09 julho, 2019

Para cientista político, pedido de afastamento de Moro é um “erro infantil”

“Não é possível que, após se expor tanto, o ministro cometa um erro tão infantil. Então, deve ter algo que não estamos entendendo muito bem em curso”


Inadequado”. Assim, o cientista político Rudá Ricci qualifica o pedido de afastamento de Sérgio Moro do cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública entre os dias 15 e 19 de julho – confirmado pela edição desta segunda-feira (8) do Diário Oficial.
A reportagem é de Igor Carvalho, publicado por Brasil de Fato, 08-07-2019.
Para Ricci, doutor em Ciências Políticas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), não fará bem ao governo Bolsonaro (PSL) a “folga” do ministro, ainda mais em meio à série de reportagens do The Intercept Brasil, em parceria com outros veículos de comunicação, que escancara a interferência do ex-juiz sobre procuradores da Lava Jato em Curitiba (PR). Fora do cargo, Moro lava as mãos para a crise que envolve seu nome, abre margem para especulações sobre sua agenda pessoal e perde a chance de prestar esclarecimentos à população.
“É inadequado porque coincide com o estreitamento dos vazamentos das conversas pelo The Intercept. Os últimos vazamentos deram um passo à frente nos ataques, porque agora demonstram que o que eles vazaram leva à possibilidade de discussão do crime de ‘lesa pátria’ [Moro e Dallagnol teriam tentado intervir na política venezuelana]. Isso já entra num campo muito mais grave, que é de traição à pátria. Politicamente, é um equívoco [o afastamento]”, afirma Ricci.
A assessoria do Ministério da Justiça divulgou nota em que afirma que o chefe da pasta estará de férias na próxima semana para “tratar assuntos particulares”. Segundo Ricci, esse episódio reforça a lista contínua de equívocos cometidos por Moro. “Não é possível que, após se expor tanto, o ministro cometa um erro tão infantil. Então, deve ter algo que não estamos entendendo muito bem em curso”, acrescenta. Com os elementos que vieram a público até o momento, não há, na opinião do especialista, uma estratégia que justifique essa tomada de decisão. Afinal, no cargo de ministro, o ex-juiz poderia continuar se defendendo das acusações; afastado, abre mão de rebatê-las.
Se o Intercept mantiver o fôlego para as denúncias, Ricci tem dúvidas sobre as condições políticas para permanência de Moro no cargo. “Ele era o político mais popular naquela época [do anúncio no ministério], mais do que o [ex-presidente] Lula, por incrível que pareça. A falta de experiência política dele é que fez ele cometer essa precipitação, porque ele não entende muito bem, hoje dá para perceber, como se opera a política brasileira. Em primeiro lugar, ela se opera a partir do Congresso Nacional e não do Executivo, e ele não tinha ideia disso”, analisa.
Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou uma nota em que explica que o afastamento de Moro se trata de uma licença não remunerada, prevista em lei. “Por ter começado a trabalhar em janeiro, o ministro não tem ainda direito a gozar férias. Então, está tirando uma licença não remunerada, com base na Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990”, informou a assessoria.
Fonte: IHU

08 julho, 2019

Os migrantes são o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada

Os migrantes “São os últimos enganados e abandonados a morrer no deserto; são os últimos torturados, abusados e violentados nos campos de detenção; são os últimos que desafiam as ondas de um mar impiedoso; são os últimos deixados em acampamentos de acolhimento.”


Papa: os migrantes são o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada

O Papa Francisco presidiu à celebração eucarística na Basílica de São Pedro no sexto aniversário de sua visita à ilha italiana de Lampedusa - sua primeira viagem como Pontífice.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

“Os migrantes são hoje o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada”: palavras do Papa Francisco ao presidir na manhã desta segunda-feira (08/07), na Basílica Vaticana, à celebração eucarística para recordar os seis anos de sua visita a Lampedusa.

A ilha ao sul da Itália foi a meta, exatamente em 08 de julho de 2013, da primeira viagem do Pontífice. Naquele ano, os desembarques de migrantes eram quase diários. Meses depois, em 03 de outubro, ocorreria a maior tragédia registrada nas imediações: num naufrágio de uma embarcação líbica, perderam a vida 368 pessoas.

"Penso nos últimos"

“Não se trata apenas de migrantes, mas de pessoas humanas”, reforçou hoje o Papa em sua homilia na missa celebrada para um restrito grupo de pessoas, cerca de 250, convidadas pelo Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral.

Ouça a reportagem

Neste sexto aniversário da visita a Lampedusa, disse Francisco, “penso nos ‘últimos’ que diariamente clamam ao Senhor, pedindo para ser libertados dos males que os afligem”.

“ São os últimos enganados e abandonados a morrer no deserto; são os últimos torturados, abusados e violentados nos campos de detenção; são os últimos que desafiam as ondas de um mar impiedoso; são os últimos deixados em acampamentos de acolhimento. ”

Estes são apenas alguns dos últimos que Jesus nos pede para amar e levantar. Infelizmente, prosseguiu o Papa, as periferias existenciais das cidades estão densamente povoadas de pessoas que foram descartadas, marginalizadas, oprimidas, discriminadas, abusadas, exploradas, abandonadas, de pessoas pobres e sofredoras.

Pessoas, não apenas migrantes

No espírito das Bem-aventuranças, portanto, somos chamados a acudir misericordiosamente às suas aflições; saciar a sua fome e sede de justiça; fazer-lhes sentir a solícita paternidade de Deus.

“São pessoas; não se trata apenas de questões sociais ou migratórias! ‘Não se trata apenas de migrantes!’”, repetiu Francisco, que é o tema do 105º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado (DMMR), que será celebrado em 29 de setembro próximo. “Os migrantes são, antes de mais nada, pessoas humanas e que, hoje, são o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada.”

Neste contexto, o Papa propôs a imagem da escada de Jacob, proposta na primeira leitura da liturgia de hoje.

Em Jesus Cristo, explicou, está assegurada e é acessível a todos a ligação entre a terra e o Céu. Mas subir os degraus desta escada requer empenho, esforço e graça. Os mais frágeis e vulneráveis devem ser ajudados.

“ Apraz-me pensar que poderíamos ser, nós, aqueles anjos que sobem e descem, pegando ao colo os pequenos, os coxos, os doentes, os excluídos: os últimos, que caso contrário ficariam para trás e veriam apenas as misérias da terra, sem vislumbrar já desde agora algum clarão do Céu. ”

Trata-se de uma grande responsabilidade, da qual ninguém se pode eximir, advertiu o Pontífice.

O Papa concluiu sua homilia agradecendo aos migrantes que, mesmo recém-chegados à Itália, já ajudam os “irmãos e irmãs” que chegaram depois.. “Quero agradecer-lhes por este estupendo sinal de humanidade, gratidão e solidariedade.

Fonte: Vatican News

07 julho, 2019

Faríamos o mesmo? Mulher foi presa após salvar a vida de 40 emigrantes (refugiados) ! ��

Formação CEBs - Região Pastoral Jandaia do Sul

CEBs casa da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária!

Lideranças audaciosas e destemidas, presença amiga, acolhida, cuidado, afeto, compaixão e  diálogo como caminho a ser percorrido, para tanto é preciso protagonismo e ousadia do CPC.

Retornar as fontes, reafirmar as CEBs e fomentar o protagonismo e ousadia do CPC. Esse foi o tema trabalhado pelas CEBs na Região Pastoral Jandaia do Sul, iluminada pelo evangelho de Marcos 6: 31-44, Atos dos Apóstolos 2, Ezequiel capítulo 37 e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019 -2023.

Deus é contra toda e qualquer situação de exploração e de miséria que impedem que a vida seja vivida plenamente. Ele está sempre ao lado das/os oprimidos, pobres, ao lado da justiça, da paz, do amor e da verdade. Deus está ciente de Seu povo onde quer que estejam e em qual situação se encontra. Organiza o povo em comunidade para que deixem de ser uma multidão perdida como uma ovelha sem pastor. O milagre da partilha acontece. O sentimento de Jesus de compaixão o leva a pensar diferente, “Vocês é que têm de lhes dar de comer”, não mandá-los embora.

Diante de uma situação de desespero e de morte o testemunho do Profeta Ezequiel, que viu além das tragédias de sua época, não perdeu a fé. O profeta é porta voz da ação de Deus. Cabe ao profeta profetizar, a ação é de Deus. “nossos ossos estão secos, nossa esperança está morta; estamos perdidos!”, “profetize”.

A arte da denúncia e do anúncio sobre a figura do profeta, assim, o profetismo implica ato de denúncia da realidade dura, opressora, discriminadora e que nega a vida em sua integralidade, bem como no ato do anúncio de uma vida transformada.

Para papa Francisco, a Igreja “em saída” sabe tomar a iniciativa sem medo. Assim se dá o protagonismo do Conselho Pastoral da CEBs, o CPC. Da responsabilidade amorosa pelo cuidado das pessoas e o anúncio do evangelho. Atento a realidade local, responder à luz do Evangelho. “Vocês é que têm de lhes dar de comer.”

Lideranças audaciosas e destemidas, presença amiga, acolhida, cuidado, afeto, compaixão e  diálogo como caminho a ser percorrido, para tanto é preciso protagonismo e ousadia do CPC. Deus está presente na história e não impossibilita que as mulheres e os homens atuem para fazer da sua uma história de libertação e de transformação.

As CEBs, a casa da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária, com as portas abertas para acolher, acolher sem julgamento e portas abertas para ir ao encontro, principalmente dos que mais precisam.

Sair, ir ao encontro das famílias, para sentir quanto que elas são humanas, sentir sua fragilidade, ser uma porta de esperança "ir ao encontro das famílias, com atenção especial e ternura de quem coloca uma ovelha ferida no colo" ( DGAE). Isso é muito profundo.

Na família há marcas positivas e negativas, acertos e erros, muitos desafios internos e externos, feridas, frustrações, fracassos, marcas doloridas. Famílias muita humana, com ideal de amor, mas também com situações difíceis e desafiadoras.

Essa realidade não é só de hoje, a genealogia de Jesus no relato Evangelho de Mateus e Lucas mostra que essas famílias também viveram situações como essas em seu tempo, mas mesmo assim, Deus não as deixa, vai conduzindo-as. Essas famílias, com todos esses conflitos, formam o Povo de Israel, conjunto de tribos. Não se conhecem por uma grande nação que tem um rei a frente. São Clã, Clã Familiar, hoje as CEBs.

As CEBs como sendo a Igreja mais perto das famílias precisam continuar sendo o canal de esperança para recuperar as famílias que precisam ser recuperadas, ser o sustento para manter aquelas que estão bem.

O CPC precisa descobrir as famílias que mais precisam aproximar e acolher e para isso o caminho é ver quem esta mais perto, a família que esta mais perto dessa família para responsabilizar-se com ela. Mas não só perto, esta família que pode ser o braço amigo da CEB a outra família deve estar aberto para Deus conduzir.

O primeiro responsável é quem esta mais perto e consciente da tarefa. As CEBs precisam criar mecanismo, meios para encorajar as pessoas a estar a serviço da família que mais perto dela geograficamente esta e Deus da os meios e a força. Encorajar as pessoas não baseado em cobranças, afirmar e motivar que podemos fazer, Deus vai ajudar, vamos conseguir. 

Retornar as fontes, reafirmar as CEBs e fomentar o protagonismo e ousadia do CPC é preciso.

Data da formação: 07 de julho de 2019
Eu, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)
 




Reforma da Previdência


A Filosofia da Amizade de Aristóteles ainda é importante hoje



A Filosofia da Amizade de Aristóteles ainda é importante hoje

 Aristóteles é amplamente considerado um dos mais brilhantes e prolíficos entre os filósofos ocidentais. É impossível dizer o quanto ele escreveu, mas a fração de seu trabalho ainda hoje é impressionante. Todos os campos, da astronomia e física à ética e economia, foram influenciados por seu pensamento. Por mais de 2.000 anos, ele continua sendo um dos pensadores mais lidos e citados da história.

Enquanto o impacto de Aristóteles ainda pode ser sentido em muitas disciplinas, uma de suas observações mais duradouras diz respeito à amizade. Ele via a amizade como uma das verdadeiras alegrias da vida e achava que uma vida bem vivida deveria incluir amizades realmente significativas e duradouras. Em suas palavras:

“Na pobreza, assim como em outros infortúnios, as pessoas supõem que os amigos são seu único refúgio. E a amizade é uma ajuda para os jovens, para salvá-los do erro, assim como é para os idosos, com vistas ao cuidado de que necessitam e à capacidade diminuída de ação decorrente de sua fraqueza; é uma ajuda também para aqueles em seu auge na realização de ações nobres, pois ‘dois juntos’ são mais capazes de pensar e agir.”

As amizades acidentais
Aristóteles descreveu dois tipos comuns de amizades que são mais acidentais do que intencionais. Muitas vezes caímos nesse tipo de amizade sem perceber.

A primeira é uma amizade de utilidade. Nessa relação, duas partes não estão nela por afeição. Em vez disso, elas estão para o benefício que cada um recebe do outro. Essas relações são temporárias: sempre que o benefício termina, o mesmo acontece com o relacionamento. Aristóteles observou que essas relações de utilidade eram mais comuns entre os idosos.

Pense em uma relação comercial ou profissional, por exemplo. Você pode aproveitar o tempo que passa juntos, mas quando a situação muda, a natureza da sua conexão também muda.

O segundo tipo de amizade acidental de Aristóteles baseia-se no prazer. Esse tipo de relacionamento, ele descobriu, era mais comum entre pessoas mais jovens. Pense em seus amigos de faculdade ou pessoas que jogam na mesma liga esportiva. Seu relacionamento é fundamentado na emoção que sentem em um determinado momento ou durante uma determinada atividade.

Essas amizades são frequentemente as relações de vida mais curta de nossas vidas. E tudo bem, desde que as duas partes tenham prazer por meio de um interesse mútuo em algo externo. Mas essas amizades terminam inevitavelmente quando os gostos ou preferências das pessoas mudam. Muitos jovens passam por fases do que gostam. Muitas vezes, seus amigos mudam ao longo do caminho.

A maioria das amizades se enquadra nessas duas categorias acidentais e, embora Aristóteles não as visse tão mal, sentia que sua falta limitava em muito sua qualidade. É bom, e até necessário, ter amizades acidentais – mas há muito mais por aí.

A amizade do bem
A forma final de amizade de Aristóteles parece ser a mais preferida. Em vez de utilidade ou prazer, esse tipo de relacionamento baseia-se em uma apreciação mútua das virtudes que a outra pessoa considera cara. Nesse tipo de amizade, as próprias pessoas e as qualidades que elas representam fornecem o incentivo para as duas partes estarem na vida umas das outras.

Amizades de virtude levam tempo e confiança para construir. Elas dependem do crescimento mútuo.

Ao invés de ser de curta duração, tal relacionamento perdura ao longo do tempo, e geralmente há um nível básico de bondade exigido em cada pessoa para que ela exista em primeiro lugar.

As pessoas que não têm empatia e a capacidade de cuidar dos outros raramente desenvolvem esse tipo de relacionamento porque sua preferência tende ao prazer ou à utilidade. Além do mais, amizades de virtude levam tempo e confiança para construir. Eles dependem do crescimento mútuo.

É muito mais provável que nos conectemos a esse nível com alguém quando os vemos no pior e os observamos crescer – ou se enfrentamos dificuldades mútuas com eles.

Além de sua profundidade e intimidade, a beleza dessas relações está em como elas incluem as recompensas dos outros dois tipos. Eles são benéficos e prazerosos. Quando você respeita uma pessoa e cuida dela, você fica feliz em passar tempo com ela. Se eles são uma pessoa boa o suficiente para justificar tal relacionamento, também há utilidade. Eles ajudam a manter sua saúde mental e emocional.

Essas relações requerem tempo e intenção, mas quando elas florescem, elas o fazem com confiança e admiração. Eles trazem consigo algumas das alegrias mais doces que a vida tem para oferecer.

O legado de Aristóteles
Há uma boa razão para o trabalho de Aristóteles continuar a ser lido cerca de 2.000 anos após sua morte. Nem tudo o que ele escreveu é relevante hoje, é claro, e muitas de suas suposições foram contestadas. Ele nos ensinou a examinar o mundo empiricamente e inspirou gerações de pensadores e filósofos a considerar o papel e o valor da ética na conduta cotidiana de nossas vidas, incluindo nossos relacionamentos.

A vida é muito curta para amizades superficiais.
Enquanto ele via o valor de amizades acidentais baseadas no prazer e na utilidade, sentia que sua impermanência diminuía seu potencial. Eles não tinham profundidade e uma base sólida.

Em vez disso, ele defendeu o cultivo de amizades virtuosas construídas com intenção e baseadas em uma apreciação mútua de caráter e bondade. Ele sabia que essas amizades só poderiam ser fortalecidas com o tempo – e se elas prosperassem, elas durariam por toda a vida.

Nós somos, e nós vivemos, as pessoas com quem passamos tempo. Os laços que forjamos com aqueles que nos rodeiam moldam diretamente a qualidade de nossas vidas. A vida é muito curta para amizades superficiais.

Texto publicado em Medium

Nesse momento na Cidade de Mandaguari


Nesse momento na Cidade de Mandaguari, assessorar formação com as lideranças das CEBs Região Pastoral Jandaia.


04 julho, 2019

Moção de Apoio em defesa dos direitos constitucionais dos Povos Indígenas no Brasil



Moção de Apoio em defesa dos direitos constitucionais dos Povos Indígenas no Brasil

4 de julho de 2019

Nós, participantes do VII Encontro Nacional do Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB, reunidos em Cuiabá/MT, nos dias 20 a 23 de junho de 2019, estamos acompanhando com atenção a tramitação da ação que chegou ao Supremo Tribunal Federal/STF relativa à demarcação da terra do Povo Xokleng e que fora movida pela FATMA – Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina – contra a FUNAI – Fundação Nacional do Índio, contra os Indígenas e União. Tomamos conhecimento que a referida ação foi caracterizada, por aquela que é a mais alta Corte do Brasil como sendo de REPERCUSSÃO GERAL.

Este caso de repercussão geral no STF refere-se ao Recurso Extraordinário – RE nº 1017365, interposto pela Funai, contra decisão do Tribunal Regional Federal da 4 Região/TRF4 que confirmou sentença de juiz de primeira instância, a qual determinou a reintegração de posse contra os indígenas da etnia Xokleng, Kaingang e Guarani. A área foi demarcada através de Portaria Declaratória expedida pelo Ministro da Justiça. A Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina requer que a propriedade de parcela da terra indígena seja declarada como sendo de sua propriedade, no entanto ela está sobreposta à terra de ocupação tradicional dos indígenas e, portanto, seu título de propriedade é nulo de acordo com a Constituição Federal em seu artigo 231.

Nós, do Conselho Nacional do Laicato do Brasil, nos solidarizamos com os povos indígenas do Brasil porque ao longo de toda a história sofreram e sofrem as mais cruéis e variadas formas de violências, bem como reconhecemos que a Constituição Federal precisa ser efetivamente aplicada tendo em vista a consolidação do direito à terra, o direito às diferenças étnicas e culturais e, fundamentalmente, o direito de os povos indígenas no Brasil serem reconhecidos como sujeitos de diretos, atendendo os preceitos do artigo 232 da CF/1988.

A Constituição Federal assegura os direitos dos povos indígenas sobre suas terras (Art 231 da CF), haja vista estabelecer que estes direitos são originários e tradicionais, portanto anteriores a qualquer direito estabelecido com a chegada dos europeus e posterior a ela, ou seja, é um direito de origem, de ancestralidade, naquilo que é denominado de indigenato, pois funda-se no critério de que o direito territorial, relativo aos índios, vincula-se ao critério de que são eles os primeiros habitantes e naturais senhores da terra, estabelecendo-se a primazia desse direito sobre qualquer outro.

03 julho, 2019

O mundo atual vai-se tornandom, dia após dia, mais elitista e cruel para com os excluídos.


Vaticano: Papa condena sociedade «cada vez mais elitista» e «cruel» que exclui refugiados (c/vídeo)


O Papa criticou a sociedade “cada vez mais elitista” e mais “cruel” com os excluídos, que rejeita o acolhimento de refugiados e migrantes que fogem da guerra e da pobreza.


“Não se trata apenas de migrantes: é sobre não excluir ninguém. O mundo de hoje é cada vez mais elitista e todos os dias é mais cruel com os excluídos”, declara Francisco, numa mensagem em vídeo divulgada hoje, a respeito da 105ª edição do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que a Igreja Católica vai celebrar a 29 de setembro.

O Papa sublinha que os países em vias de desenvolvimento continuam “a esgotar os seus melhores recursos naturais e humanos em benefício de alguns mercados privilegiados”.

“As guerras afetam apenas algumas regiões do mundo; no entanto, a produção de armas e de venda ocorre noutras regiões, que, em seguida, não querem tomar conta de refugiados, não querem aceitar os refugiados que estes conflitos geram”, adverte.

Fala-se muito de paz, mas vendem-se armas. Podemos falar de hipocrisia nesta linguagem? Aqueles que sofrem as consequências são sempre os pequenos, os pobres, os mais vulneráveis, que são impedidos de sentar-se à mesa e ficam apenas com as migalhas do banquete”.

Francisco convida a rejeitar um desenvolvimento exclusivista que “torna os ricos mais ricos e os pobres mais pobres”.

“O desenvolvimento autêntico é aquele que pretende incluir – é inclusivo – e visa incluir todos os homens e mulheres do mundo, promovendo o seu crescimento integral, e também preocupando-se com as gerações futuras. O verdadeiro desenvolvimento é inclusivo e fecundo, projetado para o futuro”, conclui.

A Igreja celebra o Dia Mundial dos Migrantes e Refugiados desde 1914; em 2019, o tema escolhido pelo Papa, ‘Não se trata apenas de migrantes’, é acompanhado por uma campanha multimédia de divulgação, da responsabilidade da secção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral(Santa Sé).

Em 8 de julho, o Papa vai celebrar uma Missa no Vaticano com um grupo de migrantes e refugiados de várias nacionalidades, acompanhados por voluntários que trabalharam em missões de resgate, com o objetivo assinalar o sexto aniversário da visita de Francisco à ilha italiana de Lampedusa.

O secretário de Estado Vaticano, cardeal Pietro Parolin, comentou os recentes acontecimentos que envolvem o barco ‘Sea Watch 3’, pertencente a uma ONG alemã, que atracou sem autorização em Lampedusa, após vários dias de espera no mar pedindo o desembarque de 40 migrantes resgatados ao largo da Líbia.

“Penso que a vida humana deve ser salva, de qualquer maneira. Portanto, isso deve ser a estrela polar que nos guia, tudo o resto é secundário”, disse aos jornalistas.

Fonte: Ecclesia

02 julho, 2019

Surgimento da expressão Comunidade Eclesial de Base



Surgimento da expressão Comunidade Eclesial de Base

Por Solange S. Rodrigues

A primeira referência oficial às “comunidades de base” aparece no Plano Pastoral de Conjunto (PPC) aprovado numa assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em novembro de 1965. Esta assembleia foi realizada em Roma, ainda durante a última sessão do Concílio Vaticano II. O Plano vinha sendo preparado há meses, pelos secretariados nacionais e regionais da CNBB, e já havia sido discutido pela Comissão Central da entidade e pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

No PPC a criação e dinamização das comunidades de base é apresentada como meio de favorecer a vivência comunitária e responsável dos católicos, a partir da descentralização das paróquias, extensas e muito povoadas. Os bispos propõem “suscitar e dinamizar, dentro do território paroquial, comunidades de base (como as capelas rurais) onde os cristãos não sejam pessoas anônimas que apenas buscam um serviço ou cumprem uma obrigação, mas sintam-se acolhidos e responsáveis, e delas façam parte integrante, em comunidade de vida com Cristo e com todos os seus irmãos” (CNBB, 1966, 38-39).

Antes dele, em abril de 1962 no Plano de Emergência (PE) os bispos preconizaram uma renovação paroquial. Entre outras características, esta renovação deveria valorizar as “comunidades naturais”, já presentes no interior das paróquias, entendidas como grupos relativamente homogêneos, unificados pela convivência em um território delimitado, como por exemplo, bairros, povoados rurais; ou, por algum centro de interesse, como o trabalho, o estudo etc..

A designação era ainda hesitante. Falava-se em comunidade natural; comunidade de base; ou, simplesmente, comunidade. O adjetivo eclesial é usado no título do primeiro livro sobre as CEBs, intitulado “Comunidade Eclesial Base: uma opção pastoral decisiva”, publicado 1967 pela editora Vozes. Seu autor, Raimundo Caramuru de Barros, relata a constituição do nome da nova proposta pastoral no livro “Para entender a Igreja no Brasil: a caminhada que culminou no Vaticano II (1930-1968)”, publicado em 1994: a expressão teria sido criada num seminário sobre “Sacramentos da Iniciação”, promovido pelo Secretariado Nacional de Liturgia da CNBB em 1965. Na ocasião “ficou consagrado o nome Comunidade Eclesial de Base. Inicialmente, tinham sido denominadas de comunidades naturais; em seguida, chegou-se a falar em comunidades locais. Ambos apelativos provocavam dificuldades e mesmo ambiguidades. Passou-se, então, ao nome comunidade de base. Essa denominação buscava identificá-la como a célula básica do corpo eclesial. (…) Por facilidade e brevidade, continuou-se, muitas vezes, a falar em comunidades de base, omitindo o termo eclesial, até que se inventou a sigla CEB, uma referência mais simples para essas comunidades de Igreja“.

Já nos países da América Latina de colonização espanhola, a expressão consagrada para indicar estes organismos eclesiais foi comunidad cristiana popular. Em algumas traduções de textos produzidos nestes países para o português a expressão usada é comunidade cristã de base ou comunidade cristã popular. Há aqui uma distinção importante, pois nesta segunda expressão fica assinalado o caráter “popular” da experiência, sua vinculação a um determinado segmento da população. Já o termo incluído na expressão em português, “de base”, presta-se a diferentes interpretações, podendo ser compreendido em termos de classe social (as chamadas classes subalternas, aquelas que estariam na “base” da sociedade) ou se referir à estrutura da Igreja, designando a “base” da instituição.

  Mais de 50 anos após sua criação, percebemos que a expressão “comunidade eclesial de base” e a sigla “CEB” são de uso mais corrente entre os agentes de pastoral e os estudiosos do fenômeno. Em geral, participantes das CEBs referem-se a elas simplesmente como “comunidades”. A ambiguidade apontada por Caramuru de Barros reaparece, pois muitas vezes não é fácil fazer a distinção nos discursos entre a comunidade local (todos os habitantes da localidade) e os membros da comunidade religiosa.

Em determinadas situações a expressão e a sigla são acionadas como elemento de auto-identificação nos casos de conflitos entre linhas pastorais divergentes numa mesma paróquia ou diocese, ou no contexto nacional. E também no processo de preparação e de realização dos Encontros Intereclesiais de CEBs, quando a identidade em torno dessa experiência pastoral é reafirmada.

Este texto é parte do caderno que está sendo elaborado sobre o histórico das CEBs. Ele será um dos cadernos da série que o Iser Assessoria organiza sobre as CEBs no Brasil, para contribuir na formação de suas equipes de animação.

Solange S. Rodrigues é membro da equipe de Iser Assessoria. As informações contidas neste texto foram retiradas de sua dissertação de mestrado: Comunidades Eclesiais de Base no Brasil: interfaces entre religião, política e produção do conhecimento (UFRJ, 1997).  



30 junho, 2019

Retornar as fontes, reafirmar as CEBs e fomentar o protagonismo e ousadia do CPC foi o tema trabalhado na Região Pastoral Sarandi – Nossa Senhora das Graças

Região Pastoral Sarandi – Nossa Senhora das Graças - Arquidiocese de Maringá.
Retornar as fontes, reafirmar as CEBs e fomentar o protagonismo e ousadia do CPC.

 Esse foi o tema trabalhado pelas CEBs na Região Pastoral Sarandi – Nossa Senhora das Graças, iluminada pelo evangelho de Marcos 6 : 34:44 e Atos dos Apóstolos 2 e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019 -2023.

“Vocês é que têm de lhes dar de comer.” 




A grande multidão perdida como ovelha sem pastor, deixa de ser uma multidão perdida, á partir do momento em que Jesus os organiza, forma comunidades. O grande milagre, todas e todos são saciado no ato da partilha. Isso é lindo.

 Ao Conselho Pastoral das Comunidades, os CPCs  cabe fomentar seu protagonismo e ousadia. Estar atento a sua realidade loca e responder à luz do Evangelho. Dai vem seu protagonismo: da responsabilidade amorosa pelo cuidado das pessoas e o anúncio do evangelho.

A frase dita por Jesus aos discípulos hoje Ele diz aos CPCs: “Vocês é que têm de lhes dar de comer.” 

É preciso o protagonismo e ousadia dos CPCs pela denúncia e pelo anúncio. Denuncia de toda estrutura injusta e Anúncio do Evangelho – as maravilhas de Deus, anúncio de um jeito novo de ser e de viver.

As CEBs precisam ser a casa da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária. Estar com as portas abertas para acolher, acolher sem julgamento e portas abertas para ir ao encontro, principalmente dos que mais precisam.

O CPC precisam fomentar as CEB para que seja lugar do olhar, do abraço e do afeto, sem discriminar, vencendo os preconceitos para olhar o outro, sentir suas alegrias e angústia e juntos buscar resposta. 

Sair, ir ao encontro das famílias, para sentir quanto que elas são humanas, sentir sua fragilidade, ser uma porta de esperança "ir ao encontro das famílias, com atenção especial e ternura de quem coloca uma ovelha ferida no colo" ( DGAE). Isso é muito profundo.

Em torno do plano de Deus, para realizar seu plano Ele conta coma as famílias. O Evangelho de Mateus e Lucas relata a genealogia de Jesus, história de geração a geração até chegar a Jesus.  

Ao resgatar a genealogia de Jesus, percebemos famílias com marcas doloridas, problemas e conflitos, famílias muita humana, com ideal de amor, mas também com situações difíceis e desafiadoras.  E nem por isso Deus desistiu delas, com elas forma o povo de Israel.

As CEBs como sendo a Igreja mais perto das famílias precisam continuar sendo o canal de esperança para recuperar as famílias que precisam ser recuperadas, ser o sustento para manter aquelas que estão bem. 

O CPC precisa descobrir as famílias que mais precisam aproximar e acolher e para isso o caminho é ver quem esta mais perto, a família que esta mais perto dessa família para responsabilizar-se com ela. Mas não só perto, esta família que pode ser o braço amigo da CEB a outra família deve estar aberto para Deus conduzir. 

O primeiro responsável é quem esta mais perto e consciente da tarefa. As CEBs precisam criar mecanismo, meios para encorajar as pessoas a estar a serviço da família que mais perto dela geograficamente esta e Deus da os meios e a força. Encorajar as pessoas não baseado em cobranças, afirmar e motivar que podemos fazer, Deus vai ajudar, vamos conseguir.  

Retornar as fontes, reafirmar as CEBs e fomentar o protagonismo e ousadia do CPC é preciso.

Data da formação:30 de junho de 2019
Eu, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)








28 junho, 2019

A família demanda atenção renovada!


Democracia em Vertigem é eleito um dos melhores filmes do ano pelo New York Times

Documentário feito por Petra Costa para a Netflix detalha os últimos anos conturbados do governo brasileiro  

Dilma Roussef (Foto: Reprodução / Netflix)

Democracia em Vertigem, documentário de Petra Costa lançado na Netflix no dia 19 de abril, entrou nesta quinta, 27, para a lista de melhores filmes de 2019 do New York Times, um dos principais jornais norte-americanos.  

Stephanie Goodman, crítica de cinema, escolheu oito filmes para o ranking. Além de Democracia em Vertigem, o documentário Rolling Thunder Revue, no qual Martin Scorsesefalou sobre Bob Dylan, também apareceu. 

Em sua produção, Costa narrou o momento conturbado que a política brasileira passou durante as últimas décadas, desde os anos do governo do PT, a partir da eleição ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, passando pelo impeachment da ex-presidente, Dilma Rousseff, e a ascensão de Sérgio Moro e o atual presidente brasileiro Jair Bolsonaro

Democracia em Vertigem recebeu diversas críticas positivas, tanto em veículos nacionais quanto internacionais, e é um dos favoritos para concorrer ao Oscar na categoria de Melhor Documentário. Já para o público, a recepção foi dividida, pois há acusações de que o filme ataca Bolsonaro e defende o PT. 

Antes de lançar Democracia em Vertigem, a Netflix também produziu a série deJosé PadilhaO Mecanismo, detalhando as investigações da Operação Lava Jato, na qual Lula foi réu.  

Fonte: Rolling Stone Uol.

O amor de Deus

"O amor de Deus dirige-se, de forma especial, aos pequenos, aos marginalizados, aos necessitados de salvação. Os pobres e débeis que encontramos nas ruas das nossas cidades ou à porta das igrejas das nossas paróquias encontram nos “profetas do amor” a solicitude maternal e paternal de Deus? Apesar do imenso trabalho, do cansaço, do “stress”, dos problemas que nos incomodam, somos capazes de “perder” tempo com os pequenos, de ter disponibilidade para acolher e escutar, de “gastar” um sorriso com esses excluídos, oprimidos, sofredores, que encontramos todos os dias e para os quais temos a responsabilidade de tornar real o amor de Deus?"

Fonte: Dehonianos