08 julho, 2016

A CEB é Uma casa - Um lar - Uma família! - Paróquia Nossa Senhora da Liberdade

A CEB é Uma casa - Um lar - Uma família!
Ás lideranças são “Mãe e Pai” da família CEBs
As filhas e os filhos são o povo de Deus que moram nas CEBs.
A/O coordenadora/or precisa corrigir fraternalmente, unir e motivar.

Partilho com vocês, um lindo momento.
Coordeno a CEB São Francisco de Assis, uma das nove Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da estrutura paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Liberdade, Arquidiocese de Maringá.

O Conselho Pastoral da CEB São Francisco de Assis (CPC) vem apresentado proposta e aprovando iniciativas bonitas, que leva a Igreja ali presente ser missionária no dia a dia, com pequenos gestos, uma Igreja que vai ao encontro, para acolher, conhecer, servir e amar.

Como coordenadora em alguns momentos venho sentindo-me só. Tenho percebido que as lideranças não pode apenas aprovar iniciativas, elas precisam fazer acontecer.

Inspirada pelo nosso Deus, convoquei CPC que teve como tema: “Quando a União se Faz!”.

No convite algumas colocações sobre: Comunidade – Equipe e Trabalho em Equipe.

Iniciei o CPC levando as lideranças a observarem as mãos, a sua mão e as mãos uns dos outros, para perceberem a unidade na diversidade.

Em seguida, a iluminação bíblica, Eclesiastes 4.9-12.

Fui conversando, e disse:

Vou desabafar nesse momento, o que percebo, mais do que percebo, o que sinto. Posso até dizer “o meu sonho”.

A CEB é Uma casa - Um lar - Uma família

Como na família a Mãe e o Pai, embora tenham seus afazeres individuais, seu emprego/trabalho, eles estão sempre unidos ao executar os afazeres, observando, cuidando, orientando, dando carinho e amor as suas filhas e filhos e as outras pessoas que na casa moram.
Muitas vezes a Mãe e o Pai precisam de ajuda de outras pessoas, uma mão amiga.

A CEB é Uma casa - Um lar - Uma família.
Na CEB a Mãe e o Pai, são as lideranças, somos nós.
As filhas e os filhos e as outras pessoas que na casa moram, é o povo de Deus que moram no espaço geográfico da CEB.
A mão amiga que tanto nós precisamos, são as pessoas da CEB que não tem uma função específica (não é uma liderança), más é a mão amiga, que sempre nos ajudam.

Eu acredito nessa definição de que a CEB é Uma casa - Um lar - Uma família.

Más como coordenadora da CEB, eu sinto falta da MÃE e do PAI. Sinto falta de vocês.

Aprovamos em nossos CPCs idéias e propostas maravilhosas, que realmente expressa o sonho de nosso Deus.

Quando surgem as idéias, propostas e quando aprovamos, não sinto só. Sinto o agir da Mãe e do Pai, cada um de nós.

Para executar sinto falta da Mãe e do Pai, sinto falta de vocês.
Não tem como executar sem haver união de cada um de nós. Que embora muitos, somos dois: Mãe e Pai.
Isso me faz lembrar a Santíssima Trindade, três pessoas em uma só pessoa.
Nós somos, muitas pessoas, em duas pessoas – Mãe e Pai, referindo a definição de CEB como Uma casa - Um lar - Uma família.

No ano passado, foi proposto e aprovado por nós, e aconteceu:
- Missas em conjunto
- Via Sacra às sextas feiras – cada sexta-feira em uma das ruas da CEB
- Almoço lideranças e familiares
- Celebração do Padroeiro (missa e caminhada luminosa e confraternização ecumênica)
- Noite Natalina
- Noite com Folia de Reis

Para que tudo acontecesse teve que confeccionar convites e distribuir casa por cada, para atingir nossos filhos e filhas, o povo de Deus que moram no espaço geográfico da CEB.

Diante de relatos que, colocar no portão os convites cai. Na caixa do correio muitos ao pegar não lêem ou pegam depois que aconteceu a atividade. Entregar diretamente a uma pessoa da casa, são muitas casas, não tem como além de muitas casas ao entregar os convites estão fechadas.

Diante disso a idéia de colocar os convites em embalagens plásticas e pendurar no portão. Não cai é rápido a entrega, e dessa forma tem como atingir todas as casas.

Temos mais ou menos 500 casas em nossa CEB.

Vocês fazem idéia do que é colocar 500 convites nas embalagens plásticas e amarrar o barbante?
Vocês fazem idéia do tempo que uma ou duas pessoas levam para passar em 500 casas amarrando os convites?

Já pensou como seria rápido todos nós fazendo?
Sabiam que por todos com 30 minutos faz?

Para a maioria das atividades, no dia de acontecer precisou arrumar a rua, organizar tudo.

Para todas essas atividades, precisou animação, empolgação, fazer acontecer.

Para todas essas atividades FALTOU união, da Mãe e do Pai, que somos nós lideranças.

Fica a pergunta, nas atividades realizadas:
Qual foi a minha contribuição? O que fiz para que elas acontecessem? Eu participei?

Para esse ano de 2016 aprovamos e precisamos fazer acontecer:

Missa em conjunto com a CEB Sagrada Família
Encontro com os jovens
Convite missionário estudo de Felipenses
Almoço Lideranças e Familiares
Formação dia 18 de setembro – domingo – para todos – 14horas
Celebração do Padroeiro (missa sertaneja e caminhada luminosa e confraternização ecumênica)
Noite Natalina – 17/12

Procurem entenderem meu desabafo.

Temos sobre a mesa: Barbante, embalagens plásticas, tecido TNT, os convites para a visita Missionária com estudo de Felipenses – tesoura.

Para a nossa festa julina paroquial pediram para nossa CEB 30 metros de bandeirinhas.

Vamos agora confeccionar os 30 metros de bandeirinhas e embalar os convites missionários.

Vamos fazer isso compartilhando outros assuntos de nossa pauta e degustar uma pipoca, amendoim e chá bem quentinho.

Para fecharmos esse momento, no encerramento vamos partilhar sobre o meu “desabafo/sonho”, tendo como pano de fundo a definição de CEBs como Uma casa - Um lar - Uma família, nós lideranças como Mãe e Pai, e o desenvolvimento do CPC de hoje e o tema “Quando a União se Faz!”.

E foi assim, definimos os outros pontos da pauta, confeccionamos juntos os 30 metros de bandeirinhas para festa julina paroquial, e embalamos os convites para uma visita missionária em quatros encontros com o estudo de Felipenses.

A conclusão pelas lideranças presentes foi linda. Segue algumas frases que marcaram:

- fazer tudo isso sozinho é cansativo e desanimador
- todos nós ajudando foi rápido
- como foi gostoso estar junto, fazendo esses trabalhos
- foi descontraído e motivador
- precisamos disso, para não sentirmos sozinhos e desanimarmos
- realmente não temos ajudado e tem sido difícil para você Lucia
- precisamos dessa motivação
- seu desabafo Lucia e como você foi falando fez nós entender. Que momento gostoso.
- vamos unir para fazermos juntos, o que aprovamos
- Lucia você deve estar feliz com o CPC de hoje

Essas frases foram mais expressivas, foram repetidas.

Eles têm razão, fiquei feliz. Motivada e ciente de que a/o coordenadora/or precisa corrigir fraternalmente, unir e motivar.

Segue abaixo dois links.

Onde poderão conferir o convite enviado às lideranças para o CPC e para entenderem como será a missão propondo visita missionária em quatro encontros com o estudo de Felipenses.



07 julho, 2016

Paróquia Nossa Senhora da Liberdade - CEB São Francisco de Assis



CEB São Francisco de Assis

Paróquia Nossa Senhora da Liberdade
"Quando a União se Faz" é o Tema do nosso CPC

Nosso CPC que acontecerá quinta-feira, dia 7, terá uma dinâmica formativa.

"Quando a União se Faz"


Comunidade grupo de pessoas que compartilham algo em comum, como uma história comum, um objetivo comum, ..., interagir,...
Conviver, conhecer e executar tarefas, de modo a encontrar soluções para todo tipo de situação, inclusive as derrotas.
Descobrir o quanto vale a amizade, a parceria e a colaboração.
Trabalho em equipe.
Não somos somente um grupo de pessoas, somos uma equipe.
Equipe é um conjunto de pessoas com objetivos comuns atuando no cumprimento de tarefas, propostas aprovadas e de metas específicas.
"Quando a União se Faz"
Sua presença é importante

Coordenadoras e coordenadores motivem os seus para participar, que bom se estiverem com a gente nesse dia:
As/Os catequistas – ministras/os do altar – ministras/os dos enfermos e colaboradoras/res - nossas/os vices das pastorais, movimento, e serviços - às missionárias/os do dízimo, Mãe Peregrina e da Pastoral da Criança.
Que o nosso Deus nos abençoe.

“Escola sem partido”, escola silenciada

O que seria a tão falada, e pouco explicada “escola sem partido”? Basicamente, trata-se de uma falsa dicotomia, pois não diz respeito à não partidarização das escolas, mas sim à retirada do pensamento crítico, da problematização e da possibilidade de se democratizar a escola, esse espaço de partilhas e aprendizados ainda tão fechado, que precisa de abertura e diálogo.

A pauta que precisamos debater é a da qualidade da educação, e não falácias ideológicas sobre a “não ideologização da escola”, algo que se vê até mesmo em alguns diálogos sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

O Plano Nacional de Educação foi aprovado há dois anos. Durante sua tramitação, uma das polêmicas suscitadas foi acerca da promoção das equidades de gênero, raça/etnia, regional, orientação sexual, que acabou excluída do texto do projeto. Por consequência, isso influenciou a tramitação dos planos estaduais e municipais, que também sucumbiram ao lobby conservador e refutaram qualquer menção a gênero, por exemplo, difundindo a falsa tese da aberração intitulada “ideologia de gênero”. Isso causou uma confusão deliberada entre uma categoria teórica e uma pretensa ideologia.

Marivete Gesser, do Laboratório de Psicologia Escolar e Educacional da Universidade Federal de Santa Catarina, explica que “gênero pode ser caracterizado como uma construção discursiva sobre nascer com um corpo com genitália masculina ou feminina” e, por meio de normas sobre masculinidade e feminilidade, vamos nos construindo como sujeitos “generificados”. O preconceito vem dos discursos que naturalizam os lugares sociais de homens e mulheres como únicas representações, e segregam qualquer outra forma de manifestação. Além disso, em pesquisa realizada por estudantes do ensino médio em Brasília, feita no âmbito do projeto Educação de Qualidade (Inesc/Unicef), constatamos que uma das razões do abandono escolar é a discriminação relativa ao público LGBTI. Razões mais do que suficientes para discutirmos gênero nas escolas.

Qual a ligação entre esses dois temas, “escola sem partido” e “ideologia de gênero”, em momentos tão distintos? O que parece ter diferentes motivações e origens resulta dos mesmos elementos: os fundamentalismos conservadores que tentam passar às pessoas suas ideologias e crenças. Afinal de contas, não são apenas os pensamentos marxistas que são ideológicos, como tentam fazer crer os defensores da “escola sem partido”. Sendo assim, o que significa ideologia então?

Um dos conceitos mais difundidos é o de Karl Marx em parceria com Friedrich Engels, na obra a Ideologia Alemã, em que afirmam ser a ideologia uma consciência falsa da realidade, importante para que determinada classe social exerça poder sobre a outra, bem como a necessidade de a classe dominante fazer com que a realidade seja vista a partir de seu enfoque.

O conceito, no entanto, sofreu inúmeras interpretações, como a de Lênin para a ideologia socialista, como forma de definir o próprio marxismo. Portanto, há ideologia nas diferentes formas de ver e conceber o mundo. Não existe neutralidade. Quando defendem a “não ideologização”, em nome dessa pretensa neutralidade, também estão impregnados de ideologia.

Os teóricos do projeto “escola sem partido” advogam a neutralidade e se dizem não partidários. No entanto, suas intenções são claras: a retroação dos avanços que tivemos nos últimos tempos, especialmente com relação aos direitos humanos. Por exemplo, quando dizem lutar contra a doutrinação, uma das situações apresentadas no site do movimento da “escola sem partido” é um seminário realizado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados sobre direitos LGBTI e a política de educação. Eles citam esse caso como uma afronta ao artigo 12 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, afirmando que pais e seus filhos têm que ter uma educação moral de acordo com suas convicções. É uma deturpação do citado artigo, que diz respeito à liberdade religiosa que deve ser respeitada individualmente. Além disso, manipulam e fazem confusão deliberada com a discussão realizada no seminário, que reafirmou a importância de se debater questões de gênero e de sexualidade nas escolas, para que as diferenças não sejam transformadas em desigualdades.

Em outro momento, dizem que os alunos (a quem chamam de “vítimas”) acabam sofrendo de Síndrome de Estocolmo, ligando-se emocionalmente a seus algozes (“professores doutrinadores”). Nesse caso, os estudantes se recusariam a admitir que estão sendo manipulados por seus professores e sairiam furiosos em suas defesas. Para exemplificar, citam momentos identificados como “monstro totalitário arreganha os dentes” e chamam os estudantes de soldadinhos da guarda vermelha.

Em um dos livros desse movimento, é passada a noção de que o professor não é um educador, separando assim o ato de ensinar (passar conteúdos) e educar. O/A professor(a) deveria estar ali apenas para passar conteúdo sem crítica, problematização ou contextualização, em um ato mecânico. Paulo Freire é demonizado como o grande doutrinador – justo ele, que construiu uma obra toda para combater doutrinações.

Esse movimento da “escola sem partido” nasceu em 2004 e não gerou muitas preocupações, porque parecia muito absurdo e coisa pequena. No entanto, tem tomado corpo e crescido, na mesma toada de movimentos fascistas tais como ‘revoltados online’, responsável por apresentar recentemente a proposta da “escola sem partido” ao ministro da Educação do governo ilegítimo. Aliás, é bom dizer que foi a primeira audiência concedida pela pasta da Educação nesta gestão ilegítima. E em vídeo, os criadores da “escola sem partido” e do “revoltados online’ explicam que criaram tais coisas a partir de motivações pessoais. Ou seja, eles tentam impingir ao país projeto com base em impressões e vivências individuais.

A proposta foi apresentada em forma de projeto pela primeira vez no Estado do Rio de Janeiro, pelo deputado Flávio Bolsonaro. A segunda vez foi no Município do Rio de Janeiro, pelo vereador Carlos Bolsonaro – ambos filhos do deputado federal Jair Bolsonaro. E tal proposta já se espalhou por diversas câmaras municipais e assembleias legislativas. Em âmbito nacional, o deputado Izalci (PSDB/DF) apresentou o PL 867/2015 à Câmara Federal, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Dentre várias questões, o artigo 3º do referido projeto diz o seguinte: “Art. 3º. São vedadas, em sala de aula, a prática de doutrinação política e ideológica bem como a veiculação de conteúdos ou a realização de atividades que possam estar em conflito com as convicções religiosas ou morais dos pais ou responsáveis pelos estudantes.” O que viola tais convicções provavelmente será julgado de acordo com o que e com quem quiserem criminalizar. O projeto ainda levanta uma polêmica do século XIX quando se discutia a dicotomia família e escola, o que deveria estar superado no século XXI.

Há vários projetos tramitando apensados a esse, ainda mais perversos. Um deles, do deputado Victório Galli, do PSC/MT, proíbe a distribuição de livros didáticos que falem de diversidade sexual. E há ainda o projeto de lei 1411/2015, do deputado Rogério Marinho PSDB/RN, cujo relator é o mesmo deputado Izalci. Esse projeto tipifica o crime de assédio ideológico, que, de acordo com o projeto, significa: “toda prática que condicione o aluno a adotar determinado posicionamento político, partidário, ideológico ou qualquer tipo de constrangimento causado por outrem ao aluno por adotar posicionamento diverso do seu, independente de quem seja o agente.” E diz ainda que o professor, orientador, coordenador que o praticar dentro do estabelecimento de ensino terá a pena acrescida de um terço. Ou seja, a s opiniões fora da escola, tais como nas redes sociais, poderão penalizar o profissional da educação também.

O movimento criou recentemente uma “associação escola sem partido” para ter uma entidade com a qual pudesse recorrer à Justiça em casos que julgasse relevantes. E a primeira ação por eles promovida foi contra o INEP, devido ao tema da redação do Enem de 2015, que tratava de violência contra as mulheres, tema que julgaram doutrinador e partidário. A violência contra as mulheres é reconhecida como grave problema em diversos tratados internacionais de direitos humanos, como a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW), aprovada pela ONU em 1979, e outros que a seguiram. No Brasil, a cada 4 minutos uma mulher dá entrada no SUS por ter sofrido violência física, e 13 mulheres são assassinadas a cada dia – uma a cada 1 hora e 50 minutos. A violência está inclusive nas próprias escolas, como demonstrou a iniciativa “Meu professor abusador”.

Há vários ovos de serpente chocando no momento, em diversos locais, seja no âmbito dos legislativos municipais, estaduais ou nacional, e mesmo nos Executivos, e não temos garantias de que o Judiciário irá barrar tais aberrações. Portanto, nossa única arma é a manifestação, a nossa presença nas ruas e a disseminação de informações a um público maior possível, já que é na internet e em redes como whatsapp que esses grupos têm angariado seguidores, muitos deles muito jovens. É preciso promover debates que esclareçam essas situações que estão amadurecendo na surdina, com pessoas que não nos representam, mas estão em cadeiras que permitem tais movimentos.
 
*O artigo é de Cleomar Manhas, assessora do Inesc e doutora em educação pela PUC/SP, publicado por Outras Palavras, 05-07-2016.

Nota do Cimi: Contra o Militarismo Integracionista, o Fundamentalismo Religioso e o Ruralismo na relação do Estado brasileiro com os Povos Indígenas

O Conselho Indigenista Missionário – Cimi repudia a indicação do Coronel reformado Roberto Sebastião Peternelli, ex-candidato a Deputado Federal pelo Partido Social Cristão (PSC), para a função de presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai). Uma eventual nomeação de Peternelli demonstraria, inequivocamente, o retorno do alinhamento do Estado brasileiro ao militarismo integracionista na relação com os povos originários, a exemplo do que ocorreu durante a ditadura militar, quando mais de oito mil índios foram mortos, conforme demonstrado pela Comissão Nacional da Verdade.

Pelo fato do coronel ser vinculado à bancada do fundamentalismo religioso e esta ser uma espécie de correia transmissora de interesses do ruralismo na Câmara dos Deputados, já que vem apoiando as pautas da chamada bancada ruralista, inclusive a PEC 215/00, a nomeação de Peternelli pelo governo ilegítimo de Temer também significaria a entrega dos povos indígenas na bandeja opulenta do agronegócio, o que é completamente inaceitável.

Ao mesmo tempo, o Cimi demonstra profunda preocupação com as consequências advindas da implementação do Decreto 8785/16 e da Portaria 611/16, ambas assinadas no último dia 10 de junho pelo presidente interino, Michel Temer, e pelo Ministro da Justiça, Alexandre de Morais, respectivamente.

Por meio da portaria 611/16, o governo federal bloqueia a execução de despesas fundamentais e, por consequência, impede o funcionamento regular de órgãos vinculados ao Ministério da Justiça, a exemplo do Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI) e da própria Fundação Nacional do Índio (Funai).

Por meio do Decreto 8785/16, Temer determina que os ministérios devolvam postos de trabalho de Direção e Assessoramento Superiores (DAS) ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Para cumprir a sua cota, que é a maior da Esplanada, o Ministério da Justiça está exigindo que a Funai faça cortes profundos na sua estrutura. Com isso, serviços básicos de atendimento aos povos indígenas, que já estão extremamente precários, serão inviabilizados por completo, atingindo inclusive situações limites como a enfrentada pelos Guarani Kaiowá, vítimas de recorrentes ataques paramilitares no estado no Mato Grosso do Sul.

Inanição do órgão indigenista, desassistência absoluta e aumento dos despejos forçados contra povos indígenas são algumas das consequências potenciais decorrentes dessas graves medidas administrativas do Governo Temer relativamente aos povos indígenas.

O Cimi entende que o golpe à democracia representado pela possibilidade do impeachment da presidente Dilma é potencializado com medidas rasteiras, como estas, do governo interino de Temer, que atentam contra os povos e seus direitos, em benefício exclusivo dos interesses do agronegócio, do latifúndio e das corporações empresariais, de capital nacional e internacional, que as controlam.

Brasília, DF, 04 de julho de 2016

Conselho Indigenista Missionário

Fonte: http://www.cimi.org.br

General que defende golpe de 64 é indicado para presidir a Funai


O general da reserva do Exército Sebastião Roberto Peternelli Júnior, 61, confirmou ao jornal Folha de SP ter recebido um convite do PSC (Partido Social Cristão) para presidir a Funai (Fundação Nacional do Índio). Ele afirmou que aceitou o convite e aguarda uma confirmação do governo.

Em uma página na internet em março passado, Peternelli postou uma imagem em homenagem ao golpe militar de 1964 – "52 anos que o Brasil foi livre do maldito comunismo. Viva nossos bravos militares! O Brasil nunca vai ser comunista", diz a postagem, compartilhada por 750 internautas.

A reportagem é de Rubens Valente, publicada por Folha de S. Paulo, 06-07-2016.

O militar foi candidato pelo PSC a deputado federal por São Paulo em 2014 –recebeu 10.953 votos e não se elegeu.

A Folha confirmou que o PSC encaminhou o nome do general ao Planalto, que ainda não deu resposta. O partido é o único que fez indicação para o cargo.

A sigla considera que a indicação foi "bem recebida" e recebeu a informação de que o nome já foi aprovado pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que costuma fazer averiguação prévia sobre nomes indicados ao governo.

Desde o início do governo interino de Michel Temer, em 12 de maio, a presidência da Funai está vaga.

Nascido em Ribeirão Preto (SP), Peternelli é ligado ao partido que tem uma das bancadas mais conservadoras no Congresso, com oito deputados, entre os quais Jair Bolsonaro (RJ), seu filho Eduardo (SP) e o pastor evangélico Marco Feliciano (SP).

Em outubro de 2014, porém, Peternelli escreveu duas "notas de esclarecimento" e fez postagens em redes sociais para dizer que não defende um novo golpe.

"Estamos em um estado democrático e as instituições funcionam normalmente e não vejo motivos para nenhuma intervenção militar. Não condiz com meus pensamentos. Devemos todos trabalhar para o bem do nosso Brasil."

Peternelli disse à Folha nesta segunda-feira (4) que preferia não falar sobre seus planos na política indigenista e também não quis comentar que experiência acumulada ele tem sobre o tema.

"Tem diversos assuntos [sobre o índio], antes temos que ouvir as lideranças indígenas e os funcionários da Funai", disse.

"Eu gostaria de esperar [para falar dos planos], até para não estar dando declarações sem efetivamente estar credenciado formalmente para a atividade", acrescentou o general.

Questionado, Paternelli disse que só falará sobre sua posição em relação ao golpe de 64 e sobre a postagem que fez após eventual nomeação para o cargo.

Em dados biográficos postados em rede social, o general listou ter servido nas cidades de Campinas (SP), Resende (RJ), Rio de Janeiro, São João del-Rei (MG), Brasília, Taubaté (SP), São Paulo e Pelotas (RS), nenhuma conhecida por forte atual presença indígena.

À Folha ele disse que, como piloto, "voou pela Amazônia". "Não morei lá, mas cumpri muitas missões".

Peternelli foi promovido a general em 2006, no governo Lula, e a general de divisão em 2011, no primeiro governo de Dilma Rousseff. Em 2012, foi nomeado secretário executivo do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência, órgão que, entre outras atividades, controla as atividades de inteligência da Abin.

Campanha

Na campanha eleitoral de 2014, Peternelli fez campanha aberta nas redes sociais pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Ele instou o candidato a falar sobre "infiltração cubana" no programa Mais Médicos e denúncias de corrupção no governo Dilma.

Na época da posse do general no GSI, o órgão informou que Peternelli foi incorporado ao Exército em fevereiro de 1970, na escola preparatória de cadetes em Campinas (SP).

Tornou-se aspirante a oficial de arma de infantaria em dezembro de 1976 e se especializou como "piloto militar de combate". Conforme o GSI, ele comandou a Aviação do Exército em Taubaté (SP) e a 2ª Região Militar.

Procurado, o presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo, desconversou quando indagado se havia indicado algum nome, em especial o do general, para a presidência da Funai. Ele disse que não conversa com o governo sobre cargos, só sobre "assuntos de interesse do país".

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br

05 julho, 2016

Brasil está entre os 10 países que mais desperdiçam alimentos


O Brasil desperdiça 40 toneladas de alimentos por dia. Esse número coloca o Brasil entre os dez principais países que mais perdem alimentos.
A informação é de Magda Calipo, publicada por Radioagência Nacional, e reproduzida por EcoDebate.
Segundo Viviane Romeiro, coordenadora de Mudanças Climáticas do World Research Institute Brasil, essa perda tem diversas implicações. Uma delas é com relação à segurança alimentar.

305 etnias e 274 línguas: estudo revela riqueza cultural entre índios no Brasil

Há mais indígenas em São Paulo do que no Pará ou no Maranhão. O número de indígenas que moram em áreas urbanas brasileiras está diminuindo, mas crescendo em aldeias e no campo. O percentual de índios que falam uma língua nativa é seis vezes maior entre os que moram em terras indígenas do que entre os que vivem em cidades.

As conclusões integram o mais detalhado estudo já feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre os povos indígenas brasileiros, baseado no Censo de 2010 e lançado nesta semana.

Segundo o instituto, há cerca de 900 mil índios no Brasil, que se dividem entre 305 etnias e falam ao menos 274 línguas. Os dados fazem do Brasil um dos países com maior diversidade sociocultural do planeta. Em comparação, em todo o continente europeu, há cerca de 140 línguas autóctones, segundo um estudo publicado em 2011 pelo Instituto de História Europeia.

No “Caderno Temático: Populações Indígenas”, o IBGE faz um mapeamento inédito sobre a localização desses povos e sua movimentação ao longo das últimas décadas.

O estudo diz que, entre 2000 e 2010, os percentuais de indígenas brasileiros que vivem nas regiões Sul e Sudeste caíram, enquanto cresceram nas outras regiões. A região Norte abriga a maior parcela de índios brasileiros (37,4%), seguida pelo Nordeste (25,5%), Centro-Oeste (16%), Sudeste (12%) e Sul (9,2%).

Entre 2000 e 2010, também caiu o percentual de indígenas que moram em áreas urbanas, movimento contrário ao do restante da população nacional.

‘Retomadas’

Segundo a pesquisadora do IBGE Nilza Pereira, autora do texto que acompanha o estudo, uma das hipóteses para a redução no percentual de indígenas no Sul, Sudeste e em cidades são os movimentos de retorno a terras tradicionais.

Nas últimas décadas, intensificaram-se no país as chamadas “retomadas”, quando indígenas retornam às regiões de origem e reivindicam a demarcação desses territórios. Em alguns pontos, como no Nordeste e em Mato Grosso do Sul, muitos ainda aguardam a regularização das áreas, em processos conflituosos e contestados judicialmente.

Em outros casos, indígenas podem ter retornado a terras que tiveram sua demarcação concluída. Hoje 57,7% dos índios brasileiros vivem em terras indígenas.

Outra possibilidade, segundo Pereira, é que no Sul, Sudeste e nas cidades muitas pessoas que se declaravam como indígenas tenham deixado de fazê-lo.

Ainda que sua população indígena esteja em declínio, a cidade de São Paulo ocupa o quarto lugar na lista de municípios brasileiros com mais índios, com 13 mil. Parte do grupo vive em aldeias dos povos Guarani Mbya nos arredores da cidade, em territórios ainda em processo de demarcação.

O ranking é encabeçado por São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do Amazonas. O município abriga 29 mil indígenas e foi o primeiro do país a aprovar como línguas oficiais, além do português, três idiomas nativos (tukano, baniwa e nheengatu).

O estudo mostra como morar numa terra indígena influencia os indicadores socioculturais dos povos. Entre os índios que residem nessas áreas, 57,3% falam ao menos uma língua nativa, índice que cai para 9,7% entre indígenas que moram em cidades.

Mesmo no Sul, região de intensa colonização e ocupação territorial, 67,5% dos índios que vivem em terras indígenas falam uma língua nativa, número só inferior ao da região Centro-Oeste (72,4%).

A taxa de fecundidade entre mulheres que moram em terras indígenas também é significativamente maior que entre as que vivem em cidades. Em terras indígenas, há 74 crianças de 0 a 4 anos para cada 100 mulheres, enquanto nas cidades há apenas 20.

Para Nilza Pereira, do IBGE, ao mostrar detalhes sobre indígenas de diferentes pontos do país, o estudo será útil para o planejamento de políticas públicas diferenciadas para esses povos. Os dados também foram usados na elaboração de vários mapas, que compõem o “Atlas Nacional do Brasil Milton Santos”.

Cultura indígena

O ativista indígena Denilson Baniwa, cofundador da Rádio Yandê, diz à BBC Brasil que o estudo ajuda a combater a falta de conhecimento sobre os povos indígenas no Brasil.

Baniwa, que mora no Rio de Janeiro e é publicitário, diz se deparar frequentemente com pessoas que acham que “o indígena ainda é aquele de 1500”. Segundo o ativista, muitos questionam por que ele se considera indígena mesmo falando português ou usando o computador em seu trabalho.

“Respondo que cultura não é algo estático, que ela vai se adaptando com o tempo. E pergunto a eles por que não vestem as mesmas roupas usadas pelos portugueses em 1500, por que não falam aquele mesmo português e por que não usam computadores de 1995.”

Cofundador da Rádio Yandê, Denilson Baniwa diz que há ‘grande’ desconhecimento sobre diferenças culturais entre povos indígenas

Para Baniwa, há ainda grande desconhecimento sobre as enormes diferenças culturais entre os povos indígenas brasileiros. Ele exemplifica citando dois povos de sua terra natal (a região do rio Negro, no Amazonas), os baniwa e os tukano.

“Comparar um baniwa a um tukano é como comparar um francês a um japonês. São povos com línguas, hábitos e características físicas bastantes distintas, e isso porque vivem bem próximos. Imagine a diferença entre um baniwa e um kaingang, um povo lá do Rio Grande do Sul?”

Ao mesmo tempo em que combate o preconceito contra indígenas que, como ele, moram em cidades, Baniwa afirma que cada povo deve ser livre para decidir como quer se relacionar com o resto da sociedade.

“Se um povo entender que o contato com o mundo moderno não será benéfico e que prefere ficar mais isolado em sua terra, vamos lutar para que essa decisão seja respeitada.”
 
*Por João Fellet, da BBC

Fonte: http://www.geledes.org.br

30 junho, 2016

Tocha Olímpica - Não é um símbolo qualquer, mesmo que fosse, merece respeito!

Tocha Olímpica
Não é um símbolo qualquer, mesmo que fosse, merece respeito.

Que as olimpíadas, através de cada movimento das/dos atletas, mostre a todos nós, nosso potencial e nos inspire a transformar sonhos em realidades.

Manifestar opinião, protestar é um direito, más é preciso a certeza da importância de ser “tolerante”.

A Tocha Olímpica é Símbolo dos Jogos Olímpicos. 
Simbolismo da Paz. 
Remete aos valores dos Jogos Olímpicos: Excelência, Amizade e Respeito.

“Que a Tocha Olímpica siga o seu curso através dos tempos para o bem da humanidade cada vez mais ardente, corajosa e pura”. (Pierre de Coubertin)

Histórico das Tochas

A chama olímpica é uma homenagem aos gregos da antiguidade que inventaram os Jogos originais e que tinham uma adoração pelo fogo. Sempre é acesa meses antes dos Jogos com a ajuda do sol em Olímpia, na Grécia, nas ruínas no templo de Hera. De lá é levada até o país onde acontecerá o evento para ser conduzida em um percurso que termina no Estádio Olímpico, onde é acesa a pira. Na era moderna, a tocha é usada desde a edição de 1936, em Berlim.

Pastoral da Criança - Campo Novo de Rondônia - Ro

Pastoral da Criança - Campo Novo de Rondônia - Ro.

26 junho, 2016

Almoço com as irmãs

Almoço na casa das irmãs São Carlos de Lyon, Campo Novo de Rondonia - RO

Primeira Igreja de Campo Novo de Rondônia - RO

Primeira Igreja de Campo Novo de Rondônia - RO. Foi construída pelos Garimpeiros.

25 junho, 2016

Foi maravilhoso!

Nesse momento despedindo de Guajará Mirim e partindo para Campo Novo - Rondônia.
Vim conhecer para amar, volto amando esse povo.
Foi maravilhoso esses dias, a acolhida das irmãs da congregação São Carlos de Lyon: FÁtima, Maria, Celi e a postulante Ezislaine, dos padres e Osmar e Renato,   missionárias e missionários, seminaristas e desse povo querido guajaramirence.
Vim conhecer para amar, volto amando esse povo.
Foi maravilhoso conhecer as iniciativas, alegrias e dores desse povo amado.
Nesse sábado fico em Campo Novo. Domingo vou para a capital Porto Velho á na madrugada, amanhecer de segunda  feira pego o voo para Maringá.

24 junho, 2016

Almoço com missioários

Almoço na casa do casal missionário Alberto e Beliuza.
Guajará Mirim - Rondônia

22 junho, 2016

Comunidade rural

Hoje, fui com o Pe. Genivaldo, conhecer as comunidades rural.
As fotos, missa na comunidade rural Santa Paulina.
Guajará Mirim - Rondônia

Mesmo maltrada a beleza da natureza!

Retornado da capital Porto Velho á Guajará Mirim, contemplando a beleza da criação de nosso Deus.
Sol, Rios a Natureza....
A natureza que deu para perceber maltratada, isso é triste.