18 setembro, 2013
14 setembro, 2013
13 setembro, 2013
Convite - 3ª Conferência Arquidiocesana de Ações Sociais - Arquidiocese de Maringá
CONVITE
Percebemos que o momento, marcado pela iniciativa das organizações sociais, que se traduz na discussão e mobilização da sociedade, exige estarmos constantemente repensando a nossa prática nos diversos espaços de atuação, seja nas universidades, nas empresas, na Igreja ou na comunidade, precisamos reforçar de forma permanente o nosso papel de protagonistas de uma sociedade justa e mais igualitária.
A Associação de Reflexão e Ação Social – ARAS/Cáritas em atenção à quarta prioridade do Plano de Ação Evangelizadora 2013-2016 da Arquidiocese de Maringá está promovendo a 3ª Conferência Arquidiocesana para Ações Sociais com o tema"Organizações Sociais: o desafio de Transformação para a Sustentabilidade" com a presença de Roberto Malvezzi (Gogo). Paralelamente com a conferência estará sendo realizada a feira de Economia Popular Solidária a fim de promover os trabalhos de nossos companheiros da região.
Será realizada nos dias 21 e 22 de setembro no salão paroquial da Igreja Santo Antônio de Pádua sito na Rua Coripheu de Azevedo Marques, s/nº - Vila Santo Antônio (conforme programação abaixo), com o objetivo de contribuir para o aprofundamento do debate e das ações sobre as políticas públicas como estratégia para a sustentabilidade, fortalecendo a participação, autonomia e protagonismo de pastorais e movimentos sociais, organizações e grupos populares.
Desde já agradecemos a oportunidade de trabalharmos juntos neste momento importantíssimo de discussão Saiba que a tua presença irá abrilhantar ainda mais as nossas reflexões!
Atenciosamente,
Comissão Organizadora
Associação de Reflexão e Ação Social - ARAS
Rua: Ver. Joaquim P. de Castro nº 267
Fone:3263-4887
PROGRAMAÇÃO
SÁBADO
07:30 horas - Credenciamento
08h45 horas - Abertura
09:45 horas - Organizações Sociais: o desafio de transformação para a sustentabilidade
11:00 horas - Experiências Institucionais
12:00 horas - Almoço
14:00 horas - Atividade cultural – Grupo Abaecatu
14:40 horas - Plenária
15:40 horas - Intervalo
16:00 horas - Grupos de Trabalho
18:00 horas – Intervalo
19:00 horas – Celebração Eucarística
20:00 horas – Atividade inter-religiosos
DOMINGO
07:30 horas – Café da manhã
08:15 horas – Plenária final
10:00 horas - Mística de encerramento
11:30 horas - Almoço
Projeto do Vereador Humberto Henrique que permitirá a reativação do Conselho Municipal da Juventude aprovado por unanimidade
A Câmara aprovou na noite de ontem (12),
em segunda e última discussão, o projeto de lei de autoria do vereador Humberto
Henrique (PT) que permitirá a reativação do Conselho Municipal da Juventude.
Pelo projeto,
o Conselho criado em 1997, mas que não funciona há mais de oito anos, ganha uma
nova regulamentação. Também fica definida a realização da Conferência Municipal
da Juventude a cada dois anos. A proposta ainda prevê que o município crie um
fundo para estimular projetos e ações voltados aos jovens.
O Arcebispo de Maringá Dom
Anuar Battisti que também é responsável pela evangelização da juventude no
Paraná, esteve presente para apoiar a votação do projeto de lei.
09 setembro, 2013
08 setembro, 2013
07 setembro, 2013
Para refletir
Que
bom seria se todos nós soubéssemos o quanto o carinho salva, a atenção alimenta
e a união fortalece.
Dia da Independência do Brasil
Parabéns as brasileiras e brasileiros honestos e trabalhadores que dão exemplo de luta e respeito à Pátria!
05 setembro, 2013
É enriquecedor a missa nas casas
Hoje na CEB São
Francisco de Assis, uma das CEBs da Paróquia Nossa Senhora da Liberdade, o
nosso pároco, Pe. Dirceu A. Nascimento,
como faz toda 1ª quinta-feira do mês, veio celebrar com o povo da CEB.
Como é enriquecedor
a missa nas casas, onde os vizinhos se encontram para celebrar a presença de
nosso Deus que caminha com a gente, para celebrar a vida.
Como em Lc 1, 68-80,
Deus visita seu povo, isso é muito lindo, faz até sentir o coração queimar.
A missa celebrada nas
CEBs faz parte do jeitinho dinâmico das CEBs evangelizar, acolher, cativar, criando
laços fraternos.
A presença amiga do
padre é uma benção para a caminhada das CEBs e graças a Deus, Pe. Dirceu com seu carinho e o seu jeito tímido
e ao mesmo tempo não tímido, e suas palavras amigas vem sendo um companheiro do
povo.
03 setembro, 2013
4º Encontrão Arquidiocesano das CEBs
4º Encontrão Arquidiocesano das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs)
Tema: Fé, Vida e Missão neste Chão
Lema: Celebrando o Ano da Fé
Dia 15 de setembro de 2013
Horário: das 13h30 às 17 horas
Local: pavilhão branco do Parque de Exposições de Maringá
02 setembro, 2013
Severinas: as novas mulheres do sertão
Titulares do Bolsa Família, as sertanejas estão começando a transformar seus papéis na família e na sociedade do interior do Piauí e se libertando da servidão ao homem, milenar como a miséria.
A reportagem é de Eliza Capai, publicada por Pública 28-08-2013.
Eliza Capai é documentarista independente, autora do filme Tão Longe é Aqui. Esta reportagem foi realizada através do Concurso de Microbolsas de Reportagem da Pública.
“Cada um tem que saber o seu lugar: a mulher tem qualidade inferior, o homem tem qualidade superior.” É bem assim que fala, sem rodeios, um dos homens mais respeitados do município de Guaribas, no sertão do Piauí, pai de sete filhos (seis mulheres e um homem). “O homem é o gigante da mulher”, completa “Chefe”, como é conhecidoHoracio Alves da Rocha na comunidade.
Para chegar a Guaribas são dez horas desde a capital, Teresina, até a cidadezinha de Caracol. Dali, 40 minutos de estrada de terra cercada de caatinga até o jovem município, fundado em 1997. Em 2003, Guaribas foi escolhida como piloto do programa Fome Zero.
Tinha então o segundo pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil, 0,214 – para efeito de comparação, o país com pior IDH do mundo é Burundi, na África com índice 0,355. Hoje, Guaribas tem 4.401 habitantes, 87% deles recebendo o Bolsa Família. São 933 famílias beneficiadas, com renda média mensal de R$ 182. O IDH saltou para 0,508.
Em todo o Brasil, o Bolsa Família atende a 13,7 milhões de famílias – sendo que 93,2% dos cartões estão em nome de mulheres. São elas que recebem e distribuem a renda familiar.
“Eu vivi a escravidão”, diz Luzia Alves Rocha, 31 anos, uma das seis filhas de Chefe. Aos três meses, muito doente, ela foi dada pelo pai para os avós criarem. Quando eles morreram, uma tia assumiu a menina. “Achei que ela não ia aguentar aquela vida de roça: era vida aquilo?”, pergunta a tia Delci.
Luzia trabalhou na roça, passou fome, perdeu madrugadas subindo a serra para talvez voltar com água na cabaça. “Quando tinha comida a gente comia, se não, dormia igual passarinho”, diz. Trabalhava sem salário, sem nenhum direito trabalhista, sem saber como seria a vida se a seca não passasse e a chuva não regasse o feijão e a mandioca. Era “a escravidão”.
Quando a seca piorou, Luzia pensou em migrar para São Paulo. Foi então que chegou o programa social do governo: “Com esta ajudinha já consigo levar”, diz. Luzia decidiu ficar em Guaribas. Os filhos estudam. O marido e ela cuidam da roça.
“A libertação da ‘ditadura da miséria’ e do controle masculino familiar amplo sobre seus destinos permite às mulheres um mínimo de programação da própria vida e, nesta medida, possibilita-lhes o começo da autonomização de sua vida moral. O último elemento é fundante da cidadania”, analisam os pesquisadores Walquiria Leão Rego eAlessandro Pinzani, da Universidade de Campinas e da Universidade Federal de Santa Catarinas, no livro Vozes do
Bolsa Família: Autonomia, dinheiro e cidadania. Durante a pesquisa, eles ouviram beneficiários do programa observando as transformações decorrentes do Bolsa-Família – em especial na vida das mulheres.
Chegaram à conclusão que a mudança é grande: “Quando você tem um patamar de igualdade mínimo, você muda a sociedade. Claro que as coisas não são automáticas. Isto não pode ser posto como salvação da nação, mas é um começo.”
Luzia conseguiu realizar o sonho de diversas das mulheres ouvidas pela socióloga Walquiria Leão. Ela juntou R$ 50 e seguiu para o hospital da cidade vizinha, de São Raimundo Nonato para fazer laqueadura das trompas: “se tivesse mais filho a vida ia ser mais pior”. Segundo Walquíria, o desejo de controlar a natalidade foi manifestado por diversas das mulheres que ela entrevistou entre 2006 e 2011 em Alagoas, Vale do Jequitinhonha, Piauí, Maranhão e Pernambuco.
Serena, uma das filhas de Luzia, tem 8 anos e está na terceira série. Ela ajuda a arrumar a casa, já sabe cozinhar, ajuda na roça. Mas não perde suas aulas. Logo depois de cantar o alfabeto e os números, diz que quer ser “advogada e médica”. Quando perguntada sobre casamento, a pequena afirma, com a mão na cintura: “eu não vou casar, vou ser sol-tei-ra…”, diz, demorando nas sílabas.
Em maio o valor do Bolsa Família de Luzia saltou de R$ 70 reais para R$212. A mãe comemora: “Agora já posso comprar as coisas para minha filha: a sandália dela arrebentou e pude comprar outra”. No pé da menima, o calçado que custou R$ 7,50. “Primeiro comprei para a menina, num outro mês compro pra mim”, explica Luzia, com os pés descalços.
Minha sina
Do outro lado do vale que liga o centro de Guaribas ao bairro Fazenda, Norma Alves Duarte, 44 anos, vive numa casa de dois quartos. Na sala, paredes mal rebocadas mostram as marcas da massa corrida. No canto, um pequeno móvel com uma TV. A vida toda ela ajudou a mãe doente, quase não estudou – cursou até a segunda série. Como todas as mulheres dali, as atividades de criança incluíam colher feijão, pegar lenha e buscar água no olho d’água, que fica a dois quilômetros.
Norma tem 12 irmãos, 2 filhos e vive com o segundo marido – o primeiro a abandonou depois de 20 dias. “Era pau e cachaça. Aí depois arrumei o pai destes meninos. É bom mas é doido, vaidoso o velho, bebedor… Ele é bruto demais, ignorante que só. Fazer o que né? Destino é destino: quem traz uma sina tem que cumprir.”
“Esta palavra, sina, faz parte do que nós chamamos de cultura da resignação e acho que ela foi de fato rompida com o Bolsa Familia”, diz a socióloga Walquiria Leão.
No início do programa, Norma ganhava R$ 42 com seu cartão. Agora “tira” R$200. “Mudou, porque eu pego meu dinheirinho, compro minhas coisas, assim mesmo ele (o marido) xingando. Eu não dou ele, ele tem o dele. Ele não me dá nenhum real, bota para comer dentro de casa mas não me dá nem um real, nem dez centavos.” Para Walquíria Leão, “a renda liberta a pessoa de relações privadas opressoras e de controles pessoais sobre sua intimidade, pois a conforma em uma função social determinada, permitindo-lhe mais movimentação e, portanto, novas experiências”.
Mais divórcios
Ao saírem da miséria, “da espera resignada pela morte por fome e doenças ligadas à pobreza”, nas palavras deWalquiria, estas mulheres começam a protagonizar suas vidas.
No vilarejo de Cajueiro, a uma hora do centro de Guaribas por uma estrada de terra esburacada, a água ainda não chegou às casas. Elenilde Ribeiro, 39 anos, caminha com a sobrinha por um areial com a lata na cabeça, outra na mão. É ela quem cria a menina. “Não quero que ela sofra como eu sofri”, diz. Chegando na casa, o capricho se mostra nos paninhos embaixo de copos metálicos, na estante com fotos de família, o brasão do Palmeiras, e um
gato de louça ao lado da imagem de Jesus. Do lado de fora, o banheiro – onde se usa caneca e penico –, um pátio bem varrido, uma horta suspensa, e uma pilha de lenha que Elenilde mesma coleta e quebra, apontando: “está aqui meu botijão de gás”.
Os olhos de Elenilde marejam quando conta ter sido abandonada pelo marido há treze anos, mas seu tom de voz muda ao falar do papel da renda em sua vida. “Tiro R$ 134 no meu cartão Bolsa Família mas para mim está sendo mil. Porque com este dinheirinho eu tenho o dinheiro certo para comprar (na venda) e o dono me confia. E eu sei que com isso, com ele me confiar, eu já estou comendo a mais”, explica.
Elenilde também se livrou de trabalhar na roça dos outros em troca de uma diária de R$ 5. “Eu quando pego o meu dinheiro (do cartão) vou na venda, pago a conta mais velha e espero pela vontade do vindião, aí ele vai e me franqueia… E eu vou e compro de novo”. Segundo Walquíria Leão, isso tem ajudado a mulher a conquistar um novopapel na comunidade. “A experiência anterior de vida era sempre de ser desrespeitada, desconsiderada porque ela não tinha dinheiro”.
No final da mesma rua, Domingas Pereira da Lima, 28 anos, não se arrepende de ter abandonado o marido. “Ele ficava namorando com uma e com outra e eu num resisti, vim embora”. Prendendo o choro, ela continua: “Deixava eu com as crianças e se tacava no meio do mundo. A vida não é fácil mas vou levando a vida devagarzinho aqui.” Desde então, Domingas cuida dos quatro filhos com o apoio das irmãs e da mãe.
Em 2003, quando chegou o Fome Zero, foram solicitados 993 divórcios no Piauí. Em 2011 o número saltou para 1.689 casos. Dos casos não consensuais, 134 foram requeridos por mulheres em 2003; em 2011 esse número saltou para 413 – um aumento de 308%.
Ainda assim, na pequena Guaribas, a mulher ficar presa em casa em dias de festa, o alcoolismo e a infidelidade masculina são histórias contadas com naturalidade. “Vixi, aqui se conta nos dedos as mulheres que não apanham do marido”, é comum as mulheres dizerem.
Na delegacia da cidadezinha, o delegado explica que por ali o clima é sempre “muito tranquilo, sem nenhuma ocorrência. Só umas brigas de casal, coisa que a gente aconselha e eles voltam” diz.
Mirele Aline Alves da Rocha é uma das que se conta nos dedos. Aos 18 anos, a bonita jovem explica: “Apesar da minha idade já ser avançada para os daqui, eu não estou nem aí para o que eles falam. Eu quero é estudar”. A maioria das amigas se casaram aos 13 anos. Já Mirele, soteira, cursa o terceiro ano do Ensino Médio na escola estadual de Guaribas, onde vive com
a tia – os pais moram no município de Cajueiro. O cartão do Bolsa Família está no nome da mãe, que recebe R$ 102 por Mirele e pelo caçula de nove anos. Ambos estudam. “Eu vejo a realidade da minha mãe e não quero seguir pelo mesmo caminho. Eu quero estudar para ter um futuro, para ser independente, para não ficar dependendo de um homem”, decreta a jovem.
No primeiro bimestre de 2013, em Guaribas, a frequência escolar atingiu o percentual de 96,23%, para crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos – o equivalente a 869 alunos – e 82,29% para os jovens entre 16 e 17 anos, de um total de 175.
Mirele vai fazer o Enem e “ver o que dá”. Para cursar faculdade ela terá que sair de Guaribas mas planeja se graduar e voltar: “Gosto mesmo é daqui”.
“Nunca é demais lembrar que nossa pobreza não é um fato contingente, mas deita raízes profundas na nossa história e na forma de conduzir politicamente as decisões estatais”, avalia Walquiria. “O Bolsa Família deveria se transformar em política publica, não mais política de um
governo”. “É um processo, um avanço que mal começou. E ainda é muito insuficiente. Mas quem narra uma história tem que ser capaz de narrar todos os passos desta história”, finaliza.
Fonte: IHU
31 agosto, 2013
Grupos de Reflexão semeando vidas nas CEBs - Por Lucimar Moreira Bueno
Grupos de
Reflexão semeando vidas nas CEBs !
O Evangelho nos ensina que a visita
amiga é a metodologia usada por Deus para chegar até seu povo, para realizar
seu trabalho educativo.
Olha que coisa linda “Deus visita
seu povo” (Lc 1,68-80). Uma visita salvadora, missionária que dá sentido à
vida.
Essa é a metodologia e missão das
Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) que com muita ousadia e dedicação através
dos seus Grupos de Reflexão é realizada.
Os Grupos de Reflexão de casa em
casa faz chegar a Palavra de Deus até as famílias, até as pessoas mais afastadas,
reforçando a comunidade, acolhendo novos participantes. Leva a todas e a todos
a visita amiga de Deus. Os Grupos de Reflexão "pertencem as comunidades", são células vivas das CEBs.
As CEBs têm um jeitinho dinâmico de
evangelizar, e através dos Grupos de Reflexão vai gerando um clima fraterno, de
amizade, um bate papo gostoso que motivado por um texto bíblico vai levando
os/as participantes a um entrosamento, cresce a autoestima, a solidariedade e
o compromisso missionário.
Com a metodologia da visita amiga,
do aproximar, ouvir, crescer juntos às CEBs através dos seus Grupos de Reflexão vai
revelando a face amiga de Deus, levando o povo a deixar-se seduzir por Ele e aí,
as CEBs tornam-se sementeiras de leigas e de leigos missionários comprometidos
com o Evangelho, sendo presença transformadora na família, comunidade e
sociedade.
As Comunidades Eclesiais de Base
fazem parte da estrutura organizacional de uma paróquia, na Arquidiocese de
Maringá, tendo como critério a territorialidade. Comunidade territorialmente
definida, nesse bairro, nesse condomínio, nesse edifício, no conjunto de quadras.
Nas paróquias estruturadas em CEBs,
essas dinamizam formando Grupos de Reflexão, em sua maioria, distribuídos pelas
ruas e quadras das CEBs. O mais perto possível das famílias.
Como dizia Dom Luciano Mendes de
Almeida: “A CEBs é uma grande celebração”.
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Lucimar Moreira Bueno (Lucia)
30 agosto, 2013
População brasileira deve chegar ao máximo (228,4 milhões) em 2042
A população brasileira continuará crescendo até 2042, quando deverá chegar a 228,4 milhões de pessoas. A partir do ano seguinte, ela diminuirá gradualmente e estará em torno de 218,2 milhões em 2060.
Esse é um dos destaques da publicação “Projeção da População do Brasil por Sexo e Idade para o Período 2000/2060 e Projeção da População das Unidades da Federação por Sexo e Idade para o período 2000/2030”, que o IBGE disponibilizou na internet.
Além da projeção da população para o país e das unidades da Federação, a publicação traz projeções da fecundidade feminina por faixa etária, da mortalidade, da esperança de vida ao nascer para o país e para as unidades da Federação e do saldo migratório (imigrantes menos emigrantes) internacional e interno, entre outros indicadores.
A população total projetada para o Brasil em 2013 foi de 201,0 milhões de habitantes, atingindo 212,1 milhões em 2020, até alcançar o máximo de 228,4 milhões em 2042, quando começará a decrescer, atingindo o valor de 218,2 em 2060, nível equivalente ao projetado para 2025 (218,3 milhões).
A redução esperada no nível de crescimento da população é decorrente, principalmente, da queda do número médio de filhos por mulher, que vem decrescendo desde a década de 1970. A taxa de fecundidade total (número médio de filhos por mulher) projetado para 2013 é de 1,77 filho por mulher; a projeção é de 1,61 filho em 2020 e 1,50 filho em 2030.
Além da queda do nível de fecundidade, projeta-se que o padrão etário de fecundidade por idade da mulher também se altere, conforme já vem sendo observado na última década, em direção a um envelhecimento da fecundidade no Brasil. Segundo a projeção, a idade média em que as mulheres têm seus filhos, que está em 26,9 anos em 2013, deve chegar a 28 anos em 2020 e 29,3 anos em 2030. A publicação completa pode ser acessada aqui.
O IBGE também divulga, hoje, as estimativas das populações residentes nos 5.570 municípios brasileiros com data de referência em 1º de julho de 2013. As estimativas populacionais são fundamentais para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos intercensitários e são, também, um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União na distribuição do Fundo de Participação de Estados e Municípios. Esta divulgação anual obedece à lei complementar nº 59, de 22 de dezembro de 1988, e ao artigo 102 da lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992. A tabela com a população estimada para cada município foi publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) de hoje, 29 de agosto de 2013. Está previsto, no artigo 102 da lei nº 8.443, acima citado, que, até 20 dias após a publicação das estimativas, os interessados poderão apresentar reclamações fundamentadas ao IBGE, que decidirá conclusivamente. Em seguida, até 31 de outubro, o IBGE encaminhará as estimativas definitivas ao Tribunal de Contas da União. Os resultados das Estimativas de População 2013, publicados no D.O.U, podem ser acessados aqui
28 agosto, 2013
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