atuam, única e exclusivamente, dentro dos marcos político-legais vigentes no Estado brasileiro.
A motivação central do arquivamento do Relatório da CPI, a saber, por falta de provas, materializa o fato de que as acusações desferidas por parte de representantes do agronegócio sul mato-grossense contra o Cimi, seus membros e colaboradores tinham exclusivo viés político-ideológico e se deram num contexto de perseguição, tentativa de criminalização e na intenção de provocar danos morais contra uma organização reconhecida, nacional e internacionalmente, pelo compromisso com a vida dos povos indígenas e de uma sociedade plural e democrática.
Nesse contexto, o Cimi chama a atenção para o fato de que o referido Relatório, devidamente arquivado pelos Ministérios Públicos Estadual e Federal no Mato Grosso do Sul, foi requerido e pode estar sendo ‘requentado’ pelos ruralistas no âmbito da CPI da Funai/Incra na Câmara dos Deputados. O relatório desta nova CPI provavelmente será aprovado ainda neste mês de maio de 2017.
Por evidente, eventual menção e retomada, pela CPI da Funai/Incra, de acusações dirigidas ao Cimi, a seus membros e colaboradores que foram arquivadas junto com o Relatório da CPI do Cimi no Mato Grosso do Sul, significará prática recorrente, de modo consciente e deliberado, por parte de seus autores, de perseguição política, tentativa de criminalização e provocação de danos morais contra a organização, seus membros e colaboradores.
Cumpre lembrar que estas estratégias de acusações infundadas e tentativas de linchamento moral contra o Cimi não são inéditas. No advento do processo Constituinte, em 1987, na tentativa de desqualificar a luta dos povos indígenas pela garantia de seus direitos no texto Constitucional, o Cimi também sofreu um duro processo de acusações públicas feitas por meio do Jornal Estado de São Paulo. As acusações desembocaram numa Comissão Parlamentar de Inquérito no Congresso Nacional. Na ocasião, ao longo do funcionamento da CPI foi comprovado o caráter totalmente fraudulento dos documentos que embasavam as acusações contra o Cimi. Composta por maioria contrária ao Cimi e à causa indígena, a CPI finalizou sem a votação do relatório que necessariamente inocentaria o Cimi.
Incidência junto a Organismos Multilaterias em defesa da causa indígena no Brasil
Diante do caos vivido no Brasil quanto às violações de direitos humanos provadas por representantes dos interesses do agronegócio, bem como, do absoluto controle político das estruturas legislativas e de governo no Estado brasileiro pelo mesmo setor, a atuação política junto a organismos multilaterais em defesa dos direitos e da vida dos povos indígenas ganha ainda mais importância.
Neste sentido, o Cimi tem mantido presença, por meio de seus missionários, e contribuído para garantir a participação de lideranças indígenas em diferentes espaços de incidência internacional, tais como: o Fórum Permanente da ONU sobre Povos Indígenas, o Conselho de Direitos Humanos da ONU, as representações diplomáticas do Brasil junto à ONU e à OEA; a Relatoria Especial da ONU para Povos Indígenas, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e a Corte Interamericana de Direitos Humanos, ligadas à Organização dos Estados Americanos (OAE).
Destacamos, neste contexto, a atuação do Cimi, por meio de suas assessorias e missionários, no Caso Xucuru, que está em julgamento na Corte Interamericana de Direitos Humanos, da OEA, e a apresentação de denúncia formal sobre violações e violências sofridas pelos Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, junto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em conjunto com organizações parceiras, em 2016.
Importante salientar ainda, que, em 2016, o Cimi obteve o Status Consultivo Especial no Conselho Econômico e Social da ONU. O fato atesta o reconhecimento da Organização das Nações Unidas relativamente à atuação do Cimi em defesa da Vida e dos direitos dos povos indígenas no Brasil e fortalece a missão e a responsabilidade do Organismo de Pastoral junto a instâncias multilaterais.
A visita ao Brasil e o Relatório produzido pela Relatora Especial da ONU sobre povos indígenas, Victoria Tauli Corpus, em 2016, em que constam informações sobre violações e violências cometidas, especialmente, contra povos indígenas no Mato Grosso do Sul, Bahia e Pará, bem como as recomendações feitas pela mesma , atestam a gravidade da situação vivida pelos povos indígenas em nosso país.
Os ataques violentos feitos por milicianos de modo organizado e com requintes de crueldade, desferidos após a visita da Relatora Especial da ONU e já no contexto do Governo Temer, especialmente nos casos do conhecido “Massacre de Caarapó”, contra os Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul em junho de 2016, e o ataque contra os Gamela, neste domingo 30 de abril de 2017, no Maranhão, demonstram o agravamento da situação e a total desconsideração às normas legais vigentes no Brasil e às recomendações de organismos internacionais por parte de representantes do agronegócio no Brasil.
Parece-nos fortemente paradoxal e não razoável o fato de que uma notícia, por exemplo, sobre a ocorrência de eventual caso de febre aftosa em um boi numa determinada região do Brasil provoque restrição, suspensão e até mesmo o fechamento dos mercados à importação de carne bovina brasileira, ao mesmo tempo em que notícias como o massacre de Eldorado do Carajás, ocorrido no Pará, em 1997, o Massacre de Caarapó, no Mato Grosso do Sul, em 2016, e o Massacre de Colniza, no Mato Grosso, em 2017, não tenham consequências, tais como, de restrição, suspensão ou fechamento nestes mesmos mercados à importação de commodities produzidas pelo agronegócio nessas regiões.
A Avides como motivação dos ataques anti-indígenas
Em momentos de crise no sistema capitalista, as grandes corporações intensificam suas iniciativas na perspectiva de manter e ampliar as taxas de lucro, potencializando a concentração de capital no mundo . Para tanto, atuam fortemente em todos os níveis, para flexibilizar os direitos conquistados pelos trabalhadores, para se apropriar de bens estatais por meio de privatizações e para expandir a posse e a exploração de bens naturais.
O acesso, a exploração e a transformação de bens naturais em mercadoria comercializável é um mecanismo de geração de lucro fácil e rápido. O movimento expansionista vigente em toda a América Latina, e no Brasil em especial, dá-se nessa perspectiva. As terras que estão na posse dos povos indígenas e de outras populações tradicionais são ricas em bens naturais. Por isso, essas áreas estão sob permanente assédio e o direito sobre elas estão sob intenso ataque.
Os Povos Conscientes e em luta na defesa de seus direitos e projetos de vida.
Diante disso tudo, por óbvio, os povos indígenas não ficariam de “braços cruzados”. O ataque sistemático e violento aos seus direitos e às suas vidas faz com que se mobilizem em todas as regiões do país. Nas aldeias, nas estradas, nas retomadas, nas autodemarcações, nas incidências e mobilizações, no Brasil e em instâncias multilaterais, continuam fazendo as denúncias contra os projetos de morte do agronegócio e anunciando, em alto e bom som, que estão vivos e que darão suas vidas pelo direito à Vida e ao futuro de sus gerações em seus territórios demarcados e protegidos.
Continuidade e audácia do nosso compromisso com os povos indígenas
Eu trago do 14º Acampamento “Terra Livre”, de Brasília, os gritos dos povos indígenas para essa nossa assembleia da CNBB: “demarcação já!”, “respeito aos territórios demarcados!”, “respeito à vida dos povos indígenas”. O Relatório de Violência contra os povos indígenas no Brasil nos obrigou, novamente, de divulgar uma realidade triste. Dentre outras violências graves, mais de 650 casos de omissão e morosidade na regularização de terras, cerca de 600 óbitos de crianças de 0 a 5 anos, e dezenas de assassinados no ano de 2015 foram registrados.
Até hoje, a defesa dos povos indígenas é uma luta pela vida e contra a morte. Pecado não é apenas “matar índios”. “Pecado” significa também, indiferença diante das ameaças de sua causa pelos três poderes, ingenuidade de parcerias e indigenismo de gabinete.
Faz 10 anos que se realizou, aqui em Aparecida, a Va Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. Lhes asseguro, caros colegas no ministério episcopal, que as missionárias e os missionários do Cimi têm “um compromisso com a realidade” (DAp 491), como o Documento de Aparecida (DAp) nos recomendou e que esse compromisso “nasce do amor apaixonado por Cristo que acompanha o Povo de Deus na missão de inculturar o Evangelho na história” (DAp 491). Mas esse compromisso do testemunho pascal levou o Cimi, muitas vezes, aos limites entre vida e morte. Celebramos este ano o jubileu de dois mártires do Cimi: o salesiano Rodolfo Lunkenbein (1939-1976) e o jesuíta Vicente Cañas (1939-1987), Rodolfo assassinado, faz 40 anos, porque defendeu o território dos Bororo, Vicente, faz 30 anos, porque defendeu o território dos Enawenê Nawê. Rodolfo era conselheiro do Cimi, Vicente sua consciência inquieta. Mas os primeiros mártires da causa indígena foram os próprios índios.
Por fim, agradeço profundamente o apoio, o envolvimento e o empenho da Presidência da CNBB em relação à causa indígena no Brasil e, de modo particular, ao Cimi. Estou convicto de que se não fosse isso, a situação descrita neste pronunciamento seria muito mais grave.
Quero terminar essa comunicação com um breve testemunho de Dom Aldo Mongiano, meu antecessor de Roraima. Ao despedir-se da diocese, em 1996, D. Aldo escreveu uma Carta Pastoral que poderia ser do apóstolo Paulo: “Fui espionado, sofri ameaças, insultos, falsos testemunhos. […] Durante vinte anos, políticos, jornais e rádios locais alvejaram atirando contra a Igreja de Roraima, lançando contra mim e contra os missionários da Consolata as críticas mais venenosas e as calúnias mais infames. […] Quando parti para Roraima, tinha comigo só o passaporte, a passagem e o documento de Roma, no qual tinha sido nomeado bispo. Quando fui embora, nem isso tinha” (Mongiano, Aldo. Roraima entre profecia e martírio, Diocese de Roraima, 2011). Mas lutar não foi em vão. Eis a nossa esperança também hoje. Faz tempo que o território dos povos indígenas de Roraima e dos Bororo e dos Enawenê Nawê do Mato Grosso foram demarcados. O martírio aponta para o núcleo da esperança de uma causa aparentemente perdida, de uma causa que na última instância e antecipadamente recebeu o veredito de Deus fiel e justo: “serás livre e tua causa viverá”. Vivemos de esperança em esperança, porque acreditamos: “Felizes os mansos, porque receberão a terra em herança.” (Mt 5,5).
Dom Roque Paloschi
Arcebispo de Porto Velho, Rondônia, e Presidente do Cimi

04 maio, 2017

Baixe o Texto Base e o Cancioneiro (Livro de Canto) do 14º Intereclesial das CEB’s - Nacional


Baixe o Texto Base e o Cancioneiro (Livro de Canto) do 14º Intereclesial das CEB’s - Nacional


O texto base do 14º Intereclesial das CEB’s, cujo tema central é: “CEB’s e os Desafios do Mundo Urbano” e o lema “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-los”.

A cultura urbana vai muito além dos limites das cidades.


Abrange cidade e campo, grandes e pequenos, centros e periferias, ocidente e oriente. Nada e ninguém escapa do contato, da influência do urbano.

O mundo urbano é um sinal dos tempos que nos convoca a uma “conversão pastoral urbana”.
O Papa Francisco nos impulsiona a olhar a cidade com os olhos da ciência e os olhos da fé. Deus habita nas casas, nas ruas, nas praças da cidade. A Palavra de Deus deve alcançar os núcleos mais profundos da alma da cidade. Uma cultura inédita palpita e está em elaboração no coração da cidade e do mundo urbano.

Os Bispos do Brasil lembram que as “CEB’s são uma forma de vivência comunitária, de inserção na sociedade, de exercícios do profetismo e de compromisso com a transformação de realidade, sob a luz do Evangelho” (cf. Doc. 105, nº 146). Tudo isso em sintonia com a paróquia local, a pastoral diocesana e em comunhão com os pastores. 

Para baixar o Texto Base clique aqui
Para baixar o Cancioneiro clique aqui


Dom Orlando: 14º Intereclesial das Cebs convoca conversão à pastoral urbana



As Comunidades Eclesiais de Base (Cebs) de todo o Brasil se reúnem em Londrina (PR), de 23 a 28 de janeiro, para o 14º Intereclesial das Cebs. Com o tema “Cebs e os Desafios do Mundo Urbano” e o lema “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-los”, a iniciativa ganhou destaque durante a 55º Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Segundo o arcebispo de Aparecida (SP), dom Orlando Brandes, em 2018, o Brasil voltará seus olhos para a cidade de Londrina (PR) como sede do Intereclesial. Para ele, as Comunidades Eclesiais de Base ajudarão a todos a crescerem no profetismo e na dimensão social do Evangelho e da fé: “Para nós sediar este tão grande evento é uma dádiva (…). Certamente o 14º Intereclesial muito contribuirá para que a nova evangelização aconteça e cresça cada vez mais nas estruturas do mundo urbano”.

O bispo de Tocantinópolis (TO) e referencial das Cebs, dom Giovane Pereira de Melo afirma que este é um grande encontro celebrativo. Para ele, o evento é uma grande assembleia do povo de Deus que vive nas Comunidades Eclesiais de Base e que se encontra periodicamente para celebrar a caminhada, as conquistas, a luta e o testemunho de ser presença profética nas pequenas comunidades: “É um voltar da Igreja através das Comunidades Eclesiais de Base sobre toda a realidade, os desafios de evangelizar e ser presença profética no mundo urbano”.

Já a organização do evento explica que representantes de todas as regiões do Brasil, de países da América Latina e de outros lugares, de diversas religiões ou crenças, se reunirão para celebrar a diversidade e a beleza de viver o Evangelho de Jesus de Nazaré. “O Intereclesial é um momento marcante e significativo para as Cebs que avalia, indica caminhos e promove a unidade das comunidades”.

Subsídios
Rumo ao 14º Intereclesial das Cebs, o secretariado do evento apresentou os subsídios que irão animar a caminhada das comunidades em 2018. O texto-base que tem como título “Cebs e os Desafios do Mundo Urbano” é dividido no método ver, julgar e agir e, como o próprio nome indica, oferece uma reflexão sobre os desafios vividos no mundo urbano.

O primeiro capítulo do livro traz uma abordagem do processo de urbanização no Brasil, contextualizando a origem das cidades brasileiras, suas dinâmicas e culturas. No segundo capítulo, o texto-base traz uma fundamentação teológica para a ação das Cebs em relação aos desafios da cidade. Já no último capítulo são apontados os problemas mais graves ou mais urgentes pelos animadores de Cebs no Brasil, como a questão da moradia, violência, saúde, educação.

Além do texto-base, também já estão disponíveis para download o cartaz do evento, o cancioneiro e a oração que conduzirá o 14º Intereclesial. Confira no site das Cebs!

Fonte: CNBB



03 maio, 2017

Terço na praça - venha participar dia 12 de maio em Maringá



Arquidiocese de Maringá realiza o Terço na Praça seguido de procissão luminosa e vigília

Nosso 2º encontro em preparação

O terço será dia 12/05/201

Celebrando o Centenário das Aparições de Fátima

O terço será à 18 horas
Encerrando o Terço, procissão luminosa até a praça da catedral.
Em seguida, com das 22 horas do dia 12 até as 07 horas do dia 13 vigília.

Às 07 horas dia dia 13 -  Santa Missa presidida por Dom Anuar com Indulgência Plenária / Consagração da Arquidiocese.

Segue a escala da vigília por pastorais, movimentos e organismos:

22h às 23h – Pastoral Familiar / ECC / MFC / Vicentinos
23h à 00h   - Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs / Grupos de Reflexão
00h às 01h – RCC
01h às 02h – Aliança de Misericórdia / Cristma
02h às 03h – Cursilho de Cristandade
03h às 04h – Ap. Eucarístico da Divina Misericórdia
04h às 05h – Juventude Missionária e Infância Missionária
05h às 06h – COMIDI / Oficina de Oração e Vida
06h às 07h – Federação das Congregações Marianas / Mãe Rainha / Apostolado da Oração / Pastoral da Criança e Catequese

02 maio, 2017

A Igreja sofre com corações que só julga, não quer ouvir!

“A Igreja sofre muito, muito por isso: corações fechados, corações de pedra, corações que não querem se abrir, que não querem ouvir; corações que conhecem apenas a linguagem da condenação: sabem condenar, mas não sabem dizer: ‘Explique-me, por que diz isto? Por que isto? Explique-me...’. Não: são fechados, sabem tudo, não precisam de explicações”.

Papa Francisco

01 maio, 2017

O 1º de Maio dia da Trabalhadora e do Trabalhador


O 1º de Maio é feriado nacional em muitos países, como no Brasil, um dia historicamente marcado pelas lutas das trabalhadoras e dos trabalhadores de todo mundo. Infelizmente hoje, importantes setores no Brasil e no mundo tentam apagar o passado e a tradição do 1º de Maio. A história de lutas das trabalhadoras e dos trabalhadores no mundo todo continua hoje, porque a exploração da classe trabalhadora ainda existe para continuar sustentando o capitalismo selvagem.


Mas as pessoas que tudo fazem para manter o capitalismo selvagem não conseguiram matar a história, e ela traz presente às trabalhadoras e os trabalhadores que não aceitaram essa situação, iniciando sua luta por melhores condições de vida, organizando movimentos sociais, associações e sindicatos.

A história é o grito que não conseguiram calar de tantas mulheres e homens, de todas as idades, de ontem e de hoje e de tantos lugares que acreditaram e acreditam na necessidade de unir forças para conquistar os direitos trabalhistas.

As Romarias, manifestações e tantas outras atividades do 1º de Maio é um convite a cantar um canto que nasce da luta, canto de paz, alegria e esperança, contra tantos tiranos que só pensam em explorar, tomar terras e ter lucro matando.

É um convite a trazer presente todas àquelas e todos aqueles que nunca recuaram, sofreram feridas caladas, enfrentaram a dor e caíram lutando contra os muros e cercas da morte.

Bendito todas essas pessoas que acreditaram na vitória e tiveram seu sangue derramado, más jamais foram e serão caladas.

Não deixemos à história morrer, para que humildemente ela possa explicar o que se passou para que não cometamos os mesmos erros do passado.

28 abril, 2017

1ª greve geral do país, há 100 anos, foi iniciada por mulheres e durou 30 dias

Em junho de 1917, décadas antes da consolidação das leis trabalhistas no Brasil, cerca de 400 operários - em sua maioria mulheres - da fábrica têxtil Cotonifício Crespi na Mooca, em São Paulo, paralisaram suas atividades.


                                                                  Foto: Arquivo Edgar Leuenroth/Unicamp. 

A reportagem é de Camilla Costa e publicada por BBC Brasil, 28-04-2017.
Eles pediam, entre outras coisas, aumento de salários e redução das jornadas de trabalho, que até então não eram garantidos por lei. Em algumas semanas, a greve se espalharia por diversos setores da economia, por todo o Estado de São Paulo e, em seguida, para o Rio de Janeiro e Porto Alegre. Era a primeira "greve geral" no país.
Mas uma das principais diferenças entre aquela e a greve geral convocada para esta sexta-feira, em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência, é que, em 1917, ela não foi anunciada como tal, disse à BBC Brasil o historiador Claudio Batalha, da Unicamp."Não é uma greve que já tivesse bandeiras gerais. Ela começa com questões específicas dos setores que vão aderindo ao movimento grevista, alguns por solidariedade. Depois é que a pauta passou a incluir desde reivindicações relacionadas ao trabalho até reivindicações de cunho político - libertação dos presos do movimento, por exemplo."
Uma destas questões específicas, menos comentada nos livros de história, era o assédio sexual. Segundo Batalha, parte da revolta das funcionárias do Cotonifício Crespi era o assédio que sofriam dos chamados contramestres, funcionários que supervisionavam o chão de fábrica. "Isso não era incomum na época. Greves anteriores já haviam começado contra determinado funcionário que tivesse um cargo de chefia e tirasse proveito desse poder", explica.

Crescimento

Mas se a convocação de 2017 reflete a insegurança causada pelo desemprego e pela recessão, em 1917, a indústria brasileira ia de vento em popa. Na verdade, os lucros das empresas chegavam a duplicar a cada ano.
"Entre 1914 e 1917, com a Primeira Guerra Mundial, se passou de uma recessão econômica a um superemprego, porque os produtos brasileiros passaram a substituir os importados e a serem exportados", explica o historiador italiano radicado no Brasil Luigi Biondi, da Unifesp. "Em 1914, o Cotonifício Crespi lucrou 196 contos de réis. No ano seguinte, o lucro foi de 350 contos de réis. E foi aumentando. Enquanto isso, aumentavam as horas de trabalho."
Com o aumento da produção, as fábricas brasileiras, que tinham poucas máquinas, vindas do exterior, tiveram que usá-las por mais tempo. Isso significava que os operários passaram a trabalhar até 16 horas por dia, sem aumento de salário.
No final de junho, a paralisação dos operários do Crespi contagiou os 1.500 operários da fábrica têxtil Ipiranga. Em seguida, se espalhou pela indústria de móveis, concentrada no Brás, e chegou até a fábrica de bebidas da Antarctica. "Em julho, a greve parou a cidade (São Paulo). Havia embates de rua e tentativa de saques aos moinhos que produziam farinha por causa da crise de abastecimento. Muitos foram mortos e feridos nos confrontos com a polícia", diz Biondi.
O movimento ganhou mais fôlego no dia 11 de julho, quando milhares acompanharam o enterro do sapateiro espanhol José Martinez, de 21 anos. Ele morreu com um tiro no estômago depois que uma unidade de cavalaria da polícia dispersou manifestantes que quebraram barris de cerveja diante da fábrica da Antartica, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, que noticiou o confronto.
"A partir daí, a greve se alastrou para quase todas as cidades do interior de São Paulo. Campinas, Piracicaba, Santos, Sorocaba, Ribeirão Preto. Até Poços de Caldas, no sul de Minas, que não era uma cidade industrial, teve movimentos de greve", afirma o historiador.

Negociação

Em 16 de julho - mais de um mês após o início da paralisação no Cotonifício Crespi - um acordo entre autoridades, organizações trabalhistas e industriais, mediado por jornalistas, pôs fim à greve em São Paulo. Mais ainda não era o fim da greve geral. "Só em São Paulo a greve de fato terminou com uma negociação única. No Rio e em Porto Alegre, os movimentos tiveram dimensões gerais, mas só terminaram na medida em que cada setor chegava a um acordo com seu patronato. O ritmo de saída da greve foi aos poucos, assim como a adesão", explica Batalha.
Segundo Biondi, até mesmo na cidade de São Paulo ainda havia categorias entrando em greve no dia 18 de julho, como os pedreiros. Parte dos empresários se recusava a assinar os acordos e queria negociar condições diretamente com os funcionários.
Mesmo com a assinatura dos acordos, a consolidação dos direitos só viria em 1943, durante o regime de Getúlio Vargas.
"O que acontecia muitas vezes na época é que algo era obtido com uma greve, passava-se algum tempo e essa reivindicação voltava para nada", diz Claudio Batalha. "Em 1907, também houve uma série de greves pedindo a jornada de trabalho de oito horas. E elas chegaram a diminuir, mas, depois de algum tempo, o patronato voltou a estabelecer as jornadas anteriores. O mesmo ocorreu após 1917."
A experiência da primeira greve geral também fez com que os empresários se preparassem para enfrentar futuras paralisações - o que tornou novas negociações mais difíceis para os trabalhadores.
"Uma das coisas que levou ao sucesso relativo da greve em 1917 é que as fábricas não tinham estoques. Quando os operários paravam, não havia produtos nas lojas. A partir daí, eles passaram a ter grandes estoques, e podiam permanecer sem funcionar um certo período porque tinham produção para vender."
Batalha lembra, no entanto, que o acordo só surgiu depois que "a greve atingiu dimensões tais que não tinha mais como controlar o movimento". "A primeira tentativa de lidar com a greve foi de repressão. Essa era a tônica do período, tanto que houve mortes. Parte do processo de ampliação da greve, inclusive, se deveu a essas mortes."
"Até hoje a solução repressiva pode ser um desserviço às autoridades. Se a gente pensar nos protestos de 2013, a virada no número de pessoas em São Paulo foi quando houve uma repressão desproporcional à manifestação", afirma.

Ideologia

Em fevereiro de 1917, meses antes da greve brasileira, mulheres que trabalhavam na indústria têxtil deram início a protestos e a uma paralisação que teria consequências ainda maiores: a revolução russa.
"Essa greve também é importante porque mostra a conexão do Brasil com o resto do mundo. Naquele ano, greves como aquela ocorreram em diversos países", diz LuigiBiondi.
Ideologias como o anarquismo e o socialismo marxista, que chegaram a São Paulo principalmente pelos imigrantes italianos, tiveram um papel importante na organização do movimento. "Por causa da Rússia, eles tinham a ideia de que aquilo poderia levar a uma insurreição dos trabalhadores. Isso não ocorreu, mas a cidade foi tomada. Pela primeira vez isso espantou as elites do país, que começaram a se dar conta de que a questão social urbana era grave e tinha que ser considerada."
Batalha acha que as correntes socialistas "tinham certa liderança", mas que sua influência era maior sobre trabalhadores qualificados. "O que faz com que uma greve funcione é que as pessoas sintam que aquele estado de coisas chegou ao limite. Uma das características importantes de 1917 é que, pela primeira vez, setores que não participavam desse tipo de movimento começaram a participar." 

Mensagem da CNBB aos trabalhadoras (es) do Brasil: “Encorajamos a organização democrática e mobilizações pacíficas”

"É inaceitável que decisões de tamanha incidência na vida das pessoas e que retiram direitos já conquistados, sejam aprovadas no Congresso Nacional, sem um amplo diálogo com a sociedade", destaca a CNBB sobre as reformas em curso no congresso brasileiro, em mensagem a toda a sociedade brasileira.
Eis a mensagem.
Aos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil
“Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho” (Jo 5,17)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida – SP, em sua 55ª Assembleia Geral Ordinária, se une aos trabalhadores e às trabalhadoras, da cidade e do campo, por ocasião do dia 1º de maio. Brota do nosso coração de pastores um grito de solidariedade em defesa de seus direitos, particularmente dos 13 milhões de desempregados.
O trabalho é fundamental para a dignidade da pessoa, constitui uma dimensão da existência humana sobre a terra. Pelo trabalho, a pessoa participa da obra da criação, contribui para a construção de uma sociedade justa, tornando-se, assim, semelhante a Deus que trabalha sempre. O trabalhador não é mercadoria, por isso, não pode ser coisificado. Ele é sujeito e tem direito à justa remuneração, que não se mede apenas pelo custo da força de trabalho, mas também pelo direito à qualidade de vida digna.
Ao longo da nossa história, as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras pela conquista de direitos contribuíram para a construção de uma nação com ideais republicanos e democráticos. O dia do trabalhador e da trabalhadora é celebrado, neste ano de 2017, em meio a um ataque sistemático e ostensivo aos direitos conquistados, precarizando as condições de vida, enfraquecendo o Estado e absolutizando o Mercado. Diante disso, dizemos não ao “conceito economicista da sociedade, que procura o lucro egoísta, fora dos parâmetros da justiça social” (Papa Francisco, Audiência Geral, 1º. de maio de 2013).
Nessa lógica perversa do mercado, os Poderes Executivo e Legislativo reduzem o dever do Estado de mediar a relação entre capital e trabalho, e de garantir a proteção social. Exemplos disso são os Projetos de Lei 4302/98 (Lei das Terceirizações) e 6787/16 (Reforma Trabalhista), bem como a Proposta de Emenda à Constituição 287/16 (Reforma da Previdência). É inaceitável que decisões de tamanha incidência na vida das pessoas e que retiram direitos já conquistados, sejam aprovadas no Congresso Nacional, sem um amplo diálogo com a sociedade.
Irmãos e irmãs, trabalhadores e trabalhadoras, diante da precarização, flexibilização das leis do trabalho e demais perdas oriundas das “reformas”, nossa palavra é de esperança e de fé: nenhum trabalhador sem direitos! Juntamente com a Terra e o Teto, o Trabalho é um direito sagrado, pelo qual vale a pena lutar (Cf. Papa Francisco, Discurso aos Movimentos Populares, 9 de julho de 2015).
Encorajamos a organização democrática e mobilizações pacíficas, em defesa da dignidade e dos direitos de todos os trabalhadores e trabalhadoras, com especial atenção aos mais pobres.
Por intercessão de São José Operário, invocamos a bênção de Deus para cada trabalhador e trabalhadora e suas famílias.
Aparecida, 27 de abril de 2017.

27 abril, 2017

O Cristão que dá testemunho em obediência sofre calúnias, boatos e perseguições!

“As consequências do testemunho de obediência são as perseguições. Quando Jesus enumera as Bem-aventuranças termina com: “Bem-aventurados quando vos perseguirem e insultarem”. A cruz não pode ser tirada da vida do cristão. A vida de um cristão não é um status social, não é um modo de viver uma espiritualidade que me faça bem, que me faça um pouco melhor. Isto não basta. A vida de um cristão é o testemunho em obediência e a vida de um cristão é repleta de calúnias, boatos e perseguições”.

Papa Francisco

26 abril, 2017

Arquidiocese de Maringá realiza o Terço na Praça - dia 12/05/2017

Fotos da Segunda Reunião em Preparação do Terço na Praça

Terço na Praça - Caminhada Luminosa e Vigília


Arquidiocese de Maringá realiza o Terço na Praça seguido de procissão luminosa e vigília

Nosso 2º encontro em preparação

O terço será dia 12/05/201

Celebrando o Centenário das Aparições de Fátima

O terço será à 18 horas
Encerrando o Terço, procissão luminosa até a praça da catedral.
Em seguida, com das 22 horas do dia 12 até as 07 horas do dia 13 vigília.

Às 07 horas dia dia 13 -  Santa Missa presidida por Dom Anuar com Indulgência Plenária / Consagração da Arquidiocese.

Segue a escala da vigília por pastorais, movimentos e organismos:

22h às 23h – Pastoral Familiar / ECC / MFC / Vicentinos
23h à 00h   - Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs / Grupos de Reflexão
00h às 01h – RCC
01h às 02h – Aliança de Misericórdia / Cristma
02h às 03h – Cursilho de Cristandade
03h às 04h – Ap. Eucarístico da Divina Misericórdia
04h às 05h – Juventude Missionária e Infância Missionária
05h às 06h – COMIDI / Oficina de Oração e Vida
06h às 07h – Federação das Congregações Marianas / Mãe Rainha / Apostolado da 
                      Oração / Pastoral da Criança e Catequese

O Arcebispo Metropolitano de Curitiba autorizou o batismo de três crianças, filhos de um casal gay, no último final de semana.

Filipe, um dos três filho de Toni Reis e David Harrad, sendo batizado na Catedral de Curitiba no último domingo. Foto: Arquivo Pessoal

A reportagem é publicada por O Globo, 25-04-2017.
O último domingo foi um dia especial para a família Harrad ReisAlysson, Filipe e Jéssica foram batizados na Catedral de Curitiba junto com seus dois pais, Toni e David, que vivem juntos desde 1990. A cerimônia aconteceu depois de Toni percorrer quatro igrejas de Curitiba e sempre esbarrar com problemas burocráticos impostos por secretárias e funcionários para a realização do batizado.
— Eles falavam tanta coisa que era impossível batizar. Eu sentia que quando as pessoas sabiam que eu tinha um marido ficavam meio assim. Teve até uma situação que uma secretária ficou assustada, pulou da cadeira e falou que era difícil. Tinha gente que falava do código canônico, problema de agenda. Você sente quando a pessoa tá pensando: olha, desculpa, não vai dar — contou.
Foi então que Toni decidiu escrever um ofício para o Arcebispo Metropolitano de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo, solicitando uma audiência. O clérigo pediu então para que o padre Élio José Dall’Agnol realizasse a cerimônia na Catedral de Curitiba.
— Nós ficamos super felizes. O bispo foi maravilhoso, não teve grandes discussões. Ele falou: nós vamos batizar as crianças, não um casal gay. A única exigência que ele fez foi que os padrinhos fossem católicos e fizessem o curso de padrinhos — disse. Alysson, Filipe e Jéssica também ficaram muito felizes com a realização da cerimônia. Toni contou que cada um teve uma reação diferente, mas todos se sentiram realizados com o batizado.
— O Alysson falou que está se sentindo purificado. A Jéssica disse que está se sentindo integrada à sociedade e o Filipe que se sente bem por ter uma religião. Só para conseguir adotar nossos filhos foram sete anos de espera. Fomos desde a primeira instância até o Supremo Tribunal Federal — contou.
Agora a família vai curtir as férias numa viagem para a Europa. Uma das paradas é Roma, para conhecer o Vaticano, a capela Sistina e assistir a uma missa do Papa Francisco.
— Nós estamos super felizes, vamos passar um mês na Europa juntos. Meus carioquinhas vão conhecer o mundo. Para eles vai ser maravilhoso, já até escolheram os monumentos que querem visitar e vamos ver o Papa.

CASO DE HOMOFOBIA EM CURITIBA

Há duas semanas, cartazes homofóbicos foram distribuídos em Curitiba, no bairro Água Verde, para protestar contra a mudança de um casal gay para a região. O jornalista João Pedro Schonarth, de 29 anos, e o marido, o funcionário público federal Bruno Banzato, de 31 fizeram um registro de ocorrência na Delegacia de Vulneráveis para que a polícia tente descobrir quem foi o autor dos cartazes.
No cartaz, há fotos de casais homossexuais se beijando e o texto: "Em breve, a rua será mais "alegre"!!!! Todos os dias nos passeios matinais ou nos finais das tardes terá a visão para inspirar e influenciar toda a vizinhança. Você, seus filhos, seus netos e amigos. E se fazem isso em público imagina o que fazem quando estão a sós ou com amigos mais próximos ou com as pessoas próximas a você".
O texto termina com uma pergunta: "Gostou das notícias!?!?! O endereço da baixaria". No fim, colocado onde fica a casa de João e Bruno.
Font: IHU