08 abril, 2018

Lula e o jornalista


Por Carlos Eduardo, ex-jornalista da Folha.
Lula e o jornalista


Nunca fui amigo de Lula. Sequer entrei alguma vez em sua casa. Mas, por experiência profissional, o conheço relativamente bem. Durante uns 7 ou 8 anos cobri o PT para a Folha de S.Paulo. Não era fácil. Os petistas, naquela época (antes de Lula assumir a Presidência da República) mantinham com a Folha uma relação de ódio e amor. Era o jornal mais plural e, ao mesmo tempo, que cobria mais atentamente as atividades do partido. E a Folha tinha pavor de ser confundida com o PT. Daí, embora na ocasião isso fosse regra na cobertura de tudo, o rigor crítico com o PT e Lula era maior. Justiça seja feita, nunca recebi da direção da Folha uma ordem sequer para forçar a barra, inventar qualquer coisa.

Eram tempos de PT diferente. As correntes internas eram mais claras e ideológicas. Dei sorte e, por conhecer o modus operandi das tendências, me sai bem. O leitor da Folha era, sem hipócrita falsa modéstia, o melhor informado sobre o que rolava com Lula e seu partido. Por não confundir Jornalismo com militância ou preferência partidária, não estava entre os poucos jornalistas com que Lula falava com exclusividade. Ao contrário, certa vez numa reunião da Executiva da agremiação, Lula determinou que ninguém poderia falar comigo. "O Cadu tem que parar de pautar o PT". Lula sabia que o que saia na Folha sobre as brigas internas era fato e tinha pavor que se passasse a imagem real, de um partido dividido. Na mesma reunião, Lula revelou espanto e queria saber como eu conseguia antecipar tudo que rolava ali. O veto a mim resultou inútil. Continuei fazendo um acompanhamento jornalístico crítico e honesto. E entendo a preocupação de Lula na ocasião: como na Lei de Lúcio Flávio adaptada, existe uma divisória entre Jornalismo independente e quem é retratado.

Deixei as Redações e acompanhei de fora os governos Lula. Nunca mais tive contato com ele. Vi de longe a inegável inclusão social proporcionada por suas administrações e a consolidação de Lula como o maior e único líder popular do Brasil depois da redemocratização. Não me lembro se no primeiro ou segundo mandato dele, fui a um evento, acompanhando profissionalmente uma pessoa, em que estava o presidente da República. Sou tímido fora do exercício profissional e fiquei distante da pequena multidão que cercava Lula, formada basicamente por empresários que o bajulavam. Estava longe e, de repente, ouço aquela voz inconfundível: "Cadu, Cadu. Você aqui, meu velho? Vem cá que quero te dar um abraço". Os seguranças da Presidência abriram o cordão que nos separava  e fui, morrendo de vergonha diz quem viu a cena, cumprimentar o presidente. O homem abraça forte. No meu ouvido, disse uma frase que carrego como diploma. 
"Você era chato pra cacete quando cobria o PT, eu ficava puto, mas você nunca inventou nada. Era honesto". Na sequência, enquanto os bacanas que esperavam a vez de dar uma puxadinha de saco deviam perguntar quem era aquele desconhecido que está falando tanto com o presidente da República, Lula me perguntou sobre um filho fruto de um casamento que tive com uma moça de família amiga dele. Lula é assim, surpreendente nas relações com as pessoas, diferente de quase todos os políticos.

Nunca mais falei com Lula. Avalio hoje que seu governo teve erros, principalmente na política de alianças (talvez indispensáveis, sei lá), mas tenho certeza, por não brigar com números, que jamais houve, ao menos na recente História do Brasil, quem incluiu tantos pobres no nível mínimo de dignidade e cidadania. É isso que a elite conservadora, que em muitos casos descambou para o surto recente de fascismo, nunca perdoou. Existe um ódio de classe. A resposta é a idolatria, principalmente no Nordeste tão necessitado, de milhões de sofredores desconhecidos por paneleiros da classe média tão atrasada.

Lula não está sendo preso por causa de um processo capenga e sem provas. É o símbolo agudo da disputa de classes, É vítima física das virtudes de sua administração. Lula está sendo encarcerado pela necessidade de se sequestrar a ideia de um país MINIMAMENTE justo. Aqui de longe, na limitação de quem tem apenas na lida com as palavras a possibilidade de comunicação, queria retribuir aquele abraço de anos atrás. É pouco, eu sei, mas é o que posso. Lula, você era duro pra cacete comigo, mas o que importa são as ações que o transformaram no maior líder popular do País. Abraço, Lula.

07 abril, 2018

"A morte de um combatente não para uma revolução" (Luiz Inácio Lula da Silva)


A prisão de Lula é parte essencial do Golpe. 
Lula é preso político!


Abaixo algumas manifestações do facebook








O Brasil não merece esse Brasil


Hoje, amanhecemos em um dos dias mais tristes do Brasil. A prisão de um ex-presidente da República, fato que não encontra similar em qualquer página de nossa História, mesmo nos momentos de conturbação intestina. Dia triste, independentemente de termos ou não simpatia por esse metalúrgico pernambucano,  que chegou à alta magistratura do país, e, estando lá, deixou contribuição para nossa projeção no exterior. Triste, mais ainda, pelo fato de que, antes de se tratar de um presidente, foi um cidadão condenado, por crimes que sempre negou, sem que os tribunais lhe dessem a oportunidade de ir às últimas instâncias para defender-se. Nisso a Constituição também sai machucada. Ora, se esse é um direito que lhe é negado, por obra de filigranas jurídicas, imaginemos o que pode ocorrer com qualquer outra pessoa alvejada pelo martelo de um juiz na segunda fase de julgamento. 

Presidentes houve que tiveram de enfrentar quadras de doloroso constrangimento. Alguns apeados do poder por força de armas; outros, sob pressão político-partidária ou reféns, sem que tenham faltado aqueles que caíram, por não cederem a interesses inconfessáveis. Vargas, protagonista da tragédia maior, decretou sua própria morte. Mas nenhum preso, o que fez desta sexta-feira um dia melancólico, tanto para qualquer um de nós, que amanhecemos com ele, mas, se a História tem alma, também para ela, que haverá de dobrar essa página com imenso pesar. Ela, talvez mais ainda, porque estará guardando para o futuro uma sentença prolatada quando o julgamento ainda caminha, à procura de provas, não circunstanciais, mas consistentes. Lula está no centro dessa tragédia, cujo lance mais chocante, com sinais de exagero, foi a fixação da hora para se apresentar ao carcereiro. 

Neste mesmo espaço, cedendo a compromissos que supõe inarredáveis, este jornal levantou-se para afirmar que Lula precisava, como ainda precisa, ser tomado na conta de vítima privilegiada de uma estrutura política que se deixou dominar por vícios que, de tão poderosos, são capazes de ditar ao presidente concessões ou arbítrios que ele, em sã consciência, não toleraria. A reflexão ainda faz sentido hoje, porque a estrutura asfixiante sobrevive e vai sobreviver. Além do mais, é permitido denunciar que falta alguém no banco dos réus em que Lula se sentou. Quem? Os patriarcas das oligarquias que se elegem e se reelegem infinitamente, e na prática desse crime são capazes de fazer tanto, ou mais, do que se atribui ao ex-presidente. O juiz Moro devia dar assento nesse banco aos que armam esquemas milionários para fazer a estreia de seus filhos e dos cônjuges na política, sem faltar espaço para os amigos do poder, que descobrem em pizzaria malas de muitos milhares de dólares. E os senadores, que se subornam, mas afirmam que se trata apenas de empréstimo pessoal e amigável. Em que celas o douro Moro mandaria que se hospedem os autores desse velhaco fundo partidário, onde vão beber os sedentos de sempre? Lula, solitário, por ser acusado de receber, de prêmio, um tríplex, o que é grave, mas depende de comprovação. E os que serviam fielmente a governos anteriores e hoje têm trânsito livre no gabinete presidencial, ou quem, ironicamente ministro da Justiça na gestão Fernando Henrique, pratica, à vista de todos, acrobacia entre as dezenas de processo em que se indiciou. 

O mundo desaba nas costas do metalúrgico, sob o olhar indiferente de gente impune. Que dia triste!

06 abril, 2018

Quem não tá com medo é porque não tá entendendo...


Em mais de 50 cidades de todas as regiões do Brasil têm atos a favor do ex-presidente Lula



Mais de 50 cidades de todas as regiões do Brasil têm atos a favor do ex-presidente Lula

Em mais de 50 cidades de todas as regiões do Brasil, centrais sindicais, movimentos sociais, estudantes e apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveram manifestações.

Já pela manhã, mais de 50 rodovias foram fechadas em atos promovidos principalmente pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). 

Nas capitais, a Frente Brasil Popular (que reúne entidades como a CUT, o MST e a UNE e o PT) e a Frente Povo sem Medo (formada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e por diversas outras organizações) promoveram vigílias, atos e trancamentos de vias urbanas.

Nas manifestações, os ativistas criticaram a condenação de Lula e questionaram o juiz Sérgio Moro, responsável pelo caso na 1ª instância e pelo pedido de prisão do ex-presidente, bem como outros membros de cortes onde o processo foi analisado, como o Supremo Tribunal Federal. A casa da presidente da Corte, ministra Carmen Lúcia, em Belo Horizonte, foi pichada e recebeu bombas de tintas.

Sindicato dos Metalúrgicos

O maior ato ocorre na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, para onde Lula se dirigiu após a ordem de prisão e onde passou o dia, em negociação com a Polícia Federal sobre suaapresentação. Além da vigília na sede do sindicato, ocorreram atividades na capital, São Paulo, e em Campinas.

No Rio, milhares de pessoas ocuparam a praça junto à Igreja da Candelária. 

Em Minas Gerais, mais de dez cidades tiveram atos a favor de Lula, como Juiz de Fora, Governador Valadares, Viçosa, Uberlândia e Ouro Preto. Na capital, Belo Horizonte, houve manifestação na BR-381, na região metropolitana de Belo Horizonte. No Espírito Santo, um trecho da BR 101 foi bloqueado. 

Norte e Nordeste

A Região Nordeste concentrou o maior número de protestos. Na Bahia, foram interditados 11 trechos das BRs 330, 101, 116, 235 e 001, além das estradas BAs 290 e 367. Em Salvador, cinco avenidas foram fechadas, incluindo o acesso ao aeroporto e a via da região da rodoviária, conhecida como Iguatemi. Também houve atividades em Feira de Santana e em Vitória da Conquista.

No Ceará, movimentos promoveram manifestações nas cidades de Caucaia, Cariri, Iguatu, Maracanaú e Tamboril. Na capital Fortaleza, estudantes fecharam a Avenida da Universidade e movimentos sociais se manifestaram na Praça da Gentilândia.

Na Paraíba, ocorreu bloqueio no acesso da BR-230, entre João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba. Uma militante foi baleada. Na capital, o ato ocorreu no Liceu Paraibano. Em Alagoas, as contenções pararam as BRs 316, 101 e 104. Em Sergipe, houve bloqueio na BR 235 e na SE 270. Ativistas fecharam uma ponte na cidade de Propriá. Na capital, Aracaju, houve um ato na Praça General Valadão.

Em Pernambuco, manifestantes fecharam a Avenida Dantas Barreto, no Recife. No Rio Grande do Norte, ativistas se reuniram em Natal em frente ao shopping Midway Mall. No Piauí, houve ato no Parque da Cidadania, em Teresina. Manifestantes trancaram a BR 316, que liga a capital ao sul do estado.

Norte, Sul e Centro-Oeste

No Paraná, militantes do MST trancaram as rodovias BR-158, BR-277, PR-476, PR-170. Em Curitiba, o ato ocorreu na Praça Santos Andrade.

Em Brasília, defensores do ex-presidente se concentraram na Praça Zumbi dos Palmares, próximo ao terminal rodoviário do centro da cidade. Em Goiás, a manifestação foi chamada para a Praça do Bandeirante, no cruzamento das duas avenidas mais importantes da cidade. Em Mato Grosso, a BR 364 foi bloqueada. Em Cuiabá, ativistas ocuparam a Praça Alencastro, em frente à prefeitura.

Já a Região Norte teve incidência menor de atividades em defesa de Lula. A exceção, foi o Pará. Na capital, Belém, a mobilização tomou conta do Mercado São Brás. Atividades semelhantes foram organizadas nas cidades de Santarém, Cametá, Santa Luzia, Marabá e Altamira. Em Rondônia, atividades também foram organizadas na capital, Porto Velho, e nas cidades de Jaru e Candeias do Jamary. Em Palmas, o ato teve como palco o Memorial Coluna Prestes.

Leia a matéria na íntegra AQUI

Fonte: EBC
Jonas Valente – Repórter Agência Brasil* 
* Colaboraram Vladimir Platonow, do Rio de Janeiro, e Pedro Peduzzi, de Brasília
Edição: Carolina Pimentel
      

Boletim 03 – Comitê Popular em defesa de Lula e da democracia


Boletim 03 – Comitê Popular em defesa de Lula e da democracia
Direto de São Bernardo do Campo – 06/04/2018 – 21h


1. Cada vez mais Lula sente o carinho e a disposição da militância para defendê-lo da maior injustiça já cometida na história do Brasil. Mais de 15 mil pessoas estão na frente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, não vão deixar esse local e muito mais gente chegará ao longo da noite.

2. Neste sábado, às 9h30, haverá uma missa em homenagem à memória da lutadora Marisa Letícia, que completaria 68 anos neste 7 de abril e faleceu no contexto de um massacre midiático e judicial contra o seu companheiro por mais de quatro décadas.

3. O ex-presidente Lula vai se manifestar durante a missa que vai homenagear sua companheira de 43 anos de união.

4. A defesa de Lula continua usando todos os instrumentos jurídicos disponíveis para impedir que ocorra a prisão ilegítima do maior líder popular do planeta na atualidade.

5. Em Buenos Aires, Montevidéu, Caracas, Lisboa, Paris e outras cidades ao redor do mundo ocorreram atos públicos nesta sexta-feira em defesa da democracia e de Lula.

Comitê Popular em defesa de Lula e da Democracia
#Boletim 03 – 06/04/2018 – 21h

Nota do Cimi sobre a ordem de prisão contra o ex-presidente Lula

O Cimi manifesta solidariedade ao ex-presidente Lula frente à ordem de prisão vigente. Tal decisão é parte da estratégia dos grandes conglomerados empresariais, de capital nacional e transnacional, que buscam dar sequência ao processo rapinagem de direitos

Povos indígenas do Ceará em manifestação contra a prisão de Lula, ocorrida nesta sexta-feira, dia 6, em Fortaleza


O Cimi manifesta solidariedade ao ex-presidente Lula frente à ordem de prisão vigente. Tal decisão é parte da estratégia dos grandes conglomerados empresariais, de capital nacional e transnacional, que buscam dar sequência ao processo rapinagem de direitos

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) manifesta solidariedade ao ex-presidente Lula frente à ordem de prisão vigente contra ele e expressa entendimento de que tal decisão é parte da estratégia dos grandes conglomerados empresariais, de capital nacional e transnacional, que buscam dar sequência ao processo neocolonialista de rapinagem dos direitos do povo brasileiro e dos bens naturais de nosso país.

Enquanto parte do Judiciário se curva aos interesses privados elitistas baseando decisões persecutórias num pseudo discurso anticorrupção, os ruralistas consumaram um megacalote do agronegócio contra os cofres públicos da União nesta terça-feira, 03. A aprovação, pelo Congresso Nacional, de desconto integral em multas e juros de grandes proprietários rurais causou um rombo de 15 bilhões ao Fundo de Apoio ao Trabalhador Rural (Funrural). Ao mesmo tempo, o Governo Temer se apressa para privatizar a Eletrobrás, empresa pública estratégica para a soberania nacional, a maior do ramo na América Latina, por 12 bilhões. Ou seja, os conglomerados empresariais do agronegócio e os ruralistas, seus asseclas, surrupiaram do povo brasileiro mais que uma Eletrobrás inteira essa semana. Aproveitaram-se também para isso da distração promovida por veículos comercias de comunicação e por grupos de extrema-direita contra o Habeas Corpus de Lula no Supremo Tribunal Federal (STF).

A pressa inconteste e seletiva na tomada da decisão pela prisão de Lula pelos serviçais do Capital, apoiados por grupos midiáticos tradicionais e de nova geração, todos financiados por instituições de classe, demonstra a falta de limites na agressão a direitos fundamentais estabelecidos pela Constituição Brasileira. A prisão de um ex-presidente sem a apresentação de provas que sustentem a acusação é uma violência política em si e, para além disso, escancara as portas da perseguição, da criminalização e da repressão contra lideranças e movimentos sociais que ajudam a organizar a resistência contra a rapinagem de direitos da população e do patrimônio público no país. O golpe contra o povo, seus direitos e suas esperanças avança a passos largos. Hoje é o Lula, amanhã poderá ser qualquer um de nós.

Brasília, DF, 06 de abril de 2018

Conselho Indigenista Missionário (Cimi)

Casa de Nazaré - Maringá - Paraná



Casa de Nazaré

Atendimento Espiritual
Padre Genivaldo Ubinge

PÚBLICO ALVO
Dependentes de substancias psicoativas do sexo feminino a partir dos 16 anos, inclusive gestantes.

FINALIDADE
Proporcionar um tratamento qualificado para mulheres usuárias de substancias psicoativos do Município de Maringá e Região, garantindo a permanência até o final do tratamento (período de nove meses).

OBJETIVO GERAL
A Casa de Nazaré tem por objetivo apoiar mulheres que fazem uso indevido de substancias psicoativo, visando à reintegração dos mesmos ao convívio social e familiar.

OBJETIVOS ESPECIFICOS
Elevar a auto-estima e a participação na vida social promovendo, a partir das palestras e oficinas, a autonomia de cada residente;

Proporcionar o desenvolvimento pessoal através da arte, cultura e atividades que possam despertar aptidão empreendedora;

Encaminhar as famílias das residentes para grupos de apoio (AMOR EXIGENTE).

Proporcionar palestras informativas (grupo de convivência) e espirituais, promovendo a prevenção de uso e abuso de substancias psicoativas.

Desenvolver trabalho com equipe interdisciplinar com vistas ao reconhecimento do atendido como um ser integral, estabelecendo espaço de interlocução e de intervenção com profissionais de diferentes áreas.

METODOLOGIA:
A entidade busca uma prática que não produz modelos de Instituições de confinamento, e sim um equipamento social dotado de recursos humanos e materiais que propiciam acolhimento, convivência, atividades pedagógica, ocupacionais, recreativas, atendimento psicológico, odontológicos, médico e espiritual, visando o desenvolvimento humano, integral e social e dos direitos de cidadania das residentes e de suas famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade, exclusão e risco social.

O processo de tratamento é respaldado a partir da terapia, orientado pelo tripé ORAÇÃO-TRABALHO-DISCIPLINA e estudo dos 12 passos. A ORAÇÂO é à base do programa, por meio dela buscam-se levar a presença de Deus a todas as internas, em um ambiente de muita paz, fé e confiança na nova vida que está por vir. O TRABALHO apóia e impulsiona o êxito do processo de recuperação das internas, todos os serviços da Casa de Nazaré são realizados pelas internas e supervisionados pela equipe responsável, consistindo em uma terapia ocupacional. A disciplina norteia todas as atividades, com o intuito de atingir grandes resultados, é necessário seguir normas e princípios que possam sustentar a terapia. Na busca pela paz, as internas também recebem, semanalmente, atendimento psicossocial, evangelização e aprendem a fazer trabalhos manuais.


Fonte: site da Casa de Nazaré

Barraca Casa de Nazaré na Festa da Canção 2018


Festa da Canção 2018.

A tradicional Festa da Canção, na cidade de Maringá-Pr, oferece opções de lazer para a comunidade e região.

De hoje dia 06 até o dia 15 de abril, no Centro de Convivência Comunitário Deputado Renato Celidônio.

Programação: 
Dia 06: Samba de Manco
Dia 07: Banda Purple Trit
Dia 08: Bárbara Carrie (Sertanejo Universitário)
Dia 09: Banda Os Mobydicks
Dia 10: Banda Via Brasil (Variados)
Dia 11: Banda Beats (Anos 80)
Dia 12: Banda MR Marca Registrada
Dia 13: Banda Tua Palavra (Carismático)
Dia 14: Tijolo e Enéas (MPB)
Dia 15: Ronaldo Gravino e Banda

A prisão não prendem pensamentos, sonhos e esperanças!


Para refletir!

Às hienas que se regozijam com a zebra sendo devorada pelos leões:
Quando os leões devorarem a ultima zebra, restarão as hienas. 
Thieplo Bertola

A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

"esse pedido de prisão é apenas mais um capítulo do golpe geral".



A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

 "esse pedido de prisão é apenas mais um capítulo do golpe geral".

A medida foi tomada, ontem, cinco de abril, após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).


Lula foi condenado a 12 anos e um mês na ação penal do tríplex do Guarujá (SP), na Operação Lava Jato.

O juiz Sérgio Moro deu prazo até às 17 horas desta sexta-feira (6) para que o ex-presidente se apresente na Polícia Federal, de Curitiba (PR), para cumprimento da pena.

Para João Pedro Stedile,  da Direção Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), "esse pedido de prisão é apenas mais um capítulo do golpe geral".

Stedile aponta responsabilidade a Rede Globo " desde que nasceu, é o verdadeiro partido ideológico da burguesia. Antigamente, isso ocorria por meio das escolas, das igrejas, outros aparatos. Hoje, a unidade das ideias vem da Globo. Ela é a autora intelectual do golpe, é a coordenadora política das forças de direita. É a maior responsável pelo golpe aplicado sobre o povo. Quer fazer algo contra a Globo? Desligue a TV. Não dê audiência. Mas, algum dia, o povo ainda vai cobrar a fatura desses crimes da Globo. Ela mente, mente, mente. E nós temos de denunciar o papel que ela tem, nos insurgir contra o que ela faz."

05 abril, 2018

Em parceria as CEBs e o COMIDI realizarão "Estudo do Marco Referencial Missionário" da Arquidiocese de Maringá, nas oito regiões patoral.


Em parceria as CEBs e o COMIDI realizarão "Estudo do Marco Referencial Missionário" da Arquidiocese de Maringá, nas oito regiões patoral.

Estará presente, o assessor do COMIDI padre Thiers Queiroga Alves e Melo, o assessor das CEBs padre Genivaldo Ubinge e Lucimar Moreira Bueno (Lúcia) assessora leiga e membros da coordenação arquidiocesana das Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs e do Conselho Missionário Diocesano, o COMIDI.

Após a acolhida, o momento de oração será pela Escola de Evangelização Santo André.

O estudo será conduzido pelos padres assessores.

Vimos que a melhor forma de otimizar a dimensão missionária em nossa Arquidiocese é implantando e fortalecendo o COMIPA – que já é proposta do 24º PAE – em cada paróquia, partindo da estrutura que já existe: as CEB’s.

A maioria das nossas paróquias já está organizada a partir das CEB’s. 

Cada CEB’s tem seu coordenador/a, que, ajudado pelos que fazem o CPC (Conselho Pastoral da Comunidade), desenvolve as propostas firmadas pelo CPP (Conselho Pastoral Paroquial), do qual é membro, e anima a comunidade a tornar-se cada vez mais discípula e missionária de Jesus Cristo. 

Assim, propomos que o/a coordenador/a de cada CEB’s, ou outra pessoa indicada por ele e confirmada pelo pároco seja membro efetivo do COMIPA.

Igualmente, em algumas paróquias, já existe uma “certa” organização de COMIPA. A esse grupo existente, os/as coordenadores/as das CEB’s serão inseridos e assim, será efetivado o Conselho Missionário Paroquial.

Essas propostas encontra-se no "Marco Referencial Missionário" da Arquidiocese de Maringá, apresentada na reunião do clero e por esses acolhidos. 

Para esse momento convidamos:

- Todas/os as/os coordenadoras/res de cada CEBs (setores, capelas) das paróquias.

- Em algumas paróquias, já existe uma "certa” organização de COMIPA, esses também são convidados.

Segue as datas do estudo em cada região pastoral:

- REGIÃO PASTOAL JANDAIA DO SUL
08/04/2018  - Domingo
08h30  às  11h30
Paroquia  São João Batista - Jandaia do Sul

- REGIÃO PASTORAL CATEDRAL
10/04/2018 – Terça-Feira
20h00 às 22h00
Paroquia Menino Jesus de Praga e São Francisco Xavier
Sala São Lucas

- REGIÃO PASTORAL SANTA CRUZ
15/04/2018 – Domingo
08h30  às  11h30
Paroquia São Sebastião - Mandaguaçu

- REGIÃO PASTORAL PARANACITY
22/04/2018 – Domingo
14h às 16h30
Centro Catequetico - Nova Esperança

- REGIÃO PASTORAL CASTELO BRANCO
29/04/2018 - Domingo
14h às 16h30
Paroq. N.Sra. Mãe de Deus – Pres. Castelo Branco

- REGIÃO PASTORAL SÃO JOSÉ OPERÁRIO
15/05/2018 – Terça-Feira
20h00 às 22h00
Paróquia São José Operário

- REGIÃO PASTORALNOSSA SENHORA APARECIDA
25/05/2018 – Sexta-Feira
20h00 às 22h00
Paróquia Santo Antonio de Pádua

- REGIÃO PASTORAL NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS
27/05/2018 – Domingo
08h30  às  11h30
Paróquia São Miguel - Cidade de Maringá

Por que escrever um romance se você pode muito bem escrever um programa de computador? Chatbots e o futuro da literatura


"Se a máquina conseguir manter uma conversa por escrito com o interrogador, sem que o interrogador possa determinar se está conversando com uma pessoa ou uma máquina, então a máquina passa no “teste de Turing” – ela vence no “jogo da imitação”. Vejam que agora é irrelevante a pergunta sobre se a máquina tem consciência ou não, se ela tem sentimentos ou não, se ela tem uma vida mental. Tudo o que importa é que a máquina seja capaz de “imitar” uma conversa por escrito, tal como fazemos quando usamos o WhatsApp para conversarmos com alguém", escreve Marcelo de Araujo, professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Eis o artigo.

O livro Androides sonham com carneiros elétricos?, de Philip K. Dick, completou 50 anos este mês. A obra ficou mais conhecida pela adaptação para o cinema como Blade Runner, em 1982. ELIZA, de Joseph Weizenbaum, completou 50 anos também. Pouca gente ainda se lembra: ELIZA foi o primeiro programa de computador capaz de manter uma conversa com seres humanos. Mas o que essas as duas obras podem ter em comum além da idade? A primeira é uma obra de ficção sobre robôs. A segunda é um robô inspirado numa obra de ficção. Tanto Androides quanto ELIZAlevantam questões sobre nossa relação com as máquinas. As duas obras tratam da pergunta sobre até que ponto programas de computador poderiam se tornar tão inteligentes a ponto de se passarem por seres humanos. Tanto uma quanto a outra, com outras palavras, nos levam a especular se não poderíamos criar um dia máquinas que possam realmente pensar, ou que pelo menos sejam capazes de passar no famoso “teste de Turing”.
teste de Turing foi proposto pelo filósofo e matemático Alan Turing em um artigo de 1950, muito embora ele não utilize o próprio nome para se referir ao teste. A expressão que ele utiliza no artigo é “jogo da imitação”. A pergunta que Turing se coloca, logo no início do texto, é se “máquinas podem pensar”. A primeira dificuldade que a pergunta envolve é sabermos com precisão o que significa pensar. Para dizermos que alguma coisa pensa é preciso que ela tenha consciência, que ela tenha sentimentos ou uma espécie de vida mental? Cada pessoa pode estar inteiramente certa de que ela mesma tem consciência. Mas como eu posso saber, com absoluta certeza, se outras coisas além de mim também pensam, se elas também têm uma vida mental? Eu não posso ver ou sentir diretamente os pensamentos de outras pessoas. Eu não vejo ou sinto a consciência delas. Tudo que eu posso fazer é observar se elas se comportam como se também tivessem uma vida mental. Diante dessa dificuldade, Turing sugere então uma reformulação do problema, e um método de solução. Ao invés de se perguntar se máquinas pensam, a questão passa a ser se máquinas são capazes de “imitar” de modo convincente o comportamento de seres humanos naquelas situações em que as pessoas conversam, ou seja, quando elas dão uma indicação pública de que estão pensando. Turing propõe então como método – para sabermos se máquinas pensam – o “jogo da imitação”.
Uma pessoa, o “interrogador”, deve conversar com o outro jogador e se decidir, ao final de cinco minutos, se o outro jogador é uma pessoa de verdade ou um programa de computador. Os dois jogadores devem estar em locais separados, e a conversa entre eles deve ocorrer por escrito. Turing chega mesmo a propor que, em circunstâncias ideais, os jogadores deveriam utilizar um “teletipo” (teleprinter) para realizar a conversa. Não deve ter ocorrido a Turing, na época em que escreveu o artigo, que e-mailsSMSWhatsApp, e o chat do Facebook se tornariam um dia o método predominante de conversação entre as pessoas. O jogo da imitação é, de certa forma, a condição humana agora.
Se a máquina conseguir manter uma conversa por escrito com o interrogador, sem que o interrogador possa determinar se está conversando com uma pessoa ou uma máquina, então a máquina passa no “teste de Turing” – ela vence no “jogo da imitação”. Vejam que agora é irrelevante a pergunta sobre se a máquina tem consciência ou não, se ela tem sentimentos ou não, se ela tem uma vida mental. Tudo o que importa é que a máquina seja capaz de “imitar” uma conversa por escrito, tal como fazemos quando usamos o WhatsApp para conversarmos com alguém. Turing sugeriu, na época em que publicou o artigo, que em menos de 50 anos computadores passariam no teste:
“Acredito que daqui a aproximadamente cinquenta anos será possível programarmos computadores (…) para fazê-los jogar o jogo da imitação tão bem que um interrogador mediano não terá mais do que setenta por cento de chance de identificar corretamente após cinco minutos de perguntas.” [1]
Turing errou por pouco: foi só em junho de 2014, sessenta anos após a publicação do artigo, que um programa de computador chamado Eugene Goostman se mostrou capaz de jogar – e também de vencer – o jogo da imitação. Programas como Eugene Goostman são conhecidos como chatbots.
O primeiro chatbot de sucesso foi ELIZA, criado por Weizenbaum em 1966. O nome é uma homenagem à personagem Eliza Doolittle, da peça Pygmalion, de Bernard Shaw. Na peça, Eliza é uma vendedora de flores que aos poucos aprende a falar inglês tão bem que as outras pessoas a tomam por uma lady da alta aristocracia. A ideia de Weizenbaum era que, assim como a Eliza da peça, a ELIZA escrita em linguagem de programação também poderia se exprimir de modo cada vez mais convincente. Para isso, tal como ocorre na peça, ela precisaria de um “professor”, ou seja, de um programador que vai ampliando seu vocabulário e estoque de frases. Mas hoje, graças a tecnologias como machine learning, programas como ELIZA se tornaram autodidatas. Chatbotscomo AlexaCortanaSiri, ou Tay agora aprendem e evoluem diretamente com o input do usuário. Já há também, hoje em dia, milhões de bots que se passam por pessoas nas redes sociais influenciando no resultado de eleições.
Em função das limitações tecnológicas da época, ELIZA era um pouco repetitiva e por isso nunca passou no teste de Turing. Mas isso não impediu que muitas pessoas levassem ELIZA a sério e contassem para ela detalhes de sua vida privada. No livro O Poder do Computador e a Razão Humana, de 1976, Weinzenbaum conta que, certo dia, a sua secretária, que evidentemente sabia que ELIZA era só um programa de computador, perguntou se ele não poderia deixar a sala para ela pudesse conversar a sós com ELIZA. Weinzenbaum ficou preocupado:
“Eu fiquei assustado ao ver o quão rapidamente e o quão profundamente as pessoas que conversavam com ELIZA se tornavam emocionalmente envolvidas com o computador.” [2]
Quando Eugene Goostman passou no teste de Turing poucas pessoas se deram conta de que o chatbot vencedor não era só um programa. Eugene Goostman, assim como ELIZA, era antes de qualquer coisa um personagem, uma obra de ficção escrita em linguagem de programação. Um chatbot convincente deve ter personalidade, ele ou ela deve ter crenças, dúvidas, desejos. Do diálogo com um chatbot devemos ser capazes de estimar a sua idade, seu nível de instrução, se é homem ou mulher. É claro que em cinco minutos de conversa não podemos saber tudo sobre nosso interlocutor, seja ele real ou ficcional. Mas a leitura de um conto ou romance também não é muito diferente.
É preciso ler as primeiras páginas de uma obra literária para formarmos aos poucos uma imagem de quem são seus personagens. Se o texto for bem escrito, e os personagens convincentes, continuaremos então a leitura. Chatbots convincentes, da mesma forma que personagens de um conto ou romance, devem ser capazes de nos engajar numa conversa e de criar em nós a ilusão de que são alguém de verdade, mesmo que nós já saibamos de antemão que a “pessoa” em questão é apenas um personagem, uma obra de ficção. Passar no “teste de Turing”, por isso, a meu ver, não significa conseguir enganar o interlocutor. Nenhum romance é bom porque consegue enganar o leitor e se passar por um relato verídico, mas por criar de modo elegante e criativo essa ilusão de verdade. Passar no teste de Turing, para mim, significa ser capaz de criar essa espécie de ilusão consentida.
O sucesso de Eugene Goostman no teste Turing, portanto, não se deveu à inteligência de suas respostas, mas à capacidade de, durante cinco minutos, ter criado a ilusão – consciente ou não – de que ele era uma pessoa real: um menino de 13 anos, nascido na Ucrânia, dono de um porquinho da Índia. Um chatbot convincente, assim como personagens de um romance, tem de manter uma narrativa consistente ao longo da conversa. Num texto de 2008, os criadores de Eugene Goostman chamam atenção para essa relação que há entre chatbots e obras literárias:
“Tenha em mente que ninguém gosta de conversar com gente chata. Mesmo que seu chatbot passe no teste dando um monte de repostas vagas e ‘profundas’, não fique surpreso se as pessoas enjoarem de conversar com a sua criatura por mais de dez minutos. Ao criar um chatbot, você não escreve um programa, você escreve um romance. Você imagina uma vida para seu personagem desde o início – a começar pela infância dele (ou dela) que vai até o momento presente, conferindo-lhe características pessoais únicas – opiniões, pensamentos, medos, manias. Se o seu chatbot se tornar popular e as pessoas se mostrarem dispostas a falar com ele por horas, dia após dia, talvez você devesse pensar em uma carreira de escritor, ao invés de ser um programador.” [3]
Para os criadores de Eugene Goostman, portanto, uma pessoa não deveria desperdiçar seu talento literário criando chatbots. Seria melhor para escrever um romance.
No futuro, é claro que as pessoas continuarão escrevendo contos e romances, e haverá com certeza também um público para ler essas obras. Mas a pergunta é se contos e romances não podem vir a ter o mesmo destino de sonetos, óperas, ou filmes mudos em preto e branco. Ainda admiramos a lírica de Camões e Bocage; os filmes de Chaplin e Eisenstein; ou novas encenações das óperas de VerdiWagner, ou Bizet. Mas sonetos, filmes mudos, e óperas já não são – há muito tempo – as mídias correntes para a expressão de novas ideias, para a discussão de temas prementes, para a crítica à cultura de nosso tempo. O romance e o conto são gêneros bastante recentes e não há nenhuma razão para rejeitarmos de antemão a suposição de que, no futuro, contos e romances passem a ser lidos com a mesma reverência que dispensamos hoje em dia a certas formas culturais do passado, mas sem que, ainda assim, nos sintamos motivados a abraçar essas formas antigas para a expressão de nossas próprias ideias.
Ainda haverá lugar para escritoras e escritores no futuro? Acredito que sim, mas eles terão de se reinventar e talvez criar novos veículos para a produção de ficção. A criação de chatbots – contra a sugestão proposta pelos criadores de Eugene Goostman – talvez seja uma opção. No futuro, quem sabe, gente como Philip K. Dick não estará mais publicando histórias de ficção científica, mas escrevendo as linhas do programa de androides de verdade.
Notas:
[1] Turing, A. “Computing machinery and intelligence”. Mind, 1950, vol. 49, p. 59.
[2] Weizenbaum, J. Computer Power and Human Reason: From Judgment to Calculation. 1976, p. 6.
[3] Demchenko, E.; Veselov, V. “Who fools whom? The great mystification, or methodological issues on making fools of human beings”. R. Epstein et al. (ed.). Parsing the Turing Test: Philosophical and Methodological Issues in the Quest for the Thinking Computer. 2008. p. 258.
Fonte: IHU

04 abril, 2018

No Caminho de Emaús Lc 25, 13-35

No Caminho de Emaús Lc 25, 13-35


No Caminho de Emaús
Abrir os olhos
Ele está no meu de nós!
Lucas 25, 13-35

Texto extraído do livro “O avesso é lado certo – Círculos Bíblicos sobre o Evangelho de Lucas” – dos autores Carlos Mesters e Mercedes Lopes.

1. De que estavam falando pelo caminho?
Duas pessoas andando pela estrada. Desanimadas. Tristes! Estavam indo na direção contrária. Fugindo. Buscando. Imagem de ontem e de hoje. Imagem de todos nós. No ano de 85, muitos discípulos e discípulas andavam pelo caminho, tristes, desanimados, sem saber se estavam no caminho certo. No ano de 1998, parece que a cruz ficou maior e mais pesada. O desemprego, a violência, a droga, a falta de atenção séria à saúde e à educação, a falta de dinheiro, as dívidas... o desespero. Sentimo-nos impotentes frente à corrupção que desvia fundos dos cofres públicos, ou frente à má administração que deixa o povo no desamparo. O sistema neoliberal vai gerando cada dia mais exclusões de indivíduos, grupos e países. Parece que vivemos em um caos, em uma situação sem saída. Temos a impressão de estarmos caminhando ladeira abaixo, para o pior.

2. Tinham os olhos vendados
A experiência da morte de Jesus tinha sido tão dolorosa que eles perderam o sentido de viver em comunidade, abandonaram o grupo de discípulos e discípulas. Sentiram-se impotentes diante do poder que matou Jesus e procuraram salvar pelo menos a própria pele. Sua frustração era tão grande, que nem reconheceram Jesus, quando este se aproximou e passou a caminhar com eles (24,15). Tinham um esquema rígido de interpretação sobre o Messias, e não puderam ver a salvação de Deus entrando em suas vidas. Algumas discípulas tentaram ajudar os companheiros a perceber que Jesus estava vivo (24,22-23). Mas eles se recusaram a acreditar (24,24). Esta notícia era por demais surpreendente. Era o mesmo que dizer que Jesus era o vencedor do caos e da morte. Só podia ser fantasia, sonho, delírio de mulheres (24,11). Impossível acreditar! Quando a dor e a indignação pegam forte, há pessoas que ficam depressivas, desesperadas. Outras se tornam coléricas e amargas. Algumas invocam o fim do mundo com catástrofes que vão tirar os maus da face da terra. Outras buscam evadir-se numa oração sem compromisso social e político. Mas nenhuma dessas posturas ajuda a abrir os olhos e analisar a situação com fé lúcida e responsável, capaz de inventar saídas para esta situação aparentemente sem saída.

3. A Bíblia esquentou o coração, mas não abriu os olhos
Caminhando com eles, sem eles se darem conta, Jesus fazia perguntas. Escutava as respostas com interesse. Dessa maneira, obrigava-os a irem fundo no motivo da sua tristeza e fuga. Procurava fazê-los expressar a frustração que sentiam. Depois, ia iluminando a situação com palavras da Escritura. Procurava situas os discípulos na história do povo, para que pudessem entender o momento que estavam vivendo. Foi uma experiência apaixonante. Mais tarde, eles iriam fazer uma reflexão e perceber que o coração deles ardia, quando Jesus lhes explicava as Escrituras pelo caminho (24,32). Mas a explicação que Jesus dava a partir das Escrituras não conseguiu abrir os olhos dos discípulos.

4. Eles o reconheceram na partilha do pão
Caminhando com Jesus, os discípulos sentiram o coração arder. Cresceu dentro deles uma atitude de acolhida: “Fica conosco! Cai a tarde e o dia já declina!” (24,29). Foi só então que a partilha aconteceu. Partilha de vida, de oração e de pão. Partilha que abriu os olhos e provocou a mais importante descoberta da fé: ele está vivo, no meio de nós! (24,30-31). Esta descoberta lhes deu forças para voltar a Jerusalém, mesmo de noite. Tinham pressa de partilhar com os outros a descoberta que os fez renascer e ter coragem para enfrentar o poder da morte. Sim, Jesus era de fato o vencedor do caos e da morte! Não era fantasia das mulheres. Era uma realidade escondida, misteriosa, que só pode ser descoberta por quem aprende a partilhar, a se entregar, a sair do círculo vicioso dos interesses egoístas, para lutar junto com os outros pela vida de todos. Quando seus olhos se abriram, livres das trevas e travas por poder dominante, puderam descobrir a morte de Jesus como expressão máxima de um amor sem limites. Amor que tem sua origem no Pai cheio de ternura, gerador incansável da vida. Amor que tomou carne em Jesus de Nazaré para visitar e redimir a humanidade. Amor que se mantém fiel até ao extremo de dar a própria vida, para que todos tenham vida (Jo 10,10). Amor que foi confirmado pelo Pai, quando ressuscitou Jesus da morte.

5. Renascer para uma nova esperança
Esta experiência fez os discípulos renascerem para uma nova esperança. Ao redor de Jesus vivo, eles se uniram de novo e assumiram o projeto de vida para todos. A esperança é como um motor que leva a acreditar nos outros e a inventar práticas de fé. Com a esperança renovada, aquilo que parecia uma total impossibilidade passou a ter um novo significado para eles. Perderam o medo, superaram a experiência de incapacidade e de impotência. Deixaram de lado o negativismo derrotista e voltaram, em plena noite, como se fosse de dia. Voltaram para recomeçar, para reconstruir a comunidade, expressão, sinal e sacramento da presença de Jesus Ressuscitado.

6. Refazer hoje a experiência do caminho de Emaús
Desafiados pela atual conjuntura, somos chamados a viver hoje a experiência de Emaús e descobrir, na partilha solidária, a presença de Deus no meio de nós. Como comunidade de fé, somos chamados a reconstruir, no diálogo, na abertura e na acolhida, o projeto de Jesus, pelo qual ele entregou sua própria vida. A solidariedade leva à descoberta da força libertadora de Deus na história. Com olhar lúcido e criativo procuraremos expressar esta fé numa solidariedade bem concreta e articulada, seja a nível de grupo, de bairro ou de cidade. Dizer articulada quer dizer que esta ação solidária deve ser comunitária. Só assim será de fato sinal do Reino e poderá intervir em favor da vida, da vida indefesa dos pobres, os preferidos de Jesus.

Fonte: CEBI

03 abril, 2018

Nossa...A vida é como um rio de acontecimento...

Que saudade de jogar capoeira...

Essa roda de capoeira do Grupo Muzenza com participação de amigos foi em outubro do ano passado, 2017.

Depois dessa roda participei em mais uma esse ano.

Com minha mãe precisando de cuidados desde que sofreu um AVC em fevereiro de 2017, muito pouco consigo participar.