21 novembro, 2014

Filme “Irmã Dulce” estreia nos cinemas do Brasil

Fonte: site da Arquidiocese de Maringá

“A verdade se impõe; a verdade ilumina; a verdade liberta. Um filme sobre Irmã Dulce só teria sentido se fosse expressão da verdade de sua vida. Não fosse verdadeiro, os primeiros a criticá-lo seriam os que a conheceram”, relatou o arcebispo de Salvador (BA) e Primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, sobre longa metragem “Irmã Dulce”.

O lançamento do primeiro filme sobre a vida e missão da religiosa, Irmã Dulce, acontece no próximo dia 27 de novembro. No dia 13, o longa já entrou em cartaz nas regiões Norte e Nordeste do país.

O filme retrata com fidelidade e verdade o testemunho cristão da freira beatificada em 10 de dezembro de 2010, em Salvador. A beata recebeu o título de Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, tendo o dia 13 de agosto como data oficial de celebração de sua festa litúrgica.
Produção

Com direção de Vicente Amorim, roteiro de Anna Muylaert e L.G. Bayão, além da produção assinada por Iafa Britz, o longa-metragem, filmado em Salvador, mostra momentos marcantes da trajetória da beata.

O longa destaca o cuidado e o relacionamento de “mãe e filho” entre a freira e João, um menino pobre que pede abrigo à irmã após a família ser retirada de casa. Na infância e na vida adulta dele, Irmã Dulce o salva duas vezes da morte: retirando-o do ônibus após acidente em frente ao convento e quando criminosos o ameaçam de morte por conta de uma dívida.

Foto: Dilvulgação

18 novembro, 2014

Como Conversar com uma Criança Autista.



3 Métodos:
- Comunicando-se de maneira eficaz com uma criança autista 
- Auxiliando em outras áreas da vida do seu filho 
- Compreendendo o quão diferentes são as crianças autistas.
Crianças com autismo são únicas e interpretam o mundo de forma diferente, em comparação a outras crianças. Em termos de habilidades sociais e comunicativas, elas mostram diferenças altamente visíveis. Crianças com autismo parecem se valer de uma linguagem própria, implementando um sistema que funciona para elas. Se seu filho foi diagnosticado com autismo, é importante que você aprenda sua linguagem, a fim de se comunicar adequadamente com ele. Conheça aqui os métodos

Dia da Consciência Negra


17 novembro, 2014

Pacto das Catacumbas por uma Igreja Serva e Pobre

Em 1965, os bispos assinaram o Pacto das Catacumbas para ajudar a Igreja a se converter e se transformar em uma Igreja pobre e servidora de todos. 

“Como eu gostaria de uma Igreja pobre, para os pobres", afirmou o Papa Francisco poucos dias depois de sua eleição a centenas de jornalistas de todo o mundo recebidos em audiência no Vaticano. As palavras do Papa Francisco revivem a mensagem de João XXIII na qual, cerca de um mês antes da abertura do Concílio Vaticano II, afirmou: “a Igreja se apresenta e quer realmente ser a Igreja de todos, em particular, a Igreja dos pobres”. 

Durante o Concílio, em resposta ao sonho de João XXIII, um grupo de bispos, entre os quais se encontravam dom Helder Camara, constituiu o movimento “Igreja dos Pobres”. Ao final do Concílio, em 16 de novembro de 1965, este grupo celebrou uma missa na Catacumba de Santa Domitila, em Roma, e firmou o documento que se tornou conhecido como “Pacto das Catacumbas por uma Igreja Serva e Pobre”. 

Eis o texto do Pacto das Catacumbas

Pacto das Catacumbas da Igreja serva e pobre

Nós, Bispos, reunidos no Concílio Vaticano II, esclarecidos sobre as deficiências de nossa vida de pobreza segundo o Evangelho; incentivados uns pelos outros, numa iniciativa em que cada um de nós quereria evitar a singularidade e a presunção; unidos a todos os nossos Irmãos no Episcopado; contando sobretudo com a graça e a força de Nosso Senhor Jesus Cristo, com a oração dos fiéis e dos sacerdotes de nossas respectivas dioceses; colocando-nos, pelo pensamento e pela oração, diante da Trindade, diante da Igreja de Cristo e diante dos sacerdotes e dos fiéis de nossas dioceses, na humildade e na consciência de nossa fraqueza, mas também com toda a determinação e toda a força de que Deus nos quer dar a graça, comprometemo-nos ao que se segue:

1) Procuraremos viver segundo o modo ordinário da nossa população, no que concerne à habitação, à alimentação, aos meios de locomoção e a tudo que daí se segue. Cf. Mt 5,3; 6,33s; 8,20.

2) Para sempre renunciamos à aparência e à realidade da riqueza, especialmente no traje (fazendas ricas, cores berrantes), nas insígnias de matéria preciosa (devem esses signos ser, com efeito, evangélicos). Cf. Mc 6,9; Mt 10,9s; At 3,6. Nem ouro nem prata.

3) Não possuiremos nem imóveis, nem móveis, nem conta em banco, etc., em nosso próprio nome; e, se for preciso possuir, poremos tudo no nome da diocese, ou das obras sociais ou caritativas. Cf. Mt 6,19-21; Lc 12,33s.

4) Cada vez que for possível, confiaremos a gestão financeira e material em nossa diocese a uma comissão de leigos competentes e cônscios do seu papel apostólico, em mira a sermos menos administradores do que pastores e apóstolos. Cf. Mt 10,8; At. 6,1-7.

5) Recusamos ser chamados, oralmente ou por escrito, com nomes e títulos que signifiquem a grandeza e o poder (Eminência, Excelência, Monsenhor...). Preferimos ser chamados com o nome evangélico de Padre. Cf. Mt 20,25-28; 23,6-11; Jo 13,12-15.

6) No nosso comportamento, nas nossas relações sociais, evitaremos aquilo que pode parecer conferir privilégios, prioridades ou mesmo uma preferência qualquer aos ricos e aos poderosos (ex.: banquetes oferecidos ou aceitos, classes nos serviços religiosos). Cf. Lc 13,12-14; 1Cor 9,14-19.

7) Do mesmo modo, evitaremos incentivar ou lisonjear a vaidade de quem quer que seja, com vistas a recompensar ou a solicitar dádivas, ou por qualquer outra razão. Convidaremos nossos fiéis a considerarem as suas dádivas como uma participação normal no culto, no apostolado e na ação social. Cf. Mt 6,2-4; Lc 15,9-13; 2Cor 12,4.

8) Daremos tudo o que for necessário de nosso tempo, reflexão, coração, meios, etc., ao serviço apostólico e pastoral das pessoas e dos grupos laboriosos e economicamente fracos e subdesenvolvidos, sem que isso prejudique as outras pessoas e grupos da diocese. Ampararemos os leigos, religiosos, diáconos ou sacerdotes que o Senhor chama a evangelizarem os pobres e os operários compartilhando a vida operária e o trabalho. Cf. Lc 4,18s; Mc 6,4; Mt 11,4s; At 18,3s; 20,33-35; 1Cor 4,12 e 9,1-27.

9) Cônscios das exigências da justiça e da caridade, e das suas relações mútuas, procuraremos transformar as obras de "beneficência" em obras sociais baseadas na caridade e na justiça, que levam em conta todos e todas as exigências, como um humilde serviço dos organismos públicos competentes. Cf. Mt 25,31-46; Lc 13,12-14 e 33s.

10) Poremos tudo em obra para que os responsáveis pelo nosso governo e pelos nossos serviços públicos decidam e ponham em prática as leis, as estruturas e as instituições sociais necessárias à justiça, à igualdade e ao desenvolvimento harmônico e total do homem todo em todos os homens, e, por aí, ao advento de uma outra ordem social, nova, digna dos filhos do homem e dos filhos de Deus. Cf. At. 2,44s; 4,32-35; 5,4; 2Cor 8 e 9 inteiros; 1Tim 5, 16.

11) Achando a colegialidade dos bispos sua realização a mais evangélica na assunção do encargo comum das massas humanas em estado de miséria física, cultural e moral - dois terços da humanidade - comprometemo-nos:

a participarmos, conforme nossos meios, dos investimentos urgentes dos episcopados das nações pobres;

a requerermos juntos ao plano dos organismos internacionais, mas testemunhando o Evangelho, como o fez o Papa Paulo VI na ONU, a adoção de estruturas econômicas e culturais que não mais fabriquem nações proletárias num mundo cada vez mais rico, mas sim permitam às massas pobres saírem de sua miséria.

12) Comprometemo-nos a partilhar, na caridade pastoral, nossa vida com nossos irmãos em Cristo, sacerdotes, religiosos e leigos, para que nosso ministério constitua um verdadeiro serviço; assim:
esforçar-nos-emos para "revisar nossa vida" com eles;

suscitaremos colaboradores para serem mais uns animadores segundo o espírito, do que uns chefes segundo o mundo;

procuraremos ser o mais humanamente presentes, acolhedores...;

mostrar-nos-emos abertos a todos, seja qual for a sua religião. Cf. Mc 8,34s; At 6,1-7; 1Tim 3,8-10.

13) Tornados às nossas dioceses respectivas, daremos a conhecer aos nossos diocesanos a nossa resolução, rogando-lhes ajudar-nos por sua compreensão, seu concurso e suas preces.

Ajude-nos Deus a sermos fiéis.

49 anos do Pacto das Catacumbas: um apelo aos bispos da Igreja Católica

No dia 16 de novembro de 1965, portanto, há 49 anos, poucos dias antes do encerramento do Concílio Vaticano II, cerca de 40 padres conciliares celebraram uma Eucaristia nas catacumbas de Domitila, em Roma. Após a celebração, assinaram o “Pacto das Catacumbas”. Trata-se de um documento histórico, que dispensa maiores comentários porque por si mesmo fala com clareza e objetividade de uma proposta original, evangélica, audaciosa e profética.  

Entre os signatários estava Dom Helder Câmara, um dos grandes profetas da história da Igreja no Brasil. O documento é dirigido aos bispos da Igreja Católica, um convite para que todos possam se colocar no caminho de Jesus: caminho de pobreza e de serviço ao povo de Deus. Os bispos que assinaram e que viveram este importante pacto entraram para a história da Igreja como homens despojados e livres, pastores zelosos do povo de Deus, que viveram na radicalidade evangélica a opção pelos pobres.

Todos os bispos da Igreja Católica, se quiserem, de fato, ser fieis ao evangelho de Jesus e ao espírito do Vaticano II, precisam observar as orientações deste pacto. Há, certamente, na Igreja de hoje bispos que praticam este pacto, com humildade, simplicidade, zelo e discrição; mas é verdade também que há inúmeros bispos que estão longe de praticá-lo, pois vivem apegados ao poder, ao prestígio e à riqueza; vivem salvando a própria vida em detrimento da vida do povo de Deus.

A estes bispos, o pacto abaixo transcrito e as veementes exortações do papa Francisco são um forte apelo à conversão episcopal. Os pobres do povo de Deus clamam por autênticos pastores, que a exemplo de Jesus, deem a vida pelas grandes causas do Reino de Deus. Muitos bispos precisam abraçar com humildade e perseverança a cruz de Cristo nas lutas por justiça, na solidariedade com os pobres. Precisam renunciar as amizades e alianças com os poderosos da sociedade e seus projetos de morte. Precisam anunciar a Boa Notícia do Reino e denunciar os crimes que ceifam a vida do povo.

Na América Latina, dom Oscar Romero e tantos outros são exemplos inspiradores de verdadeiros pastores, que assumem a promoção da justiça até as últimas consequências. Gente do povo continua sendo perseguida, explorada e morta, onde estão os pastores dessa gente? Como Jesus, é preciso que se busquem as “ovelhas perdidas da casa de Israel”. Para isto, a opção pelos pobres deve ser uma realidade na vida dos bispos. Sem ela não há conversão episcopal.

Por fim, é hora de renunciar a “psicologia de príncipes” (expressão do papa Francisco), assim como as manias de gente rica para se revestir do espírito de Cristo, o bom pastor. Estão fazendo falta à Igreja do Brasil homens como dom Helder Câmara, dom Luciano Mendes de Almeida, dom Aloísio Lorscheider, dom Antônio Fragoso, dom Waldyr Calheiros, dom Tomás Balduíno, entre outros grandes profetas do Senhor. Estes homens não viveram para si mesmos, mas viveram como Jesus: no anúncio do evangelho, servindo os pobres do povo de Deus.

Que nossa prece chegue a Deus neste dia feliz da memória deste pacto, a fim de que nossos bispos escutem a voz do Espírito do Senhor e se tornem, afetiva e efetivamente, pastores do povo santo e fiel, segundo o coração do nosso bom Deus. A necessária e urgente conversão das estruturas da Igreja está intimamente ligada à conversão dos bispos, sendo estes chamados a serem os primeiros a darem testemunho do Cristo ressuscitado no meio do povo.

Tiago de França

16 novembro, 2014

Carta da Ampliada das CEBs do Regional Nordeste 3 às Comunidades e ao Povo de Deus

Em 07 a 09 de novembro de 2014, em Jequié, a Cidade do Sol, aconteceu a ampliada das CEBs do Regional Nordeste 3. 60 representantes das dioceses de Salvador, Aracajú, Feira de Santana, Serrinha, Camaçari, Juazeiro, Ruy Barbosa, Caetité, Vitoria da Conquista, Ilhéus e Itabuna junto com Dom Ricardo Brussatti, bispo referencial das CEBs no Regional, foram acolhidos pelas comunidades locais junto com seu bispo Dom José Rui. A mística inicial fez memória da figura do Padre Hilário, que está em processo de beatificação, pois durante muitos anos foi referencia na vida dos pobres de Jequié. 

O analise de conjuntura nos levou a conhecer a realidade da juventude, marcada pela violência e extermínio, as dificuldades para poder concluir a universidade e caminhar como Setor Juventude em muitas dioceses. Nesse sentido, as Pastorais da Juventude constatam que a caminhada com as CEBs continua sendo um elemento motivador. 

Os grandes projetos constituem uma ameaça para muitas comunidades em nosso regional, que vem como o agronegócio, as mineradoras e a energia eólica, com o incentivo governamental, marcam a vida do povo. 

As comunidades constatam avanços e dificuldades. Ainda existem comunidades que tem rosto de CEBs, mas que entram em confronto com os movimentos e as atitudes autoritárias da hierarquia. Cabe destacar o impulso da Reforma Política, as romarias, DNJ, caminhada em comum com as pastorais sociais, os círculos bíblicos, fóruns cidadãos, que reforçam a identidade das CEBs. 

O Documento de Aparecida, a Evangelii Gaudium e o Documento 100 da CNBB, “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia” nos afiança em nosso jeito de ser Igreja, pois neles é constatado que a vivência das CEBs está cada vez mais presente numa Igreja que é chamada a estar em atitude permanente de missão para chegar nas periferias e ser hospital de campanha para tantos homens e mulheres que sofrem na vida do dia a dia. 

A partir daí constatamos a necessidade de elaborar materiais que, a través de círculos bíblicos, possam ajudar na reflexão das comunidades, onde seja salientado o papel da mulher e da juventude na Igreja, a evangelização do mundo virtual e a conversão pastoral da Igreja. 

Renovados e com a vontade de fazer realidade o desejo do Papa Francisco de construir uma Igreja pobre e para os pobres, voltamos para nossas comunidades com o desejo de nos encontrar no dia 21 de maio de 2015, em Caetité, no 2º Encontrão das CEBs do Regional Nordeste 3. 

Amem, Axê, Auêre, Aleluia

13 novembro, 2014

Quando a liberdade e a política vencem. Reflexões sobre as eleição/2014

Toda rede lançada ao mar tem sua serventia. Fisgar o peixe seria o resultado óbvio nessa empreitada, porém presume-se que a imensidão do mar pode reservar algumas surpresas. Uma sereia, um tubarão e seus filhotes poderiam emergir da rede. O cenário das eleições nesse outubro/2014, trás à tona a necessidade da retomada do debate político qualificado e com a dimensão que a ciência exige. A política não é um mito. O seu exercício deve ser constante, capaz de valorizar a compreensão do coletivo e alcançar os diversos seguimentos sociais. Muitas falas foram ditas, entretanto, o barulho continua. A imprensa midiática e os institutos fabricantes de ideologias inócuas proliferaram nas mentes das pessoas. Destilaram ódio na pauta política da sociedade. O mesmo ódio derramado nos embates da luta de classe.  Impressiona como os ânimos entre a violência e a política se mantenham  exacerbados, de tal forma, a evidenciar a tese de cientistas e estudiosos que justificam a política como um reconhecimento resgatado da violência. Algumas lições na disputa eleitoral serve para que se avalie o grau de comprometimento do projeto político dos candidatos postulantes.

Coube a Marina Silva engendrar a "nova política" ao ensaio original de Maquiavel: "Na minha intenção de escrever coisas úteis aos meus leitores, achei mais válido concentrar-me na realidade das coisas do que me abandonar às vãs especulações. Muitos imaginaram repúblicas e principados antes desconhecidos. Mas para que serve tais especulações? Há tanta distância entre a forma como vivemos e como deveríamos viver que, ao estudarmos apenas esta última, aprendemos mais a nos destruir do que a nos preservar"(O príncipe, cap. XV).


Na tradução percebe-se que existe uma física da existência política que não é violada impunimente.

Coube a Aécio Neves representar a consolidação dos diversos interesses da elite brasileira identificada como benfeitora da social democracia e os signatários da "nova política". Da mesma forma arrastou para si a adesão da maioria das representações políticas com anseios contratuais de toda ordem e natureza. É ela ou eu! O seu discurso foi carregado de uma violência fundamental. Na disputa dois projetos distintos. Aécio seguidor das diretrizes do Consenso de Washington (1989) adotou a linguagem de negação de tudo.


Negou a si próprio e depois o Estado. Fez desmoronar a torre de Babel.

Articulou-se com um exercício de anulação da política, e, esta passou a tomar conta da sua campanha. "Os ricos [...] logo [...] sonharam subjugar e reprimir seus vizinhos como lobos famintos que, depois de terem provado a carne humana, recusam qualquer outro alimento e só querem devorar os homens".(Rousseau, 1989, cap. II).

Desqualificar a sua opositora estava na ordem do dia, dos debates. Postou-se honrado e audacioso, como se essas fossem virtudes supremas do homem e o fez como estetização da política. Falou-se da pátria a ser salva e dessa forma realça o desprezo a comunidade humana que há na política. A sua rebuscada individualidade política o tornou  imoral. O glorioso e bem sucedido - um vencedor, não foi capaz de contemplar o sentido da política. Foi derrotado.

Resta a presidente Dilma o reconhecimento de uma maioria que resiste e se qualifica mais ainda no debate cotidiano que assume perfil e voz nas ruas, nas trincheiras das redes sociais, nas instituições, na consolidação mútua das liberdades, ao superar a violência. Viva sempre viva a democracia!

Maria Íris Tavares Farias
Poeta / Historiadora
Mestra em Política Pública e Gestão na Educação Superior - UFC.

12 novembro, 2014

Especialistas recomendam 10 filmes sobre os direitos da criança e do adolescente

A pedido do Promenino, os curadores fizeram uma seleção de 10 filmes que tratam dos direitos das crianças e dos adolescentes, sob os olhares de diretores de diferentes países. Sete deles compõem o guia deste ano – os outros três foram exibidos na Mostra de 2013. A reportagem conversou com o cineasta Daniel Nolasco, um dos organizadores do evento, a respeito da necessidade de se utilizar o cinema para provocar a reflexão sobre a infância.

Diretrizes nacionais devem orientar educação de jovens em medidas socioeducativas

Cerca de 20 mil adolescentes cumprem medidas socioeducativas em todo o país, dos quais 57% não frequentam a escola. Para entender essa realidade e as ações de enfrentamento à evasão escolar desses internos, o Promenino conversou com o presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), Luiz Roberto Alves. Ele coordena o processo de elaboração de diretrizes para a educação de jovens em medidas socioeducativas.
“A educação não tem modelos. Deve ser reconstruída segundo a realidade humana e suas necessidades sociais.” 
“Educar e reeducar esses adolescentes será sinal da competência brasileira de provocar mudanças sociais e alterar destinos postos em xeque”, provoca o especialista. Confira a entrevista 



Ampliada Nacional das CEBs - Novo Assessor Nacional das CEBs

Amigas e amigos de caminhada,

Graças à ação do Espírito que lhe ajudou no discernimento, o Celso Carias aceitou o convite para compor a equipe de assessores da Ampliada Nacional juntamente com Ir. Mercedez Badulles, Ir. Tea Frigério e Pe. Vileci Vidal.

Por isso, demos uma saudação muito forte e fraterna ao Celso, nesta nova missão de acompanhar as CEBs de todo o Brasil !!!

Celso, que o Deus do Reino esteja sempre contigo ajudando nossas comunidades à estarem sempre fiéis ao projeto de Jesus: "Para que todos tenham vida e a tenham em abundância" (Jo, 10, 10)

Um abração em todos e todas,
Sérgio Coutinho

Comunidades Eclesiais de Base – CEBs Norte I (AM/RR)

Amigas e amigos de caminhada,

Assembleia Regional deliberativa das Comunidades Eclesiais de Base – CEBs Norte I (AM/RR)

Aconteceu nos dias 07, 08 e 09 de novembro de 2014 em Manaus-AM, no Instituto de Teologia, Pastoral e Ensino Superior da Amazônia – ITEPES, a Assembleia Regional deliberativa das Comunidades Eclesiais de Base – CEBs Norte I (AM/RR), com o tema “CEBs como rede de comunidades no aprofundamento da missão”.

Os objetivos da Assembleia foram:
·         Realizar o estudo do documento 100 da CNBB, Comunidade de Comunidades uma nova Paróquia e o documento 107 que ainda está para estudo na base – Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade;
·         Avaliação da caminhada dos últimos 02 anos do regional;
·         Planejamento e eleição da nova coordenação do Regional Norte I para o próximo biênio 2015 /2016;

Estiveram presentes nessa Assembleia os representantes das CEBs da Arquidiocese de Manaus, Diocese de Roraima, Prelazia de Tefé, Prelazia de Borba, Diocese de Parintins, Diocese de Alto Solimões e o Conselho indigenista Missionário - CIMI. 

Para o próximo biênio das CEBs do regional Norte I, foi tirado como desafio realizar um grande encontro envolvendo a Juventude da Amazônia, indicativo do 13º Intereclesial das CEBs, em outubro de 2015 e a realização do II Intereclesial das CEBs Norte I para janeiro de 2017.

A nova coordenação das CEBs do regional Norte I eleita para o biênio 2015/2016 ficou composta por:
Elisinete santos Sousa
Patrícia Cabral
Francisco Rodrigues do Nascimento
A nova Coordenação Ampliada CEBs do Regional Norte I eleita para o próximo biênio ficou composta com um representante de cada prelazia e diocese.
O barco das CEBs do regional Norte I segue firme na missão de evangelizar a juventude, ribeirinhos, indígenas e todo o povo Amazônida através dos testemunhos dos cebianos do Regional Norte I.

Elisinete Santos Sousa
(92) 99103-6477- vivo / (92) 98253-3044 - tim
Coordenação do Regional das CEBs - Norte I – AM/RR

“Governo Dilma tem que dialogar com a sociedade”

Para o cientista político e professor da Escola de Sociologia e Política Aldo Fornazieri, hoje em dia, numa ordem democrática, o governo não consegue ter êxito se governar de forma burocrata e autocrática.
A reprovação Plano Nacional de Par­ticipação Social foi um golpe político de baixo nível perpetrado pelo Henrique Eduardo Alves. Isso mostra que ele não ouviu as ruas nem deu atenção à derrota que ele sofreu em seu próprio estado, is­so tem que ser repudiado porque foi uma atitude de vingança, não corresponde aos novos tempos políticos que a sociedade brasileira tem exigido. É um benefício para o Brasil que figuras como ele sejam varridas da política.

Confira a entrevista realizada pelo Brasil de Fato

Brasil de Fato – O que o governo Dilma terá que mudar politicamente nesse segundo mandato para te ruma relação melhor com o Congresso?
Aldo Fornazieri – Em primeiro lu­gar, ela terá que mudar enquanto a sua conduta pessoal. Ela terá que ser de fa­to uma pessoa do diálogo, como anun­ciou em seu discurso após a vitória e te­rá que conversar com vários setores polí­ticos e sociais, desde os movimentos que vão pra rua reivindicar até os setores em­presariais.
Hoje em dia, numa ordem democráti­ca, o governo não consegue ter êxito se governar de forma burocrata e autocrá­tica, que foi o estilo que ela empregou no primeiro mandato. Ele tem que dialogar com a sociedade e exercer uma gover­nança democrática.
Na época do ex-presidente Lula, por exemplo, funcionava o chamado “con­selhão”, que durante o governo de­la praticamente deixou de funcionar. Ele era composto por vários setores da sociedade que se reuniam de vez em quando para apontar rumos e estraté­gias das políticas públicas. Ela teria que refundar isso.
Além disso, tem que escolher um mi­nistério qualificado e ilibado, que não te­nha qualquer suspeita sob os ministros. O tema da corrupção pesou muito nessa campanha e ela tem que dar uma respos­ta. Ao mesmo tempo, tem que dar mais autonomia a eles para desfazer esse viés burocrático, tecnocrático e autocrático.
A primeira derrota do segundo governo Dilma na Câmara pode-se dizer que já aconteceu com a reprovação do Plano Nacional de Participação Social. Como fortalecer a participação popular com esse Congresso?
É um sinal de que a presidenta deve dialogar mais com a base aliada, mas o que aconteceu no Plano Nacional de Par­ticipação Social foi um golpe político de baixo nível perpetrado pelo Henrique Eduardo Alves. Isso mostra que ele não ouviu as ruas nem deu atenção à derrota que ele sofreu em seu próprio estado, is­so tem que ser repudiado porque foi uma atitude de vingança, não corresponde aos novos tempos políticos que a sociedade brasileira tem exigido. É um benefício para o Brasil que figuras como ele sejam varridas da política.
O PMDB já havia se indispondo com certa frequência com o governo Dilma em seu primeiro mandato. Tudo indica que nesse segundo governo vai ser ainda pior. O que isso pode significar?
O PMDB será o que o PMDB foi até agora: um partido que faz chantagem sobre o Poder Executivo para conseguir mais espaço no governo. Como nós esta­mos em um momento que antecede a es­colha de ministros, evidentemente que ele vai jogar duríssimo. Isso é uma con­duta condenável como também não con­diz com aquilo que a sociedade espera dos políticos.
Por outro lado, a Dilma deveria ter cri­térios rígidos para compor o ministério que pese a proporção que cada partido tem no Congresso Nacional, para que es­ses conflitos ma base possam diminuir.
Hoje, essa proporção não é respeitada?
Não é. O PT tem um peso excessivo no governo, ele deve pagar um preço pelo exercício do poder, então, se o PMDB é o maior partido do Congresso, ele deve ter um peso correspondente ou em núme­ro de ministérios ou em ministérios im­portantes, tem que se encontrar essa fór­mula. Por outro lado se, em vez de fazer chantagem, o PMDB começasse a discu­tir critérios para a composição dos mi­nistérios, ele renderia muito mais, tanto para o governo quanto para o país.
Quais os fatores que devem ser atacados em uma reforma política?
Temos várias propostas sobre a mesa e não existe um consenso entre os par­tidos. Eu sou a favor do sistema eleito­ral proporcional de lista fechada com fi­nanciamento público de campanha e do­ações de pessoas físicas estabelecendo um teto. Também acho que as coligações para cargos proporcionais, o suplente de senador e a reeleição alternada deveriam acabar; ou seja, uma pessoa que ocupa um cargo no Executivo poderia se reele­ger ao mesmo cargo uma vez só, e depois desse mandato deveria ficar quatro anos sem concorrer.
Evidentemente que existem outros as­pectos, mas para mim isso é o essencial para mudar a política brasileira e acho também que deve existir a cláusula de barreira para que um partido tenha uma representatividade na Câmara tendo um desempenho mínimo nacional mostran­do a sua força e a sua legitimidade.
Qual você acha o principal problema de tantas legendas no Brasil hoje?
Atualmente, temos 22 partidos repre­sentados na Câmara e vamos passar a ter 28 na legislatura que vem. A cláusu­la de barreira talvez permitisse a redução desse número e partidos proporcionan­do uma fusão de vários deles. Qualquer grupo que atinja a regra para a constitui­ção de partidos tem o direito de organi­zar-se. Então pra mim o problema não está no número de partidos, mas na não criação desses mecanismos de racionali­zação quanto aos critérios que esses par­tidos devem ter para que obtenham re­presentação no Congresso.
A dificuldade, e que nessa legislatura está ainda mais aflorada, é que, como vá­rios partidos pequenos têm representa­ção e certa força, podem se articular pa­ra impedir a aprovação da cláusula de barreira, quanto maior a fragmentação, mais difícil de aprovar.
Um estudo do Dieese mostrou que esse é o Congresso mais conservador desde 1964. Quais motivos levaram a isso?
É difícil dizer se ele é ou não mais con­servador, o que se pode dizer é que figu­ras conservadoras se elegeram com vo­tações expressivas, e outras ligadas à te­mática dos direitos civis e humanos não se elegeram. Hoje não dá pra dizer se o Congresso eleito é mais ou menos con­servador que essa legislatura.
Observou-se também uma queda no número de sindicalistas eleitos. Quais são as razões disso? O fato é que hou­ve uma acomodação, os sindicatos estão paralisados no tempo e se você não tem atividade social você não projeta lideran­ças. Quem mais fez isso nos últimos tem­pos foi esse setor conservador, o Felicia­no organizou toda uma agitação contrá­ria a essa temática de direitos e foi votado pelos setores conservadores. Se os líde­res sindicais ficam acomodados nos gabi­netes, evidentemente eles não se elegem. O próprio Lula falou que o PT havia se transformado em um partido de gabine­te, e ele tem razão. Essa acomodação faz com que se perca espaço político porque a legitimidade depende de atividade de fazer política pública e como essas lide­ranças se acomodaram achando que têm a vida ganha, perderam espaço.
Aqui em São Paulo, nas escolhas de Fernando Haddad e Alexandre Padilha, não houve prévias dentro do PT. Você acha que isso enfraquece o tipo da luta de base?
Foram processos diferentes. No caso da disputa pela prefeitura, havia vários pré-candidatos e todos eles fizeram dis­cussões em praticamente todos os dire­tórios do partido. Na medida em que os debates foram sendo feitos, os outros pré-candidatos abriram mão da candida­tura, sem que tenham sido forçados a is­so e se constituiu a candidatura única.
No caso do Padilha não, aparentemen­te foi uma escolha unilateral do Lula e não teve nenhuma discussão em torno disso. Evidentemente que isso afeta a vi­da do partido. Sou a favor de que todos os candidatos do partido sejam escolhidos por prévias, tanto os majoritários quan­to os proporcionais.
Em um Congresso hostil como esse, o papel de partidos de esquerda como o PSOL pode mudar em um segundo mandato de Dilma? Pode se aproximar mais do governo?
O PSOL é uma opção à esquerda, ago­ra o fato é que eles têm poucos parla­mentares e pouca capacidade de influ­ência. Espera-se que o partido também exerça uma oposição crítica ao gover­no mais pelo viés de esquerda, repre­sentando os setores mais oprimidos da sociedade.
Os partidos de oposição, por outro la­do, nem sempre têm divergências com o governo. Por exemplo, em um assun­to com o viés econômico, o PSDB pode votar junto com o PT; num determina­do tema político, como no Plano Nacio­nal de Participação Social, o PSOL po­de ter o mesmo interesse do governo, o jogo político comporta esse tipo de si­tuação, então vai depender muitos das pautas que forem colocadas no Congres­so. Independentemente disso, cada par­tido tem que ter consciência do seu lu­gar, tem que ter a responsabilidade de exercer a sua função cuja missão foi de­terminada pelas urnas, pelo espaço que ocupa no espectro político.
Após uma eleição muito apertada, os ânimos ficaram à flor da pele por todo o Brasil ao ponto de uma parcela da população estar pedindo oimpeachment da presidenta. O que você acha dessa movimentação e como ela deve ser entendida pelos partidos?
A candidatura Aécio Neves deu abri­go a esses setores, mas o próprio PSDB já se manifestou, acertadamente, con­tra esses movimentos. Isso deve ser fei­to também por todos os outros partidos, pois se trata de uma agressão à demo­cracia. A própria Marina Silva não se manifestou, e acho que ela errou ao ficar calada nesse momento, quando grupos vão às ruas propor intervenção militar e propondo o impeachment sem nenhu­ma razão. Esses movimentos devem ser combatidos, não dá pra achar que isso é brincadeira, mas se todos os setores de­mocráticos os repudiarem eles tendem a cair em um isolamento.

11 novembro, 2014

Para refletir


“há um evangelho escondido no coração do povo humilde e importa que o leiamos e escutemos”.

(Frase dita por um sacerdote que viveu sempre na favela)

“Os médicos cubanos tocam na gente para examinar; os outros às vezes nem olham no nosso rosto”

“Os médicos cubanos tocam na gente para examinar; os outros às vezes nem olham no nosso rosto”

Novo Hamburgo, capital nacional do Calçado, fica a 40 km de Porto Alegre (RS). Até o ano passado, como a maioria das cidades brasileiras, esse município gaúcho tinha falta de médicos.
Não era por escassez de recursos, mas por falta de profissionais para contratar.
Eram 160 para cuidar de 240 mil habitantes. Cobriam apenas 28% da população.
Em setembro de 2013, Novo Hamburgo recebeu os três primeiros médicos do programa Mais Médicos: duas argentinas e um brasileiro formado em Cuba.
Hoje, são 40, dos quais 29 cubanos. Os demais são dois brasileiros formados fora do país (um em Cuba e uma na Venezuela), quatro argentinos, três uruguaios, um dominicano e um venezuelano.
O doutor Antonio Betancourt Léon é um deles. Foi o primeiro médico cubano a atender na Vila Palmeira, uma das áreas mais carentes da cidade. Chegou no início de 2014.
Leia na íntegra a reportagem é de Conceição Lemes, publicada por Viomundo

10 novembro, 2014

Manifestantes bloqueiam PR-463 por duas horas

Moradores dos municípios de Cruzeiro do SulParanacity e Uniflor, ambas na região noroeste do Paraná, bloquearam os dois sentidos da rodovia PR-463, nesta segunda-feira (10), para pedir por mais segurança e melhorias no trecho de 50 km. De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), em torno de 300 pessoas participaram da manifestação que durou quase duas horas. Um motorista de São Paulo que transitava pela rodovia, mas foi parado pelos manifestantes e não concordou com a ação, foi preso pela polícia após bater em um carro com um taco de beisebol. O rapaz foi levado para a Delegacia da Polícia Civil de Paranacity. De janeiro de 2014 até esse domingo (9), a PRE registrou 63 acidentes no trecho, com 55 feridos e oito mortes.

Segundo um dos organizadores do protesto, Claudiomiro da Costa o trecho está repleto de buracos, prejudicando o trânsito de veículos. “Há quatro meses enviamos uma carta para o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informando que a situação da rodovia está ruim, que não há condições de trafegabilidade. Mas, não recebemos resposta ou algum representante veio até a região para avaliar o trecho. Queremos que a rodovia seja reformada ou reconstruída, é um perigo deixar a estrada desse jeito”, diz Costa.

Ainda conforme Costa, participaram da manifestação entidades ligadas as igrejas católicas e evangélicas, Movimento dos Sem Terra e empresários da região. “Nós queremos uma resposta para esse problema, não podemos deixar a estrada ficar ainda mais deteriorada. É um risco para os motoristas que passam por aqui”, alega o organizador.

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), informou ao G1 que deve iniciar nos próximos dias, um serviço de reperfilagem do pavimento na PR-463, entre Nova Esperança e Colorado. Mas, não confirmou a data de quando as obras serão iniciadas.

Fonte: G1
(Foto: Arquivo pessoal/Lucas Siqueira Del Grossi)

Igreja Missionária uma mão amiga



 Igreja Missionária uma mão amiga

Uma Igreja Missionária vive a fé partilhada, é através da vivência da fé partilhada que ela se torna linda, próxima, acolhedora, que vai ao encontro e deixa um sinal de alegria.

Vai ao encontro e dialoga com o “outro”, com aquela pessoa que se diz católica, mas que não participa da comunidade eclesial, que esta afastada, excluída do convívio da comunidade. Atenção especial com as famílias e casais nas diversas situações: separadas, divorciadas, recasadas, ajuntadas, mães e pais solteiros e pessoas em situação de pobreza. Uma Igreja ecumênica.

Jesus Cristo se ligou às condições sociais e culturais das mulheres e homens com quem conviveu, assim deve ser a Igreja inserir-se em todas essas sociedades, para que a todas possa participar da  vida trazida por nosso Deus.

É terra fértil da Igreja Missionária a família, ali se encontra a criança, o adolescente, o jovem, a mulher, o idoso/a. Ali se encontra o desempregado, o doente, os viciados. Ali se encontra quem tanto precisa de uma mão amiga.

A comunhão exige a missão como seu dinamismo essencial, a Igreja tem como missão a primeira evangelização, para despertar a fé, integrando novos membros.  É preciso enfrentar o constante desafio da inculturação da fé, procurando encarnar o Evangelho nas culturas dos povos despertando para a questão ecológica.

Uma Igreja Missionária Sócio-transformadora, somos Igreja de Jesus quando nos comprometemos, como nosso Mestre, em derrubar dos tronos os poderosos e exaltar a vida dos pequenos e humildes (Lc1,46-56). “O espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Notícia aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos, e para proclamar um ano de graça do Senhor. (...) Então Jesus começou a dizer-lhes: “hoje se cumpriu esta passagem da escritura que vocês acabam de ouvir” (Lc 4,18-19, 21).

Uma Igreja Missionária Participativa, é missão da Igreja, através da ação evangelizadora, viver o mandamento do amor e a defesa da vida (Jo 10,10). A missão não é responsabilidade de alguns, mas de todas e todos. Todas e todos são chamados a um serviço ou ministério, tanto na Igreja como na sociedade. Deste entendimento brotam todos o ministérios nenhum mais importante do que o outro, pois todos devem estar a servida da vida, da comunidade, indo ao encontro dos afastados e excluídos, para a edificação da comunidade, que é o Corpo de Cristo. (Jo 13,1ss). Do ponto de vista da sociedade civil, é indispensável a presença e atuação dos cristãos leigas e leigos nas diversas organizações sociais e políticas, espaço do exercício da cidadania e garantia dos direitos.

Uma Igreja Missionária Celebrativa, a comunidade reunida na fé, perseverante na escuta e na prática da Palavra, na comunhão fraterna, no partir do pão nas casas e na Igreja, aproxima de Jesus. “Ele esta no meio de nós”. Por isso é importante a comunidade se unir para celebrar a vida, os sacramentos, as festas, datas e fatos significativos. A celebração eucarística, os encontros, outras criatividades são espaços privilegiados da igreja celebrativa, meios para revelar o modo de ser igreja.

Uma Igreja Missionária Alegre, “Não devemos ter medo da bondade e ternura” (Papa Francisco). Semear a paz, o amor, a caridade, o perdão, a compreensão e a tolerância, não importa com quem, para quem. A paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade. Conservar apenas sentimentos bons, sentimentos de amizade. Há poucas coisas tão contagiosas como a alegria. A Alegria adquire-se. É uma atitude de coragem. Ser alegre não é fácil, é um ato de vontade. Deixe um sinal de alegria por onde passar. 

                                                                                                         Lucimar Moreira Bueno (Lucia)