09/05/2025.
10 maio, 2025
CEBs formação Região Pastoral São José Operário
Foto da formação sobre o *Conselho Pastoral da Comunidade (CPC), oferecida pela assessoria e coordenação arquidiocesana das CEBs na Região Pastoral São José Operário.
09/05/2025.
09/05/2025.
09 maio, 2025
Discurso do papa Leão XIV
08 maio, 2025
Papa Prevost, a escolha de Francisco para continuar o processo!
A Igreja Católica tem um novo Papa. Depois de cuatro votações, o sucessor de Pedro foi anunciado, mas poderíamos dizer que, nesse caso, o sucessor de Francisco foi anunciado. O primeiro Papa latino-americano tem continuidade em alguém que cresceu em sua vocação e experiência eclesial na América Latina, especificamente no Peru.
Clique AQUI, e leia na íntegra, matéria publica no site da CNBB Regional Norte I
história de Leão XIII é semelhante à de Francisco!
Vejam só, a história de Leão XIII é semelhante à de Francisco. O fato do novo papa escolher o nome de Leão XIV indica continuidade com o Papa Francisco.
"Leão XIII foi um papa de diálogo e abertura com o mundo moderno de sua época, sobretudo com o liberalismo, haja vista o fechamento e isolamento da Igreja depois de um duro pontificado de Pio IX. Francisco teve a mesma atitude de Leão XIII, abrindo a Igreja às questões conflituosas do nosso tempo. Podemos acreditar que tem tudo para ser uma continuidade ao projeto de Francisco."
Novo Papa é escolhido - Papa Leão XIV
"Precisamos ser uma Igreja missionária" (Papa Leão XIV)
Habemus Papam: cardeal Robert Francis Prevost é eleito o 267º Pontífice da Igreja Católica Apostólica Romana, escolheu o nome de Papa Leão XIV.
Papa Leão XIV saudou todo o mundo com a primeira saudação de Jesus ressuscitado aos seus discípulos: “a paz esteja convosco”.
O novo Papa ressaltou que “Deus ama a todos” e que “o mau não prevalecerá”.
Disse ele "Precisamos ser uma igreja que constrói pontes".
Os cardeais reunidos no Conclave para a eleição do Sumo Pontífice escolheram o novo Papa da Igreja Católica no quarto escrutínio do Conclave. Por volta de 13h10 (no horário de Brasília) desta quinta-feira, 8 de maio, a fumaça branca apareceu na chaminé da Capela Sistina. Robert Francis Prevost, de 69 anos, religioso agostiniano, foi eleito sucessor de Pedro, o Papa de número 267. Ele escolheu como nome Leão XIV.
Emocionado e após um longo silêncio, contemplando a Praça São Pedro repleta de fiéis, o Papa Leão XIV saudou todo o mundo com a primeira saudação de Jesus ressuscitado aos seus discípulos: “a paz esteja convosco”. Ressaltando o desejo pela paz em várias ocasiões, o novo Papa ressaltou que “Deus ama a todos” e que “o mau não prevalecerá”, convidando os discípulos de Cristo a seguirem adiantes unidos, como uma Igreja que constrói pontes por meio do diálogo.
Vejam só, a história de Leão XIII é semelhante à de Francisco. O fato do novo papa escolher o nome de Leão XIV indica continuidade com o Papa Francisco.
Leão XIII foi um papa de diálogo e abertura com o mundo moderno de sua época, sobretudo com o liberalismo, haja vista o fechamento e isolamento da Igreja depois de um duro pontificado de Pio IX. Francisco teve a mesma atitude de Leão XIII, abrindo a Igreja às questões conflituosas do nosso tempo. Podemos acreditar que tem tudo para ser uma continuidade ao projeto de Francisco.
07 maio, 2025
Conclave: saiba como se elege o Papa e todos os detalhes do que acontece na Capela Sistina
Os 133 cardeais eleitores convocados para escolher o 267º Romano Pontífice terão em suas mãos uma cédula retangular com essa escrita na metade superior e “o local para escrever o nome do eleito” na metade inferior e “feita de tal forma que possa ser dobrada em dois”. Tudo isso está meticulosamente descrito na Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis.
A distribuição das cédulas
Preparadas e distribuídas as cédulas pelos cerimoniários (pelo menos duas ou três para cada cardeal eleitor), o último cardeal diácono sorteia, entre todos os cardeais eleitores, três escrutinadores, três encarregados de coletar os votos dos enfermos (infirmarii) e três revisores. Se nesse sorteio forem sorteados os nomes dos cardeais eleitores que, devido a enfermidade ou outro motivo, não puderem desempenhar essas funções, os nomes de outros cardeais serão sorteados em seu lugar. Essa é a fase de pré-escrutínio. Antes que os eleitores comecem a escrever, o secretário do Colégio de cardeais, o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias e os cerimoniários devem deixar a Capela Sistina, depois o último cardeal diácono fecha a porta, abrindo-a e fechando-a quantas vezes forem necessárias, como quando os infirmarii saem para coletar os votos dos enfermos e retornam à Capela.
A votação
Cada cardeal eleitor, em ordem de precedência, depois de ter escrito e dobrado a cédula, segurando-a elevada de modo que fique visível, leva-a ao altar, onde ficam os escrutinadores e sobre o qual é colocado um recipiente coberto com um prato para recolher as cédulas”.
“Chamo como minha testemunha Cristo Senhor, que me julgará, que meu voto é dado àquele que, segundo Deus, considero que deva ser eleito”.
Essa é a fórmula que cada cardeal dirá em voz alta. Em seguida, ele coloca a cédula no prato e, com isso, a introduz no recipiente. Ao término, ele se curva diante do altar e retorna ao seu assento. Os cardeais eleitores presentes na Capela Sistina, que não podem ir ao altar por estarem enfermos, têm a ajuda do último dos escrutinadores que se aproxima deles: depois de pronunciar o juramento, eles entregam a cédula dobrada ao escrutinador, que a leva bem visivelmente ao altar e, sem pronunciar o juramento, a coloca no prato e, com isso, a introduz no recipiente.
Como votam os cardeais enfermos
Se houver cardeais eleitores enfermos em seus quartos, os três infirmarii vão até lá com um número apropriado de cédulas em uma pequena bandeja e uma caixa entregue pelos escrutinadores e aberta publicamente por eles, para que os outros eleitores possam ver que está vazia, e depois fechada com uma chave colocada no altar. Essa caixa tem uma abertura na parte superior pela qual uma cédula dobrada pode ser inserida. Os enfermos votam da mesma forma que os outros cardeais e, em seguida, os infirmarii levam a caixa de volta à Capela Sistina, que é aberta pelos escrutinadores depois que os cardeais presentes depositam seu voto. Os escrutinadores contam as cédulas na caixa e, depois de verificar que seu número corresponde ao dos enfermos, colocam-nas uma a uma no prato e, com isso, introduzem todas juntas no recipiente.
O escrutínio
Após todos os eleitores terem colocado suas cédulas na urna, o primeiro escrutinador sacode a urna várias vezes para embaralhar as cédulas e, imediatamente depois, o último escrutinador procede à contagem das cédulas, retirando-as visivelmente uma a uma da urna e colocando-as em outro recipiente vazio. Se o número de cédulas não corresponder ao número de eleitores, todas elas deverão ser queimadas e uma segunda votação deverá ser realizada imediatamente. Se, ao invés, corresponder ao número de eleitores, segue-se a contagem. Os três escrutinadores sentam-se em uma mesa em frente ao altar: o primeiro pega uma cédula, abre-a, observa o nome do eleito e a passa para o segundo, que, depois de verificar o nome do eleito, a passa para o terceiro, que a lê em voz alta – para que todos os eleitores presentes possam marcar o voto em uma folha reservada para isso – e anota o nome lido. Se, durante a apuração, os escrutinadores encontrarem duas cédulas dobradas de modo que pareçam ter sido preenchidas por um único eleitor, se elas tiverem o mesmo nome, serão contadas como um único voto; se, ao invés, tiverem dois nomes diferentes, nenhum dos votos será válido, mas em nenhum dos casos a votação será anulada. Quando a contagem das cédulas termina, os escrutinadores somam os votos obtidos pelos vários nomes e os anotam em uma folha de papel separada. O último dos escrutinadores, na medida em que lê as cédulas, perfura-as com uma agulha no ponto em que a palavra Eligo está localizada e as insere em uma linha, para que possam ser preservadas com mais segurança. Quando a leitura dos nomes é concluída, as pontas da linha são amarradas com um nó e as cédulas são colocadas em um recipiente ou em um dos lados da mesa. A este ponto, os votos são contados e, depois de conferidos, as cédulas são queimadas em um fogão de ferro fundido usado pela primeira vez durante o Conclave de 1939. Um segundo fogão, de 2005, conectado, é usado para os produtos químicos que devem dar a cor preta no caso de não eleição e branca no caso de eleição.
O quorum necessário
São necessários pelo menos 2/3 (dois terços) dos votos para eleger o Romano Pontífice. No caso específico do Conclave que começará na quarta-feira, 7 de maio, serão necessários 89 votos para eleger o Papa, sendo que o número de cardeais eleitores é 133.
Independentemente de o Papa ser eleito ou não, os revisores devem verificar as cédulas e as anotações feitas pelos escrutinadores, para garantir que eles tenham cumprido sua tarefa com exatidão e fidelidade. Imediatamente após a revisão, antes que os cardeais eleitores deixem a Capela Sistina, todas as cédulas são queimadas pelos escrutinadores, com a ajuda do secretário do Colégio e dos cerimoniários, chamados nesse meio tempo pelo último cardeal diácono. Se, ao invés, uma segunda votação for realizada imediatamente, as cédulas da primeira votação serão queimadas somente no final, juntamente com as da segunda votação.
Votações
As votações são feitas todos os dias, duas vezes pela manhã e duas vezes à tarde, e se os cardeais eleitores tiverem dificuldade em chegar a um acordo sobre a pessoa a ser eleita, após três dias sem resultado, as votações são suspensas por no máximo um dia, para uma pausa de oração, discussão livre entre os eleitores e uma breve exortação espiritual, feita pelo primeiro cardeal da ordem dos diáconos. A votação é então retomada. Depois de sete escrutínios, se a eleição não tiver ocorrido, há outra pausa para oração, conversação e exortação, feita pelo cardeal primeiro da ordem dos presbíteros. Em seguida, outra série de sete escrutínios é eventualmente realizada e, se a eleição não tiver ocorrido, há outra pausa para oração, conversação e exortação, realizada pelo cardeal primeiro da ordem dos bispos. Em seguida, a votação é retomada, com um máximo de sete escrutínios. Se não houver eleição, um dia é reservado para oração, reflexão e diálogo e, nas votações subsequentes, a escolha deve ser feita entre os dois nomes que receberam o maior número de votos no escrutínio anterior. Nesses escrutínios, também é necessária uma maioria qualificada de pelo menos dois terços dos cardeais presentes e votantes, mas, nessas votações, os dois cardeais para os quais se pede o voto não podem votar.
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Por Tiziana Campisi – Vatican News
Fonte: CNBB
05 maio, 2025
Grupo Muzenza de Capoeira. 53 anos!
Grupo Muzenza de Capoeira, 53 anos!
O Grupo Muzenza de Capoeira, foi fundado em 5 de maio de 1972, na cidade do Rio de Janeiro, tendo como seu fundador, Paulo Sérgio da Silva (Mestre Paulão), oriundo do grupo Capoarte de Obaluaê, do Mestre Mintirinha (Luís Américo da Silva).
Em outubro de 1975, chega a Curitiba– Pr através do Mestre Burguês (Antônio Carlos de Menezes), atual presidente.
De Curitiba o grupo expandiu-se para outras cidades do Estado, hoje presente em dezenas de países em todos os continentes.
Em Maringá desde 1981, trazido pelo Mestre Wando.
Desde 2014, a capoeira é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A manifestação cultural engloba arte marcial, esporte, dança e música.
28 abril, 2025
26 abril, 2025
CEBs formação Região Pastoral Nossa Senhora Aparecida
Foto da formação sobre o *Conselho Pastoral da Comunidade (CPC), oferecida pela assessoria e coordenação arquidiocesana das CEBs na Região Pastoral Nossa Senhora Aparecida.
25/04/2025.
25 abril, 2025
21 abril, 2025
Papa Francisco morre aos 88 anos!
Papa Francisco - humildade, ternura e generosidade
O Papa Francisco com humildade e coragem serviu a nossa igreja e serviu ao mundo!
"por favor, não nos esqueçamos dos pobres"
Sua vida foi nos ajudar a ver o amor de Cristo pelos pobres, imigrantes, refugiados, vítimas das violências, vítimas da guerra, LGBTQIAPN+, os pequenos e rejeitados.
O Papa Francisco tinha sensibilidade de olhar as dificuldades das pessoas, como as pessoas que vivem em zonas de guerra, principalmente as crianças; os que não conseguem sobreviver; os jovens prisioneiros de uma cultura que o faz sentir falidos; as pessoas que são exploradas em seu trabalho, aos que arriscam a vida em busca de vida.
"A cultura do bem-estar, que nos leva a pensar em nós mesmos, torna-nos insensíveis aos gritos dos outros, faz-nos viver como se fôssemos bolas de sabão: estas são bonitas mas não são nada, são pura ilusão do fútil, do provisório. Esta cultura do bem-estar leva à indiferença a respeito dos outros; antes, leva à globalização da indiferença. Neste mundo da globalização, caímos na globalização da indiferença. Habituamo-nos ao sofrimento não nos diz respeito, não nos interessa, não é responsabilidade nossa!' (Viagem a Lampedusa (Itália) – Santa Missa Pelas Vítimas dos Naufrágios - Homilia do Santo Padre Francisco).
O agir de Francisco para com as mulheres, ocupando elas cargos de tomada de decisão e liderança dentro da administração da igreja e suas declarações ousadas sobre os direitos das mulheres em todo o mundo.
No campo do ministério, Francisco fez mudanças canônicas para trazer a Igreja para um melhor alinhamento com as realidades pastorais ao redor do mundo, como em 2021, quando mudou o direito canônico para permitir a instalação de todas as leigas e leigos nos ministérios de acólito e leitor, e formalizou o ministério de catequista, abrindo-o a todas as leigas e leigos.
Testemunhou Francisco a humildade, ternura e generosidade que são essenciais para a unidade “Se não há paz, se não formos capazes de nos cumprimentar no sentido mais amplo da palavra, ter o coração aberto com espírito de paz, nunca mais haverá a unidade”.
Papa Francisco, fez sua páscoa e deixou para toda a humanidade o exemplo de uma trajetória humilde e profética.
19 abril, 2025
18 abril, 2025
Sexta-feira Santa!
"Tudo está consumado", Jesus sofre a Paixão por amor a nós.
A traição e condenação que levou Jesus a morte representa todas as injustiças e violências que acontece no mundo. Judas traiu Jesus e o entregou aos sumo-sacerdotes - o poder religioso e esses o entregaram a Pilatos – o poder político que O entregou aos soldados – a violência e aí aconteceu Sua morte.
Na cruz, mesmo Jesus sofrendo a dor da traição, da injustiça, da violência e da condenação não deixou de amar, viveu em Si o amor de Deus pela humanidade.
Sexta-feira da Paixão, com Jesus na Cruz vamos colocar todas e todos os que sofrem por conta da guerra, da violência, da ganância, da discrição e da prepotência que passa por cima das pessoas. O tempo de Jesus foi marcado por essas dores. A paixão de Jesus, nos remete aos fatos históricos que o levaram à morte. A cruz, e Jesus Crucificado não nos deixa esquecer de que ninguém neste mundo tem o direito de causar dor e sofrimento.
Nos dias atuais, onde há excesso de informações que chegam até nós, entre essas os sofrimentos e dores presente no mundo, talvez como uma forma de proteção, são muitos os que se fecha, se isola e torna-se insensível para com as e os que sofrem.
Jesus enfrentou a traição e o sofrimento da cruz, amou-nos até o fim, que ten
Junto a Cristo, o servo sofredor, profetizado por Isaías, Maria, Sua mãe, na vida humilde da fé e da confiança em Deus.
No silêncio deste dia, podemos refletir:
O que diz a Paixão de Cristo para nós hoje?
O que deveríamos ver na cruz e que não estamos enxergando?
17 abril, 2025
Quinta-feira Santa!
Dia em que comemoramos o mais solene e memorável da nossa vida, a instituição da Santíssima Eucaristia e o gesto lava-pés. Com esta celebração em memória da última Ceia de Jesus, iniciamos a festa da páscoa, a memória da morte, sepultura e ressurreição do Senhor.
Trazemos presente a travessia quando Deus tirou nossas mães e pais da terra da escravidão para a terra da liberdade e, recordamos de modo especial a travessia de Jesus, quando ele passou da morte à vida e o sentido que ele deu a esta passagem em sua última ceia.
Ao lavar os pés de suas discípulas e discípulos e dar-nos o mandato de fazer o mesmo, Jesus aponta para novo modo de ser e de viver. Deu-nos o resumo de sua missão libertadora. Podemos dizer que o lava-pés é outra versão da Eucaristia.
Jesus fez muitas ceias com suas seguidoras e seguidores, esteve nas casas das pessoas e juntos na mesa partilharam e com a multidão faminta lhes deu o pão. Na mesa onde se faz refeição, na partilha do pão se dá o encontro e a inclusão.
"Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim."
Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: "Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória". Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: "Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória".
Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora de fazer sua passagem deste mundo para o Pai e tendo amado até o fim os seus que estavam no mundo, Jesus “começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido”, e disse Jesus: “Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz".
Diante do exemplo de Jesus, podemos refletir:
Nós nos colocamos a serviço para ir ao encontro das pessoas e lavar os seus pés, conscientes de que, muitos dos pés poderão estar sujos e cansados?
16 abril, 2025
Por uma Celebração do Perdão
Por uma Celebração do Perdão
Por Leu Cruz*
Fui numa semana na Celebração Penitencial em preparação para a Páscoa (Quaresma). Depois de terminada a liturgia, fiquei me perguntando se o melhor seria chamar essa celebração de Celebração do Perdão ao invés de penitencial.
O perdão é maior do que qualquer penitência e, segundo a teologia, base de nossa fé, o perdão chega até nós e é uma realidade. Em Jesus, já fomos perdoados, e o que precisamos para nos libertar e libertar o outro é perdoar. Pensando assim, acredito que precisaríamos dar lugar privilegiado a essa força de amor que é o perdão, começando por chamar a Celebração Penitencial de Celebração do Perdão.
Imaginem as pessoas indo para Igreja dizendo: “Vou hoje à Celebração do Perdão”. Com que disposição essas pessoas estariam saindo de casa para receber o perdão de Deus, se perdoar e perdoar o outro! Que bonito! Que abertura poderia criar no coração com a decisão: vou à Celebração do Perdão!
Como viver a dor sem a luz do perdão e a confiança de que já fomos perdoados? Tem sido tão difícil perdoar, ao mesmo tempo que, sem o perdão, caminhar será sempre uma precisão, nunca um desejo da alma.
Vocês poderiam me dizer: mas a Celebração Penitencial já tem essa conotação. Amigos e amigas, as palavras nos edificam e também nos traem, elas têm alma e são vivas. A penitência é algo pesado, mesmo que tenha um pote de ouro no final do arco-íris. A liturgia pode dizer o contrário, mas o que parece ser dito é: a dor e o sofrimento são necessários, como uma condição para alcançarmos o perdão ou a libertação.
O que acredito ser necessário, todos os dias, reafirmar e viver, é que o amor e sua extensão – o perdão – são a condição para sermos verdadeiramente livres.
Penitencial também reforça a culpa. E quem tem culpa está impossibilitado de amar e de se sentir amado. A culpa é uma força que nos aprisiona, joga-nos na penitenciária, para recordarmos todos os dias a nossa falha e erro e nos torna prisioneiros deles, sem nem a perspectiva do aprendizado resultante do ato de errar.
Só a luz do perdão pode transformar toda culpa em responsabilidade. Pois, quando errei, feri a minha essência, não queria fazê-lo. Tenho responsabilidade pelo ato e por suas consequências, mas não tenho culpa. A culpa paralisa enquanto o perdão movimenta e tudo que se movimenta tem vida, renova e transforma – “vai minha filha seus pecados estão perdoados” ou “levanta, pega sua maca e vai para casa”.
O Espírito guarda em nós a memória do amor inicial, quando Ele soprou em nós a vida, chamou-nos pelo nome e disse que nos amava. Isso é a nossa essência. Em todo o nosso caminho queremos fazê-lo à luz dessa memória. Quando nos reunimos para celebrar o enorme desejo de sermos perdoados e de perdoarmos, estamos abrindo caminho para que essa memória com o frescor de seu sopro nos conceda sua leveza e simplicidade.
Chamar a Celebração de Reconciliação já é um passo, mas só com perdão há reconciliação, pois o mesmo antecede o reconciliar. Por tudo isso, acredito que podíamos, na Quaresma ou Advento, chamar nossa celebração de Celebração do Perdão.
Sei que já existe essa tendência e alguns já deram muitos passos nesse sentido. O que faz com que meus escritos não possuam muito de original. Todavia, busco somar com essas forças que tentam nos ajudar a estar mais inteiros e amorosos nessa vida.
Aceitem essa partilha com o carinho com que a mesma foi construída.
Abraços, Leu.
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*Leu Cruz é participante da Rede Celebra, animadora Litúrgica da Comunidade Batismo do Senhor – Duque de Caxias / RJ, e mestre em educação pela Uerj.
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